“Mas no meu lugar se ponha e suponha que / No século 21, a cada 23 minutos morre um jovem negro / E você é negro que nem eu, pretin, ó / Não ficaria preocupado?”.
Essa é uma parte da música Favela Vive 3, cantada pelo rapper Djonga, que desperta em mim um alerta que me acompanha desde criança: o medo de morrer nas mãos da polícia.
Não é novidade que a polícia do Rio de Janeiro está entre as que mais mata do país. E também a que mais morre. A cada 100 pessoas mortas no Brasil, 71 são negras.
A violência policial que muitos lêem no jornal e a militarização que tantos pedem – o Rio estava até dezembro sob intervenção federal na segurança, com os militares à frente da Secretaria de Segurança Pública – é parte do meu cotidiano. E esse diário sintetiza como é ser um negro de 20 anos morador de uma favela na zona norte do Rio de Janeiro.
Vou contar pra vocês como o racismo me fez chorar hoje com duas duras em menos de dez minutos. Era dia de operação – quando a polícia ou o Exército entram na favela atirando para todos lados supostamente atrás de drogas e criminosos. Esses são os piores dias. Os comércios não abrem as portas até a operação acabar, a internet cai, às vezes, a luz também. As crianças não vão à escola, e os adultos ficam impedidos de ir ao trabalho – o que não é nem de longe o pior, quando mesmo dentro de casa e embaixo da cama a bala pode te achar.
A operação tinha começado de madrugada. Por volta das 4h, eu acordei com o som de tiros e já pensava que seria um dia perdido de trabalho. Por volta das 9h, os tiros haviam cessado e resolvi sair de casa. A polícia ainda estava dentro do morro, e o Bope vasculhava tudo com seus carros, cachorros e policiais que parecem mais transformers, grandes e robóticos. Todos a procura de traficantes. Passei por eles, mas, logo à frente, ainda dentro da favela, fui parado por soldados do Exército que estavam ao lado de uma espécie de tanque de guerra, parado próximo à linha do trem. Me mandaram “encostar”. Todos os soldados aparentavam ter no máximo 25 anos, e eram todos negros. Eles pareciam assustados ou minimamente incomodados de estarem me parando para me revistar. Eles com certeza também são moradores de favela e, quando não estão de farda, também são abordados, como eu fui. Durante toda a revista, chamei os soldados de “mano”. Foi involuntário. Eles pareciam com os meus amigos, gente que cumprimento voltando do trabalho, que encontro no baile funk. Fui liberado e segui para o metrô pensando em como aquilo era errado de várias formas. O estado faz com que jovens negros morram dos dois lados de uma guerra que nenhum deles começou.
O estado faz com que jovens negros morram dos dois lados de uma guerra que nenhum deles começou.
Já me aproximava da estação de metrô, um trajeto que costumo fazer em dez minutos a pé, quando vi um carro da PM vindo devagar na minha direção. Como estava na calçada do supermercado, que também funciona como estacionamento, eles não conseguiram chegar perto de mim com o carro – não havia lugar para pararem. Eles passaram por mim e pensei que ficaria por isso, quando o carro deu meia volta e subiu uma ruazinha transversal com a avenida Dom Hélder Câmara, a principal do bairro, que dá acesso a rua a estação de metrô Maria da Graça, onde eu pretendia embarcar. Pensei, “eles vão fazer isso pra me pegar vindo de frente na rua do metrô, pra não ter como eu fugir”. Não que eu fosse fazer isso, mas quem não deve também teme. Os quatro policiais desceram do carro, com toda a sutileza que um negro merece em uma abordagem: um fuzil e uma pistola apontadas pra minha cara. O PM que me apontava a pistola era o mesmo que tinha me parado na mesma semana, também próximo ao metrô. Ele chegou me mandando encostar na parede, abrir as pernas e a mochila. Me perguntou 40 vezes pra onde eu ia, se já tinha sido preso e riu todas as vezes que eu respondi que era universitário.
Quem não deve também teme.
Muitas pessoas passavam na rua no momento e nenhuma foi parada. Eu respondia de forma ríspida – estava com muita raiva, esse mesmo cara já tinha me parado há dois dias – e eles seguiam me ironizando, falavam que era tudo pra minha segurança. Quando falei que era jornalista, eles gargalharam. “Tu ainda tá na faculdade, seu merda, tu não é nada.” Retruquei que não era bandido. “Se tu fosse bandido já tava com a cara no chão”, completou o PM que me apontava a pistola.
Fui liberado, largaram minha mochila no chão, e mandaram eu seguir. “Vai lá, jornalista, vai escrever uma matéria sobre nós hoje”, gritavam, enquanto eu caminhava. “Ia adorar um jornalista dando uma volta de carro com a gente, quer ir não, jornalista?” Eles seguiam gritando enquanto entravam no carro. Coloquei os fones de ouvido e segui ouvindo Racionais. Essa não foi a pior abordagem que já sofri, mas foi a primeira vez que me lembro de ter chorado.
9:30h. Relatei no Facebook o que aconteceu, e o texto viralizou. Depois da minha publicação, a minha esposa ficou muito nervosa. Mesmo sabendo da rotina dos abusos da PM (ela mesmo já sofreu várias abordagens quando estava comigo), resolveu me levar até o metrô achando que a presença dela serviria para evitar que eu fosse abordado novamente. Ela estava errada. Antes mesmo de chegar em frente ao SuperMarket – um supermercado próximo ao metrô, quase em frente à Cidpol, que reúne as delegacias especializadas da cidade –, enxergamos uma viatura vindo em nossa direção. Várias pessoas seguiam para o metrô no mesmo trajeto que nós, mas só nós dois fomos abordados pela PM. Eram os mesmos policiais que haviam me parado no dia anterior – o motorista já partia para me parar pela terceira vez na mesma semana. Vieram com aquela cara irônica, mandando eu levantar a camisa e abrir a minha mochila. Perguntaram para onde eu ia (não existe direito de ir e vir quando se é negro e de favela), e respondi: “Eu tô indo trabalhar, cara. Vocês me pararam ontem e antes de ontem para a mesma coisa, eu tô com a mesma roupa, a mesma mochila. Olha aqui a minha marmita, a mesma, olha aqui a minha identidade”. O que já havia me abordado três vezes deu uma risada e voltou pra dentro do carro. O outro falou: “É mesmo, cara? Lembro não”, e riu.
18h. Nos finais de semana, por volta das 16h, a PM costuma formar uma blitz na Dom Hélder Câmara e para boa parte dos veículos que passam pelo local. A pista fechada é sempre a que segue no sentido do bairro de Del Castilho, na zona norte, a fim de parar as pessoas que estão saindo do Jacarezinho, Manguinhos, Arará ou de qualquer outra favela próxima. Minha esposa e eu pegamos um ônibus para Cascadura, na zona norte, onde a mãe dela mora e, assim que chegamos próximos a blitz, nosso ônibus foi parado. Dois PMs subiram no ônibus e começam a apontar o dedo para as pessoas que eles julgavam suspeitas. “Tu, tu, tu e tu, desce agora.” Pra variar, fui um dos escolhidos pra descer. Comigo desceram mais cinco jovens, três homens e duas mulheres, todos negros. Minha esposa não foi intimada a descer, mas, assustada, desceu mesmo assim pra tentar garantir a minha segurança.
Me chamaram de mentiroso e falaram que eu estava escondendo minhas drogas na minha esposa.
O retrato da dura todo mundo já conhece: mãos na parede, pernas abertas, todos olhando para o chão. Eu e os outros homens ficamos quase dez minutos na mesma posição, enquanto eles revistaram nossas mochilas e aplicavam um terror psicológico nas garotas, já que não tinha nenhuma policial mulher pra que elas fossem revistadas. Eu não ouvi, porque estava longe, mas minha mulher disse que ficaram chamando elas de mentirosas, que levariam todas para Bangu por tráfico, lembrando todas as coisas horríveis que acontecem com mulheres na cadeia… Tentaram de todas as formas me intimidar. Me chamaram de mentiroso e falaram que eu estava escondendo minhas drogas na minha esposa; ela já tinha o choro no rosto quando fomos “liberados”. Os outros que haviam sido retirados do ônibus junto comigo permaneceram parados com as mãos na parede e cabeça baixa.
Perdemos o ônibus, a nossa passagem não foi devolvida nem fomos realocados para outro carro.
Perdemos o ônibus, a nossa passagem não foi devolvida nem fomos realocados para outro carro. Voltamos ao ponto, que fica um pouco antes da blitz. Quando finalmente estávamos dentro de outro ônibus, fomos parados novamente na blitz. Subiram os mesmos policiais que fizeram a mesma seleção. “Tu, tu e tu.” Fui escolhido novamente. Antes mesmo de eu retrucar, o PM se recordou que havia me feito descer do outro ônibus há pouco e falou: “ah não, tu eu já fui, fica aí”, sinalizando que eu já tinha sido revistado, portanto poderia seguir viagem. Uma viagem que costumo fazer em 20 minutos levou duas horas. Chegamos em Cascadura abalados. Foi uma semana muito difícil.
22h. Voltando da faculdade, desço no metrô Maria da Graça e caminho em direção ao Jacarezinho. Em frente à Cidade da Polícia, mais uma blitz abordava carros e pedestres que iam no sentido Jacarezinho. Quando me aproximo, sou recebido com a delicadeza de sempre da PM: uma arma apontada para cabeça seguida da ordem “levanta a camisa, rápido!” e do interrogatório. “Tá indo pra onde?”, “onde tu mora?”, “já tem passagem [pela polícia]?. Eu respondia, eles repetiam as perguntas. “Onde tu estuda?”, “onde tu trabalha?”. Eles usam essa estratégia acreditando que, se você der uma resposta diferente para a mesma pergunta num momento de tensão, está mentindo. Eu estava muito cansado para retrucar, só queria chegar em casa e fui, como de costume, monossilábico. Respondi “sim”, “não” e o necessário para ser liberado o mais rápido possível.
8h. A blitz do dia anterior era a prévia de uma operação que viria na madrugada. Às 4h, já se ouviam muitos tiros na comunidade. Às 8h, os tiros aparentemente cessaram, e sai de casa para o trabalho. Achava que a polícia já havia saído da favela, mas eu estava enganado. Carros e agentes da Core, o Bope e o blindado da UPP, a Unidade de Polícia Pacificadora, estavam por toda a parte. Os agentes vestiam toucas ninja com a face da morte ou de um esqueleto. Quando me aproximava da entrada da favela fui abordado por um grupo de quatro policiais da UPP que já estavam revistando dois garotos – como sempre, negros. Novamente, fui monossilábico. Revistarem a minha mochila e todo o meu corpo e me liberaram. Os garotos que lá estavam quando fui parado não tiveram a mesma “sorte” e lá seguiram sendo inquiridos e abusados – digo, revistados.
Depois do dia 26, passei a usar rotas e horários alternativos para ir para a faculdade e para o trabalho a fim de diminuir o número de abordagens. Minha esposa e minha família começaram a me pressionar para eu deixar o Jacarezinho. É complicado: eu amo esse lugar como não amo nenhum outro na cidade, mas eles estão certos quanto à violência a que eu estou me expondo, principalmente depois de falar pros policiais que sou jornalista. A minha esposa sofre de ansiedade e depressão, e as crises dela têm piorado, principalmente quando demoro a chegar em casa. Começamos a procurar casas fora da favela. Eu amo muito o “Jaca”, mas amo mais a minha familia e eu sei que eles precisam de mim vivo. Não sou o herói que vai mudar a história da favela só por estar lá dentro, e aqui no Rio eles matam os heróis. Marielle Franco é a prova disso. Acho que está chegando a hora de me despedir da favela.
17h. Por volta das 17h, minha esposa me manda uma dezena de mensagens. Ela não conseguiu voltar pra casa por conta de uma operação que começou no meio da tarde, num momento em que todos estavam na rua circulando pelo comércio, e as crianças voltando da escola. Estava muito assustada e não sabia para onde ir. Me ligou imediatamente e foi para a faculdade, onde poderia esperar a poeira abaixar para poder voltar. Estava no trabalho quando recebi a ligação, tentei acalmá-la e fui ao seu encontro para que ela não voltasse sozinha. Conseguimos chegar em casa só por volta das 20h.
11h. Também trabalho no Observatório de Favelas. Estava no ponto esperando o ônibus para a Maré (conjunto de favelas também na zona norte do Rio), onde fica a sede do Observatório, quando uma carro da polícia passou e parou. Dos quatro policiais, três eram negros, mas a abordagem é a mesma de um policial branco. “Tem passagem?”, “tá indo pra onde?” ,”tá indo fazer o que lá na Maré?.” Pegaram a minha identidade e olharam algo no celular. Acho que era alguma coisa para checar se eu realmente não tinha passagem pela polícia. Fui liberado. Meu ônibus chegou, mas bastou chegar no ponto seguinte, na avenida dos Democráticos, para cruzar com um blindado da UPP. É o mesmo Caveirão do Bope, só que branco e com o logotipo da UPP. Os policiais que me abordaram estavam perto do blindado conversando com outros policiais. Fiquei tenso e já pensei como seria a volta pra casa. Com certeza teria operação.
9h. A favela enfrentava o segundo de três dias consecutivos de operação policial. Um morador havia sido baleado indo pro trabalho. Um cachorro de rua também levou um tiro e ganhou as manchetes – ainda não se sabe o estado de saúde do morador. O Bope e o Choque fazem uma operação de vingança depois que policiais da UPP teriam sido baleados enquanto faziam uma ronda na parte alta da favela.
Acordei no domingo com dois agentes com fuzis e touca ninja abrindo a janela da minha casa.
Isso acontece com certa frequência. O Comando Vermelho domina a parte baixa da favela, enquanto o “morrinho” é o território da UPP. Sempre há confrontos quando o CV tenta tomar a parte alta da favela. Era mais ou menos 9h da manhã de domingo quando ouvi passos no bequinho da minha casa. Dois agentes usando fuzis e touca ninja abriram a janela da minha casa. Eu estava deitado, dormindo com minha esposa. Levantei rapidamente e fui em direção à janela com as mãos levantadas, para eles não suspeitarem de nenhum movimento e atirarem em mim. Ainda com o fuzil apontado para mim, abri a porta e só pedi para que esperassem a minha esposa se vestir antes deles entrarem.
Após isso, revistaram os dois cômodos da casa e olharam dentro e atrás da geladeira várias vezes. Normalmente é pior. Nesse dia, só jogaram as roupas no chão para olhar dentro da cômoda. É uma sensação horrível, que não dá pra explicar: você percebe que o morador de favela não tem direitos. Entreguei todos os meus documentos para eles e, quando falei que era jornalista, eles perguntaram que tipo de jornalismo se tratava e se era “jornal de crime”. Respondi que o jornal cobre mais política, e eles aceitaram. Na hora que estavam indo embora, ainda mandaram eu e minha esposa aproveitarmos que estava tendo operação e não íamos sair para arrumar a casa “porque está uma zona”. Ficamos em casa o resto do dia. No dia seguinte, na segunda-feira, houve mais um dia de operação – mais um dia perdido e dentro de casa.
14h. Depois de alguns meses procurando casa fora da favela, finalmente consegui me mudar. Para não me afastar muito dos amigos, mudei para um bairro próximo. A intervenção militar no Rio terminou na virada do ano, mas a rotina continua a mesma. No dia 12 de janeiro, retornei ao Jacarezinho para limpar a casa e entregar as chaves ao senhorio. Nessa mesma semana, a favela tinha vivido uma semana inteira de “operação vingança” devido à morte de mais um policial. Quando cheguei lá, já fui recebido pela vizinha de porta, dona Branca, uma senhora nordestina de uns 60 anos que mora na favela desde que mudou para o Rio, contando uma história que não sei se me deixava feliz por não ter vivenciado ou triste pela situação das pessoas que continuavam lá. “Vizinho, tu não tá perdendo nada indo embora daqui. Eu que queria ir. Eles entraram aqui em casa de novo, deram 15 tiros no transformador de luz e não deixaram a Light entrar na favela. Ficou todo mundo sem luz. Fiquei três dias sem. Perdi tudo da geladeira, nesse calor que tá, não dava nem pra ligar o ventilador”. Não sou religioso, mas rezo pra que alguma entidade olhe por essas pessoas, porque a mão do estado vai ficar mais pesada em cima delas.
Obrigada pelo relato, Bruno. Dessa maneira, as pessoas que não querem entender a realidade da favela e da população negra no Brasil poderão se sensibilizar e lembrar que são tão humanos quanto eles as pessoas que passam por tanta dor.
Enquanto AS FAMÍLIAS NEGRAS ENVIAREM SEUS FILHOS E FILHAS para o MERCADO DO ABATE de pessoas negras, jamais terminará esse genocídio. Dentro de uma farda e segurança um fuzil está um corpo negro, disposto a seguir ordens de um racista como um cão adestrado. Afinal, quem alimenta esse mercado? Não serão os próprios negros que continuam a votar em torturadores e racistas para os parlamentos, reproduzindo, assim, essa política racista? Se não fossem os corpos negros contra corpos negros, quantos brancos o sistema conseguiria arregimentar para fazer o abate?
Puxa vida, parece as pessoas que culpam as vítimas pelo infortúnio. A culpa é dos negros? Pelamor…
Caro Bruno,
Li seu relato com muito pesar. Não tenho a menor ideia de como é não se sentir seguro nem dentro de casa.
Às vezes sofro preconceito por causa da cor da minha pele ou da minha aparência em geral, mas nada chega perto do que você passa diariamente.
Admiro mais ainda sua resiliência e resistência em continuar escrevendo matérias que podem colocar você em perigo.
Escrevo isto para estimular você a continuar escrevendo esses relatos. É muito importante termos registros de gente letrada e instruída, mas que vem de um lugar (ou de um passado) pobre e carente. Afinal, nada mais realista do que quando o personagem da matéria é o próprio autor, né?
Torço para que você cresça neste ramo tão concorrido e, atualmente, tão desvalorizado pelos amantes das “fake news”.
Obrigada por esse texto que nos deixa perplexos, por que por mais que a gente imagine o que acontece com vcs, negros da favela, a verdade dos fatos é inimaginável! É de uma humilhacao, um atentado desesperador ao ser humano! O que penso é que esses policiais não são bem preparados para fazer abordagens, e devido a lidar em ambientes de altíssima periculosidade, se tornaram totalmente embrutecidos pois que a todo momento um deles é assassinado sem dó nem piedade! Está TUDO ERRADO! Alguma coisa há que ser feita! Até quando???
Parabéns pelo relato.
Continue fazendo esse trabalho.
Só um detalhe curioso: faz algumas horas eu li uma matéria sobre a transferência dos chefões do PCC pras cadeias federais. O mais curioso de tudo: não tinha um negro no alto comando do crime.
Os cínicos daqui já vão dizer que isto é porque a justiça no Brasil é para todos e que racismo é coisa da cabeça de esquerdopata.
Eles só se esquecem que os caras podem estar presos, mas não estão mortos. Estão bem vivos, comandando ativamente a máfia, ganhando muito dinheiro, vivendo em cadeias que não têm superlotação e pagando propina pra todo mundo.
Tanto a justiça quanto a polícia padrão coiso JAMAIS atiraria pra matar um sujeito destes se encontrar na rua. Fora da cadeia, todos viviam de forma nababesca bem longe das quebradas, nos bairros centrais, tendo como vizinhos este povo do bem que votou no coiso. Convivência pra lá de agradável.
Quando é pra fazer show, vão na favela e matam negro. Este sim, odiado pela classe média que não nutre nenhuma solidariedade por pobres e pretos. São peças descartáveis para o crime organizado, incluindo aí os próprios agentes de Estado envolvidos.
Bruno, obrigada pelo seu relato, vou compartilhar com todos que me cercam. Sou professora da rede pública e não é raro pedir proteção divina aos meus alunos negros, quando os vejo, ouço e convivo com a sua beleza, graça, irreverência e espontaniedade. Logo penso que eles estarão sujeitos a esta barbárie e isto me. entristece profundamente. Que d
A mudança vem de nós, o povo. Mas o instrumento de mudança é a política. Que porra o carioca está fazendo elegendo bandido para a câmara. Que porra o carioca está fazendo dando dando voto para esse presidente insignificante.
O que a classe média tem que entender é que não há como estar bom para ela e ruim para os outros. Todos querem seu lugar ao sol. Essa humilhação cria um ódio interno que desemboca na violência vivida em situações de crimes. Todos nós somos responsáveis de estancar essa sangria.
Sou negro e da periferia, também frequentava o centro velho de SP nos piores horários . Posso contar nos dedos de uma das mãos quantas vezes fui abordado. Tive mais impressões positivas que negativas da PM. Ou a polícia de São Paulo é completamente diferente ou esse texto é uma fantasia barata para deliciar uma classe média pseudorevolucionária que não conhece nem a favela e nem a polícia.
Nem uma coisa nem outra, colega. É só se lembrar da fala do comandante da Rota a uns tempos atrás. Ele afirmou com todas as letra que o morador da periferia deveria receber um tratamento mais duro, por ser mais (sic) mal educado e por não saber respeitar a autoridade (sic). No centro, portanto, a história é outra, ainda mais se o contexto permitir (onde você está, qual lugar frequenta, com quem você anda, como se veste, etc.)
Acredite, sou branco, moro na zona Leste, não sou ligado ao crime. Lecionei por cinco anos e, justamente neste período, fui abordado duas vezes. Me jogaram contra uma parede, abriram minha carteira, confiscaram os trocados que eu tinha, me chamaram de vagabundo, perguntaram desde quando eu cheirava (eu nunca cheirei, nunca usei droga pesada, sou fumante DE CIGARRO, apenas). A explicação: era impossível que eu não fosse bandido morando no bairro onde moro. Ah, sim, mostrei meus diários e a pergunta que tive que responder foi a seguinte: de quem você roubou isto?!
A verdadeira razão pra tanta truculência: algumas reclamações que eu fiz sobre a atuação de certos profissionais na região. Gente que fazia ponto em avenida pra tomar dinheiro de motorista, que cobrava propina pra comerciante pra poder impedir que os bandidos assaltassem, gente que andava como amiguinho de assaltante da região, gente que cometia excessos de todo tipo e ainda amedrontava morador cidadão. Gente decente, entende? Gente de farda. Gente que fez campanha pro coiso recentemente. Como chamam mesmo? No rio o termo é “miliciano”. Aqui, é tudo oficial faz tempo.
Eu conheço a favela, o bairro e a polícia de meu bairro.
Corrigindo: “a favela, o bairro e a polícia da minha região”. Desculpe.
Oi Horácio. essas polícias não são diferentes. Diferentes são esses esquerdopatas que não medem esforços para impedir que um governo de direita corrija todos os desastres que nos legaram. Os argumentos que eles usam são tão falaciosos que via de regra dão tiros nos próprios pés. O articulista em questão ao tentar obedecer a diretiva editorial desse veículo de extrema esquerda, acabou mostrando uma polícia em plena atividade o dia inteiro, a cada hora, a cada minuto. Rsrsrs. Convenhamos, não é fácil sustentar uma mentira o tempo todo, certo?
E você não sai desse site não é sociopata de blog de conteúdo violento e misógino. Vai ler os livros do cambalacheiro metido a filósofo. Aqui você não convence, sinto muito.
Parabéns ao estagiário pelo comovente e impactante relato. Gosto muito dos seus textos! Siga em frente! Sucesso na sua carreira!
Uma coisa que ficou clara no relato foi que são sempre os mesmos policiais nos mesmos lugares. Quer dizer, dava pra pegar e punir esses caras, que além de tudo são incompetentes, passam o dia fazendo gracinha e parando gente que tá na cara que não é traficante. Não prendem um traficante, nem mesmo um soldadinho raso do tráfico. Esses caras não dá nem para o “cidadão de bem” ficar contente porque “estão fazendo o trabalho deles”, porque são uns sádicos vagabundos. Não sei como tem gente que consegue defender essa banda podre da polícia.
O povo que vem aqui pra defender a polícia faz de conta que não entendeu o que se passa. É puro ódio, colega. É preciso ser muito infeliz pra se dar o luxo de vir aqui, diante deste depoimento, destilar seu veneno. A classe média brasileira é isto. Mede a própria felicidade pela desgraça dos outros. Não são felizes nunca. Só ficam satisfeitos quando encontram alguém em situação pior e podem tripudiar. O tipo de gente que chuta morador de rua dormindo. Depois se faz de vítima pra conter qualquer um que reaja com indignação. Evocam liberdade de expressão, direito de ir e vir, legítima defesa. E o Estado faz o resto, reconhecendo os argumentos destes idiotas. Seja a polícia ou a justiça, eles têm lado pré-determinado: o lado de quem pode pagar propina e de quem é branco, não necessariamente nesta ordem.
Parabéns pela matéria Bruno.
Forças aí
Eu não sei o que você vive Bruno porque sou mulher e sou branca mas imagino que não deve ser nada fácil passar por estes constrangimentos perante à polícia. Sei que a vida das pessoas que moram em comunidade não é nada fácil pois minha mãe também mora em uma. Adorei seus textos, não se deixe intimidar por esses acontecimentos e continue escrevendo! Bjs!
Que tristeza. Força ai Bruno.
Parabéns a polícia!
Se não for ironia, este Ítalo é um demente…
Debe ser um InCel.
Sabe Bruno, há alguns anos atrás eu recebi a visita, em São Paulo, de um casal de amigos que moravam em Ubatuba. O interfone tocou e eu autorizei a entrada do casal. Meu amigo aborrecido disse: porra meu, seu porteiro nos deixou esperando na rua… debaixo de chuva… Eu disse para ele que se o porteiro tivesse deixado entrar sem minha autorização ele seria despedido. Mas como, um casal de meia idade, na chuva, ele retrucou. Não importa que aparência tenha, pode ser uma criança, uma senhora com uma criança de colo, um padre com batina, só entrarão com autorização do morador visitado.
Sabe bruno, sou branco com cabelos castanho claros, quase louro, e também já fui parado em várias blitz, mostrei documentos e fui embora me sentindo mais seguro.
Sabe Bruno, eu tinha uma ideia muito ruim dos policiais do Rio. Provavelmente devido à forma como são pintados pela mídia. Pra mim eles eram um bando de vagabundos, circulando em torno das favelas e cobrando pedágio de traficantes.
Sabe Bruno, você mudou por completo a imagem que eu tinha desses policiais. Você me mostrou que eles estão em atividade constante o tempo todo, todos os dias, todas as horas. Você se sentiria mais seguro sem policiais ou apenas está fazendo publicidade negativa contra a direita no governo?
Me admira que alguém revistado com um fuzil apontado na cara se sinta seguro.
Mas deve ser porque vc é branco e sabe que a maioria dos mortos pela PM são negros.
Não entendeu nada mesmo
Parabéns pelo seu relato e por ter aguentado tanto tempo essas abordagens, não consigo imaginar como seria estar no seu lugar.
Novamente parabéns e força para você e seus familiares
Leonardo, essas abordagens e a profusão de insultos apenas comprovam que estou no caminho certo. É gratificante.
É, Nosli, você realmente não parece estar de sacanagem. Última coisa que te digo é que siga o conselho que você mesmo me deu em outro posto.
Se depois dessa cê ainda acha verdadeiramente que tá no caminho certo, you’re long lost, brother.
Bro, I’m still gonna get you out of this trap that you fell for. You recently stated in relation to a comment from a leftist: “It is for these reasons that I am moving away from the left”.
It’s never too late to regret it. Welcome, bro!
In that comment, I was talking about the lulopetists (I don’t think there’s a translation for this) and the people that go around supporting authoritarian regimes because “it’s from the left”.
I don’t wanna have anything to do with them, and I think many people are following the same path.
This is a rational behavior to be respected, I just think you will have difficulties in reconciling your left-wing with individual freedom. Good luck!
in the world of today it is growing ever harder to reconcile individual freedom with anything.
Impressionante o teu diário! A tua palavra desafoga a voz de muita gente que todo o dia é vítima da violência!
“O Bope e o Choque fazem uma operação de vingança depois que policiais da UPP teriam sido baleados enquanto faziam uma ronda na parte alta da favela.” Qual o problema deles quererem prender quem atirou nos policiais, desde quando isso é errado, quando um PM mata um bandido ficam falando é trabalhador,e ele tem que ser ponido, mais se um bandido mata um PM não pode nem querer prender o(s) bandidos, você acha isso justo.
“Qual o problema deles quererem prender quem atirou nos policiais”
nenhum, o problema é que vingança não é justiça e quem paga por isso geralmente não tem nada a ver com o que aconteceu.
Infelizmente seu relato é o dia-a-dia do pobre, principalmente negro. É tão real que dói, e dói mais e me enfurece ver um governo antipovo e complacente com milícias no comando. Força mano, e parabéns pelo relato e a coragem!
Muito comentário descabido. A integridade do branco de classe média é extremamente frágil. Com a gente é perna aberta e cara na parede. Manter a dignidade que as forças opressoras insistem em falar que a gente não tem todo dia é foda. Parabéns pelo texto, muitos não vão entender, mas tem coisa que tem que ter bagagem pra ler e que tem que ter peito pra enfrentar.
Uma triste realidade de muitas pessoas! Lamentável
Muito obrigado ao TIB por retirar os comentários ofensivos. Não costumo pedir isto, mas tudo tem limite.
E quem é você para decidir qual é o limite?
Jesus?
Deus?
Quem tem o direito de decidir o que os outros podem ou não dizer?? Você se julga o quê, um ser de luz e pura virtude? E mesmo se fosse, por que julga que pode decidir os limites da liberdade de expressão de terceiros?
Não é isto. É pra tirar você da sua zona de conforto.
É muito confortável escrever ou falar qualquer ofensa e alegar que é livre pra fazê-lo.
Minion gosta de ser tratado feito criança mimada. Tudo tem consequência ou, ao menos, deveria ter. Se soubéssemos quem você é, o autor do texto e qualquer um aqui poderia te processar por injúria. Mas, a internet é a seara de gente covarde que acha que tudo gira em torno de sua própria vontade.
Vê se cresce e para de ofender os outros por puro sadismo.Se passar dos limites vamos pedir pra tirar novamente.
Não gostou, volta pra casinha.
Você é que não gosta de ser tirado da tua zona de conforto, já que pede que comentários sejam censurados porque machucaram a sua sensibilidade.
E ainda se julga melhor do que os outros porque acha que tem o direito de decidir o que os outros podem ou não falar.
“Aii mas a dignidade humana”
Por favor, defina essa abstração não quantificável chamada “dignidade humana”.
Porque pelo que eu saiba, esse é um conceito criado pela sociedade, pela sociedade moderna para ser mais específico.
E quem decide o que é dignidade humana?
Você?
Deus?
Quem decide o que fere e o que não fere essa abstração criada pela cabeça de um bando de primatas que acredita em um monte de ficções para viver?
Você?
Vai lá, Deus.
Vai lá, Jesus.
Ser de luz e pura moral..
Mas ahh sim.. moralidade também é uma criação social.
Blá blá blá, favela… só quem vive nela sabe o que acontece!!
A vida nos morros e vielas e totalmente diferente de quem vê do asfalto!
Não e comum mas da forma que os brasileiros vivem hoje a tendência e carceragem domiciliar para o cidadão de bem trabalhador!
Não e só no Rio, apesar que o Rio sempre destaca, mas da uma olha depois no nordeste e norte também… sofrimento nesse país está sendo pouco!?????
Ta certinha a polícia.
Parabéns heróis da PMERJ
Na minha cidade não tem favela, a violência não é algo que realmente preocupa e a polícia não tem muito destaque, mas já estive no Rio várias vezes, a família do meu pai é daí, e sempre me perguntei como viver nessa cidade. Todas as vezes que saía sempre carregava o celular na calcinha ou no sutiã, sempre evitei levar bolsas e tudo que poderia chamar a atenção. Mas mesmo sabendo que a polícia no Rio é corrupta, tomava essas precauções por contra de bandidos. Todos os dias me sentia presa, ou em casa ou na rua. Andei na rua com carros verde-militar cheio de homens com os rostos cobertos segurando armas que eu cresci só vendo em filme. Mas aí comecei a notar que eu era a única pessoa na rua que estava achando aquilo absurdo e amedrontador. O resto da galera parecia estar conformado com aquilo tudo, andavam com cachorros e bebiam em bares como se nada estivesse acontecendo.
Aí dei por conta, tá todo mundo acostumando. Ver policiais com armas deve ser a coisa mais comum para essa gente. E depois de pensar assim eu fui meio que me acalmando.
Todo mundo assisti o Rio como um campo de guerra, onde muitos morrem todos os dias. E muitos também normalizam esse discurso. Se alguém dá um tiro em algum lugar logo falam “Nossa, mas tá parecendo o Rio de Janeiro!”. Então, se alguém é parado pela polícia várias vezes, a sociedade tende a eufemizar, ou por costume, ou por conveniência.
Ler uma matéria desta me fez sentir o desconforto novamente, de que isso está muito além do normal.
Parabéns pelo trabalho e pela coragem de compartilhar. É muito revoltante ver que você passou por isso, e saber que muitos passam por isso todos os dias pelo simples fato de ser negro e favelado. E o pior de tudo, sofrer ataques psicológicos, quando não físicos, de pessoas que recebem para manter a segurança e não para meter o terror.
Ter que viver nessa situação é inimaginavelmente cruel.
Sinto muito que tenha que mudar do lugar onde cresceu pelo simples fato de não poder pertencer mais a ele. Sinto muito também pela sua esposa.
Tem um comentário aqui, cujo autor deveria ser banido. É uma agressão desmedida e inaceitável. Não se trata de censura, mas de uma punição. Alguém que escreve, o que escreveu, não merece viver em comunidade. Peço que o Intercept tome providências. Vou citar o absurdo: “Não deveria ter colocado crianças nesse mundo”
Se não gostou, rebata o comentáio em vez de pedir censura.
Gente como você me dá nojo.
“Feriu minhas sensibilidades, tem de ser punido!!”.
Se não aguenta sair da tua zona de conforto, problema é teu
Quem é você para decidir o que os outros podem ou não dizer??
Não houve nenhum tipo de ofensa pessoal.
Se não aguenta, bebe leite, porque gente que fala o que causa desconforto existe e é melhor se acostumar
Imagine a probabilidade de um nissei ser abordado na Liberdade, em São Paulo? Imagine um morador de Blumenau reclamando preconceito da policia por ser descendente de alemães? Absurdo?
Separar o que é preconceito do que é abordagem de rotina ou sob fundada suspeita é muitas vezes de dificil constatação; o problema é que o estereótipo da vitima do preconceito se confunde com o preconceito real e isso cria uma cultura induzida do vitimismo.
Hehehe, você sabe muito bem quando o que está acontecendo é abuso, preconceito e violência gratuita, tudo isso é bem diferente daquilo que seria uma abordagem sob fundada suspeita.
O problema não somente o STF como querem fazer crê…é todo o sistema de advogados e jornalistas que domina o pais de fato..
O OFICIO QUE NÃO OUSA DIZER SEU NOME
No mundão, no planeta, no globo…existem 4200 faculdade de direito…2200 delas estão no Brasil..mais da metade do total… na verdade todos (defesa, juízes, promotores, delegados, escrivães, oficiais de justiça) INCLUSIVE 90% DOS POLITICOS SÃO. ..ADIVINHEM…ADVOGADOS (fora uns tantos que são jornalistas)…então..esqueçam esse negocio de justiça.
é tudo uma só e grande industria pra enriquecer advogados.
(vc imagina o custo da manutenção de toda essa gente…acaba sendo maior que o próprio estrago causado pela corrupção e criminalidade da qual supostamente deveriam nos proteger.então ouso pensar que se deixassem somente os bandidos agindo, sem nenhuma dessas instituições citadas saia muito mais barato para o povo brasileiro)
Ou como diz o Millor Fernandes: a lei é o melhor instrumento para burlar a justiça.
Ousa pensar?
Parabéns pelo seu trabalho.
A violência contra o pobre sempre foi política de Estado. A democracia jamais chegou às quebradas e absurdos como estes, relatados pelo nobre jornalista, acontecem em toda e qualquer periferia do Brasil.
A gente vota na esquerda esperando que haja enfrentamento a esta questão. Só assim se aprofundaria o Estado Democrático. Infelizmente, esta realidade foi jogada pra debaixo do tapete. É desolador. Ainda mais, sabendo que se houvesse contraponto ao fascismo institucional, talvez não teríamos esta situação política de hoje. Polícias de todas as corporações fecharam voto a Bolsonaro. Por que será?
Meus respeitos ao jornalista Bruno Souza e minha mais sincera solidariedade a ele e ao povo do Rio. Cada vez mais, testemunhos desta natureza tem de ser feitos.
Quanto a zombaria de certos comentaristas, todos já sabem que tipo de gente representam.
Morro em uma favela da cidade de salvador (BA) é tenso viver sabendo o que de pior te aguardá no dia seguinte. Tenho dois filhos e temo por eles e seu futuro. Por dinheiro já vir homens fardados Para comprir á lei, esquecer sua função e matar filho nas mãos de sua mãe. DOI pensar que posso ser à próxima, não tenho para onde ir e temo o meu amanhã por aqui. Amo meu lugar, mais procuro incessantemente minha migração para um canto de paz.
” ninguém olha para os que sofrem.” ta falando das vitimas dos bandidos né???
Muito triste essa situação. Não sei como isso pode acontecer, ninguém olha para os que sofrem.
É triste! Porém na favela além de trabalhadores, estudantes, negros e brancos também tem; armas, drogas e varias facções.
É… Não tem tráfico, corrupção e armas no Leblon, Ipanema e Palácios da Justiça. Esse tipo de pensamento é perverso.
Sim, seguindo seu nobre e perverso pensamento, vamos meter o pé na porta, humilhar e matar, ou melhor, abater como se animal fosse, a gente branca e bonita das coberturas na Vieira Souto. É muito cinismo.
Bruno, que relato corajoso o seu. E angustiante. Saber que essa angústia é o dia a dia de tanta gente é desesperador. Ainda mais em tempos de Witzel e Bolsonaro no poder, agudizando o discurso e a prática de uma guerra às drogas que na verdade é uma guerra declarada contra os pobres.
Tá irritado porque o Bolsonaro ganhou as eleições?!
HERBERT MARCUSE E O AMOR DAS ESQUERDA AOS CRIMINOSOS
Assim se explica o amor da esquerda ( mídia, universidade, justiça e toda sorte de parasitas “letrados e sabidos” ) pelos bandidos: Herbert Marcuse, pensador marxista alemão e guru da turma letrada pregava que o proletariado, antiga base revolucionaria do marxismo, havia perdido seu ímpeto revolucionário pq tinha se aburguesado com o sucesso do capitalismo na Alemanha e todo o ocidente (sabe como é: melhor ficar em casa vendo futebol e series americanas na enorme Tv de tela plana que ir pra rua gritar contra o capitalismo)
Mesmo pq nenhum esquerdista típico que arriscar sujar a roupa em uma revolução
(veja sua “valente resistência” ao impichamento de Dilma, prisão de Lula, posse de Bolsonaro, tudo coisa inadmissível que segundo eles seriam combatidas a ferro e fogo)
…então só restava recorrer ao lumpemproletariado que são justamente bandidos, estudantes ociosos, ladrões, viciados, mendigos, loucos (por isso a doutrina de esvaziamento dos hospícios e liberação dos malucos liderada por agente da KGB italiano chamado Franco Basaglia, por orientação direta de Moscou ao tempo da guerra fria) e psicopatas em geral… o resultado é esse que vemos.
Cara, você é um mau caráter. E covarde, ainda por cima – vomita toda tua desumanidade e ignorância do conforto do teu anonimato
Lá vem um leitorzinho de Olavo vomitar preconceito.
Vai ler Marcuse, sua besta mau caráter, em vez de reproduzir o lixo mentiroso do teu guruzinho.
ahhh..os advogados…advogados
Eu costumo ser bastante reflexiva ao responder comentários como o seu, Anônimo. Mas para você e neste caso irei abrir uma justa exceção: vá tomar no teu cu, lixo (des)humano.
Canalha sendo canalha e protegido pelo anonimato de um nickname fajuto.
Falou tudo
That’s the man! A verdade dói. Você colocou o dedo na ferida e cutucou. Veja a reação dos farsantes quando desmascarados. O mundo deles ruiu e ainda insistem em subjugar as minorias e os pobres que eles criaram para atender suas mediocridades e vagabundagem. Eles destroem tudo e culpam o capitalismo. Eles precisam demonizar o capitalismo e para tanto não hesitariam em queimar museus e degradar pessoas. Existe uma lógica no capitalismo que eles evitam de comentar: o capitalismo precisa de consumidores e quanto mais houver melhor será para os donos dos meios de produção, para os donos do capital e para os donos da informação. Pobre não alimenta o capitalismo. Só alimenta os vagabundos que querem viver à custa do Estado.
sabe, o problema de usar bots pra comentar é que eles pegam textos já feitos nos repositórios e postam nos comentários, mesmo que tenham pouca ou nenhuma relação com o artigo. lacração automática anti-esquerdista.
daí acontece o que aconteceu com o esse comentário do the man who whot liberty valance (que provavelmente é controlado pela mesma pessoa que controla o damastor, o factotum, o ozymandias, o goodfella). no contexto, dá a entender ele crê que negro = bandido.
Muito triste tudo isto que a matéria apresentou. Mas é um trabalho necessário para mostrar as pessoas, na íntegra, o que acontece dentro das favelas. E, o que é ser negro no Brasil, onde fingem que não aconteceu nada com a população afrodescendente e de que não há nenhuma dívida histórica com a população negra.