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Dissertação Inácio Pereira Lima
Sep. 14, 2018
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DA MULHER
AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO DO LEITE MATERNO PELO
AGROTÓXICO GLIFOSATO EM PUÉRPERAS ATENDIDAS EM MATERNIDADES
PÚBLICAS DO PIAUÍ
Inácio Pereira Lima
TERESINA – PI
2017
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DA MULHER
AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO DO LEITE MATERNO PELO
AGROTÓXICO GLIFOSATO EM PUÉRPERAS ATENDIDAS EM MATERNIDADES
PÚBLICAS DO PIAUÍ
Inácio Pereira Lima
TERESINA – PI
2017
INÁCIO PEREIRA LIMA
AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO DO LEITE MATERNO PELO
AGROTÓXICO GLIFOSATO EM PUÉRPERAS ATENDIDAS EM MATERNIDADES
PÚBLICAS DO PIAUÍ
Dissertação apresentada à Coordenação do
Programa de Pós-graduação em Saúde da
Mulher do Centro de Ciências da Saúde da
Universidade Federal do Piauí, como requisito
parcial para a obtenção do título de Mestre em
Saúde da Mulher.
Orientadora: Profa. Dra. Rita de Cássia Meneses Oliveira
Coorientador: Prof. Dr. José de Sousa Lima Neto
TERESINA – PI
2017
INÁCIO PEREIRA LIMA
AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO DO LEITE MATERNO PELO
AGROTÓXICO GLIFOSATO EM PUÉRPERAS ATENDIDAS EM MATERNIDADES
PÚBLICAS DO PIAUÍ
Dissertação apresentada à Coordenação do
Programa de Pós-graduação em Saúde da
Mulher do Centro de Ciências da Saúde da
Universidade Federal do Piauí, como requisito
parcial para a obtenção do título de Mestre em
Saúde da Mulher.
Orientadora: Profa. Dra. Rita de Cássia Meneses Oliveira
Coorientador: Prof. Dr. José de Sousa Lima Neto
TERESINA – PI
2017
FICHA CATALOGRÁFICA
Universidade Federal do Piauí
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Saúde
Serviço de Processamento Técnico
L732a
Lima, Inácio Pereira.
Avaliação da contaminação do leite materno pelo agrotóxico glifosato em
puérperas atendidas em maternidades públicas do Piauí / Inácio Pereira Lima. –
– Teresina, 2017.
66 f.
Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Piauí, Programa de
Pós-Graduação em Saúde da Mulher, 2017.
“Orientação : Profa. Dra. Rita de Cássia Meneses Oliveira.”
Bibliografia
1. Leite Materno. 2. Contaminação. 3. Agrotóxico. 4. Herbicida. I. Título.
CDD 664
Elaborada por Fabíola Nunes Brasilino – CRB-3/1014
FICHA CATALOGRÁFICA
Universidade Federal do Piauí
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Saúde
Serviço de Processamento Técnico
L732a
Lima, Inácio Pereira.
Avaliação da contaminação do leite materno pelo agrotóxico glifosato em
puérperas atendidas em maternidades públicas do Piauí / Inácio Pereira Lima. –
– Teresina, 2017.
66 f.
Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Piauí, Programa de
Pós-Graduação em Saúde da Mulher, 2017.
“Orientação : Profa. Dra. Rita de Cássia Meneses Oliveira.”
Bibliografia
1. Leite Materno. 2. Contaminação. 3. Agrotóxico. 4. Herbicida. I. Título.
CDD 664
Elaborada por Fabíola Nunes Brasilino – CRB-3/1014
INACIO PEREIRA LIMA
AVALIACAO DA CONTAMINACAO DO LEITE MATERNO PELO
AGROTOXICO GLIFOSATO EM PUERPERAS ATENDIDAS EM MATERNIDADES
PUBLICAS DO
Dissertag??o apresentada c} Coordenagc'i?o do
Programa de P?s?graduagc?z?o em Sa?de da
Mulher do Centro de Cf?ncz?as da Sazide da
Universidade Federal do Piauz?, coma requisito
parcial para a obrengc'fo do n?z?ulo de Mestre em
Sa?de da Mulber, pela seguz'nte Banca
Examinadora:
l'
bail-JCS
Profa. Dra. Rita de Cassia Meneses Oliveira
Orientadora/ CCS /Depto. Bio?sica Fisiologia/UFPI
Prof. Dr. os? de Sousa Lima Neto
Coorientador/Coordenag?o de Farm?cia/UFPI
Profa. Zenira
Membro titular extemo SESAPI
?Mar 4% $1701.; btuLi?L M61150
P10fa.Dra. Maria
Fatima V?ras Ara?j
a A
?vw
altins Silva
TERESINA PI
2017
INACIO PEREIRA LIMA
AVALIACAO DA CONTAMINACAO DO LEITE MATERNO PELO
AGROTOXICO GLIFOSATO EM PUERPERAS ATENDIDAS EM MATERNIDADES
PUBLICAS DO
Dissertag??o apresentada c} Coordenagc'i?o do
Programa de P?s?graduagc?z?o em Sa?de da
Mulher do Centro de Cf?ncz?as da Sazide da
Universidade Federal do Piauz?, coma requisito
parcial para a obrengc'fo do n?z?ulo de Mestre em
Sa?de da Mulber, pela seguz'nte Banca
Examinadora:
l'
bail-JCS
Profa. Dra. Rita de Cassia Meneses Oliveira
Orientadora/ CCS /Depto. Bio?sica Fisiologia/UFPI
Prof. Dr. os? de Sousa Lima Neto
Coorientador/Coordenag?o de Farm?cia/UFPI
Profa. Zenira
Membro titular extemo SESAPI
?Mar 4% $1701.; btuLi?L M61150
P10fa.Dra. Maria
Fatima V?ras Ara?j
a A
?vw
altins Silva
TERESINA PI
2017
AGRADECIMENTOS
Ao final desta etapa de estudo, chega o momento de reconhecer e agradecer àqueles
que deram sua parcela de contribuição para a realização desta pesquisa. Neste sentido sinto a
honra de agradecer instituições e pessoas que tanto colaboraram, como destaco a seguir:
À Universidade Federal do Piauí, Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Diretoria do
Centro de Ciências da Saúde, e a Coordenação do Programa de Pós-graduação em Saúde da
Mulher pela oportunidade e apoios recebidos;
À Secretaria Estadual de Saúde do Piauí por ser uma das instituições parceiras na
realização deste Mestrado, ter oportunizado meu acesso e ter colaborado com a cessão de
motorista e veículo durante a etapa de trabalho de campo nos municípios de Oeiras e Uruçuí;
À minha família, descendentes, pares e ascendentes, por me apoiar em todos os
momentos e desafios proporcionados nesta vida;
À minha orientadora, Profa. Rita de Cássia Meneses Oliveira pelas orientações
recebidas durante este mestrado, sempre acessível e colaboradora quando solicitada;
Ao Coorientador, Prof. Dr. José de Sousa Lima Neto pelo empenho e condução dos
trabalhos de escolha e desenvolvimento do método de análise cromatográfico, assim como
pelas análises das amostras de leite materno, extensivo aos colaboradores do laboratório
LAGO Alek André Costa de Sousa e Iolanda Souza do Carmo;
À Profa. Dra. Maria das Graças Freire de Medeiros Carvalho pelo apoio na
viabilização do laboratório, equipamentos e insumos necessários à análise das amostras
biológicas deste estudo;
Às colegas da primeira turma do Mestrado Profissional em Saúde da Mulher pelo
tempo de convivência e mútua colaboração durante as atividades do curso;
Ao Diretor da Maternidade Dona Evangelina Rosa, médico José Araújo Brito e
equipe do banco de leite;
Ao Diretor do Hospital Regional Dirceu Arcoverde de Uruçuí Edmar José de
Figueiredo e aos servidores Michele Soares de Sousa e Raimunda Albino de Moura;
À Vereadora de Uruçuí Glaicy Maria Teixeira Brito de Araújo pelo reconhecimento
da importância do estudo e contatos com algumas puérperas participantes;
À Secretária Municipal de Saúde de Uruçuí Nilza Machado Beker e equipe de
profissionais municipais: enfermeira Thaís Melo e Silva Coordenadora municipal de atenção
básica e ao grupo de agentes comunitários de saúde, em especial: Justina Ribeiro de Sousa,
Maria de Jesus Ribeiro, Eliete Silva Pereira e Afonso Martins de Sousa;
AGRADECIMENTOS
Ao final desta etapa de estudo, chega o momento de reconhecer e agradecer àqueles
que deram sua parcela de contribuição para a realização desta pesquisa. Neste sentido sinto a
honra de agradecer instituições e pessoas que tanto colaboraram, como destaco a seguir:
À Universidade Federal do Piauí, Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Diretoria do
Centro de Ciências da Saúde, e a Coordenação do Programa de Pós-graduação em Saúde da
Mulher pela oportunidade e apoios recebidos;
À Secretaria Estadual de Saúde do Piauí por ser uma das instituições parceiras na
realização deste Mestrado, ter oportunizado meu acesso e ter colaborado com a cessão de
motorista e veículo durante a etapa de trabalho de campo nos municípios de Oeiras e Uruçuí;
À minha família, descendentes, pares e ascendentes, por me apoiar em todos os
momentos e desafios proporcionados nesta vida;
À minha orientadora, Profa. Rita de Cássia Meneses Oliveira pelas orientações
recebidas durante este mestrado, sempre acessível e colaboradora quando solicitada;
Ao Coorientador, Prof. Dr. José de Sousa Lima Neto pelo empenho e condução dos
trabalhos de escolha e desenvolvimento do método de análise cromatográfico, assim como
pelas análises das amostras de leite materno, extensivo aos colaboradores do laboratório
LAGO Alek André Costa de Sousa e Iolanda Souza do Carmo;
À Profa. Dra. Maria das Graças Freire de Medeiros Carvalho pelo apoio na
viabilização do laboratório, equipamentos e insumos necessários à análise das amostras
biológicas deste estudo;
Às colegas da primeira turma do Mestrado Profissional em Saúde da Mulher pelo
tempo de convivência e mútua colaboração durante as atividades do curso;
Ao Diretor da Maternidade Dona Evangelina Rosa, médico José Araújo Brito e
equipe do banco de leite;
Ao Diretor do Hospital Regional Dirceu Arcoverde de Uruçuí Edmar José de
Figueiredo e aos servidores Michele Soares de Sousa e Raimunda Albino de Moura;
À Vereadora de Uruçuí Glaicy Maria Teixeira Brito de Araújo pelo reconhecimento
da importância do estudo e contatos com algumas puérperas participantes;
À Secretária Municipal de Saúde de Uruçuí Nilza Machado Beker e equipe de
profissionais municipais: enfermeira Thaís Melo e Silva Coordenadora municipal de atenção
básica e ao grupo de agentes comunitários de saúde, em especial: Justina Ribeiro de Sousa,
Maria de Jesus Ribeiro, Eliete Silva Pereira e Afonso Martins de Sousa;
Ao Coordenador Regional de Saúde de Uruçuí Reginaldo Arrais Pinto Rodrigues e
equipes de servidores: Justino José Martins e Maria Alice Santana;
À Secretária Municipal de Saúde de Oeiras Auridene Maria da Silva Moreira de
Freitas Tapety, e aos profissionais de saúde do município: enfermeira Alexandra da Rocha
Fontes, coordenadora municipal de saúde da mulher, enfermeiros Valdenir Fontes, Denise
Bezerra, técnico Francisco Lemontier Martins de Sousa e aos agentes comunitários de saúde:
Zélia Maria de Araújo Santos, Dalva Maria Carvalho, Luziane Pimentel, Aline Gonçalves
Lopes, Maria Alice de Paula Quadros, Solange Araújo Brandão do Nascimento, Zilma
Venâncio da Silva e Socorro Borges;
À Diretora do Hospital Regional Deolindo Couto e ao Enfermeiro e gerente de
enfermagem Valdenir Fontes pelo acesso e apoio na realização da pesquisa de campo;
Ao motorista da Secretaria Estadual de Saúde Rivadalvio de Sousa Vieira pela
disposição e colaboração durante os deslocamentos para a coleta de material da pesquisa.
A todos(as), sinceros agradecimentos.
Ao Coordenador Regional de Saúde de Uruçuí Reginaldo Arrais Pinto Rodrigues e
equipes de servidores: Justino José Martins e Maria Alice Santana;
À Secretária Municipal de Saúde de Oeiras Auridene Maria da Silva Moreira de
Freitas Tapety, e aos profissionais de saúde do município: enfermeira Alexandra da Rocha
Fontes, coordenadora municipal de saúde da mulher, enfermeiros Valdenir Fontes, Denise
Bezerra, técnico Francisco Lemontier Martins de Sousa e aos agentes comunitários de saúde:
Zélia Maria de Araújo Santos, Dalva Maria Carvalho, Luziane Pimentel, Aline Gonçalves
Lopes, Maria Alice de Paula Quadros, Solange Araújo Brandão do Nascimento, Zilma
Venâncio da Silva e Socorro Borges;
À Diretora do Hospital Regional Deolindo Couto e ao Enfermeiro e gerente de
enfermagem Valdenir Fontes pelo acesso e apoio na realização da pesquisa de campo;
Ao motorista da Secretaria Estadual de Saúde Rivadalvio de Sousa Vieira pela
disposição e colaboração durante os deslocamentos para a coleta de material da pesquisa.
A todos(as), sinceros agradecimentos.
LIMA, I. P. Avaliação da contaminação do leite materno pelo agrotóxico glifosato em
puérperas atendidas em maternidades públicas do Piauí. 2017, 66p. Dissertação de
Mestrado Profissional. Programa de Pós-Graduação em Saúde da Mulher – CCS/UFPI.
RESUMO
O glifosato é o agrotóxico de maior risco potencial para a saúde humana por ser o mais
comercializado no mundo, no Brasil e no Piauí. Baseando-se nessa realidade, este estudo teve
como objetivo avaliar a contaminação de leite materno pelo agrotóxico glifosato em puérperas
atendidas em maternidades públicas do Piauí. Adotou-se um desenho de estudo correlacional
descritivo e de corte transversal aplicado nos municípios de Teresina com 164 participantes,
Oeiras com 27 e Uruçuí com 13 participantes. Foi desenvolvido um método de análise
laboratorial das amostras de leite materno aplicado à técnica de cromatografia líquida de alta
eficiência acoplada a fotodiodo de detecção por radiação ultravioleta, mediante a reação de
derivatização do glifosato e seu metabólito ácido aminometilfosfônico pelo cloroformato de
9-fluorenilmetila. Após testes experimentais o método escolhido para a análise das amostras
de leite materno foi o gradiente isocrático com uso do solvente acetronitrila a 10%. Foi
testado em triplicata e ao passar pelo detector foi demonstrada a presença do glifosato e do
ácido aminometilfosfônico em picos cromatográficos na faixa de 263 nanômetros(nm), com
coeficiente de correlação(r) igual a 0,9993 que originou a construção da curva de calibração e
a confirmação de sua eficiência e linearidade. A análise das amostras de leite materno limitouse à detecção das duas substâncias. Analisou-se 62,5% das amostras coletadas em Oeiras e
Uruçuí, detectando-se presença de glifosato ou ácido aminometilfosfônico em 64% delas. Ao
desagregar por município, comprovou-se contaminação em 46,1% e 83,4% das amostras
analisadas provenientes de Oeiras e Uruçuí, respectivamente. Conclui-se que foi alta a
contaminação do leite materno pelo agrotóxico glifosato, comprovando-se sua gravidade e
importância enquanto fator de risco à saúde da mulher e da criança.
Palavras-Chave: Leite Materno, Contaminação, Agrotóxico, Herbicida.
LIMA, I. P. Avaliação da contaminação do leite materno pelo agrotóxico glifosato em
puérperas atendidas em maternidades públicas do Piauí. 2017, 66p. Dissertação de
Mestrado Profissional. Programa de Pós-Graduação em Saúde da Mulher – CCS/UFPI.
RESUMO
O glifosato é o agrotóxico de maior risco potencial para a saúde humana por ser o mais
comercializado no mundo, no Brasil e no Piauí. Baseando-se nessa realidade, este estudo teve
como objetivo avaliar a contaminação de leite materno pelo agrotóxico glifosato em puérperas
atendidas em maternidades públicas do Piauí. Adotou-se um desenho de estudo correlacional
descritivo e de corte transversal aplicado nos municípios de Teresina com 164 participantes,
Oeiras com 27 e Uruçuí com 13 participantes. Foi desenvolvido um método de análise
laboratorial das amostras de leite materno aplicado à técnica de cromatografia líquida de alta
eficiência acoplada a fotodiodo de detecção por radiação ultravioleta, mediante a reação de
derivatização do glifosato e seu metabólito ácido aminometilfosfônico pelo cloroformato de
9-fluorenilmetila. Após testes experimentais o método escolhido para a análise das amostras
de leite materno foi o gradiente isocrático com uso do solvente acetronitrila a 10%. Foi
testado em triplicata e ao passar pelo detector foi demonstrada a presença do glifosato e do
ácido aminometilfosfônico em picos cromatográficos na faixa de 263 nanômetros(nm), com
coeficiente de correlação(r) igual a 0,9993 que originou a construção da curva de calibração e
a confirmação de sua eficiência e linearidade. A análise das amostras de leite materno limitouse à detecção das duas substâncias. Analisou-se 62,5% das amostras coletadas em Oeiras e
Uruçuí, detectando-se presença de glifosato ou ácido aminometilfosfônico em 64% delas. Ao
desagregar por município, comprovou-se contaminação em 46,1% e 83,4% das amostras
analisadas provenientes de Oeiras e Uruçuí, respectivamente. Conclui-se que foi alta a
contaminação do leite materno pelo agrotóxico glifosato, comprovando-se sua gravidade e
importância enquanto fator de risco à saúde da mulher e da criança.
Palavras-Chave: Leite Materno, Contaminação, Agrotóxico, Herbicida.
LIMA, I. P. Evaluation of the contamination of maternal milk by glyphosate agrotoxic in
puerperas attended at public maternity hospitals in Piauí. 2017, 66p. Master Thesis. PostGraduation Program in Women's Health – CCS/UFPI.
ABSTRACT
Glyphosate is a herbicide with the greatest potential risk to human health because it is the
most commercialized in the world, in Brazil and in State of Piauí. Based on this reality, this
study aimed to evaluate the contamination of maternal milk by glyphosate agrotoxic in
puerperas attended at public maternity hospitals in Piauí. We adopted a descriptive
correlational study of cross-sectional applied in the municipalities of Teresina with 164
participants, Oeiras with 27 and Uruçuí with 13 participants. We developed a method of
laboratory analysis of the samples of breast milk applied to the technique of high-performance
liquid chromatography coupled photodiode detector array, through the derivatization reaction
of glyphosate and its metabolite aminomethylphosphonic acid by 9-fluorenylmethyl
chloroformate. After experimental tests the chosen method for the analysis of the samples of
breast milk was the isocratic gradient using the acetonitrile solvent to 10%. It was tested in
triplicate and when passing through the detector we verified the presence of glyphosate and
aminomethylphosphonic acid in chromatographic peaks in the range of 263 nanometers (nm),
with correlation coefficient (r) equal to 0.9993, which led to the construction of the calibration
curve and confirmation of its efficiency and linearity. Analysis of breast milk samples was
limited to the detection of both substances. A total of 62.5% of the samples collected in
Oeiras and Uruçuí were analyzed, where we detected presence of glyphosate or
aminomethylphosphonic acid in 64% of them. When disaggregating by municipality,
contamination was verified in 46.1% and 83.4% of samples analyzed from Oeiras and Uruçuí,
respectively. We concluded this study showing the high contamination of the breast milk by
glyphosate agrotoxic, proving its severity and importance as a risk factor for the woman's
health.
Keywords: Breast Milk, Contamination, Agrotoxic, Herbicides.
LIMA, I. P. Evaluation of the contamination of maternal milk by glyphosate agrotoxic in
puerperas attended at public maternity hospitals in Piauí. 2017, 66p. Master Thesis. PostGraduation Program in Women's Health – CCS/UFPI.
ABSTRACT
Glyphosate is a herbicide with the greatest potential risk to human health because it is the
most commercialized in the world, in Brazil and in State of Piauí. Based on this reality, this
study aimed to evaluate the contamination of maternal milk by glyphosate agrotoxic in
puerperas attended at public maternity hospitals in Piauí. We adopted a descriptive
correlational study of cross-sectional applied in the municipalities of Teresina with 164
participants, Oeiras with 27 and Uruçuí with 13 participants. We developed a method of
laboratory analysis of the samples of breast milk applied to the technique of high-performance
liquid chromatography coupled photodiode detector array, through the derivatization reaction
of glyphosate and its metabolite aminomethylphosphonic acid by 9-fluorenylmethyl
chloroformate. After experimental tests the chosen method for the analysis of the samples of
breast milk was the isocratic gradient using the acetonitrile solvent to 10%. It was tested in
triplicate and when passing through the detector we verified the presence of glyphosate and
aminomethylphosphonic acid in chromatographic peaks in the range of 263 nanometers (nm),
with correlation coefficient (r) equal to 0.9993, which led to the construction of the calibration
curve and confirmation of its efficiency and linearity. Analysis of breast milk samples was
limited to the detection of both substances. A total of 62.5% of the samples collected in
Oeiras and Uruçuí were analyzed, where we detected presence of glyphosate or
aminomethylphosphonic acid in 64% of them. When disaggregating by municipality,
contamination was verified in 46.1% and 83.4% of samples analyzed from Oeiras and Uruçuí,
respectively. We concluded this study showing the high contamination of the breast milk by
glyphosate agrotoxic, proving its severity and importance as a risk factor for the woman's
health.
Keywords: Breast Milk, Contamination, Agrotoxic, Herbicides.
“Primeiro o agrotóxico vai para os alimentos. Ele vai para a planta e depois ele vai
sair para os grãos. Uma parte vai para a água, atinge o lençol freático e depois sai
na água que a gente está bebendo. Uma parte evapora, vai para o ar e atinge
quilômetros de distância. Outra parte, inclusive, condensa na chuva, vai para outros
animais, quer dizer, contamina o solo. Nos humanos, vai para o sangue e a urina,
vai para o tecido gorduroso”.
Médico e Professor Wanderley Pinhatti
“Primeiro o agrotóxico vai para os alimentos. Ele vai para a planta e depois ele vai
sair para os grãos. Uma parte vai para a água, atinge o lençol freático e depois sai
na água que a gente está bebendo. Uma parte evapora, vai para o ar e atinge
quilômetros de distância. Outra parte, inclusive, condensa na chuva, vai para outros
animais, quer dizer, contamina o solo. Nos humanos, vai para o sangue e a urina,
vai para o tecido gorduroso”.
Médico e Professor Wanderley Pinhatti
LISTA DE SIGLAS
ABRASCO
Associação Brasileira de Saúde Coletiva
ACS
Agente Comunitário de Saúde
ADAPI
Agência de Defesa Agropecuária do Piauí
AMPA
Ácido aminometilfosfônico
AMPA-FMOC
Ácido aminometilfosfônico e Cloroformato de 9-fluorenilmetila
ANVISA
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
CEP
Comitê de Ética em Pesquisa
CLAE
Cromatografia Líquida de Alta Eficiência
CLAE-DAD
CV
Cromatografia Líquida de Alta Eficiência Acoplada a Detector de Arranjo
de Fotodiodo
Coeficiente de Variação
DCM
Diclorometano
DL
Dose Letal
DNV
Declaração de Nascidos Vivos
DP
Desvio Padrão
ESF
Equipe de Saúde da Família
FMOC
Cloroformato de 9-fluorenilmetila
FMOC-Cl
Cloreto de fluoronilmetiloxicarbonilo
FMS
Fundação Municipal de Saúde de Teresina
HRDA
Hospital Regional Dirceu Arcoverde
HRDC
Hospital Regional Deolindo Couto
HPLC
Cromatografia Líquida de Alta Performance
IA
Ingrediente Ativo
IARC
International Agency For Research On Cancer
IBGE
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IBAMA
LAGO
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis
Laboratório de Geoquímica Orgânica
LM
Leite Materno
MDER
Maternidade Dona Evangelina Rosa
NA
Não Analisado
ND
Não Detectado
LISTA DE SIGLAS
ABRASCO
Associação Brasileira de Saúde Coletiva
ACS
Agente Comunitário de Saúde
ADAPI
Agência de Defesa Agropecuária do Piauí
AMPA
Ácido aminometilfosfônico
AMPA-FMOC
Ácido aminometilfosfônico e Cloroformato de 9-fluorenilmetila
ANVISA
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
CEP
Comitê de Ética em Pesquisa
CLAE
Cromatografia Líquida de Alta Eficiência
CLAE-DAD
CV
Cromatografia Líquida de Alta Eficiência Acoplada a Detector de Arranjo
de Fotodiodo
Coeficiente de Variação
DCM
Diclorometano
DL
Dose Letal
DNV
Declaração de Nascidos Vivos
DP
Desvio Padrão
ESF
Equipe de Saúde da Família
FMOC
Cloroformato de 9-fluorenilmetila
FMOC-Cl
Cloreto de fluoronilmetiloxicarbonilo
FMS
Fundação Municipal de Saúde de Teresina
HRDA
Hospital Regional Dirceu Arcoverde
HRDC
Hospital Regional Deolindo Couto
HPLC
Cromatografia Líquida de Alta Performance
IA
Ingrediente Ativo
IARC
International Agency For Research On Cancer
IBGE
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IBAMA
LAGO
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis
Laboratório de Geoquímica Orgânica
LM
Leite Materno
MDER
Maternidade Dona Evangelina Rosa
NA
Não Analisado
ND
Não Detectado
NV
Nascido Vivo
OMS
Organização Mundial da Saúde
OPAS
Organização Pan Americana da Saúde
PNAD
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
POP
Poluente Orgânico Persistente
SESAPI
Secretaria Estadual de Saúde do Piauí
SINASC
Sistema de Informação de Nascidos Vivos
TCLE
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
UFPI
Universidade Federal do Piauí
UV
Ultravioleta
NV
Nascido Vivo
OMS
Organização Mundial da Saúde
OPAS
Organização Pan Americana da Saúde
PNAD
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
POP
Poluente Orgânico Persistente
SESAPI
Secretaria Estadual de Saúde do Piauí
SINASC
Sistema de Informação de Nascidos Vivos
TCLE
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
UFPI
Universidade Federal do Piauí
UV
Ultravioleta
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 -
Análise estatística dos resultados das curvas analíticas do complexo FMOC
Tabela 2 -
Dados da linearidade por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada
a detector com arranjo de fotodiodo.
Tabela 3 -
40
41
Amostras de leite materno derivatizadas e analisadas para detecção de
glifosato-FMOC e AMPA-FMOC relativas aos estabelecimentos de Oeiras
e Uruçuí, Piauí.
Tabela 4 -
43
Frequência absoluta e relativa dos dados sociodemográficos e econômicos
de puérperas participantes do estudo nos municípios de Oeiras e Uruçuí,
Piauí.
49
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 -
Análise estatística dos resultados das curvas analíticas do complexo FMOC
Tabela 2 -
Dados da linearidade por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada
a detector com arranjo de fotodiodo.
Tabela 3 -
40
41
Amostras de leite materno derivatizadas e analisadas para detecção de
glifosato-FMOC e AMPA-FMOC relativas aos estabelecimentos de Oeiras
e Uruçuí, Piauí.
Tabela 4 -
43
Frequência absoluta e relativa dos dados sociodemográficos e econômicos
de puérperas participantes do estudo nos municípios de Oeiras e Uruçuí,
Piauí.
49
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 -
Classificação de agrotóxicos segundo concentração de toxicidade letal 22
para o ser humano.
Quadro 2 -
Ingredientes Ativos (IA) comercializados no Brasil, Nordeste e Piauí,
2009 a 2013.
23
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 -
Classificação de agrotóxicos segundo concentração de toxicidade letal 22
para o ser humano.
Quadro 2 -
Ingredientes Ativos (IA) comercializados no Brasil, Nordeste e Piauí,
2009 a 2013.
23
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Fórmula estrutural do glifosato.
23
Figura 2 - Cromatograma obtido da análise das soluções padrão do glifosato e AMPA
(1mg.mL-1), método exploratório de detecção 263 nm.
36
Figura 3 - Cromatograma obtido da análise das soluções padrão de FMOC em
(1mg.mL-1), método exploratório de detecção 263 nm.
37
Figura 4 - Reação química entre o glifosato e FMOC, com formação do complexo
Glifosato-FMOC, com indicação de cromóforo.
38
Figura 5 - Cromatograma do produto obtido da fração aquosa da reação de
derivatização.
39
Figura 6 - Curva de calibração do padrão FMOC-Cl obtido com Clean Up da fração
aquosa da reação de derivatização do glifosato através das análises em
triplicatas das seis concentrações.
Figura 7
Cromatogramas do Glifosato-FMOC (A) e AMPA-FMOC (B) da fração
aquosa da reação de derivatização.
Figura 8
40
42
Cromatogramas das amostras de leite materno coletadas nos hospitais
Deolindo Couto (Oeiras-Pi) e Dirceu Arcoverde (Uruçuí-Pi) derivatizadas
com FMOC e a indicação de pico cromatográfico referente ao glifosato.
Figura 9
44
Cromatogramas das amostras de leite materno coletadas nos hospitais
Deolindo Couto (Oeiras-Pi) e Dirceu Arcoverde (Uruçuí-Pi) derivatizadas
com FMOC e a indicação de pico cromatográfico referente ao AMPA.
45
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Fórmula estrutural do glifosato.
23
Figura 2 - Cromatograma obtido da análise das soluções padrão do glifosato e AMPA
(1mg.mL-1), método exploratório de detecção 263 nm.
36
Figura 3 - Cromatograma obtido da análise das soluções padrão de FMOC em
(1mg.mL-1), método exploratório de detecção 263 nm.
37
Figura 4 - Reação química entre o glifosato e FMOC, com formação do complexo
Glifosato-FMOC, com indicação de cromóforo.
38
Figura 5 - Cromatograma do produto obtido da fração aquosa da reação de
derivatização.
39
Figura 6 - Curva de calibração do padrão FMOC-Cl obtido com Clean Up da fração
aquosa da reação de derivatização do glifosato através das análises em
triplicatas das seis concentrações.
Figura 7
Cromatogramas do Glifosato-FMOC (A) e AMPA-FMOC (B) da fração
aquosa da reação de derivatização.
Figura 8
40
42
Cromatogramas das amostras de leite materno coletadas nos hospitais
Deolindo Couto (Oeiras-Pi) e Dirceu Arcoverde (Uruçuí-Pi) derivatizadas
com FMOC e a indicação de pico cromatográfico referente ao glifosato.
Figura 9
44
Cromatogramas das amostras de leite materno coletadas nos hospitais
Deolindo Couto (Oeiras-Pi) e Dirceu Arcoverde (Uruçuí-Pi) derivatizadas
com FMOC e a indicação de pico cromatográfico referente ao AMPA.
45
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 15
2
OBJETIVOS ........................................................................................................... 20
2.1
GERAL ..................................................................................................................... 20
2.2
ESPECÍFICOS ......................................................................................................... 20
3
REVISÃO DE LITERATURA ............................................................................. 21
3.1
AGROTÓXICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A SAÚDE HUMANA. ... 21
3.2
O GLIFOSATO ENQUANTO AGROTÓXICO DE MAIOR RISCO
POTENCIAL PARA A SAÚDE HUMANA .......................................................... 23
4
MATERIAL E MÉTODO ................................................................................... 25
4.1
DESENHO DE ESTUDO ....................................................................................... 25
4.2
LOCAL E PERÍODO DE ESTUDO ....................................................................... 25
4.3
POPULAÇÃO E AMOSTRA ................................................................................. 26
4.4
INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS ................ 27
4.4.1
Instrumentos de Coleta de Dados.......................................................................... 27
4.4.2
Recipiente de Acondicionamento das Amostras de Leite ................................... 27
4.4.3
Procedimentos de Coleta, Acondicionamento e Transporte das Amostras ...... 27
4.5
OPERACIONALIZAÇÃO DO ESTUDO .............................................................. 28
4.5.1
Desenvolvimento do Método de Análise Laboratorial ........................................ 28
4.5.1.1
Material, Equipamentos, Reagentes, Amostras e Procedimentos ............................ 29
4.5.1.1.1 Material, Reagentes e amostras ................................................................................ 29
4.5.1.1.2 Equipamentos ........................................................................................................... 29
4.5.1.1.3 Procedimentos Experimentais / Obtenção das soluções tampões / Tampão borato
pH 9,0 100 mM ........................................................................................................ 30
4.5.1.1.4 Preparo do glifosato, ácido aminometilfosfônico (AMPA) e cloroformato de 9flurenilmetila (FMOC) ............................................................................................. 30
4.5.1.1.5 Reação de Derivatização utilizando soluções padrões de glifosato e cloroformato
de 9-fluorenilmetila (FMOC) ................................................................................. 31
4.5.1.1.6 Extração em Fase Sólida........................................................................................... 31
4.5.1.1.7 Análise por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a detector de radiação
ultravioleta com arranjo de fotodiodos ..................................................................... 31
4.5.1.1.8 Construção da curva de calibração ........................................................................... 32
4.6
PROCEDIMENTOS PARA ANÁLISE DOS DADOS ........................................... 33
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 15
2
OBJETIVOS ........................................................................................................... 20
2.1
GERAL ..................................................................................................................... 20
2.2
ESPECÍFICOS ......................................................................................................... 20
3
REVISÃO DE LITERATURA ............................................................................. 21
3.1
AGROTÓXICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A SAÚDE HUMANA. ... 21
3.2
O GLIFOSATO ENQUANTO AGROTÓXICO DE MAIOR RISCO
POTENCIAL PARA A SAÚDE HUMANA .......................................................... 23
4
MATERIAL E MÉTODO ................................................................................... 25
4.1
DESENHO DE ESTUDO ....................................................................................... 25
4.2
LOCAL E PERÍODO DE ESTUDO ....................................................................... 25
4.3
POPULAÇÃO E AMOSTRA ................................................................................. 26
4.4
INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS ................ 27
4.4.1
Instrumentos de Coleta de Dados.......................................................................... 27
4.4.2
Recipiente de Acondicionamento das Amostras de Leite ................................... 27
4.4.3
Procedimentos de Coleta, Acondicionamento e Transporte das Amostras ...... 27
4.5
OPERACIONALIZAÇÃO DO ESTUDO .............................................................. 28
4.5.1
Desenvolvimento do Método de Análise Laboratorial ........................................ 28
4.5.1.1
Material, Equipamentos, Reagentes, Amostras e Procedimentos ............................ 29
4.5.1.1.1 Material, Reagentes e amostras ................................................................................ 29
4.5.1.1.2 Equipamentos ........................................................................................................... 29
4.5.1.1.3 Procedimentos Experimentais / Obtenção das soluções tampões / Tampão borato
pH 9,0 100 mM ........................................................................................................ 30
4.5.1.1.4 Preparo do glifosato, ácido aminometilfosfônico (AMPA) e cloroformato de 9flurenilmetila (FMOC) ............................................................................................. 30
4.5.1.1.5 Reação de Derivatização utilizando soluções padrões de glifosato e cloroformato
de 9-fluorenilmetila (FMOC) ................................................................................. 31
4.5.1.1.6 Extração em Fase Sólida........................................................................................... 31
4.5.1.1.7 Análise por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a detector de radiação
ultravioleta com arranjo de fotodiodos ..................................................................... 31
4.5.1.1.8 Construção da curva de calibração ........................................................................... 32
4.6
PROCEDIMENTOS PARA ANÁLISE DOS DADOS ........................................... 33
4.7
ASPÉCTOS ÉTICOS E LEGAIS............................................................................. 33
5
RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................... 35
5.1
ANÁLISE CROMATOGRÁFICA DAS SOLUÇÕES PADRÃO DE GLIFOSATO,
AMPA e FMOC .... .................................................................................................. 35
5.2
CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS DAS PARTICIPANTES E
FILHOS.... ................................................................................................................ 48
6
CONCLUSÃO ......................................................................................................... 54
7
PERSPECTIVAS .................................................................................................... 55
REFERÊNCIAS...................................................................................................... 56
APÊNDICES .......................................................................................................... 62
APÊNDICE A
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 62
APÊNDICE B
TERMO DE ASSENTIMENTO. ................................................. 63
APÊNDICE C
DADOS SÓCIODEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DA
PARTICIPANTE ........................................................................ 64
APÊNDICE D
DADOS DA CRIANÇA. ............................................................. 66
4.7
ASPÉCTOS ÉTICOS E LEGAIS............................................................................. 33
5
RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................... 35
5.1
ANÁLISE CROMATOGRÁFICA DAS SOLUÇÕES PADRÃO DE GLIFOSATO,
AMPA e FMOC .... .................................................................................................. 35
5.2
CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS DAS PARTICIPANTES E
FILHOS.... ................................................................................................................ 48
6
CONCLUSÃO ......................................................................................................... 54
7
PERSPECTIVAS .................................................................................................... 55
REFERÊNCIAS...................................................................................................... 56
APÊNDICES .......................................................................................................... 62
APÊNDICE A
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 62
APÊNDICE B
TERMO DE ASSENTIMENTO. ................................................. 63
APÊNDICE C
DADOS SÓCIODEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DA
PARTICIPANTE ........................................................................ 64
APÊNDICE D
DADOS DA CRIANÇA. ............................................................. 66
1 INTRODUÇÃO
O acelerado crescimento econômico brasileiro na área de agricultura traz consigo o
uso em larga escala de agrotóxicos para preservar os plantios contra a ação danosa de seres
vivos animais e vegetais, a ponto de titular o Brasil como o país maior consumidor mundial
desses produtos (ABRASCO, 2015; BRASIL, 2012; LONDRES, 2011; PALMA, 2011).
Mesmo sendo a agricultura o maior campo de aplicação, outras atividades são também
consumidoras de agrotóxicos como a agropecuária, a produção industrial, as madeireiras, a
silvicultura, o manejo florestal, a preservação de estradas, a saúde pública, o controle de algas,
a desinsetização e a desratização.
Recente relatório divulgado pelo Ministério da Saúde sobre Populações Expostas a
Agrotóxicos (BRASIL, 2016), numa série histórica de sete anos demonstra tendência de
crescimento do binômio consumo de agrotóxico e área de cultivo agrícola. Em 2007 o
consumo de agrotóxico em quilograma (kg) por hectare (ha) plantada foi de 10,32 kg/ha,
elevando-se para 16,44 kg/ha no ano de 2013.
Ao correlacionar consumo de agrotóxicos com a população residente dos dois anos referidos,
constatou-se que o consumo per capta de agrotóxico (kg) por habitante (hab) ano dobrou em
sete anos, passando de 3,49 em 2007 para 6,09 kg/hab/ano em 2013, e como impacto na saúde
o Brasil notificou neste último ano 12.534 casos de intoxicação por agrotóxicos, com
incidência de 6,23 casos por cem mil habitantes, admitindo-se ainda possível de
subnotificação, vez que para cada caso notificado 50 deixam de ser notificados (ABRASCO,
2015). Tal incidência assemelha-se às de outras doenças notificadas no mesmo ano em outras
unidades da federação, como os casos de meningite notificados na região Nordeste que
apresentou incidência de 6,4 casos por cem mil habitantes, e a hepatite no Piauí que atingiu
incidência de 5,6 casos por cem mil habitantes (BRASIL, 2017).
Dentre os estados mais comercializadores de agrotóxicos no ano de 2013 consta o
Piauí na décima quarta posição no hanking nacional com 10.126.913 kg comercializados, com
média consumida de 6,73 kg/ha (BRASIL, 2016). Com base nos produtos vendidos e a
população residente neste mesmo ano, obteve-se relação de consumo per capta de 3,18
kg/hab/ano.
No que se refere às competências para registro e regulação de Ingrediente Ativo (IA)
presentes nos agrotóxicos, os ministérios da saúde, do meio ambiente e da agricultura
assumem distintas responsabilidades inerentes a cada missão institucional (BRASIL, 2002). O
Brasil
registra
mais
de
400
IA
e
2.700
1 INTRODUÇÃO
O acelerado crescimento econômico brasileiro na área de agricultura traz consigo o
uso em larga escala de agrotóxicos para preservar os plantios contra a ação danosa de seres
vivos animais e vegetais, a ponto de titular o Brasil como o país maior consumidor mundial
desses produtos (ABRASCO, 2015; BRASIL, 2012; LONDRES, 2011; PALMA, 2011).
Mesmo sendo a agricultura o maior campo de aplicação, outras atividades são também
consumidoras de agrotóxicos como a agropecuária, a produção industrial, as madeireiras, a
silvicultura, o manejo florestal, a preservação de estradas, a saúde pública, o controle de algas,
a desinsetização e a desratização.
Recente relatório divulgado pelo Ministério da Saúde sobre Populações Expostas a
Agrotóxicos (BRASIL, 2016), numa série histórica de sete anos demonstra tendência de
crescimento do binômio consumo de agrotóxico e área de cultivo agrícola. Em 2007 o
consumo de agrotóxico em quilograma (kg) por hectare (ha) plantada foi de 10,32 kg/ha,
elevando-se para 16,44 kg/ha no ano de 2013.
Ao correlacionar consumo de agrotóxicos com a população residente dos dois anos referidos,
constatou-se que o consumo per capta de agrotóxico (kg) por habitante (hab) ano dobrou em
sete anos, passando de 3,49 em 2007 para 6,09 kg/hab/ano em 2013, e como impacto na saúde
o Brasil notificou neste último ano 12.534 casos de intoxicação por agrotóxicos, com
incidência de 6,23 casos por cem mil habitantes, admitindo-se ainda possível de
subnotificação, vez que para cada caso notificado 50 deixam de ser notificados (ABRASCO,
2015). Tal incidência assemelha-se às de outras doenças notificadas no mesmo ano em outras
unidades da federação, como os casos de meningite notificados na região Nordeste que
apresentou incidência de 6,4 casos por cem mil habitantes, e a hepatite no Piauí que atingiu
incidência de 5,6 casos por cem mil habitantes (BRASIL, 2017).
Dentre os estados mais comercializadores de agrotóxicos no ano de 2013 consta o
Piauí na décima quarta posição no hanking nacional com 10.126.913 kg comercializados, com
média consumida de 6,73 kg/ha (BRASIL, 2016). Com base nos produtos vendidos e a
população residente neste mesmo ano, obteve-se relação de consumo per capta de 3,18
kg/hab/ano.
No que se refere às competências para registro e regulação de Ingrediente Ativo (IA)
presentes nos agrotóxicos, os ministérios da saúde, do meio ambiente e da agricultura
assumem distintas responsabilidades inerentes a cada missão institucional (BRASIL, 2002). O
Brasil
registra
mais
de
400
IA
e
2.700
16
formulações de agrotóxicos agrupados em categorias segundo nível de toxidade e de acordo
com suas monografias (ABRASCO, 2015).
No Estado do Piauí o registro de comercialização de agrotóxicos é de
responsabilidade da Agência de Defesa Agropecuária (ADAPI), e o controle de cadastro é
feito por município e pelo nome comercial do produto. De acordo com o banco de dados desta
instituição no ano de 2014 foram cadastrados 623 produtos, destes só com o nome glifosato
foram cadastradas 11 formulações (PIAUÍ, 2014).
No contexto dos agrotóxicos o glifosato tem liderado o mercado mundial da
categoria de herbicidas com 60% das vendas de todos os ingredientes ativos (IAs)
(AMARANTE JUNIOR et al, 2002; SOUZA et al, 2006). Tal liderança se confirma também
no mercado brasileiro onde este produto responde por 33,6% dos agrotóxicos comercializados
(BRASIL, 2016).
No Piauí, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a comercialização do glifosato nos últimos anos
tem representado cerca da metade de todos os agrotóxicos (BRASIL, 2015).
Em meio ao cenário agrícola de crescente consumo de agrotóxico, encontra-se a
população trabalhando, consumindo, vivendo ou em circulação no entorno de áreas de manejo
desses produtos. Tal situação configura exposição humana a agrotóxico, podendo implicar
variados efeitos danosos e sistêmicos à saúde, sendo um deles o sistema endócrino, podendo
atingir o organismo pelas vias dérmica, respiratória e oral (BRASIL, 2012).
Uma vez instalado no sistema endócrino em período gestacional ou puerperal, o
agrotóxico pode causar múltiplas consequências à saúde da mulher, assim como para a
criança amamentada, vez que é excretado também pelo leite materno (PALMA, 2011).
Segundo relatório publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 2010), as
complicações decorrentes de exposição a agrotóxicos para a saúde humana compreendem:
alergias; distúrbios gastrintestinais, respiratórios, endócrinos, reprodutivos, neurológicos,
neoplasias, suicídios e mortes acidentais, tendo como grupos de maior vulnerabilidade os
trabalhadores, crianças, gestantes, lactentes, idosos e pessoas com problemas de saúde, cujas
manifestações podem ocorrer de forma aguda ou crônica (BRASIL, 2012).
Diversas pesquisas têm sido realizadas sobre complicações por agrotóxicos
relacionadas à saúde da mulher. Palma (2011) analisou dez substâncias em amostras de leite
materno de 62 puérperas residentes no município de Lucas do Rio Verde-MT, todas
contaminadas por agrotóxicos e 85% delas foram constatadas mais de uma substância tóxica.
16
formulações de agrotóxicos agrupados em categorias segundo nível de toxidade e de acordo
com suas monografias (ABRASCO, 2015).
No Estado do Piauí o registro de comercialização de agrotóxicos é de
responsabilidade da Agência de Defesa Agropecuária (ADAPI), e o controle de cadastro é
feito por município e pelo nome comercial do produto. De acordo com o banco de dados desta
instituição no ano de 2014 foram cadastrados 623 produtos, destes só com o nome glifosato
foram cadastradas 11 formulações (PIAUÍ, 2014).
No contexto dos agrotóxicos o glifosato tem liderado o mercado mundial da
categoria de herbicidas com 60% das vendas de todos os ingredientes ativos (IAs)
(AMARANTE JUNIOR et al, 2002; SOUZA et al, 2006). Tal liderança se confirma também
no mercado brasileiro onde este produto responde por 33,6% dos agrotóxicos comercializados
(BRASIL, 2016).
No Piauí, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a comercialização do glifosato nos últimos anos
tem representado cerca da metade de todos os agrotóxicos (BRASIL, 2015).
Em meio ao cenário agrícola de crescente consumo de agrotóxico, encontra-se a
população trabalhando, consumindo, vivendo ou em circulação no entorno de áreas de manejo
desses produtos. Tal situação configura exposição humana a agrotóxico, podendo implicar
variados efeitos danosos e sistêmicos à saúde, sendo um deles o sistema endócrino, podendo
atingir o organismo pelas vias dérmica, respiratória e oral (BRASIL, 2012).
Uma vez instalado no sistema endócrino em período gestacional ou puerperal, o
agrotóxico pode causar múltiplas consequências à saúde da mulher, assim como para a
criança amamentada, vez que é excretado também pelo leite materno (PALMA, 2011).
Segundo relatório publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 2010), as
complicações decorrentes de exposição a agrotóxicos para a saúde humana compreendem:
alergias; distúrbios gastrintestinais, respiratórios, endócrinos, reprodutivos, neurológicos,
neoplasias, suicídios e mortes acidentais, tendo como grupos de maior vulnerabilidade os
trabalhadores, crianças, gestantes, lactentes, idosos e pessoas com problemas de saúde, cujas
manifestações podem ocorrer de forma aguda ou crônica (BRASIL, 2012).
Diversas pesquisas têm sido realizadas sobre complicações por agrotóxicos
relacionadas à saúde da mulher. Palma (2011) analisou dez substâncias em amostras de leite
materno de 62 puérperas residentes no município de Lucas do Rio Verde-MT, todas
contaminadas por agrotóxicos e 85% delas foram constatadas mais de uma substância tóxica.
17
Pesquisas internacionais têm priorizado os efeitos de pesticidas organoclorados na
saúde humana decorrente no tratado de Estocolmo realizado em 1991, onde 92 países se
comprometeram a eliminar ou reduzir a circulação de dez substâncias químicas consideradas
poluentes orgânicos persistentes (POP), por serem considerados de lenta degradação na
natureza (BRASIL, 2015a).
Este estudo destaca algumas pesquisas internacionais sobre presença de Pop em leite
humano: Bergkvist et al. (2012) coletaram no ano de 2011 e analisaram 72 amostras de leite
de puérperas residentes na zona rural de Matlab, Bangladesh; Fujii et al. (2012) coletaram no
período de 2007 a 2009 e analisaram 70 amostras de leite de puérperas provenientes da China,
Coréia e Japão; Croes et al. (2012) coletaram nos anos de 2009-2010 e analisaram 84
amostras de leite de puérperas residentes na zona rural de Flanders, Bélgica; Song et al.
(2013) coletaram no período de 2009 a 2011 e analisaram 48 amostras de leite de puérperas
residentes Pequim; Mannetje et al. (2013) coletaram no período de 2007-2010 e analisaram
39 amostras de leite de puérperas residentes nas zonas rural e urbana de Nova Zelândia; Bedi
et al. (2013) coletaram nos meses de novembro e dezembro de 2011 e analisaram 53 amostras
de leite de puérperas que realizaram parto em uma maternidade de Punjab, Índia; RojasSquella et al.(2013) coletaram e analisaram 32 amostras de leite de puérperas participantes de
Programas de amamentação e crescimento no Hospital Fontibón em Bogotá, Colômbia. Em
todos estes estudos foi constatada presença de uma ou mais substância tóxica, em níveis
acima dos estabelecidos.
Embora evidências científicas de contaminação do leite materno por agrotóxicos, a
importância do aleitamento materno à criança permanece preservada, sendo recomendado
como alimentação exclusiva nos primeiros meses de vida por favorecer o bom
desenvolvimento do estado nutricional, a prevenção de diversas doenças e a redução
mortalidade infantil (BRASIL, 2015b).
O processo de produção de leite materno tem três fases: a primeira denominada
lactogênese I que inicia na gravidez quando a mama começa a ser preparada sob ação de
diversos hormônios; a lactogênese fase II acontece a partir do nascimento da criança até o
quarto dia do pós-parto e se caracteriza pela descida do leite dos alvéolos para o mamilo. A
última fase é denominada galactopoiese que compreende todo período de lactação. O leite
produzido nos primeiros dias é denominado colostro, rico em proteínas e menos gorduroso
que o leite normal que é formado a partir do sétimo dia (BRASIL, 2015b; PORTUGAL,
2012).
17
Pesquisas internacionais têm priorizado os efeitos de pesticidas organoclorados na
saúde humana decorrente no tratado de Estocolmo realizado em 1991, onde 92 países se
comprometeram a eliminar ou reduzir a circulação de dez substâncias químicas consideradas
poluentes orgânicos persistentes (POP), por serem considerados de lenta degradação na
natureza (BRASIL, 2015a).
Este estudo destaca algumas pesquisas internacionais sobre presença de Pop em leite
humano: Bergkvist et al. (2012) coletaram no ano de 2011 e analisaram 72 amostras de leite
de puérperas residentes na zona rural de Matlab, Bangladesh; Fujii et al. (2012) coletaram no
período de 2007 a 2009 e analisaram 70 amostras de leite de puérperas provenientes da China,
Coréia e Japão; Croes et al. (2012) coletaram nos anos de 2009-2010 e analisaram 84
amostras de leite de puérperas residentes na zona rural de Flanders, Bélgica; Song et al.
(2013) coletaram no período de 2009 a 2011 e analisaram 48 amostras de leite de puérperas
residentes Pequim; Mannetje et al. (2013) coletaram no período de 2007-2010 e analisaram
39 amostras de leite de puérperas residentes nas zonas rural e urbana de Nova Zelândia; Bedi
et al. (2013) coletaram nos meses de novembro e dezembro de 2011 e analisaram 53 amostras
de leite de puérperas que realizaram parto em uma maternidade de Punjab, Índia; RojasSquella et al.(2013) coletaram e analisaram 32 amostras de leite de puérperas participantes de
Programas de amamentação e crescimento no Hospital Fontibón em Bogotá, Colômbia. Em
todos estes estudos foi constatada presença de uma ou mais substância tóxica, em níveis
acima dos estabelecidos.
Embora evidências científicas de contaminação do leite materno por agrotóxicos, a
importância do aleitamento materno à criança permanece preservada, sendo recomendado
como alimentação exclusiva nos primeiros meses de vida por favorecer o bom
desenvolvimento do estado nutricional, a prevenção de diversas doenças e a redução
mortalidade infantil (BRASIL, 2015b).
O processo de produção de leite materno tem três fases: a primeira denominada
lactogênese I que inicia na gravidez quando a mama começa a ser preparada sob ação de
diversos hormônios; a lactogênese fase II acontece a partir do nascimento da criança até o
quarto dia do pós-parto e se caracteriza pela descida do leite dos alvéolos para o mamilo. A
última fase é denominada galactopoiese que compreende todo período de lactação. O leite
produzido nos primeiros dias é denominado colostro, rico em proteínas e menos gorduroso
que o leite normal que é formado a partir do sétimo dia (BRASIL, 2015b; PORTUGAL,
2012).
18
A anotomia da mama é formada por gordura e tecidos de sustentação que envolve os
alvéolos em quantidade variada que reflete no tamanho do seio de cada mulher, embora a
produção de leite independa da quantidade de tecido glandular. A mulher ao amamentar
provoca o surgimento de estímulos sensoriais que vão do mamilo ao cérebro, este através da
hipófise segrega prolactina que circula através do sangue para a mama fazendo as células
secretoras dos alvéolos produzir leite (PORTUGAL, 2012). O tecido gorduroso pode servir de
repositório dos agrotóxicos instalados no organismo da mulher e ao circular pelas veias
sanguíneas pode comprometer os eritrócitos, causar lise na membrana placentária e
comprometer o feto (BATISTA, 2006; RODRIGUES, 2009; PALMA, 2011).
A composição da mama com tecido gorduroso, a receptividade deste à acumulação
de agrotóxicos pela via sanguínea por onde também circula a prolactina que comanda a
produção de leite pelos alvéolos, evidencia a possibilidade do leite materno ser contaminado
por estas substâncias tóxicas, vez que estas podem ser excretadas do organismo humano pelo
leite materno (PALMA, 2011, PORTUGAL, 2012).
Em termos de intervenções pelo poder público de saúde, poucas iniciativas têm sido
efetivadas, quer de promoção, quer de cuidado à saúde da população frente a este fator de
risco, às doenças dele decorrentes e/ou à morte (BRASIL, 2012). A Secretaria estadual de
saúde do Piauí tencionou monitorar a presença de agrotóxicos em leite materno (PIAUÍ,
2013), porém sem concretização por questões estruturais para a oferta deste serviço, ausência
de metodologia de análise e de laboratório, fato que estimulou a realização deste estudo.
Como vertente de estudo, optou-se avaliar a contaminação do leite materno pelo
produto de maior comercialização no Estado do Piauí que é o herbicida glifosato e seus sais
derivados, tanto pela relação direta maior oferta, maior o risco de exposição da população,
como pelo potencial deletério à saúde da população, podendo causar várias doenças, inclusive
o câncer (BATISTA, 2006; BRASIL, 2015c; IARC, 2015).
Para conhecer a dimensão deste fator de risco na saúde da mulher, avaliou-se a
contaminação do leite materno pelo agrotóxico glifosato em puérperas atendidas em
estabelecimentos públicos do Piauí, expressando por meio dos achados as respostas para as
seguintes perguntas de pesquisa: “existe contaminação do leite materno pelo agrotóxico
glifosato?”, e “sendo confirmada a contaminação do leite materno por esta substância, como
se comporta sua distribuição?”. Para encontrar os elementos de respostas, necessitou-se
desenvolver um método analítico laboratorial compatível com a técnica de separação de
misturas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) existente no laboratório de
18
A anotomia da mama é formada por gordura e tecidos de sustentação que envolve os
alvéolos em quantidade variada que reflete no tamanho do seio de cada mulher, embora a
produção de leite independa da quantidade de tecido glandular. A mulher ao amamentar
provoca o surgimento de estímulos sensoriais que vão do mamilo ao cérebro, este através da
hipófise segrega prolactina que circula através do sangue para a mama fazendo as células
secretoras dos alvéolos produzir leite (PORTUGAL, 2012). O tecido gorduroso pode servir de
repositório dos agrotóxicos instalados no organismo da mulher e ao circular pelas veias
sanguíneas pode comprometer os eritrócitos, causar lise na membrana placentária e
comprometer o feto (BATISTA, 2006; RODRIGUES, 2009; PALMA, 2011).
A composição da mama com tecido gorduroso, a receptividade deste à acumulação
de agrotóxicos pela via sanguínea por onde também circula a prolactina que comanda a
produção de leite pelos alvéolos, evidencia a possibilidade do leite materno ser contaminado
por estas substâncias tóxicas, vez que estas podem ser excretadas do organismo humano pelo
leite materno (PALMA, 2011, PORTUGAL, 2012).
Em termos de intervenções pelo poder público de saúde, poucas iniciativas têm sido
efetivadas, quer de promoção, quer de cuidado à saúde da população frente a este fator de
risco, às doenças dele decorrentes e/ou à morte (BRASIL, 2012). A Secretaria estadual de
saúde do Piauí tencionou monitorar a presença de agrotóxicos em leite materno (PIAUÍ,
2013), porém sem concretização por questões estruturais para a oferta deste serviço, ausência
de metodologia de análise e de laboratório, fato que estimulou a realização deste estudo.
Como vertente de estudo, optou-se avaliar a contaminação do leite materno pelo
produto de maior comercialização no Estado do Piauí que é o herbicida glifosato e seus sais
derivados, tanto pela relação direta maior oferta, maior o risco de exposição da população,
como pelo potencial deletério à saúde da população, podendo causar várias doenças, inclusive
o câncer (BATISTA, 2006; BRASIL, 2015c; IARC, 2015).
Para conhecer a dimensão deste fator de risco na saúde da mulher, avaliou-se a
contaminação do leite materno pelo agrotóxico glifosato em puérperas atendidas em
estabelecimentos públicos do Piauí, expressando por meio dos achados as respostas para as
seguintes perguntas de pesquisa: “existe contaminação do leite materno pelo agrotóxico
glifosato?”, e “sendo confirmada a contaminação do leite materno por esta substância, como
se comporta sua distribuição?”. Para encontrar os elementos de respostas, necessitou-se
desenvolver um método analítico laboratorial compatível com a técnica de separação de
misturas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) existente no laboratório de
19
geoquímica orgânica (LAGO) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em colaboração com
pesquisadores deste laboratório mencionados nos agradecimentos.
A CLAE é uma das técnicas de cromatografia líquidas mais usadas em laboratório
para a separação de misturas presentes em uma amostra pela capacidade de separar,
identificar e quantificar compostos químicos de forma rápida, eficiente e com resolução sob
alta pressão (COLLINS, 1997). Esta técnica é constituída pelos seguintes elementos críticos: a
coluna que proporciona a separação dos compostos químicos por interação das substâncias
com a fase sólida que preenche a coluna também conhecida como fase estacionária; o eluente,
mistura de solventes que interage com o analito de interesse e arrastá-lo através da fase móvel
com o fluxo de eluição constante a fim de garantir a reprodutibilidade do método de análise.
O estudo demonstrou a dimensão da contaminação do leite materno pelo agrotóxico
glifosato em municípios do Piauí, podendo servir de instrumento para a tomada de decisões
pela gestão do sistema de saúde, tanto na aplicação do método de análise desenvolvido na
rotina do serviço de saúde, como para a vigilância e atenção à saúde da mulher e da criança
exposta a este fator de risco.
19
geoquímica orgânica (LAGO) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em colaboração com
pesquisadores deste laboratório mencionados nos agradecimentos.
A CLAE é uma das técnicas de cromatografia líquidas mais usadas em laboratório
para a separação de misturas presentes em uma amostra pela capacidade de separar,
identificar e quantificar compostos químicos de forma rápida, eficiente e com resolução sob
alta pressão (COLLINS, 1997). Esta técnica é constituída pelos seguintes elementos críticos: a
coluna que proporciona a separação dos compostos químicos por interação das substâncias
com a fase sólida que preenche a coluna também conhecida como fase estacionária; o eluente,
mistura de solventes que interage com o analito de interesse e arrastá-lo através da fase móvel
com o fluxo de eluição constante a fim de garantir a reprodutibilidade do método de análise.
O estudo demonstrou a dimensão da contaminação do leite materno pelo agrotóxico
glifosato em municípios do Piauí, podendo servir de instrumento para a tomada de decisões
pela gestão do sistema de saúde, tanto na aplicação do método de análise desenvolvido na
rotina do serviço de saúde, como para a vigilância e atenção à saúde da mulher e da criança
exposta a este fator de risco.
20
2 OBJETIVOS
2.1 GERAL
Avaliar a contaminação de leite materno pelo agrotóxico glifosato em puérperas
atendidas em maternidades públicas do Piauí.
2.2 ESPECÍFICOS
Caracterizar as participantes da pesquisa quanto aos aspectos sociodemográficos e
econômicos;
Desenvolver método de detecção e quantificação do agrotóxico estudado nas
amostras de leite materno, e
Quantificar o agrotóxico glifosato no leite de puérperas atendidas em maternidades
públicas de saúde do Piauí.
20
2 OBJETIVOS
2.1 GERAL
Avaliar a contaminação de leite materno pelo agrotóxico glifosato em puérperas
atendidas em maternidades públicas do Piauí.
2.2 ESPECÍFICOS
Caracterizar as participantes da pesquisa quanto aos aspectos sociodemográficos e
econômicos;
Desenvolver método de detecção e quantificação do agrotóxico estudado nas
amostras de leite materno, e
Quantificar o agrotóxico glifosato no leite de puérperas atendidas em maternidades
públicas de saúde do Piauí.
21
3 REVISÃO DE LITERATURA
3.1 AGROTÓXICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A SAÚDE HUMANA
Os agrotóxicos enquanto substâncias tóxicas aplicadas no meio ambiente têm se
tornado importante fator de risco à saúde humana (ABRASCO, 2015; BRASIL, 2015c;
LONDRES, 2011; PALMA, 2011), e como o meio ambiente é o espaço onde as pessoas
vivem e trabalham, além de fator de risco se constituem também como um dos determinantes
sociais em saúde (BUSS e PELLEGRINI FILHO, 2007; MENDES, 2011).
O consumo de agrotóxico no Brasil teve sua expansão apoiada no processo de
desenvolvimento econômico a partir dos anos 70 (BRASIL, 2010; LONDRES, 2011;
PALMA, 2011), mantendo-se em tendência crescente com predomínio na agricultura, sendo
consumido também em outras atividades como na saúde pública, em uso veterinário, dentre
outros (ABRASCO, 2015; BRASIL, 2012).
No campo da saúde pública, a metodologia orientada pelo Ministério da Saúde para
combate aos mosquitos transmissores das doenças vem sendo criticada por ser considerada
ineficiente, ultrapassada e de risco para adoecimento da população, em especial às gestantes e
uma das hipóteses de fatores causadores da recente epidemia de microcefalia em crianças
(ABRASCO, 2016).
O marco regulatório brasileiro relacionado a agrotóxico encontra-se apoiado na Lei
7.802 (BRASIL, 1989), regulamentada pelo Decreto federal nº 4.074 (BRASIL, 2002) e
dentre as definições de responsabilidades institucionais, compete ao Ministério da Saúde
através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a responsabilidade pela
classificação dos agrotóxicos segundo concentração de toxicidade em dose letal (DL) para o
ser humano estabelecido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), conforme
Quadro 1:
21
3 REVISÃO DE LITERATURA
3.1 AGROTÓXICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A SAÚDE HUMANA
Os agrotóxicos enquanto substâncias tóxicas aplicadas no meio ambiente têm se
tornado importante fator de risco à saúde humana (ABRASCO, 2015; BRASIL, 2015c;
LONDRES, 2011; PALMA, 2011), e como o meio ambiente é o espaço onde as pessoas
vivem e trabalham, além de fator de risco se constituem também como um dos determinantes
sociais em saúde (BUSS e PELLEGRINI FILHO, 2007; MENDES, 2011).
O consumo de agrotóxico no Brasil teve sua expansão apoiada no processo de
desenvolvimento econômico a partir dos anos 70 (BRASIL, 2010; LONDRES, 2011;
PALMA, 2011), mantendo-se em tendência crescente com predomínio na agricultura, sendo
consumido também em outras atividades como na saúde pública, em uso veterinário, dentre
outros (ABRASCO, 2015; BRASIL, 2012).
No campo da saúde pública, a metodologia orientada pelo Ministério da Saúde para
combate aos mosquitos transmissores das doenças vem sendo criticada por ser considerada
ineficiente, ultrapassada e de risco para adoecimento da população, em especial às gestantes e
uma das hipóteses de fatores causadores da recente epidemia de microcefalia em crianças
(ABRASCO, 2016).
O marco regulatório brasileiro relacionado a agrotóxico encontra-se apoiado na Lei
7.802 (BRASIL, 1989), regulamentada pelo Decreto federal nº 4.074 (BRASIL, 2002) e
dentre as definições de responsabilidades institucionais, compete ao Ministério da Saúde
através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a responsabilidade pela
classificação dos agrotóxicos segundo concentração de toxicidade em dose letal (DL) para o
ser humano estabelecido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), conforme
Quadro 1:
22
QUADRO 1 – CLASSIFICAÇÃO DE AGROTÓXICOS SEGUNDO CONCENTRAÇÃO DE TOXICIDADE
LETAL PARA O SER HUMANO.
GRUPO
DL50
Dose capaz de matar uma Cor do rótulo
CLASSE
(mg/kg de peso vivo) pessoa adulta
do produto
I
Extremamente tóxico
< 50
1 pitada - algumas gotas
II
Altamente tóxico
50 – 500
III
Moderadamente tóxico
Algumas gotas - 1 colher Amarelo
de chá
1 colher de chá – 2 Azul
colheres de sopa
2 colheres de sopa - 1 copo Verde
IV
Pouco tóxico
500 – 5000
5000 ou +
Vermelho
FONTE: OPAS (1996)
Considera-se dose letal a concentração de substância capaz de matar uma pessoa
adulta (OPAS, 1996). Tal entendimento é criticado em estudo mais recente sobre a concepção
de dose letal como faixa de segurança para humanos, por considerar que uma pessoa ao
ingerir agrotóxico até o limite de DL estabelecido em cada classe/grupo pode não morrer de
forma súbita, mas evoluir de forma gradativa já que todos os agrotóxicos causam dano à
saúde humana independente da classificação toxicológica (ABRASCO, 2015).
Os agrotóxicos são classificados também quanto a grupo químico em:
organofosforado, organoclorado, carbamato, piretróide, triazina, e outros (BRASIL, 1989).
Tal classificação serve de base para direcionamento de condutas de cuidado a pessoas
acometidas de intoxicação. Quanto à finalidade de combate às pragas, os agrotóxicos se
classificam em praguicida, fungicida, herbicida, raticida, acaricida, molusquicida, nematicida
e fundgante (OPAS, 1996; ABRASCO, 2015).
Quanto aos efeitos sobre a saúde humana, os agrotóxicos podem causar doenças e
mortes na população, podendo estas se manifestar de forma aguda e/ou crônica. Por sua vez,
tanto os profissionais como os serviços de saúde carecem de preparo para a detecção e manejo
adequados, implicando em importante subnotificação de casos, com estimativa de para cada
caso notificado, 50 deixam de ser notificados, mascarando seu real impacto na saúde humana
(ABRASCO, 2015; BRASIL, 2012; PALMA, 2011). Entre os efeitos destacam-se:
infertilidade, impotência, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal,
efeitos sobre o sistema imunológico e câncer (BRASIL, 2015c).
22
QUADRO 1 – CLASSIFICAÇÃO DE AGROTÓXICOS SEGUNDO CONCENTRAÇÃO DE TOXICIDADE
LETAL PARA O SER HUMANO.
GRUPO
DL50
Dose capaz de matar uma Cor do rótulo
CLASSE
(mg/kg de peso vivo) pessoa adulta
do produto
I
Extremamente tóxico
< 50
1 pitada - algumas gotas
II
Altamente tóxico
50 – 500
III
Moderadamente tóxico
Algumas gotas - 1 colher Amarelo
de chá
1 colher de chá – 2 Azul
colheres de sopa
2 colheres de sopa - 1 copo Verde
IV
Pouco tóxico
500 – 5000
5000 ou +
Vermelho
FONTE: OPAS (1996)
Considera-se dose letal a concentração de substância capaz de matar uma pessoa
adulta (OPAS, 1996). Tal entendimento é criticado em estudo mais recente sobre a concepção
de dose letal como faixa de segurança para humanos, por considerar que uma pessoa ao
ingerir agrotóxico até o limite de DL estabelecido em cada classe/grupo pode não morrer de
forma súbita, mas evoluir de forma gradativa já que todos os agrotóxicos causam dano à
saúde humana independente da classificação toxicológica (ABRASCO, 2015).
Os agrotóxicos são classificados também quanto a grupo químico em:
organofosforado, organoclorado, carbamato, piretróide, triazina, e outros (BRASIL, 1989).
Tal classificação serve de base para direcionamento de condutas de cuidado a pessoas
acometidas de intoxicação. Quanto à finalidade de combate às pragas, os agrotóxicos se
classificam em praguicida, fungicida, herbicida, raticida, acaricida, molusquicida, nematicida
e fundgante (OPAS, 1996; ABRASCO, 2015).
Quanto aos efeitos sobre a saúde humana, os agrotóxicos podem causar doenças e
mortes na população, podendo estas se manifestar de forma aguda e/ou crônica. Por sua vez,
tanto os profissionais como os serviços de saúde carecem de preparo para a detecção e manejo
adequados, implicando em importante subnotificação de casos, com estimativa de para cada
caso notificado, 50 deixam de ser notificados, mascarando seu real impacto na saúde humana
(ABRASCO, 2015; BRASIL, 2012; PALMA, 2011). Entre os efeitos destacam-se:
infertilidade, impotência, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal,
efeitos sobre o sistema imunológico e câncer (BRASIL, 2015c).
23
3.2 O GLIFOSATO ENQUANTO AGROTÓXICO DE MAIOR FATOR DE RISCO
POTENCIAL PARA A SAÚDE HUMANA
O glifosato é o agrotóxico mais vendido no mundo, no Brasil e no Piauí, sendo
produzido em variadas formulações e registrado em mais de cem países (LONDRES, 2011;
RODRIGUES, 2009) e no Brasil é registrado para uso em 26 culturas distintas (BRASIL,
2010). De acordo com o índice monográfico é classificado em classe toxicológica IV, grupo
químico glicina substituída e classe/ação herbicida, podendo ainda ter em sua formulação três
tipos de sais: glifosato - sal de isopropilamina (glyphosate-isopropylammonium) de
classificação toxicológica IV, Glifosato - sal de potássio (glyphosate-potassium) de
classificação toxicológica III, e o Glifosato - sal de amônio (glyphosate-ammonium) de
classificação toxicológica IV. É identificado pela fórmula bruta C3H8NO5P e fórmula
estrutural mostrado na Figura 1.
De acordo com dados disponibilizados pelo
O
O
IBAMA (BRASIL, 2015), de todos os IAs o
glifosato lidera a comercialização no Brasil, na
região Nordeste e no Piauí, conforme demonstrado
OH
H
N
P
HO
OH
FIGURA 1. FÓRMULA ESTRUTURAL DO
GLIFOSATO (BRASIL, 2015d)
na, conforme Quadro 2.
glifosato
QUADRO 2 - INGREDIENTES ATIVOS (IA) COMERCIALIZADOS, BRASIL, NORDESTE E PIAUÍ, 2009 A 2013
ABRANGÊNCIA
BRASIL
RESULTADO DE COMERCIALIZAÇÃO
(em tonelada)
2011
2012
2013
300.349,70
384.501,28
422.242,26
477.792,44
495.764,55
Glifosato
118.484,57
134.117,29
131.898,00
187.777,18
184.967,70
39,45
34,88
31,24
39,30
37,31
15.537,11
27.883,84
33.097,97
38.270,14
39.990,27
6.498,45
11.811,84
14.515,53
9.020,99
16.890,28
41,83
42,36
43,86
23,57
42,24
1.291,12
2.454,66
3.332,24
4.372,46
4.358,78
736,33
1.443,46
1.954,69
2.616,02
2.179,91
57,03
58,80
58,66
59,83
50,01
Total de IA
Glifosato
Percentual de Glifosato comercializado
Total de IA
PIAUI
2010
Total de IA
Percentual de Glifosato comercializado
NORDESTE
ANO DE COMERCIALIZAÇÃO
2009
Glifosato
Percentual de Glifosato comercializado
FONTE: O Autor (2017), adaptado de BRASIL (2015).
Os agrotóxicos, mesmo aqueles pertencentes à classe IV de baixa toxicidade como é
o caso do glifosato, pode provocar lise na membrana celular, comprometer o metabolismo e
os eritrócitos humanos e causar efeitos danosos à saúde humana de forma tanto aguda, como
crônica, incluindo aborto (BATISTA, 2006; RODRIGUES, 2009).
23
3.2 O GLIFOSATO ENQUANTO AGROTÓXICO DE MAIOR FATOR DE RISCO
POTENCIAL PARA A SAÚDE HUMANA
O glifosato é o agrotóxico mais vendido no mundo, no Brasil e no Piauí, sendo
produzido em variadas formulações e registrado em mais de cem países (LONDRES, 2011;
RODRIGUES, 2009) e no Brasil é registrado para uso em 26 culturas distintas (BRASIL,
2010). De acordo com o índice monográfico é classificado em classe toxicológica IV, grupo
químico glicina substituída e classe/ação herbicida, podendo ainda ter em sua formulação três
tipos de sais: glifosato - sal de isopropilamina (glyphosate-isopropylammonium) de
classificação toxicológica IV, Glifosato - sal de potássio (glyphosate-potassium) de
classificação toxicológica III, e o Glifosato - sal de amônio (glyphosate-ammonium) de
classificação toxicológica IV. É identificado pela fórmula bruta C3H8NO5P e fórmula
estrutural mostrado na Figura 1.
De acordo com dados disponibilizados pelo
O
O
IBAMA (BRASIL, 2015), de todos os IAs o
glifosato lidera a comercialização no Brasil, na
região Nordeste e no Piauí, conforme demonstrado
OH
H
N
P
HO
OH
FIGURA 1. FÓRMULA ESTRUTURAL DO
GLIFOSATO (BRASIL, 2015d)
na, conforme Quadro 2.
glifosato
QUADRO 2 - INGREDIENTES ATIVOS (IA) COMERCIALIZADOS, BRASIL, NORDESTE E PIAUÍ, 2009 A 2013
ABRANGÊNCIA
BRASIL
RESULTADO DE COMERCIALIZAÇÃO
(em tonelada)
2011
2012
2013
300.349,70
384.501,28
422.242,26
477.792,44
495.764,55
Glifosato
118.484,57
134.117,29
131.898,00
187.777,18
184.967,70
39,45
34,88
31,24
39,30
37,31
15.537,11
27.883,84
33.097,97
38.270,14
39.990,27
6.498,45
11.811,84
14.515,53
9.020,99
16.890,28
41,83
42,36
43,86
23,57
42,24
1.291,12
2.454,66
3.332,24
4.372,46
4.358,78
736,33
1.443,46
1.954,69
2.616,02
2.179,91
57,03
58,80
58,66
59,83
50,01
Total de IA
Glifosato
Percentual de Glifosato comercializado
Total de IA
PIAUI
2010
Total de IA
Percentual de Glifosato comercializado
NORDESTE
ANO DE COMERCIALIZAÇÃO
2009
Glifosato
Percentual de Glifosato comercializado
FONTE: O Autor (2017), adaptado de BRASIL (2015).
Os agrotóxicos, mesmo aqueles pertencentes à classe IV de baixa toxicidade como é
o caso do glifosato, pode provocar lise na membrana celular, comprometer o metabolismo e
os eritrócitos humanos e causar efeitos danosos à saúde humana de forma tanto aguda, como
crônica, incluindo aborto (BATISTA, 2006; RODRIGUES, 2009).
24
No organismo da mulher a mama se constitui um local receptivo à acumulação de
agrotóxico a partir da formação anatômica constituída por tecido gorduroso (BRASIL, 2015b;
PORTUGAL, 2012). Uma vez instalado e em combinação com a formação do leite materno
na fase gravidez/puerpério, constitui-se em risco tanto para a saúde da mulher, como da
criança em fase de amamentação (PALMA, 2011; ABRASCO, 2015). Dessa realidade, o
Brasil e o Mundo têm desenvolvido estudos voltados para a presença de agrotóxicos em leite
materno (PALMA, 2011; BERGKUIST et. al., 2013; CROES et. al., 2012; FUGII et. al.,
2012; BEDI et. al., 2013; MANNETJE et al., 2013; ROJAS-SQUELLA et. al., 2013; SONG
et. al., 2013.
Para a realização deste estudo, compatibilizou-se a estrutura laboratorial existente na
UFPI com as técnicas de separação e identificação de compostos químicos existentes,
decidindo-se pela Técnica de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE), (COLLINS,
1997).
O glifosato e seu principal metabólito ácido aminometilfosfônico (AMPA) por ser
constituído de estrutura química iônica, é incapaz de absorver radiação ultravioleta em
comprimento de 290 nanômetros (nm) necessário para ser detectado em CLAE, sendo
necessário desenvolver um método de análise cromatográfica através de reação de
derivatização com o uso do composto químico cloroformato de 9-fluorenilmetila (FMOC)
(KHROLENKO e WIECZOREK, 2005).
24
No organismo da mulher a mama se constitui um local receptivo à acumulação de
agrotóxico a partir da formação anatômica constituída por tecido gorduroso (BRASIL, 2015b;
PORTUGAL, 2012). Uma vez instalado e em combinação com a formação do leite materno
na fase gravidez/puerpério, constitui-se em risco tanto para a saúde da mulher, como da
criança em fase de amamentação (PALMA, 2011; ABRASCO, 2015). Dessa realidade, o
Brasil e o Mundo têm desenvolvido estudos voltados para a presença de agrotóxicos em leite
materno (PALMA, 2011; BERGKUIST et. al., 2013; CROES et. al., 2012; FUGII et. al.,
2012; BEDI et. al., 2013; MANNETJE et al., 2013; ROJAS-SQUELLA et. al., 2013; SONG
et. al., 2013.
Para a realização deste estudo, compatibilizou-se a estrutura laboratorial existente na
UFPI com as técnicas de separação e identificação de compostos químicos existentes,
decidindo-se pela Técnica de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE), (COLLINS,
1997).
O glifosato e seu principal metabólito ácido aminometilfosfônico (AMPA) por ser
constituído de estrutura química iônica, é incapaz de absorver radiação ultravioleta em
comprimento de 290 nanômetros (nm) necessário para ser detectado em CLAE, sendo
necessário desenvolver um método de análise cromatográfica através de reação de
derivatização com o uso do composto químico cloroformato de 9-fluorenilmetila (FMOC)
(KHROLENKO e WIECZOREK, 2005).
25
4 MATERIAL E MÉTODO
4.1 DESENHO DE ESTUDO
Trata-se de um desenho de estudo correlacional descritivo e de corte transversal para
avaliar a presença e os limites de quantificação da contaminação do leite materno de
puérperas residentes no Piauí pelo agrotóxico glifosato.
O estudo correlacional descritivo se caracteriza por descrever variáveis e as
correlações que ocorrem entre elas (SOUSA, V.; DRIESSNACK, M.; MENDES I, 2007). É
também considerado de corte transversal por investigar a situação de saúde de uma população
a partir de avaliação individual que, uma vez agregados, permite a produção de indicadores
globais (ALMEIDA FILHO, 2003). Caracteriza-se ainda pela instantaneidade ou curto tempo
de aplicação.
4.2 LOCAL E PERÍODO DO ESTUDO
O estudo foi desenvolvido na população de puérperas residentes no Estado do Piauí
que se encontravam amamentando no período de 28 de novembro de 2016 a 13 de fevereiro
de 2017 que realizaram partos em um dos seguintes estabelecimentos de saúde: Maternidade
Dona Evangelina Rosa (MDER) situada em Teresina; Hospital Regional Deolindo Couto
(HRDC) situado na cidade de Oeiras, e Hospital Regional Dirceu Arcoverde (HRDA) situado
na cidade de Uruçuí.
A opção por estes locais de estudo foi baseada em um plano estadual de vigilância de
populações expostas a agrotóxico elaborado pela SESAPI (PIAUÍ, 2013), onde os municípios
prioritários foram definidos com base em áreas de cultivo agrícolas, agregados por territórios
de desenvolvimento (PIAUI, 2007). Por este plano o município de Uruçuí enquanto sede do
território de desenvolvimento Alto Parnaíba foi a região com maior área de cultivo agrícola,
enquanto o município Oeiras sede do território de desenvolvimento Vale do Rio Canindé foi a
região com menor área de cultivo agrícola. Dessa realidade resolveu-se desenvolver esta
pesquisa nas maternidades situadas nos dois extremos de áreas de cultivo agrícola do Piauí,
incluindo-se ainda a MDER por ser a única maternidade de referência do Piauí para
procedimentos de alto risco gravídico-puerperal.
25
4 MATERIAL E MÉTODO
4.1 DESENHO DE ESTUDO
Trata-se de um desenho de estudo correlacional descritivo e de corte transversal para
avaliar a presença e os limites de quantificação da contaminação do leite materno de
puérperas residentes no Piauí pelo agrotóxico glifosato.
O estudo correlacional descritivo se caracteriza por descrever variáveis e as
correlações que ocorrem entre elas (SOUSA, V.; DRIESSNACK, M.; MENDES I, 2007). É
também considerado de corte transversal por investigar a situação de saúde de uma população
a partir de avaliação individual que, uma vez agregados, permite a produção de indicadores
globais (ALMEIDA FILHO, 2003). Caracteriza-se ainda pela instantaneidade ou curto tempo
de aplicação.
4.2 LOCAL E PERÍODO DO ESTUDO
O estudo foi desenvolvido na população de puérperas residentes no Estado do Piauí
que se encontravam amamentando no período de 28 de novembro de 2016 a 13 de fevereiro
de 2017 que realizaram partos em um dos seguintes estabelecimentos de saúde: Maternidade
Dona Evangelina Rosa (MDER) situada em Teresina; Hospital Regional Deolindo Couto
(HRDC) situado na cidade de Oeiras, e Hospital Regional Dirceu Arcoverde (HRDA) situado
na cidade de Uruçuí.
A opção por estes locais de estudo foi baseada em um plano estadual de vigilância de
populações expostas a agrotóxico elaborado pela SESAPI (PIAUÍ, 2013), onde os municípios
prioritários foram definidos com base em áreas de cultivo agrícolas, agregados por territórios
de desenvolvimento (PIAUI, 2007). Por este plano o município de Uruçuí enquanto sede do
território de desenvolvimento Alto Parnaíba foi a região com maior área de cultivo agrícola,
enquanto o município Oeiras sede do território de desenvolvimento Vale do Rio Canindé foi a
região com menor área de cultivo agrícola. Dessa realidade resolveu-se desenvolver esta
pesquisa nas maternidades situadas nos dois extremos de áreas de cultivo agrícola do Piauí,
incluindo-se ainda a MDER por ser a única maternidade de referência do Piauí para
procedimentos de alto risco gravídico-puerperal.
26
4.3 POPULAÇÃO E AMOSTRA
A população do estudo foi constituída por puérperas residentes no Estado do Piauí
que se encontrava em período de amamentação. Para efeito deste estudo, considerou-se
puérpera a mulher em fase de pós-parto, incluindo-se puerpério remoto (REZENDE, 2005).
Adotou-se para a definição da população a quantidade de partos com Nascidos Vivos (NV)
captados pelo sistema de informação de nascidos vivos (SINASC) no ano anterior a esta
pesquisa (2014) que registrou 11.222 partos com NV nos três estabelecimentos, com a
seguinte distribuição:
- Maternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina com 9.770 partos de gravidez única, 184
de gravidez dupla, 4 de gravidez tripla e 178 sem informação sobre o tipo de gravidez,
totalizando 10.136 partos;
- Hospital regional Deolindo Couto de Oeiras com 779 partos de gravidez única, 5 de
gravidez dupla e 6 sem informação sobre o tipo de gravidez, totalizando 790 partos;
- Hospital regional senador Dirceu Mendes Arcoverde de Uruçuí com 294 partos de gravidez
única e 2 partos de gravidez dupla 296 puérperas com partos.
Com relação ao tamanho da amostra, na ausência de estudos locais sobre
contaminação de leite materno por agrotóxico e supondo-se uma amostra aleatória simples,
adotou-se a fórmula (ARANGO, 2009):
onde: Z (1,96) é o valor crítico associado ao nível de confiança adotado de 95%; p
corresponde à proporção de ocorrência para valores amostrais desconhecidos (50%), q é a
proporção de não ocorrência (1-p) e E corresponde ao erro máximo amostral (0,05), obteve-se
uma amostra (n) de 384 puérperas. A amostra foi estratificada proporcionalmente ao número
de puérperas com partos nos três estabelecimentos de saúde, resultando na seguinte
distribuição: Maternidade Dona Evangelina Rosa com 347 puérperas; hospital regional
Deolindo Couto de Oeiras com 27 puérperas, e hospital regional Dirceu Arcoverde de Uruçuí
com 10 puérperas.
Das amostras estimadas, foram pesquisadas 164 em Teresina (47,4%), 27 em Oeiras
(100%) e 13 em Uruçuí (118,2%). A meta deste último município foi extrapolada para atender
forte adesão e apelo dos ACS colaboradores em assegurar puérperas de suas áreas na
pesquisa.
26
4.3 POPULAÇÃO E AMOSTRA
A população do estudo foi constituída por puérperas residentes no Estado do Piauí
que se encontrava em período de amamentação. Para efeito deste estudo, considerou-se
puérpera a mulher em fase de pós-parto, incluindo-se puerpério remoto (REZENDE, 2005).
Adotou-se para a definição da população a quantidade de partos com Nascidos Vivos (NV)
captados pelo sistema de informação de nascidos vivos (SINASC) no ano anterior a esta
pesquisa (2014) que registrou 11.222 partos com NV nos três estabelecimentos, com a
seguinte distribuição:
- Maternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina com 9.770 partos de gravidez única, 184
de gravidez dupla, 4 de gravidez tripla e 178 sem informação sobre o tipo de gravidez,
totalizando 10.136 partos;
- Hospital regional Deolindo Couto de Oeiras com 779 partos de gravidez única, 5 de
gravidez dupla e 6 sem informação sobre o tipo de gravidez, totalizando 790 partos;
- Hospital regional senador Dirceu Mendes Arcoverde de Uruçuí com 294 partos de gravidez
única e 2 partos de gravidez dupla 296 puérperas com partos.
Com relação ao tamanho da amostra, na ausência de estudos locais sobre
contaminação de leite materno por agrotóxico e supondo-se uma amostra aleatória simples,
adotou-se a fórmula (ARANGO, 2009):
onde: Z (1,96) é o valor crítico associado ao nível de confiança adotado de 95%; p
corresponde à proporção de ocorrência para valores amostrais desconhecidos (50%), q é a
proporção de não ocorrência (1-p) e E corresponde ao erro máximo amostral (0,05), obteve-se
uma amostra (n) de 384 puérperas. A amostra foi estratificada proporcionalmente ao número
de puérperas com partos nos três estabelecimentos de saúde, resultando na seguinte
distribuição: Maternidade Dona Evangelina Rosa com 347 puérperas; hospital regional
Deolindo Couto de Oeiras com 27 puérperas, e hospital regional Dirceu Arcoverde de Uruçuí
com 10 puérperas.
Das amostras estimadas, foram pesquisadas 164 em Teresina (47,4%), 27 em Oeiras
(100%) e 13 em Uruçuí (118,2%). A meta deste último município foi extrapolada para atender
forte adesão e apelo dos ACS colaboradores em assegurar puérperas de suas áreas na
pesquisa.
27
Foi considerado como critério de inclusão, puérperas em fase de amamentação e
residentes em qualquer município do Piauí que realizaram parto em um dos três
estabelecimentos de saúde definidos neste estudo, e como critério de exclusão puérperas que
embora tenham realizado partos em um dos três estabelecimentos de saúde residiam em outro
estado da federação.
4.4 INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS
4.4.1 Instrumentos de coleta de dados
Foram utilizadas três fontes de dados primários: a primeira fonte foi constituída por
dados constantes nos questionários aplicados puérpera participante apêndice C; a segunda
fonte contendo dados relacionados à criança apêndice D, e a terceira fonte foram os resultados
dos exames laboratoriais das amostras de leite materno. Cada instrumento recebeu numeração
sequencial, agregada por estabelecimento do parto da participante, obedecendo a seguinte
sequência:
1/de 1 a 164 para as puérperas vinculadas à MDER;
2/de 1 a 27 para as puérperas vinculadas ao HRDC, e
3/de 1 a 13 para as puérperas vinculadas ao HRDA.
4.4.2 Recipiente de acondicionamento das amostras de leite materno
O recipiente usado para armazenar as amostras de leite foi tubo de falcon, com tampa
roscável, capacidade 15 mL. Cada amostra coletada foi identificada com a mesma numeração
constante nos formulários de coleta dos dados, assegurando-se a fiel identificação numérica
entre as informações obtidas nos formulários de coleta dos dados com a amostra do leite
doado por cada puérpera.
4.4.3 Procedimentos de coleta, acondicionamento e transporte das amostras
Todas as puérperas internadas no ato das visitas foram convidadas, observando-se os
critérios de inclusão e exclusão. Aquelas que aceitaram participar da pesquisa assinaram o
termo de consentimento livre e esclarecido ou termo de assentimento, seguido do
27
Foi considerado como critério de inclusão, puérperas em fase de amamentação e
residentes em qualquer município do Piauí que realizaram parto em um dos três
estabelecimentos de saúde definidos neste estudo, e como critério de exclusão puérperas que
embora tenham realizado partos em um dos três estabelecimentos de saúde residiam em outro
estado da federação.
4.4 INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS
4.4.1 Instrumentos de coleta de dados
Foram utilizadas três fontes de dados primários: a primeira fonte foi constituída por
dados constantes nos questionários aplicados puérpera participante apêndice C; a segunda
fonte contendo dados relacionados à criança apêndice D, e a terceira fonte foram os resultados
dos exames laboratoriais das amostras de leite materno. Cada instrumento recebeu numeração
sequencial, agregada por estabelecimento do parto da participante, obedecendo a seguinte
sequência:
1/de 1 a 164 para as puérperas vinculadas à MDER;
2/de 1 a 27 para as puérperas vinculadas ao HRDC, e
3/de 1 a 13 para as puérperas vinculadas ao HRDA.
4.4.2 Recipiente de acondicionamento das amostras de leite materno
O recipiente usado para armazenar as amostras de leite foi tubo de falcon, com tampa
roscável, capacidade 15 mL. Cada amostra coletada foi identificada com a mesma numeração
constante nos formulários de coleta dos dados, assegurando-se a fiel identificação numérica
entre as informações obtidas nos formulários de coleta dos dados com a amostra do leite
doado por cada puérpera.
4.4.3 Procedimentos de coleta, acondicionamento e transporte das amostras
Todas as puérperas internadas no ato das visitas foram convidadas, observando-se os
critérios de inclusão e exclusão. Aquelas que aceitaram participar da pesquisa assinaram o
termo de consentimento livre e esclarecido ou termo de assentimento, seguido do
28
preenchimento dos formulários relacionados à mãe e à criança. Em seguida foi entregue um
copo descartável para facilitar a extração do leite que ia sendo imediatamente em recipiente e
temperatura apropriados.
Durante a realização dos trabalhos desta etapa nos três estabelecimentos, deparou-se
com a falta de produção de leite pela maioria das puérperas, decorrente do recente nascimento
da criança. Tal situação necessitou mudança de estratégia e a extensão complementar do
trabalho para o domicílio das puérperas que já tinham recebido alta a partir do início da
pesquisa. Para isto, obteve-se os endereços das puérperas nos três estabelecimentos da
pesquisa, agregou-se por bairro e buscou-se apoio das equipes de saúde da família (ESF).
Algumas puérperas que concordaram participar da pesquisa apresentaram dificuldade
de extração do leite. Aquelas que se encontravam na MDER foram orientadas por
nutricionistas do banco de leite da instituição, e aquelas que se encontravam nos domicílios
foram auxiliadas pelas Agentes Comunitários de Saúde (ACS) que orientavam sobre
massageamento das mamas. Ao final de cada dia as amostras coletadas foram armazenados no
freezer do banco de leite da MDER à temperatura interna de -22,9° C, tanto as amostras ali
coletadas, como as coletas complementares realizadas nos domicílios das puérperas de
Teresina.
Às sextas-feira todo material coletado durante a semana era transportado para o
LAGO.
Nos demais estabelecimentos, por serem distantes do LAGO, o acondicionamento
das amostras foi feito em cilindro de nitrogênio com temperatura interna de -196° C.
4.5 OPERACIONALIZAÇÃO DO ESTUDO
Como etapa anterior à coleta de dados, foi realizado o pré-teste para avaliar a
compreensibilidade dos formulários, não sendo constatado dificuldade de compreensão ou
preenchimento, prosseguindo-se com a pesquisa de campo com a coleta, processamento e
análise dos dados sociodemográficos extraídos dos apêndices C e D, simultâneo ao
desenvolvimento do método de análise laboratorial das amostras de leite materno das
participantes da pesquisa.
28
preenchimento dos formulários relacionados à mãe e à criança. Em seguida foi entregue um
copo descartável para facilitar a extração do leite que ia sendo imediatamente em recipiente e
temperatura apropriados.
Durante a realização dos trabalhos desta etapa nos três estabelecimentos, deparou-se
com a falta de produção de leite pela maioria das puérperas, decorrente do recente nascimento
da criança. Tal situação necessitou mudança de estratégia e a extensão complementar do
trabalho para o domicílio das puérperas que já tinham recebido alta a partir do início da
pesquisa. Para isto, obteve-se os endereços das puérperas nos três estabelecimentos da
pesquisa, agregou-se por bairro e buscou-se apoio das equipes de saúde da família (ESF).
Algumas puérperas que concordaram participar da pesquisa apresentaram dificuldade
de extração do leite. Aquelas que se encontravam na MDER foram orientadas por
nutricionistas do banco de leite da instituição, e aquelas que se encontravam nos domicílios
foram auxiliadas pelas Agentes Comunitários de Saúde (ACS) que orientavam sobre
massageamento das mamas. Ao final de cada dia as amostras coletadas foram armazenados no
freezer do banco de leite da MDER à temperatura interna de -22,9° C, tanto as amostras ali
coletadas, como as coletas complementares realizadas nos domicílios das puérperas de
Teresina.
Às sextas-feira todo material coletado durante a semana era transportado para o
LAGO.
Nos demais estabelecimentos, por serem distantes do LAGO, o acondicionamento
das amostras foi feito em cilindro de nitrogênio com temperatura interna de -196° C.
4.5 OPERACIONALIZAÇÃO DO ESTUDO
Como etapa anterior à coleta de dados, foi realizado o pré-teste para avaliar a
compreensibilidade dos formulários, não sendo constatado dificuldade de compreensão ou
preenchimento, prosseguindo-se com a pesquisa de campo com a coleta, processamento e
análise dos dados sociodemográficos extraídos dos apêndices C e D, simultâneo ao
desenvolvimento do método de análise laboratorial das amostras de leite materno das
participantes da pesquisa.
29
4.5.1 – Desenvolvimento do Método de Análise Laboratorial
Para desenvolver o método de detecção do glifosato nas amostras de leite materno,
utilizou-se da estrutura de equipamentos existentes no LAGO e adquiriu-se os padrões
Glifosato, ácido aminometilfosfônico (AMPA) e cloroformato de 9-fluorenilmetila (FMOC)
para os procedimentos experimentais a seguir descritos:
4.5.1.1 Materiais, Equipamentos, Reagentes, Amostras e Procedimentos
4.5.1.1.1 Material, Reagentes e amostras
Para o desenvolvimento da etapa analítica de identificação e quantificação de
agrotóxico e seu derivado foram utilizados os padrões grau HPLC Glifosato (97%); ácido
aminometilfosfônico (AMPA, NH2CH2P(O)(OH)2 – 99%) e Cloroformato de 9fluorenilmetila (Cloridrato de FMOC - C15H11ClO2, 99%), solventes metanol e acetonitrila
grau HPLC que foram adquiridos na empresa Sigma-Aldrich®. Para o preparo das soluções
tampão utilizou-se fosfato de sódio monobásico e dibásico anidros (ambos da Dinâmica®,
Brasil), ácido bórico e cloreto de potássio, ambos P.A (Synth ®, Brasil), e água ultrapurificada
tipo 1. Para o preparo das amostras analisadas por cromatografia líquida foram utilizados
cartuchos de fase reversa de 3 mL com 500 mg octadecil (C 18, Chromabond® - MachereyNagel. Para a etapa de clean up e extração em fase sólida), vials N9 11,6 x 32 mm com 1,5
mL com tampas screw septos PTFE/silicone (Uniglas ®), seringas luer lock de 10 mL, filtros
para seringa com membrana de nylon 0,2 μm e 13 mm de diâmetro (filtração das amostras e
padrões analisados por cromatografia líquida) e 0,45 μm com 25 mm de diâmetro (filtração
das soluções tampão) ambos da Phenomenex®, Metanol P.A (Vetec®) Diclorometano P.A
(Dinâmica®, Brasil).
As amostras de análise por HPLC foram secas em balão de fundo redondo 125 mL
com junta esmerilhada 24/40 (Per-Lab®) e as soluções padrão de análise foram utilizados
balões volumétricos de vidro borosilicato classe A com rolha de polipropileno, volumes de 25
e 5 mL (Diogolab®).
29
4.5.1 – Desenvolvimento do Método de Análise Laboratorial
Para desenvolver o método de detecção do glifosato nas amostras de leite materno,
utilizou-se da estrutura de equipamentos existentes no LAGO e adquiriu-se os padrões
Glifosato, ácido aminometilfosfônico (AMPA) e cloroformato de 9-fluorenilmetila (FMOC)
para os procedimentos experimentais a seguir descritos:
4.5.1.1 Materiais, Equipamentos, Reagentes, Amostras e Procedimentos
4.5.1.1.1 Material, Reagentes e amostras
Para o desenvolvimento da etapa analítica de identificação e quantificação de
agrotóxico e seu derivado foram utilizados os padrões grau HPLC Glifosato (97%); ácido
aminometilfosfônico (AMPA, NH2CH2P(O)(OH)2 – 99%) e Cloroformato de 9fluorenilmetila (Cloridrato de FMOC - C15H11ClO2, 99%), solventes metanol e acetonitrila
grau HPLC que foram adquiridos na empresa Sigma-Aldrich®. Para o preparo das soluções
tampão utilizou-se fosfato de sódio monobásico e dibásico anidros (ambos da Dinâmica®,
Brasil), ácido bórico e cloreto de potássio, ambos P.A (Synth ®, Brasil), e água ultrapurificada
tipo 1. Para o preparo das amostras analisadas por cromatografia líquida foram utilizados
cartuchos de fase reversa de 3 mL com 500 mg octadecil (C 18, Chromabond® - MachereyNagel. Para a etapa de clean up e extração em fase sólida), vials N9 11,6 x 32 mm com 1,5
mL com tampas screw septos PTFE/silicone (Uniglas ®), seringas luer lock de 10 mL, filtros
para seringa com membrana de nylon 0,2 μm e 13 mm de diâmetro (filtração das amostras e
padrões analisados por cromatografia líquida) e 0,45 μm com 25 mm de diâmetro (filtração
das soluções tampão) ambos da Phenomenex®, Metanol P.A (Vetec®) Diclorometano P.A
(Dinâmica®, Brasil).
As amostras de análise por HPLC foram secas em balão de fundo redondo 125 mL
com junta esmerilhada 24/40 (Per-Lab®) e as soluções padrão de análise foram utilizados
balões volumétricos de vidro borosilicato classe A com rolha de polipropileno, volumes de 25
e 5 mL (Diogolab®).
30
4.5.1.1.2 Equipamentos
Cromatógrafo líquido de alta eficiência foi utilizado equipamento HPLC da Shimadzu
Proeminence® com detector de arranjo de fotodiodo (utilizando lâmapda de deutério),
desgaseificador DGU-20A3 e duas bombas LC-20AD Shimadzu, injetor automático
Shimadzu Sil-10 com loop de 20 uL e colunas C18 Zorbax® SB-CN 5μm 100A 150 x
4,6mm
da Agilent® e Kinetex® 5μm EVO C18 100A 250 x 4,6mm, 5,0 μm da
Phenomenex®.
Pipeta automática Finnpipette F1®, volume de 100 – 1000 uL da Thermo Scientific®.
Evaporador rotativo 801 com banho de aquecimento modelo 550, bomba de vácuo tipo
Diafragma modelo 826T todos fabricados pela Fisatom e sistema de resfriamento
ultratermostático modelo LS541 da Logen®.
Agitador tipo Vortex LSM564/4, Logen® com agitação de até 2800rpm.
Centrifuga refrigerada SL – 701 SOLAB® 15 minutos de centrifugação a 5000 rpm com
temperatura com set point de 15 º C.
Cuba Ultrasônica de 50-60 Hz com capacidade para 2,5 L e Frequência ultrasônica de 45
kHz
Agitador magnético com aquecimento modelo 752A - Fisatom®
Sistema de produção água ultra pura - Master System MS 2000 da Gehaka®.
PHmetro digital de bancada PHS-3E com eletrodo universal para faixa de 0 – 14 pH –
pHtek®.
Balança digital analítica da ATX224 da Shimadzu®, medida máxima de 220 g, leitura de
0,1 mg, desvio padrão ≥ 0,1 mg, linearidade ± 0,2 mg.
Agitador magnético modelo 752A da Fisatom®
4.5.1.1.3 Procedimentos Experimentais / Obtenção das soluções tampões / Tampão borato pH
9,0 100mM
O tampão borato (pH 9,0) foi preparado na concentração de 125 mM, ajustado com
KOH 6 M quando necessário. O pH da solução final foi determinado com o pH digital
(BRASIL, 2010a).
Para o preparo da solução tampão de fosfato, dissolveu-se 17,0 g de fosfato de
potássio dibásico e adicionou-se 0,19 mg fosfato de potássio monobásico em água
30
4.5.1.1.2 Equipamentos
Cromatógrafo líquido de alta eficiência foi utilizado equipamento HPLC da Shimadzu
Proeminence® com detector de arranjo de fotodiodo (utilizando lâmapda de deutério),
desgaseificador DGU-20A3 e duas bombas LC-20AD Shimadzu, injetor automático
Shimadzu Sil-10 com loop de 20 uL e colunas C18 Zorbax® SB-CN 5μm 100A 150 x
4,6mm
da Agilent® e Kinetex® 5μm EVO C18 100A 250 x 4,6mm, 5,0 μm da
Phenomenex®.
Pipeta automática Finnpipette F1®, volume de 100 – 1000 uL da Thermo Scientific®.
Evaporador rotativo 801 com banho de aquecimento modelo 550, bomba de vácuo tipo
Diafragma modelo 826T todos fabricados pela Fisatom e sistema de resfriamento
ultratermostático modelo LS541 da Logen®.
Agitador tipo Vortex LSM564/4, Logen® com agitação de até 2800rpm.
Centrifuga refrigerada SL – 701 SOLAB® 15 minutos de centrifugação a 5000 rpm com
temperatura com set point de 15 º C.
Cuba Ultrasônica de 50-60 Hz com capacidade para 2,5 L e Frequência ultrasônica de 45
kHz
Agitador magnético com aquecimento modelo 752A - Fisatom®
Sistema de produção água ultra pura - Master System MS 2000 da Gehaka®.
PHmetro digital de bancada PHS-3E com eletrodo universal para faixa de 0 – 14 pH –
pHtek®.
Balança digital analítica da ATX224 da Shimadzu®, medida máxima de 220 g, leitura de
0,1 mg, desvio padrão ≥ 0,1 mg, linearidade ± 0,2 mg.
Agitador magnético modelo 752A da Fisatom®
4.5.1.1.3 Procedimentos Experimentais / Obtenção das soluções tampões / Tampão borato pH
9,0 100mM
O tampão borato (pH 9,0) foi preparado na concentração de 125 mM, ajustado com
KOH 6 M quando necessário. O pH da solução final foi determinado com o pH digital
(BRASIL, 2010a).
Para o preparo da solução tampão de fosfato, dissolveu-se 17,0 g de fosfato de
potássio dibásico e adicionou-se 0,19 mg fosfato de potássio monobásico em água
31
ultrapurificada suficiente para 1000 mL em balão volumétrico e o pH de solução final foi
determinado com o pH do digital e ajustou-se o pH com hidróxido de potássio 10 M, quando
necessário (BRASIL, 2010a).
4.5.1.1.4 Preparo do glifosato, ácido aminometilfosfônico (AMPA) e cloroformato de 9flurenilmetila (FMOC).
O glifosato (97%); o ácido aminometilfosfônico (AMPA, NH 2CH2P(O)(OH)2 –
99%) e o agente derivatizante cloroformato de 9-fluorenilmetila (Cloridrato de FMOC C15H11ClO2, 99%) foram dissolvidos em acetonitrila grau HPLC sendo obtidas soluções
padrões de 500 mg L-1. Para as análises em HPLC as soluções foram diluídas para a
concentração de 1mg L-1.
4.5.1.1.5 Reação de Derivatização utilizando soluções padrões de glifosato e cloroformato
de 9-fluorenilmetila (FMOC).44
O método de derivatização do glifosato foi baseado e adaptado dos estudos de Olívio
et all. (2015), Catrinck (2014) e Schrubbers (2016). A derivatização do glifosato e AMPA
padrão 500 mg L-1) iniciou com uma alíquota de 1,0 mL desta substância em um tubo de
ensaio misturado com 500 µL de tampão borato (pH 9,0) e 300 µL de água Milli-Q, para 5,0
mL de FMOC-Cl. Após agitação em vórtex por 5 minutos a 2000 rpm, o complexo glifosatoFMOC foi extraído com 5 mL (x 3) de diclorometano (DCM) e centrifugados a 5000 rpm por
15 minutos à temperatura de 20 °C. A fase Aquosa do complexo foi separada da fração
diclorometânica através de funil de separação e seca com auxílio de evaporador rotativo. A
Fração aquosa do complexo foi ressuspensa em solução com tampão fosfato e com
concentração final de 1 mg.mL-1. Foi encaminhada para análise por CLAE para verificar a
eficiência
da
reação
de
derivatização
(KHROLENKO
&
WIECZOREK,
2005;
NEDELKHOSKA & LOW, 2004).
4.5.1.1.6 Extração em Fase Sólida
Após a avaliação inicial por cromatografia líquida do produto da reação de
derivatização, a fração aquosa do glifosato derivatizado, o complexo Glifosato-FMOC foi
submetido à etapa de clean up. Foram utilizados cartuchos de fase reversa de 3 mL com 500
31
ultrapurificada suficiente para 1000 mL em balão volumétrico e o pH de solução final foi
determinado com o pH do digital e ajustou-se o pH com hidróxido de potássio 10 M, quando
necessário (BRASIL, 2010a).
4.5.1.1.4 Preparo do glifosato, ácido aminometilfosfônico (AMPA) e cloroformato de 9flurenilmetila (FMOC).
O glifosato (97%); o ácido aminometilfosfônico (AMPA, NH 2CH2P(O)(OH)2 –
99%) e o agente derivatizante cloroformato de 9-fluorenilmetila (Cloridrato de FMOC C15H11ClO2, 99%) foram dissolvidos em acetonitrila grau HPLC sendo obtidas soluções
padrões de 500 mg L-1. Para as análises em HPLC as soluções foram diluídas para a
concentração de 1mg L-1.
4.5.1.1.5 Reação de Derivatização utilizando soluções padrões de glifosato e cloroformato
de 9-fluorenilmetila (FMOC).44
O método de derivatização do glifosato foi baseado e adaptado dos estudos de Olívio
et all. (2015), Catrinck (2014) e Schrubbers (2016). A derivatização do glifosato e AMPA
padrão 500 mg L-1) iniciou com uma alíquota de 1,0 mL desta substância em um tubo de
ensaio misturado com 500 µL de tampão borato (pH 9,0) e 300 µL de água Milli-Q, para 5,0
mL de FMOC-Cl. Após agitação em vórtex por 5 minutos a 2000 rpm, o complexo glifosatoFMOC foi extraído com 5 mL (x 3) de diclorometano (DCM) e centrifugados a 5000 rpm por
15 minutos à temperatura de 20 °C. A fase Aquosa do complexo foi separada da fração
diclorometânica através de funil de separação e seca com auxílio de evaporador rotativo. A
Fração aquosa do complexo foi ressuspensa em solução com tampão fosfato e com
concentração final de 1 mg.mL-1. Foi encaminhada para análise por CLAE para verificar a
eficiência
da
reação
de
derivatização
(KHROLENKO
&
WIECZOREK,
2005;
NEDELKHOSKA & LOW, 2004).
4.5.1.1.6 Extração em Fase Sólida
Após a avaliação inicial por cromatografia líquida do produto da reação de
derivatização, a fração aquosa do glifosato derivatizado, o complexo Glifosato-FMOC foi
submetido à etapa de clean up. Foram utilizados cartuchos de fase reversa de 3 mL com 500
32
mg octadecil (C18 Chromabond® Macherey-Nagel). O cartucho foi ativado com 12 mL de
Metanol (MeOH), seguidos de 12 mL de tampão fosfato, sendo finalmente eluidos 12 mL de
Tampão: MeOH. Após ativação 30 mg da amostra foram diluídos em 500 µL, aplicados no
cartucho e posteriormente eluidos com outros 12 mL do eluente (Tampão fosfato: MeOH 9:1). O eluato foi filtrado em seringa no tamanho de 13 mm de comprimento com membrana
filtrante de teflon e gramatura de 0,45 μm. O material filtrado foi seco em evaporador rotativo
e ressuspendido posteriormente em tampão fosfato e acetonitrila grau HPLC (9:1) obtendo-se
uma solução de análise de 1 mg.mL-1.
4.5.1.1.7 Análise por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a detector de radiação
ultravioleta com arranjo de fotodiodos.
Os padrões glifosato e FMOC, bem como o produto final da reação de derivatização,
complexo glifosato-FMOC, foram todos analisados por CLAE acoplada a detector de
Ultraviolêta (UV) com arranjo de fotodiodos (CLAE-DAD). As amostras dos padrões foram
solubilizadas com acetonitrila grau CLAE, filtradas em filtro 0,22m, obtendo-se uma
solução padrão de 1 mg. mL-1 para análise em Cromatógrafo líquido de alta eficiência da
Shimadzu Proeminence®, sendo injetados 10 μL da solução de análise em uma coluna C18
Zorbax SB-CN 5μm 100A 150 x 4,6mm. O método de análise inicial foi o gradiente
exploratório com o seguinte sistema de solventes: A) tampão fosfato pH 10 a 100 mM e B)
Acetonitrila eluídos em gradiente linear: 5% B mantido por 2 minutos, 100% B em 60
minutos, mantida a 100% B até completar 78 minutos de análise, com detecção em 263 nm.
Após as análises iniciais o método foi otimizado após diversas injeções das amostras e
padrões, sendo o método isocrático a 10% do solvente B e por 20 minutos o método escolhido
para análise do complexo glifosato-FMOC após etapa de clean up, e para a construção da
curva de calibração que foi utilizada para a identificação e quantificação de glifosato nas
amostras de leite materno. Para a análise do AMPA o método escolhido também foi o método
isocrático mas a 20% do solvente B e por 20 minutos e a coluna utilizada foi Kinetex 5μm
EVO C18 100A 250 x 4,6mm e tamanho de partícula de 5,0 μm.
32
mg octadecil (C18 Chromabond® Macherey-Nagel). O cartucho foi ativado com 12 mL de
Metanol (MeOH), seguidos de 12 mL de tampão fosfato, sendo finalmente eluidos 12 mL de
Tampão: MeOH. Após ativação 30 mg da amostra foram diluídos em 500 µL, aplicados no
cartucho e posteriormente eluidos com outros 12 mL do eluente (Tampão fosfato: MeOH 9:1). O eluato foi filtrado em seringa no tamanho de 13 mm de comprimento com membrana
filtrante de teflon e gramatura de 0,45 μm. O material filtrado foi seco em evaporador rotativo
e ressuspendido posteriormente em tampão fosfato e acetonitrila grau HPLC (9:1) obtendo-se
uma solução de análise de 1 mg.mL-1.
4.5.1.1.7 Análise por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a detector de radiação
ultravioleta com arranjo de fotodiodos.
Os padrões glifosato e FMOC, bem como o produto final da reação de derivatização,
complexo glifosato-FMOC, foram todos analisados por CLAE acoplada a detector de
Ultraviolêta (UV) com arranjo de fotodiodos (CLAE-DAD). As amostras dos padrões foram
solubilizadas com acetonitrila grau CLAE, filtradas em filtro 0,22m, obtendo-se uma
solução padrão de 1 mg. mL-1 para análise em Cromatógrafo líquido de alta eficiência da
Shimadzu Proeminence®, sendo injetados 10 μL da solução de análise em uma coluna C18
Zorbax SB-CN 5μm 100A 150 x 4,6mm. O método de análise inicial foi o gradiente
exploratório com o seguinte sistema de solventes: A) tampão fosfato pH 10 a 100 mM e B)
Acetonitrila eluídos em gradiente linear: 5% B mantido por 2 minutos, 100% B em 60
minutos, mantida a 100% B até completar 78 minutos de análise, com detecção em 263 nm.
Após as análises iniciais o método foi otimizado após diversas injeções das amostras e
padrões, sendo o método isocrático a 10% do solvente B e por 20 minutos o método escolhido
para análise do complexo glifosato-FMOC após etapa de clean up, e para a construção da
curva de calibração que foi utilizada para a identificação e quantificação de glifosato nas
amostras de leite materno. Para a análise do AMPA o método escolhido também foi o método
isocrático mas a 20% do solvente B e por 20 minutos e a coluna utilizada foi Kinetex 5μm
EVO C18 100A 250 x 4,6mm e tamanho de partícula de 5,0 μm.
33
4.5.1.1.8 Construção da curva de calibração
Após a otimização do método de análise das amostras, o produto da derivatização do
glifosato foi utilizado para a construção da curva de calibração com padrão externo para a
quantificação do glifosato em leite materno.
Para a construção da curva de calibração, o produto da reação glifosato e FMOC foi
submetido à etapa de clean up em tampão fosfato/acetonitrila na proporção de 9:1. Após a
eluição a amostra foi seca em evaporador rotativo, ressuspensa com o solvente de eluição e
filtrada em seringa de 10 mL com filtro de 15 mm com membrana de nylon com gramatura de
0,22 μm, perfazendo uma solução estoque A de 10 mg.L-1. Uma segunda alíquota de 2,5 mL
da solução estoque A foi transferida para um balão volumétrico de 25 mL e o volume foi
completado com tampão fosfato a fim de obter a solução estoque B com a concentração de 1
mg.L-1. Com auxílio de pipeta automática monocanal Finnpipette F1, volume de 100 – 1000
uL, para obtenção das soluções de 90, 75, 60, 45, 30 e 10 mg.L-1 em triplicata com detecção
dos picos cromatográficos em 263 nm.
A curva de calibração foi obtida por regressão linear pelo método dos mínimos
quadrados entre as concentrações das soluções de análise e a área dos picos cromatográficos
obtidos em cada análise.
4.6 PROCEDIMENTOS PARA ANÁLISE DOS DADOS
Os dados sociodemográficos das participantes e das crianças e os resultados das
análises laboratoriais de leite materno foram digitados em planilha no Microsoft Excel versão
2010. Os resultados encontram-se apresentados em tabelas, à luz do referencial do estudo.
4.7 ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS
Este estudo foi submetido previamente ao Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo
seres humanos da Universidade Federal do Piauí, nos termos da Resolução nº 466/2012 do
Conselho Nacional de Saúde (BRASIL, 2012a), tendo sido aprovado em 22.12.2015,
conforme Parecer nº 1.380.146.
As participantes foram esclarecidas sobre todos os aspectos e fases da pesquisa,
principalmente sobre o objetivo, riscos e benefícios. Elas foram informadas e convidadas a
participar de forma esclarecida, voluntária e gratuita e aquelas que aceitaram foi solicitada a
33
4.5.1.1.8 Construção da curva de calibração
Após a otimização do método de análise das amostras, o produto da derivatização do
glifosato foi utilizado para a construção da curva de calibração com padrão externo para a
quantificação do glifosato em leite materno.
Para a construção da curva de calibração, o produto da reação glifosato e FMOC foi
submetido à etapa de clean up em tampão fosfato/acetonitrila na proporção de 9:1. Após a
eluição a amostra foi seca em evaporador rotativo, ressuspensa com o solvente de eluição e
filtrada em seringa de 10 mL com filtro de 15 mm com membrana de nylon com gramatura de
0,22 μm, perfazendo uma solução estoque A de 10 mg.L-1. Uma segunda alíquota de 2,5 mL
da solução estoque A foi transferida para um balão volumétrico de 25 mL e o volume foi
completado com tampão fosfato a fim de obter a solução estoque B com a concentração de 1
mg.L-1. Com auxílio de pipeta automática monocanal Finnpipette F1, volume de 100 – 1000
uL, para obtenção das soluções de 90, 75, 60, 45, 30 e 10 mg.L-1 em triplicata com detecção
dos picos cromatográficos em 263 nm.
A curva de calibração foi obtida por regressão linear pelo método dos mínimos
quadrados entre as concentrações das soluções de análise e a área dos picos cromatográficos
obtidos em cada análise.
4.6 PROCEDIMENTOS PARA ANÁLISE DOS DADOS
Os dados sociodemográficos das participantes e das crianças e os resultados das
análises laboratoriais de leite materno foram digitados em planilha no Microsoft Excel versão
2010. Os resultados encontram-se apresentados em tabelas, à luz do referencial do estudo.
4.7 ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS
Este estudo foi submetido previamente ao Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo
seres humanos da Universidade Federal do Piauí, nos termos da Resolução nº 466/2012 do
Conselho Nacional de Saúde (BRASIL, 2012a), tendo sido aprovado em 22.12.2015,
conforme Parecer nº 1.380.146.
As participantes foram esclarecidas sobre todos os aspectos e fases da pesquisa,
principalmente sobre o objetivo, riscos e benefícios. Elas foram informadas e convidadas a
participar de forma esclarecida, voluntária e gratuita e aquelas que aceitaram foi solicitada a
34
assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para puérperas maiores
de 18 anos – Apêndice A, ou Termo de Assentimento que foi assinado por parente ou
responsável por puérpera menor de idade ou reconhecida como incapaz – Apêndice B.
As participantes ou responsáveis assinaram os correspondentes termos em duas vias.
Foram informadas sobre a natureza da pesquisa, sobre aspectos relacionados à destinação de
cada amostra do leite doado que foi o laboratório geoquímica orgânica da UFPI e sobre os
resultados das análises usadas exclusivamente no objeto da pesquisa. Foi enfatizado que a
participação não era obrigatória, sendo que poderiam desistir a qualquer momento, bastando
apenas retirar seu consentimento, que em caso de sua recusa não implicaria em nenhum
prejuízo na sua relação com o pesquisador ou com a instituição.
Pela participação no estudo nenhum valor monetário foi recebido pelas participantes,
mas tiveram a garantia de que todas as despesas necessárias para a realização da pesquisa não
seriam de suas responsabilidades.
Ao concordar em participar do estudo, o nome e identidade da participante foram
mantidos em sigilo. A menos que requerido por lei ou por solicitação da envolvida, somente o
pesquisador e a equipe do estudo, Comitê de Ética independente e inspetores de agências
regulamentadoras do governo (quando necessário) teriam acesso aos dados da pesquisa para
verificar as informações do estudo. Foi esclarecido à participante o acesso a quaisquer
esclarecimentos sobre a pesquisa mediante os contatos (endereço, telefone e e-mail) do
Coordenador e responsável pela pesquisa, que se encontram identificados tanto no TCLE,
como no Termo de Assentimento. Seus dados foram utilizados somente para finalidade
científica e o anonimato quanto à identidade foi resguardado.
As participantes desta pesquisa foram informadas quanto aos possíveis riscos e
benefícios que poderiam ocorrer durante a realização da pesquisa. Quanto aos riscos o único
desconforto aconteceu com poucas puérperas que por insuficiência de leite ou ser primípara,
tiveram dificuldades durante a extração do leite. Quando isto aconteceu a mãe foi orientada a
fazer massagens nas mamas para facilitar a descida do leite. Na MDER as puérperas que
apresentaram esta dificuldade foram orientadas por nutricionista do banco de leite. Nos
municípios de Oeiras e Uruçuí as puérperas, além da orientação de massageamento das
mamas, contaram também com orientação e apoio dos Agentes Comunitários de Saúde
(ACS). Quanto aos benefícios, foram informadas que a realização da pesquisa trará ganhos
importantes para o conhecimento científico, para a gestão e profissionais do sistema de saúde,
pela oportunidade de agregar conhecimento científico no que se refere à contaminação do
leite materno pelo agrotóxico glifosato que possibilitará a tomada de decisões.
34
assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para puérperas maiores
de 18 anos – Apêndice A, ou Termo de Assentimento que foi assinado por parente ou
responsável por puérpera menor de idade ou reconhecida como incapaz – Apêndice B.
As participantes ou responsáveis assinaram os correspondentes termos em duas vias.
Foram informadas sobre a natureza da pesquisa, sobre aspectos relacionados à destinação de
cada amostra do leite doado que foi o laboratório geoquímica orgânica da UFPI e sobre os
resultados das análises usadas exclusivamente no objeto da pesquisa. Foi enfatizado que a
participação não era obrigatória, sendo que poderiam desistir a qualquer momento, bastando
apenas retirar seu consentimento, que em caso de sua recusa não implicaria em nenhum
prejuízo na sua relação com o pesquisador ou com a instituição.
Pela participação no estudo nenhum valor monetário foi recebido pelas participantes,
mas tiveram a garantia de que todas as despesas necessárias para a realização da pesquisa não
seriam de suas responsabilidades.
Ao concordar em participar do estudo, o nome e identidade da participante foram
mantidos em sigilo. A menos que requerido por lei ou por solicitação da envolvida, somente o
pesquisador e a equipe do estudo, Comitê de Ética independente e inspetores de agências
regulamentadoras do governo (quando necessário) teriam acesso aos dados da pesquisa para
verificar as informações do estudo. Foi esclarecido à participante o acesso a quaisquer
esclarecimentos sobre a pesquisa mediante os contatos (endereço, telefone e e-mail) do
Coordenador e responsável pela pesquisa, que se encontram identificados tanto no TCLE,
como no Termo de Assentimento. Seus dados foram utilizados somente para finalidade
científica e o anonimato quanto à identidade foi resguardado.
As participantes desta pesquisa foram informadas quanto aos possíveis riscos e
benefícios que poderiam ocorrer durante a realização da pesquisa. Quanto aos riscos o único
desconforto aconteceu com poucas puérperas que por insuficiência de leite ou ser primípara,
tiveram dificuldades durante a extração do leite. Quando isto aconteceu a mãe foi orientada a
fazer massagens nas mamas para facilitar a descida do leite. Na MDER as puérperas que
apresentaram esta dificuldade foram orientadas por nutricionista do banco de leite. Nos
municípios de Oeiras e Uruçuí as puérperas, além da orientação de massageamento das
mamas, contaram também com orientação e apoio dos Agentes Comunitários de Saúde
(ACS). Quanto aos benefícios, foram informadas que a realização da pesquisa trará ganhos
importantes para o conhecimento científico, para a gestão e profissionais do sistema de saúde,
pela oportunidade de agregar conhecimento científico no que se refere à contaminação do
leite materno pelo agrotóxico glifosato que possibilitará a tomada de decisões.
35
Dos três estabelecimentos de saúde onde a coleta de dados foi aplicada, A MDER foi
o único a possuir comitê de ética em pesquisa (CEP). Em vista disso, além da autorização
institucional expedida por seu diretor, a documentação relativa a esta pesquisa foi submetida
ao CEP do referido estabelecimento que emitiu parecer de aprovação.
Face ao limitado tempo de aplicação da pesquisa de campo, as dificuldades
enfrentadas na extração de leite da maioria das puérperas internadas na MDER e ao tamanho
da amostra, a pesquisa foi submetida também ao comitê de ética em pesquisa da Fundação
Municipal de Saúde de Teresina (FMS), que também emitiu documento de aprovação através
de Memorando CEP/FMS 61/2016 para que a pesquisa de campo fosse descentralizada para
as equipes de saúde da família (ESF) de Teresina de forma complementar para aquelas que
tiveram parto na MDER e ainda se encontravam no período puerperal (REZENDE, 2005).
Para isto obteve-se os endereços das puérperas nas declarações de nascidos vivos (DNV)
junto à MDER.
Nos demais estabelecimentos de pesquisa, a autorização institucional foi suficiente,
sendo feito apenas contatos prévios à pesquisa de campo.
35
Dos três estabelecimentos de saúde onde a coleta de dados foi aplicada, A MDER foi
o único a possuir comitê de ética em pesquisa (CEP). Em vista disso, além da autorização
institucional expedida por seu diretor, a documentação relativa a esta pesquisa foi submetida
ao CEP do referido estabelecimento que emitiu parecer de aprovação.
Face ao limitado tempo de aplicação da pesquisa de campo, as dificuldades
enfrentadas na extração de leite da maioria das puérperas internadas na MDER e ao tamanho
da amostra, a pesquisa foi submetida também ao comitê de ética em pesquisa da Fundação
Municipal de Saúde de Teresina (FMS), que também emitiu documento de aprovação através
de Memorando CEP/FMS 61/2016 para que a pesquisa de campo fosse descentralizada para
as equipes de saúde da família (ESF) de Teresina de forma complementar para aquelas que
tiveram parto na MDER e ainda se encontravam no período puerperal (REZENDE, 2005).
Para isto obteve-se os endereços das puérperas nas declarações de nascidos vivos (DNV)
junto à MDER.
Nos demais estabelecimentos de pesquisa, a autorização institucional foi suficiente,
sendo feito apenas contatos prévios à pesquisa de campo.
36
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
5.1 ANÁLISE CROMATOGRÁFICA DAS SOLUÇÕES PADRÃO DE GLIFOSATO,
AMPA e FMOC
O glifosato é um agrotóxico derivado da glicina, assim como seu derivado AMPA,
apesar de abolido seu uso em diversos países, o Brasil ainda o utiliza, sendo uma das
principais fontes de intoxicação humana no meio rural (CURWIN et al., 2007). A maioria dos
estudos para a detecção de ambas as substâncias químicas em alimentos, água e líquidos
corporais humanos por cromatografia líquida (particularmente acoplada ao espectrômetro de
massas) (TUSH, LOFTIN, MEYER, 2013; BOTERO-COY et al., 2013) utilizam soluções
tampões para evitar estas dissociações, evitando assim análise falso negativa em sua detecção.
A estrutura química do glifosato é iônica devido ao grupamento fosfato de fácil dissociação e
por não possuir componentes químicos capazes de absorver radiação ultravioleta (cromóforo)
em comprimentos de onda acima de 210 nm sua detecção por cromatografia líquida acoplada
a detectores que utilizam a radiação ultravioleta é inviável.
Grupos protetores são empregados nas mais diversas reações químicas a fim de
proteger grupos funcionais em diferentes etapas de uma síntese orgânica como a empregada
na produção de fármacos. São versáteis e muito utilizados também a cromatografia para a
derivatização de substâncias instáveis e de difícil detecção. Agentes como Bsfta (N,OBis(trimetilsilil)-trifluoroacetamida) e Tmsc (cloreto de rimetilsilano) (NGIM, et al., 2011)
são amplamente empregados em cromatografia gasosa para tornar moléculas menos polares e
mais voláteis, enquanto que grupos derivatizantes como FMOC tornam moléculas orgânicas
mais estáveis e adicionam o grupo cromóforo a grupos aminos através de reação de
substituição de hidrogênio do grupo amino por grupamento fluorenilmetil metoxicarbonila
(KHROLENKO; WIECZOREK, 2005).
As soluções padrões de glifosato e AMPA foram analisadas por CLAE acoplada a
detector de radiação ultravioleta com arranjo de fotodiodos, através de gradiente exploratório
tendo como solvente A, tampão fosfato 100 mM com pH 10, e o solvente B sendo acetonitrila
nas seguintes proporções: 5% de B por 3 minutos, seguidos de um gradiente linear por 60
minutos até atingir 100 % B, sendo esta proporção mantida por 15 minutos, perfazendo um
total de 78 minutos de análise cromatográfica, em comprimento de onda de 263 nm na coluna
Zorbax® SB-CN 5μm 100A 150 x 4,6mm da Agilent, como mostra a Figura 2.
36
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
5.1 ANÁLISE CROMATOGRÁFICA DAS SOLUÇÕES PADRÃO DE GLIFOSATO,
AMPA e FMOC
O glifosato é um agrotóxico derivado da glicina, assim como seu derivado AMPA,
apesar de abolido seu uso em diversos países, o Brasil ainda o utiliza, sendo uma das
principais fontes de intoxicação humana no meio rural (CURWIN et al., 2007). A maioria dos
estudos para a detecção de ambas as substâncias químicas em alimentos, água e líquidos
corporais humanos por cromatografia líquida (particularmente acoplada ao espectrômetro de
massas) (TUSH, LOFTIN, MEYER, 2013; BOTERO-COY et al., 2013) utilizam soluções
tampões para evitar estas dissociações, evitando assim análise falso negativa em sua detecção.
A estrutura química do glifosato é iônica devido ao grupamento fosfato de fácil dissociação e
por não possuir componentes químicos capazes de absorver radiação ultravioleta (cromóforo)
em comprimentos de onda acima de 210 nm sua detecção por cromatografia líquida acoplada
a detectores que utilizam a radiação ultravioleta é inviável.
Grupos protetores são empregados nas mais diversas reações químicas a fim de
proteger grupos funcionais em diferentes etapas de uma síntese orgânica como a empregada
na produção de fármacos. São versáteis e muito utilizados também a cromatografia para a
derivatização de substâncias instáveis e de difícil detecção. Agentes como Bsfta (N,OBis(trimetilsilil)-trifluoroacetamida) e Tmsc (cloreto de rimetilsilano) (NGIM, et al., 2011)
são amplamente empregados em cromatografia gasosa para tornar moléculas menos polares e
mais voláteis, enquanto que grupos derivatizantes como FMOC tornam moléculas orgânicas
mais estáveis e adicionam o grupo cromóforo a grupos aminos através de reação de
substituição de hidrogênio do grupo amino por grupamento fluorenilmetil metoxicarbonila
(KHROLENKO; WIECZOREK, 2005).
As soluções padrões de glifosato e AMPA foram analisadas por CLAE acoplada a
detector de radiação ultravioleta com arranjo de fotodiodos, através de gradiente exploratório
tendo como solvente A, tampão fosfato 100 mM com pH 10, e o solvente B sendo acetonitrila
nas seguintes proporções: 5% de B por 3 minutos, seguidos de um gradiente linear por 60
minutos até atingir 100 % B, sendo esta proporção mantida por 15 minutos, perfazendo um
total de 78 minutos de análise cromatográfica, em comprimento de onda de 263 nm na coluna
Zorbax® SB-CN 5μm 100A 150 x 4,6mm da Agilent, como mostra a Figura 2.
37
mAU
1.314
1.4
1.3
Solução padrão de
Glifosato 1 mg.mL-1
1.2
1.1
1.0
0.9
0.8
0.7
0.6
0.5
0.4
0.3
0.2
0.1
0.0
-0.1
-0.2
-0.3
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
15.0
17.5
20.0
min
mAU
1.3
Solução padrão de
AMPA 1 mg.mL-1
1.2
1.1
1.0
0.9
0.8
0.7
0.6
0.5
0.4
0.3
0.2
0.1
0.0
-0.1
-0.2
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
15.0
17.5
min
FIGURA 2 - CROMATOGRAMA OBTIDO DA ANÁLISE DAS SOLUÇÕES PADRÃO DO GLIFOSATO E
AMPA (1mg.mL-1). MÉTODO EXPLORATÓRIO, DETECÇÃO 263 nm.
FONTE: O Autor (2017)
Observou-se nos cromatogramas que tanto o glifosato quanto o AMPA não
apresentaram picos cromatográficos, pois os mesmos não possuem cromóforos na região
ultravioleta, bem como no comprimento de onda selecionado (263 nm).
Entretanto o FMOC possui grupo funcional aromático conjugado ao grupo carbonila
absorvendo radiação ultravioleta, sendo possível observar pico cromatográfico em 25,6
minutos e espectro de UV característico para moléculas como fluorenilmetil metoxicarbonila
Figura 3.
37
mAU
1.314
1.4
1.3
Solução padrão de
Glifosato 1 mg.mL-1
1.2
1.1
1.0
0.9
0.8
0.7
0.6
0.5
0.4
0.3
0.2
0.1
0.0
-0.1
-0.2
-0.3
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
15.0
17.5
20.0
min
mAU
1.3
Solução padrão de
AMPA 1 mg.mL-1
1.2
1.1
1.0
0.9
0.8
0.7
0.6
0.5
0.4
0.3
0.2
0.1
0.0
-0.1
-0.2
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
15.0
17.5
min
FIGURA 2 - CROMATOGRAMA OBTIDO DA ANÁLISE DAS SOLUÇÕES PADRÃO DO GLIFOSATO E
AMPA (1mg.mL-1). MÉTODO EXPLORATÓRIO, DETECÇÃO 263 nm.
FONTE: O Autor (2017)
Observou-se nos cromatogramas que tanto o glifosato quanto o AMPA não
apresentaram picos cromatográficos, pois os mesmos não possuem cromóforos na região
ultravioleta, bem como no comprimento de onda selecionado (263 nm).
Entretanto o FMOC possui grupo funcional aromático conjugado ao grupo carbonila
absorvendo radiação ultravioleta, sendo possível observar pico cromatográfico em 25,6
minutos e espectro de UV característico para moléculas como fluorenilmetil metoxicarbonila
Figura 3.
38
25.655
mAU
2750
mAU
110
2500
O
100
2250
C l
90
O
80
2000
263
70
60
1750
50
297
40
1500
30
20
F M O C
10
1250
0
1000
225.0
250.0
275.0
300.0
325.0
350.0
375.0
nm
750
500
250
0
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
15.0
17.5
20.0
22.5
25.0
27.5
30.0
32.5
min
FIGURA 3 - CROMATOGRAMA OBTIDO DA ANÁLISE DAS SOLUÇÕES PADRÃO DE FMOC EM
(1mg. mL-1). MÉTODO EXPLORATÓRIO, DETECÇÃO 263 nm.
FONTE: O Autor (2017)
A reação de derivatização do glifosato com FMOC foi realizada com o tampão
borato e excesso de FMOC, a fim de garantir o bom andamento reacional e para a obtenção de
produto derivatizado que foi utilizado para a construção da curva de calibração.
Como descrito anteriormente na Figura 2, o glifosato e o AMPA não possuem
cromóforo, portanto não estão presentes no cromatograma obtido no comprimento de onda de
263 nm. Ao obter reação efetiva do produto, conforme Figura 4, o cromatograma apresentou
detecção em pico cromatográfico no comprimento de onda de 263 nm, uma vez que o FMOC
foi incorporado à molécula do glifosato e a diferenciação aconteceu entre a molécula de
FMOC (Figura 3), e o complexo glifosato-FMOC se deu pela alteração da polaridade e
consequentemente seu tempo de retenção no cromatograma.
38
25.655
mAU
2750
mAU
110
2500
O
100
2250
C l
90
O
80
2000
263
70
60
1750
50
297
40
1500
30
20
F M O C
10
1250
0
1000
225.0
250.0
275.0
300.0
325.0
350.0
375.0
nm
750
500
250
0
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
15.0
17.5
20.0
22.5
25.0
27.5
30.0
32.5
min
FIGURA 3 - CROMATOGRAMA OBTIDO DA ANÁLISE DAS SOLUÇÕES PADRÃO DE FMOC EM
(1mg. mL-1). MÉTODO EXPLORATÓRIO, DETECÇÃO 263 nm.
FONTE: O Autor (2017)
A reação de derivatização do glifosato com FMOC foi realizada com o tampão
borato e excesso de FMOC, a fim de garantir o bom andamento reacional e para a obtenção de
produto derivatizado que foi utilizado para a construção da curva de calibração.
Como descrito anteriormente na Figura 2, o glifosato e o AMPA não possuem
cromóforo, portanto não estão presentes no cromatograma obtido no comprimento de onda de
263 nm. Ao obter reação efetiva do produto, conforme Figura 4, o cromatograma apresentou
detecção em pico cromatográfico no comprimento de onda de 263 nm, uma vez que o FMOC
foi incorporado à molécula do glifosato e a diferenciação aconteceu entre a molécula de
FMOC (Figura 3), e o complexo glifosato-FMOC se deu pela alteração da polaridade e
consequentemente seu tempo de retenção no cromatograma.
39
O
Cl
O
O
O
O
H
P
N
O
OH
- HCl
O
+
HO
HO
N
OH
O
GLIFOSATO
P
FMOC
FMOC
HO OH
GLIFOSATO
Cromóforo
O
O
O
HO P
HO
O
N
OH
GLIFOSATO -FMOC
FIGURA 4 - REAÇÃO QUÍMICA ENTRE GLIFOSADO E FMOC, COM FORMAÇÃO DO COMPOLEXO
GLIFOSATO-FMOC COM INDICAÇÃO DO CROMÓFORO.
FONTE: CATRINCK (2014)
A Figura 5 mostra o cromatograma do produto obtido da fração aquosa da reação de
derivatização, onde o pico cromatográfico em 14,1 minutos não aconteceu nos cromatogramas
da Figura 2. A Figura 5 mostra ainda a presença de outro pico cromatográfico relevante em 27
minutos, referente ao FMOC que foi utilizado em excesso na reação. Com isto ficou
demostrado que a reação foi efetiva com a produção do complexo glifosato-FMOC.
39
O
Cl
O
O
O
O
H
P
N
O
OH
- HCl
O
+
HO
HO
N
OH
O
GLIFOSATO
P
FMOC
FMOC
HO OH
GLIFOSATO
Cromóforo
O
O
O
HO P
HO
O
N
OH
GLIFOSATO -FMOC
FIGURA 4 - REAÇÃO QUÍMICA ENTRE GLIFOSADO E FMOC, COM FORMAÇÃO DO COMPOLEXO
GLIFOSATO-FMOC COM INDICAÇÃO DO CROMÓFORO.
FONTE: CATRINCK (2014)
A Figura 5 mostra o cromatograma do produto obtido da fração aquosa da reação de
derivatização, onde o pico cromatográfico em 14,1 minutos não aconteceu nos cromatogramas
da Figura 2. A Figura 5 mostra ainda a presença de outro pico cromatográfico relevante em 27
minutos, referente ao FMOC que foi utilizado em excesso na reação. Com isto ficou
demostrado que a reação foi efetiva com a produção do complexo glifosato-FMOC.
40
400
27.186
mAU
mAU
110
O
C l
100
350
O
90
80
263
70
300
60
50
297
40
250
30
20
F M O C
10
200
0
225.0
250.0
275.0
300.0
325.0
350.0
375.0
nm
150
50
H
OP
H
O
O
O
N
14.147
100
O
O
O
H
0
-50
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
15.0
17.5
20.0
22.5
25.0
min
FIGURA 5 - CROMATOGRAMA DO PRODUTO OBTIDO DA FRAÇÃO AQUOSA DA
REAÇÃO DE DERIVATIZAÇÃO.
FONTE: O Autor (2017)
Observou-se ainda uma boa separação entre dois picos cromatográficos e para a
obtenção de um complexo com maior grau de pureza, foi realizada uma separação utilizando
extração de fase sólida com cartucho com octadecil (C18 Chromabond®) retirando assim as
impurezas do complexo que foi utilizado para a construção da curva de calibração utilizada
para determinar a quantidade de glifosato nas amostras de leite materno.
Para isto as soluções produzidas a partir das soluções estoque do produto da reação
na faixa de concentração de 15 a 90 mg.L-1 para a construção de curvas analíticas de seis
concentrações diferentes pelo método dos mínimos quadrados. Considera-se que um método é
linear cujos resultados são diretamente proporcionais à concentração do analito, respeitando a
Lei de Lambert-Beer (SKOOG; HOLLER; CROUCH, 2009). A Figura 6 mostra a curva
obtida através das análises em triplicatas das seis concentrações, enquanto que a Tabela 1
mostra os parâmetros estatísticos obtidos a partir das análises feitas em cromatógrafo líquido
em triplicata para cada solução de análise.
40
400
27.186
mAU
mAU
110
O
C l
100
350
O
90
80
263
70
300
60
50
297
40
250
30
20
F M O C
10
200
0
225.0
250.0
275.0
300.0
325.0
350.0
375.0
nm
150
50
H
OP
H
O
O
O
N
14.147
100
O
O
O
H
0
-50
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
15.0
17.5
20.0
22.5
25.0
min
FIGURA 5 - CROMATOGRAMA DO PRODUTO OBTIDO DA FRAÇÃO AQUOSA DA
REAÇÃO DE DERIVATIZAÇÃO.
FONTE: O Autor (2017)
Observou-se ainda uma boa separação entre dois picos cromatográficos e para a
obtenção de um complexo com maior grau de pureza, foi realizada uma separação utilizando
extração de fase sólida com cartucho com octadecil (C18 Chromabond®) retirando assim as
impurezas do complexo que foi utilizado para a construção da curva de calibração utilizada
para determinar a quantidade de glifosato nas amostras de leite materno.
Para isto as soluções produzidas a partir das soluções estoque do produto da reação
na faixa de concentração de 15 a 90 mg.L-1 para a construção de curvas analíticas de seis
concentrações diferentes pelo método dos mínimos quadrados. Considera-se que um método é
linear cujos resultados são diretamente proporcionais à concentração do analito, respeitando a
Lei de Lambert-Beer (SKOOG; HOLLER; CROUCH, 2009). A Figura 6 mostra a curva
obtida através das análises em triplicatas das seis concentrações, enquanto que a Tabela 1
mostra os parâmetros estatísticos obtidos a partir das análises feitas em cromatógrafo líquido
em triplicata para cada solução de análise.
41
FIGURA 6 - CURVA DE CALIBRAÇÃO DO PADRÃO FMOC-Cl OBTIDO COM CLEAN UP DA
FRAÇÃO AQUOSA DA REAÇÃO DE DERIVATIZAÇÃO DO GLIFOSADO ATRAVÉS DAS
ANÁLISES EM TRIPLICATAS DAS SEIS CONCENTRAÇÕES.
FONTE: O Autor (2017)
TABELA 1 ANÁLISE ESTATÍSTICA DOS RESULTADOS DAS CURVAS ANALÍTICAS DO COMPLEXO
GLIFOSATO E CLOROFORMATO DE 9 FLUORENILMETILA (GLIFOSATO-FMOC).
Concentração
Média das
DP
CV(%)
(µg.mL-1)
Áreas (n=3)
15
12893,0
615,15
4,77
30
27225,0
1643,60
6,03
45
40653,3
400,83
0,98
60
55976,3
1803,76
3,22
75
68123,3
2731,74
4,01
90
81727,0
2631,01
3,21
FONTE: O Autor (2017)
LEGENDA: CV – Coeficiente de Variação; DP – Desvio Padrão.
Considera-se um método linear, aquele que gera resultados diretamente
proporcionais à concentração da substância analisada, a linearidade deve ser avaliada com no
mínimo cinco concentrações diferentes e o critério mínimo aceitável do coeficiente de
correlação (r) deve ser igual a 0,99 (BRASIL, 2003). A Tabela 2 mostra os dados obtidos na
regressão linear que demostrou o coeficiente de correlação (r) igual a 0,9993 demostrando que
o método é linear (BRASIL, 2003).
41
FIGURA 6 - CURVA DE CALIBRAÇÃO DO PADRÃO FMOC-Cl OBTIDO COM CLEAN UP DA
FRAÇÃO AQUOSA DA REAÇÃO DE DERIVATIZAÇÃO DO GLIFOSADO ATRAVÉS DAS
ANÁLISES EM TRIPLICATAS DAS SEIS CONCENTRAÇÕES.
FONTE: O Autor (2017)
TABELA 1 ANÁLISE ESTATÍSTICA DOS RESULTADOS DAS CURVAS ANALÍTICAS DO COMPLEXO
GLIFOSATO E CLOROFORMATO DE 9 FLUORENILMETILA (GLIFOSATO-FMOC).
Concentração
Média das
DP
CV(%)
(µg.mL-1)
Áreas (n=3)
15
12893,0
615,15
4,77
30
27225,0
1643,60
6,03
45
40653,3
400,83
0,98
60
55976,3
1803,76
3,22
75
68123,3
2731,74
4,01
90
81727,0
2631,01
3,21
FONTE: O Autor (2017)
LEGENDA: CV – Coeficiente de Variação; DP – Desvio Padrão.
Considera-se um método linear, aquele que gera resultados diretamente
proporcionais à concentração da substância analisada, a linearidade deve ser avaliada com no
mínimo cinco concentrações diferentes e o critério mínimo aceitável do coeficiente de
correlação (r) deve ser igual a 0,99 (BRASIL, 2003). A Tabela 2 mostra os dados obtidos na
regressão linear que demostrou o coeficiente de correlação (r) igual a 0,9993 demostrando que
o método é linear (BRASIL, 2003).
42
TABELA 2 DADOS DA LINEARIDADE POR CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA
(CLAE) ACOPLADA A DETECTOR COM ARRANJO DE FOTODIODO.
PARÂMETROS
Glifosato-FMOC
Equação da regressão linear263
y=0,00027x-0,00131
λ(nm) da curva analítica
Inclinação (a)
918,48
Intercepto (b)
-453,13
Coeficiente de correlação (r)
0,9993
FONTE: O Autor (2017)
Durante
o
desenvolvimento
do
método
de
quantificação
do
ácido
aminometilfosfônico (AMPA) e análise das amostras derivatizadas, os métodos desenvolvidos
mostraram-se bastante prejudiciais tanto às colunas cromatográficas utilizadas, quanto ao
equipamento, fatos não constados na fase de detecção e construção da curva de calibração do
glifosato. O desgaste se deu principalmente na fase estacionária das colunas por causa do alto
valor de pH da fase móvel (pH > 10 ± 0,1) e pela característica da amostra, uma matriz
complexa com diversos tipos de substâncias, particularmente aminoácidos e proteínas. Santos
Neto (2009) relata que soluções tampão podem gerar problemas de corrosão, abrasão,
cristalização e até mesmo o crescimento de microorganismos em sistemas de cromatografia
líquida. A coluna que vinha sendo utilizada não apresentou mais reprodutibilidade
cromatográfica e por isso foi necessária a troca da mesma por outra existente na UFPI do tipo
Kinetex 5μm EVO C18 100A 250 x 4,6mm, onde foi feito toda análise de leite materno
derivatizado. Tal substituição impossibilitou a quantificação das amostras do estudo, face a
construção da curva de calibração ter sido feita na primeira coluna do tipo C18 Zorbax SB-CN
5μm 100A 150 x 4,6mm.
O tampão referendado tanto pela Farmacopeia Brasileira, quanto por Olívio et al
(2015) precipitou em diversos momentos durante as análises das amostras e como o tampão
preparado necessitava de ajustes com hidróxido de potássio 6 M e esse ajuste não foi
uniforme, ocorreram alterações significativas dos tempos de retenção das substâncias de
interesse (glifosato-FMOC e AMPA-FMOC), tornando os métodos empregados não
reprodutíveis durante a análise das amostras, mesmo na nova coluna, o que inviabilizou a
quantificação destas substâncias, mas não a sua detecção.
Antes dos problemas técnicos, tanto as soluções padrões de glifosato-FMOC, como
AMPA-FMOC foram analisados, observando-se que a coluna C18 (ambos a 1 mg.mL-1) e seus
42
TABELA 2 DADOS DA LINEARIDADE POR CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA
(CLAE) ACOPLADA A DETECTOR COM ARRANJO DE FOTODIODO.
PARÂMETROS
Glifosato-FMOC
Equação da regressão linear263
y=0,00027x-0,00131
λ(nm) da curva analítica
Inclinação (a)
918,48
Intercepto (b)
-453,13
Coeficiente de correlação (r)
0,9993
FONTE: O Autor (2017)
Durante
o
desenvolvimento
do
método
de
quantificação
do
ácido
aminometilfosfônico (AMPA) e análise das amostras derivatizadas, os métodos desenvolvidos
mostraram-se bastante prejudiciais tanto às colunas cromatográficas utilizadas, quanto ao
equipamento, fatos não constados na fase de detecção e construção da curva de calibração do
glifosato. O desgaste se deu principalmente na fase estacionária das colunas por causa do alto
valor de pH da fase móvel (pH > 10 ± 0,1) e pela característica da amostra, uma matriz
complexa com diversos tipos de substâncias, particularmente aminoácidos e proteínas. Santos
Neto (2009) relata que soluções tampão podem gerar problemas de corrosão, abrasão,
cristalização e até mesmo o crescimento de microorganismos em sistemas de cromatografia
líquida. A coluna que vinha sendo utilizada não apresentou mais reprodutibilidade
cromatográfica e por isso foi necessária a troca da mesma por outra existente na UFPI do tipo
Kinetex 5μm EVO C18 100A 250 x 4,6mm, onde foi feito toda análise de leite materno
derivatizado. Tal substituição impossibilitou a quantificação das amostras do estudo, face a
construção da curva de calibração ter sido feita na primeira coluna do tipo C18 Zorbax SB-CN
5μm 100A 150 x 4,6mm.
O tampão referendado tanto pela Farmacopeia Brasileira, quanto por Olívio et al
(2015) precipitou em diversos momentos durante as análises das amostras e como o tampão
preparado necessitava de ajustes com hidróxido de potássio 6 M e esse ajuste não foi
uniforme, ocorreram alterações significativas dos tempos de retenção das substâncias de
interesse (glifosato-FMOC e AMPA-FMOC), tornando os métodos empregados não
reprodutíveis durante a análise das amostras, mesmo na nova coluna, o que inviabilizou a
quantificação destas substâncias, mas não a sua detecção.
Antes dos problemas técnicos, tanto as soluções padrões de glifosato-FMOC, como
AMPA-FMOC foram analisados, observando-se que a coluna C18 (ambos a 1 mg.mL-1) e seus
43
cromatogramas apresentaram boa resolução de análise, o que possibilitou identificar ambos os
padrões que apresentaram tempos de retenção diferente ao mostrado na Figura 5 (p. 39). A
Figura 7 mostra o cromatograma do produto obtido da fração aquosa da reação de
derivatização, onde o pico cromatográfico em 4,8 minutos no método isocrático a 10% de B
foi determinado como sendo do glifosato-FMOC (Figura 7A) e o pico cromatográfico em 6,5
minutos (Figura 7B) foi determinado como sendo do AMPA-FMOC pelo mesmo método a
20% de B, ambos na coluna C18 Kinetex 5μm EVO C18 100A 250 x 4,6mm. A Figura 7
demostra os dois cromatogramas obtidos das análises do glifosato-FMOC e AMPA-FMOC.
mAU
A
7
6
5
263
7
207
mAU
8
4
6
298
3
2
1
5
0
200
250
300
350
400
nm
4
4,8
3
O
2
O
O
P
N
H O
1
O H
H O
G lifo s a to
0
-1
0.0
1.0
2.0
3.0
4.0
5.0
6.0
7.0
min
mAU
27.5
B
22.5
6,5
207
mAU
25.0
60
50
263
40
30
20.0
297
20
10
17.5
0
200
15.0
250
300
350
nm
12.5
10.0
7.5
O
O
5.0
P
N H
H O
H O
2.5
A M P A
0.0
-2.5
-5.0
0.0
1.0
2.0
3.0
4.0
5.0
6.0
7.0
8.0
9.0
10.0
11.0
12.0 min
FIGURA 7 - CROMATOGRAMAS DO GLIFOSATO-FMOC (A) E AMPA-FMOC (B) DA FRAÇÃO
AQUOSA DA REAÇÃO DE DERIVATIZAÇÃO.
FONTE: O Autor (2017)
43
cromatogramas apresentaram boa resolução de análise, o que possibilitou identificar ambos os
padrões que apresentaram tempos de retenção diferente ao mostrado na Figura 5 (p. 39). A
Figura 7 mostra o cromatograma do produto obtido da fração aquosa da reação de
derivatização, onde o pico cromatográfico em 4,8 minutos no método isocrático a 10% de B
foi determinado como sendo do glifosato-FMOC (Figura 7A) e o pico cromatográfico em 6,5
minutos (Figura 7B) foi determinado como sendo do AMPA-FMOC pelo mesmo método a
20% de B, ambos na coluna C18 Kinetex 5μm EVO C18 100A 250 x 4,6mm. A Figura 7
demostra os dois cromatogramas obtidos das análises do glifosato-FMOC e AMPA-FMOC.
mAU
A
7
6
5
263
7
207
mAU
8
4
6
298
3
2
1
5
0
200
250
300
350
400
nm
4
4,8
3
O
2
O
O
P
N
H O
1
O H
H O
G lifo s a to
0
-1
0.0
1.0
2.0
3.0
4.0
5.0
6.0
7.0
min
mAU
27.5
B
22.5
6,5
207
mAU
25.0
60
50
263
40
30
20.0
297
20
10
17.5
0
200
15.0
250
300
350
nm
12.5
10.0
7.5
O
O
5.0
P
N H
H O
H O
2.5
A M P A
0.0
-2.5
-5.0
0.0
1.0
2.0
3.0
4.0
5.0
6.0
7.0
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9.0
10.0
11.0
12.0 min
FIGURA 7 - CROMATOGRAMAS DO GLIFOSATO-FMOC (A) E AMPA-FMOC (B) DA FRAÇÃO
AQUOSA DA REAÇÃO DE DERIVATIZAÇÃO.
FONTE: O Autor (2017)
44
A Tabela 3 indica quais amostras derivatizadas foram analisadas para detecção de
Glifosato-FMOC e AMPA-FMOC.
TABELA 3 AMOSTRAS DE LEITE MATERNO DERIVATIZADAS E ANALISADAS PARA DETECÇÃO
DE GLIFOSATO-FMOC E AMPA-FMOC RELATIVAS AOS ESTABELECIMENTOS DE
SAÚDE DE OEIRAS E URUÇUÍ, PIAUÍ.
Amostras
Estabelecimento HRDC
Glifosato-FMOC
AMPA-FMOC
Estabelecimento HRDA
Glifosato-FMOC
AMPA-FMOC
+
+
+
LM-01
Nd
+
Nd
LM-02
Na
Na
+
LM-03
Na
Na
+
LM-04
Na
Na
+
LM-05
Na
Na
+
LM-06
Nd
Nd
Nd
LM-07
Na
+
Na
LM-08
Na
Na
Na
LM-09
Nd
Nd
+
LM-10
Na
Na
Na
LM-11
Na
Na
Nd
LM-13
+
Nd
Na
LM-14
+
+
Na
LM-16
Nd
Nd
Na
LM-17
Nd
Nd
Na
LM-19
Nd
Na
Na
LM-21
Nd
Nd
Na
LM-22
Nd
Nd
Na
LM-23
Nd
+
Na
LM-25
FONTE: O Autor (2017)
LEGENDA: (LM) Leite Materno; (+) Presente; (Na) Não analisado; (Nd) Não detectado.
Na
Nd
+
+
+
+
+
+
+
+
+
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Para o andamento das análises em condições adversas, verificou-se que o número de
puérperas que trabalharam ou manejaram objetos com presença de agrotóxicos era maior na
cidade de Uruçuí e menor na cidade de Oeiras. Com um número reduzido de amostras vindas
destes dois locais de coleta, optou-se por estas para ser priorizadas e selecionadas
aleatoriamente tanto para o processo de derivatização, quanto para a análise por CLAE-DAD.
Foram realizadas 25(62,5%) análises das 40 amostras coletadas nos dois municípios,
tendo sido detectado 16 amostras (64%) contaminadas por glifosato, por AMPA ou pelas duas
substâncias. Das 13 (48,1%) amostras analisadas referentes às puérperas do município de
Oeiras, foi detectado contaminação por uma ou pelas duas substâncias em 6 (46,1%)
amostras. Das 12 (92,3%) amostras analisadas do município de Uruçuí, 10 (83,4%)
apresentaram contaminação por uma ou pelas duas substâncias. Todas as amostras foram
analisadas em triplicatas, conforme cromatogramas demonstrados nas Figuras 8 e 9 relativas
44
A Tabela 3 indica quais amostras derivatizadas foram analisadas para detecção de
Glifosato-FMOC e AMPA-FMOC.
TABELA 3 AMOSTRAS DE LEITE MATERNO DERIVATIZADAS E ANALISADAS PARA DETECÇÃO
DE GLIFOSATO-FMOC E AMPA-FMOC RELATIVAS AOS ESTABELECIMENTOS DE
SAÚDE DE OEIRAS E URUÇUÍ, PIAUÍ.
Amostras
Estabelecimento HRDC
Glifosato-FMOC
AMPA-FMOC
Estabelecimento HRDA
Glifosato-FMOC
AMPA-FMOC
+
+
+
LM-01
Nd
+
Nd
LM-02
Na
Na
+
LM-03
Na
Na
+
LM-04
Na
Na
+
LM-05
Na
Na
+
LM-06
Nd
Nd
Nd
LM-07
Na
+
Na
LM-08
Na
Na
Na
LM-09
Nd
Nd
+
LM-10
Na
Na
Na
LM-11
Na
Na
Nd
LM-13
+
Nd
Na
LM-14
+
+
Na
LM-16
Nd
Nd
Na
LM-17
Nd
Nd
Na
LM-19
Nd
Na
Na
LM-21
Nd
Nd
Na
LM-22
Nd
Nd
Na
LM-23
Nd
+
Na
LM-25
FONTE: O Autor (2017)
LEGENDA: (LM) Leite Materno; (+) Presente; (Na) Não analisado; (Nd) Não detectado.
Na
Nd
+
+
+
+
+
+
+
+
+
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Para o andamento das análises em condições adversas, verificou-se que o número de
puérperas que trabalharam ou manejaram objetos com presença de agrotóxicos era maior na
cidade de Uruçuí e menor na cidade de Oeiras. Com um número reduzido de amostras vindas
destes dois locais de coleta, optou-se por estas para ser priorizadas e selecionadas
aleatoriamente tanto para o processo de derivatização, quanto para a análise por CLAE-DAD.
Foram realizadas 25(62,5%) análises das 40 amostras coletadas nos dois municípios,
tendo sido detectado 16 amostras (64%) contaminadas por glifosato, por AMPA ou pelas duas
substâncias. Das 13 (48,1%) amostras analisadas referentes às puérperas do município de
Oeiras, foi detectado contaminação por uma ou pelas duas substâncias em 6 (46,1%)
amostras. Das 12 (92,3%) amostras analisadas do município de Uruçuí, 10 (83,4%)
apresentaram contaminação por uma ou pelas duas substâncias. Todas as amostras foram
analisadas em triplicatas, conforme cromatogramas demonstrados nas Figuras 8 e 9 relativas
45
às análises dos dois municípios, sendo que a Figura 8 apresenta os cromatogramas das
análises das amostras onde foi detectada a presença de glifosato-FMOC nas duas cidades,
enquanto que a Figura 9 apresenta os cromatogramas das amostras onde foi detectado o
AMPA-FMOC também nas duas cidades.
Das 27 amostras coletadas no município de Oeiras 11 foram analisadas tanto para
detecção de glifosato, como do AMPA, 1 foi analisada apenas para glifosato e 1 analisada
apenas para detecção do AMPA, houve perda de 7 amostras e outras 7 não foram analisadas.
No município de Uruçuí houve apenas uma perda e das 13 amostras coletadas, 7
foram analisadas tanto para detecção de glifosato, como do AMPA, 2 foram analisadas apenas
para detecção de glifosato e 3 foram analisadas apenas para detecção do AMPA.
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AMOSTRAS –OEIRAS (HOSPITAL REGIONAL DEOLINDO COUTO)
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11.0
AMOSTRAS –URUÇUÍ (HOSPITAL REGIONAL DIRCEU ARCOVERDE)
FIGURA 8 - CROMATOGRAMAS DAS AMOSTRAS DE LEITE MATERNO COLETADAS NOS
HOSPITAIS DEOLINDO COUTO (OEIRAS-PI) E DIRCEU ARCOVERDE (URUÇUÍ-PI)
DERIVATIZADAS COM FMOC E A INDICAÇÃO DO PICO
CROMATOGRÁFICO REFERENTE AO GLIFOSATO.
FONTE: O Autor (2017)
12.0
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às análises dos dois municípios, sendo que a Figura 8 apresenta os cromatogramas das
análises das amostras onde foi detectada a presença de glifosato-FMOC nas duas cidades,
enquanto que a Figura 9 apresenta os cromatogramas das amostras onde foi detectado o
AMPA-FMOC também nas duas cidades.
Das 27 amostras coletadas no município de Oeiras 11 foram analisadas tanto para
detecção de glifosato, como do AMPA, 1 foi analisada apenas para glifosato e 1 analisada
apenas para detecção do AMPA, houve perda de 7 amostras e outras 7 não foram analisadas.
No município de Uruçuí houve apenas uma perda e das 13 amostras coletadas, 7
foram analisadas tanto para detecção de glifosato, como do AMPA, 2 foram analisadas apenas
para detecção de glifosato e 3 foram analisadas apenas para detecção do AMPA.
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AMOSTRAS –OEIRAS (HOSPITAL REGIONAL DEOLINDO COUTO)
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AMOSTRAS –URUÇUÍ (HOSPITAL REGIONAL DIRCEU ARCOVERDE)
FIGURA 8 - CROMATOGRAMAS DAS AMOSTRAS DE LEITE MATERNO COLETADAS NOS
HOSPITAIS DEOLINDO COUTO (OEIRAS-PI) E DIRCEU ARCOVERDE (URUÇUÍ-PI)
DERIVATIZADAS COM FMOC E A INDICAÇÃO DO PICO
CROMATOGRÁFICO REFERENTE AO GLIFOSATO.
FONTE: O Autor (2017)
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AMOSTRAS –OEIRAS (HOSPITAL REGIONAL DEOLINDO COUTO)
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AMOSTRAS –URUÇUÍ (HOSPITAL REGIONAL DIRCEU ARCOVERDE)
FIGURA 9 - CROMATOGRAMAS DAS AMOSTRAS DE LEITE MATERNO COLETADAS NOS
HOSPITAIS DEOLINDO COUTO (OEIRAS-PI) E DIRCEU ARCOVERDE (URUÇUÍ-PI)
DERIVATIZADAS COM FMOC E A INDICAÇÃO DO PICO CROMATOGRÁFICO
REFERENTE AO AMPA.
FONTE: Autor (2017)
Devido à forma aleatória de seleção das amostras destes dois municípios, não foi
possível realizar análise das amostras de leite materno de puérperas que tiveram alguma forma
de contato com agrotóxico, mas ficou constatada a presença tanto de glifosato-FMOC, como
de AMPA-FMOC.
46
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9.447
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2.094
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5
5.831
4
5.0
5.0
5.422
3
-1
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
min
14.361
13.389
13.767
12.006
12.712
7.233
5.467
6.349
3.602
3.995
0.0
-2.5
4.767
14.361
13.389
13.767
12.006
12.712
7.233
5.467
4.767
3.602
3.995
2.5
0.0
6.349
0
1.700
7.833
3.184
11.730
2.5
1
1.700
2
-2.5
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
min
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
min
AMOSTRAS –OEIRAS (HOSPITAL REGIONAL DEOLINDO COUTO)
mAU
2.070
mAU
mAU
11
22.5
Hrda-LM-04
20.0
2.126
9
Hrda-LM-03
12
2.048
13
8
Hrda-LM-05
7
10
17.5
9
6
15.0
8
5
12.5
6
4
10.0
9.501
5.227
0
5.802
14.783
14.233
13.467
13.833
10.346
1
8.867
2
6.618
5.682
6.051
3.195
0.0
0.925
2.5
0.379
12.631
11.317
10.131
8.289
9.067
3.194
0
4.000
1
6.242
2
13.213
5.0
12.167
12.500
12.880
3
10.562
3
7.5
7.480
4
3.258
3.600
7.343
5
0.458
7
-1
-1
-2.5
-2
5.0
7.5
10.0
12.5
min
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
0.0
min
mAU
mAU
13
Hrda-LM-06
25.0
11
22.5
9
Hrda-LM-07
12
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
min
Hrda-LM-08
8
7.835
2.5
mAU
2.067
0.0
27.5
10
7
9
20.0
8
6
17.5
2.456
7
5
15.0
6
12.5
5
4
4
10.0
3
3
7.5
2
3.088
0
1
-1
0.0
2.0
3.0
4.0
5.0
6.0
7.0
8.0
9.0
10.0
min
0
0.0
2.5
14
2.058
12
Hrda-LM-09
11
5.0
7.5
10.0
12.5
min
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
min
mAU
mAU
2.078
1.0
2.099
0.0
-2
mAU
14.378
3.656
2.5
6.356
2
1
5.0
Hrda-LM-10
13
12
Hrda-LM-11
15.0
10
11
12.5
9
10
8
9
7
8
6
7
9.808
9.954
7.253
10.0
7.5
6
5
5
4
5.0
4
3
8.436
3.231
14.005
3.245
2.5
5.733
0
-1
-2
0.0
1
1.181
12.655
14.417
13.839
9.461
3.535
3.124
4.096
2
10.049
0
1.433
1
8.316
5.836
3
2
0.0
-1
-2.5
-2
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
min
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
min
0.0
2.5
5.0
7.5
10.0
12.5
min
AMOSTRAS –URUÇUÍ (HOSPITAL REGIONAL DIRCEU ARCOVERDE)
FIGURA 9 - CROMATOGRAMAS DAS AMOSTRAS DE LEITE MATERNO COLETADAS NOS
HOSPITAIS DEOLINDO COUTO (OEIRAS-PI) E DIRCEU ARCOVERDE (URUÇUÍ-PI)
DERIVATIZADAS COM FMOC E A INDICAÇÃO DO PICO CROMATOGRÁFICO
REFERENTE AO AMPA.
FONTE: Autor (2017)
Devido à forma aleatória de seleção das amostras destes dois municípios, não foi
possível realizar análise das amostras de leite materno de puérperas que tiveram alguma forma
de contato com agrotóxico, mas ficou constatada a presença tanto de glifosato-FMOC, como
de AMPA-FMOC.
47
No hospital Regional Deolindo Couto (Oeiras) apenas 6 das 13 amostras analisadas
apresentaram contaminação pelo agrotóxico glifosato ou seu derivado o AMPA, sendo que a
amostra LM-01 apresentou contaminação das duas substâncias. Já as amostras advindas do
Hospital Regional Dirceu Arcoverde (Uruçuí) apresentaram 10 amostras contaminadas por
uma ou pelas duas substâncias em estudo.
O caráter parcial dos achados assemelha-se a estudos no Brasil (PALMA,
2011) e outros países (BEDI et al, 2013; BERGKVIST et al., 2012; CROES et al., 2012;
FUJII et al., 2012; MANNETJE et al., 2013; ROJAS-AQUELLA, et al., 2013; SONG et. al.,
2013) apenas no que se refere à detecção da contaminação do leite materno por agrotóxicos,
impossibilitando comparativos quanto a limites mínimos e máximo de quantificação das
substâncias analisadas.
O AMPA por ser um derivado primário da degradação ou metabolismo do glifosato,
sua presença em leite materno demostra a degradação do glifosato pelo metabolismo de
plantas onde foi aplicado, particularmente na preservação do plantio da soja, podendo ainda
demonstrar a degradação microbiológica do glifosato em água contaminada resultante de
atividades econômicas desenvolvidas nas regiões de grandes áreas plantadas (PIAUÍ, 2013)
como a cidade como Uruçuí onde a área plantada de soja respondeu no ano de 2016 por
64,2% de toda área plantada do grupo de lavoura temporária (BRASIL, 2017a). O contrário
se esperava com as amostras provenientes de Oeiras por não ser área de cultivo agrícola
(PIAUÍ, 2013), o que evidencia que a contaminação se deu em outras atividades ou fontes
contaminantes (ABRASCO, 2015; LONDRES, 2011). Mesmo assim nos dois municípios se
constatou importante percentual de amostras contaminadas pelo glifosato ou AMPA,
coerentes com as atividades agrícolas nelas adotados.
Quanto ao município de Teresina, das 164 amostras coletadas 91(55,5%) referem-se
a puérperas residentes em Teresina e 73 amostras provenientes de puérperas residentes
73(44,5%) municípios do Piauí, alguns destes situados em região de importante atividade
econômica de cultivo de soja e outros produtos agrícolas, não sendo analisadas por pane
operacional durante a fase de análise.
A presença do glifosato no leite materno indica que deve ocorrer uma contaminação
direta por este agrotóxico ou que as quantidades utilizadas na atividade agrícola da região
pode ser tão elevada que o excesso não foi degradado pelo metabolismo das plantas ou
microbiológico (SCHUETTE, J., 1998), sugerindo novos estudos para quantificar o teor de
glifosato e AMPA em alimentos produzidos, bem com nos mananciais e locais de
fornecimento de água potável a população.
47
No hospital Regional Deolindo Couto (Oeiras) apenas 6 das 13 amostras analisadas
apresentaram contaminação pelo agrotóxico glifosato ou seu derivado o AMPA, sendo que a
amostra LM-01 apresentou contaminação das duas substâncias. Já as amostras advindas do
Hospital Regional Dirceu Arcoverde (Uruçuí) apresentaram 10 amostras contaminadas por
uma ou pelas duas substâncias em estudo.
O caráter parcial dos achados assemelha-se a estudos no Brasil (PALMA,
2011) e outros países (BEDI et al, 2013; BERGKVIST et al., 2012; CROES et al., 2012;
FUJII et al., 2012; MANNETJE et al., 2013; ROJAS-AQUELLA, et al., 2013; SONG et. al.,
2013) apenas no que se refere à detecção da contaminação do leite materno por agrotóxicos,
impossibilitando comparativos quanto a limites mínimos e máximo de quantificação das
substâncias analisadas.
O AMPA por ser um derivado primário da degradação ou metabolismo do glifosato,
sua presença em leite materno demostra a degradação do glifosato pelo metabolismo de
plantas onde foi aplicado, particularmente na preservação do plantio da soja, podendo ainda
demonstrar a degradação microbiológica do glifosato em água contaminada resultante de
atividades econômicas desenvolvidas nas regiões de grandes áreas plantadas (PIAUÍ, 2013)
como a cidade como Uruçuí onde a área plantada de soja respondeu no ano de 2016 por
64,2% de toda área plantada do grupo de lavoura temporária (BRASIL, 2017a). O contrário
se esperava com as amostras provenientes de Oeiras por não ser área de cultivo agrícola
(PIAUÍ, 2013), o que evidencia que a contaminação se deu em outras atividades ou fontes
contaminantes (ABRASCO, 2015; LONDRES, 2011). Mesmo assim nos dois municípios se
constatou importante percentual de amostras contaminadas pelo glifosato ou AMPA,
coerentes com as atividades agrícolas nelas adotados.
Quanto ao município de Teresina, das 164 amostras coletadas 91(55,5%) referem-se
a puérperas residentes em Teresina e 73 amostras provenientes de puérperas residentes
73(44,5%) municípios do Piauí, alguns destes situados em região de importante atividade
econômica de cultivo de soja e outros produtos agrícolas, não sendo analisadas por pane
operacional durante a fase de análise.
A presença do glifosato no leite materno indica que deve ocorrer uma contaminação
direta por este agrotóxico ou que as quantidades utilizadas na atividade agrícola da região
pode ser tão elevada que o excesso não foi degradado pelo metabolismo das plantas ou
microbiológico (SCHUETTE, J., 1998), sugerindo novos estudos para quantificar o teor de
glifosato e AMPA em alimentos produzidos, bem com nos mananciais e locais de
fornecimento de água potável a população.
48
De forma análoga, a constatação da contaminação do leite materno pelo agrotóxico
glifosato e seu principal metabólico AMPA em puérperas de municípios do Piauí consolida a
ameaça que o crescimento econômico do binômio atividade agrícola versus consumo de
agrotóxicos representa para a saúde da mulher e da criança, sugerindo ser incorporado ao
planejamento e prioridades do sistema de saúde como problema de saúde pública universal,
tanto pelos achados neste estudo em municípios de alta e baixa atividade agrícola do Piauí,
como estudo realizado no Brasil (PALMA, 2011) e em outros países (BEDI et al, 2013;
BERGKVIST et al., 2012; CROES et al., 2012; FUJII et al., 2012; MANNETJE et al., 2013;
ROJAS-AQUELLA, et al., 2013; SONG et. al., 2013).
Os resultados demonstraram importante prevalência da contaminação do leite
materno de puérperas de municípios do Piauí pelo agrotóxico glifosato, sua relevância
enquanto fator de risco à saúde da mulher e da criança, podendo servir de subsídio para a
tomada de decisão e intervenção pelo poder público do sistema de saúde.
5.2 CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS DAS PARTICIPANTES E FILHOS
Os trabalhos de campo resultaram na adesão espontânea de 204 puérperas, sendo 164
vinculadas à MDER, 27 ao HRDC 13 vinculadas ao HRDA. Estas forneceram informações
sociodemográficas tanto de si, com de seus respectivos filhos.
As informações sociodemográficas foram constituídas de 12 características
previamente estabelecidas no Apêndice C para puérpera (Idade, Cor da Pele, Escolaridade,
Estado Civil, Renda Individual, Renda Familiar, Região onde Mora, Região onde Trabalha,
Contato com Agrotóxicos, Adoeceu por Intoxicação, Nº de Gestações e Nº de Aborto), e 4
características constante no Apêndice D para criança (Sexo, Peso ao Nascer, Semanas de
Gestação e Situação de Saúde ao Nascer). A demonstração destes resultados encontra-se na
Tabela 4 com frequências absolutas e relativas estratificadas por estabelecimento pesquisado.
48
De forma análoga, a constatação da contaminação do leite materno pelo agrotóxico
glifosato e seu principal metabólico AMPA em puérperas de municípios do Piauí consolida a
ameaça que o crescimento econômico do binômio atividade agrícola versus consumo de
agrotóxicos representa para a saúde da mulher e da criança, sugerindo ser incorporado ao
planejamento e prioridades do sistema de saúde como problema de saúde pública universal,
tanto pelos achados neste estudo em municípios de alta e baixa atividade agrícola do Piauí,
como estudo realizado no Brasil (PALMA, 2011) e em outros países (BEDI et al, 2013;
BERGKVIST et al., 2012; CROES et al., 2012; FUJII et al., 2012; MANNETJE et al., 2013;
ROJAS-AQUELLA, et al., 2013; SONG et. al., 2013).
Os resultados demonstraram importante prevalência da contaminação do leite
materno de puérperas de municípios do Piauí pelo agrotóxico glifosato, sua relevância
enquanto fator de risco à saúde da mulher e da criança, podendo servir de subsídio para a
tomada de decisão e intervenção pelo poder público do sistema de saúde.
5.2 CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS DAS PARTICIPANTES E FILHOS
Os trabalhos de campo resultaram na adesão espontânea de 204 puérperas, sendo 164
vinculadas à MDER, 27 ao HRDC 13 vinculadas ao HRDA. Estas forneceram informações
sociodemográficas tanto de si, com de seus respectivos filhos.
As informações sociodemográficas foram constituídas de 12 características
previamente estabelecidas no Apêndice C para puérpera (Idade, Cor da Pele, Escolaridade,
Estado Civil, Renda Individual, Renda Familiar, Região onde Mora, Região onde Trabalha,
Contato com Agrotóxicos, Adoeceu por Intoxicação, Nº de Gestações e Nº de Aborto), e 4
características constante no Apêndice D para criança (Sexo, Peso ao Nascer, Semanas de
Gestação e Situação de Saúde ao Nascer). A demonstração destes resultados encontra-se na
Tabela 4 com frequências absolutas e relativas estratificadas por estabelecimento pesquisado.
49
TABELA 4 FREQUÊNCIA ABSOLUTA E RELATIVA DOS DADOS SOCIODEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DE
PUÉRPERAS PARTICIPANTES DO ESTUDO NOS MUNICÍPIOS DE TERESINA, OEIRAS E URUÇUÍ, PIAUÍ, 2017
Características / Estabelecimentos
(Municípios)
MDER(Teresina)
HRDC(Oeiras)
N = 27
%
22
7
78
20
HRDA(Uruçuí)
N = 164
%
N = 13
%
14 a 19
36
20 a 44
128
25,9
3
74,1
10
Branca
20
12,2
1
3,7
0
Parda
114
69,5
24
88,9
12
Preta
22
13,4
2
7,4
1
Amarela
7
4,3
0
0
Indígena
1
0,6
0
0
Total
N=204
%
23,1
46
22,5
76,9
158
77,5
0
21
10,3
92,3
150
73,5
7,7
25
12,3
0
0
7
3,4
0
0
1
0,05
Idade (em anos)
Cor da Pele Informada
Escolaridade
Não Alfabetizada
1
0,6
0
0
0
0
1
0,05
Ensino Fundamental Incompleto
42
25,6
8
29,6
2
15,4
52
25,5
Ensino Fundamental Completo
54
32,9
3
11,1
2
15,4
59
28,9
Ensino Médio Completo
58
35,4
14
51,9
9
69,2
81
39,7
Ensino Superior Completo
8
4,9
0
0
0
0
8
3,9
Pós-Graduada
1
0,6
2
7,4
0
0
3
1,5
Solteira
39
23,8
8
29,6
4
30,8
51
25
Casada
34
20,7
10
37,1
2
15,4
46
22,5
União Estável
88
53,7
9
33,3
7
53,8
104
51
Separada / Divorsiada
2
1,2
0
0
0
0
2
1
Viúva
1
0,6
0
0
0
0
1
0,5
Sem Renda
71
43,3
11
40,7
4
30,8
86
42,2
0<SM< =1
85
51,8
14
51,9
9
69,2
108
52,9
1<SM< =2
7
4,3
2
7,2
0
46,1
9
4,4
1
0,6
0
0
0
0
1
0,5
Sem Renda
17
10,4
0
0
0
0
17
8,3
0<SM< =1
69
42,1
15
55,6
4
30,8
88
43,1
1<SM< =2
56
34,1
8
29,6
2
15,4
66
32,4
SM> 2
22
13,4
4
14,8
7
53,8
33
16,2
Estado Civil
Renda Individual
SM>2
Renda Familiar
Continua na próxima página
49
TABELA 4 FREQUÊNCIA ABSOLUTA E RELATIVA DOS DADOS SOCIODEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DE
PUÉRPERAS PARTICIPANTES DO ESTUDO NOS MUNICÍPIOS DE TERESINA, OEIRAS E URUÇUÍ, PIAUÍ, 2017
Características / Estabelecimentos
(Municípios)
MDER(Teresina)
HRDC(Oeiras)
N = 27
%
22
7
78
20
HRDA(Uruçuí)
N = 164
%
N = 13
%
14 a 19
36
20 a 44
128
25,9
3
74,1
10
Branca
20
12,2
1
3,7
0
Parda
114
69,5
24
88,9
12
Preta
22
13,4
2
7,4
1
Amarela
7
4,3
0
0
Indígena
1
0,6
0
0
Total
N=204
%
23,1
46
22,5
76,9
158
77,5
0
21
10,3
92,3
150
73,5
7,7
25
12,3
0
0
7
3,4
0
0
1
0,05
Idade (em anos)
Cor da Pele Informada
Escolaridade
Não Alfabetizada
1
0,6
0
0
0
0
1
0,05
Ensino Fundamental Incompleto
42
25,6
8
29,6
2
15,4
52
25,5
Ensino Fundamental Completo
54
32,9
3
11,1
2
15,4
59
28,9
Ensino Médio Completo
58
35,4
14
51,9
9
69,2
81
39,7
Ensino Superior Completo
8
4,9
0
0
0
0
8
3,9
Pós-Graduada
1
0,6
2
7,4
0
0
3
1,5
Solteira
39
23,8
8
29,6
4
30,8
51
25
Casada
34
20,7
10
37,1
2
15,4
46
22,5
União Estável
88
53,7
9
33,3
7
53,8
104
51
Separada / Divorsiada
2
1,2
0
0
0
0
2
1
Viúva
1
0,6
0
0
0
0
1
0,5
Sem Renda
71
43,3
11
40,7
4
30,8
86
42,2
0<SM< =1
85
51,8
14
51,9
9
69,2
108
52,9
1<SM< =2
7
4,3
2
7,2
0
46,1
9
4,4
1
0,6
0
0
0
0
1
0,5
Sem Renda
17
10,4
0
0
0
0
17
8,3
0<SM< =1
69
42,1
15
55,6
4
30,8
88
43,1
1<SM< =2
56
34,1
8
29,6
2
15,4
66
32,4
SM> 2
22
13,4
4
14,8
7
53,8
33
16,2
Estado Civil
Renda Individual
SM>2
Renda Familiar
Continua na próxima página
50
Continuação da Tabela 4
Características / Estabelecimentos
(Municípios)
MDER (Teresina)
HRDC (Oeiras)
HRDA (Uruçuí)
Total
N = 164
%
N = 27
%
N = 13
%
N=204
%
Zona Urbana
122
74,4
23
85,2
10
76,9
155
76,0
Zona Rural
41
25
0
0
2
15,4
43
21,0
Maior Parte na Zona Urbana
1
0,6
3
11,1
1
7,7
5
2,5
Maior Parte na Zona Rural
0
0
1
3,7
0
0
1
0,5
Zona Urbana
122
74,4
22
81,5
10
76,9
154
75,5
Zona Rural
40
24,4
1
3,7
2
15,4
43
21,1
Maior Parte na Zona Urbana
1
0,6
4
14,8
1
7,7
6
2,9
Maior Parte na Zona Rural
1
0,6
0
0
0
0
1
0,5
Trabalha manejando agrotóxico glifosato
0
0
0
0
0
0
0
0
Trabalha manejando outros agrotóxicos
0
0
1
3,7
0
0
1
0,5
2
1,2
1
3,7
4
30,8
7
3,4
6
3,7
0
0
3
23,0
9
4,4
9
5,5
0
0
0
0
9
4,4
Não tem contato com agrotóxico
147
89,6
25
92,6
6
46,2
178
87,3
Desconhece o que é agrotóxico
0
0
0
0
0
0
0
Região onde Mora
Região onde Trabalha
Contato com Agrotóxico
Maneja objetos usados no trabalho com
agrotóxicos
Não maneja agrotóxicos, mas vive próximo
a estes produtos
De vez em quando se aproxima de local
com agrotóxico
0
Adoeceu por Intoxicação
Sim
8
4,9
1
3,7
1
7,7
10
4,9
Não
156
95,1
26
96,3
12
92,3
194
95,1
0
0
0
0
0
0
0
0,0
1
62
37,8
8
29,6
5
38,4
75
36,8
2
35
21,3
15
55,6
3
23,1
53
26
3
45
27,5
2
7,4
2
15,4
49
24
4
9
5,5
1
3,7
1
7,7
11
5,4
5+
13
7,9
1
3,7
2
15,4
16
7,8
Desconhece o que é agrotóxico
Número de Gestações
Continua na página seguinte
50
Continuação da Tabela 4
Características / Estabelecimentos
(Municípios)
MDER (Teresina)
HRDC (Oeiras)
HRDA (Uruçuí)
Total
N = 164
%
N = 27
%
N = 13
%
N=204
%
Zona Urbana
122
74,4
23
85,2
10
76,9
155
76,0
Zona Rural
41
25
0
0
2
15,4
43
21,0
Maior Parte na Zona Urbana
1
0,6
3
11,1
1
7,7
5
2,5
Maior Parte na Zona Rural
0
0
1
3,7
0
0
1
0,5
Zona Urbana
122
74,4
22
81,5
10
76,9
154
75,5
Zona Rural
40
24,4
1
3,7
2
15,4
43
21,1
Maior Parte na Zona Urbana
1
0,6
4
14,8
1
7,7
6
2,9
Maior Parte na Zona Rural
1
0,6
0
0
0
0
1
0,5
Trabalha manejando agrotóxico glifosato
0
0
0
0
0
0
0
0
Trabalha manejando outros agrotóxicos
0
0
1
3,7
0
0
1
0,5
2
1,2
1
3,7
4
30,8
7
3,4
6
3,7
0
0
3
23,0
9
4,4
9
5,5
0
0
0
0
9
4,4
Não tem contato com agrotóxico
147
89,6
25
92,6
6
46,2
178
87,3
Desconhece o que é agrotóxico
0
0
0
0
0
0
0
Região onde Mora
Região onde Trabalha
Contato com Agrotóxico
Maneja objetos usados no trabalho com
agrotóxicos
Não maneja agrotóxicos, mas vive próximo
a estes produtos
De vez em quando se aproxima de local
com agrotóxico
0
Adoeceu por Intoxicação
Sim
8
4,9
1
3,7
1
7,7
10
4,9
Não
156
95,1
26
96,3
12
92,3
194
95,1
0
0
0
0
0
0
0
0,0
1
62
37,8
8
29,6
5
38,4
75
36,8
2
35
21,3
15
55,6
3
23,1
53
26
3
45
27,5
2
7,4
2
15,4
49
24
4
9
5,5
1
3,7
1
7,7
11
5,4
5+
13
7,9
1
3,7
2
15,4
16
7,8
Desconhece o que é agrotóxico
Número de Gestações
Continua na página seguinte
51
Continuação da Tabela 4
Características / Estabelecimentos
(Municípios)
MDER (Teresina)
HRDC (Oeiras)
HRDA (Uruçuí)
Total
N = 164
%
N = 27
%
N = 13
%
N=204
%
0
122
74,7
23
85,2
10
76,9
155
76
1
32
19,5
3
11,1
1
7,7
36
17,6
2
8
4,9
0
0
1
7,7
9
4,4
3
2
1,2
0
0
0
0
2
1
4
0
0
0
0
1
7,7
1
0,5
5+
0
0
1
3,7
0
0
1
0,5
Masculino
106
63,1
11
40,7
8
57,1
125
59,8
Feminino
62
36,9
16
59,3
6
42,9
84
40,2
Inferior a 2500g (BPN)
44
26,2
0
1
14,3
35
16,7
2500+ (Normal)
124
73,8
27
13
85,7
162
77,5
Até 36
53
32,3
1
3,7
0
0
54
26,5
37+
111
67,7
26
96,3
13
100
150
73,5
Número de Aborto
Sexo da Criança*
Peso ao Nascer
100
Semanas de Gestão
Situação de Saúde ao Nascer
Nasceu com malformação
0
0
0
0
0
0
0
0
Nasceu com problemas respiratórios
10
5,9
0
0
3
21,4
13
6,2
Nasceu Saudável
104
61,9
27
100
11
78,6
142
67,9
Prematuridade
51
30,4
0
0
0
0
51
24,4
Arritmia
1
0,6
0
0
0
0
1
0,5
Billirrubina
1
0,6
0
0
0
0
1
0,5
Infecção urinária
FONTE: Pesquisa de Campo (2017)
1
0,6
0
0
0
0
1
0,5
LEGENDA: SM=salário mínimo 2017 R$ 937,00; *1 gêmeo Masc e 3 gêmeo Fem. na MDER e 1 gêmeo sex diferente no HRDA;
BPN = Baixo Peso ao Nascer, N=209
A característica idade revelou que a proporção de puérperas na faixa etária
adolescente foi de 22,5%, superando a proporção nacional e da região nordeste que é de 18,8
e 21,8%, respectivamente (BRASIL, 2017b).
No aspecto cor da pele, as puérperas pardas foram maioria nos três estabelecimentos
pesquisados, seguidas das pretas, brancas, amarelas e indígenas. Estes achados inverteram a
posição entre pretas e brancas em relação ao resultado do censo IBGE 2010 do Piauí
(BRASIL, 2017c).
O nível de instrução revelou que praticamente todas as puérperas detêm algum nível
de estudo, evidenciando importante redução nas taxas de analfabetismo do Brasil, da Região
Nordeste e do Piauí, (BRASIL, 2015e)
51
Continuação da Tabela 4
Características / Estabelecimentos
(Municípios)
MDER (Teresina)
HRDC (Oeiras)
HRDA (Uruçuí)
Total
N = 164
%
N = 27
%
N = 13
%
N=204
%
0
122
74,7
23
85,2
10
76,9
155
76
1
32
19,5
3
11,1
1
7,7
36
17,6
2
8
4,9
0
0
1
7,7
9
4,4
3
2
1,2
0
0
0
0
2
1
4
0
0
0
0
1
7,7
1
0,5
5+
0
0
1
3,7
0
0
1
0,5
Masculino
106
63,1
11
40,7
8
57,1
125
59,8
Feminino
62
36,9
16
59,3
6
42,9
84
40,2
Inferior a 2500g (BPN)
44
26,2
0
1
14,3
35
16,7
2500+ (Normal)
124
73,8
27
13
85,7
162
77,5
Até 36
53
32,3
1
3,7
0
0
54
26,5
37+
111
67,7
26
96,3
13
100
150
73,5
Número de Aborto
Sexo da Criança*
Peso ao Nascer
100
Semanas de Gestão
Situação de Saúde ao Nascer
Nasceu com malformação
0
0
0
0
0
0
0
0
Nasceu com problemas respiratórios
10
5,9
0
0
3
21,4
13
6,2
Nasceu Saudável
104
61,9
27
100
11
78,6
142
67,9
Prematuridade
51
30,4
0
0
0
0
51
24,4
Arritmia
1
0,6
0
0
0
0
1
0,5
Billirrubina
1
0,6
0
0
0
0
1
0,5
Infecção urinária
FONTE: Pesquisa de Campo (2017)
1
0,6
0
0
0
0
1
0,5
LEGENDA: SM=salário mínimo 2017 R$ 937,00; *1 gêmeo Masc e 3 gêmeo Fem. na MDER e 1 gêmeo sex diferente no HRDA;
BPN = Baixo Peso ao Nascer, N=209
A característica idade revelou que a proporção de puérperas na faixa etária
adolescente foi de 22,5%, superando a proporção nacional e da região nordeste que é de 18,8
e 21,8%, respectivamente (BRASIL, 2017b).
No aspecto cor da pele, as puérperas pardas foram maioria nos três estabelecimentos
pesquisados, seguidas das pretas, brancas, amarelas e indígenas. Estes achados inverteram a
posição entre pretas e brancas em relação ao resultado do censo IBGE 2010 do Piauí
(BRASIL, 2017c).
O nível de instrução revelou que praticamente todas as puérperas detêm algum nível
de estudo, evidenciando importante redução nas taxas de analfabetismo do Brasil, da Região
Nordeste e do Piauí, (BRASIL, 2015e)
52
Na característica estado civil, as puérperas solteiras e as com vida conjugal em
regime de união estável apresentaram proporções nos três estabelecimentos superiores à
nacional que é de 19 e 22%, respectivamente. As casadas foram superiores à proporção
nacional de 35,1% apenas no HRDC (BRASIL, 2016a).
No que se refere à renda individual, evidenciou-se a condição de extrema pobreza em
importante parcela das puérperas, ao revelar que 43,3% na MDER, 40,7% no HRDC e 30,8%
no HRDA não possuíam renda no ato da pesquisa, mais da metade sobrevivem com menos de
um salário mínimo. Ao analisar a renda no grupo familiar, observou-se que na MDER as
puérperas sem renda continuaram com importante representação ao responder pelo terceiro
lugar, com discreto deslocamento nos três estabelecimentos para a faixa seguinte de renda
familiar até um salário mínimo. Tal situação econômica se apresenta abaixo da renda
constatada através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) no ano de 2015
(BRASIL, 2016a).
Os resultados da característica Região onde Mora e Região onde Trabalha
demonstram a tendência crescente de urbanização residencial e laboral das puérperas nos três
grupos de estabelecimentos pesquisados, superior à proporção de 67,1% do Piauí constatada
pela PNAD 2015 (BRASIL, 2016a).
Ao serem indagadas se já tinham tido contato com Agrotóxico, apenas o grupo de
Uruçuí com 30,8% das participantes relatou manejar objetos usados no trabalho com tais
substâncias, seguido das que não manejavam, mas viviam próximas a estes produtos com
23%, e as demais puérperas relataram não ter contato com agrotóxicos. Praticamente todas as
puérperas dos municípios de Teresina e Oeiras relataram não ter contato com agrotóxicos.
Ao analisar a variável Adoeceu por Intoxicação, apenas no município de Uruçuí houve
confirmação por 7,7% das puérperas, enquanto que nos demais municípios esta confirmação
ficou inferior a 5%.
Nas duas variáveis anteriores é possível haver viés de informação por parte das
participantes, podendo ser tanto por desinformação sobre sinais e sintomas de intoxicação por
agrotóxicos, como pela possibilidade de intoxicação assintomática.
Sobre o número de gestações, as primíparas foram maioria em Teresina e Uruçuí, e
em Oeiras houve maioria para as puérperas com duas gestações. Gestações primíparas foram
as mais presentes em recente estudo sobre contaminação de leite materno por agrotóxicos
(PALMA, 2011).
52
Na característica estado civil, as puérperas solteiras e as com vida conjugal em
regime de união estável apresentaram proporções nos três estabelecimentos superiores à
nacional que é de 19 e 22%, respectivamente. As casadas foram superiores à proporção
nacional de 35,1% apenas no HRDC (BRASIL, 2016a).
No que se refere à renda individual, evidenciou-se a condição de extrema pobreza em
importante parcela das puérperas, ao revelar que 43,3% na MDER, 40,7% no HRDC e 30,8%
no HRDA não possuíam renda no ato da pesquisa, mais da metade sobrevivem com menos de
um salário mínimo. Ao analisar a renda no grupo familiar, observou-se que na MDER as
puérperas sem renda continuaram com importante representação ao responder pelo terceiro
lugar, com discreto deslocamento nos três estabelecimentos para a faixa seguinte de renda
familiar até um salário mínimo. Tal situação econômica se apresenta abaixo da renda
constatada através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) no ano de 2015
(BRASIL, 2016a).
Os resultados da característica Região onde Mora e Região onde Trabalha
demonstram a tendência crescente de urbanização residencial e laboral das puérperas nos três
grupos de estabelecimentos pesquisados, superior à proporção de 67,1% do Piauí constatada
pela PNAD 2015 (BRASIL, 2016a).
Ao serem indagadas se já tinham tido contato com Agrotóxico, apenas o grupo de
Uruçuí com 30,8% das participantes relatou manejar objetos usados no trabalho com tais
substâncias, seguido das que não manejavam, mas viviam próximas a estes produtos com
23%, e as demais puérperas relataram não ter contato com agrotóxicos. Praticamente todas as
puérperas dos municípios de Teresina e Oeiras relataram não ter contato com agrotóxicos.
Ao analisar a variável Adoeceu por Intoxicação, apenas no município de Uruçuí houve
confirmação por 7,7% das puérperas, enquanto que nos demais municípios esta confirmação
ficou inferior a 5%.
Nas duas variáveis anteriores é possível haver viés de informação por parte das
participantes, podendo ser tanto por desinformação sobre sinais e sintomas de intoxicação por
agrotóxicos, como pela possibilidade de intoxicação assintomática.
Sobre o número de gestações, as primíparas foram maioria em Teresina e Uruçuí, e
em Oeiras houve maioria para as puérperas com duas gestações. Gestações primíparas foram
as mais presentes em recente estudo sobre contaminação de leite materno por agrotóxicos
(PALMA, 2011).
53
No que se refere ao número de aborto, 25,3% das puérperas de Teresina relataram
ter tido entre 1 e 4, seguido das puérperas de Uruçuí com 23,1%. Estes achados encontram-se
acima dos encontrados por Palma (2011). O percentual de aborto em Oeiras foi 11,1%,
considerado coerente com a região de menor consumo de agrotóxico (PIAUI, 2013).
Das informações relacionadas à criança, a característica sexo revelou maioria para o
gênero masculino nos grupos de puérperas dos municípios de Teresina e Uruçuí, coerentes
com parâmetros esperados para a razão de sexo ao nascer (BRASIL, 2016a), diferente do
município de Oeiras, onde o sexo feminino foi maioria.
Os resultados da característica Peso ao Nascer demonstraram importante proporção
de crianças com baixo peso nos grupos de Teresina (26,2%) e Uruçuí (14,3%). O baixo peso
ao nascer é definido pela OMS (apud (PEDRAZA, 2014) como todo nascimento vivo com
peso ao nascer inferior a 2.500g, sendo fatores determinantes a prematuridade geralmente
atrelada a fatores maternos e retardo de crescimento intrauterino associado a fatores
socioeconômicos desfavoráveis. As proporções constatadas em Teresina e Uruçuí são
características de países subdesenvolvidos e bem acima de prevalência nacional.
Para a característica Semana de Gestação, apenas o grupo de puérperas da MDER
apresentou proporção de crianças com idade gestacional prematura o triplo da referência
nacional (BRASIL, 2017b).
A última característica estudada foi a Situação de Saúde da criança ao Nascer. Nesta,
o grupo de crianças de puérperas vinculadas ao estabelecimento MDER revelou que 37,4%
nasceram com algum problema de saúde, seguidos por 15,4% das crianças de puérperas do
estabelecimento HRDA. Todas as crianças de puérperas do estabelecimento HRDC nasceram
saudáveis.
53
No que se refere ao número de aborto, 25,3% das puérperas de Teresina relataram
ter tido entre 1 e 4, seguido das puérperas de Uruçuí com 23,1%. Estes achados encontram-se
acima dos encontrados por Palma (2011). O percentual de aborto em Oeiras foi 11,1%,
considerado coerente com a região de menor consumo de agrotóxico (PIAUI, 2013).
Das informações relacionadas à criança, a característica sexo revelou maioria para o
gênero masculino nos grupos de puérperas dos municípios de Teresina e Uruçuí, coerentes
com parâmetros esperados para a razão de sexo ao nascer (BRASIL, 2016a), diferente do
município de Oeiras, onde o sexo feminino foi maioria.
Os resultados da característica Peso ao Nascer demonstraram importante proporção
de crianças com baixo peso nos grupos de Teresina (26,2%) e Uruçuí (14,3%). O baixo peso
ao nascer é definido pela OMS (apud (PEDRAZA, 2014) como todo nascimento vivo com
peso ao nascer inferior a 2.500g, sendo fatores determinantes a prematuridade geralmente
atrelada a fatores maternos e retardo de crescimento intrauterino associado a fatores
socioeconômicos desfavoráveis. As proporções constatadas em Teresina e Uruçuí são
características de países subdesenvolvidos e bem acima de prevalência nacional.
Para a característica Semana de Gestação, apenas o grupo de puérperas da MDER
apresentou proporção de crianças com idade gestacional prematura o triplo da referência
nacional (BRASIL, 2017b).
A última característica estudada foi a Situação de Saúde da criança ao Nascer. Nesta,
o grupo de crianças de puérperas vinculadas ao estabelecimento MDER revelou que 37,4%
nasceram com algum problema de saúde, seguidos por 15,4% das crianças de puérperas do
estabelecimento HRDA. Todas as crianças de puérperas do estabelecimento HRDC nasceram
saudáveis.
54
6 CONCLUSÃO
O perfil sociodemográfico das puérperas participantes deste estudo demonstra maior
parte do tempo de vida e trabalho em área urbana, baixa renda individual e familiar, baixa
escolaridade, sem contato, nem adoecimento por intoxicação de agrotóxico. Estas duas
últimas características sinalizam pouco conhecimento das puérperas com os efeitos de
interações humanas com agrotóxico, não podendo ser confirmado neste estudo face aos
problemas técnico-operacionais apresentados na fase de análise das amostras de leite materno
O método de derivatização gradiente isocrático mostrou-se eficiente na fase de
construção experimental por apresentar coeficiente de linearidade superior ao corte
preconizado, sendo o método escolhido para a detecção do agrotóxico glifosato e seu derivado
ácido aminometilfosfônico (AMPA) nas amostras de leite materno, tendo ficado limitado à
detecção das duas substâncias pela necessidade de substituição de coluna cromatográfica
usada na fase de testes experimentais e construção da curva de calibração por outra de
configuração diferente.
A detecção do glifosato e do AMPA em algumas amostras de leite materno evidencia
tanto a degradação do glifosato pelo metabolismo das plantas onde foi aplicado, como fator de
risco de contaminação direta do leite materno pelo glifosato, principalmente em município
como Uruçuí que possui grandes áreas de plantio de soja, ou por aplicação em quantidade
excessiva desse agrotóxico, sugerindo a continuidade de estudos que expresse a quantificação
da contaminação, já que sua presença se encontra confirmada neste estudo.
Conclui-se que contaminação do leite materno pelo agrotóxico glifosato comprova
sua gravidade e importância enquanto fator de risco à saúde da mulher e da criança,
merecendo ser incorporada na agenda de prioridade das políticas do sistema de saúde.
54
6 CONCLUSÃO
O perfil sociodemográfico das puérperas participantes deste estudo demonstra maior
parte do tempo de vida e trabalho em área urbana, baixa renda individual e familiar, baixa
escolaridade, sem contato, nem adoecimento por intoxicação de agrotóxico. Estas duas
últimas características sinalizam pouco conhecimento das puérperas com os efeitos de
interações humanas com agrotóxico, não podendo ser confirmado neste estudo face aos
problemas técnico-operacionais apresentados na fase de análise das amostras de leite materno
O método de derivatização gradiente isocrático mostrou-se eficiente na fase de
construção experimental por apresentar coeficiente de linearidade superior ao corte
preconizado, sendo o método escolhido para a detecção do agrotóxico glifosato e seu derivado
ácido aminometilfosfônico (AMPA) nas amostras de leite materno, tendo ficado limitado à
detecção das duas substâncias pela necessidade de substituição de coluna cromatográfica
usada na fase de testes experimentais e construção da curva de calibração por outra de
configuração diferente.
A detecção do glifosato e do AMPA em algumas amostras de leite materno evidencia
tanto a degradação do glifosato pelo metabolismo das plantas onde foi aplicado, como fator de
risco de contaminação direta do leite materno pelo glifosato, principalmente em município
como Uruçuí que possui grandes áreas de plantio de soja, ou por aplicação em quantidade
excessiva desse agrotóxico, sugerindo a continuidade de estudos que expresse a quantificação
da contaminação, já que sua presença se encontra confirmada neste estudo.
Conclui-se que contaminação do leite materno pelo agrotóxico glifosato comprova
sua gravidade e importância enquanto fator de risco à saúde da mulher e da criança,
merecendo ser incorporada na agenda de prioridade das políticas do sistema de saúde.
55
7 PERSPECTIVAS
Espera-se continuar o aprimoramento do método adotado neste estudo quanto aos
aspectos de reprodutibilidade e quantificação de agrotóxicos em amostras de leite materno.
Tal continuidade requer provimento de aporte financeiro para suportar o ônus requerido para
se desenvolver pesquisa deste porte, quer em reposição ou incremento de equipamentos e
insumos de laboratório, quer para custear a pesquisa de campo.
O método construído que analisou as amostras de leite materno é um produto do
conhecimento que fica à disposição do sistema de saúde, pesquisadores, estudantes e demais
interessados. Espera-se a gestão do sistema de saúde incorpore este método nos laboratórios
especializados, passe a monitorar a contaminação do leite materno por agrotóxicos e adote
providências para mitigar os efeitos maléficos que estes possam causar à saúde humana.
55
7 PERSPECTIVAS
Espera-se continuar o aprimoramento do método adotado neste estudo quanto aos
aspectos de reprodutibilidade e quantificação de agrotóxicos em amostras de leite materno.
Tal continuidade requer provimento de aporte financeiro para suportar o ônus requerido para
se desenvolver pesquisa deste porte, quer em reposição ou incremento de equipamentos e
insumos de laboratório, quer para custear a pesquisa de campo.
O método construído que analisou as amostras de leite materno é um produto do
conhecimento que fica à disposição do sistema de saúde, pesquisadores, estudantes e demais
interessados. Espera-se a gestão do sistema de saúde incorpore este método nos laboratórios
especializados, passe a monitorar a contaminação do leite materno por agrotóxicos e adote
providências para mitigar os efeitos maléficos que estes possam causar à saúde humana.
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high performance liquid chromatography and solid-phase extraction after
derivatization. Ambiente & Água - An Interdisciplinary Journal of Applied Science,
v. 10, n. 2, Apr./Jun., p. 287 – 297, 2015.
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Public Health Concern. Geneva, 2010.
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Populações expostas a agrotóxicos. Brasília (DF); 1996.
PALMA, D.C.A. Agrotóxicos em leite humano de puérperas residentes em Lucas do Rio
Verde – MT. / Danielly Cristina de Andrade Palma. 2011. 104p.
PEDRAZA, Dixis Figueroa. Baixo Peso ao Nascer no Brasil: Revisão Sistemática de
Estudos no Sistema de Informações sobre Nascidos vivos. Revista de Atenção à
Saúde, v. 12, n° 41, jul./set. 2014, p.37-50.
PIAUÍ. Governo do Estado do Piauí. Lei complementar nº 87. Define o Estado em 4
macrorregiões de saúde e 11 territórios de desenvolvimento. Piauí. 2007.
_____. Secretaria Estadual de Saúde do Piauí. Vigiagrotóxico: qualificação de equipes
municipais de saúde. (Agrotóxicos: não comer, nem beber; a saúde agradece) /
Secretaria de Saúde do Estado. Teresina: Ed.SESAPI, 2013. 285p.
_____. Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural / Agência de Defesa Agropecuária.
Banco de Dados de Cadastro de Comercialização de Agrotóxicos em municípios
do Piauí. 2014. 623 cadastros.
PORTUGAL. Comité Português para a UNICEF / Comissão Nacional Iniciativa Hospitais
Amigos dos Bebés. Manual de Aleitamento Materno. Lisboa. Ed. Revista 2012.
REZENDE, J. de. Puerpério. 10ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 2005. p. 387 a 393.
RODRIGUES, H.G., et.al. Efeitos de pesticidas sobre a fragilidade osmótica de eritrócitos
– uma breve revisão. Revista biotemas. 2009, p. 7-16.
ROJAS-SQUELLA, X. et al. Presence of organochlorine pesticides in breast milk samples
from Colombian
women.
Disponível
online
em
15.03.2013 em:
<http://pesquisa.bvsalud.org>. Acesso em 12.03.2016.
SANTOS NETO, A.J. dos. Uma visão técnica para a compreensão e resolução de
problemas em sistemasde cromatografia líquida. Scientia Chromatographica, v.1,
n.2, 2009. p. 83-96.
SCHRUBBERS, L. C., et al. Analysis of glyphosate and aminomethylphosphonic acid in
leaves from Coffea Arabica using high performance liquid chromatography with
quadrupole mass spectrometry detection. Talanta, v.146, p. 609-620, 2016.
60
OLIVIO, V. E. et al. Rapid method for determination of glyphosate in groundwater using
high performance liquid chromatography and solid-phase extraction after
derivatization. Ambiente & Água - An Interdisciplinary Journal of Applied Science,
v. 10, n. 2, Apr./Jun., p. 287 – 297, 2015.
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Public Health Concern. Geneva, 2010.
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Verde – MT. / Danielly Cristina de Andrade Palma. 2011. 104p.
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Estudos no Sistema de Informações sobre Nascidos vivos. Revista de Atenção à
Saúde, v. 12, n° 41, jul./set. 2014, p.37-50.
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municipais de saúde. (Agrotóxicos: não comer, nem beber; a saúde agradece) /
Secretaria de Saúde do Estado. Teresina: Ed.SESAPI, 2013. 285p.
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SCHUETTE. J. Environmental fate of glyphosate. Environmental Monitoring & Pest Man
agement, Department of Pesticide Regulation Sacramento, 1998.
SKOOG, D. A.; HOLLER, F. J.; CROUCH, S. R. Princípios de Análise Instrumental. 6ª
ed. Porto Alegre: Editora Bookman, 2009.
SONG,
S.
et
al.
Residue
levels
of
hexachlorocyclohexane
and
dichlorodiphenyltrichloroethane in human milk collected from Beijing. National
Research Center for Geoanalysis (NRCGA), 26 Bai Wan Zhuang Avenue, Xicheng
District, Beijing100037, People’s Republic of China.Disponível online em 26.01.2013
em: <http://pesquisa.bvsalud.org>. Acesso em 12.03.2016.
SOUSA, V; DRIESSNACK, M.; MENDES, I., 2007. Revisão dos desenhos de pesquisa
relevantes para a enfermagem. Parte 1. Desenhos de pesquisa quantitativa. Rev
latino-am enfermagem. 2007. Maio-junho; 15(3).
SOUZA, T. A. de, et al. Estudo de Recuperação de glifosato e ampa derivados em solo
utilizando-se resinas nacionais. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Brasil,
2006.
TUSH, D.; LOFTIN, K.A; MEYER, M.T. Characterization of polyoxyethylene tallow
amine surfactants in technical mixtures and glyphosate formulations using ultrahigh performance liquid chromatography and triple quadrupole mass
spectrometry. Journal of Chromatography A, v. 1319, p. 80-87, 2013.
61
SCHUETTE. J. Environmental fate of glyphosate. Environmental Monitoring & Pest Man
agement, Department of Pesticide Regulation Sacramento, 1998.
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ed. Porto Alegre: Editora Bookman, 2009.
SONG,
S.
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of
hexachlorocyclohexane
and
dichlorodiphenyltrichloroethane in human milk collected from Beijing. National
Research Center for Geoanalysis (NRCGA), 26 Bai Wan Zhuang Avenue, Xicheng
District, Beijing100037, People’s Republic of China.Disponível online em 26.01.2013
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utilizando-se resinas nacionais. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Brasil,
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amine surfactants in technical mixtures and glyphosate formulations using ultrahigh performance liquid chromatography and triple quadrupole mass
spectrometry. Journal of Chromatography A, v. 1319, p. 80-87, 2013.
62
APÊNDICES
APÊNDICE A TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Em razão de está amamentando, você está sendo convidada a participar, de forma espontânea
e na condição de participante, de uma pesquisa ora em andamento pelos pesquisadores que ao final
também assinam este termo.
Esta pesquisa tem como objetivo, estudar possível presença de agrotóxico em leite materno
de puérperas residentes no Piauí.
Em caso de seu aceite em participar, é necessário que você permita colher 10 mL de leite
diretamente de sua mama. O material colhido será encaminhado em recipiente e condições adequadas
para ser examinado em laboratório.
Além do Material, necessitamos também de informações a seu respeito para subsidiar a
pesquisa, cujo formulário será preenchido no momento da coleta do leite.
Tanto o resultado do leite examinado, como seus dados pessoais serão preservados com
absoluto sigilo, sendo os mesmos utilizados estritamente para atender os objetivos desta pesquisa.
Sua participação será de suma importância para conhecer se os agrotóxicos em uso se fazem
presentes no leite materno e em qual dimensão, a fim de que sirva de referência para o avanço da
ciência, e o único desconforto que você poderá sentir será no momento da coleta do leite. Se isto
acontecer você será orientada a fazer massagem em toda mama para facilitar a descida do leite.
Como sua participação é espontânea não haverá retribuição material de qualquer espécie,
como também você poderá desistir de participar a qualquer momento.
Em caso de dúvidas ou necessidade de informações complementares você pode manter
contato com a pesquisadora através do telefone: 86-3215-5872, e-mail menesesoliveira@gmail.com,
com
o
pesquisador
assistente
Inácio
Pereira
Lima,
fone
86-99937-4454,
e-mail
inacioplima@hotmail.com. Pode ainda contatar o Comitê de Ética em Pesquisa, situado na
Universidade Federal do Piauí / Campus Universitário Ministro Petrônio Portella – Pró-Reitoria de
Pesquisa, Bairro Ininga, CEP-64049-550, fone/fax 86-3215-2332, e-mail cep.ufpi@ufpi.edu.br.
Considerando as informações contidas neste Termo, complementadas com informações
verbais por ocasião do contato presencial, considero-me devidamente esclarecida e assino este Termo
em duas vias consentindo minha condição de PARTICIPANTE desta pesquisa, sendo uma via minha e
a outra para a pesquisadora.
Local e Data ______________________________________________
Assinatura da PARTICIPANTE
Assinatura dos PESQUISADORES
62
APÊNDICES
APÊNDICE A TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Em razão de está amamentando, você está sendo convidada a participar, de forma espontânea
e na condição de participante, de uma pesquisa ora em andamento pelos pesquisadores que ao final
também assinam este termo.
Esta pesquisa tem como objetivo, estudar possível presença de agrotóxico em leite materno
de puérperas residentes no Piauí.
Em caso de seu aceite em participar, é necessário que você permita colher 10 mL de leite
diretamente de sua mama. O material colhido será encaminhado em recipiente e condições adequadas
para ser examinado em laboratório.
Além do Material, necessitamos também de informações a seu respeito para subsidiar a
pesquisa, cujo formulário será preenchido no momento da coleta do leite.
Tanto o resultado do leite examinado, como seus dados pessoais serão preservados com
absoluto sigilo, sendo os mesmos utilizados estritamente para atender os objetivos desta pesquisa.
Sua participação será de suma importância para conhecer se os agrotóxicos em uso se fazem
presentes no leite materno e em qual dimensão, a fim de que sirva de referência para o avanço da
ciência, e o único desconforto que você poderá sentir será no momento da coleta do leite. Se isto
acontecer você será orientada a fazer massagem em toda mama para facilitar a descida do leite.
Como sua participação é espontânea não haverá retribuição material de qualquer espécie,
como também você poderá desistir de participar a qualquer momento.
Em caso de dúvidas ou necessidade de informações complementares você pode manter
contato com a pesquisadora através do telefone: 86-3215-5872, e-mail menesesoliveira@gmail.com,
com
o
pesquisador
assistente
Inácio
Pereira
Lima,
fone
86-99937-4454,
e-mail
inacioplima@hotmail.com. Pode ainda contatar o Comitê de Ética em Pesquisa, situado na
Universidade Federal do Piauí / Campus Universitário Ministro Petrônio Portella – Pró-Reitoria de
Pesquisa, Bairro Ininga, CEP-64049-550, fone/fax 86-3215-2332, e-mail cep.ufpi@ufpi.edu.br.
Considerando as informações contidas neste Termo, complementadas com informações
verbais por ocasião do contato presencial, considero-me devidamente esclarecida e assino este Termo
em duas vias consentindo minha condição de PARTICIPANTE desta pesquisa, sendo uma via minha e
a outra para a pesquisadora.
Local e Data ______________________________________________
Assinatura da PARTICIPANTE
Assinatura dos PESQUISADORES
63
APÊNDICE B
TERMO DE ASSENTIMENTO
Em razão de está amamentando, você está sendo convidada a participar, de forma espontânea
e na condição de participante, de uma pesquisa ora em andamento pelos pesquisadores que ao final
também assina este termo.
Esta pesquisa tem como objetivo, estudar possível presença de agrotóxico em leite materno
de puérperas residentes no Piauí.
Em caso de seu aceite em participar, é necessário que você permita colher 10 mL de leite
diretamente de sua mama. O material colhido será encaminhado em recipiente e condições adequadas
para ser examinado em laboratório.
Além do Material, necessitamos também de informações a seu respeito para subsidiar a
pesquisa, cujo formulário será preenchido no momento da coleta do leite.
Tanto o resultado do leite examinado, como seus dados pessoais serão preservados com
absoluto sigilo, sendo os mesmos utilizados estritamente para atender os objetivos desta pesquisa.
Sua participação será de suma importância para conhecer se os agrotóxicos em uso se fazem
presentes no leite materno e em qual dimensão, a fim de que sirva de referência para o avanço da
ciência, e o único desconforto que você poderá sentir será no momento da coleta do leite. Se isto
acontecer você será orientada a fazer massagem em toda mama para facilitar a descida do leite.
Como sua participação é espontânea não haverá retribuição material de qualquer espécie,
como também você poderá desistir de participar a qualquer momento.
Em caso de dúvidas ou necessidade de informações complementares você pode manter
contato com a pesquisadora através do telefone: 86-3215-5872, e-mail menesesoliveira@gmail.com,
com
o
pesquisador
assistente
Inácio
Pereira
Lima,
fone
86-99937-4454,
e-mail
inacioplima@hotmail.com. Pode ainda contatar o Comitê de Ética em Pesquisa, situado na
Universidade Federal do Piauí / Campus Universitário Ministro Petrônio Portella – Pró-Reitoria de
Pesquisa, Bairro Ininga, CEP-64049-550, fone/fax 86-3215-2332, e-mail cep.ufpi@ufpi.edu.br.
Considerando as informações contidas neste Termo, considero-me devidamente esclarecida.
Por ser menor de idade / considerada incapaz, dou meu assentimento para que meu(minha)
______________________________________________________
assine este Termo por mim em
duas vias na condição de PARTICIPANTE desta pesquisa, sendo uma via minha e a outra para a
pesquisadora.
Local e Data______________________________________________
Assinatura da PARTICIPANTE
Assinatura dos PESQUISADORES
63
APÊNDICE B
TERMO DE ASSENTIMENTO
Em razão de está amamentando, você está sendo convidada a participar, de forma espontânea
e na condição de participante, de uma pesquisa ora em andamento pelos pesquisadores que ao final
também assina este termo.
Esta pesquisa tem como objetivo, estudar possível presença de agrotóxico em leite materno
de puérperas residentes no Piauí.
Em caso de seu aceite em participar, é necessário que você permita colher 10 mL de leite
diretamente de sua mama. O material colhido será encaminhado em recipiente e condições adequadas
para ser examinado em laboratório.
Além do Material, necessitamos também de informações a seu respeito para subsidiar a
pesquisa, cujo formulário será preenchido no momento da coleta do leite.
Tanto o resultado do leite examinado, como seus dados pessoais serão preservados com
absoluto sigilo, sendo os mesmos utilizados estritamente para atender os objetivos desta pesquisa.
Sua participação será de suma importância para conhecer se os agrotóxicos em uso se fazem
presentes no leite materno e em qual dimensão, a fim de que sirva de referência para o avanço da
ciência, e o único desconforto que você poderá sentir será no momento da coleta do leite. Se isto
acontecer você será orientada a fazer massagem em toda mama para facilitar a descida do leite.
Como sua participação é espontânea não haverá retribuição material de qualquer espécie,
como também você poderá desistir de participar a qualquer momento.
Em caso de dúvidas ou necessidade de informações complementares você pode manter
contato com a pesquisadora através do telefone: 86-3215-5872, e-mail menesesoliveira@gmail.com,
com
o
pesquisador
assistente
Inácio
Pereira
Lima,
fone
86-99937-4454,
e-mail
inacioplima@hotmail.com. Pode ainda contatar o Comitê de Ética em Pesquisa, situado na
Universidade Federal do Piauí / Campus Universitário Ministro Petrônio Portella – Pró-Reitoria de
Pesquisa, Bairro Ininga, CEP-64049-550, fone/fax 86-3215-2332, e-mail cep.ufpi@ufpi.edu.br.
Considerando as informações contidas neste Termo, considero-me devidamente esclarecida.
Por ser menor de idade / considerada incapaz, dou meu assentimento para que meu(minha)
______________________________________________________
assine este Termo por mim em
duas vias na condição de PARTICIPANTE desta pesquisa, sendo uma via minha e a outra para a
pesquisadora.
Local e Data______________________________________________
Assinatura da PARTICIPANTE
Assinatura dos PESQUISADORES
64
APÊNDICE C DADOS SOCIODEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DA
PARTICIPANTE
Estabelecimento de Saúde onde realizou o parto: nº ____ (1 MDER; 2 DRDC; 3 DRDA).
Município de Residência _______________________________________________________
Território de Desenvolvimento__________________________________________________
MÃE Nº ________ Data da entrevista: ___/___/201_ ;
1. Idade: ____anos
2. grau de escolaridade
( ) Não alfabetizada
( ) Ensino fundamental incompleto
( ) Ensino Fundamental completo
( ) Ensino Médio completo
( ) Ensino Superior completo
( ) Pós-graduação
3. Cor da pele:
( ) Branca
( ) Parda
( ) Preta
( ) Amarela
( ) Indígena
4. Estado civil
( ) Solteira.
( ) Casada
( ) União estável
( ) Separada/divorciada
( ) Viúva
5. Renda individual: _________
6. Renda familiar: __________
7. Região de moradia:
( ) na zona urbana
( ) na zona rural
( ) maior parte do ano na zona urbana
( ) maior parte do ano na zona rural
8. Região de trabalho
( ) na zona urbana
( ) na zona rural
Data da amostra:___/ ___/ 201_
64
APÊNDICE C DADOS SOCIODEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DA
PARTICIPANTE
Estabelecimento de Saúde onde realizou o parto: nº ____ (1 MDER; 2 DRDC; 3 DRDA).
Município de Residência _______________________________________________________
Território de Desenvolvimento__________________________________________________
MÃE Nº ________ Data da entrevista: ___/___/201_ ;
1. Idade: ____anos
2. grau de escolaridade
( ) Não alfabetizada
( ) Ensino fundamental incompleto
( ) Ensino Fundamental completo
( ) Ensino Médio completo
( ) Ensino Superior completo
( ) Pós-graduação
3. Cor da pele:
( ) Branca
( ) Parda
( ) Preta
( ) Amarela
( ) Indígena
4. Estado civil
( ) Solteira.
( ) Casada
( ) União estável
( ) Separada/divorciada
( ) Viúva
5. Renda individual: _________
6. Renda familiar: __________
7. Região de moradia:
( ) na zona urbana
( ) na zona rural
( ) maior parte do ano na zona urbana
( ) maior parte do ano na zona rural
8. Região de trabalho
( ) na zona urbana
( ) na zona rural
Data da amostra:___/ ___/ 201_
65
(
(
) maior parte do ano na zona urbana
) maior parte do ano na zona rural
9. Contato com o agrotóxico glifosato
( ) trabalha manejando agrotóxico glifosato
( ) trabalha manejando outros agrotóxicos
( ) maneja objetos usados no trabalho com agrotóxico
( ) não maneja agrotóxico, mas vive próximo a estes produtos
( ) de vez em quando se aproxima de local com agrotóxico
( ) não tem contato com agrotóxico
( ) Desconhece o que é agrotóxico
10. Adoeceu por intoxicação
(
) Sim
(
) Não
(
) Desconhece o que é agrotóxico
11. Número de gestações: ________
12. Número de aborto: __________
65
(
(
) maior parte do ano na zona urbana
) maior parte do ano na zona rural
9. Contato com o agrotóxico glifosato
( ) trabalha manejando agrotóxico glifosato
( ) trabalha manejando outros agrotóxicos
( ) maneja objetos usados no trabalho com agrotóxico
( ) não maneja agrotóxico, mas vive próximo a estes produtos
( ) de vez em quando se aproxima de local com agrotóxico
( ) não tem contato com agrotóxico
( ) Desconhece o que é agrotóxico
10. Adoeceu por intoxicação
(
) Sim
(
) Não
(
) Desconhece o que é agrotóxico
11. Número de gestações: ________
12. Número de aborto: __________
66
APÊNDICE D DADOS DA CRIANÇA
1.
Sexo da criança
(
(
) masculino
) feminino
2.
Peso ao nascer: ____________
3.
Semanas de gestação: _______________
4.
Problema de saúde ao nascer
(
(
(
(
) nasceu com malformação
) nasceu com problemas respiratórios
) nasceu saudável
) Outro. Especificar ______________
66
APÊNDICE D DADOS DA CRIANÇA
1.
Sexo da criança
(
(
) masculino
) feminino
2.
Peso ao nascer: ____________
3.
Semanas de gestação: _______________
4.
Problema de saúde ao nascer
(
(
(
(
) nasceu com malformação
) nasceu com problemas respiratórios
) nasceu saudável
) Outro. Especificar ______________