Em São Paulo, ontem, dia 29, manifestantes se reuniram para mostrar apoio à candidatura de Donald Trump e fazer acusações contra sua oponente, Hillary Clinton. Apesar de vários terem demonstrado no Facebook seu interesse em participar, apenas umas dúzias apareceram. O grupo de direita Juntos Pelo Brasil, organizador do evento, ridicularizou Clinton colocando-a como a “Dilma Americana”, afirmando que ambas as líderes “cometeram crimes, têm passado comunista, são absolutamente inaptas para comandar um país”. Assim como todo discurso de direita no Brasil, a propaganda feita pelos coordenadores do evento era repleta de um medo obsessivo de comunistas: a crença de que Clinton, de forma similar a Dilma, representaria uma espécie de caminho para Cuba, Venezuela e para a tirania do bolivarianismo. É praticamente impossível engatar um debate político com algum representante da extrema direita no Brasil que não termine com ele dizendo “vá para Cuba!”: um clichê que acusa implicitamente qualquer que não chegue a um Jair Bolsonaro de ser comunista.
O recorte simplista da realidade feito pelos manifestantes sobre Dilma, Clinton e Trump demonstra uma profunda ignorância sobre a política norte-americana, comum à direita brasileira. Hillary Clinton, como outros candidatos do Partido Democrata estabelecido, está praticamente tão longe do comunismo quanto um político poderia estar. Não é um exagero afirmar que, da mesma forma que Barack Obama foi antes, ela é a completa antítese desses clichês anticomunistas.
Mais do que a candidata favorita da classe trabalhadora, Hillary Clinton é amada pelos banqueiros e investidores de Wall Street. Em julho, o The Wall Street Journal – em uma matéria com a manchete: “O dinheiro dos fundos de investimento está mais para Hillary que para Trump” – informou que “dados mostram que apenas sete empresas financeiras geraram 47,6 milhões de dólares para grupos que trabalham para a Sra. Clinton. O total para Donald Trump: por volta de 19 mil dólares.” Donos de bancos em Wall Street afirmaram repetidas vezes que, embora Clinton vá utilizar uma retórica populista para ganhar a eleição, eles sabem que a candidata não vai agir de acordo com o que diz e que será uma forte aliada, protegendo seus interesses econômicos.
Manchete: “Por que Wall Street ama Hillary – Ela tenta soar populista, mas os bancos estão prontos para oferecer uma chuva de dinheiro para sua campanha”
Há duas semanas, o Washington Post mostrou em detalhes o tamanho do apoio que Clinton recebeu dos capitalistas do país no artigo “Como mega doadores ajudaram a levantar $1 bilhão para Hillary Clinton”. Na semana passada, o USA Today publicou uma matéria intitulada “A proposta de Clinton em 2016 atrai mais investidores de Wall Street que Obama em 2012”. Por que isso é tão significativo? Porque, quando Obama concorreu à presidência em 2008, Wall Street deu muito mais dinheiro a ele do que ao seu oponente republicano; e, em 2012, “um terço do valor arrecadado pelos maiores eventos para levantar fundos [para Obama] veio do setor financeiro.” Em artigo bastante lido, publicado pela The Atlantic na semana passada, Matt Stoller mostra como o Partido Democrata, ao longo de décadas, deliberadamente se distanciou de seu populismo econômico para se tornar o partido das elites econômicas.
De fato, tanto Hillary quanto Trump se posicionaram no exato oposto de como os manifestantes brasileiros de direita entendem a política norte-americana. Em julho, Hank Paulson, ex-CEO do grupo financeiro Goldman Sachs e ex-Secretário do Tesouro no governo de George W. Bush, escreveu um artigo de opinião no Washington Post apoiando Clinton. Paulson disse que “acha particularmente estarrecedor o fato de que Trump, um homem de negócios, nos diga que não vai tocar nos programas sociais, no Medicare e no Medicaid.” Em outras palavras, Paulson acredita que Clinton vá fazer cortes em programas sociais para a população pobre, enquanto Trump os protegeria: então, Clinton faria exatamente o oposto do que um “comunista” faria, e Clinton – não Trump – está exatamente na posição que a direita brasileira afirma apoiar (medidas de austeridade).
Até mesmo um rápido olhar sobre o estilo de vida de Hillary Clinton e de seu marido, Bill, revela a farsa total em sugerir que ela tenha alguma afinidade com o comunismo. Ao longo dos últimos 15 anos, ambos os Clintons se tornaram extremamente ricos, principalmente por palestrarem para empresas de Wall Street, fundos de investimento, grandes conglomerados empresariais e outros campeões do capitalismo em troca de centenas de milhares de dólares em pagamentos. O Washington Post apurou que os Clintons arrecadaram, juntos, 2 bilhões de dólares, e que “construíram uma operação sem igual para levantar fundos, que logo alcançou cada setor econômico – das nobres instituições de Wall Street até as potências emergentes no Vale do Silício.”
É claro que, enquanto apenas uma extrema ignorância poderia fazer alguém considerar a “Dilma Americana” como um tipo de simpatizante do comunismo disposto a pavimentar o caminho até Caracas, algo bastante parecido poderia ser dito da própria “Dilma brasileira”. Embora ela tenha sido uma guerrilheira comunista no início dos anos 70, quando lutava contra a ditadura militar – há 45 anos – ela esteve muito, muito distante desse passado enquanto foi presidente do país. Na verdade, enquanto a direita no Brasil a acusava constantemente de ser uma combatente marxista arrastando o país na direção de Havana, ela e seu partido se envolveram em uma longa série de acordos com oligarquias, magnatas e grandes corporações no Brasil, na qual ambos os lados tiraram grandes benefícios do fervor capitalista. Como Alex Cuadros detalhou no Washington Post, o PT acabou “proporcionando ajustes fiscais para corporações” e “transferiu dinheiro para o topo da pirâmide de renda”: não exatamente a agenda prescrita no Manifesto Comunista.
No entanto, o que quer que se pense sobre Dilma, a noção de que Hillary Clinton seria uma proto-marxista e Donald Trump um rígido defensor do capitalismo não provocaria nada além de gargalhadas em qualquer pessoa com a menor familiaridade com a política norte-americana. E, isso, sem falar no espetáculo bizarro apresentado pelos manifestantes de direita, que decidiram que os desafios políticos de seu país tinham algo a ver com Trump: por que um brasileiro membro da direita iria querer que os EUA deportassem trabalhadores sem documentos, proibissem muçulmanos de entrar no país e construíssem uma aliança americana com Vladmir Putin? De que forma alguma dessas medidas promoveria remotamente a agenda do conservadorismo brasileiro?
Mas, apesar de tudo isso, lá estavam eles, cantando e marchando em apoio a Trump e oposição a Hillary Clinton. Como o vídeo de Ricardo Matias e Victor S. mostra acima, o que lhes falta em compreensão, discernimento e racionalidade, eles ao menos tentaram compensar com entusiasmo e coro. A obsessão da direita brasileira programada para chamar todos os seus críticos de “comunistas” faz deles não apenas burlescos ou tóxicos, mas revela uma impressionante ingenuidade a respeito da política moderna, tanto no mundo quanto no Brasil.
A arrogância associada a ignorância moldam a estupidez de grande parte dos presentes nesta manifestação. Dói saber que essa massa acéfala recebeu sua programação mental por anos através dos tradicionais donos da “informação “. Levarão vida de gado!
É vergonhoso ver esse pessoal de direita na rua se manifestando por um candidato que pelo o que o video mostra, nem conhecem, ou tem muita pouca informação sobre eles. Os argumentos são muitos fracos e mostra o quanto são ignorantes no assunto. Deveriam parar com essa palhaçada e presta mais atenção no que esta acontecendo no próprio pais, que acabou de sofrer um golpe parlamentar.
Os problemas da atuais “nova” direita brasileira são:
Primeiro, é que eles confundem pessoas leigas que falam “difícil” como pessoas inteligentes com experiencia em politica e relações internacionais.
Segundo, o que a mídia corporativa fala, eles assinam embaixo sem questionar.
Terceiro, eles são arrogantes demais para perceber o quanto estão equivocados.
Glenn, obrigado pelas informações.
Diário, não precisa desenhar é só passar a receita.
É o verdadeiro samba do crioulo doido! Para nós, latinos, tampis.
Clara
Ninguém observou a razão mais provável dessa meia dúzia de pessoas:
Usar este apoio a Trump como marketing para demonstrar aos financiadores americanos, tipo irmãos Kock, e financiadores brasileiros, que estão prontos a agitar e atacar o que for necessário em troca de dinheiro.
Não importa o que a gente ache. Não estamos no controle. Qualquer um que ache que o Brasil, corrupto como é, tem eleições honestas, é inocente, no mínimo. Mesmo com estudos colocando em cheque a segurança das urnas, e centenas de relatos estranhos sobre votos que sumiram, votos que surgiram do nada, votos que foram transferidos… sem contar os políticos pilantras eleitos pelo nebuloso sistema de voto de legenda, não tem como achar que está no controle.
Aliás, democracia no Brasil é uma ilusão de controle. Enquanto as pessoas brigam em comentários como esse, os políticos fazem o que querem. É a realidade, não tem o que fazer se não aceitar isso e abaixar a cabeça para o domínio do governo sobre o povo — afinal, as armas estão nas mãos deles.
Existe esse artigo em ingles?
machismo1
substantivo masculino
1.
qualidade, ação ou modos de macho (‘ser humano’, ‘valentão’); macheza.
2.
infrm. exagerado senso de orgulho masculino; virilidade agressiva; macheza.
FOI EXATAMENTE O QUE ACONTECEU NO BRASIL E ALGUNS DA DIREITA AINDA DIZEM QUE NA ÉPOCA DO LULA ERA MELHOR..QUE DA DILMA QUE É INCOMPETENTE E COMUNISTA, TUDO É PATÉTICO IGUAL AOS ILUMINADOS, QUEREM…
Hora de lamber as feridas e fazer autocrítica
O texto do último parágrafo, pinçado da reportagem de The Intercept, aponta o que resultou da saída do PT pela direita (o inverso do que faz o leão da montanha do desenho animado) desde que publicou a Carta aos Brasileiros (ou aos banqueiros) para que Lula se elegesse em 2002. Como já disse aqui por várias vezes, renegar seus ideais fundadores foi, para o PT, o início da debandada da intelectualidade que ajudou a fundar o partido, suas cabeças pensantes mais destacadas. Depois de eleito Lula, vieram o abandono das bandeiras da ética e da moral, rasgadas quando o partido rendeu-se aos velhos hábitos da política brasília, como a corrupção e o fisiologismo que o levou a alianças espúrias, no Congresso e alhures, com o que havia é há de mais sórdido na política brasileira. O impeachment de Dilma Rousseff e os resultados das últimas eleições são consequência desse “pragmatismo” espúrio. Agora é engolir o sapo da derrota cabal Brasil afora, deitar-se no divã da psicanálise e entregar-se à catarse do que foi recalcado ou racionalizado e resgatar do lixo as esfarrapadas bandeiras e os velhos ideais já esquecidos.
Parte dos petistas brasileiros jamais admite críticas como a que faz The Intercept a Lula e Dilma e à “longa série de acordos com oligarquias, magnatas e grandes corporações no Brasil, na qual ambos os lados tiraram grandes benefícios do fervor capitalista”, pois esse lado do petismo é aparentado com os intransigentes, e cegos, admiradores de Stalin. Cito exemplos de um lado e doutro: no comunismo mundial, as denúncias dos crimes de Stalin por Khrushchov no XX Congresso do PCUS jamais foram admitidas por parte dos mais fervorosos admiradores do grande líder que, além perpetrar a eliminação sistemática das lideranças mais expressivas do Partido, confinou as artes soviéticas aos moldes estreitos do realismo socialista e abraçou, na biologia, a farsa do lysenkismo, em detrimento da teoria evolutiva de Lamark, no que foi acompanhado incondicionalmente (preciso citar Sartre?) por partidários e, inclusive, quanto ao lysenkismo, por cientistas “marxistas” italianos e ingleses. Do lado de cá, muitos petistas que, por um lado, criticam a tendenciosidade da grande mídia nacional e sua afeição aos partidos de direita, cujos malfeitos quase nunca ou nunca mesmo noticiam, por outro, jamais admitem críticas ao PT, mesmo se bem intencionadas, como a que faz The Intercept, um blog sempre favorável às aspirações da esquerda brasileira, mas não incondicionalmente, a ponto de omitir suas contradições.
Diferentemente da mídia brasileira, The Intercept de Glenn Greenwald é, no momento, um dos veículos de esquerda mais honestos do Brasil, pois que dotado de discernimento crítico e honestidade intelectual suficientes para não fugir da espinhosa tarefa de separar, quando necessário, o joio do trigo na esquerda brasileira e no esquerdismo pragmático do PT. Em The Intercept se pratica um jornalismo responsável e se publicam reportagens densas e elaboradas, o que o distingue dos demais veículos que atuam na internet, com seus parágrafos curtos e ligeiros. Não sem razão, a nossa mídia tendenciosa, inescrupulosa e golpista se empenha agora para que The Intercept, além de El País e BBC Brasil, sejam proibidos de exercer atividades jornalísticas dentro de seu feudo até pouco tempo exclusivo e inexpugnável.
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Ótimo texto, parabéns. Se já não for, devia buscar o caminho das letras.
O Brasil sempre mostrado a sua ignorância e falta de tato com o mundo. Essa corja de manifestantes não passa da escória pútrida da sociedade que sempre pisoteou e explorou a classe trabalhadora.
Um artigo-reportagem como este mostra quão primários, primitivos são os nazifascistas da direita tupiniquim; analfabetos políticos, históricos e sociais, os integrantes da extrema direita brasileira são verdadeiras cavalgaduras que se põem a opinar sobre a política de um país estrangeiro sem dela entender absolutamente nada. É esclarecedor ler a opinião de um jornalista estadunidense, radicado no Brasil, casado com um brasileiro, conhecido e respeitado no mundo inteiro, demolir completamente os frágeis e toscos argumentos usados por aqueles extremistas da direita brasileira, tanto para criticar uma candidata como para declarar apoio a um candidato à presidência dos EUA.
Mas vamos lá. Mostra meia dúzia de gato pingado e põe como reflexo da nação.
O problema foi que a Hilary disse que a Dilma era honesta.
Tem que ser muito inocente considerar a Dilma honesta.
Esse pessoal não representa os brasileiros.
Como Glenn Greenwald diz. É a direita brasileira. Umas 50 pessoas no meio de 140 milhões. Não existe uma partido de direita no Brasil.
Só extrema-esquerda, esquerda, centro-esquerda e centro. Alguns são propensos a ser centro-direita, mas são tímidos.
Pode ver os que são chamados de direita hoje, também sofreram o exílio durante o governo militar. Nunca foram direita. Eles mesmo não se acham.
Só quero saber quando o Lula ladrão vai para a cadeia. Esse roubou muito a população.
Você está parecendo o ingênuo citado no artigo.
Um toque de ironia!
Devemos recordar que estas pessoas fundamentam suas idéias com literatura de qualidade, não precisa perguntar para estes manifestantes se são leitores da Veja, já sabemos a resposta! Assim como o Sr. Moro, suas visões de política tem este “olhar”, para mim o ótimo jornalista que escreveu este artigo esqueceu de mencionar a capa da revista Veja de 13 mar 2009 vinha com uma foto do Presidente Obama como a pose do Lenin e seu título era: Camarada Obama.
Eu sempre fico a me perguntar quem é que paga este tipo de coisa. Há dinheiro envolvido. Como a mulher que saiu gritando contra manifestantes em Curitiba. Ainda acho que há dinheiro envolvido. Afinal, pagar o mico e fazer carnaval não é para qualquer um, certo? Aqui no Brasil, temos um ditado que diz “falem mal ou falem bem, mas falem de mim”. Yeap. Um carnaval, coisa que os americanos não sabem fazer. Acusar os “manifestantes” de ignorância não os legitima? Será que é só isso? Quem estaria por trás disso? E quem liga para a política americana, afinal? O importante é causar…
Os artigos do Glenn e do Intercept são um insulto a minha burrice e minha ignorância.
Ainda na onda das contradições e do “vai pra Cuba”, ainda tem o fato de que quem violou o embargo a Cuba e fez negócios por lá foi Trump.
Tem que ser muito lunático e débil mental para sair em um sábado jogar confete para um político americano que não está nem aí para a América Latina. Sem noção. Mas quando se trata de um povo que comemora halloween em outubro, mesmo estando no hemisfério sul, não me surpreende. É um atestado de vassalagem, de complexo de vira-lata, de ignorância, o fiel retrato da nossa elite. sinceramente, um país que tem pessoas assim, não merece respeito…o nível de subserviência de muitos brasileiros, me causa nojo….são meros serviçais, merecem, total desprezo!
Meu povo Brasileiro!!!!
Isso me faz lembrar uma discussão recente que tive com uma eleitora que se diz da direita conservadora, em um determinado momento do debate ela falou que iria para a França que lá nunca existiu esquerda. Naquele momento eu ri alto, pena que a discussão era pela rede social Facebook e não frente a frente para, primeiro ver a reação dela após a minha gargalhada e segundo após eu explicar a ela a revolução francesa e termos como direita e esquerda terem surgido lá com gerondinos e jacobinos. Essa é a direita brasileira, o melhor produto do capitalismo praticado no Brasil, aquele em que o pobre defende o seu algoz.
O Brasileiro mal entende o que acontece no seu próprio país que dirá no pais dos outros. Isso não tem relação com direita ou esquerda a ignorância é geral. Se eu fosse americano teria votado no Gary Johnson. Aqui nos forçam a escolher um lado com se fosse uma luta do bem contra o mal quando existem outras correntes de pensamento como o libertarianismo.
Isso por lá é irrelevante pois lá o presidente não governa quem governa são os governadores dos estados. Então, é mais importante para o Libertarian Party ganhar eleições de estado ou das prefeituras do que as eleições presidenciais. La ao menos o federalismo funciona de forma autentica.
Tanto que os partidos pequenos nem se esforçam para colocar candidatos a presidência. O modelo de governo americano é muito similar ao modelo de governo Brasileiro do século 19 mudando apenas o rótulo. Aqui se chamava Imperador e lá se chamava presidente. Existe uma clara separação entre Chefe de GOVERNO e Chefe de ESTADO.
Aqui permanecemos com uma corte medíocre com um rei absolutista que muda a cada 4 ou 8 anos. Sem perspectivas para projetos a longo prazo pois cada tirano que entra muda todas as regras do jogo assim como projetos. E como sempre digo: Se eu fosse americano do norte seria republicano mas como sou brasileiro sou monarquista.
Já noto pelos próprios comentários pela confusão sobre o Integralismo e também por cair no rivalismo Coxinha x Empadinha, Brancos x Negros, Gays x Héteros e por ai vai! Hoje se fala em GOLPE mas o VERDADEIRO GOLPE ocorreu em 1889 e ninguém fala sobre o assunto certo? Só é GOLPE quando convém não é verdade? Getúlio foi um Ditador durante um longo período as leis trabalhistas foram copiadas da carta del lavoro de Mussolini mas isso também não convém falar certo?
A Ré Pública Brasileira não só não corrigiu os problemas do período imperial impediu a reforma agrária e o sufrágio (voto) feminino entre outras reformas que eram urgentes. A primeira favela surgiu na ré publica. Por isso sou Brasileiro e só me resta defender a restauração da monarquia constitucional parlamentarista de onde não deveríamos NUNCA ter saído!
Pois, hoje poderíamos estar entre os maiores IDH dos planeta! Dois 10 maiores 7 são monarquias constitucionais parlamentaristas! A República Brasileira é tão vil que Deodoro pediu para ser enterrado sem a sua farda de vergonha. E todos os idealizadores deste sonho falso positivista “ordem e progresso” se arrependeram amargamente de seus atos quando já era tarde demais estavamos na república da espada!
Prezado Rodrigo Moglia,
Discordo de tua posição, pois não compactuo com a idéia de que alguém (ou que os integrantes de uma família) possa(m) chefiar um Estado ou um governo apenas por privilégio de nascimento. Portanto considero indefensável a monarquia. Quanto ao caráter golpista da proclamação da república, em 1889, centenas de milhares de brasileiros sabem disso; em comentários, artigos e ensaios já discorri sobre isso.
Não considero pertinente qualquer comparação entre o Brasil e os EUA, a não ser pelo fato de term sido colônia de país europeu e possuir extensão territorial da mesma ordem de grandeza. Sendo assim, não há de se fazer opção política por um partido ou corrente política nos EUA, fazendo qualquer associação ou analogia com o Brasil.
Nenhum bom livro de História nega que Getúlio Vargas foi um grande estadista, mas também ditador; os bons historiadores registram também que as leis trabalhistas implantadas por Getúlio tiveram como base a legislação italiana da época de Mussollini, como você observou. Portanto você não descobriu a pólvora ao apontar esses fatos já conhecidos por muitos.
No restante do comentário você apresenta devaneios; e sobre esses nem vale a pena discutir.
Estou adorando este blog. Jornalismo sério e bem cuidado. Espero muito que o STF não o impeça de atuar no Brasil. Vou lamentar muito se isso acontecer como deseja a mídia brasileira conservadora escrota, calhorda e fascista.
A manchete da reportagem deveria ser: Coxinhas for Trump. Esses caras ai na realidade são meia dúzia de bossais e puxa sacos à espera de uma oportunidade de aparecerem numa reportagem da CNN ou mesmo de The Intercept. Sua credibilidade e poder de formar opinião é pouco menor que zero. O que se lamenta, entretanto, é que fotógrafos percam tempo com esses desqualificados sem um mínimo de representatividade.
Coitados, simplesmente coitados.
A direita brasileira não está confusa. Ela é mesmo doida. Sempre foi. Nunca foi e nunca será uma direita democrática como a direita inglesa ou americana. Foi cunhada na casa do Positivismo e cresceu na casa do Fascismo. Está sendo o que nasceu pra ser. Mas com uma diferença de seu passado recente para os dias atuais: a julgar por suas lideranças – o ator pornô gay Alexandre Frota, o pastor tresloucado Silas Malafaia, o deputado desbocado vigilante das pererecas e dos fiofós de mulheres e de homens e as peladonas da Paulista – ela é também uma direita absolutamente obscena, pornográfica mesmo.
Muito bom o artigo Glenn, mas faltou aos integrantes a famosa camisa da seleção brasileira,usada na minha opinião inadequadamente pelos analfabetos políticos,porque tanto a desinformação quanto a ignorância representam muito bem a direita brasileira.Será que estão com vergonha após o tiro que deram ter saído pela culatra?
Os mais idosos vão se lembrar do CCC (Comando de Caça aos Comunistas) e da TFP (Tradição, Família e Propriedade). E se você for um pouquinho mais velho, vai se lembrar do Plínio Salgado, o nosso Mussolini
muito bom seu artigo! o vídeo mostra bem a ignorância de alguns integrantes dos movimentos de direita que nem sabem o que é esquerda muito menos o que é direita. Um nem sabia quem era esse tal de Trump. Penso que isso reflete uma extrema ignorância política talvez pelo fato de nunca terem estudado história nem do Brasil, quem dirá história geral! Gente confusa e destrambelhada.Que medo!
Ela é a Dilma americana porque aqui o PT também engordou o lucro dos bancos – sob esse ponto de vista concordaria.
Acredito que esta pode ser a motivação dos manifestantes, que a reportagem não mostra, nem perguntou para ninguém.
Do ponto de vista do país Brasil, qual candidato seria pior prá nós ?
Não sou especialista, mas me parece que quanto menos dependência tivermos dessa gente, menos sofreremos.
Não adianta fazer “muitos” negócios, precisamos de “bons” negócios com todos no mundo.
Glenn,
Reflexões interessantes e muito bem escritas. Acho que você captou de forma perfeita o quão confusas e perdidas, politicamente, estão essas pessoas. No entanto, eu acho que é preciso um pouco mais de trato ao tomar um punhado de extremistas, que existem em ambos os lados, e rotulá-los como amostra representativa de um todo. Honestamente, eu não acho que pessoas como essas representem a “direita brasileira”, como eu também eu não creio que brasileiros apoiadores de Maduro e sua ditadura, disfarçada de governo, sejam representativos da esquerda brasileira.
Se assim o fosse, era também possível dizer que todo o GOP e seus apoiadores estariam confusos (de fato, quase sempre estão) porque dizem que Obama não é americano e pedem “certidões de nascimento” do seu presidente. Não acredito que pessoas assim sejam uma exemplificação fidedigna do lado republicano da moeda.
A ascensão de personagens como Trump não me parece ser um evento randômico. Acredito que ele seja o produto de um maniqueísmo político que hoje reina em países como os EUA e o Brasil aonde qualquer opinião contrária, ainda que parcial, com relação ao nosso entendimento é rotulado e ridicularizado. O fenômeno “Basket of Deplorables” acho que exemplifica bem o que eu quero dizer.
Um regime democrático deve ser pautado com base na tolerância e no debate de idéias, não na imposição da ideologia de um sobre a do outro. Rótulos e generalizações, ainda que pareçam inofensivos, acredito serem das atitudes mais divisoras que existem atualmente. E, ao nos dividirmos, damos margem ao aparecimento de “seres” como Trump, alimentamos a discórdia e criamos um ambiente de guerra civil política.
É preciso debater, discutir idéias e não rotularmos uns aos outros.
Sou fã do seu trabalho!
Um abraço.
Eu fico pensando, se essa direita ai não existisse de quem a gente iria debochar. O protesto deles é válido. “ai ai meus olhos encheram-se de lágrimas, mas não é de tristeza é de tanto dar rizada. Os protestantes conseguiram definir bem a direita. E o artigo acabou jogando a ultima pá de areia na cova.
Nossa, ”matéria tendenciosa” hein, seu esquerdopata? Mídia comprada! Brincadeira, o cenário do país está horripilante, daqui a pouco teremos manifestações celebrando o nazismo, a Ku Klux Klan…
Glenn, .. teu artigo é muito bom, … mas acho que tá puxado de seriedade. Não da para fazer um analise sério dessas pessoas que se reuniram ali e nem das tantas outras que moralmente apoiam embora não tenham ido. Mas valeu para quem, sem paixões nem cegueira quer se informar e apreender.
Ingenuidade não. Vocês foram generosos. É burrice mesmo.
Gleen eles são completamente ignorantes, isso sim. Sem querer me mostrar entendida na política norte-americana, acho que eles estão para o animal símbolo do parido da comunista Hilary. O pior disso é constatar que nem eles saibam do que se trata.
Brasileiro é burro mesmo.