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25 de Março de 2022, 13h00

Lula bate o martelo e define núcleo duro da campanha

Estão definidos os coordenadores de comunicação, programa de governo e agenda e o tesoureiro para 2022.

25 de Março de 2022, 13h00

Gleisi (com o megafone), nomeada coordenadora-geral, e Mercadante (à direita, com os olhos fechados), responsável pelo plano de governo.

Foto: Eduardo Matysiak/Futura Press/Folhapress

Em reunião com seus apoiadores mais próximos nesta semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva finalmente definiu os nomes da coordenação executiva da pré-campanha. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, será a coordenadora-geral, e os ex-ministros Franklin Martins, Aloizio Mercadante e Luiz Dulci vão cuidar, respectivamente, das áreas de comunicação, programa de governo e agenda. O deputado federal Márcio Macedo, do Sergipe, será o tesoureiro da campanha.

Trata-se de nomes que na prática já exercem praticamente as mesmas funções, mas sem a delegação explícita de Lula. Agora, passam acompor uma espécie de núcleo duro da campanha. Além de executar tarefas estabelecidas pelo candidato, também serão os consultores mais próximos de Lula para questões políticas urgentes ou que exijam respostas rápidas.

Num segundo momento, a coordenação da campanha será acrescida de outros nomes vindos de partidos aliados, sociedade civil e do próprio PT. Esta segunda camada de assessores terá reuniões periódicas e vai ajudar a elaborar as linhas mestras da campanha.

Na quinta-feira, 24, o PT aprovou uma resolução política que amplia o arco de alianças do partido para estas eleições para além das legendas de esquerda. A ideia é abrigar na coligação lulista todos os partidos do “campo democrático” dispostos a enfrentar Jair Bolsonaro.

“Constituiremos um amplo movimento que acumule forças, agrupe os segmentos democráticos e viabilize, em torno do nome de Lula, a resposta do povo brasileiro a este momento histórico”, diz o texto aprovado.

O objetivo é dar ares de movimento em defesa da democracia à candidatura de Lula. “Ainda seguiremos dialogando com os outros partidos de oposição ao governo Bolsonaro no sentido da ampliação do campo de apoio à candidatura de Lula. Todas e todos que decidirem pelo enfrentamento a Bolsonaro como prioridade política dos próximos meses terão no PT um aliado para aquela que será a eleição mais importante que já enfrentamos”, afirma a resolução.

Também na quinta, o PSB pediu uma reunião com o PT, a ser marcada possivelmente para a semana que vem. O objetivo é formalizar a aliança e apresentar o nome de Geraldo Alckmin como candidato a vice.

Também nas próximas semanas a coordenação executiva da campanha vai se reunir com Alckmin para saber como o ex-governador paulista pretende participar da pré-campanha e quais as necessidades para criação de uma estrutura eleitoral para o ex-tucano.

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