_Notas

30 de Setembro de 2022, 13h04

Abin monitora risco de violência próximo a clubes de tiro no dia das eleições em São Paulo

Com possibilidade de vitória de Lula, agência teme ações extremistas e avisará forças policiais caso identifique ameaças à segurança.

30 de Setembro de 2022, 13h04

Foto: Jardiel Carvalho (F)/Folhapress

Às vésperas do primeiro turno das eleições, a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, monitora riscos de violência e ações extremistas por parte de frequentadores de clubes de tiro instalados nas proximidades da Praça da República, no centro de São Paulo.

Uma fonte da agência relatou, na condição de anonimato, que com a possibilidade de Lula vencer já no domingo, a Abin está fazendo análises de risco para identificar “indivíduos radicalizados, com potencial para deflagrar atos violentos”. A flexibilização do acesso às armas e o avanço dos clubes de tiro são um dos principais feitos do governo Jair Bolsonaro para agradar sua base eleitoral.

Lula, seu candidato à vice-Presidência, Geraldo Alckmin, e aliados devem acompanhar a apuração de votos em um hotel também na região central, a cerca de dois quarteirões da Praça da República. A segurança dos apoiadores e dos candidatos foi um dos critérios usados pela campanha de para escolher o hotel.

O local de concentração da militância ainda não foi oficialmente decidido. A definição de Lula deve acontecer nesta sexta-feira, depois que o candidato voltar do giro por Rio, Bahia e Ceará. Ainda assim, a Abin já espera a presença de manifestantes petistas nas imediações da Praça da República.

A mesma fonte contou que agentes da Abin monitoram manifestações em redes sociais e usam metodologias próprias para identificar os indivíduos com potencial de risco à segurança pública. Por se tratar de um órgão de inteligência, e não policial, caso a Abin identifique situações reais de perigo, serão enviados relatórios com avisos aos órgãos de segurança pública dos estados.

Ameaças de violência contra militantes e apoiadores são também uma preocupação da cúpula da campanha do PT, não só pelos riscos pessoais, mas também por uma questão estratégica: o partido quer evitar uma desmobilização no dia da eleição. Petistas próximos de Lula avaliam que, além de vencer o pleito, terão que “segurar para não escapar” a vitória, já que Bolsonaro ameaça não reconhecer o resultado das urnas. Além disso, caso não vença no domingo, Lula quer manter a militância mobilizada para a segunda etapa da disputa.

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