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Michel Temer, gracias por atendernos, ¿cómo está usted?
Alo, ¿como está presidente? ¡Muy bien!
Felicitándolo. ¿Cómo está usted?
Muchas Gracias, presidente. Yo quiero luego visitarlo en Argentina.
Bien, ¿cómo ha sido este día?
Sí, yo quiero visitarlo. Si me invita, con mucho gusto.
Aaaah, me parece que está un poco errado… Bueno, Michel Temer, quería hacerle una consulta: ¿A qué hora va a hablar usted?
Yo voy a hablar a las cuatro de la tarde.
O inesquecível diálogo de Temer recebendo a falsa ligação do presidente argentino, Mauricio Macri foi sua primeira atuação internacional como presidente. Poucas horas após o afastamento de Dilma, ele gastou seu portunhol à toa, já que quem estava do outro lado da linha era um radialista argentino passando um trote no presidente não-eleito. O episódio foi um prenúncio do que seria a nossa nova política internacional.
Em pouco mais de 6 meses, Michel Temer vem acumulando uma infinidade de saias justas e gafes internacionais. Não é de se estranhar, já que seu governo considera Alexandre Frota um cidadão gabaritado para opinar sobre os rumos do Ministério da Educação, chama o MBL para contribuir com a comunicação do Planalto e mantém Alexandre de Moraes no cargo pela sua aparência de Kojac. Mas, sem dúvidas, é a política internacional do governo que tem concentrado a maior parte das trapalhadas.
Com a nomeação de José Serra para comandar a pasta das Relações Exteriores, o Brasil passou a assumir um papel agressivo dentro do continente, com certo tom imperialista. A nova postura é clara: trata com rispidez os países com governos de esquerda, com carinho os de direita e balança o rabinho para as grandes potências.
O cavalo de pau ideológico na política externa agradou muito os jornalões brasileiros, especialmente Folha, O Globo e Estadão, mas causou estranheza no editor da Foreign Policy — uma das principais revistas especializada em relações internacionais:
“Se Serra acha que reformar a política externa é desfazer o que o Lula fez, ele não está agindo em nome dos interesses do Brasil […] se voltar às políticas pré-Lula, que eram essencialmente ‘vamos ter políticas de comércio com algumas partes do mundo, não vamos causar problemas, vamos adotar um tom cético-reflexivo em relação aos EUA etc.’, isso não seria bom.”
Fernão Lara Mesquita, herdeiro do jornal Estado de São Paulo, em ato pró-Aécio em 2014.
Foto: Instagram de Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, dono da Jovem Pan
Diplomatas da Unesco também se mostraram preocupados com a nova política externa brasileira. Em junho, o Itamaraty ameaçou mudar seu voto em uma resolução em defesa do patrimônio histórico nos territórios da Palestina que classificava Israel como país ocupante. O Brasil havia votado a favor. Uma mudança de voto não alteraria o resultado (33 x 6 em favor da Palestina), apenas marcaria uma nova posição de alinhamento aos EUA, que votaram contra. O fato assustou um alto diplomata da Unesco:
“A nota indica que tende a haver uma mudança. Entendo que o ministro José Serra queira se opor ao governo de Dilma Rousseff, mas isso terá impactos nas relações bilaterais e pode até representar uma ruptura na abordagem brasileira, que é histórica em relação à Palestina. […] É estranho que um país influente como o Brasil inverta sua posição desta forma.”
Instalado o quiproquó, o Itamaraty voltou atrás e disse que manteria o voto. Que beleza!
O Brasil foi representado no exterior por um presidente sem voto, um chanceler que não sabe o que é NSA, um bispo da Universal e o maior desmatador da Amazônia. Que orgulho para nação!
No curto período em que está à frente da pasta, Serra tem protagonizado esquetes de Monty Python que fazem o trote do Macri fake parecer coisa de amador. Logo na primeira entrevista após sua posse, ele foi questionado sobre a NSA e respondeu com outra pergunta: “NSA, o que é isso?”. É curioso imaginar que Serra conheça muito bem a Chevron — a quem prometeu alterar o regime de partilha do pré-sal —, mas não conhece a agência de segurança norte-americana que admitiu ter espionado a Petrobrás e a ex-presidenta da República. Como chanceler, Serra me parece ser um excelente gerente comercial.
Na mesma entrevista, prometeu “turbinar o Itamaraty”, que sofria com falta de dinheiro nas embaixadas e reclamação de baixos salários pelos funcionários, que entraram em greve em agosto. Com um jeitinho diplomático que é só seu, Serra ordenou que os salários dos grevistas fossem cortados — o que foi impedido pela Justiça, que considerou a medida excessiva, atestou a legitimidade da greve e ordenou o pagamento integral dos salários.
Recentemente, quando perguntado sobre o significado da sigla BRICS, demonstrou enorme dificuldade para explicar. Antes de incluir a Argentina no grupo, o ministro disse que “os BRICS é o conjunto dos países maiores”. É como perguntar para um líder sindical “o que é FGTS?”, e ele titubear.
E não se pode dizer que essa peculiar desenvoltura diplomática do tucano seja novidade para Temer. Quando candidato à presidência da República em 2002, o jingle de campanha de Serra usava a Argentina como exemplo para aterrorizar os eleitores: “Quero Serra, porque o Brasil quer mais. Avançar, melhorar, corrigir. O que eu conquistei, não vou jogar para cima. Com todo respeito, não vou ser outra Argentina”. Já na campanha presidencial de 2010, o candidato afirmou que o “governo boliviano é cúmplice do tráfico de cocaína”. Ali já se desenhava o chanceler de excelência que ganharia o Brasil.
Nessa semana, quando foi à Índia e ao Japão, Temer montou uma comitiva com os ministros Serra, Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) e Blairo Maggi (Agricultura). Ou seja, o Brasil foi representado no exterior por um presidente sem voto, um chanceler que não sabe o que é NSA, um bispo da Universal e o maior desmatador da Amazônia. Que orgulho para nação!
Blairo Maggi, Michel Temer, Serra e Marcos Pereira.
Foto: Beto Barata/Presidência da República/Divulgação
Temer chegou a contar detalhes de um almoço com Putin que nunca aconteceu. O golpismo é mesmo um estado de espírito.
Presidente da República em Exercício, Michel Temer, Ministro das Relações Exteriores, José Serra, Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão e o Prefeito do Rio, Eduardo Paes recebem o Secretário de Estado John Kerry durante recepção aos chefes de estado e de governo, por ocasião dos Jogos Olímpicos Rio 2016. (Rio de Janeiro – RJ, 05/08/2016).
Foto: Beto Barata
Mesmo retornando ao Brasil 11 horas antes do previsto ao saber da prisão do seu amigo de fé, Eduardo Cunha, Temer teve tempo para protagonizar mais um vexame. Mantendo a tradição diplomática de seu governo, o presidente contou mais uma lorota ao mundo: garantiu ter tido um encontro com Vladimir Putin, quando, na realidade, foi o único presidente dos BRICS a não ser recebido pelo russo. Temer chegou a contar detalhes de um almoço com Putin que nunca aconteceu. O golpismo é mesmo um estado de espírito. Segundo o enviado especial do Estadão, Andrei Netto, com informação do Russia Today, os russos preferiram “não se aproximar do presidente brasileiro após a ‘mudança brusca’, como se referiram ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff”.
Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, é outro importante representante da nova política internacional brasileira. O bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus — e braço direito de Edir Macedo — também deu seu showzinho na Ásia. Segundo o professor de Economia Internacional e vencedor do Prêmio Esso José Carlos de Assis, o bispo “esculhambou publicamente, para dezenas de jornalistas, a política de proteção industrial da Índia” na casa do anfitrião. Certamente não veremos a mesma esculhambação para cima da histórica política protecionista dos EUA, já que o Brasil agora sabe se colocar no seu devido lugar. Tanto que até abdicamos do nosso histórico pleito por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. É que, segundo Serra, “isso é briga de gente grande”.
Mas o mais inacreditável é ler nos grandes veículos de imprensa que o grande mérito da nova política internacional brasileira foi ter se livrado das amarras ideológicas dos governos anteriores. É como se ela fosse calcada unicamente no purismo da técnica, do conhecimento, da ciência. Essa crença de que a ideologia é um monopólio das esquerdas é fascinante. Me lembra muito o paulistano que jura não ter sotaque.
Essa foto dos dois abanando o rabinho para o cara dos EUA é muito, muito simbólica… Os dois estão se derretendo feito cãezinhos amestrados.
Realmente, viramos a República da Banânia, piada pronta. Que lixo de gente tomou o poder…
Ôrra, meu, ma nóis, aqui de São Paulo, nóis num tem sotaque. Os otro é que tem. Qual é o pobrema da gente ir na pastelaria e pedir “um chopps e dois pastel”?
A carinha de cãozinho obediente do Serra olhando para o John Kerry diz muito sobre a nova política externa.
Caramba, chorei de tristeza lendo isso…
Isso é melhor que o PT. Daí dá para ver como estavamos na merda. Para
como já dizia Einstein tudo é relativo, o q esta aí é melhor do q o PT, mas para quem? Pra mim é que não é.
Pra Globo, com Certeza, pro Serra pô o cara tá viajando e falando merda a vontade pra ele tá uma maravilha…
para os empresários que preferem demitir pessoas em São Paulo e contratar no nordeste por menos da metade do valor gasto em sampa com uma qualidade de serviço muito inferior tá perfeito, desde que renda lucro no final do mês…
pra esse tá ótimo pq assim Sampa vai acabar aceitando trabalhar pelo valor q se paga no Nordeste aí o serviço melhora, não a violência a perda de consumo e um desemprego absurdo…
é, tem gente q acha realmente que o que está aí é melhor, é melhor para manter a mediocridade.
Bonito era apoiar a Venezuela, tratar Kadafi como “irmão”, assistir a Bolívia inundar o país de cocaina sem falar nada, se ajoelhar pra Cuba, financiar ditaduras…
A gente tem o que merece. Precisamos ir à luta e rápido. Não podemos aceitar a plutocracia no comando. O comando é nosso! Viva Marighella!!
Excelente seu texto! Só mesmo uma leitura bem-humorada dos fatos pra reduzir nosso constrangimento com o governo golpista.
João, você acha que o Serra põe em risco a longa tradição da política externa brasileira, discreta, conciliadora e não intervencionista?
Acho que não coloca em risco porque os princípios da política externa brasileira são bem consolidados. Apesar da péssima imagem da nossa política interna, na política exterior o Brasil ainda tem alguma respeitabilidade — acho que nem o Serra vai conseguir destruir isso. Porém, o ideal é que o Itamaraty volte a ter um diplomata de carreira como chanceler para que o discurso se amenize e as práticas diplomáticas voltem a ser conciliadoras como você mencionou. Abç.
Então não é bem assim, atos bons são bem vistos, mas facilmente esquecidos, atos ruins são constantemente relembrados, muitos atos ruins certamente impactarão nossa visualização externa. E com isso investimentos internacionais de boa repercussão no país. Ninguém mais quer uma barragem se rompendo como a q tivemos não é?
se houver investimentos neste período desconfie, Quem dá a Cocaína a um estudante não quer que ele tenha uma viagem legal, quer um viciado, é mais ou menos o mesmo tipo de investimento q se tem em um país desmoralizado.
Subemprego Subdesenvolvimento, sub Classes Sociais.
Maior violência por falta de acesso à produtos de consumo, ou vc acha que o pivete que saca uma arma e coloca na sua cabeça pedindo o seu tênis correria esse risco se tivesse acesso à tecnologia, basta notar que smartphones não são mais tão furtados hj em dia, o acesso torna nosso dia dia mais seguro.
e uma coisa leva a outra é como empurrar um copo o otimista vai falar ainda tem mais mesa o Pessimista lhe dirá tem menos mesa e uma hora o copo vai cair.
Pessimistas costumam ter os pés no chão.
Muita vergonha…me preocupa o desserviço desses senhores à nação e a trabalheira q será reconstruir o caminho e o protagonismo q já tínhamos alcançado.
Você desinforma os seus leitores ao não diferenciar a posição dos jornais brasileiros sobre Serra.
É conveniente à propaganda do Intercept de salvador da pátria do jornalismo tupiniquim, mas não passa de uma simplificação, para dizer o mínimo.
Aqui, trecho do editorial mais recente da Folha sobre Serra chanceler , de 16 de setembro:
“O ministro José Serra (Relações Exteriores), contudo, preferiu o motivo mais frágil para levar adiante o que parece ser sua prioridade regional: isolar a Venezuela. Tanto assim que sua pressão para o Uruguai retirar o apoio a Caracas no Mercosul (era preciso haver consenso entre os fundadores) chegou a estremecer as boas relações entre Brasília e Montevidéu.
São evidentes os sinais de cálculo eleitoral nessa diplomacia inflexível de Serra, em tudo distante da condescendência característica dos governos antecessores.
Nesse intuito, o chanceler ameaça os bem-vindos, embora tardios, esforços do Itamaraty para facilitar o diálogo entre governo e oposição na Venezuela. Mais relevante, põe em risco a longa tradição da política externa brasileira, discreta, conciliadora e não intervencionista.”
http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2016/09/1813770-novo-tom-do-mercosul.shtml
Fabiano,
Editoriais da Folha não são suas reportagens. Existe um oceano de diferença entre a página de opinião da Folha (com Clóvis Rossi, Ruy Castro entre outros) e as reportagens, que são muito mais seletivas sobre questionar o governo. Em particular, veja a maneira ‘neutra’ como mencionam o PEC 241.
Caro, para não passar vergonha, aprenda a diferença entre editorial, coluna de opinião e reportagem antes de comentar. Comparar reportagem de PEC 241 com editorial de política externa? Faça-me o favor.
E é uma pena que o autor do texto não comente nada sobre o editorial.
Fabiano, você escolheu um editorial em que há uma crítica pontual sobre a postura de Serra em relação à Venezuela. Uma crítica bastante leve, aliás. Ela não representa a posição da Folha em relação às linhas gerais da política externa do governo Temer.
Separei alguns trechos do editorial do dia 23/05 para sua apreciação:
“Além da economia, submetida a autêntica devastação por efeito dos erros e abusos do governo Dilma Rousseff (PT), outro núcleo estratégico em que a mudança da gestão federal se mostra bem-vinda é o das relações exteriores.”
“O chanceler José Serra anuncia agora o propósito de manter o prumo de uma diplomacia independente, mas escoimada da distorção antiocidental. Pretende adotar, noutra inflexão tardia e necessária, diretriz pragmática voltada a atrair investimentos e explorar oportunidades comerciais e tecnológicas.
Flexibilizar as amarras do Mercosul; deslocar a ênfase dos emperrados mecanismos multilaterais para uma proliferação de acordos bilaterais de comércio; utilizar o ativo brasileiro que é a biodiversidade de modo a colocar o país na vanguarda da reforma ambiental –as diretrizes enunciadas vão na direção certa.
Trata-se de restaurar os melhores valores do Itamaraty –em que o apoio à autodeterminação dos povos e à solução pacífica dos conflitos se combina a uma discreta, mas atenta simpatia pelos direitos civis e humanos–, conferindo a sua consecução mais equidistância, eficiência e pragmatismo.”
Essa é a posição da Folha em relação ao novo Itamaraty.
um abraço
Ok. Seria interessante citar, também, a frase que encerra o editorial que você cita como hipotética negação do apoio da Folha às mudanças no Itamaraty.
Pra facilitar, copio abaixo:
“Sempre se cobrou, neste espaço, que o Itamaraty fosse conduzido sem ideologia. A cobrança persiste.” (sic)
Dá pra perceber o apoio às linhas gerais da nova política externa é reforçado. E não pouco, já que é o argumento usado pra encerrar o editorial, dando aquela enfatizada.
Se há crítica ao Serra, é mais por sua habilidade na implementação da tal política externa “sem ideologia” do que pela orientação geral dada ao ministério sob Temer.
Seria massa que a Folha tirasse algum dia pra explicar em editorial essa quadratura do círculo de uma política (interna, externa, tanto faz) sem ideologia. Mas uma coisa de cada vez.
Sem dúvidas, TC.
O editorial de maio mostra um apoio tão efusivo à nova política externa que essa crítica mais recente ao Serra não compromete a ideia que eu quis passar no texto. E o trecho final, como você destacou, mostra claramente isso.
Muito boa reportagem, João, objetiva, direta ao ponto, muito esclarecedora.
Parabéns!!!!
Pelo menos ele n vai tentar estocar o vento ou dobrar a meta… N sei nem como eu entrei nesse blogzinho aqui, seu investimento em anúncios tá rendendo!
A meta? Ele já triplicou asno!
Moreira Franco, Romero Jucá, Alexandre Frota, MBL, José Serra, Padilha, escola sem partido, Alexandre de Morais, Geddel, esta porcariada toda deu um golpe como entender isto?
Após 1822, o incauto príncipe regente português manda um grupo de jovens brasileiros para Paris a fim de que pudessem, em contato com as cortes europeias, terem alguma educação (ilustração) para, ao voltarem ao país, ajudarem no seu dito desenvolvimento. Mas como o golpismo imperava naquela época, foram enviados alguns rapazes protegidos de um conde ou visconde que não sabiam nem geometria básica e tampouco liam de fato. Resultado: o tesouro nacional gastou horrores e depois teve que usar a força para trazê-los de volta. Temos, alguns anos depois a mesma coisa, 4 senhores sem nenhum conhecimento aboletam-se num avião particular, hospedam-se em hotéis caros, consomem boa comida e boa bebida, aproveitam os prazeres econômicos de outro país, não conseguem fechar nenhum acordo comercial que preste. Por serem incautos, ignorantes, ficam com essas caras de bundão e apenas fodem com o país. Tal qual em 1822, pois este é o ano em que nos encontramos.
João Filho, o TheIntercept Brasil deveria ter um canal no Youtube. Seria muito bom, no fim de semana, ouvir opiniões de jornalistas sérios e comprometidos com o povo brasileiro.
Ótima idéia.
Parabéns! Venho acompanhando a pouco tempo o theintercept, são reportagens com conteúdos que satisfazem o leitor. Vai ganhar mais espaço na mídia. As reportagens da Helena Borges, também são muito boas.
Estamos bem representados e vistos lá no exterior pelo visto….
Meus amigos o que vivemos no Brasil hoje é uma coisa inacreditável, uma vergonha. Como pode em tão pouco tempo o país chegar a um nível de imoralidade desses. O que mais choca é a postura criminosa e antipatriota da mídia que a cada dia cria um factoide colocando o país num verdadeiro precipício. Até quando?
Bom mesmo era se alinaharbcom a escória da América latina né? Pff…. Ninguém disse que não deveria ser alinhada. Oq se está cansado é de ver o Brasil se alinhando com marginais loucos, e ainda perdendo dinheiro por isso.
Brasil só teve superávit na balança comercial com a Venezuela e o Equador. Nunca perdeu dinheiro. Pelo contrário, ganhou, e muito: foram 2 bilhões de dólares ganhos em negócios com a Venezuela só em 2015. Em comparação, nosso principal parceiro comercial externo, a China, gerou 4 bilhões de lucros no mesmo período. O único dos países “escórias” com qual temos déficit na balança comercial é a Bolívia, e a razão é simples: é nossa principal fonte estrangeira de gás natural, e responsável por 10% de nossa matriz energética. Loucura é, em um período de crise econômica, alienar nossos principais parceiros comerciais e fornecedores de energia, por critérios exclusivamente ideológicos.
Não é exagero dizer que o theintercept constitui um ponto de iluminismo nessa terra média que é o Brasil. Arguta análise João! Triste ver que o país se apequenou no cenário internacional.
Nao e exagero dizer que o theintercept constitui um ponto de iluminismo nessa terra média que é o Brasil! Análise arguta, Joao. Como o Brasil se apequenou no cenário internacional. Triste ver os brasileiros se orgulhando de ter
Por mais que me esforce, vendo as imagens, não dá para levar à sério.
Esse governo é uma piada, daí a seriedade da situação para o povo brasileiro.
Como resolver não sei mas, a continuar como está, o futuro é tenebroso.
O The Intercept_BR mal estreou e já está nos meus favoritos. É importante este trabalho de desnudar, com fontes confiáveis, insuspeitas e incontestáveis, o retrocesso escancarado pelo qual passa o Brasil.
Obrigada
Boa demais, só faltou falar sobre o machismo do Serra no México.
Absurdo.
Pois é, eu ia comentar! Infelizmente, são tantas trapalhadas, que não dá para citar tudo, mas essa foi grossa.
Acredito que o artigo seja tendencioso a política de esquerda, mas concordo com alguns pontos. Porém não necessariamente condeno o governo Temer, mesmo porque ele trouxe confiança a economia novamente, que era exatamente o que precisávamos nesse momento.
Temer “trouxe de confiança à economia, Halyson, sério? Sinto dizer, mas acho que essa afirmação sua acaba colocando em dúvida exatamente o que você compreende como tendencioso.
Fazendo um paralelo com outro vexame diplomático (pra não dizer flagrante falsificação) desse presidente ilegítimo naquele discurso na ONU em relação aos haitianos no Brasil (dizendo que eles são refugiados, quando na verdade receberam “visto humanitário”, coisa completamente diferente segundo a própria ONU), o que o Temer está trazendo cada vez mais para o nosso país é como uma Síria destroçada política e economicamente.
Aliás, falando em Síria, outro vexame não listado pelo artigo do João é o de o governo ilegítimo ter encerrado as tratativas para mais acolhimento de refugiados desse país.
Agora, se você não consegue enxergar esses fatos escancarados que negativam a nossa respeitada tradição em relações exteriores, isso não me surpreende, pois as “fontes não tendenciosas” das quais você parece se alimentar são as mesmas que estão promovendo uma crença de confiança cega em relação à retomada da economia, uma ilusória zona de conforto cuja “tendência” é, pelo contrário, nos levar junto com o desastre dela.
Pela sua avaliação devemos, certamente, estar em países diferentes!!!!!
Vc pode achar que o governo tem altos e baixos, mas a abordagem aqui é sobre a política externa, especificamente
Tanta confiança que tomou um pito do primeiro ministro do Japão e e economia só faz piorar.
Põe no Google alguns índices que ele te retorna gráficos bem didáticos. Sugestão PIB, Balança Comercial, Desemprego, Crescimento de vendas no comercio, fabricação e venda de automóveis, etc.
Ai você pode tirar uma conclusão mais acertada.
da onde vc tirou que trouxe confiança? da bolsa de valores? por favor, a bolsa é totalmente insignificante, pois são poucas empresas listadas quando se compara com o total de empresas do Brasil, e ainda por cima é muito operada por especuladores, não se tem um parâmetro da economia real, produtiva do Brasil com dimensões continentais.
Texto excelente.
Ótima análise!
Isso é realmente um pesadelo!!! Triste, muito triste!! Porcas trapalhadas de alguns imbecis. Continuamos a patinar………
é realmente impressionante presenciar um retrocesso de um século em tão pouco tempo… parece até que era um sonho
Pois eu acho que ISTO é que está parecendo um pesadelo. Quando eu vou acordar?
Enfim, Tales e ana s., um sonho que de repente, não mais que de repente, se transformou em pesadelo.
Bela síntese, João! Grato!
Alguém poderia confirmar ou desmentir que o ministro das relaçoes exteriores já está meio “gagá”, rateando cognitivamente?
Li sobre isso estar ocorrendo e parece algo bem relevante.
Você acredita mesmo que alguém gagá articule um golpe para por a mão no petroleo do Brasil?
Acho que só quer parecer inofensivo. ;)
Me acordem em 2019, por favor.