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Exposição ambiental ao asbesto: avaliação do risco e efeitos na saúde
Dec. 20, 2019
PROJETO ASBESTO AMBIENTAL
“EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO ASBESTO:
AVALIAÇÃO DO RISCO E EFEITOS NA
SAÚDE”
Processo CNPq Nº 420001/2006-9
RELATÓRIO FINAL
PESQUISADOR RESPONSÁVEL:
Prof. Dr. Mário Terra Filho - INCOR-HC-FMUSP
PESQUISDOR EXECUTANTE:
Prof. Dr. Ericson Bagatin - AST-DSC-FCM-UNICAMP
SÃO PAULO – AGOSTO DE 2010
PROJETO ASBESTO AMBIENTAL
i
PROJETO ASBESTO AMBIENTAL
“EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO ASBESTO:
AVALIAÇÃO DO RISCO E EFEITOS NA
SAÚDE”
Processo CNPq Nº 420001/2006-9
RELATÓRIO FINAL
PESQUISADOR RESPONSÁVEL:
Prof. Dr. Mário Terra Filho - INCOR-HC-FMUSP
PESQUISDOR EXECUTANTE:
Prof. Dr. Ericson Bagatin - AST-DSC-FCM-UNICAMP
SÃO PAULO – AGOSTO DE 2010
PROJETO ASBESTO AMBIENTAL
i
“EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO ASBESTO:
AVALIAÇÃO DO RISCO E EFEITOS NA SAÚDE”
Participantes do Projeto
Prof. Dr. Mario Terra-Filho – Coordenador Principal
Professor Associado da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo – FMUSP.
Prof . Dr. Pedro Kunihiko Kiyohara
Professor Associado do Departamento de Física da Universidade de São Paulo.
Profa. Dra. Vera Luiza Capelozzi
Chefe do Laboratório de Histopatologia, Imuno da Universidade de São Paulo.
Prof. Dr. Ericson Bagatin – Coordenador Executante
Professor Assistente da Área de Saúde do Trabalhador - Departamento de Medicina
Preventiva e Social - Universidade Estadual de Campinas – Unicamp.
Prof. Dr. Satoshi Kitamura
Professor Assistente da Área de Saúde do Trabalhador - Departamento de Medicina
Preventiva e Social - Universidade Estadual de Campinas – Unicamp.
Prof. Dr. Luiz Eduardo Nery
Professor Associado da Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São
Paulo – Unifesp.
Prof. Dr. José Alberto Neder
Professor Titular da Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São
Paulo – Unifesp.
Prof. Reynaldo Tavares Rodrigues
Professor Assistente do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Universidade
Federal de São Paulo – Unifesp.
Dr. Kim Ir Sem Santos Teixeira
Professor Adjunto do Departamento de Radiologia da Universidade Federal de
Goiás – UFG
Prof. Dra .Mirian Cruxêm B Oliveira
Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT
ii
“EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO ASBESTO:
AVALIAÇÃO DO RISCO E EFEITOS NA SAÚDE”
Participantes do Projeto
Prof. Dr. Mario Terra-Filho – Coordenador Principal
Professor Associado da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo – FMUSP.
Prof . Dr. Pedro Kunihiko Kiyohara
Professor Associado do Departamento de Física da Universidade de São Paulo.
Profa. Dra. Vera Luiza Capelozzi
Chefe do Laboratório de Histopatologia, Imuno da Universidade de São Paulo.
Prof. Dr. Ericson Bagatin – Coordenador Executante
Professor Assistente da Área de Saúde do Trabalhador - Departamento de Medicina
Preventiva e Social - Universidade Estadual de Campinas – Unicamp.
Prof. Dr. Satoshi Kitamura
Professor Assistente da Área de Saúde do Trabalhador - Departamento de Medicina
Preventiva e Social - Universidade Estadual de Campinas – Unicamp.
Prof. Dr. Luiz Eduardo Nery
Professor Associado da Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São
Paulo – Unifesp.
Prof. Dr. José Alberto Neder
Professor Titular da Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São
Paulo – Unifesp.
Prof. Reynaldo Tavares Rodrigues
Professor Assistente do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Universidade
Federal de São Paulo – Unifesp.
Dr. Kim Ir Sem Santos Teixeira
Professor Adjunto do Departamento de Radiologia da Universidade Federal de
Goiás – UFG
Prof. Dra .Mirian Cruxêm B Oliveira
Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT
ii
PROJETO ASBESTO AMBIENTAL
“EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO ASBESTO:
AVALIAÇÃO DO RISCO E EFEITOS NA SAÚDE”
Pesquisadores participantes e responsáveis pela avaliação e seguimento dos
indivíduos incluídos na parte ambiental do projeto, nas respectivas cidades.
Prof. Dr. Marcelo Fouad Rabahi – Goiânia - GO
Professor Adjunto de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade
Federal de Goiás – UFG.
Prof. Francisco Hora de Oliveira Fontes – Salvador - BA
Professor Adjunto do Departamento de Medicina da Universidade Federal da
Bahia – UFBA.
Dr. Fernando Luiz Cavalcanti Lundgren – Recife - PE
Médico Pneumologista do Hospital Otávio de Freitas – Recife – PE.
Prof. Dr. Ricardo Marques Dias – Rio de Janeiro - RJ
Professor Titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO
Consultor Internacional:
Dr. Eric J. Chatfield
Chatfield Technical Consulting Limited
Prof. Dr. Mario Terra Filho
Coordenador Principal
iii
PROJETO ASBESTO AMBIENTAL
“EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO ASBESTO:
AVALIAÇÃO DO RISCO E EFEITOS NA SAÚDE”
Pesquisadores participantes e responsáveis pela avaliação e seguimento dos
indivíduos incluídos na parte ambiental do projeto, nas respectivas cidades.
Prof. Dr. Marcelo Fouad Rabahi – Goiânia - GO
Professor Adjunto de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade
Federal de Goiás – UFG.
Prof. Francisco Hora de Oliveira Fontes – Salvador - BA
Professor Adjunto do Departamento de Medicina da Universidade Federal da
Bahia – UFBA.
Dr. Fernando Luiz Cavalcanti Lundgren – Recife - PE
Médico Pneumologista do Hospital Otávio de Freitas – Recife – PE.
Prof. Dr. Ricardo Marques Dias – Rio de Janeiro - RJ
Professor Titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO
Consultor Internacional:
Dr. Eric J. Chatfield
Chatfield Technical Consulting Limited
Prof. Dr. Mario Terra Filho
Coordenador Principal
iii
ÍNDICE
Participantes do Projeto
I - Introdução
II – Questões de Pesquisa
1 – AVALIAÇÃO AMBIENTAL
1.1 - Resumo
1.2 – Introdução
1.3 – Métodos
1.3.1- População de Estudo
1.3.2 - Seleção das Moradias
1.3.3 - Coleta de Ar Ambiente
1.3.3.1 - Método de Coleta de Amostras de Ar
1.3.3.2 - Equipamentos Utilizados
1.3.3.3 - Parâmetros Utilizados na Coleta
1.3.3.4 - Método de análise das amostras de ar
1.3.3.4.1 - Descrição do Método de Análise
1.3.4 – Descrição dos Procedimentos Operacionais
1.3.4.1- São Paulo
1.3.4.2 - Goiânia
1.3.4.3 - Salvador, Recife e Rio de Janeiro
1.4 – Resultados
1.4.1 - Avaliação da Exposição às Fibras de Asbesto
1.4.2 - Ambiente Interno
1.4.2 - Ambiente Externo
1.4.2 - Avaliação Clinica, Funcional Respiratória e Radiológica dos
Moradores das Habitações com Telhas de Cimento-Amianto
1.4.2.1 - Características Gerais da Amostra Avaliada
1.4.2.2 - Análise das Condições de Moradia
1.4.2.2.1 - Quanto à Caracterização das Moradias
1.4.2.2.2 - Quanto ao Tempo de Moradia em Residências
Cobertas por Telhas de Fibrocimento
1.4.2.2.3 - Quanto ao Tempo de Permanência nas Moradias Atuais
1.4.2.2.4 - Quanto às Condições de Cobertura
1.4.2.3 - Características Clínico-funcionais da Amostra Avaliada
1.4.2.4 - Características Radiográficas e Tomográficas
1.4.2.4 .1 - Quanto às Alterações Pleurais
1.4.2.4 .2 - Quanto às Alterações Parenquimatosas
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ÍNDICE
Participantes do Projeto
I - Introdução
II – Questões de Pesquisa
1 – AVALIAÇÃO AMBIENTAL
1.1 - Resumo
1.2 – Introdução
1.3 – Métodos
1.3.1- População de Estudo
1.3.2 - Seleção das Moradias
1.3.3 - Coleta de Ar Ambiente
1.3.3.1 - Método de Coleta de Amostras de Ar
1.3.3.2 - Equipamentos Utilizados
1.3.3.3 - Parâmetros Utilizados na Coleta
1.3.3.4 - Método de análise das amostras de ar
1.3.3.4.1 - Descrição do Método de Análise
1.3.4 – Descrição dos Procedimentos Operacionais
1.3.4.1- São Paulo
1.3.4.2 - Goiânia
1.3.4.3 - Salvador, Recife e Rio de Janeiro
1.4 – Resultados
1.4.1 - Avaliação da Exposição às Fibras de Asbesto
1.4.2 - Ambiente Interno
1.4.2 - Ambiente Externo
1.4.2 - Avaliação Clinica, Funcional Respiratória e Radiológica dos
Moradores das Habitações com Telhas de Cimento-Amianto
1.4.2.1 - Características Gerais da Amostra Avaliada
1.4.2.2 - Análise das Condições de Moradia
1.4.2.2.1 - Quanto à Caracterização das Moradias
1.4.2.2.2 - Quanto ao Tempo de Moradia em Residências
Cobertas por Telhas de Fibrocimento
1.4.2.2.3 - Quanto ao Tempo de Permanência nas Moradias Atuais
1.4.2.2.4 - Quanto às Condições de Cobertura
1.4.2.3 - Características Clínico-funcionais da Amostra Avaliada
1.4.2.4 - Características Radiográficas e Tomográficas
1.4.2.4 .1 - Quanto às Alterações Pleurais
1.4.2.4 .2 - Quanto às Alterações Parenquimatosas
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36
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44
45
49
49
50
1.5 - Discussão
1.5.1 - Avaliação da Exposição
1.5.2 - Avaliação dos Efeitos na Saúde
1.5.3 - Limitações do Estudo
1.6 - Conclusões
2 – AVALIAÇÃO OCUPACIONAL
2.1 - Resumo
2.2 – Introdução
2.2.1 - O Início da Mineração – 1940
2.2.2 - A Mina de Canabrava
2.3 – Métodos
2.3.1 - População de Estudo
2.3.2 - Avaliação Clínica e Ocupacional
2.3.3 - Avaliação Radiológica
2.3.4 - Avaliação Tomográfica
2.3.5 - Avaliação Funcional
2.3.6 - Avaliação da Exposição Ocupacional
2.3.7 - Avaliação Mineralógica
2.4 - Resultados
2.4.1 - Análise Transversal – Projeto II
2.4.1.1 - Análise Geral
2.4.1.1.1 - Interpretação Diagnóstica
2.4.1.1.2 -Alterações Parenquimatosas por Método de Investigação
2.4.1.1.3 - Alterações Pleurais por Método de Investigação
2.4.1.1.4 - Alterações Parenquimatosas e Pleurais por Grupo
2.4.1.2 - Análise Intra-Grupos
2.4.1.2.1 - Grupo I
2.4.1.2.2 - Grupo II
2.4.1.2.3 - Grupo III (A e B)
2.4.2 - Análise Longitudinal (Intra-Grupos)
2.4.2.1 - Progressão Tomográfica
2.4.2.1.1 - Grupo I
2.4.2.1.1.1 - Grupo I Por Categoria de Evolução Tomográfica
2.4.2.1.2 - Grupo II
2.4.2.1.2.2 - Grupo II Por Categoria de Evolução Tomográfica
2.4.2.1.3 - Grupo III (A e B)
2.4.2.2 - Progressão Radiográfica
2.4.2.2.1 - Parênquima
2.4.2.2.1.1 - Grupo I
v
52
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59
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1.5 - Discussão
1.5.1 - Avaliação da Exposição
1.5.2 - Avaliação dos Efeitos na Saúde
1.5.3 - Limitações do Estudo
1.6 - Conclusões
2 – AVALIAÇÃO OCUPACIONAL
2.1 - Resumo
2.2 – Introdução
2.2.1 - O Início da Mineração – 1940
2.2.2 - A Mina de Canabrava
2.3 – Métodos
2.3.1 - População de Estudo
2.3.2 - Avaliação Clínica e Ocupacional
2.3.3 - Avaliação Radiológica
2.3.4 - Avaliação Tomográfica
2.3.5 - Avaliação Funcional
2.3.6 - Avaliação da Exposição Ocupacional
2.3.7 - Avaliação Mineralógica
2.4 - Resultados
2.4.1 - Análise Transversal – Projeto II
2.4.1.1 - Análise Geral
2.4.1.1.1 - Interpretação Diagnóstica
2.4.1.1.2 -Alterações Parenquimatosas por Método de Investigação
2.4.1.1.3 - Alterações Pleurais por Método de Investigação
2.4.1.1.4 - Alterações Parenquimatosas e Pleurais por Grupo
2.4.1.2 - Análise Intra-Grupos
2.4.1.2.1 - Grupo I
2.4.1.2.2 - Grupo II
2.4.1.2.3 - Grupo III (A e B)
2.4.2 - Análise Longitudinal (Intra-Grupos)
2.4.2.1 - Progressão Tomográfica
2.4.2.1.1 - Grupo I
2.4.2.1.1.1 - Grupo I Por Categoria de Evolução Tomográfica
2.4.2.1.2 - Grupo II
2.4.2.1.2.2 - Grupo II Por Categoria de Evolução Tomográfica
2.4.2.1.3 - Grupo III (A e B)
2.4.2.2 - Progressão Radiográfica
2.4.2.2.1 - Parênquima
2.4.2.2.1.1 - Grupo I
v
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2.4.2.2.1.2 - Grupo II
2.4.2.2.1.3 - Grupo III (A e B)
2.4.2.2.2 – Pleura
2.4.2.2.2.1 - Grupo I
2.4.2.2.2.2 - Grupo II
2.4.2.2.2.3 - Grupo III (A e B)
2.4.3 - Investigação os Indivíduos com Câncer de Pulmão
2.4.4 - Avaliação da Exposição Ocupacional
2.4.4 .1 - Avaliação das Fibras Suspensas no Ar do Local do Trabalho
2.4.5 - Avaliação Petrográfica - Mineralógica
2.5 - Discussão
2.5.1 - Análise Transversal
2.5.2 - Análise Longitudinal
2.5.3 - Contraste entre Achados Radiográficos e Tomográficos
2.5.3.1 - Avaliação Transversal
2.5.3.2 - Avaliação Longitudinal
2.5.4 - Limitações do Estudo
2.6 - Conclusões
2.7 - Referências
vi
144
145
147
147
149
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2.4.2.2.1.2 - Grupo II
2.4.2.2.1.3 - Grupo III (A e B)
2.4.2.2.2 – Pleura
2.4.2.2.2.1 - Grupo I
2.4.2.2.2.2 - Grupo II
2.4.2.2.2.3 - Grupo III (A e B)
2.4.3 - Investigação os Indivíduos com Câncer de Pulmão
2.4.4 - Avaliação da Exposição Ocupacional
2.4.4 .1 - Avaliação das Fibras Suspensas no Ar do Local do Trabalho
2.4.5 - Avaliação Petrográfica - Mineralógica
2.5 - Discussão
2.5.1 - Análise Transversal
2.5.2 - Análise Longitudinal
2.5.3 - Contraste entre Achados Radiográficos e Tomográficos
2.5.3.1 - Avaliação Transversal
2.5.3.2 - Avaliação Longitudinal
2.5.4 - Limitações do Estudo
2.6 - Conclusões
2.7 - Referências
vi
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166
I – INTRODUÇÃO
O asbesto ou amianto, mesmo sendo utilizado há mais de 2.500 anos e uma das
substâncias químicas mais estudadas, ainda enseja discussões e abordagens
científicas das mais relevantes. A evolução do conhecimento sobre as repercussões da
exposição ambiental e ocupacional deste mineral na saúde humana, embora
completando quase um século de pesquisas, ainda contempla incertezas e
indefinições (1,2).
A produção e a utilização mundial, apesar da proposta do banimento, ainda é
da ordem de 2 milhões de toneladas por ano. O seu consumo ocorre principalmente
nos países em desenvolvimento nos quais os dados de morbi-mortalidade, bem
como, o controle e a avaliação do risco da exposição, são incipientes. Desta forma, os
agravos à saúde relacionados à exposição ambiental e ocupacional ao asbesto,
detectados e devidamente controlados nos países desenvolvidos, devem merecer a
atenção dos pesquisadores, na tentativa de estimar a real dimensão do problema em
seus países e assim proporem medidas de prevenção, controles efetivos e pertinentes
para cada realidade. Nesse sentido, vários estudos longitudinais ou prospectivos
foram realizados objetivando identificar o impacto dessas doenças nas comunidades
que se expuseram a essa fibra. Entre os estudos longitudinais ou de coorte, de maior
destaque na literatura, podemos citar o realizado por Selikoff e colaboradores
(3)
que,
avaliou cerca de 18.000 indivíduos que trabalhavam com o isolamento térmico, nos
Estados Unidos e Canadá. Esse estudo de morbidade e mortalidade desenvolveu-se
por mais de 30 anos, permitindo vários outros achados tais como, a associação do
tabagismo com essa exposição, estimativa da taxa de mortalidade, análise sobre o
diagnóstico e prognóstico nos portadores de mesotelioma (4,5,6).
Outro estudo longitudinal de extrema relevância vem sendo conduzido
por McDonald e seus colaboradores
(7,8,9)
que, desde os anos 60, promovem o
seguimento de 12.000 trabalhadores das minas da Província do Quebec, Canadá.
Reavaliados especialmente em relação à taxa de mortalidade padronizada para o
câncer de pulmão e mesotelioma esta abordagem permitiu avanços significativos em
1
I – INTRODUÇÃO
O asbesto ou amianto, mesmo sendo utilizado há mais de 2.500 anos e uma das
substâncias químicas mais estudadas, ainda enseja discussões e abordagens
científicas das mais relevantes. A evolução do conhecimento sobre as repercussões da
exposição ambiental e ocupacional deste mineral na saúde humana, embora
completando quase um século de pesquisas, ainda contempla incertezas e
indefinições (1,2).
A produção e a utilização mundial, apesar da proposta do banimento, ainda é
da ordem de 2 milhões de toneladas por ano. O seu consumo ocorre principalmente
nos países em desenvolvimento nos quais os dados de morbi-mortalidade, bem
como, o controle e a avaliação do risco da exposição, são incipientes. Desta forma, os
agravos à saúde relacionados à exposição ambiental e ocupacional ao asbesto,
detectados e devidamente controlados nos países desenvolvidos, devem merecer a
atenção dos pesquisadores, na tentativa de estimar a real dimensão do problema em
seus países e assim proporem medidas de prevenção, controles efetivos e pertinentes
para cada realidade. Nesse sentido, vários estudos longitudinais ou prospectivos
foram realizados objetivando identificar o impacto dessas doenças nas comunidades
que se expuseram a essa fibra. Entre os estudos longitudinais ou de coorte, de maior
destaque na literatura, podemos citar o realizado por Selikoff e colaboradores
(3)
que,
avaliou cerca de 18.000 indivíduos que trabalhavam com o isolamento térmico, nos
Estados Unidos e Canadá. Esse estudo de morbidade e mortalidade desenvolveu-se
por mais de 30 anos, permitindo vários outros achados tais como, a associação do
tabagismo com essa exposição, estimativa da taxa de mortalidade, análise sobre o
diagnóstico e prognóstico nos portadores de mesotelioma (4,5,6).
Outro estudo longitudinal de extrema relevância vem sendo conduzido
por McDonald e seus colaboradores
(7,8,9)
que, desde os anos 60, promovem o
seguimento de 12.000 trabalhadores das minas da Província do Quebec, Canadá.
Reavaliados especialmente em relação à taxa de mortalidade padronizada para o
câncer de pulmão e mesotelioma esta abordagem permitiu avanços significativos em
1
relação aos efeitos à saúde causados pelo asbesto. Assim pela análise mineralógica do
corpo do minério das diversas minas daquela província, que apresentam
concentrações diferentes dos tipos de fibras, procedeu-se à análise do tipo e número
de fibras por grama de pulmão seco a fim de estimar a exposição cumulativa e sua
eventual associação com as doenças decorrentes dessa exposição, especialmente o
câncer de pulmão (10,11,12).
Vários outros estudos longitudinais foram realizados em diversos países.
Destacamos aqueles em que o número de trabalhadores avaliados é bastante
representativo para que se permita correlacionar a avaliação do risco e seus eventuais
impactos na saúde decorrentes da exposição a essas fibras, bem como consideram as
diversas variáveis; dose ou exposição cumulativa, tipo de fibra, associação com o
consumo tabágico, tempo de latência entre outras, como fundamentais para o
entendimento da gênese dessas enfermidades. Nesse sentido, podemos nos referir ao
estudo de De Klerk
(13),
na Austrália, que avaliou 7000 trabalhadores da mina de
crocidolita de Wittenon, no período de 1943 a 1966, contemplando 23 anos de
seguimento. Baseando-se nos achados de anormalidades no radiograma do tórax
puderam estabelecer associações bem definidas nos casos de mesotelioma e asbestose.
Fundamentado na observação da mortalidade até 1986, Berry (14) pode estimar, para o
período de 1987 a 2020, um elevado número de mortes por mesotelioma entre aqueles
trabalhadores. Naquele país, foi registrada a maior incidência anual de mesotelioma
sendo de 36,5 casos por milhão de homens e 5,8 por milhão entre as mulheres.
Na Alemanha, através de entrevistas e questionários, observou-se que entre
839 homens com câncer de pulmão em 41% deles havia uma correlação com a
exposição ao asbesto. Em 324 casos de mesotelioma também se pode estabelecer
alguma relação com exposição a essa fibra, nos mais variados ramos de atividade (15).
O Instituto Nacional de Saúde da França, em sua publicação de 1996
(16),
referente aos efeitos sobre a saúde devido aos principais tipos de asbesto, considera
que de 5 a 7 % de todos os cânceres de pulmão são atribuídos à exposição
2
relação aos efeitos à saúde causados pelo asbesto. Assim pela análise mineralógica do
corpo do minério das diversas minas daquela província, que apresentam
concentrações diferentes dos tipos de fibras, procedeu-se à análise do tipo e número
de fibras por grama de pulmão seco a fim de estimar a exposição cumulativa e sua
eventual associação com as doenças decorrentes dessa exposição, especialmente o
câncer de pulmão (10,11,12).
Vários outros estudos longitudinais foram realizados em diversos países.
Destacamos aqueles em que o número de trabalhadores avaliados é bastante
representativo para que se permita correlacionar a avaliação do risco e seus eventuais
impactos na saúde decorrentes da exposição a essas fibras, bem como consideram as
diversas variáveis; dose ou exposição cumulativa, tipo de fibra, associação com o
consumo tabágico, tempo de latência entre outras, como fundamentais para o
entendimento da gênese dessas enfermidades. Nesse sentido, podemos nos referir ao
estudo de De Klerk
(13),
na Austrália, que avaliou 7000 trabalhadores da mina de
crocidolita de Wittenon, no período de 1943 a 1966, contemplando 23 anos de
seguimento. Baseando-se nos achados de anormalidades no radiograma do tórax
puderam estabelecer associações bem definidas nos casos de mesotelioma e asbestose.
Fundamentado na observação da mortalidade até 1986, Berry (14) pode estimar, para o
período de 1987 a 2020, um elevado número de mortes por mesotelioma entre aqueles
trabalhadores. Naquele país, foi registrada a maior incidência anual de mesotelioma
sendo de 36,5 casos por milhão de homens e 5,8 por milhão entre as mulheres.
Na Alemanha, através de entrevistas e questionários, observou-se que entre
839 homens com câncer de pulmão em 41% deles havia uma correlação com a
exposição ao asbesto. Em 324 casos de mesotelioma também se pode estabelecer
alguma relação com exposição a essa fibra, nos mais variados ramos de atividade (15).
O Instituto Nacional de Saúde da França, em sua publicação de 1996
(16),
referente aos efeitos sobre a saúde devido aos principais tipos de asbesto, considera
que de 5 a 7 % de todos os cânceres de pulmão são atribuídos à exposição
2
ocupacional a essas fibras. Relata ainda, a incidência de 750 casos de mesotelioma por
ano correspondendo, para 1996, a 17 casos por milhão de pessoas por ano.
Na Dinamarca, uma coorte de trabalhadores expostos ao campo magnético e
ao asbesto foi avaliada. Cerca de 32.000 indivíduos, com mais de 3 meses de
exposição, foram acompanhados de 1968 a 1993 e observou-se um aumento do risco
para câncer de pulmão e pleura (17).
Em relação aos estudos que avaliam o impacto da exposição ambiental ao
asbesto podemos citar os publicados pela Organização Mundial da Saúde
(18)
que,
baseados em dados de vários países desenvolvidos, destacam as medições de
concentrações de fibras por centímetro cúbico de ar (f/cc) em vários locais de
trabalho e no ambiente em geral. Assim, nesses vários postos de trabalho, nos anos
70, as concentrações médias eram de 20 fibras/cc sendo que, atualmente esses níveis
são da ordem de 0,002 a 0,02 f/cc. No ambiente em geral a concentração de fibras
maiores que 5 micrômetros de comprimento medidas em vários países da América do
Norte, Europa, África do Sul e Japão, variou entre 0,00005 a 0,02 fibras/cc. Em
edifícios públicos de alguns desses países, que utilizaram asbesto em suas
construções, as concentrações médias
foram de 0,00005 e 0,0045 fibras/cc. Uma
questão de pesquisa relativa a esses níveis de exposição ainda não está devidamente
contemplada: qual o eventual efeito na saúde decorrente desses níveis de exposição?
Em relação à exposição não-ocupacional, referente a indivíduos residentes nos
arredores das minas ou das instalações industriais, podemos citar os estudos
realizados na Itália que avaliam, entre outros vários aspectos, a mortalidade por
neoplasias pleurais e sugerem que, mesmo em baixo nível de exposição nas
residências e no ambiente em geral o risco para doenças asbesto relacionadas deve ser
considerado
(19,20,21)
. No Canadá, na província do Quebec, Camus e colaboradores
avaliaram as condições da exposição não-ocupacional e a ocorrência de câncer de
pulmão entre mulheres residentes nos arredores das minas daquela região, não
tendo sido evidenciado risco excessivo mensurável de mortes por essa doença (22) .
3
ocupacional a essas fibras. Relata ainda, a incidência de 750 casos de mesotelioma por
ano correspondendo, para 1996, a 17 casos por milhão de pessoas por ano.
Na Dinamarca, uma coorte de trabalhadores expostos ao campo magnético e
ao asbesto foi avaliada. Cerca de 32.000 indivíduos, com mais de 3 meses de
exposição, foram acompanhados de 1968 a 1993 e observou-se um aumento do risco
para câncer de pulmão e pleura (17).
Em relação aos estudos que avaliam o impacto da exposição ambiental ao
asbesto podemos citar os publicados pela Organização Mundial da Saúde
(18)
que,
baseados em dados de vários países desenvolvidos, destacam as medições de
concentrações de fibras por centímetro cúbico de ar (f/cc) em vários locais de
trabalho e no ambiente em geral. Assim, nesses vários postos de trabalho, nos anos
70, as concentrações médias eram de 20 fibras/cc sendo que, atualmente esses níveis
são da ordem de 0,002 a 0,02 f/cc. No ambiente em geral a concentração de fibras
maiores que 5 micrômetros de comprimento medidas em vários países da América do
Norte, Europa, África do Sul e Japão, variou entre 0,00005 a 0,02 fibras/cc. Em
edifícios públicos de alguns desses países, que utilizaram asbesto em suas
construções, as concentrações médias
foram de 0,00005 e 0,0045 fibras/cc. Uma
questão de pesquisa relativa a esses níveis de exposição ainda não está devidamente
contemplada: qual o eventual efeito na saúde decorrente desses níveis de exposição?
Em relação à exposição não-ocupacional, referente a indivíduos residentes nos
arredores das minas ou das instalações industriais, podemos citar os estudos
realizados na Itália que avaliam, entre outros vários aspectos, a mortalidade por
neoplasias pleurais e sugerem que, mesmo em baixo nível de exposição nas
residências e no ambiente em geral o risco para doenças asbesto relacionadas deve ser
considerado
(19,20,21)
. No Canadá, na província do Quebec, Camus e colaboradores
avaliaram as condições da exposição não-ocupacional e a ocorrência de câncer de
pulmão entre mulheres residentes nos arredores das minas daquela região, não
tendo sido evidenciado risco excessivo mensurável de mortes por essa doença (22) .
3
No Brasil, a utilização do asbesto iniciou-se em 1907, na cidade de Juiz de
Fora-MG. Em 1940, iniciou-se com a exploração da mina de São Félix, no município
de Poções, na Bahia, fechada em 1967, após a descoberta de imensa jazida de crisotila
no maciço de Canabrava, norte do estado de Goiás, hoje município de Minaçu. A
mina de Canabrva, com produção em torno de 200 mil toneladas/ano, na última
década, é responsável por situar o país como um dos principais produtores e
consumidores mundiais dessa fibra. Apesar de tantos anos de extração e
manipulação do asbesto em nosso meio, inexistem estudos que revelam o impacto
dessa exposição entre a sua população ambiental e ocupacionalmente exposta.
Os primeiros estudos foram publicados entre os anos 50 e 80. Referem-se a
descrição de casos isolados de trabalhadores da mineração e do fibro-cimento
portadores de asbestose, câncer de pulmão e mesotelioma, em número bastante
reduzido e sem critérios epidemiológicos para serem comparados aos relatados na
extensa literatura disponível. Um dos primeiros relatos, de 1956, diz respeito a seis
casos de trabalhadores com alterações radiológicas nas bases pulmonares,
provavelmente asbestose, entre os mineiros de Nova Lima, Minas Gerais
(23).
No
mesmo ano, o serviço de documentação do Ministério do Trabalho, Indústria e
Comércio, publicou estudo sobre ―Condições de Trabalho em Mina e Usina de
Amianto – O problema da Asbestose‖. Em suas conclusões finais descreve os achados
de 65 radiografias do tórax sendo que em 16 delas revelam alterações compatíveis
com fibrose
(24,25) .
Nogueira e colaboradores (26), em 1975, citam um caso de asbestose
em trabalhador da indústria do fibro-cimento. Nesse mesmo ramo de atividade são
descritos outros casos de doenças e alterações radiológicas entre os trabalhadores
expostos ocupacionalmente a essa fibra (27,28,29,30).
Em 1997, três casos de mesotelioma com história de exposição ocupacional e
doméstica ao asbesto foram descritos por De Capitani e colaboradores
(31).
Estudo
entre trabalhadores do fibrocimento para avaliação das doenças não malignas asbesto
relacionadas mostrou significante associação de alterações pleurais e da asbestose
com o tempo de exposição e de latência, bem como diminuição da capacidade vital e
4
No Brasil, a utilização do asbesto iniciou-se em 1907, na cidade de Juiz de
Fora-MG. Em 1940, iniciou-se com a exploração da mina de São Félix, no município
de Poções, na Bahia, fechada em 1967, após a descoberta de imensa jazida de crisotila
no maciço de Canabrava, norte do estado de Goiás, hoje município de Minaçu. A
mina de Canabrva, com produção em torno de 200 mil toneladas/ano, na última
década, é responsável por situar o país como um dos principais produtores e
consumidores mundiais dessa fibra. Apesar de tantos anos de extração e
manipulação do asbesto em nosso meio, inexistem estudos que revelam o impacto
dessa exposição entre a sua população ambiental e ocupacionalmente exposta.
Os primeiros estudos foram publicados entre os anos 50 e 80. Referem-se a
descrição de casos isolados de trabalhadores da mineração e do fibro-cimento
portadores de asbestose, câncer de pulmão e mesotelioma, em número bastante
reduzido e sem critérios epidemiológicos para serem comparados aos relatados na
extensa literatura disponível. Um dos primeiros relatos, de 1956, diz respeito a seis
casos de trabalhadores com alterações radiológicas nas bases pulmonares,
provavelmente asbestose, entre os mineiros de Nova Lima, Minas Gerais
(23).
No
mesmo ano, o serviço de documentação do Ministério do Trabalho, Indústria e
Comércio, publicou estudo sobre ―Condições de Trabalho em Mina e Usina de
Amianto – O problema da Asbestose‖. Em suas conclusões finais descreve os achados
de 65 radiografias do tórax sendo que em 16 delas revelam alterações compatíveis
com fibrose
(24,25) .
Nogueira e colaboradores (26), em 1975, citam um caso de asbestose
em trabalhador da indústria do fibro-cimento. Nesse mesmo ramo de atividade são
descritos outros casos de doenças e alterações radiológicas entre os trabalhadores
expostos ocupacionalmente a essa fibra (27,28,29,30).
Em 1997, três casos de mesotelioma com história de exposição ocupacional e
doméstica ao asbesto foram descritos por De Capitani e colaboradores
(31).
Estudo
entre trabalhadores do fibrocimento para avaliação das doenças não malignas asbesto
relacionadas mostrou significante associação de alterações pleurais e da asbestose
com o tempo de exposição e de latência, bem como diminuição da capacidade vital e
4
do volume expiratório forçado no primeiro segundo associada com o aumento das
alterações radiológica
(32).Assim,
apenas no período de 1997 a 2000 foi realizado o
primeiro estudo epidemiológico, com metodologia de investigação científica
adequada para esse tipo de estudo. Intitulado Projeto Asbesto Mineração
―Morbidade e Mortalidade Entre Trabalhadores Expostos ao Asbesto na Atividade de
Mineração-1940-1996‖ objetivou estimar o perfil da morbidade e da mortalidade,
entre os trabalhadores daquela atividade. Concluído em dezembro de 2000 e
publicado em 2005(33), seus resultados e conclusões respaldam a necessidade deste
estudo prospectivo, pois retrataram apenas o momento da investigação.
Finalmente, a maioria dos trabalhos publicados na literatura internacional
baseia-se em estudos realizados principalmente nos países da América do Norte e
Europa. Naqueles países a exposição ambiental e ocupacional, especialmente na
atividade de isolamento térmico, construção civil e de navios, era decorrente de
mistura de asbestos, com doses elevadas da ordem de 400 a 800 fibras/cc.
Assim, considerando-se que; todos os diferentes tipos de asbesto possuem
propriedades químicas e físicas distintas e, consequentemente, apresentam toxicidade
celular e molecular específicas; que os trabalhadores brasileiros foram expostos,
basicamente, nas atividades de mineração, fibro-cimento e fricção; que a magnitude
do problema, especialmente em relação ao excessivo número de neoplasias
decorrentes da exposição a esse mineral, conforme exposto anteriormente; que o
Brasil utiliza o asbesto há um século, sendo o 3º ou 4º maior produtor mundial dessa
fibra e que, sabidamente até os anos 80 as medidas efetivas de controle da exposição
no ambiente em geral e nos postos de trabalho não tinham sido implementadas,
indaga-se qual seria a repercussão em relação a avaliação do risco e os efeitos na
saúde para a população ambiental e ocupacionalmente exposta a esse mineral.
5
do volume expiratório forçado no primeiro segundo associada com o aumento das
alterações radiológica
(32).Assim,
apenas no período de 1997 a 2000 foi realizado o
primeiro estudo epidemiológico, com metodologia de investigação científica
adequada para esse tipo de estudo. Intitulado Projeto Asbesto Mineração
―Morbidade e Mortalidade Entre Trabalhadores Expostos ao Asbesto na Atividade de
Mineração-1940-1996‖ objetivou estimar o perfil da morbidade e da mortalidade,
entre os trabalhadores daquela atividade. Concluído em dezembro de 2000 e
publicado em 2005(33), seus resultados e conclusões respaldam a necessidade deste
estudo prospectivo, pois retrataram apenas o momento da investigação.
Finalmente, a maioria dos trabalhos publicados na literatura internacional
baseia-se em estudos realizados principalmente nos países da América do Norte e
Europa. Naqueles países a exposição ambiental e ocupacional, especialmente na
atividade de isolamento térmico, construção civil e de navios, era decorrente de
mistura de asbestos, com doses elevadas da ordem de 400 a 800 fibras/cc.
Assim, considerando-se que; todos os diferentes tipos de asbesto possuem
propriedades químicas e físicas distintas e, consequentemente, apresentam toxicidade
celular e molecular específicas; que os trabalhadores brasileiros foram expostos,
basicamente, nas atividades de mineração, fibro-cimento e fricção; que a magnitude
do problema, especialmente em relação ao excessivo número de neoplasias
decorrentes da exposição a esse mineral, conforme exposto anteriormente; que o
Brasil utiliza o asbesto há um século, sendo o 3º ou 4º maior produtor mundial dessa
fibra e que, sabidamente até os anos 80 as medidas efetivas de controle da exposição
no ambiente em geral e nos postos de trabalho não tinham sido implementadas,
indaga-se qual seria a repercussão em relação a avaliação do risco e os efeitos na
saúde para a população ambiental e ocupacionalmente exposta a esse mineral.
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II – QUESTÕES DE PESQUISA
1 – Avaliação do risco e os efeitos à saúde de residir em casas cobertas com telhas de
cimento-asbesto e que nestas tenham residido por mais de 15 anos.
2 – Avaliar o risco e os efeitos à saúde entre os trabalhadores, sabidamente expostos a
vários níveis de concentrações de fibras/cc na atividade de mineração, contrastando
estes resultados, com os obtidos no Projeto Asbesto I – Mineração.
Com a finalidade de facilitar a compreensão este relatório será dividido em
duas partes: Avaliação Ambiental e Avaliação Ocupacional.
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II – QUESTÕES DE PESQUISA
1 – Avaliação do risco e os efeitos à saúde de residir em casas cobertas com telhas de
cimento-asbesto e que nestas tenham residido por mais de 15 anos.
2 – Avaliar o risco e os efeitos à saúde entre os trabalhadores, sabidamente expostos a
vários níveis de concentrações de fibras/cc na atividade de mineração, contrastando
estes resultados, com os obtidos no Projeto Asbesto I – Mineração.
Com a finalidade de facilitar a compreensão este relatório será dividido em
duas partes: Avaliação Ambiental e Avaliação Ocupacional.
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1 - AVALIAÇÃO AMBIENTAL
1.1 - RESUMO
As exposições ambiental extra-domiciliar urbana ao asbesto, assim como a
intra-domiciliar, em moradias de grandes centros urbanos cobertas com telhas de
cimento-amianto, são desconhecidas em nosso meio. Desta forma, este estudo
objetiva fornecer subsídios para a quantificação da exposição ambiental urbana ―de
fundo‖ ao asbesto no Brasil (background exposure) bem como a exposição intradomiciliar em cinco capitais brasileiras nas condições acima descritas e seus possíveis
efeitos clínicos, funcionais e estruturais no sistema respiratório. A exposição
ambiental à fibras com potencial patogênico definido ( 5 m) foi quantificada (f/cc)
através de Microscopia Eletrônica de Transmissão pela Chatfield Technical Consulting
Limited (Canadá) e pelo Laboratório de Microscopia Eletrônica do Instituto de Física
da USP, com descrição da presença ou não de fibras menores, sem potencial
patogênico definido (< 5 m), pelo laboratório canadense.
Em relação à exposição ambiental intra-domiciliar, 21/22 (95,5 %) das amostras
foram negativas para estruturas 5 m, com a amostra positiva (crisotila) indicando
concentração de 0,00083 f/cc. Similarmente, 22/25 (86,4 %) das amostras foram
negativas para estruturas < 5 m, com as positivas indicando 2-3 estruturas de
crisotila por amostra. No que concerne à exposição ambiental extra-domiciliar, 25/30
(83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas 5 m, com as amostras
positivas (4 de crisotila e 1 de anfibólio) indicando concentrações de 0,00040-0,00086
f/cc. Similarmente, 25/30 (83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas < 5
m, com as positivas indicando 1 estrutura de crisotila por amostra. O cotejamento de
tais valores com os descritos na literatura internacional indica que as concentrações
calculadas estão dentro dos intervalos encontrados nos grandes centros urbanos
ocidentais. Em relação às avaliações da amostra dos moradores estudados, não foram
7
1 - AVALIAÇÃO AMBIENTAL
1.1 - RESUMO
As exposições ambiental extra-domiciliar urbana ao asbesto, assim como a
intra-domiciliar, em moradias de grandes centros urbanos cobertas com telhas de
cimento-amianto, são desconhecidas em nosso meio. Desta forma, este estudo
objetiva fornecer subsídios para a quantificação da exposição ambiental urbana ―de
fundo‖ ao asbesto no Brasil (background exposure) bem como a exposição intradomiciliar em cinco capitais brasileiras nas condições acima descritas e seus possíveis
efeitos clínicos, funcionais e estruturais no sistema respiratório. A exposição
ambiental à fibras com potencial patogênico definido ( 5 m) foi quantificada (f/cc)
através de Microscopia Eletrônica de Transmissão pela Chatfield Technical Consulting
Limited (Canadá) e pelo Laboratório de Microscopia Eletrônica do Instituto de Física
da USP, com descrição da presença ou não de fibras menores, sem potencial
patogênico definido (< 5 m), pelo laboratório canadense.
Em relação à exposição ambiental intra-domiciliar, 21/22 (95,5 %) das amostras
foram negativas para estruturas 5 m, com a amostra positiva (crisotila) indicando
concentração de 0,00083 f/cc. Similarmente, 22/25 (86,4 %) das amostras foram
negativas para estruturas < 5 m, com as positivas indicando 2-3 estruturas de
crisotila por amostra. No que concerne à exposição ambiental extra-domiciliar, 25/30
(83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas 5 m, com as amostras
positivas (4 de crisotila e 1 de anfibólio) indicando concentrações de 0,00040-0,00086
f/cc. Similarmente, 25/30 (83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas < 5
m, com as positivas indicando 1 estrutura de crisotila por amostra. O cotejamento de
tais valores com os descritos na literatura internacional indica que as concentrações
calculadas estão dentro dos intervalos encontrados nos grandes centros urbanos
ocidentais. Em relação às avaliações da amostra dos moradores estudados, não foram
7
encontradas alterações clínicas, funcionais respiratórias e tomográficas de alta
resolução, passíveis de atribuição à inalação ambiental à fibras de asbesto.
Portanto, nossos resultados indicam que:
1. a exposição ambiental intra e extra-domiciliar à fibras de asbesto 5 m (com
potencial patogênico) e fibras < 5 m (sem potencial patogênico), no momento da
coleta das amostras (avaliação do risco), foi comparável ao já descrito em grandes
áreas urbanas de diversos países desenvolvidos; e dentro dos limites aceitáveis de
acordo com a Organização Mundial de Saúde e as agências internacionais de
controle da exposição.
2. não se observou, na amostra de moradores avaliados, evidências de
acometimento clínico e funcional respiratório ou tomográfico de alta resolução
passíveis de atribuição à exposição ambiental à fibras de asbesto.
8
encontradas alterações clínicas, funcionais respiratórias e tomográficas de alta
resolução, passíveis de atribuição à inalação ambiental à fibras de asbesto.
Portanto, nossos resultados indicam que:
1. a exposição ambiental intra e extra-domiciliar à fibras de asbesto 5 m (com
potencial patogênico) e fibras < 5 m (sem potencial patogênico), no momento da
coleta das amostras (avaliação do risco), foi comparável ao já descrito em grandes
áreas urbanas de diversos países desenvolvidos; e dentro dos limites aceitáveis de
acordo com a Organização Mundial de Saúde e as agências internacionais de
controle da exposição.
2. não se observou, na amostra de moradores avaliados, evidências de
acometimento clínico e funcional respiratório ou tomográfico de alta resolução
passíveis de atribuição à exposição ambiental à fibras de asbesto.
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1.2 – INTRODUÇÃO
Este projeto foi idealizado com o intuito de avaliar o risco e os seus eventuais
efeitos na saúde de indivíduos ou trabalhadores expostos ambiental ao asbesto. As
justificativas para a realização do estudo estão relacionadas a algumas premissas
como o desconhecimento, em nosso meio da exposição da população em geral. O
asbesto vem sendo utilizado no país há um século, sendo o Brasil o 3º ou 4º maior
produtor mundial dessa fibra e que, sabidamente até os anos 80 as medidas efetivas
de controle da exposição no ambiente em geral e nos postos de trabalho não tinham
sido implementadas. Assim, indaga-se qual a magnitude desse problema em nosso
país e qual seria a repercussão em relação à avaliação do risco e os efeitos na saúde
para a população ambientalmente exposta a esse mineral.
Entendemos que os agravos à saúde relacionados à exposição ambiental ao
asbesto detectados nos países desenvolvidos, devem merecer a atenção no nosso
meio, na tentativa de estimar a real dimensão do problema e assim serem
eventualmente propostas medidas efetivas de prevenção. Portanto os, objetivos
principais dessa parte do projeto, são o de avaliar as concentrações de fibras de
asbestos no ambiente extra-domiciliar urbano e domiciliar, em moradias cobertas por
telhas de cimento-amianto (sem forro e sem pintura), além dos possíveis efeitos de tal
exposição no sistema respiratório de uma amostra selecionada, com longo tempo de
residência (acima de 15 anos) em moradias com as características supracitadas.
9
1.2 – INTRODUÇÃO
Este projeto foi idealizado com o intuito de avaliar o risco e os seus eventuais
efeitos na saúde de indivíduos ou trabalhadores expostos ambiental ao asbesto. As
justificativas para a realização do estudo estão relacionadas a algumas premissas
como o desconhecimento, em nosso meio da exposição da população em geral. O
asbesto vem sendo utilizado no país há um século, sendo o Brasil o 3º ou 4º maior
produtor mundial dessa fibra e que, sabidamente até os anos 80 as medidas efetivas
de controle da exposição no ambiente em geral e nos postos de trabalho não tinham
sido implementadas. Assim, indaga-se qual a magnitude desse problema em nosso
país e qual seria a repercussão em relação à avaliação do risco e os efeitos na saúde
para a população ambientalmente exposta a esse mineral.
Entendemos que os agravos à saúde relacionados à exposição ambiental ao
asbesto detectados nos países desenvolvidos, devem merecer a atenção no nosso
meio, na tentativa de estimar a real dimensão do problema e assim serem
eventualmente propostas medidas efetivas de prevenção. Portanto os, objetivos
principais dessa parte do projeto, são o de avaliar as concentrações de fibras de
asbestos no ambiente extra-domiciliar urbano e domiciliar, em moradias cobertas por
telhas de cimento-amianto (sem forro e sem pintura), além dos possíveis efeitos de tal
exposição no sistema respiratório de uma amostra selecionada, com longo tempo de
residência (acima de 15 anos) em moradias com as características supracitadas.
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1.3 – MÉTODOS
1.3.1- POPULAÇÃO DE ESTUDO
A metodologia de investigação está detalhada no projeto apresentado.
Entretanto, algumas modificações foram necessárias em decorrência de limitações
orçamentárias e de execução. O método de geoprocessamento espacial, preconizado
pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial-INPE, que identifica as Zonas
Residênciais Unifamiliares Homogêneas-ZRUFs além de dispendioso, não estava
disponível para todas as localidades objeto do estudo e excederia a proposta
orçamentária. Assim, optou-se pela identificação das ZRUFs através da utilização de
levantamento aéro-fotográfico realizado pelas prefeituras das cidades envolvidas no
projeto ou, quando na falta dessa informação, busca ativa em aglomerados urbanos,
com apoio de lideres comunitários, que preenchessem os critérios metodológicos.
Foram escolhidas cinco capitais: São Paulo, Goiânia, Salvador, Recife e Rio de Janeiro
que contemplam variáveis ambientais e climáticas distintas.
Em São Paulo, as moradias cobertas com telhas de cimento-amianto foram
identificadas através de levantamento aero-fotográfico realizado pela Secretaria
Municipal de Habitação. A comunidade de Paraisópolis foi escolhida considerando a
proximidade com as Universidades; o número de moradias (20 a 50.000) e de
moradores (80 a 100.000) que preencheram os critérios de elegibilidade proposto na
pesquisa.
Em Goiânia, Goiás, após consultas na Prefeitura Municipal, utilizando a
mesma metodologia empregada em São Paulo, as ZRUFs foram identificadas em 29
bairros e realizadas coletas dos dados em 19 deles. Os demais aspectos metodológicos
foram mantidos.
Em Salvador, Bahia, foi identificada a comunidade denominada Bairro da Paz,
através de contato com lideres comunitários que, após entendimento da proposta da
pesquisa, concordaram com a sua realização.
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1.3 – MÉTODOS
1.3.1- POPULAÇÃO DE ESTUDO
A metodologia de investigação está detalhada no projeto apresentado.
Entretanto, algumas modificações foram necessárias em decorrência de limitações
orçamentárias e de execução. O método de geoprocessamento espacial, preconizado
pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial-INPE, que identifica as Zonas
Residênciais Unifamiliares Homogêneas-ZRUFs além de dispendioso, não estava
disponível para todas as localidades objeto do estudo e excederia a proposta
orçamentária. Assim, optou-se pela identificação das ZRUFs através da utilização de
levantamento aéro-fotográfico realizado pelas prefeituras das cidades envolvidas no
projeto ou, quando na falta dessa informação, busca ativa em aglomerados urbanos,
com apoio de lideres comunitários, que preenchessem os critérios metodológicos.
Foram escolhidas cinco capitais: São Paulo, Goiânia, Salvador, Recife e Rio de Janeiro
que contemplam variáveis ambientais e climáticas distintas.
Em São Paulo, as moradias cobertas com telhas de cimento-amianto foram
identificadas através de levantamento aero-fotográfico realizado pela Secretaria
Municipal de Habitação. A comunidade de Paraisópolis foi escolhida considerando a
proximidade com as Universidades; o número de moradias (20 a 50.000) e de
moradores (80 a 100.000) que preencheram os critérios de elegibilidade proposto na
pesquisa.
Em Goiânia, Goiás, após consultas na Prefeitura Municipal, utilizando a
mesma metodologia empregada em São Paulo, as ZRUFs foram identificadas em 29
bairros e realizadas coletas dos dados em 19 deles. Os demais aspectos metodológicos
foram mantidos.
Em Salvador, Bahia, foi identificada a comunidade denominada Bairro da Paz,
através de contato com lideres comunitários que, após entendimento da proposta da
pesquisa, concordaram com a sua realização.
10
Na cidade do Recife - PE, a comunidade selecionada foi o bairro Roda de Fogo,
com apoio e aprovação dos líderes comunitários.
No Rio de Janeiro-RJ, o bairro selecionado para a coleta dos dados foi o de
Santa Cruz, na zona oeste, na comunidade do Cesarão.
1.3.2 - SELEÇÃO DAS MORADIAS
A coleta de amostra de ar para a determinação de concentração de fibras de
asbesto, foi realizada nas moradias com cobertura de telhas de cimento-amianto, com
mais de 15 anos, que não tinham forro e não eram pintadas e apresentavam as piores
condições de conservação. Foram selecionadas de 6 a 12 moradias em cada capital
para a coleta das amostras em seus interiores.
1.3.3 - COLETA DE AR AMBIENTE
A coleta de ar ambiente externo às moradias foi realizada em três pontos (por
exemplo: praça, pátio da igreja, unidade básica de saúde, escola), nos pontos cardeais
e centrais das cidades e em local considerado como de baixo índice de poluição
atmosférica (ponto de controle ambiental).
1.3.3.1 - Método de Coleta de Amostras de Ar:
A coleta de amostras de ar obedeceu o critério estabelecido pelo Método ISO
10312:2005 – ―Ambiente air – Determination of asbestos fibres – Direct-transfer transmission
electron microscopy method‖
A amostra de ar é coletada através de bombas de sucção de alta vazão,
utilizando filtros de membranas de policarbonato, de 25 mm de diâmetro e com a
porosidade de 0,4 µm.
1.3.3.2 - Equipamentos Utilizados:
Calibrador de Bombas DRYCAL – DC Lite – 12 K;
Bombas de Amostragem de Ar SKX Leland Legacy;
11
Na cidade do Recife - PE, a comunidade selecionada foi o bairro Roda de Fogo,
com apoio e aprovação dos líderes comunitários.
No Rio de Janeiro-RJ, o bairro selecionado para a coleta dos dados foi o de
Santa Cruz, na zona oeste, na comunidade do Cesarão.
1.3.2 - SELEÇÃO DAS MORADIAS
A coleta de amostra de ar para a determinação de concentração de fibras de
asbesto, foi realizada nas moradias com cobertura de telhas de cimento-amianto, com
mais de 15 anos, que não tinham forro e não eram pintadas e apresentavam as piores
condições de conservação. Foram selecionadas de 6 a 12 moradias em cada capital
para a coleta das amostras em seus interiores.
1.3.3 - COLETA DE AR AMBIENTE
A coleta de ar ambiente externo às moradias foi realizada em três pontos (por
exemplo: praça, pátio da igreja, unidade básica de saúde, escola), nos pontos cardeais
e centrais das cidades e em local considerado como de baixo índice de poluição
atmosférica (ponto de controle ambiental).
1.3.3.1 - Método de Coleta de Amostras de Ar:
A coleta de amostras de ar obedeceu o critério estabelecido pelo Método ISO
10312:2005 – ―Ambiente air – Determination of asbestos fibres – Direct-transfer transmission
electron microscopy method‖
A amostra de ar é coletada através de bombas de sucção de alta vazão,
utilizando filtros de membranas de policarbonato, de 25 mm de diâmetro e com a
porosidade de 0,4 µm.
1.3.3.2 - Equipamentos Utilizados:
Calibrador de Bombas DRYCAL – DC Lite – 12 K;
Bombas de Amostragem de Ar SKX Leland Legacy;
11
Cassetes plásticos de 25 mm de diâmetro – Millipore.
Cartão Absorvente Tipo AP-10 (PAD) de 25mm de diâmetro – Millipore;
Membrana difusora de éster de celulose, porosidade de 5,0 µm e 25 mm de
diâmetro;
Membranas ISOPORE em Policarbonato, porosidade de 0,4 µm e 25 mm de
diâmetro;
Termo-higrômetro digital Marca MINIPA;
Tripés fotográficos;
Mangueiras de silicone
1.3.3.3 - Parâmetros Utilizados na Coleta:
Vazão nominal utilizada
8,0 l/min
Tempo médio de amostragem
480 minutos
Volume médio de ar coletado
3.840 litros
Área efetiva do filtro de membrana
396,5 mm2
temperatura do ar
medida a cada hora
Vazão da bomba
medida a cada hora
umidade relativa do ar
medida a cada hora
Observações:
a- As coletas foram realizadas em duplicata para efeito de controle da qualidade das
análises. Em algumas residências, os filtros foram trocados algumas vezes em função
da quantidade de material particulado existente (saturação do filtro), de forma a
totalizar as 8 (oito) horas de coleta.
b- Em cada moradia amostrada, foram considerados os seguintes dados:
O número de moradores,
O número e o tipo de móveis existentes,
12
Cassetes plásticos de 25 mm de diâmetro – Millipore.
Cartão Absorvente Tipo AP-10 (PAD) de 25mm de diâmetro – Millipore;
Membrana difusora de éster de celulose, porosidade de 5,0 µm e 25 mm de
diâmetro;
Membranas ISOPORE em Policarbonato, porosidade de 0,4 µm e 25 mm de
diâmetro;
Termo-higrômetro digital Marca MINIPA;
Tripés fotográficos;
Mangueiras de silicone
1.3.3.3 - Parâmetros Utilizados na Coleta:
Vazão nominal utilizada
8,0 l/min
Tempo médio de amostragem
480 minutos
Volume médio de ar coletado
3.840 litros
Área efetiva do filtro de membrana
396,5 mm2
temperatura do ar
medida a cada hora
Vazão da bomba
medida a cada hora
umidade relativa do ar
medida a cada hora
Observações:
a- As coletas foram realizadas em duplicata para efeito de controle da qualidade das
análises. Em algumas residências, os filtros foram trocados algumas vezes em função
da quantidade de material particulado existente (saturação do filtro), de forma a
totalizar as 8 (oito) horas de coleta.
b- Em cada moradia amostrada, foram considerados os seguintes dados:
O número de moradores,
O número e o tipo de móveis existentes,
12
O tipo de chão,
Tipo e número de animais domésticos;
Movimentação de pessoas;
Limpeza do ambiente e forma de executá-la;
Fotografias, após autorização.
c- No primeiro semestre de 2008 (07 a 11/04/2008), recebemos a visita do Dr. Eric
Chatfield, consultor internacional, que considerou adequado os equipamentos
utilizados, bem como os procedimentos adotados nas coletas. Sugeriu a utilização de
uma membrana difusora sobre a membrana de policarbonato para se obter melhor
distribuição do particulado.
1.3.3.4 - Método de Análise das Amostras de Ar:
As amostras de ar coletadas sobre filtros, conforme descrito no item 2.3, foram
submetidas à análise pelo método de Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM),
de acordo com o método ISO 10312
1.3.3.4.1 - Descrição do Método de Análise: (ANEXO 1)
Para a análise das amostras foram seguidas as recomendações descritas nos
seguintes itens do Método ISO:
Recomendações gerais, conforme itens 9.1 e 9.2 do método;
Preparação das amostras conforme itens 9.3 e sub-itens 9.3.1 a 9.3.4.;
Contagens conforme prescrito nos itens 9.6 e 9.7.
Descrição das etapas de trabalho: Preparação das grades de suporte do TEM
Grade suporte utilizado: Sigma Aldrich G4776-1VL (Grids for transmission electron
microscopy, 200 mesh w/center mark);
13
O tipo de chão,
Tipo e número de animais domésticos;
Movimentação de pessoas;
Limpeza do ambiente e forma de executá-la;
Fotografias, após autorização.
c- No primeiro semestre de 2008 (07 a 11/04/2008), recebemos a visita do Dr. Eric
Chatfield, consultor internacional, que considerou adequado os equipamentos
utilizados, bem como os procedimentos adotados nas coletas. Sugeriu a utilização de
uma membrana difusora sobre a membrana de policarbonato para se obter melhor
distribuição do particulado.
1.3.3.4 - Método de Análise das Amostras de Ar:
As amostras de ar coletadas sobre filtros, conforme descrito no item 2.3, foram
submetidas à análise pelo método de Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM),
de acordo com o método ISO 10312
1.3.3.4.1 - Descrição do Método de Análise: (ANEXO 1)
Para a análise das amostras foram seguidas as recomendações descritas nos
seguintes itens do Método ISO:
Recomendações gerais, conforme itens 9.1 e 9.2 do método;
Preparação das amostras conforme itens 9.3 e sub-itens 9.3.1 a 9.3.4.;
Contagens conforme prescrito nos itens 9.6 e 9.7.
Descrição das etapas de trabalho: Preparação das grades de suporte do TEM
Grade suporte utilizado: Sigma Aldrich G4776-1VL (Grids for transmission electron
microscopy, 200 mesh w/center mark);
13
Recobrimento do filtro lpor evaporação de carbono em alto vácuo conforme itens
7.3.5 e 7.4.3 do método; Evaporador utilizado: Kinney Vacuum Modelo KSE-2 com
vácuo 10-5 torr;
Dissolução do filtro e transferência do material para filme suporte: Foi preparado
utilizando o Jaffe washer, conforme descrito no item 7.3.7 utilizando o modelo da
Fig.2 do referido método. Solvente utilizado: 1-Methyl-2-pyrrolidone da Riedel-de
Haen (Sigma Aldrich);
Observação: Foram analisados 200-240 campos (grid openings) por grade;
Equipamento utilizado: Microscópio Eletrônico de Transmissão Philips CM200
(200kV).
1.3.4 – DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS
1.3.4.1- São Paulo
Em São Paulo, as moradias cobertas com telhas de cimento-amianto foram
identificadas através de levantamento aero-fotográfico realizado pela Secretaria
Municipal de Habitação. A comunidade de Paraisópolis foi escolhida considerando a
proximidade com as Universidades; é um bairro pertencente ao distrito de Vila
Andrade, na zona sul paulistana. É derivada da favela de Paraísopolis, e tem uma
população estimada entre 80 e 100 mil pessoas. São 20 mil domícilios no bairro.
(Figura 1) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Parais%C3%B3polis)
Com o apoio dos profissionais da saúde da Unidade Básica de Saúde (UBS Paraisópolis) foram selecionadas e treinadas 6 pessoas da comunidade para a
identificação de moradias elegíveis para a coleta de fibras e para a seleção dos
moradores a serem submetidos à avaliação clínica. Também foram escolhidas 2
pessoas para dar suporte técnico às entrevistadoras quanto aos critérios de
14
Recobrimento do filtro lpor evaporação de carbono em alto vácuo conforme itens
7.3.5 e 7.4.3 do método; Evaporador utilizado: Kinney Vacuum Modelo KSE-2 com
vácuo 10-5 torr;
Dissolução do filtro e transferência do material para filme suporte: Foi preparado
utilizando o Jaffe washer, conforme descrito no item 7.3.7 utilizando o modelo da
Fig.2 do referido método. Solvente utilizado: 1-Methyl-2-pyrrolidone da Riedel-de
Haen (Sigma Aldrich);
Observação: Foram analisados 200-240 campos (grid openings) por grade;
Equipamento utilizado: Microscópio Eletrônico de Transmissão Philips CM200
(200kV).
1.3.4 – DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS
1.3.4.1- São Paulo
Em São Paulo, as moradias cobertas com telhas de cimento-amianto foram
identificadas através de levantamento aero-fotográfico realizado pela Secretaria
Municipal de Habitação. A comunidade de Paraisópolis foi escolhida considerando a
proximidade com as Universidades; é um bairro pertencente ao distrito de Vila
Andrade, na zona sul paulistana. É derivada da favela de Paraísopolis, e tem uma
população estimada entre 80 e 100 mil pessoas. São 20 mil domícilios no bairro.
(Figura 1) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Parais%C3%B3polis)
Com o apoio dos profissionais da saúde da Unidade Básica de Saúde (UBS Paraisópolis) foram selecionadas e treinadas 6 pessoas da comunidade para a
identificação de moradias elegíveis para a coleta de fibras e para a seleção dos
moradores a serem submetidos à avaliação clínica. Também foram escolhidas 2
pessoas para dar suporte técnico às entrevistadoras quanto aos critérios de
14
elegibilidade dos moradores e das habitações e para servirem de interlocutores entre
as entrevistadoras e os coordenadores da pesquisa.
O processo de treinamento consistiu, principalmente, de uma aula sobre os
objetivos da pesquisa e o público alvo a ser atingido, seguida da explicação detalhada
(item por item) dos questionários da entrevista: – 1) ―Entrevista Habitação‖ e 2)
―Entrevista
Morador‖.
Após
a
explanação
foi
aberto
um
período
para
questionamentos de possíveis dúvidas.
As atividades (contato inicial com a UBS, seleção e treinamento das
entrevistadoras e técnicas, trabalho de campo - entrevistas) na comunidade de
Paraisópolis iniciaram em Fevereiro/Março de 2007.
Por questões logísticas o atendimento médico, avaliação radiológica e de
função pulmonar (espirometria) foram iniciadas no final de Abril e encerradas em
Julho de 2007.
Em relação à coleta de ar para a contagem de fibra no interior das residências
(indoor) foram elegidas as moradias com o pior cenário de deterioração das telhas de
fibro-cimento (ver métodos) (Figura 2) e também definidos os pontos externos dentro
da comunidade (outdoor) (Figura 3) para a colocação do equipamento para a coleta de
fibras no meio ambiente. Da mesma forma foram realizadas estas coletas nos pontos
cardeais, num ponto central da cidade de São Paulo e em outro considerado como de
baixo nível de poluição atmosférica, denominado como ponto neutro (Atibaia).
1.3.4.2 – Goiânia
Na capital Goiânia - Goiás, após consultas na Prefeitura Municipal, esta
forneceu um mapa da cidade contendo os bairros nos quais as casas tinham grande
potencial de ocorrência de coberturas com telhas de cimento-amianto, há mais de 15
anos. As ZRFUs foram identificadas em 29 bairros, sendo realizadas coletas dos
dados em 19 deles. Os demais aspectos metodológicos foram mantidos.
15
elegibilidade dos moradores e das habitações e para servirem de interlocutores entre
as entrevistadoras e os coordenadores da pesquisa.
O processo de treinamento consistiu, principalmente, de uma aula sobre os
objetivos da pesquisa e o público alvo a ser atingido, seguida da explicação detalhada
(item por item) dos questionários da entrevista: – 1) ―Entrevista Habitação‖ e 2)
―Entrevista
Morador‖.
Após
a
explanação
foi
aberto
um
período
para
questionamentos de possíveis dúvidas.
As atividades (contato inicial com a UBS, seleção e treinamento das
entrevistadoras e técnicas, trabalho de campo - entrevistas) na comunidade de
Paraisópolis iniciaram em Fevereiro/Março de 2007.
Por questões logísticas o atendimento médico, avaliação radiológica e de
função pulmonar (espirometria) foram iniciadas no final de Abril e encerradas em
Julho de 2007.
Em relação à coleta de ar para a contagem de fibra no interior das residências
(indoor) foram elegidas as moradias com o pior cenário de deterioração das telhas de
fibro-cimento (ver métodos) (Figura 2) e também definidos os pontos externos dentro
da comunidade (outdoor) (Figura 3) para a colocação do equipamento para a coleta de
fibras no meio ambiente. Da mesma forma foram realizadas estas coletas nos pontos
cardeais, num ponto central da cidade de São Paulo e em outro considerado como de
baixo nível de poluição atmosférica, denominado como ponto neutro (Atibaia).
1.3.4.2 – Goiânia
Na capital Goiânia - Goiás, após consultas na Prefeitura Municipal, esta
forneceu um mapa da cidade contendo os bairros nos quais as casas tinham grande
potencial de ocorrência de coberturas com telhas de cimento-amianto, há mais de 15
anos. As ZRFUs foram identificadas em 29 bairros, sendo realizadas coletas dos
dados em 19 deles. Os demais aspectos metodológicos foram mantidos.
15
Para a realização das entrevistas foram contratados 6 indivíduos moradores nos
respectivos bairros. Os mesmos foram treinados durante três dias antes de saírem a
campo para realizarem as entrevistas.
Os entrevistadores percorreram as ruas dos bairros entrevistando os
moradores das casas com coberturas de cimento-amianto, preenchendo um
questionário apropriado, explicando os termos da pesquisa e informando que caso
fossem selecionados seriam convidados a participar do estudo, fazendo exames
clínicos e radiológicos numa clínica em Goiânia.
Com os questionários em mãos era feita uma triagem por um coordenador
técnico regional (que foi o mesmo para as cidades de Goiânia, Salvador, Recife e Rio
de Janeiro) que se reportava aos pesquisadores onde era feita a seleção definitiva dos
elegíveis.
Uma vez selecionada a casa e/ou morador, o entrevistador voltava na
residência e informava que os mesmo haviam sido selecionados, confirmavam a sua
participação e, caso a resposta fosse afirmativa, os exames eram agendados.
Os moradores selecionados eram levados para escritório da pesquisa (Figura
4), onde o coordenador fazia uma explanação, explicando os objetivos da pesquisa e
os exames que iriam fazer.
Para a coleta de ar ambiente, primeiramente, os entrevistadores solicitavam
autorização dos moradores para fotografar os telhados das casas - interno e externo cujas coberturas apresentavam sinais de exposição a intempéries. Essas fotos eram
encaminhadas para a empresa responsável pela coleta das amostras e com base nestas
fotografias e na análise ―in loco‖, o domicilio era ou não considerado elegível para a
coleta de ar ambiente. (Figura 5)
Em relação à coleta de ar para a contagem de fibra no interior das residências
(indoor) foram elegidas as moradias para a colocação do equipamento para a coleta de
fibras no meio ambiente. Da mesma forma foram realizadas estas coletas nos pontos
cardeais, num ponto central da cidade de Goiânia e em outro considerado como de
baixo nível de poluição atmosférica, denominado como ponto neutro (Caldas Novas).
16
Para a realização das entrevistas foram contratados 6 indivíduos moradores nos
respectivos bairros. Os mesmos foram treinados durante três dias antes de saírem a
campo para realizarem as entrevistas.
Os entrevistadores percorreram as ruas dos bairros entrevistando os
moradores das casas com coberturas de cimento-amianto, preenchendo um
questionário apropriado, explicando os termos da pesquisa e informando que caso
fossem selecionados seriam convidados a participar do estudo, fazendo exames
clínicos e radiológicos numa clínica em Goiânia.
Com os questionários em mãos era feita uma triagem por um coordenador
técnico regional (que foi o mesmo para as cidades de Goiânia, Salvador, Recife e Rio
de Janeiro) que se reportava aos pesquisadores onde era feita a seleção definitiva dos
elegíveis.
Uma vez selecionada a casa e/ou morador, o entrevistador voltava na
residência e informava que os mesmo haviam sido selecionados, confirmavam a sua
participação e, caso a resposta fosse afirmativa, os exames eram agendados.
Os moradores selecionados eram levados para escritório da pesquisa (Figura
4), onde o coordenador fazia uma explanação, explicando os objetivos da pesquisa e
os exames que iriam fazer.
Para a coleta de ar ambiente, primeiramente, os entrevistadores solicitavam
autorização dos moradores para fotografar os telhados das casas - interno e externo cujas coberturas apresentavam sinais de exposição a intempéries. Essas fotos eram
encaminhadas para a empresa responsável pela coleta das amostras e com base nestas
fotografias e na análise ―in loco‖, o domicilio era ou não considerado elegível para a
coleta de ar ambiente. (Figura 5)
Em relação à coleta de ar para a contagem de fibra no interior das residências
(indoor) foram elegidas as moradias para a colocação do equipamento para a coleta de
fibras no meio ambiente. Da mesma forma foram realizadas estas coletas nos pontos
cardeais, num ponto central da cidade de Goiânia e em outro considerado como de
baixo nível de poluição atmosférica, denominado como ponto neutro (Caldas Novas).
16
1.3.4.3 - Salvador, Recife e Rio de Janeiro
A escolha de um único bairro nestas capitais para a realização da pesquisa, foi
uma decisão dos pesquisadores, com apoio dos parceiros regionais, por uma questão
de logística e de concentração das atividades.
Foram selecionados bairros com mais de 30 anos de existência e com grandes
quantidades de casas cobertas com telhas de cimento-amianto. A seleção dos
moradores e das residências obedeceram aos critérios definidos nos métodos.
Com a ajuda do mapa de cada cidade e sugestões de pessoas envolvidas no
projeto e conhecedoras de cada capital foram escolhidos os seguintes bairros: em
Salvador, o Bairro da Paz; em Recife, a Comunidade Roda de Fogo, no Bairro de
Torrões; e no Rio de Janeiro, a Comunidade do Cesarão e o hangar do Zeppelin, no
Bairro de Santa Cruz. (Figura 6)
A coordenação da pesquisa localizava e visitava o Conselho de Moradores,
fazia contato com seu Presidente e solicitava uma reunião com todos os conselheiros
para explicar os objetivos do Projeto. Nesta reunião, o Projeto era amplamente
discutido entre os presentes e todas as questões inerentes a sua execução eram
esclarecidas. Na reunião era solicitado empréstimo de salas nas dependências do
prédio do Conselho de Moradores para uso nas atividades de campo e realização dos
exames clínicos e de função pulmonar. Todas as pessoas envolvidas no
desenvolvimento do Projeto foram contratadas na própria comunidade. Os
moradores eram informados que caso fosse descoberto alguma doença de pulmão,
estes seriam acompanhados nos Serviços de Pneumologia de cada cidade sede do
Projeto. No final da reunião lavrava-se uma ATA, contendo todos os itens discutidos
e acordados, que era assinada por todos os presentes.
Em cada capital eram recrutados entre 10 a 12 pessoas, indicadas pelo
Conselho de Moradores, todos residentes nas comunidades onde seria feita a
pesquisa. Os entrevistadores foram treinados durante três dias antes de saírem a
17
1.3.4.3 - Salvador, Recife e Rio de Janeiro
A escolha de um único bairro nestas capitais para a realização da pesquisa, foi
uma decisão dos pesquisadores, com apoio dos parceiros regionais, por uma questão
de logística e de concentração das atividades.
Foram selecionados bairros com mais de 30 anos de existência e com grandes
quantidades de casas cobertas com telhas de cimento-amianto. A seleção dos
moradores e das residências obedeceram aos critérios definidos nos métodos.
Com a ajuda do mapa de cada cidade e sugestões de pessoas envolvidas no
projeto e conhecedoras de cada capital foram escolhidos os seguintes bairros: em
Salvador, o Bairro da Paz; em Recife, a Comunidade Roda de Fogo, no Bairro de
Torrões; e no Rio de Janeiro, a Comunidade do Cesarão e o hangar do Zeppelin, no
Bairro de Santa Cruz. (Figura 6)
A coordenação da pesquisa localizava e visitava o Conselho de Moradores,
fazia contato com seu Presidente e solicitava uma reunião com todos os conselheiros
para explicar os objetivos do Projeto. Nesta reunião, o Projeto era amplamente
discutido entre os presentes e todas as questões inerentes a sua execução eram
esclarecidas. Na reunião era solicitado empréstimo de salas nas dependências do
prédio do Conselho de Moradores para uso nas atividades de campo e realização dos
exames clínicos e de função pulmonar. Todas as pessoas envolvidas no
desenvolvimento do Projeto foram contratadas na própria comunidade. Os
moradores eram informados que caso fosse descoberto alguma doença de pulmão,
estes seriam acompanhados nos Serviços de Pneumologia de cada cidade sede do
Projeto. No final da reunião lavrava-se uma ATA, contendo todos os itens discutidos
e acordados, que era assinada por todos os presentes.
Em cada capital eram recrutados entre 10 a 12 pessoas, indicadas pelo
Conselho de Moradores, todos residentes nas comunidades onde seria feita a
pesquisa. Os entrevistadores foram treinados durante três dias antes de saírem a
17
campo para realizarem as entrevistas. O coordenador de campo acompanhava as
equipes de entrevistadores em suas atividades.
Concluídos os trabalhos das entrevistas foram selecionadas 4 pessoas, entre os
entrevistadores, que iriam participar das atividades de agendamento, recepção e
acompanhamento para fazer os exames.
Os entrevistadores portando crachá grande e visível e vestindo camiseta
branca, percorriam as ruas dos bairros/comunidades entrevistando os moradores das
casas com coberturas de cimento amianto, preenchendo um questionário apropriado,
explicando os termos da pesquisa e informando que caso fossem selecionados seriam
convidados a participar do estudo. Com base nos questionários, os pesquisadores
faziam a seleção dos moradores que estavam aptos a participarem da pesquisa.
Da mesma forma como aconteceu em Goiânia , os entrevistadores solicitavam
autorização dos moradores para fotografar os telhados das casas - interno e externo cujas coberturas apresentavam sinais de exposição a intempéries e com base nas
fotografias e nos tempos de uso dos telhados, a casa era selecionada para fazer coleta
de ar ambiente.
Em relação à coleta de ar para a contagem de fibra no interior das residências
(indoor) foram elegidas as moradias e também definidos os pontos externos dentro da
comunidade (outdoor) para a colocação do equipamento para a coleta de fibras no
meio ambiente. Da mesma forma foram realizadas estas coletas nos pontos cardeais,
num ponto central de cada cidade e em outro considerado como de baixo nível de
poluição atmosférica, denominado como ponto neutro (Salvador – Praia do Forte;
Recife – Porto de Galinhas; Rio de Janeiro – Recreio dos Bandeirantes). Destacamos
que na cidade do Rio de Janeiro além das coletas habituais foram realizadas algumas
amostras no interior de um galpão da Base aérea de Santa Cruz que foi utilizado para
abrigar o dirigível Zeppeling em 1935. Esse hangar é ainda hoje coberto com telhas de
fibro-cimento daquela época, ou seja, mais de 70 anos em uso. (Figura 7)
A entrega dos laudos nestas cidades ocorreu da seguinte forma: os laudos que
tinham algum comentário ou quando existia a necessidade de acompanhamento, os
18
campo para realizarem as entrevistas. O coordenador de campo acompanhava as
equipes de entrevistadores em suas atividades.
Concluídos os trabalhos das entrevistas foram selecionadas 4 pessoas, entre os
entrevistadores, que iriam participar das atividades de agendamento, recepção e
acompanhamento para fazer os exames.
Os entrevistadores portando crachá grande e visível e vestindo camiseta
branca, percorriam as ruas dos bairros/comunidades entrevistando os moradores das
casas com coberturas de cimento amianto, preenchendo um questionário apropriado,
explicando os termos da pesquisa e informando que caso fossem selecionados seriam
convidados a participar do estudo. Com base nos questionários, os pesquisadores
faziam a seleção dos moradores que estavam aptos a participarem da pesquisa.
Da mesma forma como aconteceu em Goiânia , os entrevistadores solicitavam
autorização dos moradores para fotografar os telhados das casas - interno e externo cujas coberturas apresentavam sinais de exposição a intempéries e com base nas
fotografias e nos tempos de uso dos telhados, a casa era selecionada para fazer coleta
de ar ambiente.
Em relação à coleta de ar para a contagem de fibra no interior das residências
(indoor) foram elegidas as moradias e também definidos os pontos externos dentro da
comunidade (outdoor) para a colocação do equipamento para a coleta de fibras no
meio ambiente. Da mesma forma foram realizadas estas coletas nos pontos cardeais,
num ponto central de cada cidade e em outro considerado como de baixo nível de
poluição atmosférica, denominado como ponto neutro (Salvador – Praia do Forte;
Recife – Porto de Galinhas; Rio de Janeiro – Recreio dos Bandeirantes). Destacamos
que na cidade do Rio de Janeiro além das coletas habituais foram realizadas algumas
amostras no interior de um galpão da Base aérea de Santa Cruz que foi utilizado para
abrigar o dirigível Zeppeling em 1935. Esse hangar é ainda hoje coberto com telhas de
fibro-cimento daquela época, ou seja, mais de 70 anos em uso. (Figura 7)
A entrega dos laudos nestas cidades ocorreu da seguinte forma: os laudos que
tinham algum comentário ou quando existia a necessidade de acompanhamento, os
18
mesmos foram entregues e explicados seus resultados aos moradores pelo
Coordenador executante do Projeto, numa sala no Conselho de Moradores. Os laudos
normais foram entregues pelo coordenador de campo da pesquisa em companhia de
um entrevistador residente na comunidade.
19
mesmos foram entregues e explicados seus resultados aos moradores pelo
Coordenador executante do Projeto, numa sala no Conselho de Moradores. Os laudos
normais foram entregues pelo coordenador de campo da pesquisa em companhia de
um entrevistador residente na comunidade.
19
1.4 – RESULTADOS
1.4.1 - AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO ÀS FIBRAS DE ASBESTO
O quadro abaixo sumariza as amostras previstas e efetivamente coletadas em
cada um dos pontos previamente definidos nos Métodos.
Quadro 1 – Número de amostras programadas e colhidas em cada local.
Locais
Número
de casas
Número de amostras
Previstas
Realizadas
Ambiente
Ambiente
Ambiente
Ambiente
Interno
Externo
Interno
Externo
6
3
24
6
0
1
0
4
3
0
6
0
5
12
6
0
14
0
0
1
0
2
5
10
6
3
12
6
1
2
5
10
6
4
8
5
0
1
0
2
5
10
6
4
8
6
0
1
0
1
5
12
S.Paulo (etapa I)
12
Atibaia, SP
S.Paulo (etapa 2) *
3
S.Paulo (Pontos Cardeais) *
Goiânia, GO
7
Caldas Novas, GO
Goiânia (PCardeais)
Salvador, BA *
6
Praia do Forte, Salvador *
Salvador (PCardeais) *
Recife, PE*
8
Porto de Galinhas, PE*
Recife (PCardeais)*
Rio de Janeiro, RJ*
8
Recreio*
Rio de Janeiro (PCardeais)
+ Base Aérea*
(*) Amostras coletadas com a utilização da membrana difusora;
PCardeais = 4 pontos cardeais mais ponto central.
20
1.4 – RESULTADOS
1.4.1 - AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO ÀS FIBRAS DE ASBESTO
O quadro abaixo sumariza as amostras previstas e efetivamente coletadas em
cada um dos pontos previamente definidos nos Métodos.
Quadro 1 – Número de amostras programadas e colhidas em cada local.
Locais
Número
de casas
Número de amostras
Previstas
Realizadas
Ambiente
Ambiente
Ambiente
Ambiente
Interno
Externo
Interno
Externo
6
3
24
6
0
1
0
4
3
0
6
0
5
12
6
0
14
0
0
1
0
2
5
10
6
3
12
6
1
2
5
10
6
4
8
5
0
1
0
2
5
10
6
4
8
6
0
1
0
1
5
12
S.Paulo (etapa I)
12
Atibaia, SP
S.Paulo (etapa 2) *
3
S.Paulo (Pontos Cardeais) *
Goiânia, GO
7
Caldas Novas, GO
Goiânia (PCardeais)
Salvador, BA *
6
Praia do Forte, Salvador *
Salvador (PCardeais) *
Recife, PE*
8
Porto de Galinhas, PE*
Recife (PCardeais)*
Rio de Janeiro, RJ*
8
Recreio*
Rio de Janeiro (PCardeais)
+ Base Aérea*
(*) Amostras coletadas com a utilização da membrana difusora;
PCardeais = 4 pontos cardeais mais ponto central.
20
1.4.2 - Ambiente Interno
Os dados compilados abaixo, retirados diretamente dos Relatórios Técnicos da
Chatfield Technical Consulting Limited, indicam que 21/22 (95,5 %) das amostras foram
negativas para estruturas 5 m, com a amostra positiva (crisotila) indicando
concentração de 0,00083 f/cc. Similarmente, 22/25 (86,4 %) das amostras foram
negativas para estruturas < 5 m, com as positivas indicando 2-3 estruturas de
crisotila por amostra. Os dados apresentados pelo Laboratório de Microscopia
Eletrônica do Instituto de Física da USP (ANEXO 2), entretanto, indicam que
nenhuma fibra 5 m foi evidenciada nas amostras de coleta ambiental interna.
SALVADOR – 6 AMOSTRAS DOMICILIARES NEGATIVAS
1.4.2 - Ambiente Interno
Os dados compilados abaixo, retirados diretamente dos Relatórios Técnicos da
Chatfield Technical Consulting Limited, indicam que 21/22 (95,5 %) das amostras foram
negativas para estruturas 5 m, com a amostra positiva (crisotila) indicando
concentração de 0,00083 f/cc. Similarmente, 22/25 (86,4 %) das amostras foram
negativas para estruturas < 5 m, com as positivas indicando 2-3 estruturas de
crisotila por amostra. Os dados apresentados pelo Laboratório de Microscopia
Eletrônica do Instituto de Física da USP (ANEXO 2), entretanto, indicam que
nenhuma fibra 5 m foi evidenciada nas amostras de coleta ambiental interna.
SALVADOR – 6 AMOSTRAS DOMICILIARES NEGATIVAS
SÃO PAULO – 2 AMOSTRAS DOMICILIARES COM FIBRAS < 5 m
22
SÃO PAULO – 2 AMOSTRAS DOMICILIARES COM FIBRAS < 5 m
22
RECIFE – 8 AMOSTRAS DOMICILIARES NEGATIVAS
RIO DE JANEIRO – 1 AMOSTRA DOMICILIAR POSITIVA/
7 AMOSTRAS NEGATIVAS
23
RECIFE – 8 AMOSTRAS DOMICILIARES NEGATIVAS
RIO DE JANEIRO – 1 AMOSTRA DOMICILIAR POSITIVA/
7 AMOSTRAS NEGATIVAS
23
RIO DE JANEIRO – DETALHAMENTO DA AMOSTRA
DOMICILIAR POSITIVA
24
RIO DE JANEIRO – DETALHAMENTO DA AMOSTRA
DOMICILIAR POSITIVA
24
RIO DE JANEIRO – 1 AMOSTRA DOMICILIAR COM FIBRAS < 5
m
1.4.2 - Ambiente Externo
Os dados compilados abaixo, retirados diretamente dos Relatórios Técnicos da
Chatfield Technical Consulting Limited, indicam que 25/30 (83,4 %) das amostras foram
negativas para estruturas 5 m, com as amostras positivas (4 de crisotila e 1 de
anfibólio) indicando concentrações de
0,00040-0,00086 f/cc. Similarmente, 25/30
(83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas < 5 m, com as positivas
indicando 1 estrutura de crisotila por amostra. Os dados apresentados pelo
Laboratório de Microscopia Eletrônica do Instituto de Física da USP (ANEXO),
25
RIO DE JANEIRO – 1 AMOSTRA DOMICILIAR COM FIBRAS < 5
m
1.4.2 - Ambiente Externo
Os dados compilados abaixo, retirados diretamente dos Relatórios Técnicos da
Chatfield Technical Consulting Limited, indicam que 25/30 (83,4 %) das amostras foram
negativas para estruturas 5 m, com as amostras positivas (4 de crisotila e 1 de
anfibólio) indicando concentrações de
0,00040-0,00086 f/cc. Similarmente, 25/30
(83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas < 5 m, com as positivas
indicando 1 estrutura de crisotila por amostra. Os dados apresentados pelo
Laboratório de Microscopia Eletrônica do Instituto de Física da USP (ANEXO),
25
entretanto, indicam que nenhuma fibra 5 m foi evidenciada nas amostras de coleta
ambiental externa.
SÃO PAULO – 2 AMOSTRAS EXTERNAS POSITIVAS/
7 AMOSTRAS NEGATIVAS
26
entretanto, indicam que nenhuma fibra 5 m foi evidenciada nas amostras de coleta
ambiental externa.
SÃO PAULO – 2 AMOSTRAS EXTERNAS POSITIVAS/
7 AMOSTRAS NEGATIVAS
26
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA –
CETESB-OESTE (03-SP)
27
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA –
CETESB-OESTE (03-SP)
27
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA – TERM
SANTO AMARO (05-SP B)
28
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA – TERM
SANTO AMARO (05-SP B)
28
SÃO PAULO – 1 AMOSTRA EXTERNA COM FIBRAS < 5 m
SALVADOR – 1 AMOSTRAS EXTERNA POSITIVA
2 AMOSTRAS NEGATIVAS
29
SÃO PAULO – 1 AMOSTRA EXTERNA COM FIBRAS < 5 m
SALVADOR – 1 AMOSTRAS EXTERNA POSITIVA
2 AMOSTRAS NEGATIVAS
29
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA –
SALVADOR “CENTRO DE SAÚDE) –EXTERNO
30
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA –
SALVADOR “CENTRO DE SAÚDE) –EXTERNO
30
RECIFE – 1 AMOSTRAS EXTERNA POSITIVA/
4 AMOSTRAS NEGATIVAS
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA –
RECIFE “CANAL DO CAVOCO”
31
RECIFE – 1 AMOSTRAS EXTERNA POSITIVA/
4 AMOSTRAS NEGATIVAS
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA –
RECIFE “CANAL DO CAVOCO”
31
RECIFE/PORTO DE GALINHAS – PONTOS CARDEAIS/NEUTROS
7 AMOSTRAS NEGATIVAS
RIO DE JANEIRO – 1 AMOSTRA EXTERNA POSITIVA/5
AMOSTRAS NEGATIVAS
32
RECIFE/PORTO DE GALINHAS – PONTOS CARDEAIS/NEUTROS
7 AMOSTRAS NEGATIVAS
RIO DE JANEIRO – 1 AMOSTRA EXTERNA POSITIVA/5
AMOSTRAS NEGATIVAS
32
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA
RIO DE JANEIRO – PRAÇA 42
33
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA
RIO DE JANEIRO – PRAÇA 42
33
RIO DE JANEIRO – 2 AMOSTRAS EXTERNAS COM FIBRAS < 5 m
34
RIO DE JANEIRO – 2 AMOSTRAS EXTERNAS COM FIBRAS < 5 m
34
SUMÁRIO GERAL DO RESULTADO DA AVALIAÇÃO DAS
AMOSTRAS POR MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE
TRANSMISSÃO
Chatfield Technical Consulting Limited, Canada
N
Tipo
Concentração
(f/cc)
Comentários
21 (95,5%)
1 (4,5%)
X
X
X
Crisotila
0,00083
2 estruturas
X
X
X
Crisotila
Crisotila
Crisotila
NQ
NQ
NQ
1 estrutura
2 estruturas
3 estruturas
X
X
X
Crisotila
Crisotila
Crisotila
Anfibólio
Crisotila
0,00084
0,00084
0,00040
0,00086
0,00042
1 estrutura
1 estrutura
3 estruturas
1 estrutura
3 estruturas
X
X
X
Crisotila
Crisotila
Crisotila
Crisotila
Crisotila
NQ
NQ
NQ
NQ
NQ
1 estrutura
1 estrutura
1 estrutura
1 estrutura
1 estrutura
Domiciliares
5 m
Negativas
Positivas
Sta.Cruz RJ-03
< 5 m
Negativas
Positivas
Sta.Cruz RJ-04
São Paulo-EC08
São Paulo-EC09
19 (86,4%)
3 (19,6%)
Extra-domiciliares
5 m
Negativas
Positivas
Cetesb-Oeste-SP
Term S. Amaro-SP
Salvador CS. BA
Recive Cavoco, PE
St. Cruz 42, RJ
< 5 m
Negativas
Positivas
Pq Ibirapuera -SP
Salvador CS. BA
St. Cruz, 42, RJ
Largo Machado RJ
St. Cruz, Galpão, RJ
NQ: Não Quantificado
25 (83,4 %)
5 (16,6 %)
25(83,4 %)
5 (16,6 %)
SUMÁRIO GERAL DO RESULTADO DA AVALIAÇÃO DAS
AMOSTRAS POR MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE
TRANSMISSÃO
Chatfield Technical Consulting Limited, Canada
N
Tipo
Concentração
(f/cc)
Comentários
21 (95,5%)
1 (4,5%)
X
X
X
Crisotila
0,00083
2 estruturas
X
X
X
Crisotila
Crisotila
Crisotila
NQ
NQ
NQ
1 estrutura
2 estruturas
3 estruturas
X
X
X
Crisotila
Crisotila
Crisotila
Anfibólio
Crisotila
0,00084
0,00084
0,00040
0,00086
0,00042
1 estrutura
1 estrutura
3 estruturas
1 estrutura
3 estruturas
X
X
X
Crisotila
Crisotila
Crisotila
Crisotila
Crisotila
NQ
NQ
NQ
NQ
NQ
1 estrutura
1 estrutura
1 estrutura
1 estrutura
1 estrutura
Domiciliares
5 m
Negativas
Positivas
Sta.Cruz RJ-03
< 5 m
Negativas
Positivas
Sta.Cruz RJ-04
São Paulo-EC08
São Paulo-EC09
19 (86,4%)
3 (19,6%)
Extra-domiciliares
5 m
Negativas
Positivas
Cetesb-Oeste-SP
Term S. Amaro-SP
Salvador CS. BA
Recive Cavoco, PE
St. Cruz 42, RJ
< 5 m
Negativas
Positivas
Pq Ibirapuera -SP
Salvador CS. BA
St. Cruz, 42, RJ
Largo Machado RJ
St. Cruz, Galpão, RJ
NQ: Não Quantificado
25 (83,4 %)
5 (16,6 %)
25(83,4 %)
5 (16,6 %)
1.4.2
-
AVALIAÇÃO
CLINICA,
FUNCIONAL
RESPIRATÓRIA
E
RADIOLÓGICA DOS MORADORES DAS HABITAÇÕES COM TELHAS DE
CIMENTO-AMIANTO.
1.4.2.1 - Características Gerais da Amostra Avaliada
Foram entrevistados 550 indivíduos (130 homens (23,6 %) e 420 mulheres
(76,4), distribuídos homogeneamente nas 5 capitais avaliadas (Tabela 1), com
idade variando entre 25 e 87 anos. Observou-se que mais de 3/4 dos avaliados
tinham idade entre 30 e 60 anos (Tabela 2 e histograma correspondente), portanto
em fase laborativa.
Tabela 1. Distribuição de gênero por capital avaliada.
36
1.4.2
-
AVALIAÇÃO
CLINICA,
FUNCIONAL
RESPIRATÓRIA
E
RADIOLÓGICA DOS MORADORES DAS HABITAÇÕES COM TELHAS DE
CIMENTO-AMIANTO.
1.4.2.1 - Características Gerais da Amostra Avaliada
Foram entrevistados 550 indivíduos (130 homens (23,6 %) e 420 mulheres
(76,4), distribuídos homogeneamente nas 5 capitais avaliadas (Tabela 1), com
idade variando entre 25 e 87 anos. Observou-se que mais de 3/4 dos avaliados
tinham idade entre 30 e 60 anos (Tabela 2 e histograma correspondente), portanto
em fase laborativa.
Tabela 1. Distribuição de gênero por capital avaliada.
36
Tabela 2. Distribuição etária.
Abreviaturas: 1= 18-30 anos; 2= 31-40 anos; 3= 41-50 anos; 4= 51-60
anos; 5= 61-70 anos; 6= 71-80 anos; 7= acima de 80 anos
Abreviaturas: 1= 18-30 anos; 2= 31-40 anos; 3= 41-50 anos; 4= 51-60
anos; 5= 61-70 anos; 6= 71-80 anos; 7= acima de 80 anos
37
Tabela 2. Distribuição etária.
Abreviaturas: 1= 18-30 anos; 2= 31-40 anos; 3= 41-50 anos; 4= 51-60
anos; 5= 61-70 anos; 6= 71-80 anos; 7= acima de 80 anos
Abreviaturas: 1= 18-30 anos; 2= 31-40 anos; 3= 41-50 anos; 4= 51-60
anos; 5= 61-70 anos; 6= 71-80 anos; 7= acima de 80 anos
37
1.4.2.2 - Análise das Condições de Moradia
1.4.2.2.1 - Quanto à Caracterização das Moradias
As tabelas 3 a 6 demonstram que a moradia típica era sem forro, de
alvenaria (95,2 %), térrea (93,1 %) e tendo 2 a 5 moradores por residência (70%).
Tabela 3. Freqüência do tipo de construção.
Tabela 4. Freqüência do tipo de casa.
38
1.4.2.2 - Análise das Condições de Moradia
1.4.2.2.1 - Quanto à Caracterização das Moradias
As tabelas 3 a 6 demonstram que a moradia típica era sem forro, de
alvenaria (95,2 %), térrea (93,1 %) e tendo 2 a 5 moradores por residência (70%).
Tabela 3. Freqüência do tipo de construção.
Tabela 4. Freqüência do tipo de casa.
38
Tabela 5. Freqüência do número de moradores por residência.
1.4.2.2.2 - Quanto ao Tempo de Moradia em Residências Cobertas por
Telhas de Fibrocimento.
A tabela 6 demonstra que mais de 80% dos entrevistados informou residir
entre 10 e 30 anos na moradia atual. Entretanto, 2 / 3 dos avaliados havia morado
anteriormente em residências semelhantes – habitualmente por até 20 anos (Tabela
7). Desta forma, o tempo total de residência em casas cobertas por telhas de
fibrocimento variou tipicamente entre 20 e 40 anos (em aproximadamente 75% dos
casos) (Tabela 8). A tabela 9 apresenta as medidas de tendência central e dispersão
de tais variáveis, indicando que a mediana de moradia atual, prévio e total foi 20,
15 e 34 anos, respectivamente.
39
Tabela 5. Freqüência do número de moradores por residência.
1.4.2.2.2 - Quanto ao Tempo de Moradia em Residências Cobertas por
Telhas de Fibrocimento.
A tabela 6 demonstra que mais de 80% dos entrevistados informou residir
entre 10 e 30 anos na moradia atual. Entretanto, 2 / 3 dos avaliados havia morado
anteriormente em residências semelhantes – habitualmente por até 20 anos (Tabela
7). Desta forma, o tempo total de residência em casas cobertas por telhas de
fibrocimento variou tipicamente entre 20 e 40 anos (em aproximadamente 75% dos
casos) (Tabela 8). A tabela 9 apresenta as medidas de tendência central e dispersão
de tais variáveis, indicando que a mediana de moradia atual, prévio e total foi 20,
15 e 34 anos, respectivamente.
39
Tabela 6. Tempo de moradia na residência atual.
Abreviaturas: 1= 0-10 anos; 2= 10-20 anos; 3= 20-30 anos; 4= 30-40
anos; 5= 40-50 anos.
40
Tabela 6. Tempo de moradia na residência atual.
Abreviaturas: 1= 0-10 anos; 2= 10-20 anos; 3= 20-30 anos; 4= 30-40
anos; 5= 40-50 anos.
40
Tabela 7. Tempo de moradia em residência prévia com telhas de fibrocimento.
Abreviaturas: 1= 0-10 anos; 2= 10-20 anos; 3= 20-30 anos; 4= 30-40
anos; 5= 40-50 anos; 6= 50-60 anos.
41
Tabela 7. Tempo de moradia em residência prévia com telhas de fibrocimento.
Abreviaturas: 1= 0-10 anos; 2= 10-20 anos; 3= 20-30 anos; 4= 30-40
anos; 5= 40-50 anos; 6= 50-60 anos.
41
Tabela 8. Tempo TOTAL de moradia em residência com telhas de fibrocimento.
Abreviaturas: 2= 10-20 anos (MENOR VALOR DE 15 ANOS); 3= 2030 anos; 4= 30-40 anos; 5= 40-50 anos; 6= 50-60 anos; 7= 60-70 anos; 8=
70-80 anos.
42
Tabela 8. Tempo TOTAL de moradia em residência com telhas de fibrocimento.
Abreviaturas: 2= 10-20 anos (MENOR VALOR DE 15 ANOS); 3= 2030 anos; 4= 30-40 anos; 5= 40-50 anos; 6= 50-60 anos; 7= 60-70 anos; 8=
70-80 anos.
42
Tabela 9. Média (desvio padrão, DP) e mediana (variação interquartil, VIQ) dos
tempos de moradia em residência com telhas de fibrocimento.
1.4.2.2.3 - Quanto ao Tempo de Permanência nas Moradias Atuais.
A tabela 10 demonstra que mais de 80% dos entrevistados permanecia pelo
menos 10 horas diárias na moradia, sendo que a condição de ―idade superior a 30
anos e pelo menos 15 de moradia foi encontrada em mais de 93% dos avaliados
(Tabela 11).
Tabela 10. Tempo médio de permanência diária na moradia.
43
Tabela 9. Média (desvio padrão, DP) e mediana (variação interquartil, VIQ) dos
tempos de moradia em residência com telhas de fibrocimento.
1.4.2.2.3 - Quanto ao Tempo de Permanência nas Moradias Atuais.
A tabela 10 demonstra que mais de 80% dos entrevistados permanecia pelo
menos 10 horas diárias na moradia, sendo que a condição de ―idade superior a 30
anos e pelo menos 15 de moradia foi encontrada em mais de 93% dos avaliados
(Tabela 11).
Tabela 10. Tempo médio de permanência diária na moradia.
43
Tabela 11. Freqüência da condição idade superior a 30 anos e pelo menos 15 de
moradia.
1.4.2.2.4 - Quanto às Condições de Cobertura
Mais de 75% dos entrevistados afirmaram que a residência estava coberta
por telhas de fibrocimento há mais de 15 anos (Tabela 12), o que parece ser
compatível com uma mediana de moradia na residência atual de 20 anos (Tabela
6). De acordo com a avaliação subjetiva das condições de conservação das telhas,
apenas 3,6 % foram julgadas ―não-deterioradas‖ e mais de 80% tinham
deterioração média à intensa (Tabela 13).
Tabela 12. Tempo referido de cobertura da residência atual por telhas de
fibrocimento.
44
Tabela 11. Freqüência da condição idade superior a 30 anos e pelo menos 15 de
moradia.
1.4.2.2.4 - Quanto às Condições de Cobertura
Mais de 75% dos entrevistados afirmaram que a residência estava coberta
por telhas de fibrocimento há mais de 15 anos (Tabela 12), o que parece ser
compatível com uma mediana de moradia na residência atual de 20 anos (Tabela
6). De acordo com a avaliação subjetiva das condições de conservação das telhas,
apenas 3,6 % foram julgadas ―não-deterioradas‖ e mais de 80% tinham
deterioração média à intensa (Tabela 13).
Tabela 12. Tempo referido de cobertura da residência atual por telhas de
fibrocimento.
44
Tabela 13. Condições de conservação das telhas de fibrocimento de acordo com
a avaliação subjetiva do entrevistador.
Obs: Pintura recente (< 6 meses) nas 9 residências com telhas pintadas na face
interna, com exposição prévia,sem pintura, por mais de 15 anos.
1.4.2.3 - Características Clínico-funcionais da Amostra Avaliada
Conforme apresentado na tabela 14, indivíduos do sexo masculino
apresentaram maiores valores de IMC e, como esperado, maiores valores
absolutos de CVF e VEF1 (p<0,05) Entretanto, não houve diferença significante
entre os sexos em relação a tais variáveis em % do previsto, as quais se
encontravam dentro da normalidade em 87,5 % dos casos. Sessenta dos 69 casos
com espirometria anormal apresentaram distúrbio ventilatório obstrutivo, sendo
que apenas 9 pacientes tinham distúrbio ventilatório inespecífico (8) ou restritivo.
45
Tabela 13. Condições de conservação das telhas de fibrocimento de acordo com
a avaliação subjetiva do entrevistador.
Obs: Pintura recente (< 6 meses) nas 9 residências com telhas pintadas na face
interna, com exposição prévia,sem pintura, por mais de 15 anos.
1.4.2.3 - Características Clínico-funcionais da Amostra Avaliada
Conforme apresentado na tabela 14, indivíduos do sexo masculino
apresentaram maiores valores de IMC e, como esperado, maiores valores
absolutos de CVF e VEF1 (p<0,05) Entretanto, não houve diferença significante
entre os sexos em relação a tais variáveis em % do previsto, as quais se
encontravam dentro da normalidade em 87,5 % dos casos. Sessenta dos 69 casos
com espirometria anormal apresentaram distúrbio ventilatório obstrutivo, sendo
que apenas 9 pacientes tinham distúrbio ventilatório inespecífico (8) ou restritivo.
45
Tabela 14. Parâmetros antropométricos e funcionais respiratórios por gênero.
Obs: p<0,05 em negrito.
Os sintomas de tosse, sibilância, expectoração e dispnéia foram relatados
por 11,1 %, 5,1 %, 6,7 % e 12,5 % dos entrevistados, respectivamente. A
espirometria foi considerada alterada em 12,5 % do total de casos (69 / 550) ou
13,6 % dos que realizaram o exame (N= 506). Houve associação estatisticamente
significante entre alteração espirométrica e cada um destes sintomas (p<0,05;
Tabelas 15-18).
Tabagismo atual ou prévio foi relatado por 42,5 % dos entrevistados, sendo
mais freqüente e intenso nos homens do que nas mulheres (Tabela 14).
46
Tabela 14. Parâmetros antropométricos e funcionais respiratórios por gênero.
Obs: p<0,05 em negrito.
Os sintomas de tosse, sibilância, expectoração e dispnéia foram relatados
por 11,1 %, 5,1 %, 6,7 % e 12,5 % dos entrevistados, respectivamente. A
espirometria foi considerada alterada em 12,5 % do total de casos (69 / 550) ou
13,6 % dos que realizaram o exame (N= 506). Houve associação estatisticamente
significante entre alteração espirométrica e cada um destes sintomas (p<0,05;
Tabelas 15-18).
Tabagismo atual ou prévio foi relatado por 42,5 % dos entrevistados, sendo
mais freqüente e intenso nos homens do que nas mulheres (Tabela 14).
46
Tabela 15. Associação entre alterações espirométricas e presença de tosse.
47
Tabela 15. Associação entre alterações espirométricas e presença de tosse.
47
Tabela 16. Associação entre alterações espirométricas e sibilância.
Tabela 17. Associação entre alterações espirométricas e expectoração.
48
Tabela 16. Associação entre alterações espirométricas e sibilância.
Tabela 17. Associação entre alterações espirométricas e expectoração.
48
Tabela 18. Associação entre alterações espirométricas e dispnéia.
1.4.2.4 - Características Radiográficas e Tomográficas
1.4.2.4 .1 - Quanto às Alterações Pleurais
A avaliação radiográfica de tórax sugeriu a presença de placas pleurais em
3 casos (sendo placa calcificada em 1 dos casos), os quais não foram confirmados
pela TCAR. Portanto, considerando-se a TCAR como teste critério (padrão áureo),
tais achados radiográficos foram considerados como falso-positivos.
Tabela 19. Ausência de placas pleurais pela TCAR e presença destas alterações
no radiograma de tórax em 3 indivíduos.
49
Tabela 18. Associação entre alterações espirométricas e dispnéia.
1.4.2.4 - Características Radiográficas e Tomográficas
1.4.2.4 .1 - Quanto às Alterações Pleurais
A avaliação radiográfica de tórax sugeriu a presença de placas pleurais em
3 casos (sendo placa calcificada em 1 dos casos), os quais não foram confirmados
pela TCAR. Portanto, considerando-se a TCAR como teste critério (padrão áureo),
tais achados radiográficos foram considerados como falso-positivos.
Tabela 19. Ausência de placas pleurais pela TCAR e presença destas alterações
no radiograma de tórax em 3 indivíduos.
49
1.4.2.4 .2 - Quanto às Alterações Parenquimatosas
Não se evidenciou, pelo RX de tórax, alterações intersticiais difusas em
nenhum examinado. Entretanto, pequenas opacidades reticulo-nodulares (>= 1/0
pela OIT) foram observadas em 2 casos, os quais não foram confirmados pela
TCAR (Tabela 20). Portanto, considerando-se a TCAR como teste critério, tais
achados radiográficos foram considerados como falso-positivos. De toda a
amostra avaliada por TCAR, evidenciou-se que 31 indivíduos apresentaram
alterações tomográficas não relacionadas com a exposição ao asbesto, tais como:
seqüela de processo infeccioso específico (tuberculose pulmonar) ou alterações
intersticiais inespecíficas (2 casos), relacionadas provavelmente à sarcoidose e
artrite reumatóide, bronquiectasias, além de nódulos pulmonares solitários ainda
em investigação. Destes indivíduos, 27 foram para seguimento clínico nos serviços
de referência de cada localidade. Na cidade de São Paulo, um caso de suspeita de
tumor renal foi submetido à biópsia sendo diagnosticado compatibilidade com
hematoma renal. Outros indivíduos com imagens radiológicas com suspeita de
tuberculose, nódulos pulmonares e bronquiectasias, foram encaminhados, mas
não compareceram para dar continuidade à investigação. Em Goiânia foram
encontrados dois casos de bronquiectasias estando em seguimento e tratamento
no referido Serviço; um caso com nódulo no lobo superior direito, reavaliado no
dia 21/05/2009 mostrou paciente assintomática respiratória e nova TCAR não
mostrou modificações significativas; e um caso com suspeita de Sarcoidose
reavaliada em 24/04/2009, encontrava-se assintomático e nova TCAR não
mostrou anormalidades significativas. Em Salvador foram identificados três
pacientes com nódulo pulmonar: um está em seguimento sendo a última consulta
foi realizada em 08/02/2010; o segundo caso iniciou a investigação, mas não deu
continuidade e o terceiro não compareceu ao agendamento marcado. Dois outros
pacientes tiveram quadro compatível com processo infeccioso pulmonar, um deles
foi reavaliado em outubro de 2008 com resolução do quadro e o outro não
retornou para seguimento. Em Recife, foram identificados cinco indivíduos com
nódulos ou micronódulos pulmonares, sendo um deles com microcalcificação e
50
1.4.2.4 .2 - Quanto às Alterações Parenquimatosas
Não se evidenciou, pelo RX de tórax, alterações intersticiais difusas em
nenhum examinado. Entretanto, pequenas opacidades reticulo-nodulares (>= 1/0
pela OIT) foram observadas em 2 casos, os quais não foram confirmados pela
TCAR (Tabela 20). Portanto, considerando-se a TCAR como teste critério, tais
achados radiográficos foram considerados como falso-positivos. De toda a
amostra avaliada por TCAR, evidenciou-se que 31 indivíduos apresentaram
alterações tomográficas não relacionadas com a exposição ao asbesto, tais como:
seqüela de processo infeccioso específico (tuberculose pulmonar) ou alterações
intersticiais inespecíficas (2 casos), relacionadas provavelmente à sarcoidose e
artrite reumatóide, bronquiectasias, além de nódulos pulmonares solitários ainda
em investigação. Destes indivíduos, 27 foram para seguimento clínico nos serviços
de referência de cada localidade. Na cidade de São Paulo, um caso de suspeita de
tumor renal foi submetido à biópsia sendo diagnosticado compatibilidade com
hematoma renal. Outros indivíduos com imagens radiológicas com suspeita de
tuberculose, nódulos pulmonares e bronquiectasias, foram encaminhados, mas
não compareceram para dar continuidade à investigação. Em Goiânia foram
encontrados dois casos de bronquiectasias estando em seguimento e tratamento
no referido Serviço; um caso com nódulo no lobo superior direito, reavaliado no
dia 21/05/2009 mostrou paciente assintomática respiratória e nova TCAR não
mostrou modificações significativas; e um caso com suspeita de Sarcoidose
reavaliada em 24/04/2009, encontrava-se assintomático e nova TCAR não
mostrou anormalidades significativas. Em Salvador foram identificados três
pacientes com nódulo pulmonar: um está em seguimento sendo a última consulta
foi realizada em 08/02/2010; o segundo caso iniciou a investigação, mas não deu
continuidade e o terceiro não compareceu ao agendamento marcado. Dois outros
pacientes tiveram quadro compatível com processo infeccioso pulmonar, um deles
foi reavaliado em outubro de 2008 com resolução do quadro e o outro não
retornou para seguimento. Em Recife, foram identificados cinco indivíduos com
nódulos ou micronódulos pulmonares, sendo um deles com microcalcificação e
50
outro com calcificações linfonodais, que foram encaminhados para investigação.
Na capital fluminense (RJ) foram identificados: um indivíduo com nódulos
pulmonares, com quadro tomográfico inalterado em 2010; um paciente com
nódulo pulmonar não respondeu à solicitação de agendamento para controle; um
paciente apresentava quadro compatível com opacidades irregulares no lobo
superior direito e consolidação focal no lobo inferior esquerdo e nova avaliação
em 2010 não mostrou modificações do quadro; numa paciente com diagnóstico de
artrite reumatóide (AR), diagnosticada por reumatologista, foi identificado
infiltrado intersticial pulmonar à esclarecer, sendo o quadro radiológico
compatível com comprometimento pulmonar pela artrite reumatóide.
Tabela 20. Pequenas opacidades 1/0 (OIT) sugeridas pelo RX de tórax e não
confirmadas pela TCAR em 2 pacientes, além de outras alterações tomográficas
não compatíveis com exposição ao asbesto e evidenciadas apenas pela TCAR.
Sem alterações
intersticiais
51
MÉDIA
outro com calcificações linfonodais, que foram encaminhados para investigação.
Na capital fluminense (RJ) foram identificados: um indivíduo com nódulos
pulmonares, com quadro tomográfico inalterado em 2010; um paciente com
nódulo pulmonar não respondeu à solicitação de agendamento para controle; um
paciente apresentava quadro compatível com opacidades irregulares no lobo
superior direito e consolidação focal no lobo inferior esquerdo e nova avaliação
em 2010 não mostrou modificações do quadro; numa paciente com diagnóstico de
artrite reumatóide (AR), diagnosticada por reumatologista, foi identificado
infiltrado intersticial pulmonar à esclarecer, sendo o quadro radiológico
compatível com comprometimento pulmonar pela artrite reumatóide.
Tabela 20. Pequenas opacidades 1/0 (OIT) sugeridas pelo RX de tórax e não
confirmadas pela TCAR em 2 pacientes, além de outras alterações tomográficas
não compatíveis com exposição ao asbesto e evidenciadas apenas pela TCAR.
Sem alterações
intersticiais
51
MÉDIA
1.5 - DISCUSSÃO
Após consulta à literatura, consideramos ser este o primeiro estudo a
investigar o possível risco de exposição ambiental, intra e extra-domiciliar, aos
moradores por longos períodos (acima de 15 anos), em residências cobertas
diretamente por telhas de cimento-amianto, no Brasil. Os resultados do presente
estudo indicam que apenas 1 em 22 amostras intra-domiciliares e 5 em 30 das
amostras extra-domiciliares revelaram-se positivas para fibras de asbestos 5 m,
mas em concentrações similares, tanto às encontradas no ambiente externo local
como naquelas previamente descritas em grandes cidades ocidentais (0,00040 a
0,00080 f/cc). Adicionalmente, os moradores avaliados não apresentaram
evidências de acometimento clínico, funcional respiratório ou tomográfico,
passíveis estas, de serem correlacionadas com a exposição ambiental ao asbesto.
1.5.1 - Avaliação da Exposição
A exposição à fibras de asbesto 5 m é internacionalmente considerada
como aquela de potencial patogênico respiratório definido, tanto para condições
não-malignas (placas pleurais e asbestose), como malignas (mesotelioma e câncer
de pulmão).(34) Desta forma, os organismos internacionais de vigilância à
exposição ao asbesto não consideram, em seus relatórios, a presença de fibras de
menores dimensões
(35-37)
incluindo-se, por exemplo, a avaliação de exposição em
11/09 no World Trade Center.(38)
Um aspecto crucial para a interpretação dos resultados deste estudo é o
reconhecimento de que há uma concentração minimamente presente de fibras no
meio externo, mesmo em áreas rurais e desabitadas como a Groelândia ou ilhas do
Pacífico.(39) Esta exposição de fundo (background exposure) deve-se não somente ao
possível afloramento natural de jazidas como da dispersão de fibras do solo, por
intemperismo e também aquelas derivadas da presença humana. No meio urbano
desenvolvido, habitualmente relacionam-se ao uso em freios automotivos,
materiais de fricção e isolamento, produtos têxteis, canos e tubulações.(40)
Considerando-se a inexistência de informações confiáveis quanto á exposição ao
52
1.5 - DISCUSSÃO
Após consulta à literatura, consideramos ser este o primeiro estudo a
investigar o possível risco de exposição ambiental, intra e extra-domiciliar, aos
moradores por longos períodos (acima de 15 anos), em residências cobertas
diretamente por telhas de cimento-amianto, no Brasil. Os resultados do presente
estudo indicam que apenas 1 em 22 amostras intra-domiciliares e 5 em 30 das
amostras extra-domiciliares revelaram-se positivas para fibras de asbestos 5 m,
mas em concentrações similares, tanto às encontradas no ambiente externo local
como naquelas previamente descritas em grandes cidades ocidentais (0,00040 a
0,00080 f/cc). Adicionalmente, os moradores avaliados não apresentaram
evidências de acometimento clínico, funcional respiratório ou tomográfico,
passíveis estas, de serem correlacionadas com a exposição ambiental ao asbesto.
1.5.1 - Avaliação da Exposição
A exposição à fibras de asbesto 5 m é internacionalmente considerada
como aquela de potencial patogênico respiratório definido, tanto para condições
não-malignas (placas pleurais e asbestose), como malignas (mesotelioma e câncer
de pulmão).(34) Desta forma, os organismos internacionais de vigilância à
exposição ao asbesto não consideram, em seus relatórios, a presença de fibras de
menores dimensões
(35-37)
incluindo-se, por exemplo, a avaliação de exposição em
11/09 no World Trade Center.(38)
Um aspecto crucial para a interpretação dos resultados deste estudo é o
reconhecimento de que há uma concentração minimamente presente de fibras no
meio externo, mesmo em áreas rurais e desabitadas como a Groelândia ou ilhas do
Pacífico.(39) Esta exposição de fundo (background exposure) deve-se não somente ao
possível afloramento natural de jazidas como da dispersão de fibras do solo, por
intemperismo e também aquelas derivadas da presença humana. No meio urbano
desenvolvido, habitualmente relacionam-se ao uso em freios automotivos,
materiais de fricção e isolamento, produtos têxteis, canos e tubulações.(40)
Considerando-se a inexistência de informações confiáveis quanto á exposição ao
52
asbesto de fundo no Brasil, a discussão que se seguirá restringe-se ao cotejamento
dos dados do presente estudo com a literatura internacional. Neste contexto, a
Tabela 21 e a Figura I demonstram que os níveis de concentração de fibras de
asbesto encontradas no presente estudo (0,0004-0,0008 f/cc, ou seja, na quarta casa
decimal negativa (40 x 10-4) são comparáveis ou, em algumas circunstâncias
inferiores (Japão, algumas grandes cidades dos EUA), ao reportado no meio
ambiente urbano, rural e industrial nos estudos prévios em diferentes países e
consideradas ―baixo risco‖ do ponto de vista epidemiológico e de saúde pública.
Similarmente, a Tabela 22 e as Figuras II e III demonstram que as
concentrações de 0,0004-0,0008 f/cc (40 x 10-4) também são, via-de-regra,
comparáveis ou, em algumas circunstâncias inferiores (Japão, Rússia, ao reportado
no ambiente próximo à edificações com MCA e consideradas de ―baixo risco‖ do
ponto de vista epidemiológico e de saúde pública. (34,36,41)
53
asbesto de fundo no Brasil, a discussão que se seguirá restringe-se ao cotejamento
dos dados do presente estudo com a literatura internacional. Neste contexto, a
Tabela 21 e a Figura I demonstram que os níveis de concentração de fibras de
asbesto encontradas no presente estudo (0,0004-0,0008 f/cc, ou seja, na quarta casa
decimal negativa (40 x 10-4) são comparáveis ou, em algumas circunstâncias
inferiores (Japão, algumas grandes cidades dos EUA), ao reportado no meio
ambiente urbano, rural e industrial nos estudos prévios em diferentes países e
consideradas ―baixo risco‖ do ponto de vista epidemiológico e de saúde pública.
Similarmente, a Tabela 22 e as Figuras II e III demonstram que as
concentrações de 0,0004-0,0008 f/cc (40 x 10-4) também são, via-de-regra,
comparáveis ou, em algumas circunstâncias inferiores (Japão, Rússia, ao reportado
no ambiente próximo à edificações com MCA e consideradas de ―baixo risco‖ do
ponto de vista epidemiológico e de saúde pública. (34,36,41)
53
Tabela 21. Concentração de fibras de asbesto no meio ambiente urbano,
rural e em áreas industriais com materiais contendo asbestos (MCA) em
diversos países.
Presente estudo= 0,0004-0,0008 f/cc
Extraído de:
54
Tabela 21. Concentração de fibras de asbesto no meio ambiente urbano,
rural e em áreas industriais com materiais contendo asbestos (MCA) em
diversos países.
Presente estudo= 0,0004-0,0008 f/cc
Extraído de:
54
Figura 8. Comparação gráfica entre concentrações de fibras de asbesto no meio
ambiente urbano previamente descritas em diversos países e aquelas
encontradas no presente estudo (máxima em verde, mínima em vermelho).
Coréia
Lim HS, Kim JY, Sakai K, Hisanaga N: Airborne asbestos and non-asbestos fi ber
concentrations in non-occupational environments in Korea. Ind Health 2004, 42, 171-178.
Japão
Sakai K, Hisanaga N, Kohyama N, Shibata E, Takeuchai Y: Airborne fi ber concentration and
size distribution of mineral fi bers in área with serpentinite outcrops in Aichi Prefecture, Japan.
Ind Health 2001, 39, 132-140.
Polônia
Lesz M: Asbestos in the air. In: Proceedings of the International Conference on Asbestos Risk
Reduction and Measurement of Asbestos Fibre Concentration, 28-29 September 2006. University
of Science and Technology, Cracow 2006.
EUA
Lee et al., 1992 R.J. Lee, D.R. Van Orden, M. Corn and K.S. Crump, Exposure to airborne
asbestos in buildings, Regulatory Toxicology and Pharmacology 16 (1992), pp. 93–107
Corn M, Crump K, Farrar DB, Lee RJ, McFee DR: Airborne concentrations of asbestos in 71
school buildings. Regul Toxicol Pharmacol1991, 13, 99-114.
Corn M: Airborne concentrations of asbestos in non-occupational environments. Ann Occup
Hyg 1994, 38, 495-502.
Lee RJ, Van Orden DR: Airborne asbestos in buildings. Regu Toxicol Pharmacol 2008, 50, 218225
US Environmental Protection Agency (US EPA): US EPA Asbestos Assessment for El Dorado
Hills. US EPA Region 9, San Francisco 2005.
55
Figura 8. Comparação gráfica entre concentrações de fibras de asbesto no meio
ambiente urbano previamente descritas em diversos países e aquelas
encontradas no presente estudo (máxima em verde, mínima em vermelho).
Coréia
Lim HS, Kim JY, Sakai K, Hisanaga N: Airborne asbestos and non-asbestos fi ber
concentrations in non-occupational environments in Korea. Ind Health 2004, 42, 171-178.
Japão
Sakai K, Hisanaga N, Kohyama N, Shibata E, Takeuchai Y: Airborne fi ber concentration and
size distribution of mineral fi bers in área with serpentinite outcrops in Aichi Prefecture, Japan.
Ind Health 2001, 39, 132-140.
Polônia
Lesz M: Asbestos in the air. In: Proceedings of the International Conference on Asbestos Risk
Reduction and Measurement of Asbestos Fibre Concentration, 28-29 September 2006. University
of Science and Technology, Cracow 2006.
EUA
Lee et al., 1992 R.J. Lee, D.R. Van Orden, M. Corn and K.S. Crump, Exposure to airborne
asbestos in buildings, Regulatory Toxicology and Pharmacology 16 (1992), pp. 93–107
Corn M, Crump K, Farrar DB, Lee RJ, McFee DR: Airborne concentrations of asbestos in 71
school buildings. Regul Toxicol Pharmacol1991, 13, 99-114.
Corn M: Airborne concentrations of asbestos in non-occupational environments. Ann Occup
Hyg 1994, 38, 495-502.
Lee RJ, Van Orden DR: Airborne asbestos in buildings. Regu Toxicol Pharmacol 2008, 50, 218225
US Environmental Protection Agency (US EPA): US EPA Asbestos Assessment for El Dorado
Hills. US EPA Region 9, San Francisco 2005.
55
Tabela 22. Concentração de fibras de asbesto no meio ambiente interno e
externo em edificações com materiais contendo asbestos (MCA) e no meio
ambiente externo em diversos países.
Presente estudo= 0,0004-0,0008 f/cc
Extraído de:
Coréia: Lim HS, Kim JY, Sakai K, Hisanaga N: Airborne asbestos and non-asbestos fiber
concentrations in non-occupational environments in Korea. Ind Health 2004, 42, 171-178.
Japão : Uchiyama I: Risk communication – a case study: Accidental Exposure to Asbestos at a
Nursery School. In: Kazan-Allen L (Ed): Report of the Global Asbestos Congress (GAC 2004), 1921 November 2004, Tokyo 2004.
Rússia : Kovalevskiy E, Tossavainen A: Asbestos fi bers in the urban environment in Moscow.
In: Proceedings of the IOHA 6th International Scientifi c Conference 19-23 September 2005, Paper
J5. Pilanesberg 2005.
Inglaterra: Massey SW, Llewellyn JW, Brown RC: Environmental exposure to fi brous
materials. In: Fibrous Materials in the Environment, 47-70. Institute for Environment and Health,
Leicester 1997.
Austrália/Alemanha: enHEALTH Council, Department of Health and Ageing: Management
of asbestos in the non-occupational environment. Australian Government,Canberra 2005.
Polônia: Stroszejn-Mrowca G, Szadkowska-Stańczyk I: Monitoring of environment and
evaluation of occupational exposure to asbestos dust during removal of “asbestos products”
from environment. In: Dyczek J (Ed): Asbestos Risk Reduction and Measurement of Asbestos
Fibre Concentaration, Proceedings of the International Seminar held in AGH, University of
Science and Technology, Appendix, 28–29 September 2006, 21-24, Cracow 2006.
EUA: Lee et al., 1992 R.J. Lee, D.R. Van Orden, M. Corn and K.S. Crump, Exposure to airborne
asbestos in buildings, Regulatory Toxicology and Pharmacology 16 (1992), pp. 93–107
Corn M, Crump K, Farrar DB, Lee RJ, McFee DR: Airborne concentrations of asbestos in 71
school buildings. Regul Toxicol Pharmacol1991, 13, 99-114.
Corn M: Airborne concentrations of asbestos in non-occupational environments. Ann Occup Hyg
1994, 38, 495-502.
Lee RJ, Van Orden DR: Airborne asbestos in buildings. Regu Toxicol Pharmacol 2008, 50, 218225
US Environmental Protection Agency (US EPA): US EPA Asbestos Assessment for El Dorado
Hills. US EPA Region 9, San Francisco 2005.
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Tabela 22. Concentração de fibras de asbesto no meio ambiente interno e
externo em edificações com materiais contendo asbestos (MCA) e no meio
ambiente externo em diversos países.
Presente estudo= 0,0004-0,0008 f/cc
Extraído de:
Coréia: Lim HS, Kim JY, Sakai K, Hisanaga N: Airborne asbestos and non-asbestos fiber
concentrations in non-occupational environments in Korea. Ind Health 2004, 42, 171-178.
Japão : Uchiyama I: Risk communication – a case study: Accidental Exposure to Asbestos at a
Nursery School. In: Kazan-Allen L (Ed): Report of the Global Asbestos Congress (GAC 2004), 1921 November 2004, Tokyo 2004.
Rússia : Kovalevskiy E, Tossavainen A: Asbestos fi bers in the urban environment in Moscow.
In: Proceedings of the IOHA 6th International Scientifi c Conference 19-23 September 2005, Paper
J5. Pilanesberg 2005.
Inglaterra: Massey SW, Llewellyn JW, Brown RC: Environmental exposure to fi brous
materials. In: Fibrous Materials in the Environment, 47-70. Institute for Environment and Health,
Leicester 1997.
Austrália/Alemanha: enHEALTH Council, Department of Health and Ageing: Management
of asbestos in the non-occupational environment. Australian Government,Canberra 2005.
Polônia: Stroszejn-Mrowca G, Szadkowska-Stańczyk I: Monitoring of environment and
evaluation of occupational exposure to asbestos dust during removal of “asbestos products”
from environment. In: Dyczek J (Ed): Asbestos Risk Reduction and Measurement of Asbestos
Fibre Concentaration, Proceedings of the International Seminar held in AGH, University of
Science and Technology, Appendix, 28–29 September 2006, 21-24, Cracow 2006.
EUA: Lee et al., 1992 R.J. Lee, D.R. Van Orden, M. Corn and K.S. Crump, Exposure to airborne
asbestos in buildings, Regulatory Toxicology and Pharmacology 16 (1992), pp. 93–107
Corn M, Crump K, Farrar DB, Lee RJ, McFee DR: Airborne concentrations of asbestos in 71
school buildings. Regul Toxicol Pharmacol1991, 13, 99-114.
Corn M: Airborne concentrations of asbestos in non-occupational environments. Ann Occup Hyg
1994, 38, 495-502.
Lee RJ, Van Orden DR: Airborne asbestos in buildings. Regu Toxicol Pharmacol 2008, 50, 218225
US Environmental Protection Agency (US EPA): US EPA Asbestos Assessment for El Dorado
Hills. US EPA Region 9, San Francisco 2005.
56
Figura 9. Comparação gráfica entre concentrações de fibras de asbesto no meio
ambiente externo à edificações com material contendo asbestos (MCA) em
diferentes países e aquelas encontradas no presente estudo (máxima em verde,
mínima em vermelho).
57
Figura 9. Comparação gráfica entre concentrações de fibras de asbesto no meio
ambiente externo à edificações com material contendo asbestos (MCA) em
diferentes países e aquelas encontradas no presente estudo (máxima em verde,
mínima em vermelho).
57
Figura 10. Comparação gráfica entre concentrações de fibras de asbesto no meio
ambiente externo à edificações com material contendo asbestos nos EUA (3978
amostras internas em 752 locais por 32 anos) e aquelas encontradas no presente
estudo (máxima em verde, mínima em vermelho).
58
Figura 10. Comparação gráfica entre concentrações de fibras de asbesto no meio
ambiente externo à edificações com material contendo asbestos nos EUA (3978
amostras internas em 752 locais por 32 anos) e aquelas encontradas no presente
estudo (máxima em verde, mínima em vermelho).
58
1.5.2 - Avaliação dos Efeitos na Saúde
A amostra avaliada tem diversas características que permitem inferir que a
mesma foi representativa da população residente em casas cobertas por telhas de
fibrocimento em núcleos urbanos (vide, entretanto, limitações do estudo). Desta
forma, em relação às moradias, avaliou-se um número similar de indivíduos em 5
cidades brasileiras que parecem representar adequadamente a realidade urbana
de cidades com recente expansão urbana (e.g., Goiânia e Salvador) e de cidades
com população mais estável (Rio de Janeiro e São Paulo). A preponderância de
casas de alvenaria de pavimento único e sem forro, habitadas por múltiplos
indivíduos é compatível também com o esperado em áreas de baixo
desenvolvimento econômico e social.
Nos aspectos concernentes à população avaliada, a preponderância de
mulheres era esperado, pois os indivíduos do sexo feminino permanecem no
ambiente doméstico por períodos mais longos do que os homens. A carga de
exposição tabágica é compatível com a recentemente descrita em amplo estudo
epidemiológico,
assim como a prevalência de
alterações espirométricas
compatíveis com doenças bronco-obstrutivas não ocupacionais na população geral
brasileira
(42),
demonstrando a importância do tabagismo na morbidade
respiratória geral. Portanto, o fato das alterações funcionais respiratórias – e os
sintomas daí derivados -
terem sido ligadas às doenças obstrutivas (e não
restritivas, como acontece na asbestose) sejam elas tabaco-relacionadas ou não (por
exemplo, asma), além da ausência de alterações na TCAR nos poucos pacientes
com alterações ―restritivas‖ ou ―inespecíficas‖, permite a conclusão de que as
anormalidades encontradas não tiveram um substrato anatômico compatível com
doenças asbesto-relacionadas.
Um outro achado relevante do presente estudo foi a ausência de alterações
tomográficas compatíveis com doenças asbesto-relacionadas. De fato, os dois casos
com alterações intersticiais tiveram diagnóstico de compatíbilidade com outras
doenças (sarcoidose e artrite reumatóide), achado compreensível quando se utiliza
em larga escala um método sensível como a TCAR. Da mesma forma, a ocorrência
59
1.5.2 - Avaliação dos Efeitos na Saúde
A amostra avaliada tem diversas características que permitem inferir que a
mesma foi representativa da população residente em casas cobertas por telhas de
fibrocimento em núcleos urbanos (vide, entretanto, limitações do estudo). Desta
forma, em relação às moradias, avaliou-se um número similar de indivíduos em 5
cidades brasileiras que parecem representar adequadamente a realidade urbana
de cidades com recente expansão urbana (e.g., Goiânia e Salvador) e de cidades
com população mais estável (Rio de Janeiro e São Paulo). A preponderância de
casas de alvenaria de pavimento único e sem forro, habitadas por múltiplos
indivíduos é compatível também com o esperado em áreas de baixo
desenvolvimento econômico e social.
Nos aspectos concernentes à população avaliada, a preponderância de
mulheres era esperado, pois os indivíduos do sexo feminino permanecem no
ambiente doméstico por períodos mais longos do que os homens. A carga de
exposição tabágica é compatível com a recentemente descrita em amplo estudo
epidemiológico,
assim como a prevalência de
alterações espirométricas
compatíveis com doenças bronco-obstrutivas não ocupacionais na população geral
brasileira
(42),
demonstrando a importância do tabagismo na morbidade
respiratória geral. Portanto, o fato das alterações funcionais respiratórias – e os
sintomas daí derivados -
terem sido ligadas às doenças obstrutivas (e não
restritivas, como acontece na asbestose) sejam elas tabaco-relacionadas ou não (por
exemplo, asma), além da ausência de alterações na TCAR nos poucos pacientes
com alterações ―restritivas‖ ou ―inespecíficas‖, permite a conclusão de que as
anormalidades encontradas não tiveram um substrato anatômico compatível com
doenças asbesto-relacionadas.
Um outro achado relevante do presente estudo foi a ausência de alterações
tomográficas compatíveis com doenças asbesto-relacionadas. De fato, os dois casos
com alterações intersticiais tiveram diagnóstico de compatíbilidade com outras
doenças (sarcoidose e artrite reumatóide), achado compreensível quando se utiliza
em larga escala um método sensível como a TCAR. Da mesma forma, a ocorrência
59
de micronódulos e nódulos pulmonares observados na avaliação tomográfica está
dentro do esperado em estudos em que este exame foi utilizado.(43) Deve-se notar,
ainda, que, em alguns casos, foram observadas alterações reticulo-nodulares
localizadas pelo radiograma de tórax, mas que não foram confirmadas pela TCAR.
Estes achados, ilustram a importância central da TCAR na avaliação
contemporânea de casos suspeitos de doenças asbesto-relacionadas, mesmo
levando-se em consideração os altos custos envolvidos em grandes estudos
epidemiológicos.
1.5.3 - Limitações do Estudo
Como esperado, o presente estudo tem potenciais limitações que devem ser
consideradas antes da generalização dos seus resultados. A amostra avaliada foi
calculada por critérios estritamente operacionais, dentro das limitações da
disponibilidade de dados prévios relativos à morbidade relacionada à exposição
domiciliar ao asbesto no Brasil. Desta forma, a mesma deve ser encarada como
uma amostra de ocasião, não permitindo uma estimativa da prevalência nacional
de casos atribuíveis à possível exposição domiciliar ao asbesto. Entretanto, deve-se
admitir que as condições analisadas provavelmente correspondem ao ―pior
cenário‖ de possível exposição domiciliar, já que foram investigados indivíduos
residindo nestas casas por tempo superior a 15 anos (média de 35 anos), com grau
de deterioração das telhas de cimento-amianto, de moderado à intenso.
Finalmente, deve-se considerar o caráter subjetivo da avaliação das condições de
deterioração das telhas; entretanto, estudo prévio que procurou uniformizar tal
procedimento, reconhece o ―caráter intrinsecamente subjetivo‖ de tal avaliação em
estudos epidemiológicos. Porém, a grande maioria das telhas foi considerada
como ―moderada à acentuadamente deteriorada‖, o que parece indicar não ter
havido subestimação apreciável das reais condições do revestimento.
60
de micronódulos e nódulos pulmonares observados na avaliação tomográfica está
dentro do esperado em estudos em que este exame foi utilizado.(43) Deve-se notar,
ainda, que, em alguns casos, foram observadas alterações reticulo-nodulares
localizadas pelo radiograma de tórax, mas que não foram confirmadas pela TCAR.
Estes achados, ilustram a importância central da TCAR na avaliação
contemporânea de casos suspeitos de doenças asbesto-relacionadas, mesmo
levando-se em consideração os altos custos envolvidos em grandes estudos
epidemiológicos.
1.5.3 - Limitações do Estudo
Como esperado, o presente estudo tem potenciais limitações que devem ser
consideradas antes da generalização dos seus resultados. A amostra avaliada foi
calculada por critérios estritamente operacionais, dentro das limitações da
disponibilidade de dados prévios relativos à morbidade relacionada à exposição
domiciliar ao asbesto no Brasil. Desta forma, a mesma deve ser encarada como
uma amostra de ocasião, não permitindo uma estimativa da prevalência nacional
de casos atribuíveis à possível exposição domiciliar ao asbesto. Entretanto, deve-se
admitir que as condições analisadas provavelmente correspondem ao ―pior
cenário‖ de possível exposição domiciliar, já que foram investigados indivíduos
residindo nestas casas por tempo superior a 15 anos (média de 35 anos), com grau
de deterioração das telhas de cimento-amianto, de moderado à intenso.
Finalmente, deve-se considerar o caráter subjetivo da avaliação das condições de
deterioração das telhas; entretanto, estudo prévio que procurou uniformizar tal
procedimento, reconhece o ―caráter intrinsecamente subjetivo‖ de tal avaliação em
estudos epidemiológicos. Porém, a grande maioria das telhas foi considerada
como ―moderada à acentuadamente deteriorada‖, o que parece indicar não ter
havido subestimação apreciável das reais condições do revestimento.
60
1.6 - CONCLUSÕES
Os resultados do presente estudo envolvendo coleta e análise por
microscopia eletrônica de transmissão de amostras aéreas intra- (N= 22) e extradomiciliares (N= 30) para a caracterização e quantificação da concentração de
fibras de asbesto ( avaliação do risco) em cinco capitais brasileiras, além da
avaliação de 550 moradores por longo tempo (há pelo menos 15 anos) em
residências cobertas por telhas de asbestos-cimento nestes locais, indicam que:
1. a exposição ambiental intra e extra-domiciliar à fibras de asbesto 5 m (com
potencial patogênico) e fibras < 5 m (sem potencial patogênico), no momento
da coleta das amostras, foi comparável ao previamente descrito em grandes
áreas urbanas de diversos países desenvolvidos; e dentro dos limites aceitáveis
de acordo com a Organização Mundial de Saúde e as agências internacionais de
controle da exposição;
2. não se observou na amostra avaliada, evidências de acometimento clínico e
funcional respiratório ou tomográfico de alta resolução passíveis estes de
atribuição à exposição ambiental à fibras de asbesto.
61
1.6 - CONCLUSÕES
Os resultados do presente estudo envolvendo coleta e análise por
microscopia eletrônica de transmissão de amostras aéreas intra- (N= 22) e extradomiciliares (N= 30) para a caracterização e quantificação da concentração de
fibras de asbesto ( avaliação do risco) em cinco capitais brasileiras, além da
avaliação de 550 moradores por longo tempo (há pelo menos 15 anos) em
residências cobertas por telhas de asbestos-cimento nestes locais, indicam que:
1. a exposição ambiental intra e extra-domiciliar à fibras de asbesto 5 m (com
potencial patogênico) e fibras < 5 m (sem potencial patogênico), no momento
da coleta das amostras, foi comparável ao previamente descrito em grandes
áreas urbanas de diversos países desenvolvidos; e dentro dos limites aceitáveis
de acordo com a Organização Mundial de Saúde e as agências internacionais de
controle da exposição;
2. não se observou na amostra avaliada, evidências de acometimento clínico e
funcional respiratório ou tomográfico de alta resolução passíveis estes de
atribuição à exposição ambiental à fibras de asbesto.
61
2 – AVALIAÇÃO OCUPACIONAL
2.1 – RESUMO
O presente relatório traz os dados finais da avaliação de 2075 trabalhadores
e ex-trabalhadores da atividade de mineração de asbesto dos quais logrou-se o
acompanhamento longitudinal, por tomografia computadorizada de alta
resolução (TCAR), relativo ao Projeto Asbesto-I, em 405 indivíduos. Os principais
resultados podem ser assim descritos:
1. Numa avaliação transversal no Estudo atual:
A ocorrência de doença pleural (Pl) ou parenquimatosa (Asb) compatível com a
exposição ao asbesto, diagnosticada por TCAR (N=1427), foi substancialmente
maior no GRUPO I (N=124 – Asb = 2; Asb +Pl=10; e Pl = 60) e também no GRUPO
II (N=604 Asb=10; Asb + Pl = 16; Pl = 53), decrescendo acentuadamente no
GRUPO IIIA (N=481 – Asb = 3; Asb + PL = 5; PL = 14) e, principalmente, no
GRUPO IIIB (N=216 Asb = 0; Asb + PL = 0; PL = 4). Por conseguinte, a Razão de
Chance (Odds Ratio) para doença pleural ou parenquimatosa asbesto-relacionada
decresceu progressivamente com a redução da exposição cumulativa observada
do GRUPO I em direção ao GRUPO IIIB.
Dos quatro casos de placas pleurais identificados no GRUPO IIIB, dois deles
tiveram exposição anterior a 1980 na indústria do fibrocimento.
Houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos.
assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou elevada taxa
de falso-positivos para asbestose e falso-negativo para placas pleurais.
Devido a reduzida prevalência de alterações atribuíveis ao asbesto nos GRUPOS
IIIA e IIIB, não foi possível uma comparação válida entre sub-grupos com e sem
alterações pleuro-parenquimatosas.
Diagnóstico possível de câncer de pulmão foi considerado em 15 casos. Em 8 (6
casos no presente estudo e 2 do Projeto-I) o diagnóstico foi confirmado e nos 7
restantes foi presumido. Por informações insuficientes, o nexo causal com a
exposição ocupacional, embora considerado, não pode ser estabelecido em todos
os indivíduos.
2. Numa avaliação longitudinal (Projetos I e II):
no GRUPO I, os pacientes que passaram a apresentar anormalidades intersticiais
compatíveis com asbestose (N= 3, 12% dos normais na avaliação inicial) e placas
pleurais (N= 6, 24% dos normais na avaliação inicial) tiveram maior exposição
cumulativa, tendendo a ser mais idosos e com maior tempo de exposição do que o
62
2 – AVALIAÇÃO OCUPACIONAL
2.1 – RESUMO
O presente relatório traz os dados finais da avaliação de 2075 trabalhadores
e ex-trabalhadores da atividade de mineração de asbesto dos quais logrou-se o
acompanhamento longitudinal, por tomografia computadorizada de alta
resolução (TCAR), relativo ao Projeto Asbesto-I, em 405 indivíduos. Os principais
resultados podem ser assim descritos:
1. Numa avaliação transversal no Estudo atual:
A ocorrência de doença pleural (Pl) ou parenquimatosa (Asb) compatível com a
exposição ao asbesto, diagnosticada por TCAR (N=1427), foi substancialmente
maior no GRUPO I (N=124 – Asb = 2; Asb +Pl=10; e Pl = 60) e também no GRUPO
II (N=604 Asb=10; Asb + Pl = 16; Pl = 53), decrescendo acentuadamente no
GRUPO IIIA (N=481 – Asb = 3; Asb + PL = 5; PL = 14) e, principalmente, no
GRUPO IIIB (N=216 Asb = 0; Asb + PL = 0; PL = 4). Por conseguinte, a Razão de
Chance (Odds Ratio) para doença pleural ou parenquimatosa asbesto-relacionada
decresceu progressivamente com a redução da exposição cumulativa observada
do GRUPO I em direção ao GRUPO IIIB.
Dos quatro casos de placas pleurais identificados no GRUPO IIIB, dois deles
tiveram exposição anterior a 1980 na indústria do fibrocimento.
Houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos.
assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou elevada taxa
de falso-positivos para asbestose e falso-negativo para placas pleurais.
Devido a reduzida prevalência de alterações atribuíveis ao asbesto nos GRUPOS
IIIA e IIIB, não foi possível uma comparação válida entre sub-grupos com e sem
alterações pleuro-parenquimatosas.
Diagnóstico possível de câncer de pulmão foi considerado em 15 casos. Em 8 (6
casos no presente estudo e 2 do Projeto-I) o diagnóstico foi confirmado e nos 7
restantes foi presumido. Por informações insuficientes, o nexo causal com a
exposição ocupacional, embora considerado, não pode ser estabelecido em todos
os indivíduos.
2. Numa avaliação longitudinal (Projetos I e II):
no GRUPO I, os pacientes que passaram a apresentar anormalidades intersticiais
compatíveis com asbestose (N= 3, 12% dos normais na avaliação inicial) e placas
pleurais (N= 6, 24% dos normais na avaliação inicial) tiveram maior exposição
cumulativa, tendendo a ser mais idosos e com maior tempo de exposição do que o
62
sub-grupo que permaneceu estável em relação à avaliação inicial (N= 15, 60% dos
normais na avaliação inicial).
no GRUPO II, os pacientes que passaram a apresentar anormalidades
intersticiais compatíveis com asbestose (N= 8, 4,6% dos normais na avaliação
inicial) e placas pleurais (N= 12, 6,9% dos normais na avaliação inicial) eram mais
idosos e tiveram maior exposição cumulativa do que o sub-grupo que permaneceu
estável em relação à avaliação inicial (N= 154, 88 % dos normais na avaliação
inicial). Observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente relativo,
nos indivíduos que evoluíram para alterações intersticiais compatíveis com
asbestose.
surgiram 5 novos casos com placas no GRUPO IIIA, ou seja, 3,8%, sendo que 4
tinham TCAR sem alterações no estudo inicial. Nenhum caso de alteração
intersticial compatível com asbestose foi identificado evolutivamente no Grupo
IIIA. Não se identificou novas alterações nem progressão do comprometimento
pleural ou intersticial nos indivíduos do GRUPO IIIB, que fizeram TCAR nos dois
estudos.
3. Houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos.
Assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou elevada
taxa de falso-positivos para asbestose e falso-negativo para placas pleurais, tanto
na avaliação transversal como na evolutiva dos casos alterados no Projeto I.
63
sub-grupo que permaneceu estável em relação à avaliação inicial (N= 15, 60% dos
normais na avaliação inicial).
no GRUPO II, os pacientes que passaram a apresentar anormalidades
intersticiais compatíveis com asbestose (N= 8, 4,6% dos normais na avaliação
inicial) e placas pleurais (N= 12, 6,9% dos normais na avaliação inicial) eram mais
idosos e tiveram maior exposição cumulativa do que o sub-grupo que permaneceu
estável em relação à avaliação inicial (N= 154, 88 % dos normais na avaliação
inicial). Observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente relativo,
nos indivíduos que evoluíram para alterações intersticiais compatíveis com
asbestose.
surgiram 5 novos casos com placas no GRUPO IIIA, ou seja, 3,8%, sendo que 4
tinham TCAR sem alterações no estudo inicial. Nenhum caso de alteração
intersticial compatível com asbestose foi identificado evolutivamente no Grupo
IIIA. Não se identificou novas alterações nem progressão do comprometimento
pleural ou intersticial nos indivíduos do GRUPO IIIB, que fizeram TCAR nos dois
estudos.
3. Houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos.
Assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou elevada
taxa de falso-positivos para asbestose e falso-negativo para placas pleurais, tanto
na avaliação transversal como na evolutiva dos casos alterados no Projeto I.
63
2.2 – INTRODUÇÃO
Asbesto ou Amianto é seguramente um dos minerais mais estudados na
história da humanidade e, mesmo assim, ainda em nossos dias, contempla
incertezas, indefinições, especialmente aquelas inerentes às decisões em saúde
pública, bem como, quanto às implicações relativas aos riscos das exposições
ambientais e ocupacionais.
No Brasil, desde 1940, o asbesto é explorado comercialmente, sendo que nos
últimos anos sua produção é da ordem de 200.000 toneladas por ano. Estima-se
que na atividade de mineração cerca de 10.000 trabalhadores foram expostos a
essa fibra. Em torno de 90% da produção é utilizada na produção de fibrocimento, especialmente telhas e caixas d’água, desconhecendo-se a estimativa do
número de pessoas expostas nesse ramo de atividade. Algumas informações, de
jornais e revistas não especializadas, citam entre 200.000 a 300.000 indivíduos que
se expuseram ao asbesto na construção civil.
Mesmo utilizando essa fibra desde a década de 40 e com um grande número
de trabalhadores com exposição a esse mineral, não existe nenhum estudo de
seguimento, com metodologia de investigação científica apropriada, para avaliar as
repercussões sobre a saúde dos trabalhadores em relação a essa exposição, em
nosso país. Na literatura nacional há apenas relatos de casos pontuais e sem
conotação de estudo epidemiológico. Dessa forma, como breve histórico, relatamos
que, em meados de setembro de 1993, docentes da Área de Saúde Ocupacional da
UNICAMP, envolvidos com o estudo das doenças pulmonares de origem
ocupacional, iniciaram os primeiros contatos para a realização do Projeto I.
Baseavam-se na necessidade de conhecerem os eventuais agravos à saúde dos
trabalhadores brasileiros expostos ao asbesto, em razão do seu desconhecimento
sistemático em nosso meio. Idealizaram iniciar essa investigação entre aqueles que
extraem esse mineral, para em seguida disponibilizá-lo nos demais segmentos da
indústria de transformação. Dessa forma, contataram os trabalhadores, através do
sindicato da categoria e a empresa SAMA. Após discussão, em assembléia, sobre os
64
2.2 – INTRODUÇÃO
Asbesto ou Amianto é seguramente um dos minerais mais estudados na
história da humanidade e, mesmo assim, ainda em nossos dias, contempla
incertezas, indefinições, especialmente aquelas inerentes às decisões em saúde
pública, bem como, quanto às implicações relativas aos riscos das exposições
ambientais e ocupacionais.
No Brasil, desde 1940, o asbesto é explorado comercialmente, sendo que nos
últimos anos sua produção é da ordem de 200.000 toneladas por ano. Estima-se
que na atividade de mineração cerca de 10.000 trabalhadores foram expostos a
essa fibra. Em torno de 90% da produção é utilizada na produção de fibrocimento, especialmente telhas e caixas d’água, desconhecendo-se a estimativa do
número de pessoas expostas nesse ramo de atividade. Algumas informações, de
jornais e revistas não especializadas, citam entre 200.000 a 300.000 indivíduos que
se expuseram ao asbesto na construção civil.
Mesmo utilizando essa fibra desde a década de 40 e com um grande número
de trabalhadores com exposição a esse mineral, não existe nenhum estudo de
seguimento, com metodologia de investigação científica apropriada, para avaliar as
repercussões sobre a saúde dos trabalhadores em relação a essa exposição, em
nosso país. Na literatura nacional há apenas relatos de casos pontuais e sem
conotação de estudo epidemiológico. Dessa forma, como breve histórico, relatamos
que, em meados de setembro de 1993, docentes da Área de Saúde Ocupacional da
UNICAMP, envolvidos com o estudo das doenças pulmonares de origem
ocupacional, iniciaram os primeiros contatos para a realização do Projeto I.
Baseavam-se na necessidade de conhecerem os eventuais agravos à saúde dos
trabalhadores brasileiros expostos ao asbesto, em razão do seu desconhecimento
sistemático em nosso meio. Idealizaram iniciar essa investigação entre aqueles que
extraem esse mineral, para em seguida disponibilizá-lo nos demais segmentos da
indústria de transformação. Dessa forma, contataram os trabalhadores, através do
sindicato da categoria e a empresa SAMA. Após discussão, em assembléia, sobre os
64
objetivos do estudo, sua metodologia e critérios éticos, todos concordaram com a
realização da pesquisa.
Durante o período de 1994 a 1996, após inúmeras visitas e discussões,
novamente com os trabalhadores e a empresa, foi assim elaborado o Projeto I que,
por ser considerado de grande relevância e gigantismo, foi alçado à
interinstitucionalidade. Submetido à apreciação da FAPESP, em novembro de
1996, teve sua aprovação e outorga do financiamento em junho de 1997.
Assim, no período de Junho de 1997 a Dezembro de 2000, foram
desenvolvidas todas as atividades previstas no cronograma de execução. A idéia
de dar continuidade ao projeto acima citado (estudo de coorte), iniciou-se após o
término do primeiro estudo, pois muitas questões ainda precisavam ser
esclarecidas. Esta oportunidade surgiu, com o desenvolvimento do projeto de
pesquisa atual.
Alguns aspectos inerentes à realização do estudo anterior e ao
planejamento desse estudo serão a seguir comentados.
2.2.1 - O INÍCIO DA MINERAÇÃO - 1940
Os trabalhadores da mina de São Félix, distrito de Bom Jesus da Serra,
distante cerca de 20 km do município de Poções, próximo a Vitória da Conquista,
na Bahia, nos relataram a vida naqueles tempos.
Praticamente todos os familiares trabalhavam na mina, sendo apenas o
chefe da casa contratado. As crianças extraíam o mineral manualmente, colocavam
em pequenos sacos e vendiam à empresa. Alguns aspectos desse período, entre
1950 e 1960, podem ser observados nas fotografias, cedidas por ex-trabalhadores,
que editamos e apresentamos a seguir:
Durante o período de atividades, entre 1940 a 1967, segundo informações
da empresa, a maior capacidade de produção foi de 4.000 toneladas/ano. Segundo
a análise minerológica do corpo do minério dessa mina, realizada pela Profa. Dra.
Miriam Cruxen, do Instituto de Pesquisa Tecnológica – IPT de São Paulo, em Maio
de 1998, por solicitação da equipe de pesquisa, verificou-se a presença de
65
objetivos do estudo, sua metodologia e critérios éticos, todos concordaram com a
realização da pesquisa.
Durante o período de 1994 a 1996, após inúmeras visitas e discussões,
novamente com os trabalhadores e a empresa, foi assim elaborado o Projeto I que,
por ser considerado de grande relevância e gigantismo, foi alçado à
interinstitucionalidade. Submetido à apreciação da FAPESP, em novembro de
1996, teve sua aprovação e outorga do financiamento em junho de 1997.
Assim, no período de Junho de 1997 a Dezembro de 2000, foram
desenvolvidas todas as atividades previstas no cronograma de execução. A idéia
de dar continuidade ao projeto acima citado (estudo de coorte), iniciou-se após o
término do primeiro estudo, pois muitas questões ainda precisavam ser
esclarecidas. Esta oportunidade surgiu, com o desenvolvimento do projeto de
pesquisa atual.
Alguns aspectos inerentes à realização do estudo anterior e ao
planejamento desse estudo serão a seguir comentados.
2.2.1 - O INÍCIO DA MINERAÇÃO - 1940
Os trabalhadores da mina de São Félix, distrito de Bom Jesus da Serra,
distante cerca de 20 km do município de Poções, próximo a Vitória da Conquista,
na Bahia, nos relataram a vida naqueles tempos.
Praticamente todos os familiares trabalhavam na mina, sendo apenas o
chefe da casa contratado. As crianças extraíam o mineral manualmente, colocavam
em pequenos sacos e vendiam à empresa. Alguns aspectos desse período, entre
1950 e 1960, podem ser observados nas fotografias, cedidas por ex-trabalhadores,
que editamos e apresentamos a seguir:
Durante o período de atividades, entre 1940 a 1967, segundo informações
da empresa, a maior capacidade de produção foi de 4.000 toneladas/ano. Segundo
a análise minerológica do corpo do minério dessa mina, realizada pela Profa. Dra.
Miriam Cruxen, do Instituto de Pesquisa Tecnológica – IPT de São Paulo, em Maio
de 1998, por solicitação da equipe de pesquisa, verificou-se a presença de
65
anfibólios, do tipo tremolita, como componente da crisotila. Com o fechamento da
mina, em 1967, a maioria desses trabalhadores dispersaram-se pela região e por
outros estados. Conseqüentemente, a realização das avaliações clínicas e das
entrevistas da mortalidade, 30 anos após o encerramento daquelas atividades, foi
muito difícil. Montamos um ponto de referência no município de Poções,
iniciamos os contatos com os ex-trabalhadores residentes na cidade que, de
imediato, prontificaram-se a localizar, convocar e convencer ex-colegas de
trabalho para que fossem submetidos às avaliações.
A região é desprovida de rodovias pavimentadas e, por vezes, foram
necessários deslocamentos de até 40 km por estradas de terra, em precárias
condições, para trazê-los ao nosso improvisado consultório. Este funcionou como
consultório durante o dia e dormitório à noite. Conseguimos localizar e avaliar
clínica, espirométrica e radiologicamente os ex-trabalhadores da mina que foram
levados até Vitória da Conquista, distante 50 km de Poções, para a realização de
radiografia do tórax em todos, e de tomografia computadorizada em alguns.
2.2.2 - A MINA DE CANABRAVA
Com a descoberta da imensa jazida de asbesto no maciço de Canabrava,
situado na parte norte do Estado de Goiás, distante cerca de 500 km de Goiânia /
Brasília, as instalações da mina de São Félix foram transferidas para essa região,
que passou a ser denominada de Minaçu, hoje com cerca de 40.000 habitantes.
Cento e treze (113) ex-trabalhadores da mina de São Félix, também se transferiram
para as novas instalações da empresa. Estes constituem o grupo 2, denominado
coorte 2 do estudo epidemiológico.
As fotografias a seguir, cedidas pela empresa, revelam as primeiras
instalações e as condições atuais de funcionamento da mina.
A análise mineralógica do corpo do minério dessa mina, realizada pela
mesma pesquisadora do IPT, revelou, segundo a metodologia utilizada, apenas a
presença do asbesto tipo crisotila, não se evidenciando anfibólios nesse corpo de
minério.
66
anfibólios, do tipo tremolita, como componente da crisotila. Com o fechamento da
mina, em 1967, a maioria desses trabalhadores dispersaram-se pela região e por
outros estados. Conseqüentemente, a realização das avaliações clínicas e das
entrevistas da mortalidade, 30 anos após o encerramento daquelas atividades, foi
muito difícil. Montamos um ponto de referência no município de Poções,
iniciamos os contatos com os ex-trabalhadores residentes na cidade que, de
imediato, prontificaram-se a localizar, convocar e convencer ex-colegas de
trabalho para que fossem submetidos às avaliações.
A região é desprovida de rodovias pavimentadas e, por vezes, foram
necessários deslocamentos de até 40 km por estradas de terra, em precárias
condições, para trazê-los ao nosso improvisado consultório. Este funcionou como
consultório durante o dia e dormitório à noite. Conseguimos localizar e avaliar
clínica, espirométrica e radiologicamente os ex-trabalhadores da mina que foram
levados até Vitória da Conquista, distante 50 km de Poções, para a realização de
radiografia do tórax em todos, e de tomografia computadorizada em alguns.
2.2.2 - A MINA DE CANABRAVA
Com a descoberta da imensa jazida de asbesto no maciço de Canabrava,
situado na parte norte do Estado de Goiás, distante cerca de 500 km de Goiânia /
Brasília, as instalações da mina de São Félix foram transferidas para essa região,
que passou a ser denominada de Minaçu, hoje com cerca de 40.000 habitantes.
Cento e treze (113) ex-trabalhadores da mina de São Félix, também se transferiram
para as novas instalações da empresa. Estes constituem o grupo 2, denominado
coorte 2 do estudo epidemiológico.
As fotografias a seguir, cedidas pela empresa, revelam as primeiras
instalações e as condições atuais de funcionamento da mina.
A análise mineralógica do corpo do minério dessa mina, realizada pela
mesma pesquisadora do IPT, revelou, segundo a metodologia utilizada, apenas a
presença do asbesto tipo crisotila, não se evidenciando anfibólios nesse corpo de
minério.
66
Destaca-se que conhecer o que aconteceu com a saúde dessa população de
trabalhadores expostos a esse mineral foi a meta principal. Para tanto, foi preciso
localizar, contatar, agendar, e realizar o atendimento desses indivíduos. Esta foi
uma experiência surpreendente, pois para alcançar o intento, foi convocada essa
população através do contato boca-a-boca, carro-de-som e rádios locais. Os
principais agentes sociais dessas pequenas localidades foram motivados a
colaborar. Dessa forma, padres, pastores, professores, vereadores, entre outros,
colaboraram para a divulgação do estudo. Treinamos as equipes de avaliação
clínica para que fosse estabelecido a melhor relação médico-paciente. Assim seria
possível coletar dados mais adequados em relação às suas queixas, seus passados
mórbidos, hábitos, condições de trabalho, entre outros, de fundamental
importância nas análises futuras. Orientações e discussões com radiologistas e
técnicos de radiologia, disponíveis nas localidades, onde concentramos esses
atendimentos (Vitória da Conquista, no estado da Bahia; Minaçu, Uruaçu, Goiânia,
no estado de Goiás; Palmas, no estado de Tocantins; e na capital de São Paulo.)
foram realizadas para que se conseguisse radiogramas do tórax da melhor
qualidade possível, exame esse de importância crucial nesse tipo de investigação.
O mesmo cuidado foi exigido na realização das tomografias computadorizadas de
alta resolução, cuja técnica, das mais refinadas, exigiu a presença do responsável
por esses exames, nos locais de execução. As espirometrias foram feitas de acordo
com a padronização brasileira e, muitas vezes, para se conseguir um bom teste,
exigiram-se exaustivas explicações e muita paciência para que, alguns desses extrabalhadores, geralmente os mais idosos e temerosos da ―máquina‖, pudessem
realizá-las. Um grupo reduzido teve necessidade de investigação clínica de maior
complexidade.
A identificação de casos novos de doenças asbesto-relacionadas foi o
principal desafio deste estudo. Para tanto, ampliamos substancialmente o número
de tomografias realizadas, baseando-nos em estudos que claramente identificam a
superioridade deste exame aumentando a sensibilidade e especificidade
diagnóstica em relação ao RX do Tórax. Nos casos reavaliados em que foi
realizada TCAR no Projeto I, pudemos de forma especifica identificar a progressão
67
Destaca-se que conhecer o que aconteceu com a saúde dessa população de
trabalhadores expostos a esse mineral foi a meta principal. Para tanto, foi preciso
localizar, contatar, agendar, e realizar o atendimento desses indivíduos. Esta foi
uma experiência surpreendente, pois para alcançar o intento, foi convocada essa
população através do contato boca-a-boca, carro-de-som e rádios locais. Os
principais agentes sociais dessas pequenas localidades foram motivados a
colaborar. Dessa forma, padres, pastores, professores, vereadores, entre outros,
colaboraram para a divulgação do estudo. Treinamos as equipes de avaliação
clínica para que fosse estabelecido a melhor relação médico-paciente. Assim seria
possível coletar dados mais adequados em relação às suas queixas, seus passados
mórbidos, hábitos, condições de trabalho, entre outros, de fundamental
importância nas análises futuras. Orientações e discussões com radiologistas e
técnicos de radiologia, disponíveis nas localidades, onde concentramos esses
atendimentos (Vitória da Conquista, no estado da Bahia; Minaçu, Uruaçu, Goiânia,
no estado de Goiás; Palmas, no estado de Tocantins; e na capital de São Paulo.)
foram realizadas para que se conseguisse radiogramas do tórax da melhor
qualidade possível, exame esse de importância crucial nesse tipo de investigação.
O mesmo cuidado foi exigido na realização das tomografias computadorizadas de
alta resolução, cuja técnica, das mais refinadas, exigiu a presença do responsável
por esses exames, nos locais de execução. As espirometrias foram feitas de acordo
com a padronização brasileira e, muitas vezes, para se conseguir um bom teste,
exigiram-se exaustivas explicações e muita paciência para que, alguns desses extrabalhadores, geralmente os mais idosos e temerosos da ―máquina‖, pudessem
realizá-las. Um grupo reduzido teve necessidade de investigação clínica de maior
complexidade.
A identificação de casos novos de doenças asbesto-relacionadas foi o
principal desafio deste estudo. Para tanto, ampliamos substancialmente o número
de tomografias realizadas, baseando-nos em estudos que claramente identificam a
superioridade deste exame aumentando a sensibilidade e especificidade
diagnóstica em relação ao RX do Tórax. Nos casos reavaliados em que foi
realizada TCAR no Projeto I, pudemos de forma especifica identificar a progressão
67
da doença intersticial ou pleural ou mesmo investigar o surgimento de neoplasias
de pulmão ou pleura. De fundamental importância na analise foi a relação entre a
identificação ou surgimento de novos casos, relacionados com os grupos de
diferentes latências e exposição ao asbesto, tabagismo, assim como a relação destes
achados com as alterações de função pulmonar.
Para a parte ocupacional do projeto foram traçados os seguintes objetivos
específicos:
Identificar a ocorrência de casos com comprometimento intersticial pulmonar e pleural
(radiográfico e tomográfico) compatíveis com exposição ocupacional ao asbesto e
investigar o surgimento de neoplasias pulmonares e ou pleurais.
Investigar a relação de medidas objetivas da carga de exposição ao asbesto com as
repercussões estruturais (radiográfica e tomográfica) e funcionais respiratórias.
Determinar o impacto na morbidade relacionada ao asbesto nos trabalhadores do Grupo
III (oriundos da mina de Canabrava, sem atividade laborativa na mina de São Félix,
expostos entre 1977-1996), avaliados após tempo de latência comparável àquele do Grupo
I (oriundos da mina de São Félix, que acompanharam ou não a mudança da atividade
mineradora para Canabrava, expostos, portanto, entre 1940-1966) e do Grupo II
(trabalhadores com atividade na mina de Canabrava, sem atividade laborativa prévia na
mina de São Félix, expostos entre 1967-1976) no estudo Asbesto I.
Investigar, nos trabalhadores admitidos após 1977 (Grupo IIIA) e após 1980 (Grupo
IIIB), o impacto da melhoria progressiva das condições ambientais e ocupacionais na
ocorrência de alterações pleurais e/ou parenquimatosas (radiológicas e tomográficas) e no
acometimento funcional respiratório.
Avaliar a sensibilidade da tomografia computadorizada de alta resolução na detecção
precoce de lesões pleurais e/ou parenquimatosas, em relação ao radiograma torácico.
68
da doença intersticial ou pleural ou mesmo investigar o surgimento de neoplasias
de pulmão ou pleura. De fundamental importância na analise foi a relação entre a
identificação ou surgimento de novos casos, relacionados com os grupos de
diferentes latências e exposição ao asbesto, tabagismo, assim como a relação destes
achados com as alterações de função pulmonar.
Para a parte ocupacional do projeto foram traçados os seguintes objetivos
específicos:
Identificar a ocorrência de casos com comprometimento intersticial pulmonar e pleural
(radiográfico e tomográfico) compatíveis com exposição ocupacional ao asbesto e
investigar o surgimento de neoplasias pulmonares e ou pleurais.
Investigar a relação de medidas objetivas da carga de exposição ao asbesto com as
repercussões estruturais (radiográfica e tomográfica) e funcionais respiratórias.
Determinar o impacto na morbidade relacionada ao asbesto nos trabalhadores do Grupo
III (oriundos da mina de Canabrava, sem atividade laborativa na mina de São Félix,
expostos entre 1977-1996), avaliados após tempo de latência comparável àquele do Grupo
I (oriundos da mina de São Félix, que acompanharam ou não a mudança da atividade
mineradora para Canabrava, expostos, portanto, entre 1940-1966) e do Grupo II
(trabalhadores com atividade na mina de Canabrava, sem atividade laborativa prévia na
mina de São Félix, expostos entre 1967-1976) no estudo Asbesto I.
Investigar, nos trabalhadores admitidos após 1977 (Grupo IIIA) e após 1980 (Grupo
IIIB), o impacto da melhoria progressiva das condições ambientais e ocupacionais na
ocorrência de alterações pleurais e/ou parenquimatosas (radiológicas e tomográficas) e no
acometimento funcional respiratório.
Avaliar a sensibilidade da tomografia computadorizada de alta resolução na detecção
precoce de lesões pleurais e/ou parenquimatosas, em relação ao radiograma torácico.
68
Analisar prospectivamente o comprometimento estrutural (radiográfico e tomográfico) e
funcional respiratório nos diferentes grupos de exposição, particularmente nos
trabalhadores com agravo reconhecido no estudo Asbesto-I.
Realizar análise petrográfica-mineralógica no corpo do minério da Mina de Cana Brava,
bem como a avaliação de fibras suspensas no ar do local de trabalho.
69
Analisar prospectivamente o comprometimento estrutural (radiográfico e tomográfico) e
funcional respiratório nos diferentes grupos de exposição, particularmente nos
trabalhadores com agravo reconhecido no estudo Asbesto-I.
Realizar análise petrográfica-mineralógica no corpo do minério da Mina de Cana Brava,
bem como a avaliação de fibras suspensas no ar do local de trabalho.
69
2.3 – MÉTODOS
2.3.1 - POPULAÇÃO DE ESTUDO
A população alvo constituiu dos trabalhadores e ex-trabalhadores
envolvidos em atividade laborativa com exposição ao asbesto por período superior
a um ano, admitidos entre janeiro de 1940 e dezembro de 1996 e que foram
examinados no Projeto Asbesto-I. Optou-se, portanto, pelo re-alinhamento dos
3.634 trabalhadores elegíveis examinados no estudo citado, em 3 grupos de
exposição, relativamente homogêneos com respeito à qualidade do asbesto inalado
e condições de trabalho, vis-à-vis à intensidade da exposição:
- GRUPO I: trabalhadores oriundos da mina de São Félix (Bahia), que
acompanharam ou não a mudança da atividade mineradora para Canabrava
(Goiás), expostos, portanto, entre janeiro de 1940 e dezembro de 1966, N= 180 (4,95
%) da população;
- GRUPO II: trabalhadores com atividade na mina de Canabrava, sem atividade
laborativa prévia na mina de São Félix, expostos entre janeiro de 1967 e dezembro
de 1976, N= 1.317 ( 36,24 %) da população;
- GRUPO III: trabalhadores oriundos da mina de Canabrava, sem atividade
laborativa na mina de São Félix, N= 2.137 (58,81 %) da população, divididos em
dois grupos:
Grupo IIIA: trabalhadores expostos entre janeiro de 1977 até dezembro de 1980 e
Grupo IIIB: trabalhadores expostos a partir de janeiro de 1981 (que iniciou suas
atividades laborais após expressivas ações para redução da contaminação dos
postos de trabalho).
O trabalho de campo da pesquisa ocupacional iniciou-se primeiramente
com a identificação dos 3.634 indivíduos avaliados pelo Projeto I (1996-2000),
considerados elegíveis para seguimento epidemiológico. Para tanto, foi utilizado o
banco de dados da pesquisa anterior, fornecido pelo investigador principal,
contendo informações de identificação, endereço, tempo e período de exposição de
cada participante. Com base nas informações adquiridas foi possível observar que
70
2.3 – MÉTODOS
2.3.1 - POPULAÇÃO DE ESTUDO
A população alvo constituiu dos trabalhadores e ex-trabalhadores
envolvidos em atividade laborativa com exposição ao asbesto por período superior
a um ano, admitidos entre janeiro de 1940 e dezembro de 1996 e que foram
examinados no Projeto Asbesto-I. Optou-se, portanto, pelo re-alinhamento dos
3.634 trabalhadores elegíveis examinados no estudo citado, em 3 grupos de
exposição, relativamente homogêneos com respeito à qualidade do asbesto inalado
e condições de trabalho, vis-à-vis à intensidade da exposição:
- GRUPO I: trabalhadores oriundos da mina de São Félix (Bahia), que
acompanharam ou não a mudança da atividade mineradora para Canabrava
(Goiás), expostos, portanto, entre janeiro de 1940 e dezembro de 1966, N= 180 (4,95
%) da população;
- GRUPO II: trabalhadores com atividade na mina de Canabrava, sem atividade
laborativa prévia na mina de São Félix, expostos entre janeiro de 1967 e dezembro
de 1976, N= 1.317 ( 36,24 %) da população;
- GRUPO III: trabalhadores oriundos da mina de Canabrava, sem atividade
laborativa na mina de São Félix, N= 2.137 (58,81 %) da população, divididos em
dois grupos:
Grupo IIIA: trabalhadores expostos entre janeiro de 1977 até dezembro de 1980 e
Grupo IIIB: trabalhadores expostos a partir de janeiro de 1981 (que iniciou suas
atividades laborais após expressivas ações para redução da contaminação dos
postos de trabalho).
O trabalho de campo da pesquisa ocupacional iniciou-se primeiramente
com a identificação dos 3.634 indivíduos avaliados pelo Projeto I (1996-2000),
considerados elegíveis para seguimento epidemiológico. Para tanto, foi utilizado o
banco de dados da pesquisa anterior, fornecido pelo investigador principal,
contendo informações de identificação, endereço, tempo e período de exposição de
cada participante. Com base nas informações adquiridas foi possível observar que
70
a distribuição geográfica das residências destes indivíduos, era heterogênea,
entretanto, grande parte delas esteve concentrada em quatro regiões: 1-) Minaçu,
Uruaçu, Anápolis e Goiânia no estado de Goiás (n= 3117); 2-) Poções, Bom Jesus
da Serra e Vitória da Conquista na Bahia (n=154); 3-) Palmas e Gurupi no estado
do Tocantins (n=115); e 4-) São Paulo (capital) e grande São Paulo (n=52). (Figura
1)
Figura 1: Número de residentes distribuídos por estado fornecidos pelo banco de
dados do Projeto-I (1996-2000).
Com o conhecimento de onde estaria concentrado o maior número de
indivíduos foi estabelecido a montagem das bases fixas para o atendimento aos
trabalhadores e ex-trabalhadores: Goiânia e Minaçu. A coordenação dos trabalhos
de campo ficou centralizada na cidade de Goiânia, em salas cedidas pela
Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado de Goiás, salas estas
montadas para os atendimentos da parte ambiental do projeto. Em Minaçu foi
realizada uma reunião, com membros do Sindicato que representa os
trabalhadores da mineração e o Sindicato dos aposentados de Minaçu, para
explicar os objetivos da Pesquisa e solicitar o apoio destas instituições. O Sindicato
71
a distribuição geográfica das residências destes indivíduos, era heterogênea,
entretanto, grande parte delas esteve concentrada em quatro regiões: 1-) Minaçu,
Uruaçu, Anápolis e Goiânia no estado de Goiás (n= 3117); 2-) Poções, Bom Jesus
da Serra e Vitória da Conquista na Bahia (n=154); 3-) Palmas e Gurupi no estado
do Tocantins (n=115); e 4-) São Paulo (capital) e grande São Paulo (n=52). (Figura
1)
Figura 1: Número de residentes distribuídos por estado fornecidos pelo banco de
dados do Projeto-I (1996-2000).
Com o conhecimento de onde estaria concentrado o maior número de
indivíduos foi estabelecido a montagem das bases fixas para o atendimento aos
trabalhadores e ex-trabalhadores: Goiânia e Minaçu. A coordenação dos trabalhos
de campo ficou centralizada na cidade de Goiânia, em salas cedidas pela
Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado de Goiás, salas estas
montadas para os atendimentos da parte ambiental do projeto. Em Minaçu foi
realizada uma reunião, com membros do Sindicato que representa os
trabalhadores da mineração e o Sindicato dos aposentados de Minaçu, para
explicar os objetivos da Pesquisa e solicitar o apoio destas instituições. O Sindicato
71
dos Trabalhadores da Mineração cedeu as salas de seu prédio para a instalação do
escritório da pesquisa na cidade e para a realização dos exames clínicos e de
função pulmonar. Foram ainda montadas bases temporárias, para realização dos
exames, nas cidades de Poções-BA, Palmas-TO, Uruaçu-GO e São Paulo (capital).
O maior desafio da pesquisa atual foi localizar e contactar os extrabalhadores a serem examinados. Inicialmente a estratégia foi enviar cartaconvite com Aviso de Recebimento (AR) nos endereços constantes no banco de
dados, informando-os sobre a segunda etapa da pesquisa que seria realizada,
agora coordenada pela USP, e convidando-os a ligar para um telefone 0800
(instalado em uma das bases – Minaçu) para atualização dos dados pessoais e
assim, agendar os exames. Porém, o que foi constatado com os ARs é que grande
parte dos endereços estava desatualizada, pois se tratava de endereços que foram
coletados quando da primeira etapa da pesquisa, realizada há dez anos atrás.
Concluiu-se portanto, que grande parte dos ex-trabalhadores havia mudado de
cidade, de estado ou até de país. Assim, observou que o interesse em participar da
pesquisa se mostrou aquém das expectativas, pois foram poucos os extrabalhadores que ligaram para o telefone 0800 dispostos a participar das
avaliações.
A segunda ação para localizar os ex-trabalhadores foi fazer anúncios nas
rádios das maiores cidades do norte de Goiás, incluindo Minaçu-GO e Palmas-TO.
O Presidente do Sindicato dos trabalhadores da Mineração em Minaçu
compareceu aos programas de maior audiência da rádio da cidade para falar da
importância da pesquisa. Também enviou por e-mail a lista com os extrabalhadores que seriam examinados para os principais sindicatos do Brasil,
solicitando informações para contato.
A terceira estratégia adotada foi anunciar a pesquisa (e convocar os extrabalhadores a ligarem para nº 0800 disponível) através dos jornais e das revistas
das cidades próximas da maior probabilidade de concentração de extrabalhadores e que também circulam nas minerações do Brasil, principalmente
nas regiões centro-oeste e norte do país.
72
dos Trabalhadores da Mineração cedeu as salas de seu prédio para a instalação do
escritório da pesquisa na cidade e para a realização dos exames clínicos e de
função pulmonar. Foram ainda montadas bases temporárias, para realização dos
exames, nas cidades de Poções-BA, Palmas-TO, Uruaçu-GO e São Paulo (capital).
O maior desafio da pesquisa atual foi localizar e contactar os extrabalhadores a serem examinados. Inicialmente a estratégia foi enviar cartaconvite com Aviso de Recebimento (AR) nos endereços constantes no banco de
dados, informando-os sobre a segunda etapa da pesquisa que seria realizada,
agora coordenada pela USP, e convidando-os a ligar para um telefone 0800
(instalado em uma das bases – Minaçu) para atualização dos dados pessoais e
assim, agendar os exames. Porém, o que foi constatado com os ARs é que grande
parte dos endereços estava desatualizada, pois se tratava de endereços que foram
coletados quando da primeira etapa da pesquisa, realizada há dez anos atrás.
Concluiu-se portanto, que grande parte dos ex-trabalhadores havia mudado de
cidade, de estado ou até de país. Assim, observou que o interesse em participar da
pesquisa se mostrou aquém das expectativas, pois foram poucos os extrabalhadores que ligaram para o telefone 0800 dispostos a participar das
avaliações.
A segunda ação para localizar os ex-trabalhadores foi fazer anúncios nas
rádios das maiores cidades do norte de Goiás, incluindo Minaçu-GO e Palmas-TO.
O Presidente do Sindicato dos trabalhadores da Mineração em Minaçu
compareceu aos programas de maior audiência da rádio da cidade para falar da
importância da pesquisa. Também enviou por e-mail a lista com os extrabalhadores que seriam examinados para os principais sindicatos do Brasil,
solicitando informações para contato.
A terceira estratégia adotada foi anunciar a pesquisa (e convocar os extrabalhadores a ligarem para nº 0800 disponível) através dos jornais e das revistas
das cidades próximas da maior probabilidade de concentração de extrabalhadores e que também circulam nas minerações do Brasil, principalmente
nas regiões centro-oeste e norte do país.
72
A quarta ação para localizar e fazer contato com os ex-trabalhadores foi
visitar todas as residências onde houve recebimento das cartas-convite, mas que
não ocoreu retorno, principalmente, nas cidades onde as informações do banco de
dados indicavam haver número importante de ex-trabalhadores. Nestas visitas
explicava-se a importância de participar da pesquisa, eram atualizados os dados
disponíveis e discutidas a melhor a melhor maneira de levar os ex-trabalhadores à
fazer os exames. Como muitas casas se encontravam fechadas durante o dia, foi
necessário fazer visitas após ás 18 horas. Nestas visitas quando o morador havia
mudado de endereço, colhia-se informações de seu destino, com os vizinhos. Esta
ação, apesar de muito trabalhosa, foi a que apresentou os melhores resultados.
Uma quinta ação foi mostrar a lista dos ex-trabalhadores que ainda não
tinham sido localizados para parentes ou para os que estavam sendo examinados
questionando se teriam alguma informação que pudesse ajudar na localização.
Outra estratégia foi visitar outras minerações (níquel, ouro), em cidades
como Paracatu-MG, Niquelândia, Crixás, Barro Alto, Novo Horizonte, Goianésia –
GO para verificar se ex-funcionários da mineração de amianto poderiam estar
trabalhando nestas outras mineradoras. Para este público em específico, devido à
distância das cidades e por ainda estarem na ativa, foi necessário que a
coordenação de campo entrasse em contato com as empresas/mineradoras
solicitando a liberação de seus empregados para a realização dos exames, pois as
dificuldades de deslocamento eram significativas, tendo em vista que às vezes era
necessário até três dias de disponibilidade.
Uma sétima e última estratégia foi pesquisar na lista telefônica das regiões
de maior probabilidade de concentração de ex-trabalhadores o nome o endereço e
o telefone; assim, era feito um contato para averiguar de que se tratava de um exfuncionário da mina de mineração de amianto e se o mesmo não estava disposto a
participar da avaliação da pesquisa.
Inicialmente, houve certo desinteresse por parte dos ex-trabalhadores em
retornar as convocações – listamos algumas deles:
73
A quarta ação para localizar e fazer contato com os ex-trabalhadores foi
visitar todas as residências onde houve recebimento das cartas-convite, mas que
não ocoreu retorno, principalmente, nas cidades onde as informações do banco de
dados indicavam haver número importante de ex-trabalhadores. Nestas visitas
explicava-se a importância de participar da pesquisa, eram atualizados os dados
disponíveis e discutidas a melhor a melhor maneira de levar os ex-trabalhadores à
fazer os exames. Como muitas casas se encontravam fechadas durante o dia, foi
necessário fazer visitas após ás 18 horas. Nestas visitas quando o morador havia
mudado de endereço, colhia-se informações de seu destino, com os vizinhos. Esta
ação, apesar de muito trabalhosa, foi a que apresentou os melhores resultados.
Uma quinta ação foi mostrar a lista dos ex-trabalhadores que ainda não
tinham sido localizados para parentes ou para os que estavam sendo examinados
questionando se teriam alguma informação que pudesse ajudar na localização.
Outra estratégia foi visitar outras minerações (níquel, ouro), em cidades
como Paracatu-MG, Niquelândia, Crixás, Barro Alto, Novo Horizonte, Goianésia –
GO para verificar se ex-funcionários da mineração de amianto poderiam estar
trabalhando nestas outras mineradoras. Para este público em específico, devido à
distância das cidades e por ainda estarem na ativa, foi necessário que a
coordenação de campo entrasse em contato com as empresas/mineradoras
solicitando a liberação de seus empregados para a realização dos exames, pois as
dificuldades de deslocamento eram significativas, tendo em vista que às vezes era
necessário até três dias de disponibilidade.
Uma sétima e última estratégia foi pesquisar na lista telefônica das regiões
de maior probabilidade de concentração de ex-trabalhadores o nome o endereço e
o telefone; assim, era feito um contato para averiguar de que se tratava de um exfuncionário da mina de mineração de amianto e se o mesmo não estava disposto a
participar da avaliação da pesquisa.
Inicialmente, houve certo desinteresse por parte dos ex-trabalhadores em
retornar as convocações – listamos algumas deles:
73
1-) Pessoas que estavam na ativa ou trabalhando pois não queriam se
ausentar no seu trabalho e isto foi mais proeminente quando era de uma cidade
mais longe dos locais de avaliação;
2-) Outros só fariam o exame caso fossem dadas certas regalias que eram
impossíveis de serem concedidas (ex: exigência de deslocamento apenas com
passagens aéreas);
3-) Os indivíduos que receberam resultados ―normais‖ na primeira
pesquisa tiveram menor interesse de retornar para realizar exames na segunda;
4-) Havia uma certa desconfiança entre alguns ex-trabalhadores com relação
aos objetivos da pesquisa, pois foram orientados por determinadas pessoas a não
participar dos exames.
Entretanto, com o decorrer do projeto, com as ações empregadas e planos
estratégicos adotados, o recrutamento foi otimizado. As informações de ―boca a
boca‖ se espalharam, o interesse aumentou e o telefone 0800 começou a receber
mais ligações e com aumento da procura pelos ex-trabalhadores os agendamentos
dos exames foram realizados de duas formas: por telefone ou por visita às
residências.
Outro grande desafio do projeto que necessitou de planos estratégicos e de
logística foi o transporte, a alimentação e a hospedagem dos participantes do
estudo. Os ex-trabalhadores que residiam nas cidades onde foram feitos os exames
o deslocamento ocorreu de bicicleta, de carro próprio, moto ou ônibus coletivo, de
acordo com a distância e o interesse de cada um. Em casos específicos (de
dificuldade de locomoção, doença, de idade avançada entre outros) e conforme a
necessidade um carro ia buscá-los e levá-los para casa ou para os locais de
trabalho. Para os que residiam em outras cidades ou estados foi disponibilizado o
pagamento
das
passagens,
alimentação
e
hospedagem,
inclusive
aos
acompanhantes quando não podiam vir sozinhos. Para alguns casos que estavam
impossibilitados de fazer o deslocamento de ônibus, foi oferecido o reembolso do
combustível. De acordo com o número de ex-trabalhadores localizados nas
cidades, utilizou-se van, micro-ônibus ou taxi para fazer o deslocamento até os
74
1-) Pessoas que estavam na ativa ou trabalhando pois não queriam se
ausentar no seu trabalho e isto foi mais proeminente quando era de uma cidade
mais longe dos locais de avaliação;
2-) Outros só fariam o exame caso fossem dadas certas regalias que eram
impossíveis de serem concedidas (ex: exigência de deslocamento apenas com
passagens aéreas);
3-) Os indivíduos que receberam resultados ―normais‖ na primeira
pesquisa tiveram menor interesse de retornar para realizar exames na segunda;
4-) Havia uma certa desconfiança entre alguns ex-trabalhadores com relação
aos objetivos da pesquisa, pois foram orientados por determinadas pessoas a não
participar dos exames.
Entretanto, com o decorrer do projeto, com as ações empregadas e planos
estratégicos adotados, o recrutamento foi otimizado. As informações de ―boca a
boca‖ se espalharam, o interesse aumentou e o telefone 0800 começou a receber
mais ligações e com aumento da procura pelos ex-trabalhadores os agendamentos
dos exames foram realizados de duas formas: por telefone ou por visita às
residências.
Outro grande desafio do projeto que necessitou de planos estratégicos e de
logística foi o transporte, a alimentação e a hospedagem dos participantes do
estudo. Os ex-trabalhadores que residiam nas cidades onde foram feitos os exames
o deslocamento ocorreu de bicicleta, de carro próprio, moto ou ônibus coletivo, de
acordo com a distância e o interesse de cada um. Em casos específicos (de
dificuldade de locomoção, doença, de idade avançada entre outros) e conforme a
necessidade um carro ia buscá-los e levá-los para casa ou para os locais de
trabalho. Para os que residiam em outras cidades ou estados foi disponibilizado o
pagamento
das
passagens,
alimentação
e
hospedagem,
inclusive
aos
acompanhantes quando não podiam vir sozinhos. Para alguns casos que estavam
impossibilitados de fazer o deslocamento de ônibus, foi oferecido o reembolso do
combustível. De acordo com o número de ex-trabalhadores localizados nas
cidades, utilizou-se van, micro-ônibus ou taxi para fazer o deslocamento até os
74
locais onde foram realizados os exames. Dependendo do período do dia em que os
exames eram realizados era servido café da manhã, almoço ou jantar.
Mais uma questão importante a ser resolvida e que necessitava de bastante
cuidado foi a escolha dos locais onde seriam realizados os exames radiológicos (Rx
do Tórax e Tomografia Computadorizada de Alta Resolução (TCAR)), pois existia
um protocolo padrão de realização dos exames. Para tanto, os locais que
realizaram estes exames: Goiânia e Ceres -GO, Palmas-TO, Vitória da ConquistaBA, São Paulo (capital), receberam orientações metodológicas de como proceder
em relação aos exames (vide métodos 2.3.3 e 2.3.4). Um exame era feito para
controle de qualidade e enviado para o radiologista responsável pela leitura dos
exames para verificar a qualidade da técnica; se estava dentro dos parâmetros
seguia com a realização dos outros exames, se não, entrava-se em contato com o
responsável do serviço radiológico para fazer possíveis ajustes da técnica.
Os exames clínicos e de espirometria, bem como de Rx do Tórax e de TCAR
foram realizados e enviados para São Paulo para serem analisados pela equipe do
projeto e a entrega dos resultados da avaliação era feita por carta AR com
resultado normal ou sem mudanças em relação ao Projeto I ou entregues pelo
médico quando identificada qualquer anormalidade.
2.3.2 - AVALIAÇÃO CLÍNICA e OCUPACIONAL
A história clínica compreendeu a identificação dos trabalhadores e
ex-trabalhadores, os antecedentes mórbidos, os hábitos, os dados do exame físico e
a queixa clínica (manifestações respiratórias).
Com a finalidade de auxiliar na caracterização destas eventuais
manifestações respiratórias dos pacientes estudados, foi aplicado o Questionário de
Sintomas Respiratórios e Exposições Inalatórias Ocupacionais do Medical Research
Council.
Quanto ao hábito de fumar, considerou-se indivíduos fumantes atuais, exfumantes e não-fumantes. A carga tabágica deles foi determinada pela unidade de
referência anos/ maço.
75
locais onde foram realizados os exames. Dependendo do período do dia em que os
exames eram realizados era servido café da manhã, almoço ou jantar.
Mais uma questão importante a ser resolvida e que necessitava de bastante
cuidado foi a escolha dos locais onde seriam realizados os exames radiológicos (Rx
do Tórax e Tomografia Computadorizada de Alta Resolução (TCAR)), pois existia
um protocolo padrão de realização dos exames. Para tanto, os locais que
realizaram estes exames: Goiânia e Ceres -GO, Palmas-TO, Vitória da ConquistaBA, São Paulo (capital), receberam orientações metodológicas de como proceder
em relação aos exames (vide métodos 2.3.3 e 2.3.4). Um exame era feito para
controle de qualidade e enviado para o radiologista responsável pela leitura dos
exames para verificar a qualidade da técnica; se estava dentro dos parâmetros
seguia com a realização dos outros exames, se não, entrava-se em contato com o
responsável do serviço radiológico para fazer possíveis ajustes da técnica.
Os exames clínicos e de espirometria, bem como de Rx do Tórax e de TCAR
foram realizados e enviados para São Paulo para serem analisados pela equipe do
projeto e a entrega dos resultados da avaliação era feita por carta AR com
resultado normal ou sem mudanças em relação ao Projeto I ou entregues pelo
médico quando identificada qualquer anormalidade.
2.3.2 - AVALIAÇÃO CLÍNICA e OCUPACIONAL
A história clínica compreendeu a identificação dos trabalhadores e
ex-trabalhadores, os antecedentes mórbidos, os hábitos, os dados do exame físico e
a queixa clínica (manifestações respiratórias).
Com a finalidade de auxiliar na caracterização destas eventuais
manifestações respiratórias dos pacientes estudados, foi aplicado o Questionário de
Sintomas Respiratórios e Exposições Inalatórias Ocupacionais do Medical Research
Council.
Quanto ao hábito de fumar, considerou-se indivíduos fumantes atuais, exfumantes e não-fumantes. A carga tabágica deles foi determinada pela unidade de
referência anos/ maço.
75
O detalhamento da história ocupacional compreendeu informações
fornecidas pela empresa e pelo trabalhador e levou em conta o início e término
da(s) atividade(s), tipo e tempos de exposição, períodos de afastamento, tempo de
trabalho nos vários postos e condições de exposição. As medições da concentração
de fibras/cc, ao nível do trabalhador e no posto de trabalho, foram anotadas com o
intuito de quantificação da exposição cumulativa/dose. Outras exposições, em
outros locais de trabalho foram considerados em relação ao risco inalatório.
2.3.3 - AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA
Os radiogramas foram realizados e interpretados conforme o preconizado
pela Organização Internacional do Trabalho, em sua revisão de 2000 (OIT –2000)
(44)
e avaliados quanto a qualidade (somente os radiogramas com qualidade 1 e 2
foram aceitos), profusão, forma e tamanho, alterações pleurais, símbolos e
comentários. O radiograma do tórax foi realizado na posição posterior-anterior em
serviço de radiologia previamente selecionado e orientado pela equipe de
pesquisa, levando em consideração as exigências técnicas e o critério de
identificação do exame. Todos os radiogramas foram analisados e classificados por
três leitores experientes, conjuntamente, prevalecendo à classificação por
consenso.
2.3.4 - AVALIAÇÃO TOMOGRÁFICA
A tomografia computadorizada de alta resolução - TCAR foi indicada
sempre que houvesse discordância entre as interpretações dos radiogramas;
alterações radiológicas maior que 1/0 pelo critério da OIT; ou quando a presença
de anormalidades pleuro-parenquimatosas foram consideradas como eventual
doença asbesto relacionada; ou quando outras anormalidades não asbesto
relacionada foram evidenciadas; ou, ainda, a critério clínico, para elaboração do
relatório médico, entregue ao trabalhador após as devidas explicações e
orientações inerentes a cada caso.
76
O detalhamento da história ocupacional compreendeu informações
fornecidas pela empresa e pelo trabalhador e levou em conta o início e término
da(s) atividade(s), tipo e tempos de exposição, períodos de afastamento, tempo de
trabalho nos vários postos e condições de exposição. As medições da concentração
de fibras/cc, ao nível do trabalhador e no posto de trabalho, foram anotadas com o
intuito de quantificação da exposição cumulativa/dose. Outras exposições, em
outros locais de trabalho foram considerados em relação ao risco inalatório.
2.3.3 - AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA
Os radiogramas foram realizados e interpretados conforme o preconizado
pela Organização Internacional do Trabalho, em sua revisão de 2000 (OIT –2000)
(44)
e avaliados quanto a qualidade (somente os radiogramas com qualidade 1 e 2
foram aceitos), profusão, forma e tamanho, alterações pleurais, símbolos e
comentários. O radiograma do tórax foi realizado na posição posterior-anterior em
serviço de radiologia previamente selecionado e orientado pela equipe de
pesquisa, levando em consideração as exigências técnicas e o critério de
identificação do exame. Todos os radiogramas foram analisados e classificados por
três leitores experientes, conjuntamente, prevalecendo à classificação por
consenso.
2.3.4 - AVALIAÇÃO TOMOGRÁFICA
A tomografia computadorizada de alta resolução - TCAR foi indicada
sempre que houvesse discordância entre as interpretações dos radiogramas;
alterações radiológicas maior que 1/0 pelo critério da OIT; ou quando a presença
de anormalidades pleuro-parenquimatosas foram consideradas como eventual
doença asbesto relacionada; ou quando outras anormalidades não asbesto
relacionada foram evidenciadas; ou, ainda, a critério clínico, para elaboração do
relatório médico, entregue ao trabalhador após as devidas explicações e
orientações inerentes a cada caso.
76
A técnica de realização seguiu normas padronizadas segundo os critérios
de Webb e colaboradores
(45)
e o método para análise e interpretação da TCAR
utilizado foi a classificação semiquantitativa de Gamsu(46), que consiste na
avaliação da extensão do envolvimento do parênquima pulmonar quanto à
fibrose.
2.3.5 - AVALIAÇÃO FUNCIONAL
A espirometria , um dos testes mais simples usado para avaliar a função
pulmonar, que visa identificar valores relacionados à volumes, fluxos e
capacidade do pulmão, foi realizada em todos os trabalhadores e ex-trabalhadores
da mineração de amianto. Este exame obedeceu a padronização técnica
estabelecida pela American Thoracic Society - ATS, 1994 e pela Sociedade
Brasileira de Pneumologia e Tisiologia - SBPT, 2002,
(47)
bem como para sua
interpretação foram utilizados os previstos da população brasileira descritos por
Pereira et al (1992).(48)
Nos indivíduos com alterações parenquimatosas e pleurais relacionadas ao
asbesto seria indicado a realização de exames avançados de função pulmonar
como: volumes pulmonares estáticos, capacidade de difusão pulmonar e teste de
exercício cardiorrespiratório, entretanto, estes exames não foram realizados por
demandarem uma logística de maior complexidade, pois os mesmos deveriam ser
realizados em São Paulo capital e o público alvo para tal indicação em sua grande
maioria possui idade avançada, comorbidades e dependem de acompanhamento
de pessoas o que inviabilizou a concretização da proposta inicial.
2.3.6 - AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
Foram feitas, pela equipe de pesquisa, em cada posto de trabalho, de forma
aleatória totalizando 48 avaliações durante o período de realização do estudo.
Coleta de Amostras
77
A técnica de realização seguiu normas padronizadas segundo os critérios
de Webb e colaboradores
(45)
e o método para análise e interpretação da TCAR
utilizado foi a classificação semiquantitativa de Gamsu(46), que consiste na
avaliação da extensão do envolvimento do parênquima pulmonar quanto à
fibrose.
2.3.5 - AVALIAÇÃO FUNCIONAL
A espirometria , um dos testes mais simples usado para avaliar a função
pulmonar, que visa identificar valores relacionados à volumes, fluxos e
capacidade do pulmão, foi realizada em todos os trabalhadores e ex-trabalhadores
da mineração de amianto. Este exame obedeceu a padronização técnica
estabelecida pela American Thoracic Society - ATS, 1994 e pela Sociedade
Brasileira de Pneumologia e Tisiologia - SBPT, 2002,
(47)
bem como para sua
interpretação foram utilizados os previstos da população brasileira descritos por
Pereira et al (1992).(48)
Nos indivíduos com alterações parenquimatosas e pleurais relacionadas ao
asbesto seria indicado a realização de exames avançados de função pulmonar
como: volumes pulmonares estáticos, capacidade de difusão pulmonar e teste de
exercício cardiorrespiratório, entretanto, estes exames não foram realizados por
demandarem uma logística de maior complexidade, pois os mesmos deveriam ser
realizados em São Paulo capital e o público alvo para tal indicação em sua grande
maioria possui idade avançada, comorbidades e dependem de acompanhamento
de pessoas o que inviabilizou a concretização da proposta inicial.
2.3.6 - AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
Foram feitas, pela equipe de pesquisa, em cada posto de trabalho, de forma
aleatória totalizando 48 avaliações durante o período de realização do estudo.
Coleta de Amostras
77
Utilizou a estratégia de amostragem individual, de modo preferencial,
complementada pelas amostragens pontuais, com coletores colocados em alguns
locais estrategicamente escolhidos. Em todas as etapas do trabalho, foram
utilizados métodos de trabalho recomendados pelo NIOSH
(49),
além de obedecer
rigorosamente às normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas – ABNT (50).
As fibras presentes foram amostradas por coleta pessoal e pontos fixos, com
bombas portáteis de vazão constantes, próprias para serem utilizadas em
amostragens de higiene ocupacional, devidamente calibradas. As poeiras foram
coletadas em filtros de membrana de ésteres mistos de celulose e finalmente
analisados por microscopia óptica de contraste de fase, conforme o método
preconizado pelo NIOSH
(49).
Cada coleta obedeceu à duração de no mínimo 80 %
da jornada de trabalho de cada trabalhador.
2.3.7 - AVALIAÇÃO MINERALÓGICA
Objetivando-se a continuação da caracterização mineralógica e petrográfica do
corpo do minério da mina de Canabrava- Minaçu-Goiás foram realizadas coletas
de novas amostras das frentes de lavra para análise do tipo de asbesto pelo
Instituto de Pesquisas Tecnológicas- IPT, segundo metodologia preconizada por
Whittaker
(51).
Os ensaios e análises de laboratório, após descrição macroscópica
das amostras, foram assim elaboradas:
- análises petrográficas por microscopia óptica,
- análises mineralógicas por microscopia óptica,
- análises mineralógicas por difração de raio X,
- análises por microscopia eletrônica de varredura.
78
Utilizou a estratégia de amostragem individual, de modo preferencial,
complementada pelas amostragens pontuais, com coletores colocados em alguns
locais estrategicamente escolhidos. Em todas as etapas do trabalho, foram
utilizados métodos de trabalho recomendados pelo NIOSH
(49),
além de obedecer
rigorosamente às normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas – ABNT (50).
As fibras presentes foram amostradas por coleta pessoal e pontos fixos, com
bombas portáteis de vazão constantes, próprias para serem utilizadas em
amostragens de higiene ocupacional, devidamente calibradas. As poeiras foram
coletadas em filtros de membrana de ésteres mistos de celulose e finalmente
analisados por microscopia óptica de contraste de fase, conforme o método
preconizado pelo NIOSH
(49).
Cada coleta obedeceu à duração de no mínimo 80 %
da jornada de trabalho de cada trabalhador.
2.3.7 - AVALIAÇÃO MINERALÓGICA
Objetivando-se a continuação da caracterização mineralógica e petrográfica do
corpo do minério da mina de Canabrava- Minaçu-Goiás foram realizadas coletas
de novas amostras das frentes de lavra para análise do tipo de asbesto pelo
Instituto de Pesquisas Tecnológicas- IPT, segundo metodologia preconizada por
Whittaker
(51).
Os ensaios e análises de laboratório, após descrição macroscópica
das amostras, foram assim elaboradas:
- análises petrográficas por microscopia óptica,
- análises mineralógicas por microscopia óptica,
- análises mineralógicas por difração de raio X,
- análises por microscopia eletrônica de varredura.
78
2.4 – RESULTADOS
2.4.1 - Análise Transversal – PROJETO II (2007-2010)
2.4.1.1 - Análise Geral
Foram avaliados um total de 2075 indivíduos (58,2 % dos 3562 avaliados no
Estudo I), com 62 destes representado uma parcela que se apresentou
voluntariamente para participar do estudo. Embora não tenha havido diferença
estatisticamente significante das principais características entre os que foram
ativamente procurados e os voluntários (p>0.05, dados não mostrados), optou-se
por retirar os últimos do grupo total de estudo. Desta forma, a Tabela 1 traz a
distribuição por GRUPO e a Tabela 2 demonstra que houve diferença interGRUPOS estatisticamente significante entre as principais características de
interesse, ou seja, decréscimo progressivo de idade, tempo e carga de exposição e
intensidade do tabagismo (p<0.05).
Tabela 1: Frequência (absoluta e em porcentagem) de indivíduos em cada grupo.
GRUPOS
Valid
N
I
II
IIIA
IIIB
131
637
639
606
2013
Total
%
6,5
31,6
31,7
30,1
100,0
Obs: Em relação ao N avaliado no Estudo I, tais valores correspondem, por
GRUPO, a 72,8 % (GI), 49,1 % (GII) e 60, 5 % (GIII).
79
2.4 – RESULTADOS
2.4.1 - Análise Transversal – PROJETO II (2007-2010)
2.4.1.1 - Análise Geral
Foram avaliados um total de 2075 indivíduos (58,2 % dos 3562 avaliados no
Estudo I), com 62 destes representado uma parcela que se apresentou
voluntariamente para participar do estudo. Embora não tenha havido diferença
estatisticamente significante das principais características entre os que foram
ativamente procurados e os voluntários (p>0.05, dados não mostrados), optou-se
por retirar os últimos do grupo total de estudo. Desta forma, a Tabela 1 traz a
distribuição por GRUPO e a Tabela 2 demonstra que houve diferença interGRUPOS estatisticamente significante entre as principais características de
interesse, ou seja, decréscimo progressivo de idade, tempo e carga de exposição e
intensidade do tabagismo (p<0.05).
Tabela 1: Frequência (absoluta e em porcentagem) de indivíduos em cada grupo.
GRUPOS
Valid
N
I
II
IIIA
IIIB
131
637
639
606
2013
Total
%
6,5
31,6
31,7
30,1
100,0
Obs: Em relação ao N avaliado no Estudo I, tais valores correspondem, por
GRUPO, a 72,8 % (GI), 49,1 % (GII) e 60, 5 % (GIII).
79
Tabela 2: Média e Desvio Padrão da característica da amostra em cada grupo.
N
Idade (anos)
Tempo de Exposição(anos)
Tempo Trabalhado(anos)
Exposicao Cumulativa
Tabagismo (anos_maço)
MÉDIA
DP
I
II
IIIA
IIIB
Total
I
II
IIIA
IIIB
Total
I
II
IIIA
IIIB
Total
131
637
639
606
2013
131
637
639
606
2013
131
637
639
606
70,98
61,00
57,02
45,03
55,58
11,370
10,818
10,168
10,218
10,467
11,370
10,919
10,312
10,275
7,014*
7,549*
7,422*
6,950*
10,590
10,2101*
7,9570*
6,7999*
6,6781*
7,4136
10,2101*
8,0608*
6,9815*
6,6664*
2013
10,562
7,4981
I
II
IIIA
IIIB
Total
I
II
IIIA
IIIB
Total
131
621
634
559
1945
95
406
390
215
1106
105,3547
43,188456
6,587148
1,957293
23,594797
47,0674
35,6209
29,9750
19,5091
31,4812
138,520226*
49,139065*
5,315579*
1,900820*
53,5307482
35,6542*
33,9159*
32,0334*
21,7015*
32,21892
* p<0,05 para todas as comparações inter-grupos.
A Tabela 3 demonstra que mais de 90% dos avaliados dos GRUPOS I e II
realizaram TCAR no presente estudo; tais dados contrastam com 42,8 % (N= 57) e
30, 9% (N= 200) destes indivíduos que foram submetidos a TCAR no Estudo I.
Embora a fração de indivíduos submetidos a TCAR no GRUPO IIIA e IIIB tenha
sido menor,, ainda é substancialmente superior à observada no Estudo I (31,0 %
(N= 57) e 4,2 % (N= 27), respectivamente). Adicionalmente, as Tabelas 4-7 (para o
GRUPO IIIA) demonstram que os indivíduos do GRUPO IIIA que realizaram
80
Tabela 2: Média e Desvio Padrão da característica da amostra em cada grupo.
N
Idade (anos)
Tempo de Exposição(anos)
Tempo Trabalhado(anos)
Exposicao Cumulativa
Tabagismo (anos_maço)
MÉDIA
DP
I
II
IIIA
IIIB
Total
I
II
IIIA
IIIB
Total
I
II
IIIA
IIIB
Total
131
637
639
606
2013
131
637
639
606
2013
131
637
639
606
70,98
61,00
57,02
45,03
55,58
11,370
10,818
10,168
10,218
10,467
11,370
10,919
10,312
10,275
7,014*
7,549*
7,422*
6,950*
10,590
10,2101*
7,9570*
6,7999*
6,6781*
7,4136
10,2101*
8,0608*
6,9815*
6,6664*
2013
10,562
7,4981
I
II
IIIA
IIIB
Total
I
II
IIIA
IIIB
Total
131
621
634
559
1945
95
406
390
215
1106
105,3547
43,188456
6,587148
1,957293
23,594797
47,0674
35,6209
29,9750
19,5091
31,4812
138,520226*
49,139065*
5,315579*
1,900820*
53,5307482
35,6542*
33,9159*
32,0334*
21,7015*
32,21892
* p<0,05 para todas as comparações inter-grupos.
A Tabela 3 demonstra que mais de 90% dos avaliados dos GRUPOS I e II
realizaram TCAR no presente estudo; tais dados contrastam com 42,8 % (N= 57) e
30, 9% (N= 200) destes indivíduos que foram submetidos a TCAR no Estudo I.
Embora a fração de indivíduos submetidos a TCAR no GRUPO IIIA e IIIB tenha
sido menor,, ainda é substancialmente superior à observada no Estudo I (31,0 %
(N= 57) e 4,2 % (N= 27), respectivamente). Adicionalmente, as Tabelas 4-7 (para o
GRUPO IIIA) demonstram que os indivíduos do GRUPO IIIA que realizaram
80
TCAR tinham maior carga de exposição e mais alterações radiográficas do que os
indivíduos que não foram submetidos à TCAR. Achado similar foi encontrado em
relação à carga de exposição nos indivíduos do GRUPO IIIB que realizaram TCAR
(Tabela 8 e 9).
Tabela 3: Número (absoluto e em porcentagem) de indivíduos que realizou
TCAR em relação aos grupos da pesquisa.
GRUPOS
I
II
IIIA
IIIB
Total
Realizou TCAR
NÃO
SIM
7
124
5,3%
94,7%
1,2%
8,7%
33
604
5,2%
94,8%
5,6%
42,3%
157
482
24,6%
75,4%
26,8%
33,8%
389
217
64,2%
35,8%
66,4%
15,2%
586
1427
29,1%
70,9%
100,0%
100,0%
Count
% within groups
% within TCAR
Count
% within groups
% within TCAR
Count
% within groups
% within TCAR
Count
% within groups
% within TCAR
Count
% within groups
% within TCAR
81
Total
131
100,0%
6,5%
637
100,0%
31,6%
639
100,0%
31,7%
606
100,0%
30,1%
2013
100,0%
100,0%
TCAR tinham maior carga de exposição e mais alterações radiográficas do que os
indivíduos que não foram submetidos à TCAR. Achado similar foi encontrado em
relação à carga de exposição nos indivíduos do GRUPO IIIB que realizaram TCAR
(Tabela 8 e 9).
Tabela 3: Número (absoluto e em porcentagem) de indivíduos que realizou
TCAR em relação aos grupos da pesquisa.
GRUPOS
I
II
IIIA
IIIB
Total
Realizou TCAR
NÃO
SIM
7
124
5,3%
94,7%
1,2%
8,7%
33
604
5,2%
94,8%
5,6%
42,3%
157
482
24,6%
75,4%
26,8%
33,8%
389
217
64,2%
35,8%
66,4%
15,2%
586
1427
29,1%
70,9%
100,0%
100,0%
Count
% within groups
% within TCAR
Count
% within groups
% within TCAR
Count
% within groups
% within TCAR
Count
% within groups
% within TCAR
Count
% within groups
% within TCAR
81
Total
131
100,0%
6,5%
637
100,0%
31,6%
639
100,0%
31,7%
606
100,0%
30,1%
2013
100,0%
100,0%
Tabela 4: Exposição cumulativa dos indivíduos com e sem TCAR no Grupo IIIA.
GRUPO IIIA- EXPOSIÇÃO CUMULATIVA
TCAR
Exposicao Cumulativa
N
2
< 3TCAR
(FILTER)
SEM
COM TCAR
Total
156
Mean Rank
190,95
Sum of Ranks
29787,50
358,80
171507,50
478
634
Test Statisticsa
Mann-Whitney U
Wilcoxon W
Z
Asymp. Sig. (2-tailed)
Exposicao_
cumulativa
17541,500
29787,500
-9,939
,000
a. Grouping Variable: Cat_Eter_
Parenquima_2 < 3 (FILTER)
Tabela 5: Valores medianos e variação da exposição cumulativa dos indivíduos
com e sem TCAR do Grupo IIIA.
Exposicao Ccumulativa
TCAR
NÃO
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
SIM
Kurtosis
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
82
Statistic
2,284800
13,409
25,2248
3,6001
2,550
9,224
6,823600
28,913
33,7528
7,0518
1,163
2,189
Tabela 4: Exposição cumulativa dos indivíduos com e sem TCAR no Grupo IIIA.
GRUPO IIIA- EXPOSIÇÃO CUMULATIVA
TCAR
Exposicao Cumulativa
N
2
< 3TCAR
(FILTER)
SEM
COM TCAR
Total
156
Mean Rank
190,95
Sum of Ranks
29787,50
358,80
171507,50
478
634
Test Statisticsa
Mann-Whitney U
Wilcoxon W
Z
Asymp. Sig. (2-tailed)
Exposicao_
cumulativa
17541,500
29787,500
-9,939
,000
a. Grouping Variable: Cat_Eter_
Parenquima_2 < 3 (FILTER)
Tabela 5: Valores medianos e variação da exposição cumulativa dos indivíduos
com e sem TCAR do Grupo IIIA.
Exposicao Ccumulativa
TCAR
NÃO
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
SIM
Kurtosis
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
82
Statistic
2,284800
13,409
25,2248
3,6001
2,550
9,224
6,823600
28,913
33,7528
7,0518
1,163
2,189
Tabela 6: Presença e Ausência de alterações pleurais no Rx do Tórax e na TCAR
nos indivíduos do Grupo IIIA.
TCAR
Avaliação da Pleura
RX PLEURA
NORMAL
ALTERADO
Total
NORMAL
NÃO
Count
% within Cat_RX_
Pleura_2
% within TCAR
Count
% within Cat_RX_
Pleura_2
% within TCAR
Count
% within Cat_RX_
Pleura_2
% within TCAR
ALTERADO
SIM
157
478
Total
635
24,7%
75,3%
100,0%
100,0%
0
99,2%
4
99,4%
4
,0%
100,0%
100,0%
,0%
157
,8%
482
,6%
639
24,6%
75,4%
100,0%
100,0%
100,0%
100,0%
Tabela 7: Presença e Ausência de alterações parenquimatosas no Rx do Tórax e
na TCAR nos indivíduos do Grupo IIIA.
TCAR
Avaliação da Parênquima
RX PARENQUIMA
NORMAL
ALTERADO
Total
NORMAL
NÃO
Count
% within Cat1_Prof_RX_2
% within TCAR
Count
% within Cat1_Prof_RX_2
% within TCAR
Count
% within Cat1_Prof_RX_2
% within TCAR
83
156
25,4%
99,4%
1
4,2%
,6%
157
24,6%
100,0%
ALTERADO
SIM
459
74,6%
95,2%
23
95,8%
4,8%
482
75,4%
100,0%
Total
615
100,0%
96,2%
24
100,0%
3,8%
639
100,0%
100,0%
Tabela 6: Presença e Ausência de alterações pleurais no Rx do Tórax e na TCAR
nos indivíduos do Grupo IIIA.
TCAR
Avaliação da Pleura
RX PLEURA
NORMAL
ALTERADO
Total
NORMAL
NÃO
Count
% within Cat_RX_
Pleura_2
% within TCAR
Count
% within Cat_RX_
Pleura_2
% within TCAR
Count
% within Cat_RX_
Pleura_2
% within TCAR
ALTERADO
SIM
157
478
Total
635
24,7%
75,3%
100,0%
100,0%
0
99,2%
4
99,4%
4
,0%
100,0%
100,0%
,0%
157
,8%
482
,6%
639
24,6%
75,4%
100,0%
100,0%
100,0%
100,0%
Tabela 7: Presença e Ausência de alterações parenquimatosas no Rx do Tórax e
na TCAR nos indivíduos do Grupo IIIA.
TCAR
Avaliação da Parênquima
RX PARENQUIMA
NORMAL
ALTERADO
Total
NORMAL
NÃO
Count
% within Cat1_Prof_RX_2
% within TCAR
Count
% within Cat1_Prof_RX_2
% within TCAR
Count
% within Cat1_Prof_RX_2
% within TCAR
83
156
25,4%
99,4%
1
4,2%
,6%
157
24,6%
100,0%
ALTERADO
SIM
459
74,6%
95,2%
23
95,8%
4,8%
482
75,4%
100,0%
Total
615
100,0%
96,2%
24
100,0%
3,8%
639
100,0%
100,0%
Tabela 8: Exposição cumulativa em indivíduos que realizaram ou não TCAR no
Grupo IIIB.
Exposicao_cumulativa
TCAR
NÃO
SIM
Total
N
358
201
559
Mean Rank
247,13
338,55
Sum of Ranks
88471,50
68048,50
Test Statisticsa
Mann-Whitney U
Wilcoxon W
Z
Asymp. Sig. (2-tailed)
Exposicao_
cumulativa
24210,500
88471,500
-6,422
,000
a. Grouping Variable: Cat_Eter_
Parenquima_2 < 3 (FILTER)
Tabela 9: Valores medianos e variação da exposição cumulativa dos indivíduos
com e sem TCAR do Grupo IIIB.
Exposicao_cumulativa
TCAR
NÃO
SIM
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
84
Statistic
1,167900
2,217
11,0305
1,5463
2,417
9,360
2,144700
5,347
13,0111
2,6956
1,832
4,608
Tabela 8: Exposição cumulativa em indivíduos que realizaram ou não TCAR no
Grupo IIIB.
Exposicao_cumulativa
TCAR
NÃO
SIM
Total
N
358
201
559
Mean Rank
247,13
338,55
Sum of Ranks
88471,50
68048,50
Test Statisticsa
Mann-Whitney U
Wilcoxon W
Z
Asymp. Sig. (2-tailed)
Exposicao_
cumulativa
24210,500
88471,500
-6,422
,000
a. Grouping Variable: Cat_Eter_
Parenquima_2 < 3 (FILTER)
Tabela 9: Valores medianos e variação da exposição cumulativa dos indivíduos
com e sem TCAR do Grupo IIIB.
Exposicao_cumulativa
TCAR
NÃO
SIM
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
84
Statistic
1,167900
2,217
11,0305
1,5463
2,417
9,360
2,144700
5,347
13,0111
2,6956
1,832
4,608
2.4.1.1.1 - Interpretação Diagnóstica
Observa-se na Tabela 10, a conclusão final da avaliação por TCAR de acordo
com o Grupo de Exposição. A taxa de ocorrência de doença parenquimatosa
(asbestose com ou sem placas pleurais) decresceu de 9,7 % no GRUPO I para 4,3 %
e 1,6 % nos GRUPOS II e IIIA, respectivamente. Não houve identificação de
nenhum caso de asbestose no GRUPO IIIB. Desta forma, 46/1427 (3,3 %) TCARs
foram compatíveis com asbestose. Em relação à doença pleural (placas ou
espessamento difuso), os valores respectivos foram: 48,4 %, 8,8 %, 3,1 % e 1,8 %
(GRUPO I ao IIIB). Logo, 132/1427 (9,3 %) TCARs foram compatíveis com doença
pleural asbesto-relacionada. Outras alterações intersticiais não relacionadas à
exposição ao asbesto foram observadas em seis casos (0,4%) e dois casos de câncer
pulmonar foram detectados no GRUPO III.
As Tabelas 11 a 13 trazem a ocorrência de doença parenquimatosa
(asbestose) de acordo com o método de investigação. Notar que, como
mencionado, a TCAR identificou 47 casos em 1427 exames (3,3 %) (Tabela 11). Por
outro lado, alterações radiográficas sugestivas de asbestose foram observadas em
89 (6,2 %) destes indivíduos que se submeteram aos dois métodos (Tabela 12).
Logo, 65 destes casos (75,6 %) não foram confirmados pela TCAR e, ao contrário,
26 (55,3 %) dos casos positivos pela TTCAR foram considerados negativos pelo
RXT. Por conseguinte, o valor do coeficiente de concordância inter-métodos Kappa
foi acentuadamente baixo (0,285) (Tabela 13).
Dados similares foram observados em relação às alterações pleurais (Kappa
= 0,20) mas, de forma inversa, houve ocorrência substancial de placas observas
apenas na RCAR (86% das placas observadas na TCAR não haviam sido
apontadas no RXT) (Tabelas 14-16).
85
2.4.1.1.1 - Interpretação Diagnóstica
Observa-se na Tabela 10, a conclusão final da avaliação por TCAR de acordo
com o Grupo de Exposição. A taxa de ocorrência de doença parenquimatosa
(asbestose com ou sem placas pleurais) decresceu de 9,7 % no GRUPO I para 4,3 %
e 1,6 % nos GRUPOS II e IIIA, respectivamente. Não houve identificação de
nenhum caso de asbestose no GRUPO IIIB. Desta forma, 46/1427 (3,3 %) TCARs
foram compatíveis com asbestose. Em relação à doença pleural (placas ou
espessamento difuso), os valores respectivos foram: 48,4 %, 8,8 %, 3,1 % e 1,8 %
(GRUPO I ao IIIB). Logo, 132/1427 (9,3 %) TCARs foram compatíveis com doença
pleural asbesto-relacionada. Outras alterações intersticiais não relacionadas à
exposição ao asbesto foram observadas em seis casos (0,4%) e dois casos de câncer
pulmonar foram detectados no GRUPO III.
As Tabelas 11 a 13 trazem a ocorrência de doença parenquimatosa
(asbestose) de acordo com o método de investigação. Notar que, como
mencionado, a TCAR identificou 47 casos em 1427 exames (3,3 %) (Tabela 11). Por
outro lado, alterações radiográficas sugestivas de asbestose foram observadas em
89 (6,2 %) destes indivíduos que se submeteram aos dois métodos (Tabela 12).
Logo, 65 destes casos (75,6 %) não foram confirmados pela TCAR e, ao contrário,
26 (55,3 %) dos casos positivos pela TTCAR foram considerados negativos pelo
RXT. Por conseguinte, o valor do coeficiente de concordância inter-métodos Kappa
foi acentuadamente baixo (0,285) (Tabela 13).
Dados similares foram observados em relação às alterações pleurais (Kappa
= 0,20) mas, de forma inversa, houve ocorrência substancial de placas observas
apenas na RCAR (86% das placas observadas na TCAR não haviam sido
apontadas no RXT) (Tabelas 14-16).
85
Tabela 10: Conclusão final da avaliação por TCAR de acordo com o Grupo de Exposição.
CONCLUSÃO FINAL
NORMAL
GRUPOS
I
II
IIIA
IIIB
Total
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
51
41,1%
521
86,3%
457
94,8%
212
97,7%
1241
87,0%
ASBESTOSE
+
PLACAS
10
8,1%
16
2,6%
5
1,0%
0
,0%
31
2,2%
ASBESTOSE
2
1,6%
10
1,7%
3
,6%
0
,0%
15
1,1%
PLACAS
60
48,4%
53
8,8%
14
2,9%
4
1,8%
131
9,2%
ESPESSAMENTO
PLEURAL
DIFUSO
0
,0%
0
,0%
1
,2%
0
,0%
1
,1%
OUTRAS
Total
1
,8%
4
,7%
2
,4%
1
,5%
6
,4%
124
100,0%
604
100,0%
482
100,0%
217
100,0%
1427
100,0%
OUTRAS: Refere-se a outras alterações tomográficas não compatíveis com aquelas relacionadas à exposição ao asbesto.
86
Tabela 10: Conclusão final da avaliação por TCAR de acordo com o Grupo de Exposição.
CONCLUSÃO FINAL
NORMAL
GRUPOS
I
II
IIIA
IIIB
Total
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
51
41,1%
521
86,3%
457
94,8%
212
97,7%
1241
87,0%
ASBESTOSE
+
PLACAS
10
8,1%
16
2,6%
5
1,0%
0
,0%
31
2,2%
ASBESTOSE
2
1,6%
10
1,7%
3
,6%
0
,0%
15
1,1%
PLACAS
60
48,4%
53
8,8%
14
2,9%
4
1,8%
131
9,2%
ESPESSAMENTO
PLEURAL
DIFUSO
0
,0%
0
,0%
1
,2%
0
,0%
1
,1%
OUTRAS
Total
1
,8%
4
,7%
2
,4%
1
,5%
6
,4%
124
100,0%
604
100,0%
482
100,0%
217
100,0%
1427
100,0%
OUTRAS: Refere-se a outras alterações tomográficas não compatíveis com aquelas relacionadas à exposição ao asbesto.
86
2.4.1.1.2 - Alterações Parenquimatosas por Método de Investigação
Tabela 11: Presença (TCAR Alterada) e Ausência (TCAR Normal) de alterações
parenquimatosas na TCAR nos Grupos do estudo.
TCAR - PARENQUIMA
GRUPOS
I
II
IIIA
IIIB
Total
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
NORMAL
111
89,5%
574
95,0%
473
98,1%
216
99,5%
1374
96,3%
ALTERADA
12
9,7%
26
4,3%
8
1,7%
1
,5%
47
3,3%
OUTRAS
1
,8%
4
,7%
1
,2%
0
,0%
6
,4%
Total
124
100,0%
604
100,0%
482
100,0%
217
100,0%
1427
100,0%
OUTRAS: Refere-se a outras evidências tomográficas de alterações intersticiais não
compatíveis com aquelas relacionadas à exposição ao asbesto.
Tabela 12: Presença (Rx Alterado) ou ausência (Rx Normal) de alterações
parenquimatosas no RX do Tórax nos diferentes Grupos estudados.
RXT PROFUSÃO
GRUPOS
I
II
IIIA
IIIB
Total
NORMAL
107
86,3%
560
92,7%
459
95,2%
212
97,7%
1338
93,8%
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
87
ALTERADO
17
13,7%
44
7,3%
23
4,8%
5
2,3%
89
6,2%
Total
124
100,0%
604
100,0%
482
100,0%
217
100,0%
1427
100,0%
2.4.1.1.2 - Alterações Parenquimatosas por Método de Investigação
Tabela 11: Presença (TCAR Alterada) e Ausência (TCAR Normal) de alterações
parenquimatosas na TCAR nos Grupos do estudo.
TCAR - PARENQUIMA
GRUPOS
I
II
IIIA
IIIB
Total
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
NORMAL
111
89,5%
574
95,0%
473
98,1%
216
99,5%
1374
96,3%
ALTERADA
12
9,7%
26
4,3%
8
1,7%
1
,5%
47
3,3%
OUTRAS
1
,8%
4
,7%
1
,2%
0
,0%
6
,4%
Total
124
100,0%
604
100,0%
482
100,0%
217
100,0%
1427
100,0%
OUTRAS: Refere-se a outras evidências tomográficas de alterações intersticiais não
compatíveis com aquelas relacionadas à exposição ao asbesto.
Tabela 12: Presença (Rx Alterado) ou ausência (Rx Normal) de alterações
parenquimatosas no RX do Tórax nos diferentes Grupos estudados.
RXT PROFUSÃO
GRUPOS
I
II
IIIA
IIIB
Total
NORMAL
107
86,3%
560
92,7%
459
95,2%
212
97,7%
1338
93,8%
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
87
ALTERADO
17
13,7%
44
7,3%
23
4,8%
5
2,3%
89
6,2%
Total
124
100,0%
604
100,0%
482
100,0%
217
100,0%
1427
100,0%
Tabela 13: Avaliação da Presença (SIM) e Ausência (NÃO) de alterações
parenquimatosas de acordo com o método realizado: Rx do Tórax e TCAR.
ALTERAÇÕES PARENQUIMATOSAS POR MÉTODO
RXT
NÃO
SIM
Total
TCAR
NÃO
1309
98,1%
95,3%
65
75,6%
4,7%
1374
96,7%
100,0%
Count
% RX
% TCAR
Count
% RX
% TCAR
Count
% RX
% TCAR
SIM
26
1,9%
55,3%
21
24,4%
44,7%
47
3,3%
100,0%
Total
1335
100,0%
93,9%
86
100,0%
6,1%
1421
100,0%
100,0%
Symmetric Measures
Measure of Agreement
N of Valid Cases
Kappa
Value
,285
1421
Asymp.
a
Std. Error
,053
a. Not assuming the null hypothesis.
b. Using the asymptotic standard error assuming the null hypothesis.
88
b
Approx. T
11,295
Approx. Sig.
,000
Tabela 13: Avaliação da Presença (SIM) e Ausência (NÃO) de alterações
parenquimatosas de acordo com o método realizado: Rx do Tórax e TCAR.
ALTERAÇÕES PARENQUIMATOSAS POR MÉTODO
RXT
NÃO
SIM
Total
TCAR
NÃO
1309
98,1%
95,3%
65
75,6%
4,7%
1374
96,7%
100,0%
Count
% RX
% TCAR
Count
% RX
% TCAR
Count
% RX
% TCAR
SIM
26
1,9%
55,3%
21
24,4%
44,7%
47
3,3%
100,0%
Total
1335
100,0%
93,9%
86
100,0%
6,1%
1421
100,0%
100,0%
Symmetric Measures
Measure of Agreement
N of Valid Cases
Kappa
Value
,285
1421
Asymp.
a
Std. Error
,053
a. Not assuming the null hypothesis.
b. Using the asymptotic standard error assuming the null hypothesis.
88
b
Approx. T
11,295
Approx. Sig.
,000
2.4.1.1.3 - Alterações Pleurais por Método de Investigação
Tabela 14: Presença (TCAR Alterada) e Ausência (TCAR Normal) de alterações
pleurais na TCAR em relação aos Grupos estudados.
TCAR PLEURA
GRUPOS
I
Count
% within groups
II
Count
% within groups
IIIA
Count
% within groups
IIIB
Count
% within groups
Total
Count
% within groups
NORMAL
54
ALTERADA
70
Total
124
43,5%
56,5%
100,0%
535
69
604
88,6%
11,4%
100,0%
463
19
482
96,1%
3,9%
100,0%
213
4
217
98,2%
1,8%
100,0%
1265
162
1427
88,6%
11,4%
100,0%
Tabela 15: Presença (RX Alterado) e Ausência (RX Normal) de alterações pleurais
no Rx do Tórax em relação aos Grupos estudados.
RXT PLEURA
GRUPOS
I
II
IIIA
IIIB
Total
NORMAL
110
88,7%
597
98,8%
478
99,2%
214
98,6%
1399
98,0%
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
89
ALTERADO
14
11,3%
7
1,2%
4
,8%
3
1,4%
28
2,0%
Total
124
100,0%
604
100,0%
482
100,0%
217
100,0%
1427
100,0%
2.4.1.1.3 - Alterações Pleurais por Método de Investigação
Tabela 14: Presença (TCAR Alterada) e Ausência (TCAR Normal) de alterações
pleurais na TCAR em relação aos Grupos estudados.
TCAR PLEURA
GRUPOS
I
Count
% within groups
II
Count
% within groups
IIIA
Count
% within groups
IIIB
Count
% within groups
Total
Count
% within groups
NORMAL
54
ALTERADA
70
Total
124
43,5%
56,5%
100,0%
535
69
604
88,6%
11,4%
100,0%
463
19
482
96,1%
3,9%
100,0%
213
4
217
98,2%
1,8%
100,0%
1265
162
1427
88,6%
11,4%
100,0%
Tabela 15: Presença (RX Alterado) e Ausência (RX Normal) de alterações pleurais
no Rx do Tórax em relação aos Grupos estudados.
RXT PLEURA
GRUPOS
I
II
IIIA
IIIB
Total
NORMAL
110
88,7%
597
98,8%
478
99,2%
214
98,6%
1399
98,0%
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
Count
% within groups
89
ALTERADO
14
11,3%
7
1,2%
4
,8%
3
1,4%
28
2,0%
Total
124
100,0%
604
100,0%
482
100,0%
217
100,0%
1427
100,0%
Tabela 16: Avaliação da Presença (Alterado) e Ausência (Normal) de alterações
pleurais de acordo com o método realizado: Rx do Tórax e TCAR.
ALTERAÇÕES PLEURAIS POR MÉTODO
RXT
TCAR
NORMAL
ALTERADA
Total
NORMAL
1259
99,5%
90,0%
140
86,4%
10,0%
1399
98,0%
100,0%
Count
% TCAR
% RXT
Count
% TCAR
% RXT
Count
% TCAR
% RXT
ALTERADO
6
,5%
21,4%
22
13,6%
78,6%
28
2,0%
100,0%
Total
1265
100,0%
88,6%
162
100,0%
11,4%
1427
100,0%
100,0%
Symmetric Measures
Measure of Agreement
N of Valid Cases
Kappa
Value
,205
1427
Asymp.
a
Std. Error
,039
b
Approx. T
11,324
Approx. Sig.
,000
a. Not assuming the null hypothesis.
b. Using the asymptotic standard error assuming the null hypothesis.
2.4.1.1.4 - Alterações Parenquimatosas e Pleurais por Grupo
As Tabelas 17 a 24 demonstram a acentuada redução da razão de
verossimilhança (Odds Ratio, OR) para a ocorrência de asbestose (com ou sem placas)
e placas pleurais partindo-se do GRUPO I em direção ao GRUPO IIIB. Tais valores
estão graficamente demonstrados abaixo (Figura 2).
90
Tabela 16: Avaliação da Presença (Alterado) e Ausência (Normal) de alterações
pleurais de acordo com o método realizado: Rx do Tórax e TCAR.
ALTERAÇÕES PLEURAIS POR MÉTODO
RXT
TCAR
NORMAL
ALTERADA
Total
NORMAL
1259
99,5%
90,0%
140
86,4%
10,0%
1399
98,0%
100,0%
Count
% TCAR
% RXT
Count
% TCAR
% RXT
Count
% TCAR
% RXT
ALTERADO
6
,5%
21,4%
22
13,6%
78,6%
28
2,0%
100,0%
Total
1265
100,0%
88,6%
162
100,0%
11,4%
1427
100,0%
100,0%
Symmetric Measures
Measure of Agreement
N of Valid Cases
Kappa
Value
,205
1427
Asymp.
a
Std. Error
,039
b
Approx. T
11,324
Approx. Sig.
,000
a. Not assuming the null hypothesis.
b. Using the asymptotic standard error assuming the null hypothesis.
2.4.1.1.4 - Alterações Parenquimatosas e Pleurais por Grupo
As Tabelas 17 a 24 demonstram a acentuada redução da razão de
verossimilhança (Odds Ratio, OR) para a ocorrência de asbestose (com ou sem placas)
e placas pleurais partindo-se do GRUPO I em direção ao GRUPO IIIB. Tais valores
estão graficamente demonstrados abaixo (Figura 2).
90
Figura 2: Porcentagem de ocorrência e razão de chance (Odds Ratio) de doenças
relacionadas ao asbesto (Asbestose e Placas Pleurais) em relação aos Grupos
estudados.
91
Figura 2: Porcentagem de ocorrência e razão de chance (Odds Ratio) de doenças
relacionadas ao asbesto (Asbestose e Placas Pleurais) em relação aos Grupos
estudados.
91
Tabela 17: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de asbestose do Grupo I (Sim) em relação aos Grupos II, IIIA e IIIB (Não).
GRUPO I x ASBESTOSE
GRUPO I
Asbestose
NÃO
SIM
Total
Count
% ASBESTOSE
Count
% ASBESTOSE
Count
% ASBESTOSE
111
Total
1374
91,9%
8,1%
100,0%
35
12
47
74,5%
25,5%
100,0%
1298
123
1421
91,3%
8,7%
100,0%
NÃO
1263
SIM
Risk Estimate
95% Confidence
Interval
Value
Odds Ratio _
3,901
N of Valid Cases
1421
92
Lower
1,969
Upper
7,729
Tabela 17: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de asbestose do Grupo I (Sim) em relação aos Grupos II, IIIA e IIIB (Não).
GRUPO I x ASBESTOSE
GRUPO I
Asbestose
NÃO
SIM
Total
Count
% ASBESTOSE
Count
% ASBESTOSE
Count
% ASBESTOSE
111
Total
1374
91,9%
8,1%
100,0%
35
12
47
74,5%
25,5%
100,0%
1298
123
1421
91,3%
8,7%
100,0%
NÃO
1263
SIM
Risk Estimate
95% Confidence
Interval
Value
Odds Ratio _
3,901
N of Valid Cases
1421
92
Lower
1,969
Upper
7,729
Tabela 18: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência de
asbestose (Não) do Grupo II (Sim) em relação aos grupos I, IIIA e IIIB (Não).
GRUPO II X ASBESTOSE
GRUPO II
800
SIM
574
Total
1374
58,2%
41,8%
100,0%
21
26
47
44,7%
55,3%
100,0%
821
600
1421
57,8%
42,2%
100,0%
NÃO
ASBESTOSE
NÃO
Count
% ASBESTOSE
SIM
Total
Count
% ASBESTOSE
Count
% ASBESTOSE
Risk Estimate
Value
Odds Ratio
1,726
N of Valid Cases
1421
93
95% Confidence
Interval
Lower
Upper
,961
3,097
Tabela 18: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência de
asbestose (Não) do Grupo II (Sim) em relação aos grupos I, IIIA e IIIB (Não).
GRUPO II X ASBESTOSE
GRUPO II
800
SIM
574
Total
1374
58,2%
41,8%
100,0%
21
26
47
44,7%
55,3%
100,0%
821
600
1421
57,8%
42,2%
100,0%
NÃO
ASBESTOSE
NÃO
Count
% ASBESTOSE
SIM
Total
Count
% ASBESTOSE
Count
% ASBESTOSE
Risk Estimate
Value
Odds Ratio
1,726
N of Valid Cases
1421
93
95% Confidence
Interval
Lower
Upper
,961
3,097
Tabela 19: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de asbestose do Grupo IIIA (Sim) em relação aos Grupos I, II e IIIB (Não).
GROUP IIIA X ASBESTOSE
GRUPO IIIA
ASBESTOSE
NÃO
Count
% ASBESTOSE
SIM
Count
% ASBESTOSE
Total
Count
% ASBESTOSE
NÃO
901
SIM
473
Total
1374
65,6%
34,4%
100,0%
39
8
47
83,0%
17,0%
100,0%
940
481
1421
66,2%
33,8%
100,0%
Risk Estimate
95% Confidence
Interval
Value
Odds Ratio
,391
N of Valid Cases
1421
94
Lower
,181
Upper
,843
Tabela 19: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de asbestose do Grupo IIIA (Sim) em relação aos Grupos I, II e IIIB (Não).
GROUP IIIA X ASBESTOSE
GRUPO IIIA
ASBESTOSE
NÃO
Count
% ASBESTOSE
SIM
Count
% ASBESTOSE
Total
Count
% ASBESTOSE
NÃO
901
SIM
473
Total
1374
65,6%
34,4%
100,0%
39
8
47
83,0%
17,0%
100,0%
940
481
1421
66,2%
33,8%
100,0%
Risk Estimate
95% Confidence
Interval
Value
Odds Ratio
,391
N of Valid Cases
1421
94
Lower
,181
Upper
,843
Tabela 20: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de asbestose do Grupo IIIB (Sim) em relação aos grupos I, II e IIIA (Não).
GROUP IIIB X ASBESTOSE
GRUPO IIIB
ASBESTOSE
NÃO
Count
% ASBESTOSE
SIM
Total
Count
% ASBESTOSE
Count
% ASBESTOSE
NÃO
1158
SIM
216
Total
1374
84,3%
15,7%
100,0%
46
1
47
97,9%
2,1%
100,0%
1204
217
1421
84,7%
15,3%
100,0%
Risk Estimate
Value
Odds Ratio _
,117
N of Valid Cases
1421
95
95% Confidence
Interval
Lower
,016
Upper
,850
Tabela 20: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de asbestose do Grupo IIIB (Sim) em relação aos grupos I, II e IIIA (Não).
GROUP IIIB X ASBESTOSE
GRUPO IIIB
ASBESTOSE
NÃO
Count
% ASBESTOSE
SIM
Total
Count
% ASBESTOSE
Count
% ASBESTOSE
NÃO
1158
SIM
216
Total
1374
84,3%
15,7%
100,0%
46
1
47
97,9%
2,1%
100,0%
1204
217
1421
84,7%
15,3%
100,0%
Risk Estimate
Value
Odds Ratio _
,117
N of Valid Cases
1421
95
95% Confidence
Interval
Lower
,016
Upper
,850
Tabela 21: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de alterações pleurais do Grupo I (Sim) em relação aos Grupos II, IIIA e IIIB
(Não).
GRUPO I X ALTERAÇÕES PLEURAIS
GRUPO I
ALT PLEURAIS
NÃO
Count
% ALT PLEURAIS
SIM
Total
Count
% ALT PLEURAIS
Count
% ALT PLEURAIS
NÃO
1211
SIM
54
Total
1265
95,7%
4,3%
100,0%
92
70
162
56,8%
43,2%
100,0%
1303
124
1427
91,3%
8,7%
100,0%
Risk Estimate
Value
Odds Ratio
17,063
N of Valid Cases
1427
96
95% Confidence
Interval
Lower
Upper
11,285
25,800
Tabela 21: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de alterações pleurais do Grupo I (Sim) em relação aos Grupos II, IIIA e IIIB
(Não).
GRUPO I X ALTERAÇÕES PLEURAIS
GRUPO I
ALT PLEURAIS
NÃO
Count
% ALT PLEURAIS
SIM
Total
Count
% ALT PLEURAIS
Count
% ALT PLEURAIS
NÃO
1211
SIM
54
Total
1265
95,7%
4,3%
100,0%
92
70
162
56,8%
43,2%
100,0%
1303
124
1427
91,3%
8,7%
100,0%
Risk Estimate
Value
Odds Ratio
17,063
N of Valid Cases
1427
96
95% Confidence
Interval
Lower
Upper
11,285
25,800
Tabela 22: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de alterações pleurais do Grupo II (Sim) em relação aos Grupos I, IIIA e IIIB
(Não).
GRUPO II X ALTERAÇÕES PLEURAIS
TCAR
NÃO
GRUPO II
NAO
SIM
730
535
Count
% ALT PLEURAIS
SIM
Total
Count
% ALT PLEURAIS
Count
ALT PLEURAIS
Total
1265
57,7%
42,3%
100,0%
93
69
162
57,4%
42,6%
100,0%
823
604
1427
57,7%
42,3%
100,0%
Risk Estimate
Value
Odds Ratio
N of Valid Cases
1,012
1427
97
95% Confidence
Interval
Lower
Upper
,727
1,409
Tabela 22: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de alterações pleurais do Grupo II (Sim) em relação aos Grupos I, IIIA e IIIB
(Não).
GRUPO II X ALTERAÇÕES PLEURAIS
TCAR
NÃO
GRUPO II
NAO
SIM
730
535
Count
% ALT PLEURAIS
SIM
Total
Count
% ALT PLEURAIS
Count
ALT PLEURAIS
Total
1265
57,7%
42,3%
100,0%
93
69
162
57,4%
42,6%
100,0%
823
604
1427
57,7%
42,3%
100,0%
Risk Estimate
Value
Odds Ratio
N of Valid Cases
1,012
1427
97
95% Confidence
Interval
Lower
Upper
,727
1,409
Tabela 23: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de alterações pleurais do Grupo IIIA (Sim) em relação aos Grupos I, II e IIIB
(Não).
GROUP III A X ALTERAÇÕES PLEURAIS
ALTERAÇOES PLEURAIS
NÃO
SIM
Total
Count
% ALT PLEURAIS
Count
% ALT PLEURAIS
Count
% ALT PLEURAIS
GRUPO IIIA
NÃO
SIM
802
463
63,4%
36,6%
143
19
88,3%
11,7%
945
482
66,2%
33,8%
Risk Estimate
Odds Ratio
N of Valid Cases
Value
,230
1427
98
95% Confidence
Interval
Lower
Upper
,141
,376
Total
1265
100,0%
162
100,0%
1427
100,0%
Tabela 23: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de alterações pleurais do Grupo IIIA (Sim) em relação aos Grupos I, II e IIIB
(Não).
GROUP III A X ALTERAÇÕES PLEURAIS
ALTERAÇOES PLEURAIS
NÃO
SIM
Total
Count
% ALT PLEURAIS
Count
% ALT PLEURAIS
Count
% ALT PLEURAIS
GRUPO IIIA
NÃO
SIM
802
463
63,4%
36,6%
143
19
88,3%
11,7%
945
482
66,2%
33,8%
Risk Estimate
Odds Ratio
N of Valid Cases
Value
,230
1427
98
95% Confidence
Interval
Lower
Upper
,141
,376
Total
1265
100,0%
162
100,0%
1427
100,0%
Tabela 24: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de asbestose do Grupo IIIB (Sim) em relação aos grupos I, II e IIIA (Não).
GROUP IIIB X ALTERAÇÕES PLEURAIS
GRUPO IIIB
NÃO
ALT PLEURAIS
NÃO
Count
% ALT PLEURAIS
SIM
Total
Count
% ALT PLEURAIS
Count
% ALT PLEURAIS
1052
SIM
213
Total
1265
83,2%
16,8%
100,0%
158
4
162
97,5%
2,5%
100,0%
1210
217
1427
84,8%
15,2%
100,0%
Risk Estimate
Value
Odds Ratio
,125
N of Valid Cases
1427
99
95% Confidence
Interval
Lower
Upper
,046
,341
Tabela 24: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência
(Não) de asbestose do Grupo IIIB (Sim) em relação aos grupos I, II e IIIA (Não).
GROUP IIIB X ALTERAÇÕES PLEURAIS
GRUPO IIIB
NÃO
ALT PLEURAIS
NÃO
Count
% ALT PLEURAIS
SIM
Total
Count
% ALT PLEURAIS
Count
% ALT PLEURAIS
1052
SIM
213
Total
1265
83,2%
16,8%
100,0%
158
4
162
97,5%
2,5%
100,0%
1210
217
1427
84,8%
15,2%
100,0%
Risk Estimate
Value
Odds Ratio
,125
N of Valid Cases
1427
99
95% Confidence
Interval
Lower
Upper
,046
,341
2.4.1.2 - Análise Intra-Grupos
2.4.1.2.1 - Grupo I
Embora não tenha atingido significância estatística, os pacientes com asbestose
tenderam a ser mais idosos e terem maior tempo de exposição do que os indivíduos
normais do GRUPO I (Tabela 25). Entretanto, a exposição cumulativa dos pacientes
com asbestose e daqueles com placas pleurais foi significativamente maior do que a
observada nos indivíduos livres de doença (p<0,001) (Tabela 26).
Tabela 25: Característica da amostra do Grupo I.
N
Altura
Idade
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
51
12
60
123
51
12
60
123
MÉDIA
163,43
163,17
162,53
162,97
69,49
76,25
71,37
71,07
51
12
60
123
51
12
60
123
MÉDIA
9,791
14,306
13,371
11,978
9,791
14,306
13,371
11,978
N
Tempo de Exposicao
Tempo Trabalhado
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
100
DP
8,556
7,309
7,132
7,720
6,565
4,731
7,392
7,059
DP
10,1422
9,1347
10,2528
10,1983
10,1422
9,1347
10,2528
10,1983
2.4.1.2 - Análise Intra-Grupos
2.4.1.2.1 - Grupo I
Embora não tenha atingido significância estatística, os pacientes com asbestose
tenderam a ser mais idosos e terem maior tempo de exposição do que os indivíduos
normais do GRUPO I (Tabela 25). Entretanto, a exposição cumulativa dos pacientes
com asbestose e daqueles com placas pleurais foi significativamente maior do que a
observada nos indivíduos livres de doença (p<0,001) (Tabela 26).
Tabela 25: Característica da amostra do Grupo I.
N
Altura
Idade
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
51
12
60
123
51
12
60
123
MÉDIA
163,43
163,17
162,53
162,97
69,49
76,25
71,37
71,07
51
12
60
123
51
12
60
123
MÉDIA
9,791
14,306
13,371
11,978
9,791
14,306
13,371
11,978
N
Tempo de Exposicao
Tempo Trabalhado
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
100
DP
8,556
7,309
7,132
7,720
6,565
4,731
7,392
7,059
DP
10,1422
9,1347
10,2528
10,1983
10,1422
9,1347
10,2528
10,1983
Tabela 26: Exposição Cumulativa dos indivíduos do Grupo I com (asbestose ou
placas) e sem (normal) alterações pulmonares ou pleurais relacionadas ao asbesto.
GRUPO I - EXPOSIÇÃO CUMULATIVA
Exposicao_cumulativa
CONCLUSÃO
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
N
51
12
60
123
Mean Rank
46,92
85,54
70,11
Exposicao_cumulativa
17,460
2
,000
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
a Kruskal Wallis Test
Em relação a história tabagística, não houve associação significante entre a
mesma e sua intensidade com os agravos à saúde imputáveis ao asbesto neste
GRUPO (Tabela 27), assim como não houve diferença na carga tabágica (Tabela 28).
101
Tabela 26: Exposição Cumulativa dos indivíduos do Grupo I com (asbestose ou
placas) e sem (normal) alterações pulmonares ou pleurais relacionadas ao asbesto.
GRUPO I - EXPOSIÇÃO CUMULATIVA
Exposicao_cumulativa
CONCLUSÃO
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
N
51
12
60
123
Mean Rank
46,92
85,54
70,11
Exposicao_cumulativa
17,460
2
,000
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
a Kruskal Wallis Test
Em relação a história tabagística, não houve associação significante entre a
mesma e sua intensidade com os agravos à saúde imputáveis ao asbesto neste
GRUPO (Tabela 27), assim como não houve diferença na carga tabágica (Tabela 28).
101
Tabela 27: Presença e Ausência do Tabagismo no Grupo I em relação à presença
(asbestose ou placas) ou ausência doenças relacionadas à exposição ao asbesto.
RESULTADO
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
TABAGISMO
NÃO
SIM
16
35
Count
% NORMAL
Count
% ASBESTOSE
Count
% PLACAS
31,4%
1
8,3%
14
23,3%
68,6%
11
91,7%
46
76,7%
100,0%
12
100,0%
60
100,0%
Count
% within catconcl2mod
31
25,2%
92
74,8%
123
100,0%
Chi-Square Tests
Pearson Chi-Square
Likelihood Ratio
Linear-by-Linear
Association
N of Valid Cases
Value
2,953a
3,355
,869
Total
51
2
2
Asymp. Sig.
(2-sided)
,228
,187
1
,351
df
123
a. 1 cells (16,7%) have expected count less than 5. The
minimum expected count is 3,02.
102
Tabela 27: Presença e Ausência do Tabagismo no Grupo I em relação à presença
(asbestose ou placas) ou ausência doenças relacionadas à exposição ao asbesto.
RESULTADO
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
TABAGISMO
NÃO
SIM
16
35
Count
% NORMAL
Count
% ASBESTOSE
Count
% PLACAS
31,4%
1
8,3%
14
23,3%
68,6%
11
91,7%
46
76,7%
100,0%
12
100,0%
60
100,0%
Count
% within catconcl2mod
31
25,2%
92
74,8%
123
100,0%
Chi-Square Tests
Pearson Chi-Square
Likelihood Ratio
Linear-by-Linear
Association
N of Valid Cases
Value
2,953a
3,355
,869
Total
51
2
2
Asymp. Sig.
(2-sided)
,228
,187
1
,351
df
123
a. 1 cells (16,7%) have expected count less than 5. The
minimum expected count is 3,02.
102
Tabela 28: Média da carga tabagística (Anos_maço) nos três grupos (ausência de
doenças relacionadas ao asbesto (Normal), Asbestose e Placas Pleurais nos
indivíduos expostos ao asbesto entre 1940-1966 (GRUPO I).
TABAGISMO (anos-maço)
Anos_maco
N
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
35
11
MÉDIA
45,9914
54,2455
DP
32,33628
34,38630
46
92
48,1576
48,0614
38,76203
35,63538
ANOVA
Anos_maco
Between Groups
Within Groups
Total
Sum of
Squares
571,061
114988,0
115559,1
df
2
89
91
Mean Square
285,530
1292,000
F
,221
Sig.
,802
Observou-se tendência dos pacientes com placas pleurais apresentaram
menores valores de CVF e VEF1 (% do previsto) do que os outros indivíduos,
especialmente em relação aos normais. Entretanto, o FEF25-75% (% previsto) for
efetivamente menor no grupo com placas, atingindo significância em relação ao
grupo normal (Tabela 29). De fato, uma sub-análise considerando-se apenas os
indivíduos
com
placas
relativamente
aos
normais,
demonstrou
redução
estatisticamente significante em todos os parâmetros funcionais (com exceção da
razão VEF1/CVF) nos pacientes com doença pleural, apesar de similar carga tabágica
(p>0.05) (Tabela 30).
103
Tabela 28: Média da carga tabagística (Anos_maço) nos três grupos (ausência de
doenças relacionadas ao asbesto (Normal), Asbestose e Placas Pleurais nos
indivíduos expostos ao asbesto entre 1940-1966 (GRUPO I).
TABAGISMO (anos-maço)
Anos_maco
N
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
35
11
MÉDIA
45,9914
54,2455
DP
32,33628
34,38630
46
92
48,1576
48,0614
38,76203
35,63538
ANOVA
Anos_maco
Between Groups
Within Groups
Total
Sum of
Squares
571,061
114988,0
115559,1
df
2
89
91
Mean Square
285,530
1292,000
F
,221
Sig.
,802
Observou-se tendência dos pacientes com placas pleurais apresentaram
menores valores de CVF e VEF1 (% do previsto) do que os outros indivíduos,
especialmente em relação aos normais. Entretanto, o FEF25-75% (% previsto) for
efetivamente menor no grupo com placas, atingindo significância em relação ao
grupo normal (Tabela 29). De fato, uma sub-análise considerando-se apenas os
indivíduos
com
placas
relativamente
aos
normais,
demonstrou
redução
estatisticamente significante em todos os parâmetros funcionais (com exceção da
razão VEF1/CVF) nos pacientes com doença pleural, apesar de similar carga tabágica
(p>0.05) (Tabela 30).
103
Tabela 29: Valores médios das variáveis espirométricas do GRUPO I nos
indivíduos com ausência de doenças relacionadas ao asbesto (Normal) e com
presença de alterações parenquimatosas (asbestose) e pleurais (placas pleurais).
GRUPO I
N
CVF (L)
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
CVF (% Previsto)
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
VEF1 (L/s)
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
VEF1 (% Previsto)
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
50
12
60
122
49
11
56
116
50
12
60
122
49
11
56
MÉDIA
3,4360
3,2300
3,0395
DP
,83485
,66744
,65038
97,4165
98,3209
90,7105
19,37682
17,68800
15,91592
2,6256
2,3800
2,2330
,77171
,55439
,52176
97,8824
100,4764
88,9229
25,14298
23,78133
17,88836
2,5130
1,9192
1,8317
1,36304
,80221
,86017
97,778
87,512
75,481
51,2484
38,6213
32,8865
75,6840
73,6883
73,4625
8,80648
7,40102
7,95794
116
FEF25-75%(L/s)
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
FEF25-75% (% Previsto) NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
VEF1/CVF
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
50
12
60
122
49
11
56
116
50
12
60
122
CVF – Capacidade vital forçada; VEF1 – Volume expirado no 1º
segundo; FEF25_75 - Fluxo expiratório forçado médio entre 25 e 75%
da manobra de CVF.
104
Tabela 29: Valores médios das variáveis espirométricas do GRUPO I nos
indivíduos com ausência de doenças relacionadas ao asbesto (Normal) e com
presença de alterações parenquimatosas (asbestose) e pleurais (placas pleurais).
GRUPO I
N
CVF (L)
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
CVF (% Previsto)
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
VEF1 (L/s)
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
VEF1 (% Previsto)
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
50
12
60
122
49
11
56
116
50
12
60
122
49
11
56
MÉDIA
3,4360
3,2300
3,0395
DP
,83485
,66744
,65038
97,4165
98,3209
90,7105
19,37682
17,68800
15,91592
2,6256
2,3800
2,2330
,77171
,55439
,52176
97,8824
100,4764
88,9229
25,14298
23,78133
17,88836
2,5130
1,9192
1,8317
1,36304
,80221
,86017
97,778
87,512
75,481
51,2484
38,6213
32,8865
75,6840
73,6883
73,4625
8,80648
7,40102
7,95794
116
FEF25-75%(L/s)
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
FEF25-75% (% Previsto) NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
VEF1/CVF
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
50
12
60
122
49
11
56
116
50
12
60
122
CVF – Capacidade vital forçada; VEF1 – Volume expirado no 1º
segundo; FEF25_75 - Fluxo expiratório forçado médio entre 25 e 75%
da manobra de CVF.
104
Multiple Comparisons
Bonferroni
Dependent Variable
CVF (L)
(I) catconcl2 (J) catconcl2
1,00
2,00
2,00
3,00
CVF (% Previsto)
1,00
2,00
Mean
Difference
(I-J)
Std. Error
,20600 ,23576
VEF1 (L/s)
1,00
2,00
3,00
,39650
*
,14044
,017
,0555
,7375
1,00
-,20600
,23576
1,000
-,7785
,3665
3,00
,19050
,23192
1,000
-,3727
,7537
1,00
-,39650
*
,14044
,017
-,7375
-,0555
2,00
-,19050
,23192
1,000
-,7537
,3727
2,00
-,90438 5,87884
1,000
-15,1908
13,3820
3,00
6,70599 3,44677
,163
-1,6702
15,0821
5,87884
1,000
-13,3820
15,1908
1,00
7,61037 5,81109
-6,70599 3,44677
,579
,163
-6,5114
-15,0821
21,7321
1,6702
2,00
-7,61037 5,81109
1,00
,90438
,579
-21,7321
6,5114
2,00
3,00
,24560
,20548
,703
-,2534
,7446
,39260
*
,12240
,005
,0954
,6898
1,00
-,24560
,20548
,703
-,7446
,2534
3,00
,14700
,20214
1,000
-,3439
,6379
1,00
-,39260
*
,12240
,005
-,6898
-,0954
-,14700
2,00
VEF1 (% Previsto)_ 1,00
2,00
3,00
,20214
1,000
-,6379
,3439
2,00
-2,59391 7,26644
1,000
-20,2524
15,0646
3,00
8,95959 4,26033
,113
-1,3936
19,3128
1,00
2,59391 7,26644
1,000
-15,0646
20,2524
3,00
11,55351 7,18269
,332
-5,9015
29,0085
1,00
-8,95959 4,26033
-11,55351 7,18269
,113
,332
-19,3128
-29,0085
1,3936
5,9015
2,00
FEF25-75% (L/s)
1,00
2,00
3,00
FEF25-75%
(%Previsto)
1,00
2,00
3,00
VEF1/CVF
1,00
2,00
2,00
,59383
,35086
,280
-,2582
1,4458
3,00
,68133
*
,20900
,004
,1738
1,1889
1,00
3,00
-,59383
,35086
,280
-1,4458
,2582
,08750
,34516
1,000
-,7506
,9256
1,00
-,68133
*
,20900
,004
-1,1889
-,1738
2,00
-,08750
,34516
1,000
-,9256
,7506
2,00
10,2661 14,0528
1,000
-23,884
44,416
3,00
22,2965
*
8,2392
,024
2,274
42,319
1,00
-10,2661 14,0528
1,000
-44,416
23,884
3,00
12,0304 13,8909
1,000
-21,726
45,787
1,00
2,00
-22,2965
*
8,2392
-12,0304 13,8909
,024
1,000
-42,319
-45,787
-2,274
21,726
2,00
1,99567 2,65848
1,000
-4,4599
8,4512
3,00
2,22150 1,58362
,490
-1,6240
6,0670
1,00
-1,99567 2,65848
1,000
-8,4512
4,4599
2,61525
1,000
-6,1248
6,5764
-2,22150 1,58362
,490
-6,0670
1,6240
-,22583 2,61525
1,000
-6,5764
6,1248
3,00
3,00
Sig. Lower BoundUpper Bound
1,000
-,3665
,7785
3,00
3,00
3,00
95% Confidence Interval
,22583
1,00
2,00
*. The mean difference is significant at the .05 level.
Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3= “placas”
105
Multiple Comparisons
Bonferroni
Dependent Variable
CVF (L)
(I) catconcl2 (J) catconcl2
1,00
2,00
2,00
3,00
CVF (% Previsto)
1,00
2,00
Mean
Difference
(I-J)
Std. Error
,20600 ,23576
VEF1 (L/s)
1,00
2,00
3,00
,39650
*
,14044
,017
,0555
,7375
1,00
-,20600
,23576
1,000
-,7785
,3665
3,00
,19050
,23192
1,000
-,3727
,7537
1,00
-,39650
*
,14044
,017
-,7375
-,0555
2,00
-,19050
,23192
1,000
-,7537
,3727
2,00
-,90438 5,87884
1,000
-15,1908
13,3820
3,00
6,70599 3,44677
,163
-1,6702
15,0821
5,87884
1,000
-13,3820
15,1908
1,00
7,61037 5,81109
-6,70599 3,44677
,579
,163
-6,5114
-15,0821
21,7321
1,6702
2,00
-7,61037 5,81109
1,00
,90438
,579
-21,7321
6,5114
2,00
3,00
,24560
,20548
,703
-,2534
,7446
,39260
*
,12240
,005
,0954
,6898
1,00
-,24560
,20548
,703
-,7446
,2534
3,00
,14700
,20214
1,000
-,3439
,6379
1,00
-,39260
*
,12240
,005
-,6898
-,0954
-,14700
2,00
VEF1 (% Previsto)_ 1,00
2,00
3,00
,20214
1,000
-,6379
,3439
2,00
-2,59391 7,26644
1,000
-20,2524
15,0646
3,00
8,95959 4,26033
,113
-1,3936
19,3128
1,00
2,59391 7,26644
1,000
-15,0646
20,2524
3,00
11,55351 7,18269
,332
-5,9015
29,0085
1,00
-8,95959 4,26033
-11,55351 7,18269
,113
,332
-19,3128
-29,0085
1,3936
5,9015
2,00
FEF25-75% (L/s)
1,00
2,00
3,00
FEF25-75%
(%Previsto)
1,00
2,00
3,00
VEF1/CVF
1,00
2,00
2,00
,59383
,35086
,280
-,2582
1,4458
3,00
,68133
*
,20900
,004
,1738
1,1889
1,00
3,00
-,59383
,35086
,280
-1,4458
,2582
,08750
,34516
1,000
-,7506
,9256
1,00
-,68133
*
,20900
,004
-1,1889
-,1738
2,00
-,08750
,34516
1,000
-,9256
,7506
2,00
10,2661 14,0528
1,000
-23,884
44,416
3,00
22,2965
*
8,2392
,024
2,274
42,319
1,00
-10,2661 14,0528
1,000
-44,416
23,884
3,00
12,0304 13,8909
1,000
-21,726
45,787
1,00
2,00
-22,2965
*
8,2392
-12,0304 13,8909
,024
1,000
-42,319
-45,787
-2,274
21,726
2,00
1,99567 2,65848
1,000
-4,4599
8,4512
3,00
2,22150 1,58362
,490
-1,6240
6,0670
1,00
-1,99567 2,65848
1,000
-8,4512
4,4599
2,61525
1,000
-6,1248
6,5764
-2,22150 1,58362
,490
-6,0670
1,6240
-,22583 2,61525
1,000
-6,5764
6,1248
3,00
3,00
Sig. Lower BoundUpper Bound
1,000
-,3665
,7785
3,00
3,00
3,00
95% Confidence Interval
,22583
1,00
2,00
*. The mean difference is significant at the .05 level.
Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3= “placas”
105
Tabela 30: Análise Comparativa GRUPO I – nos indivíduos sem placas comparados
aos com apenas placas pleurais.
Independent Samples Test
Levene's Test for
Equality of Variances
F
CVFreal_prebd_2
CVF (L)
CVF_prebd_
CVF
porcentagem_2
(% Previsto)
VEF1_real_prebd_2
VEF1 (L/s)
VEF1_prebd_
VEF1
porcentagem_2
(% Previsto)
FEF2575_real_prebd_2
FEF25-75%
(L/s)
FEF2575_prebd_
FEF25-75%
porcentagem_2
(% Previsto)
VEF1CVF_prebd_2
VEF1/CVF
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Sig.
2,476
3,062
10,600
6,608
12,852
9,842
,450
,119
,083
,002
,012
,001
,002
,504
t-test for Equality of Means
t
df
Sig. (2-tailed)
Mean
Difference
Std. Error
Difference
95% Confidence
Interval of the
Difference
Lower
Upper
2,799
108
,006
,39650
,14166
,11571
,67729
2,737
91,631
,007
,39650
,14488
,10875
,68425
1,946
103
,054
6,70599
3,44548
-,12731
13,53930
1,921
93,088
,058
6,70599
3,49084
-,22604
13,63803
3,168
108
,002
,39260
,12394
,14694
,63826
3,061
83,392
,003
,39260
,12825
,13754
,64766
2,123
103
,036
8,95959
4,22037
,58949
17,32969
2,077
85,327
,041
8,95959
4,31458
,38153
17,53765
3,186
108
,002
,68133
,21384
,25746
1,10520
3,063
79,636
,003
,68133
,22246
,23859
1,12408
2,685
103
,008
22,2965
8,3026
5,8302
38,7628
2,611
79,782
,011
22,2965
8,5389
5,3029
39,2902
1,389
108
,168
2,22150
1,59959
-,94917
5,39217
1,376
99,942
,172
2,22150
1,61448
-,98161
5,42461
106
Tabela 30: Análise Comparativa GRUPO I – nos indivíduos sem placas comparados
aos com apenas placas pleurais.
Independent Samples Test
Levene's Test for
Equality of Variances
F
CVFreal_prebd_2
CVF (L)
CVF_prebd_
CVF
porcentagem_2
(% Previsto)
VEF1_real_prebd_2
VEF1 (L/s)
VEF1_prebd_
VEF1
porcentagem_2
(% Previsto)
FEF2575_real_prebd_2
FEF25-75%
(L/s)
FEF2575_prebd_
FEF25-75%
porcentagem_2
(% Previsto)
VEF1CVF_prebd_2
VEF1/CVF
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Sig.
2,476
3,062
10,600
6,608
12,852
9,842
,450
,119
,083
,002
,012
,001
,002
,504
t-test for Equality of Means
t
df
Sig. (2-tailed)
Mean
Difference
Std. Error
Difference
95% Confidence
Interval of the
Difference
Lower
Upper
2,799
108
,006
,39650
,14166
,11571
,67729
2,737
91,631
,007
,39650
,14488
,10875
,68425
1,946
103
,054
6,70599
3,44548
-,12731
13,53930
1,921
93,088
,058
6,70599
3,49084
-,22604
13,63803
3,168
108
,002
,39260
,12394
,14694
,63826
3,061
83,392
,003
,39260
,12825
,13754
,64766
2,123
103
,036
8,95959
4,22037
,58949
17,32969
2,077
85,327
,041
8,95959
4,31458
,38153
17,53765
3,186
108
,002
,68133
,21384
,25746
1,10520
3,063
79,636
,003
,68133
,22246
,23859
1,12408
2,685
103
,008
22,2965
8,3026
5,8302
38,7628
2,611
79,782
,011
22,2965
8,5389
5,3029
39,2902
1,389
108
,168
2,22150
1,59959
-,94917
5,39217
1,376
99,942
,172
2,22150
1,61448
-,98161
5,42461
106
2.4.1.2.2- Grupo II
Os pacientes com asbestose eram mais idosos e apresentaram maior tempo de
exposição e trabalho do que os indivíduos normais e, marginalmente, nos pacientes
com placas, do GRUPO II (Tabela 31). Comportamento semelhante foi observado em
relação a exposição cumulativa, ou seja, claramente superior no Grupo com asbestose
(Tabela 32).
Tabela 31: Características da amostra do Grupo II.
N
Altura (cm)
Idade
(anos)
Tempo de Exposicao
(anos)
Tempo Trabalhado
(anos)
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
107
MÉDIA
DP
521
25
53
599
521
26
53
600
521
26
53
600
521
26
53
166,02
163,40
166,34
165,94
60,09
68,85
65,30
60,93
11,049
15,513
10,204
11,168
11,118
15,513
10,204
6,723
5,859
6,682
6,697
6,994
7,379
7,705
7,411
7,9316
7,2742
7,0543
7,8776
8,0323
7,2742
7,0543
600
11,228
7,9648
2.4.1.2.2- Grupo II
Os pacientes com asbestose eram mais idosos e apresentaram maior tempo de
exposição e trabalho do que os indivíduos normais e, marginalmente, nos pacientes
com placas, do GRUPO II (Tabela 31). Comportamento semelhante foi observado em
relação a exposição cumulativa, ou seja, claramente superior no Grupo com asbestose
(Tabela 32).
Tabela 31: Características da amostra do Grupo II.
N
Altura (cm)
Idade
(anos)
Tempo de Exposicao
(anos)
Tempo Trabalhado
(anos)
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
107
MÉDIA
DP
521
25
53
599
521
26
53
600
521
26
53
600
521
26
53
166,02
163,40
166,34
165,94
60,09
68,85
65,30
60,93
11,049
15,513
10,204
11,168
11,118
15,513
10,204
6,723
5,859
6,682
6,697
6,994
7,379
7,705
7,411
7,9316
7,2742
7,0543
7,8776
8,0323
7,2742
7,0543
600
11,228
7,9648
Multiple Comparisons
Bonferroni
Dependent Variable
altura_2
Altura (cm)
(I) catconcl2mod
1,00
2,00
3,00
idade_avaliacao_2
Idade (anos)
1,00
2,00
3,00
Tempo_de_Exposicao_
anos_Oficial
1,00
2,00
3,00
Tempo_Trabalhado_
Tempo
anos_Oficial
Trabalhado (anos)
1,00
2,00
3,00
(J) catconcl2mod
2,00
3,00
1,00
3,00
1,00
2,00
2,00
3,00
1,00
3,00
1,00
2,00
2,00
3,00
1,00
3,00
1,00
2,00
2,00
3,00
1,00
3,00
1,00
2,00
Mean
Difference
(I-J)
2,623
-,317
-2,623
-2,940
,317
2,940
-8,760*
-5,216*
8,760*
3,544
5,216*
-3,544
-4,4637*
,8447
4,4637*
5,3084*
-,8447
-5,3084*
-4,3945*
,9140
4,3945*
5,3084*
-,9140
-5,3084*
*. The mean difference is significant at the .05 level.
Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3= “placas”
108
Std. Error
1,369
,964
1,369
1,622
,964
1,622
1,422
1,020
1,422
1,694
1,020
1,694
1,5739
1,1293
1,5739
1,8754
1,1293
1,8754
1,5918
1,1421
1,5918
1,8966
1,1421
1,8966
Sig.
,168
1,000
,168
,212
1,000
,212
,000
,000
,000
,111
,000
,111
,014
1,000
,014
,014
1,000
,014
,018
1,000
,018
,016
1,000
,016
95% Confidence Interval
Lower Bound
Upper Bound
-,66
5,91
-2,63
2,00
-5,91
,66
-6,83
,96
-2,00
2,63
-,96
6,83
-12,17
-5,35
-7,66
-2,77
5,35
12,17
-,52
7,61
2,77
7,66
-7,61
,52
-8,242
-,685
-1,866
3,556
,685
8,242
,806
9,811
-3,556
1,866
-9,811
-,806
-8,216
-,573
-1,828
3,656
,573
8,216
,755
9,862
-3,656
1,828
-9,862
-,755
Multiple Comparisons
Bonferroni
Dependent Variable
altura_2
Altura (cm)
(I) catconcl2mod
1,00
2,00
3,00
idade_avaliacao_2
Idade (anos)
1,00
2,00
3,00
Tempo_de_Exposicao_
anos_Oficial
1,00
2,00
3,00
Tempo_Trabalhado_
Tempo
anos_Oficial
Trabalhado (anos)
1,00
2,00
3,00
(J) catconcl2mod
2,00
3,00
1,00
3,00
1,00
2,00
2,00
3,00
1,00
3,00
1,00
2,00
2,00
3,00
1,00
3,00
1,00
2,00
2,00
3,00
1,00
3,00
1,00
2,00
Mean
Difference
(I-J)
2,623
-,317
-2,623
-2,940
,317
2,940
-8,760*
-5,216*
8,760*
3,544
5,216*
-3,544
-4,4637*
,8447
4,4637*
5,3084*
-,8447
-5,3084*
-4,3945*
,9140
4,3945*
5,3084*
-,9140
-5,3084*
*. The mean difference is significant at the .05 level.
Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3= “placas”
108
Std. Error
1,369
,964
1,369
1,622
,964
1,622
1,422
1,020
1,422
1,694
1,020
1,694
1,5739
1,1293
1,5739
1,8754
1,1293
1,8754
1,5918
1,1421
1,5918
1,8966
1,1421
1,8966
Sig.
,168
1,000
,168
,212
1,000
,212
,000
,000
,000
,111
,000
,111
,014
1,000
,014
,014
1,000
,014
,018
1,000
,018
,016
1,000
,016
95% Confidence Interval
Lower Bound
Upper Bound
-,66
5,91
-2,63
2,00
-5,91
,66
-6,83
,96
-2,00
2,63
-,96
6,83
-12,17
-5,35
-7,66
-2,77
5,35
12,17
-,52
7,61
2,77
7,66
-7,61
,52
-8,242
-,685
-1,866
3,556
,685
8,242
,806
9,811
-3,556
1,866
-9,811
-,806
-8,216
-,573
-1,828
3,656
,573
8,216
,755
9,862
-3,656
1,828
-9,862
-,755
Tabela 32: Exposição Cumulativa dos indivíduos do Grupo II com (asbestose ou
placas) e sem (normal) alterações pulmonares ou pleurais relacionadas ao asbesto.
Ranks
N
Exposicao_cumulativa
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
508
25
51
584
Mean Rank
277,05
432,06
377,95
Test Statisticsa,b
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
Exposicao_
cumulativa
34,441
2
,000
a. Kruskal W allis Test
b. Grouping Variable: catconcl2mod
Em relação a história tabagística, houve tendência de associação entre a mesma
e presença de asbestose ou placas (Tabela 33). De fato, a carga tabágica foi
significativamente maior nos pacientes do GRUPO II com asbestose (p<0.05; Tabela
34).
109
Tabela 32: Exposição Cumulativa dos indivíduos do Grupo II com (asbestose ou
placas) e sem (normal) alterações pulmonares ou pleurais relacionadas ao asbesto.
Ranks
N
Exposicao_cumulativa
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
508
25
51
584
Mean Rank
277,05
432,06
377,95
Test Statisticsa,b
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
Exposicao_
cumulativa
34,441
2
,000
a. Kruskal W allis Test
b. Grouping Variable: catconcl2mod
Em relação a história tabagística, houve tendência de associação entre a mesma
e presença de asbestose ou placas (Tabela 33). De fato, a carga tabágica foi
significativamente maior nos pacientes do GRUPO II com asbestose (p<0.05; Tabela
34).
109
Tabela 33: Presença (Sim) e Ausência (Não) do Tabagismo no Grupo II em relação à
presença (asbestose ou placas) ou ausência (Normal) de doenças relacionadas à
exposição ao asbesto.
catconcl2mod
CONCLUSÃO
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
TABAGISMO
NÃO
SIM
200
321
38,4%
61,6%
8
18
30,8%
69,2%
13
40
24,5%
75,5%
221
379
36,8%
63,2%
Count
Conclusão
% within catconcl2mod
Count
Conclusão
% within catconcl2mod
Count
Conclusão
% within catconcl2mod
Count
Conclusão
% within catconcl2mod
Chi-Square Tests
Pearson Chi-Square
Likelihood Ratio
Linear-by-Linear
Association
N of Valid Cases
Value
4,401a
4,627
4,389
2
2
Asymp. Sig.
(2-sided)
,111
,099
1
,036
df
600
a. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The
minimum expected count is 9,58.
110
Total
521
100,0%
26
100,0%
53
100,0%
600
100,0%
Tabela 33: Presença (Sim) e Ausência (Não) do Tabagismo no Grupo II em relação à
presença (asbestose ou placas) ou ausência (Normal) de doenças relacionadas à
exposição ao asbesto.
catconcl2mod
CONCLUSÃO
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
TABAGISMO
NÃO
SIM
200
321
38,4%
61,6%
8
18
30,8%
69,2%
13
40
24,5%
75,5%
221
379
36,8%
63,2%
Count
Conclusão
% within catconcl2mod
Count
Conclusão
% within catconcl2mod
Count
Conclusão
% within catconcl2mod
Count
Conclusão
% within catconcl2mod
Chi-Square Tests
Pearson Chi-Square
Likelihood Ratio
Linear-by-Linear
Association
N of Valid Cases
Value
4,401a
4,627
4,389
2
2
Asymp. Sig.
(2-sided)
,111
,099
1
,036
df
600
a. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The
minimum expected count is 9,58.
110
Total
521
100,0%
26
100,0%
53
100,0%
600
100,0%
Tabela 34: Média da carga tabagística (Anos_maço) nos três grupos: ausência de
doenças relacionadas ao asbesto (Normal), Asbestose e Placas Pleurais nos
indivíduos expostos ao asbesto no GRUPO II.
Anos_maco
N
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
MÉDIA
33,4198
43,5917
50,1238
35,6658
321
18
40
379
DP
32,99271
41,21599
37,74617
34,26795
Dependent Variable: Anos_maco
Bonferroni
Conclusão
(I) catconcl2mod
1,00
2,00
3,00
(J) Conclusão
catconcl2mod
2,00
3,00
1,00
3,00
1,00
2,00
Mean
Difference
(I-J)
-10,17188
-16,70397*
10,17188
-6,53208
16,70397*
6,53208
Std. Error
8,21762
5,68861
8,21762
9,62904
5,68861
9,62904
Sig.
,650
,011
,650
1,000
,011
1,000
95% Confidence Interval
Lower Bound
Upper Bound
-29,9331
9,5894
-30,3836
-3,0243
-9,5894
29,9331
-29,6874
16,6233
3,0243
30,3836
-16,6233
29,6874
*. The mean difference is significant at the .05 level.
Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3= “placas”
Pacientes com asbestose e aqueles com placas pleurais apresentaram menores
valores de CVF e VEF1 (% do previsto) do que os indivíduos normais. O FEF25-75%
(% previsto) for menor no grupo com placas, atingindo significância em relação ao
grupo normal (Tabela 35). De forma interessante, a razão VEF1/CVF foi menor nos
pacientes com placas, o que pode estar, ao menos parcialmente, relacionado com a
tendência a maior prevalência de tabagsimo neste grupo frente aos indovíduos
normais (75,5 % vs. 61,6 %).
111
Tabela 34: Média da carga tabagística (Anos_maço) nos três grupos: ausência de
doenças relacionadas ao asbesto (Normal), Asbestose e Placas Pleurais nos
indivíduos expostos ao asbesto no GRUPO II.
Anos_maco
N
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
MÉDIA
33,4198
43,5917
50,1238
35,6658
321
18
40
379
DP
32,99271
41,21599
37,74617
34,26795
Dependent Variable: Anos_maco
Bonferroni
Conclusão
(I) catconcl2mod
1,00
2,00
3,00
(J) Conclusão
catconcl2mod
2,00
3,00
1,00
3,00
1,00
2,00
Mean
Difference
(I-J)
-10,17188
-16,70397*
10,17188
-6,53208
16,70397*
6,53208
Std. Error
8,21762
5,68861
8,21762
9,62904
5,68861
9,62904
Sig.
,650
,011
,650
1,000
,011
1,000
95% Confidence Interval
Lower Bound
Upper Bound
-29,9331
9,5894
-30,3836
-3,0243
-9,5894
29,9331
-29,6874
16,6233
3,0243
30,3836
-16,6233
29,6874
*. The mean difference is significant at the .05 level.
Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3= “placas”
Pacientes com asbestose e aqueles com placas pleurais apresentaram menores
valores de CVF e VEF1 (% do previsto) do que os indivíduos normais. O FEF25-75%
(% previsto) for menor no grupo com placas, atingindo significância em relação ao
grupo normal (Tabela 35). De forma interessante, a razão VEF1/CVF foi menor nos
pacientes com placas, o que pode estar, ao menos parcialmente, relacionado com a
tendência a maior prevalência de tabagsimo neste grupo frente aos indovíduos
normais (75,5 % vs. 61,6 %).
111
Tabela 35: Valores médios das variáveis espirométricas do GRUPO II nos
indivíduos com ausência de doenças relacionadas ao asbesto (Normal) e com
presença de alterações parenquimatosas (asbestose) e pleurais (placas pleurais).
N
CVF (L)
CVF (% Previsto)
VEF1 (L/s)
VEF1 (% Previsto)
FEF25-75% (L/s)
FEF25-75%
(% Previsto)
VEF1/CVF
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
518
25
53
596
511
23
52
586
518
25
53
596
511
23
52
3,9229
3,0536
3,5481
3,8531
102,2946
87,6557
94,7875
101,0539
3,0058
2,3916
2,6083
2,9447
99,7578
89,2943
89,9810
DP
,79942
,70088
,72008
,81229
16,90001
20,57813
17,43694
17,41602
,70600
,62772
,68222
,71822
19,39300
22,22332
21,90399
586
98,4796
19,98592
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
518
25
53
596
511
23
52
586
518
25
53
596
2,7906
2,2948
2,1340
2,7114
96,499
86,070
76,628
94,327
76,3816
77,9292
73,1543
76,1595
1,16666
1,10694
1,04902
1,17077
37,3762
38,0714
36,4191
37,7182
7,83212
7,08430
10,18700
8,08538
112
Tabela 35: Valores médios das variáveis espirométricas do GRUPO II nos
indivíduos com ausência de doenças relacionadas ao asbesto (Normal) e com
presença de alterações parenquimatosas (asbestose) e pleurais (placas pleurais).
N
CVF (L)
CVF (% Previsto)
VEF1 (L/s)
VEF1 (% Previsto)
FEF25-75% (L/s)
FEF25-75%
(% Previsto)
VEF1/CVF
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
518
25
53
596
511
23
52
586
518
25
53
596
511
23
52
3,9229
3,0536
3,5481
3,8531
102,2946
87,6557
94,7875
101,0539
3,0058
2,3916
2,6083
2,9447
99,7578
89,2943
89,9810
DP
,79942
,70088
,72008
,81229
16,90001
20,57813
17,43694
17,41602
,70600
,62772
,68222
,71822
19,39300
22,22332
21,90399
586
98,4796
19,98592
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
NORMAL
ASBESTOSE
PLACAS
Total
518
25
53
596
511
23
52
586
518
25
53
596
2,7906
2,2948
2,1340
2,7114
96,499
86,070
76,628
94,327
76,3816
77,9292
73,1543
76,1595
1,16666
1,10694
1,04902
1,17077
37,3762
38,0714
36,4191
37,7182
7,83212
7,08430
10,18700
8,08538
112
Multiple Comparisons
Bonferroni
Mean
Difference
Dependent Variable (I) catconcl2mod(J) catconcl2mod (I-J)
Std. Error
CVF (L)
1,00
2,00
,86932
*
,16156
3,00
,37480
*
,11379
2,00
1,00
-,86932
*
,16156
3,00
-,49451
*
,19143
3,00
1,00
-,37480
*
,11379
2,00
,49451
*
,19143
CVF (%Previsto)
1,00
2,00
14,63893
*
3,64505
3,00
7,50708
*
2,48914
2,00
1,00
-14,63893
*
3,64505
3,00
-7,13185 4,28225
3,00
1,00
-7,50708
*
2,48914
2,00
7,13185 4,28225
VEF1 (L/s)
1,00
2,00
,61417
*
,14353
3,00
,39747
*
,10109
2,00
1,00
-,61417
*
,14353
3,00
-,21670 ,17007
3,00
1,00
-,39747
*
,10109
2,00
,21670
,17007
VEF1 (%Previsto)
1,00
2,00
10,46348
*
4,20735
3,00
9,77687
*
2,87312
2,00
1,00
-10,46348
*
4,20735
3,00
-,68661 4,94285
3,00
1,00
-9,77687
*
2,87312
2,00
,68661 4,94285
FEF25-75% (L/s)
1,00
2,00
,49578
,23639
3,00
,65662
*
,16649
2,00
1,00
-,49578 ,23639
3,00
,16084
,28010
3,00
1,00
-,65662
*
,16649
2,00
-,16084 ,28010
FEF25-75%
1,00
2,00
10,4288 7,9549
(%Previsto)
3,00
19,8716
*
5,4323
2,00
1,00
-10,4288 7,9549
3,00
9,4427
9,3456
3,00
1,00
-19,8716
*
5,4323
2,00
-9,4427 9,3456
VEF1/CVF
1,00
2,00
-1,54762 1,64596
3,00
3,22724
*
1,15923
_prebd_
2,00
1,00
1,54762 1,64596
3,00
4,77486
*
1,95027
3,00
1,00
-3,22724
*
1,15923
2,00
-4,77486
*
1,95027
*. The mean difference is significant at the .05 level.
Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3=113
“placas”
95% Confidence Interval
Sig.
Lower BoundUpper Bound
,000
,4814
1,2572
,003
,1016
,6480
,000
-1,2572
-,4814
,030
-,9541
-,0349
,003
-,6480
-,1016
,030
,0349
,9541
,000
5,8875
23,3904
,008
1,5309
13,4833
,000
-23,3904
-5,8875
,289
-17,4131
3,1494
,008
-13,4833
-1,5309
,289
-3,1494
17,4131
,000
,2696
,9588
,000
,1548
,6402
,000
-,9588
-,2696
,609
-,6250
,1916
,000
-,6402
-,1548
,609
-,1916
,6250
,039
,3620
20,5649
,002
2,8788
16,6750
,039
-20,5649
-,3620
1,000
-12,5539
11,1807
,002
-16,6750
-2,8788
1,000
-11,1807
12,5539
,109
-,0718
1,0633
,000
,2569
1,0563
,109
-1,0633
,0718
1,000
-,5116
,8333
,000
-1,0563
-,2569
1,000
-,8333
,5116
,571
-8,670
29,528
,001
6,829
32,914
,571
-29,528
8,670
,938
-12,995
31,881
,001
-32,914
-6,829
,938
-31,881
12,995
1,000
-5,4992
2,4040
,017
,4442
6,0103
1,000
-2,4040
5,4992
,044
,0927
9,4570
,017
-6,0103
-,4442
,044
-9,4570
-,0927
Multiple Comparisons
Bonferroni
Mean
Difference
Dependent Variable (I) catconcl2mod(J) catconcl2mod (I-J)
Std. Error
CVF (L)
1,00
2,00
,86932
*
,16156
3,00
,37480
*
,11379
2,00
1,00
-,86932
*
,16156
3,00
-,49451
*
,19143
3,00
1,00
-,37480
*
,11379
2,00
,49451
*
,19143
CVF (%Previsto)
1,00
2,00
14,63893
*
3,64505
3,00
7,50708
*
2,48914
2,00
1,00
-14,63893
*
3,64505
3,00
-7,13185 4,28225
3,00
1,00
-7,50708
*
2,48914
2,00
7,13185 4,28225
VEF1 (L/s)
1,00
2,00
,61417
*
,14353
3,00
,39747
*
,10109
2,00
1,00
-,61417
*
,14353
3,00
-,21670 ,17007
3,00
1,00
-,39747
*
,10109
2,00
,21670
,17007
VEF1 (%Previsto)
1,00
2,00
10,46348
*
4,20735
3,00
9,77687
*
2,87312
2,00
1,00
-10,46348
*
4,20735
3,00
-,68661 4,94285
3,00
1,00
-9,77687
*
2,87312
2,00
,68661 4,94285
FEF25-75% (L/s)
1,00
2,00
,49578
,23639
3,00
,65662
*
,16649
2,00
1,00
-,49578 ,23639
3,00
,16084
,28010
3,00
1,00
-,65662
*
,16649
2,00
-,16084 ,28010
FEF25-75%
1,00
2,00
10,4288 7,9549
(%Previsto)
3,00
19,8716
*
5,4323
2,00
1,00
-10,4288 7,9549
3,00
9,4427
9,3456
3,00
1,00
-19,8716
*
5,4323
2,00
-9,4427 9,3456
VEF1/CVF
1,00
2,00
-1,54762 1,64596
3,00
3,22724
*
1,15923
_prebd_
2,00
1,00
1,54762 1,64596
3,00
4,77486
*
1,95027
3,00
1,00
-3,22724
*
1,15923
2,00
-4,77486
*
1,95027
*. The mean difference is significant at the .05 level.
Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3=113
“placas”
95% Confidence Interval
Sig.
Lower BoundUpper Bound
,000
,4814
1,2572
,003
,1016
,6480
,000
-1,2572
-,4814
,030
-,9541
-,0349
,003
-,6480
-,1016
,030
,0349
,9541
,000
5,8875
23,3904
,008
1,5309
13,4833
,000
-23,3904
-5,8875
,289
-17,4131
3,1494
,008
-13,4833
-1,5309
,289
-3,1494
17,4131
,000
,2696
,9588
,000
,1548
,6402
,000
-,9588
-,2696
,609
-,6250
,1916
,000
-,6402
-,1548
,609
-,1916
,6250
,039
,3620
20,5649
,002
2,8788
16,6750
,039
-20,5649
-,3620
1,000
-12,5539
11,1807
,002
-16,6750
-2,8788
1,000
-11,1807
12,5539
,109
-,0718
1,0633
,000
,2569
1,0563
,109
-1,0633
,0718
1,000
-,5116
,8333
,000
-1,0563
-,2569
1,000
-,8333
,5116
,571
-8,670
29,528
,001
6,829
32,914
,571
-29,528
8,670
,938
-12,995
31,881
,001
-32,914
-6,829
,938
-31,881
12,995
1,000
-5,4992
2,4040
,017
,4442
6,0103
1,000
-2,4040
5,4992
,044
,0927
9,4570
,017
-6,0103
-,4442
,044
-9,4570
-,0927
2.4.1.2.3 - Grupo III (A e B)
Como esperado, os indivíduos do Grupo IIIB eram mais jovens do aqueles do
GRUPO IIIA. Adicionalmente, foram expostos a menor carga tabágica e apresentaram
maiores valores espirométricos do que os participantes do GRUPO III A (Tabelas 3638). Devido a reduzida prevalência de alterações atribuíveis ao asbesto neste GRUPO,
não foi possível comparação válida entre os sub-grupos com e sem alterações pleuroparenquimatosas neste grupo de pacientes.
Tabela 36: Características da amostra dos Grupos IIIA e IIIB.
N
Idade (anos)
IIIA
IIIB
Altura (cm)
IIIA
IIIB
Tempo de Exposicao (anos) IIIA
IIIB
Tempo Trabalhado (anos)
IIIA
Tabagismo (Anos_maco)
IIIB
IIIA
IIIB
114
482
217
482
MÉDIA
57,75
46,86
166,13
DP
7,218
7,264
7,546
217
482
217
482
217
169,32
11,409
11,550
11,548
11,610
7,174
6,7028
7,0507
6,8822
7,0786
297
85
30,8008
19,2835
32,13203
21,49121
2.4.1.2.3 - Grupo III (A e B)
Como esperado, os indivíduos do Grupo IIIB eram mais jovens do aqueles do
GRUPO IIIA. Adicionalmente, foram expostos a menor carga tabágica e apresentaram
maiores valores espirométricos do que os participantes do GRUPO III A (Tabelas 3638). Devido a reduzida prevalência de alterações atribuíveis ao asbesto neste GRUPO,
não foi possível comparação válida entre os sub-grupos com e sem alterações pleuroparenquimatosas neste grupo de pacientes.
Tabela 36: Características da amostra dos Grupos IIIA e IIIB.
N
Idade (anos)
IIIA
IIIB
Altura (cm)
IIIA
IIIB
Tempo de Exposicao (anos) IIIA
IIIB
Tempo Trabalhado (anos)
IIIA
Tabagismo (Anos_maco)
IIIB
IIIA
IIIB
114
482
217
482
MÉDIA
57,75
46,86
166,13
DP
7,218
7,264
7,546
217
482
217
482
217
169,32
11,409
11,550
11,548
11,610
7,174
6,7028
7,0507
6,8822
7,0786
297
85
30,8008
19,2835
32,13203
21,49121
Independent Samples Test
Levene's Test for
Equality of Variances
F
Idade (anos)
Altura (cm)
Tempo de Exposicao
(anos)
Tempo Trabalhado
(anos)l
Tabagismo (Anos_maco)
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Sig.
,043
,835
t-test for Equality of Means
t
df
18,417
18,373
,715
,398
413,990
-5,250
697
-5,352
,864
,353
436,203
-,253
697
-,248
,587
,444
397,943
-,110
697
-,109
5,528
,019
405,949
3,110
380
3,858
Mean
Difference
Std. Error
Difference
,000
10,889
,591
9,728
12,050
,000
10,889
,593
9,724
12,054
,000
-3,190
,608
-4,383
-1,997
,000
-3,190
,596
-4,361
-2,018
,800
-,1409
,5569
-1,2343
,9525
,804
-,1409
,5677
-1,2570
,9752
,913
-,0623
,5676
-1,1768
1,0522
,914
-,0623
,5737
-1,1902
1,0655
,002
11,51731
3,70330
4,23579
18,79883
,000
11,51731
2,98498
5,63166
17,40297
Sig. (2-tailed)
697
202,356
95% Confidence
Interval of the
Difference
Lower
Upper
Tabela 37: Presença e Ausência do Tabagismo em relação aos Grupos IIIA e IIIB
GRUPOS
IIIA
IIIB
Total
TABAGISMO
NÃO
SIM
185
297
38,4%
61,6%
58,4%
77,7%
132
85
60,8%
39,2%
41,6%
22,3%
317
382
45,4%
54,6%
100,0%
100,0%
N
% within groups
% within TABACO2
N
% within groups
% within TABACO2
N
% within groups
% within TABACO2
Total
482
100,0%
69,0%
217
100,0%
31,0%
699
100,0%
100,0%
Chi-Square Tests
Pearson Chi-Square
Continuity Correctiona
Likelihood Ratio
Fisher's Exact Test
Linear-by-Linear
Association
N of Valid Cases
Value
30,423b
29,524
30,472
30,380
df
1
1
1
1
Asymp. Sig.
(2-sided)
,000
,000
,000
Exact Sig.
(2-sided)
Exact Sig.
(1-sided)
,000
,000
,000
699
a. Computed only for a 2x2 table
b. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is
98,41.
115
Independent Samples Test
Levene's Test for
Equality of Variances
F
Idade (anos)
Altura (cm)
Tempo de Exposicao
(anos)
Tempo Trabalhado
(anos)l
Tabagismo (Anos_maco)
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Sig.
,043
,835
t-test for Equality of Means
t
df
18,417
18,373
,715
,398
413,990
-5,250
697
-5,352
,864
,353
436,203
-,253
697
-,248
,587
,444
397,943
-,110
697
-,109
5,528
,019
405,949
3,110
380
3,858
Mean
Difference
Std. Error
Difference
,000
10,889
,591
9,728
12,050
,000
10,889
,593
9,724
12,054
,000
-3,190
,608
-4,383
-1,997
,000
-3,190
,596
-4,361
-2,018
,800
-,1409
,5569
-1,2343
,9525
,804
-,1409
,5677
-1,2570
,9752
,913
-,0623
,5676
-1,1768
1,0522
,914
-,0623
,5737
-1,1902
1,0655
,002
11,51731
3,70330
4,23579
18,79883
,000
11,51731
2,98498
5,63166
17,40297
Sig. (2-tailed)
697
202,356
95% Confidence
Interval of the
Difference
Lower
Upper
Tabela 37: Presença e Ausência do Tabagismo em relação aos Grupos IIIA e IIIB
GRUPOS
IIIA
IIIB
Total
TABAGISMO
NÃO
SIM
185
297
38,4%
61,6%
58,4%
77,7%
132
85
60,8%
39,2%
41,6%
22,3%
317
382
45,4%
54,6%
100,0%
100,0%
N
% within groups
% within TABACO2
N
% within groups
% within TABACO2
N
% within groups
% within TABACO2
Total
482
100,0%
69,0%
217
100,0%
31,0%
699
100,0%
100,0%
Chi-Square Tests
Pearson Chi-Square
Continuity Correctiona
Likelihood Ratio
Fisher's Exact Test
Linear-by-Linear
Association
N of Valid Cases
Value
30,423b
29,524
30,472
30,380
df
1
1
1
1
Asymp. Sig.
(2-sided)
,000
,000
,000
Exact Sig.
(2-sided)
Exact Sig.
(1-sided)
,000
,000
,000
699
a. Computed only for a 2x2 table
b. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is
98,41.
115
Tabela 38: Valores médios das variáveis espirométricas dos Grupos IIIA e IIIB.
N
CVF (L)
CVF (%Previsto)
VEF1 (L/s)
VEF1 (%Previsto)
FEF25-75% (L/s)
FEF25-75
(% Previsto)
VEF1/CVF
IIIA
IIIB
IIIA
IIIB
480
217
468
MÉDIA
3,9940
4,5523
102,1957
DP
,86601
,82288
20,91378
216
106,5644
18,99993
IIIA
IIIB
IIIA
IIIB
IIIA
IIIB
IIIA
IIIB
IIIA
IIIB
480
217
468
216
480
217
468
216
480
217
3,0359
3,6224
98,1295
103,7711
2,7262
3,7047
92,564
104,581
75,7600
79,4615
,74881
,73082
22,16139
19,92185
1,19506
1,31311
41,4369
35,9068
8,50639
6,57583
Independent Samples Test
Levene's Test for
Equality of Variances
F
CVF (L0
CVF (% Previsto)
VEF1 (L/s)
VEF1 (%Previsto)
FEF25-75% (L/s)
FEF25-75% (%Previsto)
VEF1/CVF
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Sig.
1,354
,245
t-test for Equality of Means
t
df
-8,002
-8,158
,554
,457
-2,612
-2,706
,819
,366
-9,645
-9,735
,704
,402
-3,193
-3,320
2,681
,102
-9,701
-9,363
,361
,548
-3,673
-3,871
8,773
,003
-5,687
-6,257
116
Mean
Difference
Std. Error
Difference
,000
-,55826
,06976
-,69523
-,42128
,000
-,55826
,06843
-,69275
-,42376
,009
-4,36874
1,67230
-7,65220
-1,08527
,007
-4,36874
1,61427
-7,54105
-1,19642
,000
-,58645
,06080
-,70583
-,46708
,000
-,58645
,06024
-,70487
-,46804
,001
-5,64160
1,76695
-9,11092
-2,17229
,001
-5,64160
1,69907
-8,98047
-2,30274
,000
-,97845
,10086
-1,17647
-,78042
,000
-,97845
,10450
-1,18392
-,77297
,000
-12,0168
3,2719
-18,4411
-5,5925
,000
-12,0168
3,1045
-18,1169
-5,9166
,000
-3,70154
,65088
-4,97946
-2,42362
,000
-3,70154
,59162
-4,86376
-2,53933
Sig. (2-tailed)
695
437,051
682
456,910
695
426,381
682
461,427
695
383,783
682
477,477
695
529,718
95% Confidence
Interval of the
Difference
Lower
Upper
Tabela 38: Valores médios das variáveis espirométricas dos Grupos IIIA e IIIB.
N
CVF (L)
CVF (%Previsto)
VEF1 (L/s)
VEF1 (%Previsto)
FEF25-75% (L/s)
FEF25-75
(% Previsto)
VEF1/CVF
IIIA
IIIB
IIIA
IIIB
480
217
468
MÉDIA
3,9940
4,5523
102,1957
DP
,86601
,82288
20,91378
216
106,5644
18,99993
IIIA
IIIB
IIIA
IIIB
IIIA
IIIB
IIIA
IIIB
IIIA
IIIB
480
217
468
216
480
217
468
216
480
217
3,0359
3,6224
98,1295
103,7711
2,7262
3,7047
92,564
104,581
75,7600
79,4615
,74881
,73082
22,16139
19,92185
1,19506
1,31311
41,4369
35,9068
8,50639
6,57583
Independent Samples Test
Levene's Test for
Equality of Variances
F
CVF (L0
CVF (% Previsto)
VEF1 (L/s)
VEF1 (%Previsto)
FEF25-75% (L/s)
FEF25-75% (%Previsto)
VEF1/CVF
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Equal variances
assumed
Equal variances
not assumed
Sig.
1,354
,245
t-test for Equality of Means
t
df
-8,002
-8,158
,554
,457
-2,612
-2,706
,819
,366
-9,645
-9,735
,704
,402
-3,193
-3,320
2,681
,102
-9,701
-9,363
,361
,548
-3,673
-3,871
8,773
,003
-5,687
-6,257
116
Mean
Difference
Std. Error
Difference
,000
-,55826
,06976
-,69523
-,42128
,000
-,55826
,06843
-,69275
-,42376
,009
-4,36874
1,67230
-7,65220
-1,08527
,007
-4,36874
1,61427
-7,54105
-1,19642
,000
-,58645
,06080
-,70583
-,46708
,000
-,58645
,06024
-,70487
-,46804
,001
-5,64160
1,76695
-9,11092
-2,17229
,001
-5,64160
1,69907
-8,98047
-2,30274
,000
-,97845
,10086
-1,17647
-,78042
,000
-,97845
,10450
-1,18392
-,77297
,000
-12,0168
3,2719
-18,4411
-5,5925
,000
-12,0168
3,1045
-18,1169
-5,9166
,000
-3,70154
,65088
-4,97946
-2,42362
,000
-3,70154
,59162
-4,86376
-2,53933
Sig. (2-tailed)
695
437,051
682
456,910
695
426,381
682
461,427
695
383,783
682
477,477
695
529,718
95% Confidence
Interval of the
Difference
Lower
Upper
2.4.2 - Análise Longitudinal (Intra-Grupos)
2.4.2.1 - Progressão Tomográfica
Quatrocentos e cinco indivíduos que realizaram TCAR no Projeto-I repetiram
este exame no estudo II. A distribuição por grupos está representada abaixo.
Tabela 39: Número de indivíduos por grupos dos que realizaram TCAR no ProjetoI e repetiram no Projeto-II.
N
GRUPO I
55
13,6
Valid Percent
13,6
II
197
48,6
48,6
62,2
IIIA
132
32,6
32,6
94,8
IIIb
21
5,2
5,2
100,0
405
100,0
100,0
Total
%
Cumulative
Percent
13,6
Os dados apresentados nas Tabelas 40 à 47 demonstram que os indivíduos dos
GRUPOS I e II com maior exposição cumulativa foram reavaliados no Estudo II.
Adicionalmente, a maior parte dos reavaliados tinha TCAR normal no Estudo I,
maximizando as chances de detecção de casos novos. Logo, os indivíduos com maior
risco de adoecimento foram submetidos ao procedimento diagnóstico mais sensível
(TCAR) no Estudo II. Quanto ao GRUPO III (Tabelas 48 e 49) não houve diferença na
exposição cumulativa entre os reavaliados ou não por TCAR, refletindo a relativa
homogeneidade de exposição numa população representada sobretudo pelo GRUPO
III A.
117
2.4.2 - Análise Longitudinal (Intra-Grupos)
2.4.2.1 - Progressão Tomográfica
Quatrocentos e cinco indivíduos que realizaram TCAR no Projeto-I repetiram
este exame no estudo II. A distribuição por grupos está representada abaixo.
Tabela 39: Número de indivíduos por grupos dos que realizaram TCAR no ProjetoI e repetiram no Projeto-II.
N
GRUPO I
55
13,6
Valid Percent
13,6
II
197
48,6
48,6
62,2
IIIA
132
32,6
32,6
94,8
IIIb
21
5,2
5,2
100,0
405
100,0
100,0
Total
%
Cumulative
Percent
13,6
Os dados apresentados nas Tabelas 40 à 47 demonstram que os indivíduos dos
GRUPOS I e II com maior exposição cumulativa foram reavaliados no Estudo II.
Adicionalmente, a maior parte dos reavaliados tinha TCAR normal no Estudo I,
maximizando as chances de detecção de casos novos. Logo, os indivíduos com maior
risco de adoecimento foram submetidos ao procedimento diagnóstico mais sensível
(TCAR) no Estudo II. Quanto ao GRUPO III (Tabelas 48 e 49) não houve diferença na
exposição cumulativa entre os reavaliados ou não por TCAR, refletindo a relativa
homogeneidade de exposição numa população representada sobretudo pelo GRUPO
III A.
117
Tabela 40: Exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo I (n=55) em seguimento
por TCAR.
GRUPO I - SEGUIMENTO TCAR
Exposicao_cumulativa
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
Total
N
1890
55
1945
Mean Rank
952,67
1671,51
Sum of Ranks
1800552,00
91933,00
Test Statisticsa
Exposicao_
cumulativa
13557,000
1800552,000
-9,357
,000
Mann-Whitney U
Wilcoxon W
Z
Asymp. Sig. (2-tailed)
a. Grouping Variable: Cat_Eter_Parenquima_2 < 3 &
Cat_Eter_Parenquima_1 < 3 & groups = 1 (FILTER)
Tabela 41: Valores medianos e variações da exposição cumulativa nos indivíduos
do Grupo I em seguimento por TCAR.
GRUPO I
Exposicao_cumulativa
SEGUIMENTO TCAR
NÃO
SIM
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
118
Statistic
5,493800
1859,365
730,8329
14,5811
5,670
54,870
81,000000
22291,617
610,0237
234,3432
1,206
,855
Tabela 40: Exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo I (n=55) em seguimento
por TCAR.
GRUPO I - SEGUIMENTO TCAR
Exposicao_cumulativa
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
Total
N
1890
55
1945
Mean Rank
952,67
1671,51
Sum of Ranks
1800552,00
91933,00
Test Statisticsa
Exposicao_
cumulativa
13557,000
1800552,000
-9,357
,000
Mann-Whitney U
Wilcoxon W
Z
Asymp. Sig. (2-tailed)
a. Grouping Variable: Cat_Eter_Parenquima_2 < 3 &
Cat_Eter_Parenquima_1 < 3 & groups = 1 (FILTER)
Tabela 41: Valores medianos e variações da exposição cumulativa nos indivíduos
do Grupo I em seguimento por TCAR.
GRUPO I
Exposicao_cumulativa
SEGUIMENTO TCAR
NÃO
SIM
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
118
Statistic
5,493800
1859,365
730,8329
14,5811
5,670
54,870
81,000000
22291,617
610,0237
234,3432
1,206
,855
Tabela 42: Alterações do Parênquima em quem realizou seguimento no Grupo I em
relação à TCAR inicial.
PARENQUIMA
TCAR INICIAL Norm
Total
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Alt
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Outras Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
NÃO Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
354
47
88,3%
11,7%
18,1%
85,5%
13
8
61,9%
38,1%
,7%
14,5%
1
0
100,0%
,0%
,1%
,0%
1588
0
100,0%
,0%
81,2%
,0%
1956
55
97,3%
2,7%
100,0%
100,0%
Total
401
100,0%
19,9%
21
100,0%
1,0%
1
100,0%
,0%
1588
100,0%
79,0%
2011
100,0%
100,0%
Tabela 43: Alterações Pleurais em quem realizou seguimento no Grupo I em
relação à TCAR inicial.
PLEURA
TCAR INICIAL
NORMAL
ALTERADA
NÃO REALIZADA
Total
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
119
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
343
28
92,5%
7,5%
17,5%
50,9%
25
27
48,1%
51,9%
1,3%
49,1%
1590
0
100,0%
,0%
81,2%
,0%
1958
55
97,3%
2,7%
100,0%
100,0%
Total
371
100,0%
18,4%
52
100,0%
2,6%
1590
100,0%
79,0%
2013
100,0%
100,0%
Tabela 42: Alterações do Parênquima em quem realizou seguimento no Grupo I em
relação à TCAR inicial.
PARENQUIMA
TCAR INICIAL Norm
Total
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Alt
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Outras Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
NÃO Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
354
47
88,3%
11,7%
18,1%
85,5%
13
8
61,9%
38,1%
,7%
14,5%
1
0
100,0%
,0%
,1%
,0%
1588
0
100,0%
,0%
81,2%
,0%
1956
55
97,3%
2,7%
100,0%
100,0%
Total
401
100,0%
19,9%
21
100,0%
1,0%
1
100,0%
,0%
1588
100,0%
79,0%
2011
100,0%
100,0%
Tabela 43: Alterações Pleurais em quem realizou seguimento no Grupo I em
relação à TCAR inicial.
PLEURA
TCAR INICIAL
NORMAL
ALTERADA
NÃO REALIZADA
Total
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
119
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
343
28
92,5%
7,5%
17,5%
50,9%
25
27
48,1%
51,9%
1,3%
49,1%
1590
0
100,0%
,0%
81,2%
,0%
1958
55
97,3%
2,7%
100,0%
100,0%
Total
371
100,0%
18,4%
52
100,0%
2,6%
1590
100,0%
79,0%
2013
100,0%
100,0%
Tabela 44: Exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo II (n=193) em
seguimento por TCAR.
GRUPO II - SEGUIMENTO TCAR
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
Total
Exposicao_cumulativa
N
1750
193
1943
Mean Rank
911,33
1522,12
Sum of Ranks
1594826,50
293769,50
Test Statisticsa
Mann-Whitney U
Wilcoxon W
Z
Asymp. Sig. (2-tailed)
Exposicao_
cumulativa
62701,500
1594826,500
-14,354
,000
a. Grouping Variable: Cat_Eter_Parenquima_2 < 3 &
Cat_Eter_Parenquima_1 < 3 & groups = 2 (FILTER)
Tabela 45: Valores medianos e variações da exposição cumulativa nos indivíduos
do Grupo II em seguimento por TCAR.
Descriptives
Exposicao_cumulativa
SEGUIMENTO TCAR
NÃO
SIM
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
120
Statistic
4,780900
2586,378
730,8329
11,7333
6,377
55,161
42,592200
3902,285
280,8940
63,4571
1,543
1,863
Tabela 44: Exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo II (n=193) em
seguimento por TCAR.
GRUPO II - SEGUIMENTO TCAR
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
Total
Exposicao_cumulativa
N
1750
193
1943
Mean Rank
911,33
1522,12
Sum of Ranks
1594826,50
293769,50
Test Statisticsa
Mann-Whitney U
Wilcoxon W
Z
Asymp. Sig. (2-tailed)
Exposicao_
cumulativa
62701,500
1594826,500
-14,354
,000
a. Grouping Variable: Cat_Eter_Parenquima_2 < 3 &
Cat_Eter_Parenquima_1 < 3 & groups = 2 (FILTER)
Tabela 45: Valores medianos e variações da exposição cumulativa nos indivíduos
do Grupo II em seguimento por TCAR.
Descriptives
Exposicao_cumulativa
SEGUIMENTO TCAR
NÃO
SIM
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
120
Statistic
4,780900
2586,378
730,8329
11,7333
6,377
55,161
42,592200
3902,285
280,8940
63,4571
1,543
1,863
Tabela 46: Alterações do Parênquima em quem realizou seguimento no Grupo II
em relação à TCAR inicial.
PARENQUIMA
TCAR INICIAL
NORMAL
ALTERADA
OUTRAS
NÃO
REALIZADA
Total
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
212
189
52,9%
47,1%
11,7%
95,9%
13
8
61,9%
38,1%
,7%
4,1%
1
0
100,0%
,0%
,1%
,0%
1588
0
100,0%
,0%
87,5%
,0%
1814
197
90,2%
9,8%
100,0%
100,0%
Total
401
100,0%
19,9%
21
100,0%
1,0%
1
100,0%
,0%
1588
100,0%
79,0%
2011
100,0%
100,0%
Tabela 47: Alterações Pleurais em quem realizou seguimento no Grupo II em
relação à TCAR inicial.
PLEURA
TCAR INICIAL
NORMAL
ALTERADA
NÃO REALIZADA
Total
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
121
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
189
182
50,9%
49,1%
10,4%
92,4%
37
15
71,2%
28,8%
2,0%
7,6%
1588
0
100,0%
,0%
87,5%
,0%
1814
197
90,2%
9,8%
100,0%
100,0%
Total
371
100,0%
18,4%
52
100,0%
2,6%
1588
100,0%
79,0%
2011
100,0%
100,0%
Tabela 46: Alterações do Parênquima em quem realizou seguimento no Grupo II
em relação à TCAR inicial.
PARENQUIMA
TCAR INICIAL
NORMAL
ALTERADA
OUTRAS
NÃO
REALIZADA
Total
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
212
189
52,9%
47,1%
11,7%
95,9%
13
8
61,9%
38,1%
,7%
4,1%
1
0
100,0%
,0%
,1%
,0%
1588
0
100,0%
,0%
87,5%
,0%
1814
197
90,2%
9,8%
100,0%
100,0%
Total
401
100,0%
19,9%
21
100,0%
1,0%
1
100,0%
,0%
1588
100,0%
79,0%
2011
100,0%
100,0%
Tabela 47: Alterações Pleurais em quem realizou seguimento no Grupo II em
relação à TCAR inicial.
PLEURA
TCAR INICIAL
NORMAL
ALTERADA
NÃO REALIZADA
Total
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
Count
% INICIAL
% SEGUIMENTO
121
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
189
182
50,9%
49,1%
10,4%
92,4%
37
15
71,2%
28,8%
2,0%
7,6%
1588
0
100,0%
,0%
87,5%
,0%
1814
197
90,2%
9,8%
100,0%
100,0%
Total
371
100,0%
18,4%
52
100,0%
2,6%
1588
100,0%
79,0%
2011
100,0%
100,0%
Tabela 48: Exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo III em seguimento por
TCAR.
GRUPO III - SEGUIMENTO
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
Total
Exposicao_cumulativa
N
1793
152
1945
Mean Rank
973,82
963,37
Sum of Ranks
1746053,00
146432,00
Test Statisticsa
Mann-Whitney U
Wilcoxon W
Z
Asymp. Sig. (2-tailed)
Exposicao_
cumulativa
134804,000
146432,000
-,220
,826
a. Grouping Variable: (Cat_Eter_Parenquima_
2 < 3 )& (Cat_Eter_Parenquima_1 < 3) &
(groups = 3 groups = 4) (FILTER)
Tabela 49: Valores medianos e variações da exposição cumulativa nos indivíduos
do Grupo III em seguimento por TCAR.
GRUPO III
Exposicao_cumulativa
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
122
Statistic
5,610300
3082,909
730,8329
18,0157
5,070
36,902
7,547300
36,021
33,7528
7,9801
1,114
1,782
Tabela 48: Exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo III em seguimento por
TCAR.
GRUPO III - SEGUIMENTO
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
Total
Exposicao_cumulativa
N
1793
152
1945
Mean Rank
973,82
963,37
Sum of Ranks
1746053,00
146432,00
Test Statisticsa
Mann-Whitney U
Wilcoxon W
Z
Asymp. Sig. (2-tailed)
Exposicao_
cumulativa
134804,000
146432,000
-,220
,826
a. Grouping Variable: (Cat_Eter_Parenquima_
2 < 3 )& (Cat_Eter_Parenquima_1 < 3) &
(groups = 3 groups = 4) (FILTER)
Tabela 49: Valores medianos e variações da exposição cumulativa nos indivíduos
do Grupo III em seguimento por TCAR.
GRUPO III
Exposicao_cumulativa
SEGUIMENTO
NÃO
SIM
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Median
Variance
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
122
Statistic
5,610300
3082,909
730,8329
18,0157
5,070
36,902
7,547300
36,021
33,7528
7,9801
1,114
1,782
2.4.2.1.1 - Grupo I
Conforme demonstrado na Tabela 50, surgiram 9 novos casos, ou seja, 36% dos
que eram normais no Projeto-I. Destes, 6 casos referiram-se ao surgimento de placas.
Adicionalmente, foram observadas placas em 2 casos que só havia asbestose no
Projeto-I. Portanto, comparou-se as diferentes características dos grupos que
permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas
pleurais (EVOL-PP).
Desta forma, os pacientes das categorias EVOL-ASB e EVOL-PP tiveram maior
exposição cumulativa (p= 0,07), tendendo a ser mais idosos e com maior tempo de
exposição e trabalho dos que o grupo EST . Não houve associação entre história e
carga tabágica com a progressão das alterações., assim como os valores funcionais em
ambos os estudos e suas modificações ao longo do tempo (DELTA ABSOLUTO e
DELTA RELATIVO (% prev)) não diferiram entre os grupos com e sem progressão
tomográfica.
123
2.4.2.1.1 - Grupo I
Conforme demonstrado na Tabela 50, surgiram 9 novos casos, ou seja, 36% dos
que eram normais no Projeto-I. Destes, 6 casos referiram-se ao surgimento de placas.
Adicionalmente, foram observadas placas em 2 casos que só havia asbestose no
Projeto-I. Portanto, comparou-se as diferentes características dos grupos que
permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas
pleurais (EVOL-PP).
Desta forma, os pacientes das categorias EVOL-ASB e EVOL-PP tiveram maior
exposição cumulativa (p= 0,07), tendendo a ser mais idosos e com maior tempo de
exposição e trabalho dos que o grupo EST . Não houve associação entre história e
carga tabágica com a progressão das alterações., assim como os valores funcionais em
ambos os estudos e suas modificações ao longo do tempo (DELTA ABSOLUTO e
DELTA RELATIVO (% prev)) não diferiram entre os grupos com e sem progressão
tomográfica.
123
Tabela 50: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas
no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo I.
Conclusão
Projeto
Cat_Conclusao_2 * Cat_Conclusao_1
Crosstabulation
1
Cat_Conclusao_2
Conclusão
Projeto- II
1
2
3
4
7
Total
Count
% within Cat_
Conclusao_2
% within Cat_
Conclusao_1
Count
% within Cat_
Conclusao_2
% within Cat_
Conclusao_1
Count
% within Cat_
Conclusao_2
% within Cat_
Conclusao_1
Count
% within Cat_
Conclusao_2
% within Cat_
Conclusao_1
Count
% within Cat_
Conclusao_2
% within Cat_
Conclusao_1
Count
% within Cat_
Conclusao_2
% within Cat_
Conclusao_1
15
Cat_Conclusao_1
2
3
0
0
-I
4
Total
0
15
100,0%
,0%
,0%
,0%
100,0%
60,0%
,0%
,0%
,0%
27,3%
2
5
2
0
9
22,2%
55,6%
22,2%
,0%
100,0%
8,0%
100,0%
66,7%
,0%
16,4%
1
0
1
0
2
50,0%
,0%
50,0%
,0%
100,0%
4,0%
,0%
33,3%
,0%
3,6%
6
0
0
22
28
21,4%
,0%
,0%
78,6%
100,0%
24,0%
,0%
,0%
100,0%
50,9%
1
0
0
0
1
100,0%
,0%
,0%
,0%
100,0%
4,0%
,0%
,0%
,0%
1,8%
25
5
3
22
55
45,5%
9,1%
5,5%
40,0%
100,0%
100,0%
100,0%
100,0%
100,0%
100,0%
Onde: 1= Normal, 2= Asbestose com Placas, 3= Asbestose sem Placas, 4= Apenas
Placas Pleurais, 7= Outros Diagnósticos
124
Tabela 50: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas
no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo I.
Conclusão
Projeto
Cat_Conclusao_2 * Cat_Conclusao_1
Crosstabulation
1
Cat_Conclusao_2
Conclusão
Projeto- II
1
2
3
4
7
Total
Count
% within Cat_
Conclusao_2
% within Cat_
Conclusao_1
Count
% within Cat_
Conclusao_2
% within Cat_
Conclusao_1
Count
% within Cat_
Conclusao_2
% within Cat_
Conclusao_1
Count
% within Cat_
Conclusao_2
% within Cat_
Conclusao_1
Count
% within Cat_
Conclusao_2
% within Cat_
Conclusao_1
Count
% within Cat_
Conclusao_2
% within Cat_
Conclusao_1
15
Cat_Conclusao_1
2
3
0
0
-I
4
Total
0
15
100,0%
,0%
,0%
,0%
100,0%
60,0%
,0%
,0%
,0%
27,3%
2
5
2
0
9
22,2%
55,6%
22,2%
,0%
100,0%
8,0%
100,0%
66,7%
,0%
16,4%
1
0
1
0
2
50,0%
,0%
50,0%
,0%
100,0%
4,0%
,0%
33,3%
,0%
3,6%
6
0
0
22
28
21,4%
,0%
,0%
78,6%
100,0%
24,0%
,0%
,0%
100,0%
50,9%
1
0
0
0
1
100,0%
,0%
,0%
,0%
100,0%
4,0%
,0%
,0%
,0%
1,8%
25
5
3
22
55
45,5%
9,1%
5,5%
40,0%
100,0%
100,0%
100,0%
100,0%
100,0%
100,0%
Onde: 1= Normal, 2= Asbestose com Placas, 3= Asbestose sem Placas, 4= Apenas
Placas Pleurais, 7= Outros Diagnósticos
124
2.4.2.1.1.1 - Grupo I Por Categoria de Evolução Tomográfica
Tabela 51: Exposição Cumulativa no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados
nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-)
os que
progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais
(PP).
Test Statisticsa,b
Ranks
Exposicao cumulativa
EVOL
EST
ASB
PP
Total
N
Mean Rank
9,93
17,00
16,67
15
3
6
24
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
Exposicao_
cumulativa
5,275
2
,072
a. Kruskal W allis Test
b. Grouping Variable: EVOL
Tabela 52: Carga tabagística no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas
seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-)
os que
progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais
(PP)
Count
EVOL
EST
ASB
PP
Total
Tabagismo
,Não
Sim
4
11
0
3
1
5
5
19
Total
15
3
6
24
Chi-Square Tests
Pearson Chi-Square
Likelihood Ratio
Linear-by-Linear
Association
N of Valid Cases
Value
1,162a
1,759
,417
2
2
Asymp. Sig.
(2-sided)
,559
,415
1
,518
df
24
a. 5 cells (83,3%) have expected count less than 5. The
minimum expected count is ,63.
125
2.4.2.1.1.1 - Grupo I Por Categoria de Evolução Tomográfica
Tabela 51: Exposição Cumulativa no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados
nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-)
os que
progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais
(PP).
Test Statisticsa,b
Ranks
Exposicao cumulativa
EVOL
EST
ASB
PP
Total
N
Mean Rank
9,93
17,00
16,67
15
3
6
24
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
Exposicao_
cumulativa
5,275
2
,072
a. Kruskal W allis Test
b. Grouping Variable: EVOL
Tabela 52: Carga tabagística no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas
seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-)
os que
progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais
(PP)
Count
EVOL
EST
ASB
PP
Total
Tabagismo
,Não
Sim
4
11
0
3
1
5
5
19
Total
15
3
6
24
Chi-Square Tests
Pearson Chi-Square
Likelihood Ratio
Linear-by-Linear
Association
N of Valid Cases
Value
1,162a
1,759
,417
2
2
Asymp. Sig.
(2-sided)
,559
,415
1
,518
df
24
a. 5 cells (83,3%) have expected count less than 5. The
minimum expected count is ,63.
125
Tabela 53: Valores medianos e suas variações da Exposição Cumulativa no Grupo I
de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se
mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os
que progrediram para placas pleurais (PP).
126
Tabela 53: Valores medianos e suas variações da Exposição Cumulativa no Grupo I
de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se
mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os
que progrediram para placas pleurais (PP).
126
Descriptives
Exposicao_cumulativa
EVOL
1,00
2,00
3,00
Mean
95% Confidence
Interval for Mean
5% Trimmed Mean
Median
Variance
Std. Deviation
Minimum
Maximum
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Mean
95% Confidence
Interval for Mean
5% Trimmed Mean
Median
Variance
Std. Deviation
Minimum
Maximum
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Mean
95% Confidence
Interval for Mean
5% Trimmed Mean
Median
Variance
Std. Deviation
Minimum
Maximum
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Lower Bound
Upper Bound
Lower Bound
Upper Bound
Lower Bound
Upper Bound
Statistic
79,877627
23,447893
Std. Error
26,31018
136,3074
71,220657
27,500000
10383,387
101,8989
1,3500
314,2307
312,8807
119,5000
1,483
1,329
180,0446
-126,736
,580
1,121
71,30042
486,8255
.
194,3959
15251,249
123,4959
50,0000
295,7379
245,7379
.
-,516
.
193,4240
70,336433
1,225
.
47,88315
316,5115
195,8887
233,6125
13756,775
117,2893
34,2500
308,2338
273,9838
228,3317
-,592
-1,939
,845
1,741
Onde: 1- Estável; 2- Progressão para Asbestose; 3 - Progressão para Placa.
127
Descriptives
Exposicao_cumulativa
EVOL
1,00
2,00
3,00
Mean
95% Confidence
Interval for Mean
5% Trimmed Mean
Median
Variance
Std. Deviation
Minimum
Maximum
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Mean
95% Confidence
Interval for Mean
5% Trimmed Mean
Median
Variance
Std. Deviation
Minimum
Maximum
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Mean
95% Confidence
Interval for Mean
5% Trimmed Mean
Median
Variance
Std. Deviation
Minimum
Maximum
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Lower Bound
Upper Bound
Lower Bound
Upper Bound
Lower Bound
Upper Bound
Statistic
79,877627
23,447893
Std. Error
26,31018
136,3074
71,220657
27,500000
10383,387
101,8989
1,3500
314,2307
312,8807
119,5000
1,483
1,329
180,0446
-126,736
,580
1,121
71,30042
486,8255
.
194,3959
15251,249
123,4959
50,0000
295,7379
245,7379
.
-,516
.
193,4240
70,336433
1,225
.
47,88315
316,5115
195,8887
233,6125
13756,775
117,2893
34,2500
308,2338
273,9838
228,3317
-,592
-1,939
,845
1,741
Onde: 1- Estável; 2- Progressão para Asbestose; 3 - Progressão para Placa.
127
Tabela 54: Característica da amostra no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os
que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas
pleurais (PP)
N
Tabagismo (anos_maco)
Tempo de Exposicao
(anos)l
Tempo Trabalhado
(anos)
Idade (anos)
ESTAVEL
PARA ASB
PARA PLACA
Total
ESTAVEL
PARA ASB
PARA PLACA
Total
ESTAVEL
PARA ASB
PARA PLACA
Total
ESTAVEL
PARA ASB
PARA PLACA
Total
11
3
5
19
15
3
6
24
15
3
6
24
15
3
6
24
Mean
56,8682
57,6667
44,1000
53,6342
12,706
17,306
21,139
15,389
12,706
17,306
21,139
15,389
68,20
74,33
70,33
69,50
Std. Deviation Std. Error
35,04221 10,56562
57,65322 33,28610
42,68968 19,09141
38,61154
8,85809
12,2322
3,1583
1,3238
,7643
6,8795
2,8085
10,7386
2,1920
12,2322
3,1583
1,3238
,7643
6,8795
2,8085
10,7386
2,1920
5,943
1,534
6,658
3,844
6,593
2,692
6,255
1,277
95% Confidence Interval for
Mean
Lower Bound Upper Bound Minimum
33,3265
80,4099
2,50
-85,5519
200,8852
7,40
-8,9062
97,1062
,60
35,0240
72,2444
,60
5,932
19,480
,2
14,017
20,594
16,5
13,919
28,358
11,3
10,854
19,923
,2
5,932
19,480
,2
14,017
20,594
16,5
13,919
28,358
11,3
10,854
19,923
,2
64,91
71,49
60
57,79
90,87
70
63,41
77,25
60
66,86
72,14
60
ANOVA
Tabagismo (Anos_maco)
Tempo de Exposicao
(anos)
Tempo Trabalhado
(anos)
Idade (anos)
Between Groups
Within Groups
Total
Between Groups
Within Groups
Total
Between Groups
Within Groups
Total
Between Groups
Within Groups
Total
Sum of
Squares
618,332
26216,983
26835,315
317,400
2334,915
2652,315
317,400
2334,915
df
2
16
18
2
21
23
2
21
2652,315
23
99,600
800,400
900,000
2
21
23
Mean Square
309,166
1638,561
,189
Sig.
,830
158,700
111,186
1,427
,262
158,700
111,186
1,427
,262
49,800
1,307
,292
128 38,114
F
Maximum
111,00
120,60
93,50
120,60
30,3
18,8
29,5
30,3
30,3
18,8
29,5
30,3
78
82
78
82
Tabela 54: Característica da amostra no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os
que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas
pleurais (PP)
N
Tabagismo (anos_maco)
Tempo de Exposicao
(anos)l
Tempo Trabalhado
(anos)
Idade (anos)
ESTAVEL
PARA ASB
PARA PLACA
Total
ESTAVEL
PARA ASB
PARA PLACA
Total
ESTAVEL
PARA ASB
PARA PLACA
Total
ESTAVEL
PARA ASB
PARA PLACA
Total
11
3
5
19
15
3
6
24
15
3
6
24
15
3
6
24
Mean
56,8682
57,6667
44,1000
53,6342
12,706
17,306
21,139
15,389
12,706
17,306
21,139
15,389
68,20
74,33
70,33
69,50
Std. Deviation Std. Error
35,04221 10,56562
57,65322 33,28610
42,68968 19,09141
38,61154
8,85809
12,2322
3,1583
1,3238
,7643
6,8795
2,8085
10,7386
2,1920
12,2322
3,1583
1,3238
,7643
6,8795
2,8085
10,7386
2,1920
5,943
1,534
6,658
3,844
6,593
2,692
6,255
1,277
95% Confidence Interval for
Mean
Lower Bound Upper Bound Minimum
33,3265
80,4099
2,50
-85,5519
200,8852
7,40
-8,9062
97,1062
,60
35,0240
72,2444
,60
5,932
19,480
,2
14,017
20,594
16,5
13,919
28,358
11,3
10,854
19,923
,2
5,932
19,480
,2
14,017
20,594
16,5
13,919
28,358
11,3
10,854
19,923
,2
64,91
71,49
60
57,79
90,87
70
63,41
77,25
60
66,86
72,14
60
ANOVA
Tabagismo (Anos_maco)
Tempo de Exposicao
(anos)
Tempo Trabalhado
(anos)
Idade (anos)
Between Groups
Within Groups
Total
Between Groups
Within Groups
Total
Between Groups
Within Groups
Total
Between Groups
Within Groups
Total
Sum of
Squares
618,332
26216,983
26835,315
317,400
2334,915
2652,315
317,400
2334,915
df
2
16
18
2
21
23
2
21
2652,315
23
99,600
800,400
900,000
2
21
23
Mean Square
309,166
1638,561
,189
Sig.
,830
158,700
111,186
1,427
,262
158,700
111,186
1,427
,262
49,800
1,307
,292
128 38,114
F
Maximum
111,00
120,60
93,50
120,60
30,3
18,8
29,5
30,3
30,3
18,8
29,5
30,3
78
82
78
82
Tabela 55: Valores médios, variação funcional Absoluta e Relativa da função pulmonar no Grupo I de acordo com os
indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para
asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP), tanto no Projeto-I como no Projeto-II.
Descriptives
N
CVF(L)
Projeto II
VEF1 (L/s)
Projeto II
VEF1 (L/s)
Projeto I
CVF (L)
Projeto I
CVF (% Previsto)
Projeto II
.
VEF1 (% Previsto)
Projeto II
CVF (% Previsto)
Projeto I
VEF1 (% Previsto)
Projeto I
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
15
3
6
24
15
3
6
24
15
3
6
24
15
3
6
24
14
3
5
22
14
3
5
22
15
3
6
24
15
3
6
24
Mean
3,2827
2,8633
3,6117
3,3125
2,5173
1,9833
2,6833
2,4921
2,7667
2,0767
2,8983
2,7133
3,5507
3,0167
3,8417
3,5567
92,6921
91,9500
98,1220
93,8250
93,1064
89,8600
95,3060
93,1636
93,8940
90,6333
98,4817
94,6333
92,9687
84,3100
95,2733
92,4625
Std. Deviation Std. Error
,79234
,20458
,36019
,20795
,63672
,25994
,72925
,14886
,79652
,20566
,20306
,11724
,51760
,21131
,70123
,14314
,80892
,20886
,19604
,11319
,33493
,13673
,69977
,14284
,93784
,24215
,45720
,26397
,50006
,20415
,81679
,16673
18,09820
4,83695
17,58956
10,15534
8,45461
3,78101
15,86194
3,38178
26,47701
7,07628
34,91100
20,15587
9,09655
4,06810
23,84244
5,08322
19,36846
5,00091
13,49839
7,79330
9,20185
3,75664
16,39825
3,34728
22,56332
5,82582
25,81163
14,90235
9,33464
3,81085
129 4,07054
19,94148
95% Confidence Interval for
Mean
Lower Bound Upper Bound
2,8439
3,7215
1,9686
3,7581
2,9435
4,2799
3,0046
3,6204
2,0762
2,9584
1,4789
2,4878
2,1401
3,2265
2,1960
2,7882
2,3187
3,2146
1,5897
2,5637
2,5468
3,2498
2,4178
3,0088
3,0313
4,0700
1,8809
4,1524
3,3169
4,3664
3,2118
3,9016
82,2426
103,1417
48,2551
135,6449
87,6242
108,6198
86,7922
100,8578
77,8191
108,3938
3,1363
176,5837
84,0111
106,6009
82,5925
103,7348
83,1681
104,6199
57,1015
124,1652
88,8249
108,1384
87,7090
101,5577
80,4735
105,4638
20,1903
148,4297
85,4772
105,0694
84,0419
100,8831
Minimum
1,67
2,51
2,71
1,67
1,04
1,75
2,02
1,04
1,52
1,87
2,45
1,52
1,68
2,52
3,19
1,68
68,90
72,10
89,36
68,90
40,80
58,42
79,82
40,80
47,42
75,43
85,97
47,42
52,05
57,91
82,39
52,05
Maximum
4,51
3,23
4,70
4,70
3,97
2,12
3,53
3,97
4,19
2,26
3,41
4,19
4,87
3,42
4,29
4,87
135,16
105,60
109,42
135,16
156,28
127,43
103,14
156,28
131,80
101,21
113,53
131,80
144,20
109,49
108,71
144,20
Onde:
1- Estável;
2- Progressão
para Asbestose;
3 - Progressão
para Placa
Tabela 55: Valores médios, variação funcional Absoluta e Relativa da função pulmonar no Grupo I de acordo com os
indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para
asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP), tanto no Projeto-I como no Projeto-II.
Descriptives
N
CVF(L)
Projeto II
VEF1 (L/s)
Projeto II
VEF1 (L/s)
Projeto I
CVF (L)
Projeto I
CVF (% Previsto)
Projeto II
.
VEF1 (% Previsto)
Projeto II
CVF (% Previsto)
Projeto I
VEF1 (% Previsto)
Projeto I
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
15
3
6
24
15
3
6
24
15
3
6
24
15
3
6
24
14
3
5
22
14
3
5
22
15
3
6
24
15
3
6
24
Mean
3,2827
2,8633
3,6117
3,3125
2,5173
1,9833
2,6833
2,4921
2,7667
2,0767
2,8983
2,7133
3,5507
3,0167
3,8417
3,5567
92,6921
91,9500
98,1220
93,8250
93,1064
89,8600
95,3060
93,1636
93,8940
90,6333
98,4817
94,6333
92,9687
84,3100
95,2733
92,4625
Std. Deviation Std. Error
,79234
,20458
,36019
,20795
,63672
,25994
,72925
,14886
,79652
,20566
,20306
,11724
,51760
,21131
,70123
,14314
,80892
,20886
,19604
,11319
,33493
,13673
,69977
,14284
,93784
,24215
,45720
,26397
,50006
,20415
,81679
,16673
18,09820
4,83695
17,58956
10,15534
8,45461
3,78101
15,86194
3,38178
26,47701
7,07628
34,91100
20,15587
9,09655
4,06810
23,84244
5,08322
19,36846
5,00091
13,49839
7,79330
9,20185
3,75664
16,39825
3,34728
22,56332
5,82582
25,81163
14,90235
9,33464
3,81085
129 4,07054
19,94148
95% Confidence Interval for
Mean
Lower Bound Upper Bound
2,8439
3,7215
1,9686
3,7581
2,9435
4,2799
3,0046
3,6204
2,0762
2,9584
1,4789
2,4878
2,1401
3,2265
2,1960
2,7882
2,3187
3,2146
1,5897
2,5637
2,5468
3,2498
2,4178
3,0088
3,0313
4,0700
1,8809
4,1524
3,3169
4,3664
3,2118
3,9016
82,2426
103,1417
48,2551
135,6449
87,6242
108,6198
86,7922
100,8578
77,8191
108,3938
3,1363
176,5837
84,0111
106,6009
82,5925
103,7348
83,1681
104,6199
57,1015
124,1652
88,8249
108,1384
87,7090
101,5577
80,4735
105,4638
20,1903
148,4297
85,4772
105,0694
84,0419
100,8831
Minimum
1,67
2,51
2,71
1,67
1,04
1,75
2,02
1,04
1,52
1,87
2,45
1,52
1,68
2,52
3,19
1,68
68,90
72,10
89,36
68,90
40,80
58,42
79,82
40,80
47,42
75,43
85,97
47,42
52,05
57,91
82,39
52,05
Maximum
4,51
3,23
4,70
4,70
3,97
2,12
3,53
3,97
4,19
2,26
3,41
4,19
4,87
3,42
4,29
4,87
135,16
105,60
109,42
135,16
156,28
127,43
103,14
156,28
131,80
101,21
113,53
131,80
144,20
109,49
108,71
144,20
Onde:
1- Estável;
2- Progressão
para Asbestose;
3 - Progressão
para Placa
Variação funcional Absoluta
Ranks
DELCVF
DELVEF1
EVOL
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
N
14
3
6
23
14
3
6
23
Mean Rank
12,36
13,33
10,50
Test Statisticsa,b
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
11,68
14,83
11,33
DELCVF
,449
2
,799
DELVEF1
,614
2
,736
a. Kruskal Wallis Test
b. Grouping Variable: EVOL
130
Variação funcional Absoluta
Ranks
DELCVF
DELVEF1
EVOL
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
N
14
3
6
23
14
3
6
23
Mean Rank
12,36
13,33
10,50
Test Statisticsa,b
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
11,68
14,83
11,33
DELCVF
,449
2
,799
DELVEF1
,614
2
,736
a. Kruskal Wallis Test
b. Grouping Variable: EVOL
130
Variação funcional relativa
Ranks
DELCVFPER
DELVEF1PER
EVOL
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
N
13
3
5
21
13
3
5
21
Mean Rank
11,00
11,33
10,80
10,69
12,00
11,20
Test Statisticsa,b
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
DELCVFPER
,014
2
,993
DELVEF1PER
,115
2
,944
a. Kruskal Wallis Test
b. Grouping Variable: EVOL
2.4.2.1.2 - Grupo II
Conforme demonstrado na Tabela 56, surgiu 20 novos casos, ou seja, 11,5 %
dos que eram normais no Projeto-I. Destes, 12 casos referiram-se ao surgimento de
placas. Adicionalmente, foram observadas placas em 7 casos que só havia asbestose
no Projetio-I. Similarmente, comparou-se as diferentes características dos grupos que
permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas
pleurais (EVOL-PP).
Desta forma, os pacientes das categorias EVOL-ASB e EVOL-PP tiveram maior
exposição cumulativa (p<0,001), sendo mais idosos. Não houve associação entre
história e carga tabágica com a progressão das alterações. Embora os valores
funcionais na avaliação inicial e final não diferiram estatisticamente entre os grupos,
observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente, relativo nos
indivíduos na categoria EVOL-ASB (p<0.05).
131
Variação funcional relativa
Ranks
DELCVFPER
DELVEF1PER
EVOL
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
N
13
3
5
21
13
3
5
21
Mean Rank
11,00
11,33
10,80
10,69
12,00
11,20
Test Statisticsa,b
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
DELCVFPER
,014
2
,993
DELVEF1PER
,115
2
,944
a. Kruskal Wallis Test
b. Grouping Variable: EVOL
2.4.2.1.2 - Grupo II
Conforme demonstrado na Tabela 56, surgiu 20 novos casos, ou seja, 11,5 %
dos que eram normais no Projeto-I. Destes, 12 casos referiram-se ao surgimento de
placas. Adicionalmente, foram observadas placas em 7 casos que só havia asbestose
no Projetio-I. Similarmente, comparou-se as diferentes características dos grupos que
permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas
pleurais (EVOL-PP).
Desta forma, os pacientes das categorias EVOL-ASB e EVOL-PP tiveram maior
exposição cumulativa (p<0,001), sendo mais idosos. Não houve associação entre
história e carga tabágica com a progressão das alterações. Embora os valores
funcionais na avaliação inicial e final não diferiram estatisticamente entre os grupos,
observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente, relativo nos
indivíduos na categoria EVOL-ASB (p<0.05).
131
Tabela 56: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas
no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo II.
Onde: 1= Normal, 2= Asbestose com Placas, 3= Asbestose sem Placas, 4= Apenas
Placas Pleurais, 7= Outros Diagnósticos
132
Tabela 56: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas
no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo II.
Onde: 1= Normal, 2= Asbestose com Placas, 3= Asbestose sem Placas, 4= Apenas
Placas Pleurais, 7= Outros Diagnósticos
132
2.4.2.1.2.2 - Grupo II Por Categoria de Evolução Tomográfica
Tabela 57: Exposição Cumulativa e valores medianos no Grupo II de acordo com os
indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis
(EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para
placas pleurais (PP).
Ranks
Exposicao_cumulativa
catconcl2mod
1,00
2,00
3,00
Total
Test Statisticsa,b
N
150
8
12
170
Mean Rank
80,15
120,63
129,00
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
Exposicao_
cumulativa
15,222
2
,000
a. Kruskal W allis Test
b. Grouping Variable: catconcl2mod
Descriptives
Exposicao_cumulativa
catconcl2mod
1,00
2,00
3,00
Mean
95% Confidence
Interval for Mean
5% Trimmed Mean
Median
Variance
Std. Deviation
Minimum
Maximum
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Mean
95% Confidence
Interval for Mean
5% Trimmed Mean
Median
Variance
Std. Deviation
Minimum
Maximum
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Mean
95% Confidence
Interval for Mean
5% Trimmed Mean
Median
Variance
Std. Deviation
Minimum
Maximum
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
133
Lower Bound
Upper Bound
Lower Bound
Upper Bound
Lower Bound
Upper Bound
Statistic
50,145013
41,355508
Std. Error
4,4481003
58,934518
43,487669
30,404700
2967,840
54,47788
,0000
280,8940
280,8940
54,3645
1,830
3,495
102,5901
33,659927
,198
,394
29,15057
171,5202
98,298472
76,062200
6798,047
82,45027
12,0973
270,3317
258,2344
108,5448
1,290
1,724
121,9827
69,610032
,752
1,481
23,79510
174,3554
120,7407
91,716100
6794,481
82,42864
13,8172
252,5038
238,6866
163,3090
,350
-1,414
,637
1,232
2.4.2.1.2.2 - Grupo II Por Categoria de Evolução Tomográfica
Tabela 57: Exposição Cumulativa e valores medianos no Grupo II de acordo com os
indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis
(EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para
placas pleurais (PP).
Ranks
Exposicao_cumulativa
catconcl2mod
1,00
2,00
3,00
Total
Test Statisticsa,b
N
150
8
12
170
Mean Rank
80,15
120,63
129,00
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
Exposicao_
cumulativa
15,222
2
,000
a. Kruskal W allis Test
b. Grouping Variable: catconcl2mod
Descriptives
Exposicao_cumulativa
catconcl2mod
1,00
2,00
3,00
Mean
95% Confidence
Interval for Mean
5% Trimmed Mean
Median
Variance
Std. Deviation
Minimum
Maximum
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Mean
95% Confidence
Interval for Mean
5% Trimmed Mean
Median
Variance
Std. Deviation
Minimum
Maximum
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
Mean
95% Confidence
Interval for Mean
5% Trimmed Mean
Median
Variance
Std. Deviation
Minimum
Maximum
Range
Interquartile Range
Skewness
Kurtosis
133
Lower Bound
Upper Bound
Lower Bound
Upper Bound
Lower Bound
Upper Bound
Statistic
50,145013
41,355508
Std. Error
4,4481003
58,934518
43,487669
30,404700
2967,840
54,47788
,0000
280,8940
280,8940
54,3645
1,830
3,495
102,5901
33,659927
,198
,394
29,15057
171,5202
98,298472
76,062200
6798,047
82,45027
12,0973
270,3317
258,2344
108,5448
1,290
1,724
121,9827
69,610032
,752
1,481
23,79510
174,3554
120,7407
91,716100
6794,481
82,42864
13,8172
252,5038
238,6866
163,3090
,350
-1,414
,637
1,232
Tabela 58 : Característica da amostra no Grupo II de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os
que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas
pleurais (PP).
134
Tabela 58 : Característica da amostra no Grupo II de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os
que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas
pleurais (PP).
134
Continuação Tabela 58
Onde: 1- Estável; 2- Progressão para Asbestose; 3 - Progressão para Placa.
135
Continuação Tabela 58
Onde: 1- Estável; 2- Progressão para Asbestose; 3 - Progressão para Placa.
135
Tabela 59: Carga tabagística no Grupo II de acordo com os indivíduos alocados nas
seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que
progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais
(PP)
Chi-Square Tests
Pearson Chi-Square
Likelihood Ratio
Linear-by-Linear
Association
N of Valid Cases
Value
1,004a
1,053
,903
2
2
Asymp. Sig.
(2-sided)
,605
,591
1
,342
df
174
a. 2 cells (33,3%) have expected count less than 5. The
minimum expected count is 2,80.
136
Tabela 59: Carga tabagística no Grupo II de acordo com os indivíduos alocados nas
seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que
progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais
(PP)
Chi-Square Tests
Pearson Chi-Square
Likelihood Ratio
Linear-by-Linear
Association
N of Valid Cases
Value
1,004a
1,053
,903
2
2
Asymp. Sig.
(2-sided)
,605
,591
1
,342
df
174
a. 2 cells (33,3%) have expected count less than 5. The
minimum expected count is 2,80.
136
Tabela 60: Valores médios, variação funcional Absoluta e Relativa da função pulmonar no Grupo II
de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis
(EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais
(PP), tanto no Projeto-I como no Projeto-II.
137
Tabela 60: Valores médios, variação funcional Absoluta e Relativa da função pulmonar no Grupo II
de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis
(EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais
(PP), tanto no Projeto-I como no Projeto-II.
137
Variação funcional absoluta
Ranks
DELCVF
DELVEF1
catconcl2mod
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
N
152
7
12
171
152
7
12
171
Mean Rank
89,30
49,64
65,38
88,27
48,79
78,92
Test Statisticsa,b
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
DELCVF
6,536
2
,038
DELVEF1
4,522
2
,104
a. Kruskal W allis Test
b. Grouping Variable: catconcl2mod
Variação funcional relativa
Ranks
DELCVFPER
DELVEF1PER
catconcl2mod
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
N
151
6
11
168
151
6
11
168
Mean Rank
87,26
39,33
71,27
86,50
36,83
83,05
Test Statisticsa,b
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
DELCVFPER
6,472
2
,039
DELVEF1PER
6,027
2
,049
a. Kruskal Wallis Test
b. Grouping Variable: catconcl2mod
2.4.2.1.3 - Grupo III (A e B)
Conforme demonstrado na Tabela 61, surgiram 4 novos casos com placas no
Grupo IIIA, ou seja, 3,3 % dos que eram normais no Estudo. Adicionalmente, foram
observadas placas em 1 caso que só havia asbestose no Projeto-I. Não se identificou
novas alterações nem progressão do comprometimento pleural ou intersticial nos
indivíduos do GRUPO IIIB, que fizeram TCAR nos dois estudos. Devido a baixa
prevalência de progressão neste grupo, não foi possível a separação nos sub-grupos
que permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas
pleurais (EVOL-PP).
138
Variação funcional absoluta
Ranks
DELCVF
DELVEF1
catconcl2mod
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
N
152
7
12
171
152
7
12
171
Mean Rank
89,30
49,64
65,38
88,27
48,79
78,92
Test Statisticsa,b
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
DELCVF
6,536
2
,038
DELVEF1
4,522
2
,104
a. Kruskal W allis Test
b. Grouping Variable: catconcl2mod
Variação funcional relativa
Ranks
DELCVFPER
DELVEF1PER
catconcl2mod
1,00
2,00
3,00
Total
1,00
2,00
3,00
Total
N
151
6
11
168
151
6
11
168
Mean Rank
87,26
39,33
71,27
86,50
36,83
83,05
Test Statisticsa,b
Chi-Square
df
Asymp. Sig.
DELCVFPER
6,472
2
,039
DELVEF1PER
6,027
2
,049
a. Kruskal Wallis Test
b. Grouping Variable: catconcl2mod
2.4.2.1.3 - Grupo III (A e B)
Conforme demonstrado na Tabela 61, surgiram 4 novos casos com placas no
Grupo IIIA, ou seja, 3,3 % dos que eram normais no Estudo. Adicionalmente, foram
observadas placas em 1 caso que só havia asbestose no Projeto-I. Não se identificou
novas alterações nem progressão do comprometimento pleural ou intersticial nos
indivíduos do GRUPO IIIB, que fizeram TCAR nos dois estudos. Devido a baixa
prevalência de progressão neste grupo, não foi possível a separação nos sub-grupos
que permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas
pleurais (EVOL-PP).
138
Tabela 61: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas
no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo IIIA.
Onde: 1= Normal, 2= Asbestose com Placas, 3= Asbestose sem Placas, 4= Apenas
Placas Pleurais, 6= Outros Diagnósticos
139
Tabela 61: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas
no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo IIIA.
Onde: 1= Normal, 2= Asbestose com Placas, 3= Asbestose sem Placas, 4= Apenas
Placas Pleurais, 6= Outros Diagnósticos
139
Tabela 62: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas
no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo IIIB.
2.4.2.2 - Progressão Radiográfica
Dois mil e treze indivíduos que realizaram RXT no Projeto- I repetiram este
exame no Projeto- II. A distribuição por grupos está representada abaixo (Tabela 63).
Tabela 63: Frequência de indivíduos divididos por grupos que realizaram Rx do
Tórax (RXT) no Projeto I e que repetiram no Projeto II.
140
Tabela 62: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas
no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo IIIB.
2.4.2.2 - Progressão Radiográfica
Dois mil e treze indivíduos que realizaram RXT no Projeto- I repetiram este
exame no Projeto- II. A distribuição por grupos está representada abaixo (Tabela 63).
Tabela 63: Frequência de indivíduos divididos por grupos que realizaram Rx do
Tórax (RXT) no Projeto I e que repetiram no Projeto II.
140
2.4.2.2.1 - Parênquima
2.4.2.2.1.1 - Grupo I
De acordo com o RXT, havia 10 casos novos de asbestose (8,3 % dos normais na
avaliação inicial) e 2 outros casos tiveram aumento da profusão das alterações
intersticiais. Em contraste, 4 de 11 alterados na avaliação inicial (36,4 %) tornaram-se
normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado
nos 8 casos (de 10 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos.
Assim, a TCAR só confirmou 3 destes casos, mas que já apresentam anormalidade no
estudo inicial. Adicionalmente, dos 2 casos com progressão na profusão, 1 deles foi
considerado normal em ambas as avaliações pela TCAR e o outro caso não foi
considerado como compatível com asbestose. Finalmente, dos 4 casos que tornaramse negativos na avaliação final, 3 deles já o eram pela TCAR na avaliação inicial e o
outro caso foi considerado positivo nas duas avaliações.
Tabela 64: Progressão da profusão radiológica (RXT) no Grupo I.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= profusão 1/0 – 1/1 e 2= profusão 2/1 ou maior
141
2.4.2.2.1 - Parênquima
2.4.2.2.1.1 - Grupo I
De acordo com o RXT, havia 10 casos novos de asbestose (8,3 % dos normais na
avaliação inicial) e 2 outros casos tiveram aumento da profusão das alterações
intersticiais. Em contraste, 4 de 11 alterados na avaliação inicial (36,4 %) tornaram-se
normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado
nos 8 casos (de 10 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos.
Assim, a TCAR só confirmou 3 destes casos, mas que já apresentam anormalidade no
estudo inicial. Adicionalmente, dos 2 casos com progressão na profusão, 1 deles foi
considerado normal em ambas as avaliações pela TCAR e o outro caso não foi
considerado como compatível com asbestose. Finalmente, dos 4 casos que tornaramse negativos na avaliação final, 3 deles já o eram pela TCAR na avaliação inicial e o
outro caso foi considerado positivo nas duas avaliações.
Tabela 64: Progressão da profusão radiológica (RXT) no Grupo I.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= profusão 1/0 – 1/1 e 2= profusão 2/1 ou maior
141
Tabela 65: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações parenquimatosas
pelo RXT no Grupo I.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença de alterações e 3= ausência de TCAR
142
Tabela 65: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações parenquimatosas
pelo RXT no Grupo I.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença de alterações e 3= ausência de TCAR
142
Tabela 66: Conclusão tomográfica nos indivíduos que apresentaram progressão das
alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo I.
Sendo: 0= ausência de alterações; 2= outras alterações intersticiais
Tabela 67: Conclusão tomográfica nos indivíduos cujas alterações parenquimatosas
pelo RXT só foram observadas na avaliação inicial no Grupo I.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença de alterações
143
Tabela 66: Conclusão tomográfica nos indivíduos que apresentaram progressão das
alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo I.
Sendo: 0= ausência de alterações; 2= outras alterações intersticiais
Tabela 67: Conclusão tomográfica nos indivíduos cujas alterações parenquimatosas
pelo RXT só foram observadas na avaliação inicial no Grupo I.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença de alterações
143
2.4.2.2.1.2 - Grupo II
De acordo com o RXT, havia 34 casos novos de asbestose (5,4 % dos normais na
avaliação inicial) e 1 caso teve aumento da profusão das alterações intersticiais. Em
contraste, 5 de 13 alterados na avaliação inicial (38,5 %) tornaram-se normais na
avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 19 casos
(de 34 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR
só confirmou 3 destes casos, sendo que 2 destes já apresentavam anormalidade no
estudo inicial.
Tabela 68: Progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo II.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= profusão 1/0 – 1/1 e 2= profusão 2/1 ou maior
144
2.4.2.2.1.2 - Grupo II
De acordo com o RXT, havia 34 casos novos de asbestose (5,4 % dos normais na
avaliação inicial) e 1 caso teve aumento da profusão das alterações intersticiais. Em
contraste, 5 de 13 alterados na avaliação inicial (38,5 %) tornaram-se normais na
avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 19 casos
(de 34 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR
só confirmou 3 destes casos, sendo que 2 destes já apresentavam anormalidade no
estudo inicial.
Tabela 68: Progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo II.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= profusão 1/0 – 1/1 e 2= profusão 2/1 ou maior
144
Tabela 69: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações parenquimatosas
pelo RXT no Grupo II.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença de alterações e 3= ausência de TCAR
2.4.2.2.1.3 - Grupo III (A e B)
De acordo com o RXT, havia 17 casos novos de asbestose mo GRUPO IIIA (2,7
% dos normais na avaliação inicial) e 3 de 9 alterados na avaliação inicial (33,3 %)
tornaram-se normais na avaliação final. Adicionalmente, havia 5 casos novos de
asbestose mo GRUPO IIIA (0,8 % dos normais na avaliação inicial) e 2 casos alterados
na avaliação inicial tornaram-se normais na avaliação final. Como citado
previamente, a TCAR não demonstrou evidência de asbestose no GRUPO IIIB.
145
Tabela 69: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações parenquimatosas
pelo RXT no Grupo II.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença de alterações e 3= ausência de TCAR
2.4.2.2.1.3 - Grupo III (A e B)
De acordo com o RXT, havia 17 casos novos de asbestose mo GRUPO IIIA (2,7
% dos normais na avaliação inicial) e 3 de 9 alterados na avaliação inicial (33,3 %)
tornaram-se normais na avaliação final. Adicionalmente, havia 5 casos novos de
asbestose mo GRUPO IIIA (0,8 % dos normais na avaliação inicial) e 2 casos alterados
na avaliação inicial tornaram-se normais na avaliação final. Como citado
previamente, a TCAR não demonstrou evidência de asbestose no GRUPO IIIB.
145
Tabela 70: Progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo IIIA.
Tabela 71: Progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo IIIB.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= profusão 1/0 – 1/1 e 2= profusão 2/1 ou maior
146
Tabela 70: Progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo IIIA.
Tabela 71: Progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo IIIB.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= profusão 1/0 – 1/1 e 2= profusão 2/1 ou maior
146
2.4.2.2.2 – Pleura
2.4.2.2.2.1 - Grupo I
De acordo com o RXT, havia 12 casos novos com placas pleurais (9,6 % dos
normais na avaliação inicial) e 4 de 6 alterados na avaliação inicial (66,7 %) tornaramse normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado
nos 10 casos (de 12 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos.
Assim, a TCAR já apontava a presença de placas desde a avaliação inicial em todos
estes casos. Adicionalmente, dos 4 casos que tornaram-se negativos na avaliação final,
3 deles permaneceram positivos pela TCAR.
Tabela 72: Progressão das alterações pleurais pelo RXT no Grupo I.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações
147
2.4.2.2.2 – Pleura
2.4.2.2.2.1 - Grupo I
De acordo com o RXT, havia 12 casos novos com placas pleurais (9,6 % dos
normais na avaliação inicial) e 4 de 6 alterados na avaliação inicial (66,7 %) tornaramse normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado
nos 10 casos (de 12 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos.
Assim, a TCAR já apontava a presença de placas desde a avaliação inicial em todos
estes casos. Adicionalmente, dos 4 casos que tornaram-se negativos na avaliação final,
3 deles permaneceram positivos pela TCAR.
Tabela 72: Progressão das alterações pleurais pelo RXT no Grupo I.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações
147
Tabela 73: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações pleurais pelo
RXT no Grupo I.
Sendo: 1= presença de alterações e 2= ausência de TCAR
148
Tabela 73: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações pleurais pelo
RXT no Grupo I.
Sendo: 1= presença de alterações e 2= ausência de TCAR
148
Tabela 74: Conclusão tomográfica nos indivíduos cujas alterações pleurais pelo
RXT só foram observadas na avaliação inicial no Grupo I.
Sendo: 0= normal; 1= presença de alterações e 2= ausência de TCAR
2.4.2.2.2.2 - Grupo II
De acordo com o RXT, havia 6 casos novos com placas pleurais (1 % dos
normais na avaliação inicial) e 16 de 17 alterados na avaliação inicial (94,1 %)
tornaram-se normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi
observado nos 3 casos (de 6 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois
estudos. Assim, a TCAR já apontava a presença de placas desde a avaliação inicial
em2 destes casos. Adicionalmente, 12 dos 16 casos que tornaram-se negativos pelo
RXT na avaliação final fizeram TCAR nos dois estudos; deles, 8 permaneceram
negativos pela TCAR (66,7 %) e os outros 4 casos foram positivos na avaliação final.
149
Tabela 74: Conclusão tomográfica nos indivíduos cujas alterações pleurais pelo
RXT só foram observadas na avaliação inicial no Grupo I.
Sendo: 0= normal; 1= presença de alterações e 2= ausência de TCAR
2.4.2.2.2.2 - Grupo II
De acordo com o RXT, havia 6 casos novos com placas pleurais (1 % dos
normais na avaliação inicial) e 16 de 17 alterados na avaliação inicial (94,1 %)
tornaram-se normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi
observado nos 3 casos (de 6 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois
estudos. Assim, a TCAR já apontava a presença de placas desde a avaliação inicial
em2 destes casos. Adicionalmente, 12 dos 16 casos que tornaram-se negativos pelo
RXT na avaliação final fizeram TCAR nos dois estudos; deles, 8 permaneceram
negativos pela TCAR (66,7 %) e os outros 4 casos foram positivos na avaliação final.
149
Tabela 75: Progressão das alterações pleurais pelo RXT no Grupo II.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações
Tabela 76: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações pleurais pelo
RXT no Grupo II.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações; 2= ausência de TCAR.
150
Tabela 75: Progressão das alterações pleurais pelo RXT no Grupo II.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações
Tabela 76: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações pleurais pelo
RXT no Grupo II.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações; 2= ausência de TCAR.
150
Tabela 77: Conclusão tcar nos indivíduos cujas alterações pleurais pelo RXT só
foram observadas na avaliação inicial Grupo II.
Sendo: 0= normal; 1= presença de alterações e 2= ausência de TCAR.
2.4.2.2.2.3 - Grupo III (A e B)
De acordo com o RXT, havia 4 casos novos com placas pleurais no GRUPO
IIIA (0,6 % dos normais na avaliação inicial) e os 10 alterados na avaliação inicial
tornaram-se normais na avaliação final. Em relação ao GRUPO IIIB, o RXT apontou 3
casos novos com placas pleurais no GRUPO IIIA (0,5 % dos normais na avaliação
inicial) e os 5 radiogramas alterados na avaliação inicial tornaram-se normais na
avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 3 casos
(de 6 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR já
apontava a presença de placas desde a avaliação inicial em 2 destes casos.
Adicionalmente, 12 dos 16 casos que tornaram-se negativos pelo RXT na avaliação
151
Tabela 77: Conclusão tcar nos indivíduos cujas alterações pleurais pelo RXT só
foram observadas na avaliação inicial Grupo II.
Sendo: 0= normal; 1= presença de alterações e 2= ausência de TCAR.
2.4.2.2.2.3 - Grupo III (A e B)
De acordo com o RXT, havia 4 casos novos com placas pleurais no GRUPO
IIIA (0,6 % dos normais na avaliação inicial) e os 10 alterados na avaliação inicial
tornaram-se normais na avaliação final. Em relação ao GRUPO IIIB, o RXT apontou 3
casos novos com placas pleurais no GRUPO IIIA (0,5 % dos normais na avaliação
inicial) e os 5 radiogramas alterados na avaliação inicial tornaram-se normais na
avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 3 casos
(de 6 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR já
apontava a presença de placas desde a avaliação inicial em 2 destes casos.
Adicionalmente, 12 dos 16 casos que tornaram-se negativos pelo RXT na avaliação
151
final fizeram TCAR nos dois estudos; deles, 8 permaneceram negativos pela TCAR
(66,7 %) e os outros 4 casos foram positivos na avaliação final.
Tabela 78: Progressão das alterações pleurais pelo RXT Grupo IIIA.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações
152
final fizeram TCAR nos dois estudos; deles, 8 permaneceram negativos pela TCAR
(66,7 %) e os outros 4 casos foram positivos na avaliação final.
Tabela 78: Progressão das alterações pleurais pelo RXT Grupo IIIA.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações
152
Tabela 79: Progressão das alterações pleurais pelo RXT no Grupo IIIB.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações
2.4.3 - Investigação os Indivíduos com Câncer de Pulmão
Na investigação pulmonar, dos trabalhadores e ex-trabalhadores da mineração
de amianto, foram identificados e examinados 6 casos com diagnóstico de neoplasia
de pulmão.
Nesta avaliação são apresentados dados descritivos destes indivíduos na
Tabela 80, entretanto não obtivemos informações suficientes para neste relatório
estabelecer o nexo técnico ou causal dos fatores contribuintes e seu grau de
participação como determinantes da doença neoplásica em todos os casos.
153
Tabela 79: Progressão das alterações pleurais pelo RXT no Grupo IIIB.
Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações
2.4.3 - Investigação os Indivíduos com Câncer de Pulmão
Na investigação pulmonar, dos trabalhadores e ex-trabalhadores da mineração
de amianto, foram identificados e examinados 6 casos com diagnóstico de neoplasia
de pulmão.
Nesta avaliação são apresentados dados descritivos destes indivíduos na
Tabela 80, entretanto não obtivemos informações suficientes para neste relatório
estabelecer o nexo técnico ou causal dos fatores contribuintes e seu grau de
participação como determinantes da doença neoplásica em todos os casos.
153
Tabela 80 – Características dos indivíduos com diagnóstico de câncer de pulmão
avaliados pelo presente estudo.
N
IDADE
(anos)
TEMPO
EXPOSIÇÃO
(anos e meses)
PERÍODO
EXPOSIÇÃO
Exposição
Cumulativa
(fibras_ano)
TABAGISMO
(maços-ano)
Época do
Diagnóstico
55,0
Alterações
Intersticiais
(Asbestose)
e/ou Pleurais
Placas)
Não
1
50
15a e 2m
1977-1992
16,7
2
60
17a e 11m
3
58
4
68
15a e 1m
(Escritório –
Sem Exposição)
5a e 5m
1967-1969
1977-1993
1995-2010
57,7
Não
Não
2001
0
41,0
Não
2002
1980-1985
2,9
43,2
Não
02a e 11m
1983-1986
0,7
Não
Não
9a e 6m
1976-1985
3,7
5,0
Não
2008
(Pesquisa
atual)
2009
(Pesquisa
atual)
2010
(Pesquisa
atual)
5
44
6
67
2002
Informações Complementares:
Durante busca ativa dos ex-trabalhadores da mineração de amianto o
entrevistador recebeu informações de familiares e/ou conhecidos de que
determinados indivíduos mencionados tinham falecido. Em 9 casos, consta no
atestado de óbito, o registro de câncer de pulmão como causa mortis, sendo que 2
deles já haviam sido diagnosticados no Projeto-I. Portanto, em dois destes casos podese confirmar o diagnóstico de neoplasia (Projeto-I) e nos 7 restantes ficamos com o
diagnóstico presumido pelas informações do atestado de óbito. O estabelecimento de
eventual correlação com a exposição ao asbesto ou a outros fatores concorrentes, foge
ao escopo deste relatório e deverão ser analisados em futuro estudo abordando a
mortalidade deste grupo de ex-trabalhadores procedentes da mineração.
154
Tabela 80 – Características dos indivíduos com diagnóstico de câncer de pulmão
avaliados pelo presente estudo.
N
IDADE
(anos)
TEMPO
EXPOSIÇÃO
(anos e meses)
PERÍODO
EXPOSIÇÃO
Exposição
Cumulativa
(fibras_ano)
TABAGISMO
(maços-ano)
Época do
Diagnóstico
55,0
Alterações
Intersticiais
(Asbestose)
e/ou Pleurais
Placas)
Não
1
50
15a e 2m
1977-1992
16,7
2
60
17a e 11m
3
58
4
68
15a e 1m
(Escritório –
Sem Exposição)
5a e 5m
1967-1969
1977-1993
1995-2010
57,7
Não
Não
2001
0
41,0
Não
2002
1980-1985
2,9
43,2
Não
02a e 11m
1983-1986
0,7
Não
Não
9a e 6m
1976-1985
3,7
5,0
Não
2008
(Pesquisa
atual)
2009
(Pesquisa
atual)
2010
(Pesquisa
atual)
5
44
6
67
2002
Informações Complementares:
Durante busca ativa dos ex-trabalhadores da mineração de amianto o
entrevistador recebeu informações de familiares e/ou conhecidos de que
determinados indivíduos mencionados tinham falecido. Em 9 casos, consta no
atestado de óbito, o registro de câncer de pulmão como causa mortis, sendo que 2
deles já haviam sido diagnosticados no Projeto-I. Portanto, em dois destes casos podese confirmar o diagnóstico de neoplasia (Projeto-I) e nos 7 restantes ficamos com o
diagnóstico presumido pelas informações do atestado de óbito. O estabelecimento de
eventual correlação com a exposição ao asbesto ou a outros fatores concorrentes, foge
ao escopo deste relatório e deverão ser analisados em futuro estudo abordando a
mortalidade deste grupo de ex-trabalhadores procedentes da mineração.
154
2.4.4 - Avaliação da Exposição Ocupacional
2.4.4 .1 - Avaliação das Fibras Suspensas no Ar do Local do Trabalho
Foram realizadas coletas de fibras do ar ambiente na Mina de Cana Brava, em
24 postos de trabalho, num total de 47 amostras e 03 provas em branco.
As contagens de fibras variaram de 0,0009 a 0,0869 f/ml ou f/cm3 (Relatório
anexo da Projecontrol nº 025/10 de 28/05/2010). (ANEXO 3)
2.4.5 - Avaliação Petrográfica - Mineralógica
O relatório emitido pelo IPT apresenta e discute os resultados de estudo
petrográfico-mineralógico efetuado nas rochas da Mina de Cana Brava que estão
sendo exploradas atualmente. Os resultados obtidos foram comparados com o estudo
petrográfico realizado por Oliveira (1996), observando-se grande semelhança.
Não foi detectado anfibólio asbestiforme, embora a coleta das amostras tenha
sido realizada em locais favoráveis à sua ocorrência. (ANEXO 4)
155
2.4.4 - Avaliação da Exposição Ocupacional
2.4.4 .1 - Avaliação das Fibras Suspensas no Ar do Local do Trabalho
Foram realizadas coletas de fibras do ar ambiente na Mina de Cana Brava, em
24 postos de trabalho, num total de 47 amostras e 03 provas em branco.
As contagens de fibras variaram de 0,0009 a 0,0869 f/ml ou f/cm3 (Relatório
anexo da Projecontrol nº 025/10 de 28/05/2010). (ANEXO 3)
2.4.5 - Avaliação Petrográfica - Mineralógica
O relatório emitido pelo IPT apresenta e discute os resultados de estudo
petrográfico-mineralógico efetuado nas rochas da Mina de Cana Brava que estão
sendo exploradas atualmente. Os resultados obtidos foram comparados com o estudo
petrográfico realizado por Oliveira (1996), observando-se grande semelhança.
Não foi detectado anfibólio asbestiforme, embora a coleta das amostras tenha
sido realizada em locais favoráveis à sua ocorrência. (ANEXO 4)
155
2.5 - DISCUSSÃO
2.5.1 - Análise Transversal
Conforme apresentado nos Métodos, a logística para localização dos
participantes do presente estudo foi particularmente complexa, havendo, ainda, certo
desinteresse inicial por parte dos ex-trabalhadores em retornar as convocações, pelos
seguintes motivos:
1-) Pessoas que estavam na ativa ou trabalhando pois não queriam se ausentar
no seu trabalho e isto foi mais proeminente quando o ex-trabalhador era de uma
cidade mais distante dos locais de avaliação;
2-) Outros só fariam o exame caso fossem dadas certas regalias que eram
impossíveis de serem concedidas (ex: exigência de deslocamento apenas com
passagens aéreas);
3-) Os indivíduos que receberam resultados ―normais‖ na primeira pesquisa
tiveram menor interesse de retornar para realizar exames na segunda;
4-) Havia uma certa desconfiança entre alguns ex-trabalhadores com relação
aos objetivos da pesquisa, pois foram orientados por pessoas estranhas a pesquisa
para que não realizassem os exames.
Entretanto, com o decorrer do projeto, com as ações empregadas e planos
estratégicos adotados, o recrutamento foi otimizado. As informações verbais entre os
trabalhadores se espalharam, o interesse aumentou e o telefone 0800 começou a
receber mais ligações, e com aumento da procura pelos indivíduos os agendamentos
dos exames foram realizados. Desta forma, logrou-se a identificação de 2013 extrabalhadores, aos quais somaram-se 62 indivíduos que, embora não tivessem sido
incluídos no Projeto-I, dispuseram-se a participar no presente estudo, totalizando
2075 indivíduos.
Alguns elementos permitem concluir que os indivíduos com maior risco de
adoecimento foram contatados e avaliados no Projeto II:
1. A mediana e os extremos de exposição cumulativa indicam uma população
particularmente exposta ao asbesto, notadamente os participantes dos Grupos I e II;
156
2.5 - DISCUSSÃO
2.5.1 - Análise Transversal
Conforme apresentado nos Métodos, a logística para localização dos
participantes do presente estudo foi particularmente complexa, havendo, ainda, certo
desinteresse inicial por parte dos ex-trabalhadores em retornar as convocações, pelos
seguintes motivos:
1-) Pessoas que estavam na ativa ou trabalhando pois não queriam se ausentar
no seu trabalho e isto foi mais proeminente quando o ex-trabalhador era de uma
cidade mais distante dos locais de avaliação;
2-) Outros só fariam o exame caso fossem dadas certas regalias que eram
impossíveis de serem concedidas (ex: exigência de deslocamento apenas com
passagens aéreas);
3-) Os indivíduos que receberam resultados ―normais‖ na primeira pesquisa
tiveram menor interesse de retornar para realizar exames na segunda;
4-) Havia uma certa desconfiança entre alguns ex-trabalhadores com relação
aos objetivos da pesquisa, pois foram orientados por pessoas estranhas a pesquisa
para que não realizassem os exames.
Entretanto, com o decorrer do projeto, com as ações empregadas e planos
estratégicos adotados, o recrutamento foi otimizado. As informações verbais entre os
trabalhadores se espalharam, o interesse aumentou e o telefone 0800 começou a
receber mais ligações, e com aumento da procura pelos indivíduos os agendamentos
dos exames foram realizados. Desta forma, logrou-se a identificação de 2013 extrabalhadores, aos quais somaram-se 62 indivíduos que, embora não tivessem sido
incluídos no Projeto-I, dispuseram-se a participar no presente estudo, totalizando
2075 indivíduos.
Alguns elementos permitem concluir que os indivíduos com maior risco de
adoecimento foram contatados e avaliados no Projeto II:
1. A mediana e os extremos de exposição cumulativa indicam uma população
particularmente exposta ao asbesto, notadamente os participantes dos Grupos I e II;
156
2. Conforme previsto nos Métodos, o tempo de exposição foi tipicamente
superior a 10 anos em todos os Grupos; e,
3. Os indivíduos submetidos à TCAR apresentaram maior exposição
cumulativa e mais alterações radiográficas do que os indivíduos não submetidos a
este procedimento diagnóstico, que é mais sensível para a detecção de alterações
estruturais pulmonares.
Desta forma, o conjunto dos dados indica que o grupo avaliado no Projeto II
era particularmente propenso a apresentar possíveis alterações associadas à
exposição ao asbesto.
2.5.2 - Análise Longitudinal
Houve marcada redução do número de ex-trabalhadores que puderam ser
avaliados longitudinalmente por avaliação tomográfica em relação ao total de
avaliações efetivamente realizadas no Projeto II. Tal fato foi particularmente deletério
para a análise dos resultados a partir da constatação das importantes discrepâncias
entre o RXT e a TCAR, tanto transversalmente quanto ao longo do tempo, desta
forma impedindo a utilização do RXT como método investigativo válido para
acompanhamento das alterações estruturais. Em particular, deve-se reconhecer que
devido ao fato de poucos indivíduos do Grupo III terem se submetido ao método
padrão de investigação imagética no Projeto-I (TCAR), a investigação longitudinal
ficou substancialmente prejudicada neste Grupo. Entretanto, é de fundamental
importância a constatação de que os indivíduos reavaliados por TCAR no estudo
atual tinham maior exposição cumulativa (GRUPOS I e II, onde a exposição foi maior)
ou exposição cumulativa semelhante (GRUPO III, com menor exposição)
relativamente aos não submetidos à TCAR. Outro aspecto relevante é o de que a
maioria dos indivíduos reavaliados tinha TCAR normal no estudo inicial. Logo,
houve maximização da chance de identificação de casos novos por TCAR na presente
avaliação.
157
2. Conforme previsto nos Métodos, o tempo de exposição foi tipicamente
superior a 10 anos em todos os Grupos; e,
3. Os indivíduos submetidos à TCAR apresentaram maior exposição
cumulativa e mais alterações radiográficas do que os indivíduos não submetidos a
este procedimento diagnóstico, que é mais sensível para a detecção de alterações
estruturais pulmonares.
Desta forma, o conjunto dos dados indica que o grupo avaliado no Projeto II
era particularmente propenso a apresentar possíveis alterações associadas à
exposição ao asbesto.
2.5.2 - Análise Longitudinal
Houve marcada redução do número de ex-trabalhadores que puderam ser
avaliados longitudinalmente por avaliação tomográfica em relação ao total de
avaliações efetivamente realizadas no Projeto II. Tal fato foi particularmente deletério
para a análise dos resultados a partir da constatação das importantes discrepâncias
entre o RXT e a TCAR, tanto transversalmente quanto ao longo do tempo, desta
forma impedindo a utilização do RXT como método investigativo válido para
acompanhamento das alterações estruturais. Em particular, deve-se reconhecer que
devido ao fato de poucos indivíduos do Grupo III terem se submetido ao método
padrão de investigação imagética no Projeto-I (TCAR), a investigação longitudinal
ficou substancialmente prejudicada neste Grupo. Entretanto, é de fundamental
importância a constatação de que os indivíduos reavaliados por TCAR no estudo
atual tinham maior exposição cumulativa (GRUPOS I e II, onde a exposição foi maior)
ou exposição cumulativa semelhante (GRUPO III, com menor exposição)
relativamente aos não submetidos à TCAR. Outro aspecto relevante é o de que a
maioria dos indivíduos reavaliados tinha TCAR normal no estudo inicial. Logo,
houve maximização da chance de identificação de casos novos por TCAR na presente
avaliação.
157
2.5.3 - Contraste Entre Achados Radiográficos e Tomográficos
Um dos achados particularmente relevantes do presente estudo foi a marcada
variabilidade das conclusões derivadas das avaliações radiográfica e tomográfica
(HRCT). Desta forma:
(i) na avaliação transversal, houve fraca concordância entre os achados
tomográficos e radiográficos com o RXT apresentando elevada taxa de falso-positivos
para asbestose e falso-negativo para placas pleurais;
(ii) na avaliação longitudinal, houver maior número de casos novos
compatíveis com asbestose pelo RXT e menor prevalência de alterações pleurais
comparativamente à TCAR. Adicionalmente, diversos casos ―positivos‖ pelo RXT na
avaliação inicial que se tornaram ―negativos‖ na avaliação final, casos estes cuja
maioria teve interpretação evolutiva pela TCAR frequentemente distinta da indicada
pelo RXT.
Embora as vantagens da TCAR sobre o RXT sejam sobejamente conhecidas
(52),
o que eleva substancialmente a sensibilidade do primeiro método em relação ao
segundo
(53),
o impacto de tais discrepâncias na investigação de casos de asbestose e
doença pleural ao longo do tempo foi ainda pouco investigado. Neste contexto, os
resultados do presente estudo trazem novas evidências de que a interpretação
radiológica (RXT), tanto em populações com média prevalência de doença (Grupos I
e II) como baixa prevalência (Grupo III), deve ser vista com extrema cautela, algo
particularmente relevante no âmbito médico-legal.
2.5.3.1 - Avaliação Transversal
O principal achado da avaliação transversal foi a constatação da marcada
heterogeneidade inter-grupos de exposição quanto ao acometimento pleural ou
parenquimatoso potencialmente atribuível à inalação de fibras de asbesto e suas
repercussões funcionais. Desta forma, como observado no Projeto-I, os grupos
158
2.5.3 - Contraste Entre Achados Radiográficos e Tomográficos
Um dos achados particularmente relevantes do presente estudo foi a marcada
variabilidade das conclusões derivadas das avaliações radiográfica e tomográfica
(HRCT). Desta forma:
(i) na avaliação transversal, houve fraca concordância entre os achados
tomográficos e radiográficos com o RXT apresentando elevada taxa de falso-positivos
para asbestose e falso-negativo para placas pleurais;
(ii) na avaliação longitudinal, houver maior número de casos novos
compatíveis com asbestose pelo RXT e menor prevalência de alterações pleurais
comparativamente à TCAR. Adicionalmente, diversos casos ―positivos‖ pelo RXT na
avaliação inicial que se tornaram ―negativos‖ na avaliação final, casos estes cuja
maioria teve interpretação evolutiva pela TCAR frequentemente distinta da indicada
pelo RXT.
Embora as vantagens da TCAR sobre o RXT sejam sobejamente conhecidas
(52),
o que eleva substancialmente a sensibilidade do primeiro método em relação ao
segundo
(53),
o impacto de tais discrepâncias na investigação de casos de asbestose e
doença pleural ao longo do tempo foi ainda pouco investigado. Neste contexto, os
resultados do presente estudo trazem novas evidências de que a interpretação
radiológica (RXT), tanto em populações com média prevalência de doença (Grupos I
e II) como baixa prevalência (Grupo III), deve ser vista com extrema cautela, algo
particularmente relevante no âmbito médico-legal.
2.5.3.1 - Avaliação Transversal
O principal achado da avaliação transversal foi a constatação da marcada
heterogeneidade inter-grupos de exposição quanto ao acometimento pleural ou
parenquimatoso potencialmente atribuível à inalação de fibras de asbesto e suas
repercussões funcionais. Desta forma, como observado no Projeto-I, os grupos
158
expostos às condições de maior exposição (I e II) apresentaram risco substancialmente
maior de adoecimento do que o GRUPO III (Figura 2). Neste contexto, um aspecto
original do presente estudo foi o da individualização de um sub-grupo (GRUPO IIIB)
que iniciou suas atividades laborais após expressivas ações para redução da
contaminação dos postos de trabalho (isto é, a partir de 1980). Os achados deste
estudo indicam redução apreciável da ocorrência de placas pleurais e melhor
desempenho funcional respiratório neste grupo comparativamente ao GRUPO IIIA
que, por sua vez, já apresentava melhora de tais indicadores frente aos GRUPOS I e II.
Adicionalmente, enquanto 8 casos com asbestose (com ou sem placas concomitantes)
foram identificados no GRUPO IIIA, não se observou nenhum caso no GRUPO IIIB.
Deve-se reconhecer, entretanto, que os trabalhadores do GRUPO IIIA eram, em
média, cerca de 11 anos mais velhos e relatavam tabagismo mais frequentemente
(aproximadamente 60% x 40 %) e com maior intensidade do que os indivíduos do
GRUPO IIIB; tais achados podem ter influenciado negativamente as respostas
espirométricas no GRUPO IIIA.
Uma questão-chave na avaliação comparativa entre os GRUPOS IIIA e IIIB diz
respeito às inerentes diferenças no tempo decorrido após a primeira exposição, ou
seja, maior, por definição, no GRUPO IIIA. Entretanto, deve-se observar a semelhança
no tempo de exposição (numa carga de exposição nitidamente menor) e a realização
de TCAR, no GRUPO IIIB, nos indivíduos com carga de exposição igual ou maior
daquela observada nos trabalhadores deste Grupo que não foram submetidos à
TCAR. Em adição, a diferença inter-grupos relativamente estreita no tempo de
seguimento, contrastando com as amplas diferenças de acometimento pleuropulmonar, isto é mais freqüente no GRUPO IIIA, são compatíveis com a noção de
que o achado das alterações tomográficas menos prevalentes no GRUPO IIIB tenha
sido relacionado a uma menor carga de exposição neste grupo.
Como esperado, os indivíduos com alterações intersticiais compatíveis com
asbestose e aqueles com placas pleurais apresentaram redução significativa dos
parâmetros espirométricos comparativamente aos indivíduos sem estas alterações.
159
expostos às condições de maior exposição (I e II) apresentaram risco substancialmente
maior de adoecimento do que o GRUPO III (Figura 2). Neste contexto, um aspecto
original do presente estudo foi o da individualização de um sub-grupo (GRUPO IIIB)
que iniciou suas atividades laborais após expressivas ações para redução da
contaminação dos postos de trabalho (isto é, a partir de 1980). Os achados deste
estudo indicam redução apreciável da ocorrência de placas pleurais e melhor
desempenho funcional respiratório neste grupo comparativamente ao GRUPO IIIA
que, por sua vez, já apresentava melhora de tais indicadores frente aos GRUPOS I e II.
Adicionalmente, enquanto 8 casos com asbestose (com ou sem placas concomitantes)
foram identificados no GRUPO IIIA, não se observou nenhum caso no GRUPO IIIB.
Deve-se reconhecer, entretanto, que os trabalhadores do GRUPO IIIA eram, em
média, cerca de 11 anos mais velhos e relatavam tabagismo mais frequentemente
(aproximadamente 60% x 40 %) e com maior intensidade do que os indivíduos do
GRUPO IIIB; tais achados podem ter influenciado negativamente as respostas
espirométricas no GRUPO IIIA.
Uma questão-chave na avaliação comparativa entre os GRUPOS IIIA e IIIB diz
respeito às inerentes diferenças no tempo decorrido após a primeira exposição, ou
seja, maior, por definição, no GRUPO IIIA. Entretanto, deve-se observar a semelhança
no tempo de exposição (numa carga de exposição nitidamente menor) e a realização
de TCAR, no GRUPO IIIB, nos indivíduos com carga de exposição igual ou maior
daquela observada nos trabalhadores deste Grupo que não foram submetidos à
TCAR. Em adição, a diferença inter-grupos relativamente estreita no tempo de
seguimento, contrastando com as amplas diferenças de acometimento pleuropulmonar, isto é mais freqüente no GRUPO IIIA, são compatíveis com a noção de
que o achado das alterações tomográficas menos prevalentes no GRUPO IIIB tenha
sido relacionado a uma menor carga de exposição neste grupo.
Como esperado, os indivíduos com alterações intersticiais compatíveis com
asbestose e aqueles com placas pleurais apresentaram redução significativa dos
parâmetros espirométricos comparativamente aos indivíduos sem estas alterações.
159
Entretanto, tais achados restringiram-se aos participantes do GRUPO II. Tal achado
pode refletir a maior prevalência (70 % x 60 %) e carga tabágica (45 anos-maço x 33
anos-maço) dos indivíduos não-doentes do GRUPO I comparativamente àqueles do
GRUPO II, ou seja, as alterações espirométricas devido ao tabagismo podem ter
equiparado os decréscimos funcionais de indivíduos com e sem anormalidades
pleuro-pulmonares no GRUPO I. Outro aspecto digno de nota foi o achado de
redução funcional (CVF e VEF1) nos ex-trabalhadores portadores de placas pleurais
comparativamente aos indivíduos normais, tanto no GRUPO I como no GRUPO II.
Novamente, entretanto, a história tabagística foi mais intensa nestes participantes,
tornando complexa a interpretação destes achados.
Nesta avaliação são apresentados dados descritivos dos indivíduos com
neoplasia pulmonar na Tabela 80. Entretanto, o nexo técnico ou causal dos fatores
contribuintes e seu grau de participação como determinantes da doença neoplásica
não puderam ser definitivamente estabelecidos, por insuficientes informações;
notadamente aquelas referentes à identificação de corpos de asbesto na análise
histopatológica e/ou contagem de fibras de asbesto por grama de pulmão seco. A
relevância desta análise se configura considerando-se que nenhum dos indivíduos
avaliados (Tabela 80) apresentava alterações pleuro-pulmonares compatíveis com
exposição ao asbesto pela TCAR. Entretanto, um indivíduo, não fumante (Nº2 –
Tabela 80) apresentou exposição cumulativa superior a 25 fibras_ano e apesar de não
apresentar alterações intersticiais compatíveis com asbestose poderia ter seu câncer
pulmonar relacionado ao asbesto.
(54)
Devemos ressaltar que este ex-trabalhador foi
exposto na década de 1960 a ambos tipos de fibras (anfibólios e crisotila).
2.5.3.2 - Avaliação Longitudinal
A possível progressão das alterações (ou seja, surgimento de alterações
pleurais ou parenquimatosas em relação ao Projeto-I) também apresentou notável
polimorfismo de acordo com o GRUPO de exposição. Desta forma, a taxa de evolução
160
Entretanto, tais achados restringiram-se aos participantes do GRUPO II. Tal achado
pode refletir a maior prevalência (70 % x 60 %) e carga tabágica (45 anos-maço x 33
anos-maço) dos indivíduos não-doentes do GRUPO I comparativamente àqueles do
GRUPO II, ou seja, as alterações espirométricas devido ao tabagismo podem ter
equiparado os decréscimos funcionais de indivíduos com e sem anormalidades
pleuro-pulmonares no GRUPO I. Outro aspecto digno de nota foi o achado de
redução funcional (CVF e VEF1) nos ex-trabalhadores portadores de placas pleurais
comparativamente aos indivíduos normais, tanto no GRUPO I como no GRUPO II.
Novamente, entretanto, a história tabagística foi mais intensa nestes participantes,
tornando complexa a interpretação destes achados.
Nesta avaliação são apresentados dados descritivos dos indivíduos com
neoplasia pulmonar na Tabela 80. Entretanto, o nexo técnico ou causal dos fatores
contribuintes e seu grau de participação como determinantes da doença neoplásica
não puderam ser definitivamente estabelecidos, por insuficientes informações;
notadamente aquelas referentes à identificação de corpos de asbesto na análise
histopatológica e/ou contagem de fibras de asbesto por grama de pulmão seco. A
relevância desta análise se configura considerando-se que nenhum dos indivíduos
avaliados (Tabela 80) apresentava alterações pleuro-pulmonares compatíveis com
exposição ao asbesto pela TCAR. Entretanto, um indivíduo, não fumante (Nº2 –
Tabela 80) apresentou exposição cumulativa superior a 25 fibras_ano e apesar de não
apresentar alterações intersticiais compatíveis com asbestose poderia ter seu câncer
pulmonar relacionado ao asbesto.
(54)
Devemos ressaltar que este ex-trabalhador foi
exposto na década de 1960 a ambos tipos de fibras (anfibólios e crisotila).
2.5.3.2 - Avaliação Longitudinal
A possível progressão das alterações (ou seja, surgimento de alterações
pleurais ou parenquimatosas em relação ao Projeto-I) também apresentou notável
polimorfismo de acordo com o GRUPO de exposição. Desta forma, a taxa de evolução
160
para alterações intersticiais compatíveis com asbestose e placas pleurais foi cerca de
três vezes maior no GRUPO I (12% e 24 %) do que no GRUPO II (4,6 % e 6,9 %).
Conforme discutido previamente, nossos achados apontam para a inadequação do
RXT para o seguimento destes trabalhadores, seja pelo maior risco de falso-positivo
para detecção de alterações intersticiais nos grupos com menor exposição (isto é,
surgimento de casos novos na ausência de doença parenquimatosa pela TCAR) ou
como falso-negativo para alterações pleurais nos grupos com maior exposição.
Observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente, relativo (%
do previsto de CVF e VEF1), dos pacientes que evoluíram, frente a avaliação inicial,
para asbestose. Entretanto, tal achado restringiu-se ao GRUPO II, seja pelo declínio
funcional de uma população com maior exposição ao tabaco no Grupo I e/ou maior
extensão das alterações tomográficas no GRUPO II. Deve-se observar, também, a
importante redução da CVF no grupo que evoluiu para placas pleurais
comparativamente aos indivíduos que permaneceram estáveis. Embora tais
diferenças não tenham alcançado significância estatística (provavelmente pelo
número reduzido de casos que progrediram em cada grupo frente aos estáveis), estas
sugerem que o desenvolvimento de placas pleurais, numa população com elevada
prevalência de tabagismo, parece associar-se com um excesso de perda funcional ao
longo do tempo.
O presente estudo permitiu a identificação de características basais que se
mostraram consistentemente relacionadas à progressão das alterações intersticiais
e/ou pleurais associadas ao asbesto nos GRUPOS com maior exposição. Desta forma,
idade e maior exposição cumulativa foram fatores claramente associados com maior
risco de adoecimento nos GRUPOS I e II, independentemente da história e carga
tabágica. Do ponto de vista prático, tais dados indicam a adequação de avaliações
seriadas ao longo do tempo para a identificação de casos novos nos ex-trabalhadores
com maior exposição cumulativa e tempo decorrido deste a primeira exposição.
161
para alterações intersticiais compatíveis com asbestose e placas pleurais foi cerca de
três vezes maior no GRUPO I (12% e 24 %) do que no GRUPO II (4,6 % e 6,9 %).
Conforme discutido previamente, nossos achados apontam para a inadequação do
RXT para o seguimento destes trabalhadores, seja pelo maior risco de falso-positivo
para detecção de alterações intersticiais nos grupos com menor exposição (isto é,
surgimento de casos novos na ausência de doença parenquimatosa pela TCAR) ou
como falso-negativo para alterações pleurais nos grupos com maior exposição.
Observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente, relativo (%
do previsto de CVF e VEF1), dos pacientes que evoluíram, frente a avaliação inicial,
para asbestose. Entretanto, tal achado restringiu-se ao GRUPO II, seja pelo declínio
funcional de uma população com maior exposição ao tabaco no Grupo I e/ou maior
extensão das alterações tomográficas no GRUPO II. Deve-se observar, também, a
importante redução da CVF no grupo que evoluiu para placas pleurais
comparativamente aos indivíduos que permaneceram estáveis. Embora tais
diferenças não tenham alcançado significância estatística (provavelmente pelo
número reduzido de casos que progrediram em cada grupo frente aos estáveis), estas
sugerem que o desenvolvimento de placas pleurais, numa população com elevada
prevalência de tabagismo, parece associar-se com um excesso de perda funcional ao
longo do tempo.
O presente estudo permitiu a identificação de características basais que se
mostraram consistentemente relacionadas à progressão das alterações intersticiais
e/ou pleurais associadas ao asbesto nos GRUPOS com maior exposição. Desta forma,
idade e maior exposição cumulativa foram fatores claramente associados com maior
risco de adoecimento nos GRUPOS I e II, independentemente da história e carga
tabágica. Do ponto de vista prático, tais dados indicam a adequação de avaliações
seriadas ao longo do tempo para a identificação de casos novos nos ex-trabalhadores
com maior exposição cumulativa e tempo decorrido deste a primeira exposição.
161
2.5.4 - Limitações do Estudo
O presente estudo tem algumas limitações que devem ser consideradas para a
interpretação dos dados. Como citado, houve inúmeros desafios a serem vencidos
para a localização dos ex-trabalhadores e, após a identificação dos mesmos, a
aceitação para uma reavaliação. Desta forma, o número de indivíduos efetivamente
avaliado aproximou-se de 2/3 da proposta original. Entretanto, como discutido
acima, observamos que foram avaliados os ex-trabalhadores sob o maior risco de
adoecimento e progressão das alterações estruturais e funcionais, ou seja, com maior
exposição cumulativa, tipificando o ―pior cenário‖ epidemiológico.
Diversos achados permitiram concluir que a investigação radiográfica de tórax
teve taxa apreciável de falso-positivos para as alterações parenquimatosas e, ao
contrário, deixou de identificar diversos casos com placas pleurais na TCAR.
Adicionalmente, casos considerados ―positivos‖ no Projeto-I, deixaram-no de ser
nesta reavaliação. Portanto, a utilização apenas da TCAR como método de
investigação imagética acabou por reduzir substancialmente o número de extrabalhadores avaliados longitudinalmente. Entretanto, o perfil dos indivíduos
submetidos a TCAR não diferiu daqueles que não realizaram tal exame.
Devido às questões logísticas, a avaliação funcional respiratória restringiu-se à
espirometria; portanto, não se pode avaliar possíveis reduções concomitantes ou
isoladas da capacidade de difusão pulmonar ou da integridade da troca gasosa
intrapulmonar. A avaliação tomográfica restringiu-se a identificação dos casos, não
havendo, ainda, uma tentativa formal de quantificação da extensão e progressão dos
casos já positivos no Projeto-I. Embora alguns esquemas classificatórios baseados na
TCAR já estejam disponíveis), dados do nosso grupo indicam limitações relevantes
na interpretação de modificações longitudinais e os dados do presente estudo serão
futuramente analisados com uma abordagem sistematizada alternativa.
162
2.5.4 - Limitações do Estudo
O presente estudo tem algumas limitações que devem ser consideradas para a
interpretação dos dados. Como citado, houve inúmeros desafios a serem vencidos
para a localização dos ex-trabalhadores e, após a identificação dos mesmos, a
aceitação para uma reavaliação. Desta forma, o número de indivíduos efetivamente
avaliado aproximou-se de 2/3 da proposta original. Entretanto, como discutido
acima, observamos que foram avaliados os ex-trabalhadores sob o maior risco de
adoecimento e progressão das alterações estruturais e funcionais, ou seja, com maior
exposição cumulativa, tipificando o ―pior cenário‖ epidemiológico.
Diversos achados permitiram concluir que a investigação radiográfica de tórax
teve taxa apreciável de falso-positivos para as alterações parenquimatosas e, ao
contrário, deixou de identificar diversos casos com placas pleurais na TCAR.
Adicionalmente, casos considerados ―positivos‖ no Projeto-I, deixaram-no de ser
nesta reavaliação. Portanto, a utilização apenas da TCAR como método de
investigação imagética acabou por reduzir substancialmente o número de extrabalhadores avaliados longitudinalmente. Entretanto, o perfil dos indivíduos
submetidos a TCAR não diferiu daqueles que não realizaram tal exame.
Devido às questões logísticas, a avaliação funcional respiratória restringiu-se à
espirometria; portanto, não se pode avaliar possíveis reduções concomitantes ou
isoladas da capacidade de difusão pulmonar ou da integridade da troca gasosa
intrapulmonar. A avaliação tomográfica restringiu-se a identificação dos casos, não
havendo, ainda, uma tentativa formal de quantificação da extensão e progressão dos
casos já positivos no Projeto-I. Embora alguns esquemas classificatórios baseados na
TCAR já estejam disponíveis), dados do nosso grupo indicam limitações relevantes
na interpretação de modificações longitudinais e os dados do presente estudo serão
futuramente analisados com uma abordagem sistematizada alternativa.
162
2.6 - CONCLUSÕES
Os resultados do presente estudo envolvendo trabalhadores e extrabalhadores da atividade de mineração de asbestos, separados por GRUPOS
cronológicos refletindo distintas condições de exposição, permitem concluir que:
1. Avaliação transversal Projeto II (2007-2010):
1a. A ocorrência de doença pleural ou parenquimatosa asbesto-relacionada
foi substancialmente maior nos expostos entre 1940 a 1966 (GRUPO I) e entre
1967 a 1976 (GRUPO II), que apresentaram maior tempo e carga de
exposição, comparativamente aos ex-trabalhadores dos períodos entre 1977 a
1980 (GRUPOS IIIA) e a partir de 1981 (GRUPO IIIB).
1b. O GRUPO IIIB, em particular, apresentou o menor risco de
desenvolvimento de doença pleural (4 casos de placas pleurais, entretanto,
dois deles tiveram exposição anterior a 1980 na indústria do fibrocimento).
Este foi o único grupo em que não se detectou nenhum caso de alterações
intersticiais compatíveis com asbestose.
1c. os pacientes com asbestose e aqueles com placas pleurais do GRUPO II
apresentaram redução significativa dos parâmetros funcionais respiratórios
comparados com indivíduos livres de doença; ressaltamos porém que os
pacientes com asbestose relataram maior carga tabágica;
1d. devido a reduzida prevalência de alterações atribuíveis ao asbesto nos
GRUPOS IIIA e IIIB, não foi possível uma comparação válida entre subgrupos com e sem alterações pleuro-parenquimatosas. Entretanto, os
indivíduos do Grupo IIIA foram expostos a maior carga tabágica, além de
apresentarem menores valores espirométricos do que os indivíduos do
GRUPO IIIB.
1e. Diagnóstico possível de câncer de pulmão foi considerado em 15 casos.
Em 8 (6 casos no presente estudo e 2 do Projeto-I) o diagnóstico foi
163
2.6 - CONCLUSÕES
Os resultados do presente estudo envolvendo trabalhadores e extrabalhadores da atividade de mineração de asbestos, separados por GRUPOS
cronológicos refletindo distintas condições de exposição, permitem concluir que:
1. Avaliação transversal Projeto II (2007-2010):
1a. A ocorrência de doença pleural ou parenquimatosa asbesto-relacionada
foi substancialmente maior nos expostos entre 1940 a 1966 (GRUPO I) e entre
1967 a 1976 (GRUPO II), que apresentaram maior tempo e carga de
exposição, comparativamente aos ex-trabalhadores dos períodos entre 1977 a
1980 (GRUPOS IIIA) e a partir de 1981 (GRUPO IIIB).
1b. O GRUPO IIIB, em particular, apresentou o menor risco de
desenvolvimento de doença pleural (4 casos de placas pleurais, entretanto,
dois deles tiveram exposição anterior a 1980 na indústria do fibrocimento).
Este foi o único grupo em que não se detectou nenhum caso de alterações
intersticiais compatíveis com asbestose.
1c. os pacientes com asbestose e aqueles com placas pleurais do GRUPO II
apresentaram redução significativa dos parâmetros funcionais respiratórios
comparados com indivíduos livres de doença; ressaltamos porém que os
pacientes com asbestose relataram maior carga tabágica;
1d. devido a reduzida prevalência de alterações atribuíveis ao asbesto nos
GRUPOS IIIA e IIIB, não foi possível uma comparação válida entre subgrupos com e sem alterações pleuro-parenquimatosas. Entretanto, os
indivíduos do Grupo IIIA foram expostos a maior carga tabágica, além de
apresentarem menores valores espirométricos do que os indivíduos do
GRUPO IIIB.
1e. Diagnóstico possível de câncer de pulmão foi considerado em 15 casos.
Em 8 (6 casos no presente estudo e 2 do Projeto-I) o diagnóstico foi
163
confirmado e nos 7 restantes foi presumido. Por informações insuficientes, o
nexo causal com a exposição ocupacional, embora considerado, não pode ser
estabelecido em todos os indivíduos.
2. Na avaliação longitudinal por TCAR (1996-2000 Projeto-I a 2007-2010 Projeto-II),
assumindo-se a presença dos sub-grupos que permaneceram estáveis (EST),
evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas pleurais (EVOL-PP):
2.a surgiram 5 novos casos com placas no Grupo IIIA, ou seja, 3,8 %, sendo
que 4 tinham TCAR sem alterações no estudo inicial. Nenhum caso de
alteração
intersticial
compatível
com
asbestose
foi
identificado
evolutivamente no GRUPO IIIA. Não se identificou novas alterações nem
progressão do comprometimento pleural ou intersticial nos indivíduos do
GRUPO IIIB, que fizeram TCAR nos dois estudos.
2.b nos GRUPO I e II, os pacientes das categorias EVOL-ASB e EVOL-PP
tiveram maior exposição cumulativa, tendendo a ser mais idosos e com maior
tempo de exposição do que o sub-grupo EST.
2.c no GRUPO I, os valores funcionais em ambos os estudos e suas
modificações ao longo do tempo não diferiram entre os sub-grupos com e
sem progressão tomográfica.
2.d no GRUPO II, embora os valores funcionais na avaliação inicial e final
não tenham diferido estatisticamente entre os sub-grupos, observou-se
maior declínio funcional absoluto e, principalmente, relativo nos indivíduos
na categoria EVOL-ASB.
2.e Independentemente do GRUPO, não houve associação entre história e
carga tabágica com a progressão ou não das alterações tomográficas.
3. Quanto à evolução de acordo com o RXT (N= 2013), independentemente do
GRUPO:
164
confirmado e nos 7 restantes foi presumido. Por informações insuficientes, o
nexo causal com a exposição ocupacional, embora considerado, não pode ser
estabelecido em todos os indivíduos.
2. Na avaliação longitudinal por TCAR (1996-2000 Projeto-I a 2007-2010 Projeto-II),
assumindo-se a presença dos sub-grupos que permaneceram estáveis (EST),
evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas pleurais (EVOL-PP):
2.a surgiram 5 novos casos com placas no Grupo IIIA, ou seja, 3,8 %, sendo
que 4 tinham TCAR sem alterações no estudo inicial. Nenhum caso de
alteração
intersticial
compatível
com
asbestose
foi
identificado
evolutivamente no GRUPO IIIA. Não se identificou novas alterações nem
progressão do comprometimento pleural ou intersticial nos indivíduos do
GRUPO IIIB, que fizeram TCAR nos dois estudos.
2.b nos GRUPO I e II, os pacientes das categorias EVOL-ASB e EVOL-PP
tiveram maior exposição cumulativa, tendendo a ser mais idosos e com maior
tempo de exposição do que o sub-grupo EST.
2.c no GRUPO I, os valores funcionais em ambos os estudos e suas
modificações ao longo do tempo não diferiram entre os sub-grupos com e
sem progressão tomográfica.
2.d no GRUPO II, embora os valores funcionais na avaliação inicial e final
não tenham diferido estatisticamente entre os sub-grupos, observou-se
maior declínio funcional absoluto e, principalmente, relativo nos indivíduos
na categoria EVOL-ASB.
2.e Independentemente do GRUPO, não houve associação entre história e
carga tabágica com a progressão ou não das alterações tomográficas.
3. Quanto à evolução de acordo com o RXT (N= 2013), independentemente do
GRUPO:
164
3.a Houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos.
Assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou
elevada taxa de falso-positivos para alterações intersticiais compatíveis com
asbestose e falso-negativo para placas pleurais, tanto na avaliação transversal
como na análise evolutiva dos casos alterados no Projeto-I.
4. Avaliação de Fibras Suspensas no Ar no Local de Trabalho
Os resultados obtidos variaram de 0,0009 a 0,0869 f/mL, ou f/cm3, sendo
significativamente inferiores aos limites de tolerância estabelecidos pela NR-15,
Anexo 12, de 2,0 f/mL e do “Acordo para o Uso Controlado e Responsável do
Amianto Crisotila (U.C.A.)”, de 0,10 f/mL em seus postos de trabalho.
5. Avaliação Petrográfica-Mineralógica
Na avaliação mineralógica foram encontradas fibras de crisotila, além de outros
minerais, entretanto, não foi identificado anfibólio asbestiforme.
Portanto, os resultados do presente estudo indicam que:
A. A exposição cumulativa, independentemente do GRUPO, foi a principal
variável associada com a prevalência (Projeto II) e a progressão (Projetos I
e II) de alterações pleurais e intersticiais pulmonares associadas ao
asbesto;
B. Nos indivíduos com maior exposição cumulativa e doença pleuropulmonar há substancial perda funcional ao longo do tempo, justificando
avaliações longitudinais para a quantificação da disfunção respiratória
nestes trabalhadores;
C. Comparativamente ao RXT, a TCAR, considerado o teste de referência,
apresenta rendimento diagnóstico superior, reduzindo significativamente
o risco de falso-positivo para alterações intersticiais e falso-negativo para
comprometimento pleural.
165
3.a Houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos.
Assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou
elevada taxa de falso-positivos para alterações intersticiais compatíveis com
asbestose e falso-negativo para placas pleurais, tanto na avaliação transversal
como na análise evolutiva dos casos alterados no Projeto-I.
4. Avaliação de Fibras Suspensas no Ar no Local de Trabalho
Os resultados obtidos variaram de 0,0009 a 0,0869 f/mL, ou f/cm3, sendo
significativamente inferiores aos limites de tolerância estabelecidos pela NR-15,
Anexo 12, de 2,0 f/mL e do “Acordo para o Uso Controlado e Responsável do
Amianto Crisotila (U.C.A.)”, de 0,10 f/mL em seus postos de trabalho.
5. Avaliação Petrográfica-Mineralógica
Na avaliação mineralógica foram encontradas fibras de crisotila, além de outros
minerais, entretanto, não foi identificado anfibólio asbestiforme.
Portanto, os resultados do presente estudo indicam que:
A. A exposição cumulativa, independentemente do GRUPO, foi a principal
variável associada com a prevalência (Projeto II) e a progressão (Projetos I
e II) de alterações pleurais e intersticiais pulmonares associadas ao
asbesto;
B. Nos indivíduos com maior exposição cumulativa e doença pleuropulmonar há substancial perda funcional ao longo do tempo, justificando
avaliações longitudinais para a quantificação da disfunção respiratória
nestes trabalhadores;
C. Comparativamente ao RXT, a TCAR, considerado o teste de referência,
apresenta rendimento diagnóstico superior, reduzindo significativamente
o risco de falso-positivo para alterações intersticiais e falso-negativo para
comprometimento pleural.
165
2.7 – REFERÊNCIAS
1- ASBESTOS PUBLICATIONS, U.S. – Departament of Health and Human Services,
Pulic Health Services, Centers of Disease Control, NIOSH, 1992.
2- BECKLAKE MR. Asbestos Related Diseases In: Stellman J.M. (Ed.) Encyclopedia
of Occupational Health and Safety 4th ed. Geneva, International Labour Office;
1050-1063, 1998.
3- SELIKOFF I J, HAMMOND E C, SEIDMAN H. Mortality experience of insulation
workers in the United States and Canada, 1943 – 1976, Ann Ny Acad Sci, 330:91116,1979.
4- HAMMOND E.C., SELIKOFF I.J., SEIDMAN H., Asbestos Exposure, Cigarette
Smoking and Death Rates Ann Ny Acad. Sci; 330: 473-490, 1979.
5- SELIKOFF, CHURG J, HAMMAND E C. Asbestos exposure and neoplasia. J Am
Med Ass, 188:226, 1964.
6- SELIKOFF I J, Asbestos Disease. 1990-2020 – The Risks of Asbestos Risk
Assessment. Toxicoly Ind. Health; 7: 117-127, 1991.
7- McDONALD J.C., LIDDELL FDK, DUFRESNE A, McDONALD A D. Dust
exposure and mortality in chrysotile mining, 1910-1975, Br J Ind Med, 37:17-24,
1980.
8- McDONALD J.C, LIDDELL FDK, DUFRESNE A, McDONALD A.D. The 18911920, birth cohort of Quebec Miners and millers: mortality 1976-1988, BRJ Ind
Med, 50:1073-1081, 1993.
9- MCDONALD J.C., MCDONALD A.D., HUGHES J.M., Chrisotile Themolite and
Fibrogenicity. Annals Occup. Hyg; 43: 439-442, 1999.
10- CASE BW. Health effects of Themolite. Ann NY Acad Sci, 643:491-504, 1991.
11- CASE BW, DUFRESNE A, Mc DONALD AD, Mc DONALD JC, SEBASTIEN P.
Asbestos fiber type and length in lungs of chrysotile textile and production
workers: fibers longer than 18 um. Inhalation Toxicology 12:411-418, 2000.
12- CASE BW, BAGATIN E, CAPELOZZI VL Lung-Retained Fibre Content in
Brazilian Chrysotile Workers. Ann Occup Hyg 2002;46:144-149.
166
2.7 – REFERÊNCIAS
1- ASBESTOS PUBLICATIONS, U.S. – Departament of Health and Human Services,
Pulic Health Services, Centers of Disease Control, NIOSH, 1992.
2- BECKLAKE MR. Asbestos Related Diseases In: Stellman J.M. (Ed.) Encyclopedia
of Occupational Health and Safety 4th ed. Geneva, International Labour Office;
1050-1063, 1998.
3- SELIKOFF I J, HAMMOND E C, SEIDMAN H. Mortality experience of insulation
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4- HAMMOND E.C., SELIKOFF I.J., SEIDMAN H., Asbestos Exposure, Cigarette
Smoking and Death Rates Ann Ny Acad. Sci; 330: 473-490, 1979.
5- SELIKOFF, CHURG J, HAMMAND E C. Asbestos exposure and neoplasia. J Am
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