Seis jornalistas entrevistaram o Presidente Michel Temer ontem à noite no programa Roda Viva da TV Cultura. Cinco deles eram estrelas da mídia dominante que incitaram incansavelmente o impeachment da Ex-presidente Dilma Rousseff e, portanto, foram responsáveis pela ascensão de Temer ao poder: O Globo, Folha, Estadão (um representante do jornal e outro do conglomerado do qual o jornal faz parte) e Veja (cujo representante é também âncora do Roda Viva). O sexto jornalista faz parte da própria TV Cultura, rede de televisão pública que já foi vítima de pressões de políticos de importância como José Serra, o chanceler do governo Temer, e cuja verba de publicidade foi reduzida pelo governo.
A lista de jornalistas escalados para a entrevista foi bizarra, mas previsível. Quando um presidente empossado é entrevistado somente por veículos que defenderam o processo de impeachment que o levou ao poder, é inevitável que a conversa decorrente mais se assemelhe a um churrasco animado entre amigos do que a uma entrevista contenciosa (um deles, Ricardo Noblat, d’O Globo, já havia submetido tanto o Presidente quanto sua esposa a esta implacável apuração jornalística):
Uma coisa que eu jamais observara: como Temer é um senhor elegante. Quase diria bonito. A senhora dele, também.
— Blog do Noblat (@BlogdoNoblat) December 8, 2015
Outra jornalista presente, Eliane Cantanhêde, do Estadão, certa vez saiu em defesa de Temer sugerindo que seus críticos estariam traindo o país: “Mas o esforço para derrubar Temer, neste momento, é trabalhar contra o Brasil”.
Além disso, qual o propósito de uma rede de televisão pública como a TV Cultura – supostamente uma alternativa à mídia dominante com fins lucrativos – se acaba por oferecer uma plataforma para esses mesmos veículos de comunicação corporativos em momentos jornalísticos de tamanha importância?
A entrevista foi iniciada com um tom relativamente sério, porém, extremamente amigável. No primeiro bloco, foram feitas diversas perguntas relevantes, como: por que o grande aliado de Temer, Romero Jucá, comprometido pelas gravações de Sérgio Machado, se tornará líder do governo no Senado e se são verdadeiras as alegações de que Temer recebeu R$ 10 milhões da Odebrecht em doações de campanha ilegais. Ainda assim, não foram realizadas perguntas complementares após as respostas do presidente, nenhum pedido de esclarecimento foi feito sobre as perguntas que foram descaradamente evadidas e muito pouco esforço foi colocado na elucidação das diversas contradições e alegações infundadas de Temer. Essa foi a parte boa da entrevista.
A partir daí, o encontro decaiu para um nível tão fútil e constrangedor que foi preciso assistir à entrevista diversas vezes para crer no que os olhos viam. Com o passar dos minutos, ficava cada vez mais claro que o político e os jornalistas, que evidentemente o adoram, se inclinavam a um terno abraço coletivo. Quando a entrevista chegou ao terceiro bloco, já estavam todos gargalhando e rindo com considerável pujança das piadas insossas do presidente, como fazem empregados de baixo escalão na primeira semana de emprego para agradar o patrão. Assistindo à entrevista, era possível se sentir como uma mosca na parede de um coquetel de gala da família real, onde os convidados de honra – não completamente bêbados, mas relaxando à medida que incrementavam o nível etílico com taças e mais taças do mais requintado Chardonnay – exploravam os limites da decência no comportamento social.
No quarto e último bloco, as estrelas da mídia pareciam tão cansadas de manter a máscara jornalística, que optaram por deixá-la cair, libertando-se completamente. Ao fim do caloroso bate-papo, o grupo fofocava com o presidente sobre seu palácio preferido, seu estilo antiquado de oratória que lhe confere um charme invejável, o primeiro encontro com a esposa Marcela e como se apaixonou por aquela que viria a ser mãe de seu filho, e seus ousados planos para o mundo literário.
Por pouco, Temer não perdeu o contato com Marcela, sua atual mulher, depois de tê-la conhecido. É o q ele conta no Roda Viva, logo mais.
— Blog do Noblat (@BlogdoNoblat) November 14, 2016
Se um desavisado começasse a assistir à entrevista sem saber quem é Temer, poderia facilmente achar que o entrevistado era um vovô simpático, famoso por suas melodias delicadas de Bossa Nova, em vez do líder político profundamente impopular que chegou à presidência através do controverso impedimento de uma presidente eleita democraticamente, que milhões de brasileiros consideram um golpe, e diversas instituições e líderes de todo o mundo considerem um ataque à democracia.
Como resultado da conversa fiada, inúmeras questões cruciais foram ignoradas. Os jornalistas perguntaram diversas vezes a Temer se ele pretendia concorrer à eleição em 2018, mas ignoraram – como a mídia dominante sempre faz – o fato inconveniente de que o TRE o declarou “ficha suja”. Embora tenham mencionado Serra quando falaram dos problemas da Venezuela, não demonstraram interesse no depoimento de Odebrecht, em que o Ministro das Relações Exteriores de Temer é acusado de receber R$ 23 milhões em um banco suíço, uma vez que o assunto não foi mencionado. A confissão recente de Temer a banqueiros internacionais em Nova York, de que o impeachment foi motivado por Dilma se recusar a aceitar as reformas econômicas propostas pelo PMDB, também foi completamente ignorada (acompanhando o completo descaso da mídia perante essa importante revelação).
O fato de que a maioria do país rejeita Temer e deseja seu impeachment foi algo que também escapou ao julgamento dos jornalistas. Embora o atual colapso financeiro do Rio de Janeiro tenha sido mencionado, isso serviu apenas para perguntar a Temer qual é seu plano para salvar os cariocas, ignorando o fato de que foi seu partido que governou tanto o estado quanto a cidade nos últimos anos. Os jornalistas tampouco encontraram tempo para perguntar ao presidente sobre o consenso entre economistas ocidentais que acreditam que o caminho mais perigoso que pode ser tomado por um país enfrentando crescimento econômico baixo ou negativo é a austeridade: exatamente o que está sendo imposto por Temer.
Mesmo que a entrevista tenha sido trágica, o que se seguiu conseguiu superá-la nesse quesito. Em uma transmissão ao vivo pelo Facebook, todos os jornalistas elogiaram e parabenizaram uns aos outros pelo excelente trabalho, como se comemorassem a vitória de seu time do coração. No meio da celebração da conquista do campeonato, o próprio Temer, sorrindo como pinto no lixo, olhando direto para a câmera, ofereceu ao público da rede social uma das poucas declarações honestas do encontro: “Eu cumprimento vocês por mais essa propaganda.” Arrancando, mais uma vez, gargalhadas subservientes de seus subalternos jornalistas.
No começo do ano, a respeitada organização Repórteres Sem Fronteiras rebaixou o Brasil para a 104ª posição em seu ranking de liberdade de imprensa – atrás de países como Chile, Argentina, El Salvador, Nicarágua, Peru e Panamá – em parte, porque a mídia dominante é controlada por um número ínfimo de famílias extremamente ricas, além de serem usados para fins de propaganda e ativismo político, em vez de jornalismo. Fora a reconstituição dramática com ares de novela das oito das gravações de Lula e Dilma, a palhaçada vergonhosa que foi transmitida ontem à noite foi a caracterização mais fiel, e lamentável, dessa triste dinâmica até o momento.
uns jornalistas entrevistam Temer, outros, Dilma e Lula.
Tá triste ver noticiários na TV ultimamente. O que vemos é tudo noticiário repetido seguindo a mesma linha e quando se resolve sair desta linha de noticiário vemos… A isto…
Tomara meu bom Deus que aqui o The intercept Brasil não entre na onda da tv, rádio, revistas que agem neste naipe de jornalismo, por que caso contrário a minha tv lá em casa vai servir somente para assistir DVD ou jogar video game.
Jornalismo no Brasil?
A Al Jazeera que nem faço idéia de que país que é a sede faz jornalismo BRASILEIRO muito melhor, isento do que os próprios jornalistas daqui.
The intercept. Não se magoe por que vcs estão só começando a fazer história…
Glenn Greenwald mostra mais uma vez como é bom para um Brasil democrático que ele viva e exerça seu jornalismo, de prestígio internacional, no Brasil.
Um passarinho me contou… Não vejo a hora de novas eleições, e por favor, diretas.
Welcome to jungle man.
Convivemos com isso faz muitos, mais muitos anos, já achamos isso parte de nossa paisagem política.
E tem gente que ainda chamam a imprensa de golpista!
Nossa imprensa é antes de tudo governista. O golpismo é só a manifestação de uma crise de abstinência nos raros momentos que ela ficou em contra do governo.
Se como Buck Rogers você tivesse dormido 500 anos e só acordado no segundo semestre deste ano, talvez pudéssemos lhe dar uma colher de chá. Mas observe o linchamento a que foram submetidos Lua e Dilma, de 2005 até que ela fosse deposta por um golpe de Estado de natureza midiático-policial-judicial parlamentar e observe a sabujice da mesma ‘imprensa’ com a camarilha golpista. Estude História e verá que a imprensa SEMPRE apoiou os golpe de Estado perpetrados pela Direita, ou seja, SEMPRE foi golpista.
É uma pena que tudo isso que está acontecendo é culpa de uma esquerda despreparada. A população não tem culpa de nada. Depositou o seu voto nessa esquerda fraca e que deita com a direita, e que nada fez para quebrar esse sistema de jornalismo tendencioso e de oligarcas espalhados por este vasto país. Faltou alguma coisa, e pelo que vejo.. com diz Messi: “Temos sair desa merda “
e os comentaristas acham que existe um jornalismo mau e um bom…
igual colesterol…
Existe jornalismo honesto, jornalismo sabujo, jornalismo de guerra. Ou você acha que os três são a mesma coisa? Se acha, é porque estudou pouco ou, se estudou, não entendeu.
falou o, com perdão da má palavra, “jornalista”..e dos bons
mas foi isso que elegeu o Trump…a denuncia da farsa midiática…aqui na Bahia as rádios costumam te parar na rua e perguntar: que vc preferia se tivesse que escolher…que seu filho fosse ladrão ou viado??? quando me perguntaram isso foi muito fácil responder: não sendo jornalista já é lucro…
Ah! Greenwald!!!! No comments, indeed…
Dá vontade de vomitar, e essa midia que alimenta o ódio desses indigentes políticos.
Ainda bem que eu perdi. Não tenho estômago pra isso.
Cara, que droga de entrevista, ninguém o confrontou. Compare essa entrevista com aquelas realizadas pela Al Jazeera (lembram da entrevista com o FHC?). Muito triste.
E no Hard Talk da BBC então, deu até pena do príncipe desencantado da nossa sociologia
Boa reflexão!!!
Como sempre, mais um artigo do The Intercept delicioso de se ler, pena que seja, ao mesmo tempo, tão indigesto, quando percebemos se tratar de nossa triste realidade. Felizmente ainda existe jornalismo de qualidade.
Sórdido e revoltante .Fico admirada com a falta de ética e profissionalismo daqueles que deveriam ter o compromisso de levar informações imparciais e claras ä população.
Pensando bem,os jornalistas,o temeroso e sua recatada e do lar,representam bem aqueles que foram a favor do gokpe que rasgou a Constituição.
O jornalismo brasileiro chegou ao fundo do poço.
Onde estava o contraditório, a diversidade, o confronto de ideias, nessa estrevista pastiche?
Constrangedor.
https://www.publico.pt/politica/noticia/os-lambecus-1748908
Explica a conduta dos entrevistadores.
Obrigada por ter deixado o link. Crônica deliciosamente atual (e apesar de ter sido escrita para o cenário português, encaixou como uma luva para o que vivemos no Brasil).
Bajular é uma forma de vida. Uma arte. A falta de respeito a si mesmo deve ser afradisíaca, o poder é só um detalhe; a perspectiva de bajular alguém inventou Brasil.
Glenn, quando você vai entrevistar o Temer? Já pediu um agendamento?
Quanto que a TV “tortura” recebeu por isso?
Eu assisti algumas partes e em todas me deu asco. Foi um Roda Viva chapa-branca e um desrespeito com a tradição desse programa e, sobretudo, com a audiência. Jornalismo da pior espécie.
Seria cômico se não fosse trágico. Onde chegou o Brasil!
Prezados leitores,
De Augusto Nunes e Eliane Cantanhêde não se esperava nada diferente da sabujice e bajulação canina, como se viu nessa edição do Roda Morta. Mas o que dizer do boquirroto Ricardo Noblat tuitando coisas do tipo citado nesta reportagem? E o Willian Correia, proveniente da TV Minas, agora naquela agência de propaganda do tucanato paulista, em que foi transformada a TV Cultura? O único momento de sinceridade foi aquele em que michel temer agradeceu à equipe do Roda Morta por mais essa propaganda. Chamar de lixo a grande mídia comercial brasileira e seus mais renomados ‘jornalistas’ e ‘colunistas’ é uma ofensa aos detritos que descartamos.
Sr. Joao de Paiva, Concordo com seu comentario e ainda complementaria com o seguinte. O lixo ainda e melhor porque pode ser reciclado e oferecer alguma serventia.
O Traíra surfa no lombo dos subservientes, comprados com o bolsa-mídia do governicho golpista. Riem a toa , pensando no doce tilintar das moedas no bolso…..São tão senhores de si que já nem disfarçam mais. É o caso de lembrar a estes sabujos a máxima de Mark Twain : ” Primeiro, apure os fatos. Depois, pode distorcê-los à vontade “.
Tosco teatro…toscos atores!
Para o atual Roda Viva, do Augusto Nunes, nada me surpreendeu. Aliás, achei que faltou levar a senhora bela, recatada e do lar e o Michelzinho para completar a família. Essa presidência golpista é a cara da elite podre desse país e seus lacaios a classe média vendida que a sustenta.
Vergonha! A republica das bananas e os amigos do rei escrevem uma historia triste da nossa democracia de elite.
Obrigada por este relato. Eu costumava assistir ao Roda Viva, mas a entrevista do mordomo é demais para o meu estômago.
Levei um susto quando vi o trecho da entrevista que você publicou, achei que estavam conversando no intervalo do programa. Como já tenho 76 anos não me arrisquei assistir o programa eu poderia enfartar.
Parabéns pelas reportagens e pelo site.
Ao fim e ao cabo nos sobra a vergonha alheia, dos entrevistadores e do entrevistado.
É amigos. Sabem porque ele faz todo esse escárnio, é porque ele tem a certeza de que nada vai acontecer contra os planos do grupo ao qual ele repre$enta. O Ministério Público faz de conta e a justiça que preza a MOROalidade vai dizer: ainda não recebi os processos. Quando receber os processos, os mesmos estarão prescitos. Ou seja, jogo de cartas marcadas. Aí eu pergunto, cadê os paneleiros de caçarola italiana na varanda gourmet???
Não assisti, não poderia ser diferente, já sabemos o resultado, banalização do estado democrático, jogo combinado, camuflado, quando esse é tomado, quer por força ou dissimulações.
Parabéns ao Intercept Brasil pelo jornalismo que faz.
Ótima matéria!
Gostaria de sugerir que fosse disponibilizado mais opções de compartilhamento para o conteúdo desse excelente portal.
DEPLORÁVEL! Que estudantes de jornalismo, em todo país, assistam este vídeo e aprendam: NÃO É ASSIM QUE SE FAZ JORNALISMO!!
Quem é a gorda de verde?
Tenho medo de ver o vídeo, pois mesmo parecendo cômico, não consigo deixar de pensar na tragédia que vivemos hoje em dia… não consigo rir, só penso no futuro dos meus filhos, se é que existirá algum depois desse “desgoverno”… Parabéns pelo texto e coragem Gleen! Fazer jornalismo de verdade não é pra qualquer um!
Não sei mais se é possível ter nível mais baixo de tudo o que estamos vendo no “jornalismo” brasileiro em conivência com o governo golpista. Dá nojo! The Intercept_ parabéns pelo verdadeiro jornalismo que fazem.
Glenn Greenwald por nos apresentar JORNALISMO ????????????
Graças a Deus não perdi meu tempo assistindo esta entrevista chapa branca. Ridículo tentar promover um político que chegou ao poder pela porta do fundos . Que propõem um ajuste fiscal temeroso por 20 anos , conchavado em banquetes suntuosos, para impor uma agenda de restrições aos direitos sociais dos mais pobres. Lamentável que a tv brasileira tenha se prestado a este papel tão deprimente.
Obrigada Glenn Greenwald por nos apresentar JORNALISMO! Amo teu Trabalho
Ali foi um esquenta p churrascao do 15 de novembro!!! Rodaviva ja teve dias melhores e nossos jornalistas tambem.
Foi horrível, pra lá de constrangedor, fiquei com vergonha de haver jornalistas como esses no Brasil. Os jornalistas estavam felizes no vídeo, como se acreditassem de verdade que a entrevista seria o evento do século. Eles vivem apartados da realidade? Os 14% que aceitam Temer absorveriam a entrevista chocha, mas não pensaram nos outros 86%?? Sequer conseguiram dimensionar que diante da impopularidade do Temer, o vídeo alegrinho dos bastidores faria mais sucesso – negativo, porque tão facilmente criticável – que o programa!!
O Temer é muito cara de pau e sem nenhuma vergonha do que faz. Admite que foi golpe, admite que foi por causa do plano ponte para o futuro e agora admite que essa entrevista foi propaganda. Tem ser muito burro ou se sentir completamente invulnerável para admitir essas coisas na política.
Obrigado pelo jornalismo de qualidade, pela paciencia de ter visto (varias vezes) essa pornografia !
Vergonha, vergonha, vergonha
Por isso não se importam com os cortes feitos à educação. Quanto mais iletrada for a população, mais fácil de manipular .
Não assisti pois já imaginava que seria mais uma farsa jornalística, dado que há muito tempo a TV Cultura deixou de ser séria para tornar-se marionete do PSDB. Nosso jornalismo morreu sem honra, assim deve ser enterrado, sem honra!
E o gado segue pastando!
O melhor veículo de comunicação do Brasil! Parabéns The Intercept pelo maravilhoso trabalho!
Proponho criar, inspirado pelo “prêmio Ignóbil” dados aos piores cientistas, o prêmio “Pulitzer que Pariu!”
Os entrevistadores deste “Roda Morta” são candidatíssimos ao prêmio.
Saudades do Paulo Markun…
Demodé e canastrão, esse governo e a mídia que o entrevistou. Cuidado, Greenwald, logo logo os entrevistadores vão te chamar de petralha e teu blog de sujo, secretamente invejando teu merecido Pulitzer.
O pior é que eles acreditam que estavam fazendo jornalismo.
Também tive essa impressão, o que me deixou estupefata.
Bela análise. Felizmente há jornalistas profissionais e comprometidos com os fatos como vocês. Parabéns por aguentar assistir ao programa e nos oferecer sua interpretação. Já há algum tempo não tenho estômago para ver o Roda Viva.
ME DO NHO
Não perdi meu tempo. Não esperava outra coisa desses “profissionais.”
Nos jornalistas brasileiros eticos cada fia msis nos envergonhamos do nivel das “coberturas” politicas fos diferentes veiculos nacionais. Elas deixam de lado tudo o que e relevante para.manipular descaradamente a opiniao publica em favor dos golpidtas e da extrema direita. Lastimavel sob todos os aspectos. Restan- nos os relatos dos correspondentes estrangeiros.
Que gente medíocre, puxando o saco de um presidente igualmente medíocre sem qualquer pudor ou vergonha!
Tem que ter mesmo muito estômago pra conseguir ver isso. Só com o vídeo compilado deu ânsia, imagina a entrevista inteira. Ao ver partes do “ao vivo”, então… um show de horrores!
Esse é o Brasil de Temer e de todos que apoiaram o golpe!
Parabenizo os autores pelo estômago de assistir a essa palhaçada e analisá-la. Eu não aguentei nem o convescote dos bastidores postado no Facebook. Juro! Aquilo me fez mal! Fisicamente.
Fomos dois. Confesso que, aos 71 anos, já não sou tão tolerante.
Fomos três então… E eu ainda tenho 65… Não consigo ouvir a voz deles nem de longe!
Amigos do fb também comentaram ter sentido mal estar
Não vi porque tive medo de passar mal. Vi o vídeo infame dos bastidores. O que me deu mais nojo e vergonha nesse vídeo foi o comportamento ridículo da Cantanhede simulando um segredinho sussurado para a câmera ” e de romance ele entende”. Meu Deus, o que foi aquilo??? Como alguém desce tão baixo na profissão????
Eu desisti de assistir ao ver os tuites do Noblat. Indecentes em seu obséquio servil.
Será que tem gente que vê uma merda dessas . Com um bando de Otario fazendo perguntas manipuladas?
É inacreditável o que os jornalistas dos grandes grupos de mídia no Brasil fazem. Perderam completamente o pudor e a vergonha na cara.
Sites como o TIB são essenciais nesses tempos.
Parabéns e muitíssimo obrigado por estar mostrando o que é ser um repórter e quais são os seus compromissos. Sinto-me honrado com o seu comprometimento com o nosso país e com a democracia.