Quando uma democracia tem uma mídia saudável, os jornalistas a fortalecem e a protegem contra ameaças. Mas, aqui no Brasil, a mídia dominante está concentrada nas mãos de um pequeno número de famílias oligárquicas, que usam seus meios de comunicação não para proteger a democracia, mas sim para ameaçá-la.

Este poder no Brasil quer manipular e enfraquecer a democracia. A crise política que o país enfrenta tem muitas causas, mas a principal delas é o comportamento de uma imprensa dócil e associada a um histórico sistema de injustiças.

O Intercept Brasil foi criado não apenas para ser uma alternativa, mas justamente para combater essa mentalidade, e é por isso que nós precisamos da sua ajuda para fortalecer nosso jornalismo e nossa independência para as cruciais eleições de 2018.

Você pode apoiar também divulgando entre amigos e nas redes sociais usando este link: https://www.catarse.me/tibnaseleicoes

Dois anos atrás, quando lançamos o site, explicamos nossos propósitos e objetivos observando o “desejo dos brasileiros por formas alternativas de jornalismo e reportagem”. Um ponto central nessa missão era levar esse tipo de jornalismo a todas as partes do Brasil, além de usar nosso status como veículo internacional para publicar o nosso trabalho também em inglês e, assim, destacar os assuntos mais importantes do país no exterior.

O jornalismo não existe para atender aos interesses dos poderosos porque eles já têm suas próprias agências de relações públicas. A imprensa não pode ter rabo preso com os poderes institucionais, ela existe para expor qualquer podridão dentro desses poderes. E não estamos falando somente dos políticos, mas também das corporações privadas que alimentam a corrupção no Brasil, mantendo o país entre os mais desiguais do mundo.

Foi com esse espírito que lideramos – com investigação própria – o caso Marielle Franco, apontando com exclusividade a ligação das milícias que dominaram o Rio de Janeiro e de políticos em seu assassinato, infelizmente ainda sem solução. Foi graças à nossa denúncia que 136 inocentes foram libertados após terem sido presos em uma festa, acusadas de crime organizado. Nós denunciamos sistematicamente as organizações públicas que mais assassinam impunemente, dando nomes e sobrenomes de pessoas que ninguém sequer ousa sussurrar.

Nossa redação vem fazendo a melhor cobertura da verdadeira catástrofe de saúde pública que é o uso de agrotóxicos no Brasil, expondo os agentes que deveriam cuidar da saúde dos brasileiros mas que, em vez disso, são influenciados por mega corporações produtoras de veneno.

Nós também viajamos ao interior do Brasil para mostrar que crianças indígenas são arrancadas de suas mães e colocadas para adoção, em um claro movimento de assassinato de uma cultura e de um povo, e também para denunciar o poder privado das mineradoras internacionais que corrompe tudo que toca.

Nossa cobertura de direitos humanos olha para as mães dentro das cadeias e longe de seus filhos, para os horrores do cárcere que transforma seres humanos em atores do desespero, para as injustiças cotidianas escondidas nos becos e vielas.

E não esquecemos de Brasília, mostrando que, na verdade, não foram os parlamentares, mas lobistas de bancos e da indústria, que escreveram o texto da reforma trabalhista, denunciando o STF como cúmplice de assassinatos, revelando como o status quo quer se perpetuar no poder sob novos-velhos nomes e porque o Brasil não pode permitir uma volta a um passado que envergonha sua própria história.

As forças conservadoras que estão disputando o poder já estão jogando pesado, com muito mais exposição, força e dinheiro do que a mídia independente. Enquanto a esquerda está rachada, a direita brasileira vem sistematicamente desrespeitando as regras do jogo, e a parte dela que hoje tem reais chances de vencer as eleições é uma ameaça democrática que o Brasil não pode permitir.

Desde o ano passado, nós duplicamos a nossa equipe. Graças aos nossos corajosos jornalistas e às vozes poderosas que publicamos – como João Filho, Mário Magalhães, Eliana Alves Cruz, Naomi Klein, Mehdi Hasan, Cecília Olliveira e Shaun King – nossa audiência cresceu 40% em relação ao ano passado – estamos chegando a meio milhão de pessoas que nos seguem nas redes sociais.

O Intercept Brasil já faz um jornalismo que se destaca na internet brasileira. Então você deve estar se perguntando: o que vão fazer de diferente?

Nós queremos a sua colaboração para ampliar nossa equipe, produzir séries especiais, investigações exclusivas e colocar no ar uma ferramenta inédita com o perfil de todos os candidatos ao Congresso e também à Presidência do Brasil.

Como o Xico Sá diz, The Intercept “não tem amarrações com os poderes oficiais do Brasil. Então, isso significa mais independência para tocar em algumas feridas que normalmente você não vê na mídia.”

As forças conservadoras querem que o Brasil continue a ser uma das democracias mais perversas do mundo. “Mas cabe a nós e aos que produzimos pensamento achar e expor suas contradições”, como a Elisa Lucinda falou em apoio ao nosso trabalho.

Mas olha, quase todas as campanhas que arrecadam 25% do valor na primeira semana são bem-sucedidas. Por isso, é muito importante que, se você pretende nos ajudar, faça isso nesses primeiros dias. Batendo a meta de 25%, a campanha ganha maior visibilidade no Catarse e estimula mais intensamente novos doadores.

Vamos fazer juntos um jornalismo sério, combativo e transparente nas eleições presidenciais de 2018?

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