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Exposição ambiental ao asbesto: avaliação do risco e efeitos na saúde

Dec. 20, 2019

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PROJETO ASBESTO AMBIENTAL “EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO ASBESTO: AVALIAÇÃO DO RISCO E EFEITOS NA SAÚDE” Processo CNPq Nº 420001/2006-9 RELATÓRIO FINAL PESQUISADOR RESPONSÁVEL: Prof. Dr. Mário Terra Filho - INCOR-HC-FMUSP PESQUISDOR EXECUTANTE: Prof. Dr. Ericson Bagatin - AST-DSC-FCM-UNICAMP SÃO PAULO – AGOSTO DE 2010 PROJETO ASBESTO AMBIENTAL i
PROJETO ASBESTO AMBIENTAL “EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO ASBESTO: AVALIAÇÃO DO RISCO E EFEITOS NA SAÚDE” Processo CNPq Nº 420001/2006-9 RELATÓRIO FINAL PESQUISADOR RESPONSÁVEL: Prof. Dr. Mário Terra Filho - INCOR-HC-FMUSP PESQUISDOR EXECUTANTE: Prof. Dr. Ericson Bagatin - AST-DSC-FCM-UNICAMP SÃO PAULO – AGOSTO DE 2010 PROJETO ASBESTO AMBIENTAL i
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“EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO ASBESTO: AVALIAÇÃO DO RISCO E EFEITOS NA SAÚDE” Participantes do Projeto  Prof. Dr. Mario Terra-Filho – Coordenador Principal Professor Associado da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP.  Prof . Dr. Pedro Kunihiko Kiyohara Professor Associado do Departamento de Física da Universidade de São Paulo.  Profa. Dra. Vera Luiza Capelozzi Chefe do Laboratório de Histopatologia, Imuno da Universidade de São Paulo.  Prof. Dr. Ericson Bagatin – Coordenador Executante Professor Assistente da Área de Saúde do Trabalhador - Departamento de Medicina Preventiva e Social - Universidade Estadual de Campinas – Unicamp.  Prof. Dr. Satoshi Kitamura Professor Assistente da Área de Saúde do Trabalhador - Departamento de Medicina Preventiva e Social - Universidade Estadual de Campinas – Unicamp.  Prof. Dr. Luiz Eduardo Nery Professor Associado da Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp.  Prof. Dr. José Alberto Neder Professor Titular da Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp.  Prof. Reynaldo Tavares Rodrigues Professor Assistente do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp.  Dr. Kim Ir Sem Santos Teixeira Professor Adjunto do Departamento de Radiologia da Universidade Federal de Goiás – UFG  Prof. Dra .Mirian Cruxêm B Oliveira Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT ii
“EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO ASBESTO: AVALIAÇÃO DO RISCO E EFEITOS NA SAÚDE” Participantes do Projeto  Prof. Dr. Mario Terra-Filho – Coordenador Principal Professor Associado da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP.  Prof . Dr. Pedro Kunihiko Kiyohara Professor Associado do Departamento de Física da Universidade de São Paulo.  Profa. Dra. Vera Luiza Capelozzi Chefe do Laboratório de Histopatologia, Imuno da Universidade de São Paulo.  Prof. Dr. Ericson Bagatin – Coordenador Executante Professor Assistente da Área de Saúde do Trabalhador - Departamento de Medicina Preventiva e Social - Universidade Estadual de Campinas – Unicamp.  Prof. Dr. Satoshi Kitamura Professor Assistente da Área de Saúde do Trabalhador - Departamento de Medicina Preventiva e Social - Universidade Estadual de Campinas – Unicamp.  Prof. Dr. Luiz Eduardo Nery Professor Associado da Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp.  Prof. Dr. José Alberto Neder Professor Titular da Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp.  Prof. Reynaldo Tavares Rodrigues Professor Assistente do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp.  Dr. Kim Ir Sem Santos Teixeira Professor Adjunto do Departamento de Radiologia da Universidade Federal de Goiás – UFG  Prof. Dra .Mirian Cruxêm B Oliveira Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT ii
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PROJETO ASBESTO AMBIENTAL “EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO ASBESTO: AVALIAÇÃO DO RISCO E EFEITOS NA SAÚDE” Pesquisadores participantes e responsáveis pela avaliação e seguimento dos indivíduos incluídos na parte ambiental do projeto, nas respectivas cidades.  Prof. Dr. Marcelo Fouad Rabahi – Goiânia - GO Professor Adjunto de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás – UFG.  Prof. Francisco Hora de Oliveira Fontes – Salvador - BA Professor Adjunto do Departamento de Medicina da Universidade Federal da Bahia – UFBA.  Dr. Fernando Luiz Cavalcanti Lundgren – Recife - PE Médico Pneumologista do Hospital Otávio de Freitas – Recife – PE.  Prof. Dr. Ricardo Marques Dias – Rio de Janeiro - RJ Professor Titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO Consultor Internacional:  Dr. Eric J. Chatfield Chatfield Technical Consulting Limited Prof. Dr. Mario Terra Filho Coordenador Principal iii
PROJETO ASBESTO AMBIENTAL “EXPOSIÇÃO AMBIENTAL AO ASBESTO: AVALIAÇÃO DO RISCO E EFEITOS NA SAÚDE” Pesquisadores participantes e responsáveis pela avaliação e seguimento dos indivíduos incluídos na parte ambiental do projeto, nas respectivas cidades.  Prof. Dr. Marcelo Fouad Rabahi – Goiânia - GO Professor Adjunto de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás – UFG.  Prof. Francisco Hora de Oliveira Fontes – Salvador - BA Professor Adjunto do Departamento de Medicina da Universidade Federal da Bahia – UFBA.  Dr. Fernando Luiz Cavalcanti Lundgren – Recife - PE Médico Pneumologista do Hospital Otávio de Freitas – Recife – PE.  Prof. Dr. Ricardo Marques Dias – Rio de Janeiro - RJ Professor Titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO Consultor Internacional:  Dr. Eric J. Chatfield Chatfield Technical Consulting Limited Prof. Dr. Mario Terra Filho Coordenador Principal iii
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ÍNDICE Participantes do Projeto I - Introdução II – Questões de Pesquisa 1 – AVALIAÇÃO AMBIENTAL 1.1 - Resumo 1.2 – Introdução 1.3 – Métodos 1.3.1- População de Estudo 1.3.2 - Seleção das Moradias 1.3.3 - Coleta de Ar Ambiente 1.3.3.1 - Método de Coleta de Amostras de Ar 1.3.3.2 - Equipamentos Utilizados 1.3.3.3 - Parâmetros Utilizados na Coleta 1.3.3.4 - Método de análise das amostras de ar 1.3.3.4.1 - Descrição do Método de Análise 1.3.4 – Descrição dos Procedimentos Operacionais 1.3.4.1- São Paulo 1.3.4.2 - Goiânia 1.3.4.3 - Salvador, Recife e Rio de Janeiro 1.4 – Resultados 1.4.1 - Avaliação da Exposição às Fibras de Asbesto 1.4.2 - Ambiente Interno 1.4.2 - Ambiente Externo 1.4.2 - Avaliação Clinica, Funcional Respiratória e Radiológica dos Moradores das Habitações com Telhas de Cimento-Amianto 1.4.2.1 - Características Gerais da Amostra Avaliada 1.4.2.2 - Análise das Condições de Moradia 1.4.2.2.1 - Quanto à Caracterização das Moradias 1.4.2.2.2 - Quanto ao Tempo de Moradia em Residências Cobertas por Telhas de Fibrocimento 1.4.2.2.3 - Quanto ao Tempo de Permanência nas Moradias Atuais 1.4.2.2.4 - Quanto às Condições de Cobertura 1.4.2.3 - Características Clínico-funcionais da Amostra Avaliada 1.4.2.4 - Características Radiográficas e Tomográficas 1.4.2.4 .1 - Quanto às Alterações Pleurais 1.4.2.4 .2 - Quanto às Alterações Parenquimatosas iv ii 1 6 7 7 9 10 10 11 11 11 11 12 13 13 14 14 15 17 20 20 21 25 36 36 38 38 39 43 44 45 49 49 50
ÍNDICE Participantes do Projeto I - Introdução II – Questões de Pesquisa 1 – AVALIAÇÃO AMBIENTAL 1.1 - Resumo 1.2 – Introdução 1.3 – Métodos 1.3.1- População de Estudo 1.3.2 - Seleção das Moradias 1.3.3 - Coleta de Ar Ambiente 1.3.3.1 - Método de Coleta de Amostras de Ar 1.3.3.2 - Equipamentos Utilizados 1.3.3.3 - Parâmetros Utilizados na Coleta 1.3.3.4 - Método de análise das amostras de ar 1.3.3.4.1 - Descrição do Método de Análise 1.3.4 – Descrição dos Procedimentos Operacionais 1.3.4.1- São Paulo 1.3.4.2 - Goiânia 1.3.4.3 - Salvador, Recife e Rio de Janeiro 1.4 – Resultados 1.4.1 - Avaliação da Exposição às Fibras de Asbesto 1.4.2 - Ambiente Interno 1.4.2 - Ambiente Externo 1.4.2 - Avaliação Clinica, Funcional Respiratória e Radiológica dos Moradores das Habitações com Telhas de Cimento-Amianto 1.4.2.1 - Características Gerais da Amostra Avaliada 1.4.2.2 - Análise das Condições de Moradia 1.4.2.2.1 - Quanto à Caracterização das Moradias 1.4.2.2.2 - Quanto ao Tempo de Moradia em Residências Cobertas por Telhas de Fibrocimento 1.4.2.2.3 - Quanto ao Tempo de Permanência nas Moradias Atuais 1.4.2.2.4 - Quanto às Condições de Cobertura 1.4.2.3 - Características Clínico-funcionais da Amostra Avaliada 1.4.2.4 - Características Radiográficas e Tomográficas 1.4.2.4 .1 - Quanto às Alterações Pleurais 1.4.2.4 .2 - Quanto às Alterações Parenquimatosas iv ii 1 6 7 7 9 10 10 11 11 11 11 12 13 13 14 14 15 17 20 20 21 25 36 36 38 38 39 43 44 45 49 49 50
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1.5 - Discussão 1.5.1 - Avaliação da Exposição 1.5.2 - Avaliação dos Efeitos na Saúde 1.5.3 - Limitações do Estudo 1.6 - Conclusões 2 – AVALIAÇÃO OCUPACIONAL 2.1 - Resumo 2.2 – Introdução 2.2.1 - O Início da Mineração – 1940 2.2.2 - A Mina de Canabrava 2.3 – Métodos 2.3.1 - População de Estudo 2.3.2 - Avaliação Clínica e Ocupacional 2.3.3 - Avaliação Radiológica 2.3.4 - Avaliação Tomográfica 2.3.5 - Avaliação Funcional 2.3.6 - Avaliação da Exposição Ocupacional 2.3.7 - Avaliação Mineralógica 2.4 - Resultados 2.4.1 - Análise Transversal – Projeto II 2.4.1.1 - Análise Geral 2.4.1.1.1 - Interpretação Diagnóstica 2.4.1.1.2 -Alterações Parenquimatosas por Método de Investigação 2.4.1.1.3 - Alterações Pleurais por Método de Investigação 2.4.1.1.4 - Alterações Parenquimatosas e Pleurais por Grupo 2.4.1.2 - Análise Intra-Grupos 2.4.1.2.1 - Grupo I 2.4.1.2.2 - Grupo II 2.4.1.2.3 - Grupo III (A e B) 2.4.2 - Análise Longitudinal (Intra-Grupos) 2.4.2.1 - Progressão Tomográfica 2.4.2.1.1 - Grupo I 2.4.2.1.1.1 - Grupo I Por Categoria de Evolução Tomográfica 2.4.2.1.2 - Grupo II 2.4.2.1.2.2 - Grupo II Por Categoria de Evolução Tomográfica 2.4.2.1.3 - Grupo III (A e B) 2.4.2.2 - Progressão Radiográfica 2.4.2.2.1 - Parênquima 2.4.2.2.1.1 - Grupo I v 52 52 59 60 61 62 62 64 65 66 70 70 75 76 76 77 77 78 79 79 79 85 87 89 90 100 100 107 114 117 117 123 125 131 133 138 140 141 141
1.5 - Discussão 1.5.1 - Avaliação da Exposição 1.5.2 - Avaliação dos Efeitos na Saúde 1.5.3 - Limitações do Estudo 1.6 - Conclusões 2 – AVALIAÇÃO OCUPACIONAL 2.1 - Resumo 2.2 – Introdução 2.2.1 - O Início da Mineração – 1940 2.2.2 - A Mina de Canabrava 2.3 – Métodos 2.3.1 - População de Estudo 2.3.2 - Avaliação Clínica e Ocupacional 2.3.3 - Avaliação Radiológica 2.3.4 - Avaliação Tomográfica 2.3.5 - Avaliação Funcional 2.3.6 - Avaliação da Exposição Ocupacional 2.3.7 - Avaliação Mineralógica 2.4 - Resultados 2.4.1 - Análise Transversal – Projeto II 2.4.1.1 - Análise Geral 2.4.1.1.1 - Interpretação Diagnóstica 2.4.1.1.2 -Alterações Parenquimatosas por Método de Investigação 2.4.1.1.3 - Alterações Pleurais por Método de Investigação 2.4.1.1.4 - Alterações Parenquimatosas e Pleurais por Grupo 2.4.1.2 - Análise Intra-Grupos 2.4.1.2.1 - Grupo I 2.4.1.2.2 - Grupo II 2.4.1.2.3 - Grupo III (A e B) 2.4.2 - Análise Longitudinal (Intra-Grupos) 2.4.2.1 - Progressão Tomográfica 2.4.2.1.1 - Grupo I 2.4.2.1.1.1 - Grupo I Por Categoria de Evolução Tomográfica 2.4.2.1.2 - Grupo II 2.4.2.1.2.2 - Grupo II Por Categoria de Evolução Tomográfica 2.4.2.1.3 - Grupo III (A e B) 2.4.2.2 - Progressão Radiográfica 2.4.2.2.1 - Parênquima 2.4.2.2.1.1 - Grupo I v 52 52 59 60 61 62 62 64 65 66 70 70 75 76 76 77 77 78 79 79 79 85 87 89 90 100 100 107 114 117 117 123 125 131 133 138 140 141 141
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2.4.2.2.1.2 - Grupo II 2.4.2.2.1.3 - Grupo III (A e B) 2.4.2.2.2 – Pleura 2.4.2.2.2.1 - Grupo I 2.4.2.2.2.2 - Grupo II 2.4.2.2.2.3 - Grupo III (A e B) 2.4.3 - Investigação os Indivíduos com Câncer de Pulmão 2.4.4 - Avaliação da Exposição Ocupacional 2.4.4 .1 - Avaliação das Fibras Suspensas no Ar do Local do Trabalho 2.4.5 - Avaliação Petrográfica - Mineralógica 2.5 - Discussão 2.5.1 - Análise Transversal 2.5.2 - Análise Longitudinal 2.5.3 - Contraste entre Achados Radiográficos e Tomográficos 2.5.3.1 - Avaliação Transversal 2.5.3.2 - Avaliação Longitudinal 2.5.4 - Limitações do Estudo 2.6 - Conclusões 2.7 - Referências vi 144 145 147 147 149 151 153 155 155 155 156 156 157 158 158 160 162 163 166
2.4.2.2.1.2 - Grupo II 2.4.2.2.1.3 - Grupo III (A e B) 2.4.2.2.2 – Pleura 2.4.2.2.2.1 - Grupo I 2.4.2.2.2.2 - Grupo II 2.4.2.2.2.3 - Grupo III (A e B) 2.4.3 - Investigação os Indivíduos com Câncer de Pulmão 2.4.4 - Avaliação da Exposição Ocupacional 2.4.4 .1 - Avaliação das Fibras Suspensas no Ar do Local do Trabalho 2.4.5 - Avaliação Petrográfica - Mineralógica 2.5 - Discussão 2.5.1 - Análise Transversal 2.5.2 - Análise Longitudinal 2.5.3 - Contraste entre Achados Radiográficos e Tomográficos 2.5.3.1 - Avaliação Transversal 2.5.3.2 - Avaliação Longitudinal 2.5.4 - Limitações do Estudo 2.6 - Conclusões 2.7 - Referências vi 144 145 147 147 149 151 153 155 155 155 156 156 157 158 158 160 162 163 166
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I – INTRODUÇÃO O asbesto ou amianto, mesmo sendo utilizado há mais de 2.500 anos e uma das substâncias químicas mais estudadas, ainda enseja discussões e abordagens científicas das mais relevantes. A evolução do conhecimento sobre as repercussões da exposição ambiental e ocupacional deste mineral na saúde humana, embora completando quase um século de pesquisas, ainda contempla incertezas e indefinições (1,2). A produção e a utilização mundial, apesar da proposta do banimento, ainda é da ordem de 2 milhões de toneladas por ano. O seu consumo ocorre principalmente nos países em desenvolvimento nos quais os dados de morbi-mortalidade, bem como, o controle e a avaliação do risco da exposição, são incipientes. Desta forma, os agravos à saúde relacionados à exposição ambiental e ocupacional ao asbesto, detectados e devidamente controlados nos países desenvolvidos, devem merecer a atenção dos pesquisadores, na tentativa de estimar a real dimensão do problema em seus países e assim proporem medidas de prevenção, controles efetivos e pertinentes para cada realidade. Nesse sentido, vários estudos longitudinais ou prospectivos foram realizados objetivando identificar o impacto dessas doenças nas comunidades que se expuseram a essa fibra. Entre os estudos longitudinais ou de coorte, de maior destaque na literatura, podemos citar o realizado por Selikoff e colaboradores (3) que, avaliou cerca de 18.000 indivíduos que trabalhavam com o isolamento térmico, nos Estados Unidos e Canadá. Esse estudo de morbidade e mortalidade desenvolveu-se por mais de 30 anos, permitindo vários outros achados tais como, a associação do tabagismo com essa exposição, estimativa da taxa de mortalidade, análise sobre o diagnóstico e prognóstico nos portadores de mesotelioma (4,5,6). Outro estudo longitudinal de extrema relevância vem sendo conduzido por McDonald e seus colaboradores (7,8,9) que, desde os anos 60, promovem o seguimento de 12.000 trabalhadores das minas da Província do Quebec, Canadá. Reavaliados especialmente em relação à taxa de mortalidade padronizada para o câncer de pulmão e mesotelioma esta abordagem permitiu avanços significativos em 1
I – INTRODUÇÃO O asbesto ou amianto, mesmo sendo utilizado há mais de 2.500 anos e uma das substâncias químicas mais estudadas, ainda enseja discussões e abordagens científicas das mais relevantes. A evolução do conhecimento sobre as repercussões da exposição ambiental e ocupacional deste mineral na saúde humana, embora completando quase um século de pesquisas, ainda contempla incertezas e indefinições (1,2). A produção e a utilização mundial, apesar da proposta do banimento, ainda é da ordem de 2 milhões de toneladas por ano. O seu consumo ocorre principalmente nos países em desenvolvimento nos quais os dados de morbi-mortalidade, bem como, o controle e a avaliação do risco da exposição, são incipientes. Desta forma, os agravos à saúde relacionados à exposição ambiental e ocupacional ao asbesto, detectados e devidamente controlados nos países desenvolvidos, devem merecer a atenção dos pesquisadores, na tentativa de estimar a real dimensão do problema em seus países e assim proporem medidas de prevenção, controles efetivos e pertinentes para cada realidade. Nesse sentido, vários estudos longitudinais ou prospectivos foram realizados objetivando identificar o impacto dessas doenças nas comunidades que se expuseram a essa fibra. Entre os estudos longitudinais ou de coorte, de maior destaque na literatura, podemos citar o realizado por Selikoff e colaboradores (3) que, avaliou cerca de 18.000 indivíduos que trabalhavam com o isolamento térmico, nos Estados Unidos e Canadá. Esse estudo de morbidade e mortalidade desenvolveu-se por mais de 30 anos, permitindo vários outros achados tais como, a associação do tabagismo com essa exposição, estimativa da taxa de mortalidade, análise sobre o diagnóstico e prognóstico nos portadores de mesotelioma (4,5,6). Outro estudo longitudinal de extrema relevância vem sendo conduzido por McDonald e seus colaboradores (7,8,9) que, desde os anos 60, promovem o seguimento de 12.000 trabalhadores das minas da Província do Quebec, Canadá. Reavaliados especialmente em relação à taxa de mortalidade padronizada para o câncer de pulmão e mesotelioma esta abordagem permitiu avanços significativos em 1
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relação aos efeitos à saúde causados pelo asbesto. Assim pela análise mineralógica do corpo do minério das diversas minas daquela província, que apresentam concentrações diferentes dos tipos de fibras, procedeu-se à análise do tipo e número de fibras por grama de pulmão seco a fim de estimar a exposição cumulativa e sua eventual associação com as doenças decorrentes dessa exposição, especialmente o câncer de pulmão (10,11,12). Vários outros estudos longitudinais foram realizados em diversos países. Destacamos aqueles em que o número de trabalhadores avaliados é bastante representativo para que se permita correlacionar a avaliação do risco e seus eventuais impactos na saúde decorrentes da exposição a essas fibras, bem como consideram as diversas variáveis; dose ou exposição cumulativa, tipo de fibra, associação com o consumo tabágico, tempo de latência entre outras, como fundamentais para o entendimento da gênese dessas enfermidades. Nesse sentido, podemos nos referir ao estudo de De Klerk (13), na Austrália, que avaliou 7000 trabalhadores da mina de crocidolita de Wittenon, no período de 1943 a 1966, contemplando 23 anos de seguimento. Baseando-se nos achados de anormalidades no radiograma do tórax puderam estabelecer associações bem definidas nos casos de mesotelioma e asbestose. Fundamentado na observação da mortalidade até 1986, Berry (14) pode estimar, para o período de 1987 a 2020, um elevado número de mortes por mesotelioma entre aqueles trabalhadores. Naquele país, foi registrada a maior incidência anual de mesotelioma sendo de 36,5 casos por milhão de homens e 5,8 por milhão entre as mulheres. Na Alemanha, através de entrevistas e questionários, observou-se que entre 839 homens com câncer de pulmão em 41% deles havia uma correlação com a exposição ao asbesto. Em 324 casos de mesotelioma também se pode estabelecer alguma relação com exposição a essa fibra, nos mais variados ramos de atividade (15). O Instituto Nacional de Saúde da França, em sua publicação de 1996 (16), referente aos efeitos sobre a saúde devido aos principais tipos de asbesto, considera que de 5 a 7 % de todos os cânceres de pulmão são atribuídos à exposição 2
relação aos efeitos à saúde causados pelo asbesto. Assim pela análise mineralógica do corpo do minério das diversas minas daquela província, que apresentam concentrações diferentes dos tipos de fibras, procedeu-se à análise do tipo e número de fibras por grama de pulmão seco a fim de estimar a exposição cumulativa e sua eventual associação com as doenças decorrentes dessa exposição, especialmente o câncer de pulmão (10,11,12). Vários outros estudos longitudinais foram realizados em diversos países. Destacamos aqueles em que o número de trabalhadores avaliados é bastante representativo para que se permita correlacionar a avaliação do risco e seus eventuais impactos na saúde decorrentes da exposição a essas fibras, bem como consideram as diversas variáveis; dose ou exposição cumulativa, tipo de fibra, associação com o consumo tabágico, tempo de latência entre outras, como fundamentais para o entendimento da gênese dessas enfermidades. Nesse sentido, podemos nos referir ao estudo de De Klerk (13), na Austrália, que avaliou 7000 trabalhadores da mina de crocidolita de Wittenon, no período de 1943 a 1966, contemplando 23 anos de seguimento. Baseando-se nos achados de anormalidades no radiograma do tórax puderam estabelecer associações bem definidas nos casos de mesotelioma e asbestose. Fundamentado na observação da mortalidade até 1986, Berry (14) pode estimar, para o período de 1987 a 2020, um elevado número de mortes por mesotelioma entre aqueles trabalhadores. Naquele país, foi registrada a maior incidência anual de mesotelioma sendo de 36,5 casos por milhão de homens e 5,8 por milhão entre as mulheres. Na Alemanha, através de entrevistas e questionários, observou-se que entre 839 homens com câncer de pulmão em 41% deles havia uma correlação com a exposição ao asbesto. Em 324 casos de mesotelioma também se pode estabelecer alguma relação com exposição a essa fibra, nos mais variados ramos de atividade (15). O Instituto Nacional de Saúde da França, em sua publicação de 1996 (16), referente aos efeitos sobre a saúde devido aos principais tipos de asbesto, considera que de 5 a 7 % de todos os cânceres de pulmão são atribuídos à exposição 2
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ocupacional a essas fibras. Relata ainda, a incidência de 750 casos de mesotelioma por ano correspondendo, para 1996, a 17 casos por milhão de pessoas por ano. Na Dinamarca, uma coorte de trabalhadores expostos ao campo magnético e ao asbesto foi avaliada. Cerca de 32.000 indivíduos, com mais de 3 meses de exposição, foram acompanhados de 1968 a 1993 e observou-se um aumento do risco para câncer de pulmão e pleura (17). Em relação aos estudos que avaliam o impacto da exposição ambiental ao asbesto podemos citar os publicados pela Organização Mundial da Saúde (18) que, baseados em dados de vários países desenvolvidos, destacam as medições de concentrações de fibras por centímetro cúbico de ar (f/cc) em vários locais de trabalho e no ambiente em geral. Assim, nesses vários postos de trabalho, nos anos 70, as concentrações médias eram de 20 fibras/cc sendo que, atualmente esses níveis são da ordem de 0,002 a 0,02 f/cc. No ambiente em geral a concentração de fibras maiores que 5 micrômetros de comprimento medidas em vários países da América do Norte, Europa, África do Sul e Japão, variou entre 0,00005 a 0,02 fibras/cc. Em edifícios públicos de alguns desses países, que utilizaram asbesto em suas construções, as concentrações médias foram de 0,00005 e 0,0045 fibras/cc. Uma questão de pesquisa relativa a esses níveis de exposição ainda não está devidamente contemplada: qual o eventual efeito na saúde decorrente desses níveis de exposição? Em relação à exposição não-ocupacional, referente a indivíduos residentes nos arredores das minas ou das instalações industriais, podemos citar os estudos realizados na Itália que avaliam, entre outros vários aspectos, a mortalidade por neoplasias pleurais e sugerem que, mesmo em baixo nível de exposição nas residências e no ambiente em geral o risco para doenças asbesto relacionadas deve ser considerado (19,20,21) . No Canadá, na província do Quebec, Camus e colaboradores avaliaram as condições da exposição não-ocupacional e a ocorrência de câncer de pulmão entre mulheres residentes nos arredores das minas daquela região, não tendo sido evidenciado risco excessivo mensurável de mortes por essa doença (22) . 3
ocupacional a essas fibras. Relata ainda, a incidência de 750 casos de mesotelioma por ano correspondendo, para 1996, a 17 casos por milhão de pessoas por ano. Na Dinamarca, uma coorte de trabalhadores expostos ao campo magnético e ao asbesto foi avaliada. Cerca de 32.000 indivíduos, com mais de 3 meses de exposição, foram acompanhados de 1968 a 1993 e observou-se um aumento do risco para câncer de pulmão e pleura (17). Em relação aos estudos que avaliam o impacto da exposição ambiental ao asbesto podemos citar os publicados pela Organização Mundial da Saúde (18) que, baseados em dados de vários países desenvolvidos, destacam as medições de concentrações de fibras por centímetro cúbico de ar (f/cc) em vários locais de trabalho e no ambiente em geral. Assim, nesses vários postos de trabalho, nos anos 70, as concentrações médias eram de 20 fibras/cc sendo que, atualmente esses níveis são da ordem de 0,002 a 0,02 f/cc. No ambiente em geral a concentração de fibras maiores que 5 micrômetros de comprimento medidas em vários países da América do Norte, Europa, África do Sul e Japão, variou entre 0,00005 a 0,02 fibras/cc. Em edifícios públicos de alguns desses países, que utilizaram asbesto em suas construções, as concentrações médias foram de 0,00005 e 0,0045 fibras/cc. Uma questão de pesquisa relativa a esses níveis de exposição ainda não está devidamente contemplada: qual o eventual efeito na saúde decorrente desses níveis de exposição? Em relação à exposição não-ocupacional, referente a indivíduos residentes nos arredores das minas ou das instalações industriais, podemos citar os estudos realizados na Itália que avaliam, entre outros vários aspectos, a mortalidade por neoplasias pleurais e sugerem que, mesmo em baixo nível de exposição nas residências e no ambiente em geral o risco para doenças asbesto relacionadas deve ser considerado (19,20,21) . No Canadá, na província do Quebec, Camus e colaboradores avaliaram as condições da exposição não-ocupacional e a ocorrência de câncer de pulmão entre mulheres residentes nos arredores das minas daquela região, não tendo sido evidenciado risco excessivo mensurável de mortes por essa doença (22) . 3
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No Brasil, a utilização do asbesto iniciou-se em 1907, na cidade de Juiz de Fora-MG. Em 1940, iniciou-se com a exploração da mina de São Félix, no município de Poções, na Bahia, fechada em 1967, após a descoberta de imensa jazida de crisotila no maciço de Canabrava, norte do estado de Goiás, hoje município de Minaçu. A mina de Canabrva, com produção em torno de 200 mil toneladas/ano, na última década, é responsável por situar o país como um dos principais produtores e consumidores mundiais dessa fibra. Apesar de tantos anos de extração e manipulação do asbesto em nosso meio, inexistem estudos que revelam o impacto dessa exposição entre a sua população ambiental e ocupacionalmente exposta. Os primeiros estudos foram publicados entre os anos 50 e 80. Referem-se a descrição de casos isolados de trabalhadores da mineração e do fibro-cimento portadores de asbestose, câncer de pulmão e mesotelioma, em número bastante reduzido e sem critérios epidemiológicos para serem comparados aos relatados na extensa literatura disponível. Um dos primeiros relatos, de 1956, diz respeito a seis casos de trabalhadores com alterações radiológicas nas bases pulmonares, provavelmente asbestose, entre os mineiros de Nova Lima, Minas Gerais (23). No mesmo ano, o serviço de documentação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, publicou estudo sobre ―Condições de Trabalho em Mina e Usina de Amianto – O problema da Asbestose‖. Em suas conclusões finais descreve os achados de 65 radiografias do tórax sendo que em 16 delas revelam alterações compatíveis com fibrose (24,25) . Nogueira e colaboradores (26), em 1975, citam um caso de asbestose em trabalhador da indústria do fibro-cimento. Nesse mesmo ramo de atividade são descritos outros casos de doenças e alterações radiológicas entre os trabalhadores expostos ocupacionalmente a essa fibra (27,28,29,30). Em 1997, três casos de mesotelioma com história de exposição ocupacional e doméstica ao asbesto foram descritos por De Capitani e colaboradores (31). Estudo entre trabalhadores do fibrocimento para avaliação das doenças não malignas asbesto relacionadas mostrou significante associação de alterações pleurais e da asbestose com o tempo de exposição e de latência, bem como diminuição da capacidade vital e 4
No Brasil, a utilização do asbesto iniciou-se em 1907, na cidade de Juiz de Fora-MG. Em 1940, iniciou-se com a exploração da mina de São Félix, no município de Poções, na Bahia, fechada em 1967, após a descoberta de imensa jazida de crisotila no maciço de Canabrava, norte do estado de Goiás, hoje município de Minaçu. A mina de Canabrva, com produção em torno de 200 mil toneladas/ano, na última década, é responsável por situar o país como um dos principais produtores e consumidores mundiais dessa fibra. Apesar de tantos anos de extração e manipulação do asbesto em nosso meio, inexistem estudos que revelam o impacto dessa exposição entre a sua população ambiental e ocupacionalmente exposta. Os primeiros estudos foram publicados entre os anos 50 e 80. Referem-se a descrição de casos isolados de trabalhadores da mineração e do fibro-cimento portadores de asbestose, câncer de pulmão e mesotelioma, em número bastante reduzido e sem critérios epidemiológicos para serem comparados aos relatados na extensa literatura disponível. Um dos primeiros relatos, de 1956, diz respeito a seis casos de trabalhadores com alterações radiológicas nas bases pulmonares, provavelmente asbestose, entre os mineiros de Nova Lima, Minas Gerais (23). No mesmo ano, o serviço de documentação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, publicou estudo sobre ―Condições de Trabalho em Mina e Usina de Amianto – O problema da Asbestose‖. Em suas conclusões finais descreve os achados de 65 radiografias do tórax sendo que em 16 delas revelam alterações compatíveis com fibrose (24,25) . Nogueira e colaboradores (26), em 1975, citam um caso de asbestose em trabalhador da indústria do fibro-cimento. Nesse mesmo ramo de atividade são descritos outros casos de doenças e alterações radiológicas entre os trabalhadores expostos ocupacionalmente a essa fibra (27,28,29,30). Em 1997, três casos de mesotelioma com história de exposição ocupacional e doméstica ao asbesto foram descritos por De Capitani e colaboradores (31). Estudo entre trabalhadores do fibrocimento para avaliação das doenças não malignas asbesto relacionadas mostrou significante associação de alterações pleurais e da asbestose com o tempo de exposição e de latência, bem como diminuição da capacidade vital e 4
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do volume expiratório forçado no primeiro segundo associada com o aumento das alterações radiológica (32).Assim, apenas no período de 1997 a 2000 foi realizado o primeiro estudo epidemiológico, com metodologia de investigação científica adequada para esse tipo de estudo. Intitulado Projeto Asbesto Mineração ―Morbidade e Mortalidade Entre Trabalhadores Expostos ao Asbesto na Atividade de Mineração-1940-1996‖ objetivou estimar o perfil da morbidade e da mortalidade, entre os trabalhadores daquela atividade. Concluído em dezembro de 2000 e publicado em 2005(33), seus resultados e conclusões respaldam a necessidade deste estudo prospectivo, pois retrataram apenas o momento da investigação. Finalmente, a maioria dos trabalhos publicados na literatura internacional baseia-se em estudos realizados principalmente nos países da América do Norte e Europa. Naqueles países a exposição ambiental e ocupacional, especialmente na atividade de isolamento térmico, construção civil e de navios, era decorrente de mistura de asbestos, com doses elevadas da ordem de 400 a 800 fibras/cc. Assim, considerando-se que; todos os diferentes tipos de asbesto possuem propriedades químicas e físicas distintas e, consequentemente, apresentam toxicidade celular e molecular específicas; que os trabalhadores brasileiros foram expostos, basicamente, nas atividades de mineração, fibro-cimento e fricção; que a magnitude do problema, especialmente em relação ao excessivo número de neoplasias decorrentes da exposição a esse mineral, conforme exposto anteriormente; que o Brasil utiliza o asbesto há um século, sendo o 3º ou 4º maior produtor mundial dessa fibra e que, sabidamente até os anos 80 as medidas efetivas de controle da exposição no ambiente em geral e nos postos de trabalho não tinham sido implementadas, indaga-se qual seria a repercussão em relação a avaliação do risco e os efeitos na saúde para a população ambiental e ocupacionalmente exposta a esse mineral. 5
do volume expiratório forçado no primeiro segundo associada com o aumento das alterações radiológica (32).Assim, apenas no período de 1997 a 2000 foi realizado o primeiro estudo epidemiológico, com metodologia de investigação científica adequada para esse tipo de estudo. Intitulado Projeto Asbesto Mineração ―Morbidade e Mortalidade Entre Trabalhadores Expostos ao Asbesto na Atividade de Mineração-1940-1996‖ objetivou estimar o perfil da morbidade e da mortalidade, entre os trabalhadores daquela atividade. Concluído em dezembro de 2000 e publicado em 2005(33), seus resultados e conclusões respaldam a necessidade deste estudo prospectivo, pois retrataram apenas o momento da investigação. Finalmente, a maioria dos trabalhos publicados na literatura internacional baseia-se em estudos realizados principalmente nos países da América do Norte e Europa. Naqueles países a exposição ambiental e ocupacional, especialmente na atividade de isolamento térmico, construção civil e de navios, era decorrente de mistura de asbestos, com doses elevadas da ordem de 400 a 800 fibras/cc. Assim, considerando-se que; todos os diferentes tipos de asbesto possuem propriedades químicas e físicas distintas e, consequentemente, apresentam toxicidade celular e molecular específicas; que os trabalhadores brasileiros foram expostos, basicamente, nas atividades de mineração, fibro-cimento e fricção; que a magnitude do problema, especialmente em relação ao excessivo número de neoplasias decorrentes da exposição a esse mineral, conforme exposto anteriormente; que o Brasil utiliza o asbesto há um século, sendo o 3º ou 4º maior produtor mundial dessa fibra e que, sabidamente até os anos 80 as medidas efetivas de controle da exposição no ambiente em geral e nos postos de trabalho não tinham sido implementadas, indaga-se qual seria a repercussão em relação a avaliação do risco e os efeitos na saúde para a população ambiental e ocupacionalmente exposta a esse mineral. 5
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II – QUESTÕES DE PESQUISA 1 – Avaliação do risco e os efeitos à saúde de residir em casas cobertas com telhas de cimento-asbesto e que nestas tenham residido por mais de 15 anos. 2 – Avaliar o risco e os efeitos à saúde entre os trabalhadores, sabidamente expostos a vários níveis de concentrações de fibras/cc na atividade de mineração, contrastando estes resultados, com os obtidos no Projeto Asbesto I – Mineração. Com a finalidade de facilitar a compreensão este relatório será dividido em duas partes: Avaliação Ambiental e Avaliação Ocupacional. 6
II – QUESTÕES DE PESQUISA 1 – Avaliação do risco e os efeitos à saúde de residir em casas cobertas com telhas de cimento-asbesto e que nestas tenham residido por mais de 15 anos. 2 – Avaliar o risco e os efeitos à saúde entre os trabalhadores, sabidamente expostos a vários níveis de concentrações de fibras/cc na atividade de mineração, contrastando estes resultados, com os obtidos no Projeto Asbesto I – Mineração. Com a finalidade de facilitar a compreensão este relatório será dividido em duas partes: Avaliação Ambiental e Avaliação Ocupacional. 6
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1 - AVALIAÇÃO AMBIENTAL 1.1 - RESUMO As exposições ambiental extra-domiciliar urbana ao asbesto, assim como a intra-domiciliar, em moradias de grandes centros urbanos cobertas com telhas de cimento-amianto, são desconhecidas em nosso meio. Desta forma, este estudo objetiva fornecer subsídios para a quantificação da exposição ambiental urbana ―de fundo‖ ao asbesto no Brasil (background exposure) bem como a exposição intradomiciliar em cinco capitais brasileiras nas condições acima descritas e seus possíveis efeitos clínicos, funcionais e estruturais no sistema respiratório. A exposição ambiental à fibras com potencial patogênico definido ( 5 m) foi quantificada (f/cc) através de Microscopia Eletrônica de Transmissão pela Chatfield Technical Consulting Limited (Canadá) e pelo Laboratório de Microscopia Eletrônica do Instituto de Física da USP, com descrição da presença ou não de fibras menores, sem potencial patogênico definido (< 5 m), pelo laboratório canadense. Em relação à exposição ambiental intra-domiciliar, 21/22 (95,5 %) das amostras foram negativas para estruturas  5 m, com a amostra positiva (crisotila) indicando concentração de 0,00083 f/cc. Similarmente, 22/25 (86,4 %) das amostras foram negativas para estruturas < 5 m, com as positivas indicando 2-3 estruturas de crisotila por amostra. No que concerne à exposição ambiental extra-domiciliar, 25/30 (83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas  5 m, com as amostras positivas (4 de crisotila e 1 de anfibólio) indicando concentrações de 0,00040-0,00086 f/cc. Similarmente, 25/30 (83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas < 5 m, com as positivas indicando 1 estrutura de crisotila por amostra. O cotejamento de tais valores com os descritos na literatura internacional indica que as concentrações calculadas estão dentro dos intervalos encontrados nos grandes centros urbanos ocidentais. Em relação às avaliações da amostra dos moradores estudados, não foram 7
1 - AVALIAÇÃO AMBIENTAL 1.1 - RESUMO As exposições ambiental extra-domiciliar urbana ao asbesto, assim como a intra-domiciliar, em moradias de grandes centros urbanos cobertas com telhas de cimento-amianto, são desconhecidas em nosso meio. Desta forma, este estudo objetiva fornecer subsídios para a quantificação da exposição ambiental urbana ―de fundo‖ ao asbesto no Brasil (background exposure) bem como a exposição intradomiciliar em cinco capitais brasileiras nas condições acima descritas e seus possíveis efeitos clínicos, funcionais e estruturais no sistema respiratório. A exposição ambiental à fibras com potencial patogênico definido ( 5 m) foi quantificada (f/cc) através de Microscopia Eletrônica de Transmissão pela Chatfield Technical Consulting Limited (Canadá) e pelo Laboratório de Microscopia Eletrônica do Instituto de Física da USP, com descrição da presença ou não de fibras menores, sem potencial patogênico definido (< 5 m), pelo laboratório canadense. Em relação à exposição ambiental intra-domiciliar, 21/22 (95,5 %) das amostras foram negativas para estruturas  5 m, com a amostra positiva (crisotila) indicando concentração de 0,00083 f/cc. Similarmente, 22/25 (86,4 %) das amostras foram negativas para estruturas < 5 m, com as positivas indicando 2-3 estruturas de crisotila por amostra. No que concerne à exposição ambiental extra-domiciliar, 25/30 (83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas  5 m, com as amostras positivas (4 de crisotila e 1 de anfibólio) indicando concentrações de 0,00040-0,00086 f/cc. Similarmente, 25/30 (83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas < 5 m, com as positivas indicando 1 estrutura de crisotila por amostra. O cotejamento de tais valores com os descritos na literatura internacional indica que as concentrações calculadas estão dentro dos intervalos encontrados nos grandes centros urbanos ocidentais. Em relação às avaliações da amostra dos moradores estudados, não foram 7
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encontradas alterações clínicas, funcionais respiratórias e tomográficas de alta resolução, passíveis de atribuição à inalação ambiental à fibras de asbesto. Portanto, nossos resultados indicam que: 1. a exposição ambiental intra e extra-domiciliar à fibras de asbesto  5 m (com potencial patogênico) e fibras < 5 m (sem potencial patogênico), no momento da coleta das amostras (avaliação do risco), foi comparável ao já descrito em grandes áreas urbanas de diversos países desenvolvidos; e dentro dos limites aceitáveis de acordo com a Organização Mundial de Saúde e as agências internacionais de controle da exposição. 2. não se observou, na amostra de moradores avaliados, evidências de acometimento clínico e funcional respiratório ou tomográfico de alta resolução passíveis de atribuição à exposição ambiental à fibras de asbesto. 8
encontradas alterações clínicas, funcionais respiratórias e tomográficas de alta resolução, passíveis de atribuição à inalação ambiental à fibras de asbesto. Portanto, nossos resultados indicam que: 1. a exposição ambiental intra e extra-domiciliar à fibras de asbesto  5 m (com potencial patogênico) e fibras < 5 m (sem potencial patogênico), no momento da coleta das amostras (avaliação do risco), foi comparável ao já descrito em grandes áreas urbanas de diversos países desenvolvidos; e dentro dos limites aceitáveis de acordo com a Organização Mundial de Saúde e as agências internacionais de controle da exposição. 2. não se observou, na amostra de moradores avaliados, evidências de acometimento clínico e funcional respiratório ou tomográfico de alta resolução passíveis de atribuição à exposição ambiental à fibras de asbesto. 8
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1.2 – INTRODUÇÃO Este projeto foi idealizado com o intuito de avaliar o risco e os seus eventuais efeitos na saúde de indivíduos ou trabalhadores expostos ambiental ao asbesto. As justificativas para a realização do estudo estão relacionadas a algumas premissas como o desconhecimento, em nosso meio da exposição da população em geral. O asbesto vem sendo utilizado no país há um século, sendo o Brasil o 3º ou 4º maior produtor mundial dessa fibra e que, sabidamente até os anos 80 as medidas efetivas de controle da exposição no ambiente em geral e nos postos de trabalho não tinham sido implementadas. Assim, indaga-se qual a magnitude desse problema em nosso país e qual seria a repercussão em relação à avaliação do risco e os efeitos na saúde para a população ambientalmente exposta a esse mineral. Entendemos que os agravos à saúde relacionados à exposição ambiental ao asbesto detectados nos países desenvolvidos, devem merecer a atenção no nosso meio, na tentativa de estimar a real dimensão do problema e assim serem eventualmente propostas medidas efetivas de prevenção. Portanto os, objetivos principais dessa parte do projeto, são o de avaliar as concentrações de fibras de asbestos no ambiente extra-domiciliar urbano e domiciliar, em moradias cobertas por telhas de cimento-amianto (sem forro e sem pintura), além dos possíveis efeitos de tal exposição no sistema respiratório de uma amostra selecionada, com longo tempo de residência (acima de 15 anos) em moradias com as características supracitadas. 9
1.2 – INTRODUÇÃO Este projeto foi idealizado com o intuito de avaliar o risco e os seus eventuais efeitos na saúde de indivíduos ou trabalhadores expostos ambiental ao asbesto. As justificativas para a realização do estudo estão relacionadas a algumas premissas como o desconhecimento, em nosso meio da exposição da população em geral. O asbesto vem sendo utilizado no país há um século, sendo o Brasil o 3º ou 4º maior produtor mundial dessa fibra e que, sabidamente até os anos 80 as medidas efetivas de controle da exposição no ambiente em geral e nos postos de trabalho não tinham sido implementadas. Assim, indaga-se qual a magnitude desse problema em nosso país e qual seria a repercussão em relação à avaliação do risco e os efeitos na saúde para a população ambientalmente exposta a esse mineral. Entendemos que os agravos à saúde relacionados à exposição ambiental ao asbesto detectados nos países desenvolvidos, devem merecer a atenção no nosso meio, na tentativa de estimar a real dimensão do problema e assim serem eventualmente propostas medidas efetivas de prevenção. Portanto os, objetivos principais dessa parte do projeto, são o de avaliar as concentrações de fibras de asbestos no ambiente extra-domiciliar urbano e domiciliar, em moradias cobertas por telhas de cimento-amianto (sem forro e sem pintura), além dos possíveis efeitos de tal exposição no sistema respiratório de uma amostra selecionada, com longo tempo de residência (acima de 15 anos) em moradias com as características supracitadas. 9
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1.3 – MÉTODOS 1.3.1- POPULAÇÃO DE ESTUDO A metodologia de investigação está detalhada no projeto apresentado. Entretanto, algumas modificações foram necessárias em decorrência de limitações orçamentárias e de execução. O método de geoprocessamento espacial, preconizado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial-INPE, que identifica as Zonas Residênciais Unifamiliares Homogêneas-ZRUFs além de dispendioso, não estava disponível para todas as localidades objeto do estudo e excederia a proposta orçamentária. Assim, optou-se pela identificação das ZRUFs através da utilização de levantamento aéro-fotográfico realizado pelas prefeituras das cidades envolvidas no projeto ou, quando na falta dessa informação, busca ativa em aglomerados urbanos, com apoio de lideres comunitários, que preenchessem os critérios metodológicos. Foram escolhidas cinco capitais: São Paulo, Goiânia, Salvador, Recife e Rio de Janeiro que contemplam variáveis ambientais e climáticas distintas. Em São Paulo, as moradias cobertas com telhas de cimento-amianto foram identificadas através de levantamento aero-fotográfico realizado pela Secretaria Municipal de Habitação. A comunidade de Paraisópolis foi escolhida considerando a proximidade com as Universidades; o número de moradias (20 a 50.000) e de moradores (80 a 100.000) que preencheram os critérios de elegibilidade proposto na pesquisa. Em Goiânia, Goiás, após consultas na Prefeitura Municipal, utilizando a mesma metodologia empregada em São Paulo, as ZRUFs foram identificadas em 29 bairros e realizadas coletas dos dados em 19 deles. Os demais aspectos metodológicos foram mantidos. Em Salvador, Bahia, foi identificada a comunidade denominada Bairro da Paz, através de contato com lideres comunitários que, após entendimento da proposta da pesquisa, concordaram com a sua realização. 10
1.3 – MÉTODOS 1.3.1- POPULAÇÃO DE ESTUDO A metodologia de investigação está detalhada no projeto apresentado. Entretanto, algumas modificações foram necessárias em decorrência de limitações orçamentárias e de execução. O método de geoprocessamento espacial, preconizado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial-INPE, que identifica as Zonas Residênciais Unifamiliares Homogêneas-ZRUFs além de dispendioso, não estava disponível para todas as localidades objeto do estudo e excederia a proposta orçamentária. Assim, optou-se pela identificação das ZRUFs através da utilização de levantamento aéro-fotográfico realizado pelas prefeituras das cidades envolvidas no projeto ou, quando na falta dessa informação, busca ativa em aglomerados urbanos, com apoio de lideres comunitários, que preenchessem os critérios metodológicos. Foram escolhidas cinco capitais: São Paulo, Goiânia, Salvador, Recife e Rio de Janeiro que contemplam variáveis ambientais e climáticas distintas. Em São Paulo, as moradias cobertas com telhas de cimento-amianto foram identificadas através de levantamento aero-fotográfico realizado pela Secretaria Municipal de Habitação. A comunidade de Paraisópolis foi escolhida considerando a proximidade com as Universidades; o número de moradias (20 a 50.000) e de moradores (80 a 100.000) que preencheram os critérios de elegibilidade proposto na pesquisa. Em Goiânia, Goiás, após consultas na Prefeitura Municipal, utilizando a mesma metodologia empregada em São Paulo, as ZRUFs foram identificadas em 29 bairros e realizadas coletas dos dados em 19 deles. Os demais aspectos metodológicos foram mantidos. Em Salvador, Bahia, foi identificada a comunidade denominada Bairro da Paz, através de contato com lideres comunitários que, após entendimento da proposta da pesquisa, concordaram com a sua realização. 10
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Na cidade do Recife - PE, a comunidade selecionada foi o bairro Roda de Fogo, com apoio e aprovação dos líderes comunitários. No Rio de Janeiro-RJ, o bairro selecionado para a coleta dos dados foi o de Santa Cruz, na zona oeste, na comunidade do Cesarão. 1.3.2 - SELEÇÃO DAS MORADIAS A coleta de amostra de ar para a determinação de concentração de fibras de asbesto, foi realizada nas moradias com cobertura de telhas de cimento-amianto, com mais de 15 anos, que não tinham forro e não eram pintadas e apresentavam as piores condições de conservação. Foram selecionadas de 6 a 12 moradias em cada capital para a coleta das amostras em seus interiores. 1.3.3 - COLETA DE AR AMBIENTE A coleta de ar ambiente externo às moradias foi realizada em três pontos (por exemplo: praça, pátio da igreja, unidade básica de saúde, escola), nos pontos cardeais e centrais das cidades e em local considerado como de baixo índice de poluição atmosférica (ponto de controle ambiental). 1.3.3.1 - Método de Coleta de Amostras de Ar: A coleta de amostras de ar obedeceu o critério estabelecido pelo Método ISO 10312:2005 – ―Ambiente air – Determination of asbestos fibres – Direct-transfer transmission electron microscopy method‖ A amostra de ar é coletada através de bombas de sucção de alta vazão, utilizando filtros de membranas de policarbonato, de 25 mm de diâmetro e com a porosidade de 0,4 µm. 1.3.3.2 - Equipamentos Utilizados:  Calibrador de Bombas DRYCAL – DC Lite – 12 K;  Bombas de Amostragem de Ar SKX Leland Legacy; 11
Na cidade do Recife - PE, a comunidade selecionada foi o bairro Roda de Fogo, com apoio e aprovação dos líderes comunitários. No Rio de Janeiro-RJ, o bairro selecionado para a coleta dos dados foi o de Santa Cruz, na zona oeste, na comunidade do Cesarão. 1.3.2 - SELEÇÃO DAS MORADIAS A coleta de amostra de ar para a determinação de concentração de fibras de asbesto, foi realizada nas moradias com cobertura de telhas de cimento-amianto, com mais de 15 anos, que não tinham forro e não eram pintadas e apresentavam as piores condições de conservação. Foram selecionadas de 6 a 12 moradias em cada capital para a coleta das amostras em seus interiores. 1.3.3 - COLETA DE AR AMBIENTE A coleta de ar ambiente externo às moradias foi realizada em três pontos (por exemplo: praça, pátio da igreja, unidade básica de saúde, escola), nos pontos cardeais e centrais das cidades e em local considerado como de baixo índice de poluição atmosférica (ponto de controle ambiental). 1.3.3.1 - Método de Coleta de Amostras de Ar: A coleta de amostras de ar obedeceu o critério estabelecido pelo Método ISO 10312:2005 – ―Ambiente air – Determination of asbestos fibres – Direct-transfer transmission electron microscopy method‖ A amostra de ar é coletada através de bombas de sucção de alta vazão, utilizando filtros de membranas de policarbonato, de 25 mm de diâmetro e com a porosidade de 0,4 µm. 1.3.3.2 - Equipamentos Utilizados:  Calibrador de Bombas DRYCAL – DC Lite – 12 K;  Bombas de Amostragem de Ar SKX Leland Legacy; 11
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 Cassetes plásticos de 25 mm de diâmetro – Millipore.  Cartão Absorvente Tipo AP-10 (PAD) de 25mm de diâmetro – Millipore;  Membrana difusora de éster de celulose, porosidade de 5,0 µm e 25 mm de diâmetro;  Membranas ISOPORE em Policarbonato, porosidade de 0,4 µm e 25 mm de diâmetro;  Termo-higrômetro digital Marca MINIPA;  Tripés fotográficos;  Mangueiras de silicone 1.3.3.3 - Parâmetros Utilizados na Coleta:  Vazão nominal utilizada 8,0 l/min  Tempo médio de amostragem 480 minutos  Volume médio de ar coletado 3.840 litros  Área efetiva do filtro de membrana 396,5 mm2  temperatura do ar medida a cada hora  Vazão da bomba medida a cada hora  umidade relativa do ar medida a cada hora Observações: a- As coletas foram realizadas em duplicata para efeito de controle da qualidade das análises. Em algumas residências, os filtros foram trocados algumas vezes em função da quantidade de material particulado existente (saturação do filtro), de forma a totalizar as 8 (oito) horas de coleta. b- Em cada moradia amostrada, foram considerados os seguintes dados:  O número de moradores,  O número e o tipo de móveis existentes, 12
 Cassetes plásticos de 25 mm de diâmetro – Millipore.  Cartão Absorvente Tipo AP-10 (PAD) de 25mm de diâmetro – Millipore;  Membrana difusora de éster de celulose, porosidade de 5,0 µm e 25 mm de diâmetro;  Membranas ISOPORE em Policarbonato, porosidade de 0,4 µm e 25 mm de diâmetro;  Termo-higrômetro digital Marca MINIPA;  Tripés fotográficos;  Mangueiras de silicone 1.3.3.3 - Parâmetros Utilizados na Coleta:  Vazão nominal utilizada 8,0 l/min  Tempo médio de amostragem 480 minutos  Volume médio de ar coletado 3.840 litros  Área efetiva do filtro de membrana 396,5 mm2  temperatura do ar medida a cada hora  Vazão da bomba medida a cada hora  umidade relativa do ar medida a cada hora Observações: a- As coletas foram realizadas em duplicata para efeito de controle da qualidade das análises. Em algumas residências, os filtros foram trocados algumas vezes em função da quantidade de material particulado existente (saturação do filtro), de forma a totalizar as 8 (oito) horas de coleta. b- Em cada moradia amostrada, foram considerados os seguintes dados:  O número de moradores,  O número e o tipo de móveis existentes, 12
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 O tipo de chão,  Tipo e número de animais domésticos;  Movimentação de pessoas;  Limpeza do ambiente e forma de executá-la;  Fotografias, após autorização. c- No primeiro semestre de 2008 (07 a 11/04/2008), recebemos a visita do Dr. Eric Chatfield, consultor internacional, que considerou adequado os equipamentos utilizados, bem como os procedimentos adotados nas coletas. Sugeriu a utilização de uma membrana difusora sobre a membrana de policarbonato para se obter melhor distribuição do particulado. 1.3.3.4 - Método de Análise das Amostras de Ar: As amostras de ar coletadas sobre filtros, conforme descrito no item 2.3, foram submetidas à análise pelo método de Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM), de acordo com o método ISO 10312 1.3.3.4.1 - Descrição do Método de Análise: (ANEXO 1) Para a análise das amostras foram seguidas as recomendações descritas nos seguintes itens do Método ISO:  Recomendações gerais, conforme itens 9.1 e 9.2 do método;  Preparação das amostras conforme itens 9.3 e sub-itens 9.3.1 a 9.3.4.;  Contagens conforme prescrito nos itens 9.6 e 9.7. Descrição das etapas de trabalho: Preparação das grades de suporte do TEM Grade suporte utilizado: Sigma Aldrich G4776-1VL (Grids for transmission electron microscopy, 200 mesh w/center mark); 13
 O tipo de chão,  Tipo e número de animais domésticos;  Movimentação de pessoas;  Limpeza do ambiente e forma de executá-la;  Fotografias, após autorização. c- No primeiro semestre de 2008 (07 a 11/04/2008), recebemos a visita do Dr. Eric Chatfield, consultor internacional, que considerou adequado os equipamentos utilizados, bem como os procedimentos adotados nas coletas. Sugeriu a utilização de uma membrana difusora sobre a membrana de policarbonato para se obter melhor distribuição do particulado. 1.3.3.4 - Método de Análise das Amostras de Ar: As amostras de ar coletadas sobre filtros, conforme descrito no item 2.3, foram submetidas à análise pelo método de Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM), de acordo com o método ISO 10312 1.3.3.4.1 - Descrição do Método de Análise: (ANEXO 1) Para a análise das amostras foram seguidas as recomendações descritas nos seguintes itens do Método ISO:  Recomendações gerais, conforme itens 9.1 e 9.2 do método;  Preparação das amostras conforme itens 9.3 e sub-itens 9.3.1 a 9.3.4.;  Contagens conforme prescrito nos itens 9.6 e 9.7. Descrição das etapas de trabalho: Preparação das grades de suporte do TEM Grade suporte utilizado: Sigma Aldrich G4776-1VL (Grids for transmission electron microscopy, 200 mesh w/center mark); 13
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Recobrimento do filtro lpor evaporação de carbono em alto vácuo conforme itens 7.3.5 e 7.4.3 do método; Evaporador utilizado: Kinney Vacuum Modelo KSE-2 com vácuo  10-5 torr; Dissolução do filtro e transferência do material para filme suporte: Foi preparado utilizando o Jaffe washer, conforme descrito no item 7.3.7 utilizando o modelo da Fig.2 do referido método. Solvente utilizado: 1-Methyl-2-pyrrolidone da Riedel-de Haen (Sigma Aldrich); Observação: Foram analisados 200-240 campos (grid openings) por grade; Equipamento utilizado: Microscópio Eletrônico de Transmissão Philips CM200 (200kV). 1.3.4 – DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS 1.3.4.1- São Paulo Em São Paulo, as moradias cobertas com telhas de cimento-amianto foram identificadas através de levantamento aero-fotográfico realizado pela Secretaria Municipal de Habitação. A comunidade de Paraisópolis foi escolhida considerando a proximidade com as Universidades; é um bairro pertencente ao distrito de Vila Andrade, na zona sul paulistana. É derivada da favela de Paraísopolis, e tem uma população estimada entre 80 e 100 mil pessoas. São 20 mil domícilios no bairro. (Figura 1) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Parais%C3%B3polis) Com o apoio dos profissionais da saúde da Unidade Básica de Saúde (UBS Paraisópolis) foram selecionadas e treinadas 6 pessoas da comunidade para a identificação de moradias elegíveis para a coleta de fibras e para a seleção dos moradores a serem submetidos à avaliação clínica. Também foram escolhidas 2 pessoas para dar suporte técnico às entrevistadoras quanto aos critérios de 14
Recobrimento do filtro lpor evaporação de carbono em alto vácuo conforme itens 7.3.5 e 7.4.3 do método; Evaporador utilizado: Kinney Vacuum Modelo KSE-2 com vácuo  10-5 torr; Dissolução do filtro e transferência do material para filme suporte: Foi preparado utilizando o Jaffe washer, conforme descrito no item 7.3.7 utilizando o modelo da Fig.2 do referido método. Solvente utilizado: 1-Methyl-2-pyrrolidone da Riedel-de Haen (Sigma Aldrich); Observação: Foram analisados 200-240 campos (grid openings) por grade; Equipamento utilizado: Microscópio Eletrônico de Transmissão Philips CM200 (200kV). 1.3.4 – DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS 1.3.4.1- São Paulo Em São Paulo, as moradias cobertas com telhas de cimento-amianto foram identificadas através de levantamento aero-fotográfico realizado pela Secretaria Municipal de Habitação. A comunidade de Paraisópolis foi escolhida considerando a proximidade com as Universidades; é um bairro pertencente ao distrito de Vila Andrade, na zona sul paulistana. É derivada da favela de Paraísopolis, e tem uma população estimada entre 80 e 100 mil pessoas. São 20 mil domícilios no bairro. (Figura 1) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Parais%C3%B3polis) Com o apoio dos profissionais da saúde da Unidade Básica de Saúde (UBS Paraisópolis) foram selecionadas e treinadas 6 pessoas da comunidade para a identificação de moradias elegíveis para a coleta de fibras e para a seleção dos moradores a serem submetidos à avaliação clínica. Também foram escolhidas 2 pessoas para dar suporte técnico às entrevistadoras quanto aos critérios de 14
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elegibilidade dos moradores e das habitações e para servirem de interlocutores entre as entrevistadoras e os coordenadores da pesquisa. O processo de treinamento consistiu, principalmente, de uma aula sobre os objetivos da pesquisa e o público alvo a ser atingido, seguida da explicação detalhada (item por item) dos questionários da entrevista: – 1) ―Entrevista Habitação‖ e 2) ―Entrevista Morador‖. Após a explanação foi aberto um período para questionamentos de possíveis dúvidas. As atividades (contato inicial com a UBS, seleção e treinamento das entrevistadoras e técnicas, trabalho de campo - entrevistas) na comunidade de Paraisópolis iniciaram em Fevereiro/Março de 2007. Por questões logísticas o atendimento médico, avaliação radiológica e de função pulmonar (espirometria) foram iniciadas no final de Abril e encerradas em Julho de 2007. Em relação à coleta de ar para a contagem de fibra no interior das residências (indoor) foram elegidas as moradias com o pior cenário de deterioração das telhas de fibro-cimento (ver métodos) (Figura 2) e também definidos os pontos externos dentro da comunidade (outdoor) (Figura 3) para a colocação do equipamento para a coleta de fibras no meio ambiente. Da mesma forma foram realizadas estas coletas nos pontos cardeais, num ponto central da cidade de São Paulo e em outro considerado como de baixo nível de poluição atmosférica, denominado como ponto neutro (Atibaia). 1.3.4.2 – Goiânia Na capital Goiânia - Goiás, após consultas na Prefeitura Municipal, esta forneceu um mapa da cidade contendo os bairros nos quais as casas tinham grande potencial de ocorrência de coberturas com telhas de cimento-amianto, há mais de 15 anos. As ZRFUs foram identificadas em 29 bairros, sendo realizadas coletas dos dados em 19 deles. Os demais aspectos metodológicos foram mantidos. 15
elegibilidade dos moradores e das habitações e para servirem de interlocutores entre as entrevistadoras e os coordenadores da pesquisa. O processo de treinamento consistiu, principalmente, de uma aula sobre os objetivos da pesquisa e o público alvo a ser atingido, seguida da explicação detalhada (item por item) dos questionários da entrevista: – 1) ―Entrevista Habitação‖ e 2) ―Entrevista Morador‖. Após a explanação foi aberto um período para questionamentos de possíveis dúvidas. As atividades (contato inicial com a UBS, seleção e treinamento das entrevistadoras e técnicas, trabalho de campo - entrevistas) na comunidade de Paraisópolis iniciaram em Fevereiro/Março de 2007. Por questões logísticas o atendimento médico, avaliação radiológica e de função pulmonar (espirometria) foram iniciadas no final de Abril e encerradas em Julho de 2007. Em relação à coleta de ar para a contagem de fibra no interior das residências (indoor) foram elegidas as moradias com o pior cenário de deterioração das telhas de fibro-cimento (ver métodos) (Figura 2) e também definidos os pontos externos dentro da comunidade (outdoor) (Figura 3) para a colocação do equipamento para a coleta de fibras no meio ambiente. Da mesma forma foram realizadas estas coletas nos pontos cardeais, num ponto central da cidade de São Paulo e em outro considerado como de baixo nível de poluição atmosférica, denominado como ponto neutro (Atibaia). 1.3.4.2 – Goiânia Na capital Goiânia - Goiás, após consultas na Prefeitura Municipal, esta forneceu um mapa da cidade contendo os bairros nos quais as casas tinham grande potencial de ocorrência de coberturas com telhas de cimento-amianto, há mais de 15 anos. As ZRFUs foram identificadas em 29 bairros, sendo realizadas coletas dos dados em 19 deles. Os demais aspectos metodológicos foram mantidos. 15
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Para a realização das entrevistas foram contratados 6 indivíduos moradores nos respectivos bairros. Os mesmos foram treinados durante três dias antes de saírem a campo para realizarem as entrevistas. Os entrevistadores percorreram as ruas dos bairros entrevistando os moradores das casas com coberturas de cimento-amianto, preenchendo um questionário apropriado, explicando os termos da pesquisa e informando que caso fossem selecionados seriam convidados a participar do estudo, fazendo exames clínicos e radiológicos numa clínica em Goiânia. Com os questionários em mãos era feita uma triagem por um coordenador técnico regional (que foi o mesmo para as cidades de Goiânia, Salvador, Recife e Rio de Janeiro) que se reportava aos pesquisadores onde era feita a seleção definitiva dos elegíveis. Uma vez selecionada a casa e/ou morador, o entrevistador voltava na residência e informava que os mesmo haviam sido selecionados, confirmavam a sua participação e, caso a resposta fosse afirmativa, os exames eram agendados. Os moradores selecionados eram levados para escritório da pesquisa (Figura 4), onde o coordenador fazia uma explanação, explicando os objetivos da pesquisa e os exames que iriam fazer. Para a coleta de ar ambiente, primeiramente, os entrevistadores solicitavam autorização dos moradores para fotografar os telhados das casas - interno e externo cujas coberturas apresentavam sinais de exposição a intempéries. Essas fotos eram encaminhadas para a empresa responsável pela coleta das amostras e com base nestas fotografias e na análise ―in loco‖, o domicilio era ou não considerado elegível para a coleta de ar ambiente. (Figura 5) Em relação à coleta de ar para a contagem de fibra no interior das residências (indoor) foram elegidas as moradias para a colocação do equipamento para a coleta de fibras no meio ambiente. Da mesma forma foram realizadas estas coletas nos pontos cardeais, num ponto central da cidade de Goiânia e em outro considerado como de baixo nível de poluição atmosférica, denominado como ponto neutro (Caldas Novas). 16
Para a realização das entrevistas foram contratados 6 indivíduos moradores nos respectivos bairros. Os mesmos foram treinados durante três dias antes de saírem a campo para realizarem as entrevistas. Os entrevistadores percorreram as ruas dos bairros entrevistando os moradores das casas com coberturas de cimento-amianto, preenchendo um questionário apropriado, explicando os termos da pesquisa e informando que caso fossem selecionados seriam convidados a participar do estudo, fazendo exames clínicos e radiológicos numa clínica em Goiânia. Com os questionários em mãos era feita uma triagem por um coordenador técnico regional (que foi o mesmo para as cidades de Goiânia, Salvador, Recife e Rio de Janeiro) que se reportava aos pesquisadores onde era feita a seleção definitiva dos elegíveis. Uma vez selecionada a casa e/ou morador, o entrevistador voltava na residência e informava que os mesmo haviam sido selecionados, confirmavam a sua participação e, caso a resposta fosse afirmativa, os exames eram agendados. Os moradores selecionados eram levados para escritório da pesquisa (Figura 4), onde o coordenador fazia uma explanação, explicando os objetivos da pesquisa e os exames que iriam fazer. Para a coleta de ar ambiente, primeiramente, os entrevistadores solicitavam autorização dos moradores para fotografar os telhados das casas - interno e externo cujas coberturas apresentavam sinais de exposição a intempéries. Essas fotos eram encaminhadas para a empresa responsável pela coleta das amostras e com base nestas fotografias e na análise ―in loco‖, o domicilio era ou não considerado elegível para a coleta de ar ambiente. (Figura 5) Em relação à coleta de ar para a contagem de fibra no interior das residências (indoor) foram elegidas as moradias para a colocação do equipamento para a coleta de fibras no meio ambiente. Da mesma forma foram realizadas estas coletas nos pontos cardeais, num ponto central da cidade de Goiânia e em outro considerado como de baixo nível de poluição atmosférica, denominado como ponto neutro (Caldas Novas). 16
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1.3.4.3 - Salvador, Recife e Rio de Janeiro A escolha de um único bairro nestas capitais para a realização da pesquisa, foi uma decisão dos pesquisadores, com apoio dos parceiros regionais, por uma questão de logística e de concentração das atividades. Foram selecionados bairros com mais de 30 anos de existência e com grandes quantidades de casas cobertas com telhas de cimento-amianto. A seleção dos moradores e das residências obedeceram aos critérios definidos nos métodos. Com a ajuda do mapa de cada cidade e sugestões de pessoas envolvidas no projeto e conhecedoras de cada capital foram escolhidos os seguintes bairros: em Salvador, o Bairro da Paz; em Recife, a Comunidade Roda de Fogo, no Bairro de Torrões; e no Rio de Janeiro, a Comunidade do Cesarão e o hangar do Zeppelin, no Bairro de Santa Cruz. (Figura 6) A coordenação da pesquisa localizava e visitava o Conselho de Moradores, fazia contato com seu Presidente e solicitava uma reunião com todos os conselheiros para explicar os objetivos do Projeto. Nesta reunião, o Projeto era amplamente discutido entre os presentes e todas as questões inerentes a sua execução eram esclarecidas. Na reunião era solicitado empréstimo de salas nas dependências do prédio do Conselho de Moradores para uso nas atividades de campo e realização dos exames clínicos e de função pulmonar. Todas as pessoas envolvidas no desenvolvimento do Projeto foram contratadas na própria comunidade. Os moradores eram informados que caso fosse descoberto alguma doença de pulmão, estes seriam acompanhados nos Serviços de Pneumologia de cada cidade sede do Projeto. No final da reunião lavrava-se uma ATA, contendo todos os itens discutidos e acordados, que era assinada por todos os presentes. Em cada capital eram recrutados entre 10 a 12 pessoas, indicadas pelo Conselho de Moradores, todos residentes nas comunidades onde seria feita a pesquisa. Os entrevistadores foram treinados durante três dias antes de saírem a 17
1.3.4.3 - Salvador, Recife e Rio de Janeiro A escolha de um único bairro nestas capitais para a realização da pesquisa, foi uma decisão dos pesquisadores, com apoio dos parceiros regionais, por uma questão de logística e de concentração das atividades. Foram selecionados bairros com mais de 30 anos de existência e com grandes quantidades de casas cobertas com telhas de cimento-amianto. A seleção dos moradores e das residências obedeceram aos critérios definidos nos métodos. Com a ajuda do mapa de cada cidade e sugestões de pessoas envolvidas no projeto e conhecedoras de cada capital foram escolhidos os seguintes bairros: em Salvador, o Bairro da Paz; em Recife, a Comunidade Roda de Fogo, no Bairro de Torrões; e no Rio de Janeiro, a Comunidade do Cesarão e o hangar do Zeppelin, no Bairro de Santa Cruz. (Figura 6) A coordenação da pesquisa localizava e visitava o Conselho de Moradores, fazia contato com seu Presidente e solicitava uma reunião com todos os conselheiros para explicar os objetivos do Projeto. Nesta reunião, o Projeto era amplamente discutido entre os presentes e todas as questões inerentes a sua execução eram esclarecidas. Na reunião era solicitado empréstimo de salas nas dependências do prédio do Conselho de Moradores para uso nas atividades de campo e realização dos exames clínicos e de função pulmonar. Todas as pessoas envolvidas no desenvolvimento do Projeto foram contratadas na própria comunidade. Os moradores eram informados que caso fosse descoberto alguma doença de pulmão, estes seriam acompanhados nos Serviços de Pneumologia de cada cidade sede do Projeto. No final da reunião lavrava-se uma ATA, contendo todos os itens discutidos e acordados, que era assinada por todos os presentes. Em cada capital eram recrutados entre 10 a 12 pessoas, indicadas pelo Conselho de Moradores, todos residentes nas comunidades onde seria feita a pesquisa. Os entrevistadores foram treinados durante três dias antes de saírem a 17
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campo para realizarem as entrevistas. O coordenador de campo acompanhava as equipes de entrevistadores em suas atividades. Concluídos os trabalhos das entrevistas foram selecionadas 4 pessoas, entre os entrevistadores, que iriam participar das atividades de agendamento, recepção e acompanhamento para fazer os exames. Os entrevistadores portando crachá grande e visível e vestindo camiseta branca, percorriam as ruas dos bairros/comunidades entrevistando os moradores das casas com coberturas de cimento amianto, preenchendo um questionário apropriado, explicando os termos da pesquisa e informando que caso fossem selecionados seriam convidados a participar do estudo. Com base nos questionários, os pesquisadores faziam a seleção dos moradores que estavam aptos a participarem da pesquisa. Da mesma forma como aconteceu em Goiânia , os entrevistadores solicitavam autorização dos moradores para fotografar os telhados das casas - interno e externo cujas coberturas apresentavam sinais de exposição a intempéries e com base nas fotografias e nos tempos de uso dos telhados, a casa era selecionada para fazer coleta de ar ambiente. Em relação à coleta de ar para a contagem de fibra no interior das residências (indoor) foram elegidas as moradias e também definidos os pontos externos dentro da comunidade (outdoor) para a colocação do equipamento para a coleta de fibras no meio ambiente. Da mesma forma foram realizadas estas coletas nos pontos cardeais, num ponto central de cada cidade e em outro considerado como de baixo nível de poluição atmosférica, denominado como ponto neutro (Salvador – Praia do Forte; Recife – Porto de Galinhas; Rio de Janeiro – Recreio dos Bandeirantes). Destacamos que na cidade do Rio de Janeiro além das coletas habituais foram realizadas algumas amostras no interior de um galpão da Base aérea de Santa Cruz que foi utilizado para abrigar o dirigível Zeppeling em 1935. Esse hangar é ainda hoje coberto com telhas de fibro-cimento daquela época, ou seja, mais de 70 anos em uso. (Figura 7) A entrega dos laudos nestas cidades ocorreu da seguinte forma: os laudos que tinham algum comentário ou quando existia a necessidade de acompanhamento, os 18
campo para realizarem as entrevistas. O coordenador de campo acompanhava as equipes de entrevistadores em suas atividades. Concluídos os trabalhos das entrevistas foram selecionadas 4 pessoas, entre os entrevistadores, que iriam participar das atividades de agendamento, recepção e acompanhamento para fazer os exames. Os entrevistadores portando crachá grande e visível e vestindo camiseta branca, percorriam as ruas dos bairros/comunidades entrevistando os moradores das casas com coberturas de cimento amianto, preenchendo um questionário apropriado, explicando os termos da pesquisa e informando que caso fossem selecionados seriam convidados a participar do estudo. Com base nos questionários, os pesquisadores faziam a seleção dos moradores que estavam aptos a participarem da pesquisa. Da mesma forma como aconteceu em Goiânia , os entrevistadores solicitavam autorização dos moradores para fotografar os telhados das casas - interno e externo cujas coberturas apresentavam sinais de exposição a intempéries e com base nas fotografias e nos tempos de uso dos telhados, a casa era selecionada para fazer coleta de ar ambiente. Em relação à coleta de ar para a contagem de fibra no interior das residências (indoor) foram elegidas as moradias e também definidos os pontos externos dentro da comunidade (outdoor) para a colocação do equipamento para a coleta de fibras no meio ambiente. Da mesma forma foram realizadas estas coletas nos pontos cardeais, num ponto central de cada cidade e em outro considerado como de baixo nível de poluição atmosférica, denominado como ponto neutro (Salvador – Praia do Forte; Recife – Porto de Galinhas; Rio de Janeiro – Recreio dos Bandeirantes). Destacamos que na cidade do Rio de Janeiro além das coletas habituais foram realizadas algumas amostras no interior de um galpão da Base aérea de Santa Cruz que foi utilizado para abrigar o dirigível Zeppeling em 1935. Esse hangar é ainda hoje coberto com telhas de fibro-cimento daquela época, ou seja, mais de 70 anos em uso. (Figura 7) A entrega dos laudos nestas cidades ocorreu da seguinte forma: os laudos que tinham algum comentário ou quando existia a necessidade de acompanhamento, os 18
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mesmos foram entregues e explicados seus resultados aos moradores pelo Coordenador executante do Projeto, numa sala no Conselho de Moradores. Os laudos normais foram entregues pelo coordenador de campo da pesquisa em companhia de um entrevistador residente na comunidade. 19
mesmos foram entregues e explicados seus resultados aos moradores pelo Coordenador executante do Projeto, numa sala no Conselho de Moradores. Os laudos normais foram entregues pelo coordenador de campo da pesquisa em companhia de um entrevistador residente na comunidade. 19
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1.4 – RESULTADOS 1.4.1 - AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO ÀS FIBRAS DE ASBESTO O quadro abaixo sumariza as amostras previstas e efetivamente coletadas em cada um dos pontos previamente definidos nos Métodos. Quadro 1 – Número de amostras programadas e colhidas em cada local. Locais Número de casas Número de amostras Previstas Realizadas Ambiente Ambiente Ambiente Ambiente Interno Externo Interno Externo 6 3 24 6 0 1 0 4 3 0 6 0 5 12 6 0 14 0 0 1 0 2 5 10 6 3 12 6 1 2 5 10 6 4 8 5 0 1 0 2 5 10 6 4 8 6 0 1 0 1 5 12 S.Paulo (etapa I) 12 Atibaia, SP S.Paulo (etapa 2) * 3 S.Paulo (Pontos Cardeais) * Goiânia, GO 7 Caldas Novas, GO Goiânia (PCardeais) Salvador, BA * 6 Praia do Forte, Salvador * Salvador (PCardeais) * Recife, PE* 8 Porto de Galinhas, PE* Recife (PCardeais)* Rio de Janeiro, RJ* 8 Recreio* Rio de Janeiro (PCardeais) + Base Aérea* (*) Amostras coletadas com a utilização da membrana difusora; PCardeais = 4 pontos cardeais mais ponto central. 20
1.4 – RESULTADOS 1.4.1 - AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO ÀS FIBRAS DE ASBESTO O quadro abaixo sumariza as amostras previstas e efetivamente coletadas em cada um dos pontos previamente definidos nos Métodos. Quadro 1 – Número de amostras programadas e colhidas em cada local. Locais Número de casas Número de amostras Previstas Realizadas Ambiente Ambiente Ambiente Ambiente Interno Externo Interno Externo 6 3 24 6 0 1 0 4 3 0 6 0 5 12 6 0 14 0 0 1 0 2 5 10 6 3 12 6 1 2 5 10 6 4 8 5 0 1 0 2 5 10 6 4 8 6 0 1 0 1 5 12 S.Paulo (etapa I) 12 Atibaia, SP S.Paulo (etapa 2) * 3 S.Paulo (Pontos Cardeais) * Goiânia, GO 7 Caldas Novas, GO Goiânia (PCardeais) Salvador, BA * 6 Praia do Forte, Salvador * Salvador (PCardeais) * Recife, PE* 8 Porto de Galinhas, PE* Recife (PCardeais)* Rio de Janeiro, RJ* 8 Recreio* Rio de Janeiro (PCardeais) + Base Aérea* (*) Amostras coletadas com a utilização da membrana difusora; PCardeais = 4 pontos cardeais mais ponto central. 20
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1.4.2 - Ambiente Interno Os dados compilados abaixo, retirados diretamente dos Relatórios Técnicos da Chatfield Technical Consulting Limited, indicam que 21/22 (95,5 %) das amostras foram negativas para estruturas  5 m, com a amostra positiva (crisotila) indicando concentração de 0,00083 f/cc. Similarmente, 22/25 (86,4 %) das amostras foram negativas para estruturas < 5 m, com as positivas indicando 2-3 estruturas de crisotila por amostra. Os dados apresentados pelo Laboratório de Microscopia Eletrônica do Instituto de Física da USP (ANEXO 2), entretanto, indicam que nenhuma fibra  5 m foi evidenciada nas amostras de coleta ambiental interna. SALVADOR – 6 AMOSTRAS DOMICILIARES NEGATIVAS
1.4.2 - Ambiente Interno Os dados compilados abaixo, retirados diretamente dos Relatórios Técnicos da Chatfield Technical Consulting Limited, indicam que 21/22 (95,5 %) das amostras foram negativas para estruturas  5 m, com a amostra positiva (crisotila) indicando concentração de 0,00083 f/cc. Similarmente, 22/25 (86,4 %) das amostras foram negativas para estruturas < 5 m, com as positivas indicando 2-3 estruturas de crisotila por amostra. Os dados apresentados pelo Laboratório de Microscopia Eletrônica do Instituto de Física da USP (ANEXO 2), entretanto, indicam que nenhuma fibra  5 m foi evidenciada nas amostras de coleta ambiental interna. SALVADOR – 6 AMOSTRAS DOMICILIARES NEGATIVAS
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SÃO PAULO – 2 AMOSTRAS DOMICILIARES COM FIBRAS < 5 m 22
SÃO PAULO – 2 AMOSTRAS DOMICILIARES COM FIBRAS < 5 m 22
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RECIFE – 8 AMOSTRAS DOMICILIARES NEGATIVAS RIO DE JANEIRO – 1 AMOSTRA DOMICILIAR POSITIVA/ 7 AMOSTRAS NEGATIVAS 23
RECIFE – 8 AMOSTRAS DOMICILIARES NEGATIVAS RIO DE JANEIRO – 1 AMOSTRA DOMICILIAR POSITIVA/ 7 AMOSTRAS NEGATIVAS 23
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RIO DE JANEIRO – DETALHAMENTO DA AMOSTRA DOMICILIAR POSITIVA 24
RIO DE JANEIRO – DETALHAMENTO DA AMOSTRA DOMICILIAR POSITIVA 24
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RIO DE JANEIRO – 1 AMOSTRA DOMICILIAR COM FIBRAS < 5 m 1.4.2 - Ambiente Externo Os dados compilados abaixo, retirados diretamente dos Relatórios Técnicos da Chatfield Technical Consulting Limited, indicam que 25/30 (83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas  5 m, com as amostras positivas (4 de crisotila e 1 de anfibólio) indicando concentrações de 0,00040-0,00086 f/cc. Similarmente, 25/30 (83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas < 5 m, com as positivas indicando 1 estrutura de crisotila por amostra. Os dados apresentados pelo Laboratório de Microscopia Eletrônica do Instituto de Física da USP (ANEXO), 25
RIO DE JANEIRO – 1 AMOSTRA DOMICILIAR COM FIBRAS < 5 m 1.4.2 - Ambiente Externo Os dados compilados abaixo, retirados diretamente dos Relatórios Técnicos da Chatfield Technical Consulting Limited, indicam que 25/30 (83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas  5 m, com as amostras positivas (4 de crisotila e 1 de anfibólio) indicando concentrações de 0,00040-0,00086 f/cc. Similarmente, 25/30 (83,4 %) das amostras foram negativas para estruturas < 5 m, com as positivas indicando 1 estrutura de crisotila por amostra. Os dados apresentados pelo Laboratório de Microscopia Eletrônica do Instituto de Física da USP (ANEXO), 25
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entretanto, indicam que nenhuma fibra  5 m foi evidenciada nas amostras de coleta ambiental externa. SÃO PAULO – 2 AMOSTRAS EXTERNAS POSITIVAS/ 7 AMOSTRAS NEGATIVAS 26
entretanto, indicam que nenhuma fibra  5 m foi evidenciada nas amostras de coleta ambiental externa. SÃO PAULO – 2 AMOSTRAS EXTERNAS POSITIVAS/ 7 AMOSTRAS NEGATIVAS 26
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DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA – CETESB-OESTE (03-SP) 27
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA – CETESB-OESTE (03-SP) 27
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DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA – TERM SANTO AMARO (05-SP B) 28
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA – TERM SANTO AMARO (05-SP B) 28
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SÃO PAULO – 1 AMOSTRA EXTERNA COM FIBRAS < 5 m SALVADOR – 1 AMOSTRAS EXTERNA POSITIVA 2 AMOSTRAS NEGATIVAS 29
SÃO PAULO – 1 AMOSTRA EXTERNA COM FIBRAS < 5 m SALVADOR – 1 AMOSTRAS EXTERNA POSITIVA 2 AMOSTRAS NEGATIVAS 29
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DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA – SALVADOR “CENTRO DE SAÚDE) –EXTERNO 30
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA – SALVADOR “CENTRO DE SAÚDE) –EXTERNO 30
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RECIFE – 1 AMOSTRAS EXTERNA POSITIVA/ 4 AMOSTRAS NEGATIVAS DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA – RECIFE “CANAL DO CAVOCO” 31
RECIFE – 1 AMOSTRAS EXTERNA POSITIVA/ 4 AMOSTRAS NEGATIVAS DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA – RECIFE “CANAL DO CAVOCO” 31
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RECIFE/PORTO DE GALINHAS – PONTOS CARDEAIS/NEUTROS 7 AMOSTRAS NEGATIVAS RIO DE JANEIRO – 1 AMOSTRA EXTERNA POSITIVA/5 AMOSTRAS NEGATIVAS 32
RECIFE/PORTO DE GALINHAS – PONTOS CARDEAIS/NEUTROS 7 AMOSTRAS NEGATIVAS RIO DE JANEIRO – 1 AMOSTRA EXTERNA POSITIVA/5 AMOSTRAS NEGATIVAS 32
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DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA RIO DE JANEIRO – PRAÇA 42 33
DETALHAMENTO DA AMOSTRA EXTERNA POSITIVA RIO DE JANEIRO – PRAÇA 42 33
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RIO DE JANEIRO – 2 AMOSTRAS EXTERNAS COM FIBRAS < 5 m 34
RIO DE JANEIRO – 2 AMOSTRAS EXTERNAS COM FIBRAS < 5 m 34
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SUMÁRIO GERAL DO RESULTADO DA AVALIAÇÃO DAS AMOSTRAS POR MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO Chatfield Technical Consulting Limited, Canada N Tipo Concentração (f/cc) Comentários 21 (95,5%) 1 (4,5%) X X X Crisotila 0,00083 2 estruturas X X X Crisotila Crisotila Crisotila NQ NQ NQ 1 estrutura 2 estruturas 3 estruturas X X X Crisotila Crisotila Crisotila Anfibólio Crisotila 0,00084 0,00084 0,00040 0,00086 0,00042 1 estrutura 1 estrutura 3 estruturas 1 estrutura 3 estruturas X X X Crisotila Crisotila Crisotila Crisotila Crisotila NQ NQ NQ NQ NQ 1 estrutura 1 estrutura 1 estrutura 1 estrutura 1 estrutura Domiciliares  5 m Negativas Positivas Sta.Cruz RJ-03 < 5 m Negativas Positivas Sta.Cruz RJ-04 São Paulo-EC08 São Paulo-EC09 19 (86,4%) 3 (19,6%) Extra-domiciliares  5 m Negativas Positivas Cetesb-Oeste-SP Term S. Amaro-SP Salvador CS. BA Recive Cavoco, PE St. Cruz 42, RJ < 5 m Negativas Positivas Pq Ibirapuera -SP Salvador CS. BA St. Cruz, 42, RJ Largo Machado RJ St. Cruz, Galpão, RJ NQ: Não Quantificado 25 (83,4 %) 5 (16,6 %) 25(83,4 %) 5 (16,6 %)
SUMÁRIO GERAL DO RESULTADO DA AVALIAÇÃO DAS AMOSTRAS POR MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO Chatfield Technical Consulting Limited, Canada N Tipo Concentração (f/cc) Comentários 21 (95,5%) 1 (4,5%) X X X Crisotila 0,00083 2 estruturas X X X Crisotila Crisotila Crisotila NQ NQ NQ 1 estrutura 2 estruturas 3 estruturas X X X Crisotila Crisotila Crisotila Anfibólio Crisotila 0,00084 0,00084 0,00040 0,00086 0,00042 1 estrutura 1 estrutura 3 estruturas 1 estrutura 3 estruturas X X X Crisotila Crisotila Crisotila Crisotila Crisotila NQ NQ NQ NQ NQ 1 estrutura 1 estrutura 1 estrutura 1 estrutura 1 estrutura Domiciliares  5 m Negativas Positivas Sta.Cruz RJ-03 < 5 m Negativas Positivas Sta.Cruz RJ-04 São Paulo-EC08 São Paulo-EC09 19 (86,4%) 3 (19,6%) Extra-domiciliares  5 m Negativas Positivas Cetesb-Oeste-SP Term S. Amaro-SP Salvador CS. BA Recive Cavoco, PE St. Cruz 42, RJ < 5 m Negativas Positivas Pq Ibirapuera -SP Salvador CS. BA St. Cruz, 42, RJ Largo Machado RJ St. Cruz, Galpão, RJ NQ: Não Quantificado 25 (83,4 %) 5 (16,6 %) 25(83,4 %) 5 (16,6 %)
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1.4.2 - AVALIAÇÃO CLINICA, FUNCIONAL RESPIRATÓRIA E RADIOLÓGICA DOS MORADORES DAS HABITAÇÕES COM TELHAS DE CIMENTO-AMIANTO. 1.4.2.1 - Características Gerais da Amostra Avaliada Foram entrevistados 550 indivíduos (130 homens (23,6 %) e 420 mulheres (76,4), distribuídos homogeneamente nas 5 capitais avaliadas (Tabela 1), com idade variando entre 25 e 87 anos. Observou-se que mais de 3/4 dos avaliados tinham idade entre 30 e 60 anos (Tabela 2 e histograma correspondente), portanto em fase laborativa. Tabela 1. Distribuição de gênero por capital avaliada. 36
1.4.2 - AVALIAÇÃO CLINICA, FUNCIONAL RESPIRATÓRIA E RADIOLÓGICA DOS MORADORES DAS HABITAÇÕES COM TELHAS DE CIMENTO-AMIANTO. 1.4.2.1 - Características Gerais da Amostra Avaliada Foram entrevistados 550 indivíduos (130 homens (23,6 %) e 420 mulheres (76,4), distribuídos homogeneamente nas 5 capitais avaliadas (Tabela 1), com idade variando entre 25 e 87 anos. Observou-se que mais de 3/4 dos avaliados tinham idade entre 30 e 60 anos (Tabela 2 e histograma correspondente), portanto em fase laborativa. Tabela 1. Distribuição de gênero por capital avaliada. 36
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Tabela 2. Distribuição etária. Abreviaturas: 1= 18-30 anos; 2= 31-40 anos; 3= 41-50 anos; 4= 51-60 anos; 5= 61-70 anos; 6= 71-80 anos; 7= acima de 80 anos Abreviaturas: 1= 18-30 anos; 2= 31-40 anos; 3= 41-50 anos; 4= 51-60 anos; 5= 61-70 anos; 6= 71-80 anos; 7= acima de 80 anos 37
Tabela 2. Distribuição etária. Abreviaturas: 1= 18-30 anos; 2= 31-40 anos; 3= 41-50 anos; 4= 51-60 anos; 5= 61-70 anos; 6= 71-80 anos; 7= acima de 80 anos Abreviaturas: 1= 18-30 anos; 2= 31-40 anos; 3= 41-50 anos; 4= 51-60 anos; 5= 61-70 anos; 6= 71-80 anos; 7= acima de 80 anos 37
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1.4.2.2 - Análise das Condições de Moradia 1.4.2.2.1 - Quanto à Caracterização das Moradias As tabelas 3 a 6 demonstram que a moradia típica era sem forro, de alvenaria (95,2 %), térrea (93,1 %) e tendo 2 a 5 moradores por residência (70%). Tabela 3. Freqüência do tipo de construção. Tabela 4. Freqüência do tipo de casa. 38
1.4.2.2 - Análise das Condições de Moradia 1.4.2.2.1 - Quanto à Caracterização das Moradias As tabelas 3 a 6 demonstram que a moradia típica era sem forro, de alvenaria (95,2 %), térrea (93,1 %) e tendo 2 a 5 moradores por residência (70%). Tabela 3. Freqüência do tipo de construção. Tabela 4. Freqüência do tipo de casa. 38
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Tabela 5. Freqüência do número de moradores por residência. 1.4.2.2.2 - Quanto ao Tempo de Moradia em Residências Cobertas por Telhas de Fibrocimento. A tabela 6 demonstra que mais de 80% dos entrevistados informou residir entre 10 e 30 anos na moradia atual. Entretanto, 2 / 3 dos avaliados havia morado anteriormente em residências semelhantes – habitualmente por até 20 anos (Tabela 7). Desta forma, o tempo total de residência em casas cobertas por telhas de fibrocimento variou tipicamente entre 20 e 40 anos (em aproximadamente 75% dos casos) (Tabela 8). A tabela 9 apresenta as medidas de tendência central e dispersão de tais variáveis, indicando que a mediana de moradia atual, prévio e total foi 20, 15 e 34 anos, respectivamente. 39
Tabela 5. Freqüência do número de moradores por residência. 1.4.2.2.2 - Quanto ao Tempo de Moradia em Residências Cobertas por Telhas de Fibrocimento. A tabela 6 demonstra que mais de 80% dos entrevistados informou residir entre 10 e 30 anos na moradia atual. Entretanto, 2 / 3 dos avaliados havia morado anteriormente em residências semelhantes – habitualmente por até 20 anos (Tabela 7). Desta forma, o tempo total de residência em casas cobertas por telhas de fibrocimento variou tipicamente entre 20 e 40 anos (em aproximadamente 75% dos casos) (Tabela 8). A tabela 9 apresenta as medidas de tendência central e dispersão de tais variáveis, indicando que a mediana de moradia atual, prévio e total foi 20, 15 e 34 anos, respectivamente. 39
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Tabela 6. Tempo de moradia na residência atual. Abreviaturas: 1= 0-10 anos; 2= 10-20 anos; 3= 20-30 anos; 4= 30-40 anos; 5= 40-50 anos. 40
Tabela 6. Tempo de moradia na residência atual. Abreviaturas: 1= 0-10 anos; 2= 10-20 anos; 3= 20-30 anos; 4= 30-40 anos; 5= 40-50 anos. 40
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Tabela 7. Tempo de moradia em residência prévia com telhas de fibrocimento. Abreviaturas: 1= 0-10 anos; 2= 10-20 anos; 3= 20-30 anos; 4= 30-40 anos; 5= 40-50 anos; 6= 50-60 anos. 41
Tabela 7. Tempo de moradia em residência prévia com telhas de fibrocimento. Abreviaturas: 1= 0-10 anos; 2= 10-20 anos; 3= 20-30 anos; 4= 30-40 anos; 5= 40-50 anos; 6= 50-60 anos. 41
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Tabela 8. Tempo TOTAL de moradia em residência com telhas de fibrocimento. Abreviaturas: 2= 10-20 anos (MENOR VALOR DE 15 ANOS); 3= 2030 anos; 4= 30-40 anos; 5= 40-50 anos; 6= 50-60 anos; 7= 60-70 anos; 8= 70-80 anos. 42
Tabela 8. Tempo TOTAL de moradia em residência com telhas de fibrocimento. Abreviaturas: 2= 10-20 anos (MENOR VALOR DE 15 ANOS); 3= 2030 anos; 4= 30-40 anos; 5= 40-50 anos; 6= 50-60 anos; 7= 60-70 anos; 8= 70-80 anos. 42
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Tabela 9. Média (desvio padrão, DP) e mediana (variação interquartil, VIQ) dos tempos de moradia em residência com telhas de fibrocimento. 1.4.2.2.3 - Quanto ao Tempo de Permanência nas Moradias Atuais. A tabela 10 demonstra que mais de 80% dos entrevistados permanecia pelo menos 10 horas diárias na moradia, sendo que a condição de ―idade superior a 30 anos e pelo menos 15 de moradia foi encontrada em mais de 93% dos avaliados (Tabela 11). Tabela 10. Tempo médio de permanência diária na moradia. 43
Tabela 9. Média (desvio padrão, DP) e mediana (variação interquartil, VIQ) dos tempos de moradia em residência com telhas de fibrocimento. 1.4.2.2.3 - Quanto ao Tempo de Permanência nas Moradias Atuais. A tabela 10 demonstra que mais de 80% dos entrevistados permanecia pelo menos 10 horas diárias na moradia, sendo que a condição de ―idade superior a 30 anos e pelo menos 15 de moradia foi encontrada em mais de 93% dos avaliados (Tabela 11). Tabela 10. Tempo médio de permanência diária na moradia. 43
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Tabela 11. Freqüência da condição idade superior a 30 anos e pelo menos 15 de moradia. 1.4.2.2.4 - Quanto às Condições de Cobertura Mais de 75% dos entrevistados afirmaram que a residência estava coberta por telhas de fibrocimento há mais de 15 anos (Tabela 12), o que parece ser compatível com uma mediana de moradia na residência atual de 20 anos (Tabela 6). De acordo com a avaliação subjetiva das condições de conservação das telhas, apenas 3,6 % foram julgadas ―não-deterioradas‖ e mais de 80% tinham deterioração média à intensa (Tabela 13). Tabela 12. Tempo referido de cobertura da residência atual por telhas de fibrocimento. 44
Tabela 11. Freqüência da condição idade superior a 30 anos e pelo menos 15 de moradia. 1.4.2.2.4 - Quanto às Condições de Cobertura Mais de 75% dos entrevistados afirmaram que a residência estava coberta por telhas de fibrocimento há mais de 15 anos (Tabela 12), o que parece ser compatível com uma mediana de moradia na residência atual de 20 anos (Tabela 6). De acordo com a avaliação subjetiva das condições de conservação das telhas, apenas 3,6 % foram julgadas ―não-deterioradas‖ e mais de 80% tinham deterioração média à intensa (Tabela 13). Tabela 12. Tempo referido de cobertura da residência atual por telhas de fibrocimento. 44
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Tabela 13. Condições de conservação das telhas de fibrocimento de acordo com a avaliação subjetiva do entrevistador. Obs: Pintura recente (< 6 meses) nas 9 residências com telhas pintadas na face interna, com exposição prévia,sem pintura, por mais de 15 anos. 1.4.2.3 - Características Clínico-funcionais da Amostra Avaliada Conforme apresentado na tabela 14, indivíduos do sexo masculino apresentaram maiores valores de IMC e, como esperado, maiores valores absolutos de CVF e VEF1 (p<0,05) Entretanto, não houve diferença significante entre os sexos em relação a tais variáveis em % do previsto, as quais se encontravam dentro da normalidade em 87,5 % dos casos. Sessenta dos 69 casos com espirometria anormal apresentaram distúrbio ventilatório obstrutivo, sendo que apenas 9 pacientes tinham distúrbio ventilatório inespecífico (8) ou restritivo. 45
Tabela 13. Condições de conservação das telhas de fibrocimento de acordo com a avaliação subjetiva do entrevistador. Obs: Pintura recente (< 6 meses) nas 9 residências com telhas pintadas na face interna, com exposição prévia,sem pintura, por mais de 15 anos. 1.4.2.3 - Características Clínico-funcionais da Amostra Avaliada Conforme apresentado na tabela 14, indivíduos do sexo masculino apresentaram maiores valores de IMC e, como esperado, maiores valores absolutos de CVF e VEF1 (p<0,05) Entretanto, não houve diferença significante entre os sexos em relação a tais variáveis em % do previsto, as quais se encontravam dentro da normalidade em 87,5 % dos casos. Sessenta dos 69 casos com espirometria anormal apresentaram distúrbio ventilatório obstrutivo, sendo que apenas 9 pacientes tinham distúrbio ventilatório inespecífico (8) ou restritivo. 45
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Tabela 14. Parâmetros antropométricos e funcionais respiratórios por gênero. Obs: p<0,05 em negrito. Os sintomas de tosse, sibilância, expectoração e dispnéia foram relatados por 11,1 %, 5,1 %, 6,7 % e 12,5 % dos entrevistados, respectivamente. A espirometria foi considerada alterada em 12,5 % do total de casos (69 / 550) ou 13,6 % dos que realizaram o exame (N= 506). Houve associação estatisticamente significante entre alteração espirométrica e cada um destes sintomas (p<0,05; Tabelas 15-18). Tabagismo atual ou prévio foi relatado por 42,5 % dos entrevistados, sendo mais freqüente e intenso nos homens do que nas mulheres (Tabela 14). 46
Tabela 14. Parâmetros antropométricos e funcionais respiratórios por gênero. Obs: p<0,05 em negrito. Os sintomas de tosse, sibilância, expectoração e dispnéia foram relatados por 11,1 %, 5,1 %, 6,7 % e 12,5 % dos entrevistados, respectivamente. A espirometria foi considerada alterada em 12,5 % do total de casos (69 / 550) ou 13,6 % dos que realizaram o exame (N= 506). Houve associação estatisticamente significante entre alteração espirométrica e cada um destes sintomas (p<0,05; Tabelas 15-18). Tabagismo atual ou prévio foi relatado por 42,5 % dos entrevistados, sendo mais freqüente e intenso nos homens do que nas mulheres (Tabela 14). 46
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Tabela 15. Associação entre alterações espirométricas e presença de tosse. 47
Tabela 15. Associação entre alterações espirométricas e presença de tosse. 47
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Tabela 16. Associação entre alterações espirométricas e sibilância. Tabela 17. Associação entre alterações espirométricas e expectoração. 48
Tabela 16. Associação entre alterações espirométricas e sibilância. Tabela 17. Associação entre alterações espirométricas e expectoração. 48
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Tabela 18. Associação entre alterações espirométricas e dispnéia. 1.4.2.4 - Características Radiográficas e Tomográficas 1.4.2.4 .1 - Quanto às Alterações Pleurais A avaliação radiográfica de tórax sugeriu a presença de placas pleurais em 3 casos (sendo placa calcificada em 1 dos casos), os quais não foram confirmados pela TCAR. Portanto, considerando-se a TCAR como teste critério (padrão áureo), tais achados radiográficos foram considerados como falso-positivos. Tabela 19. Ausência de placas pleurais pela TCAR e presença destas alterações no radiograma de tórax em 3 indivíduos. 49
Tabela 18. Associação entre alterações espirométricas e dispnéia. 1.4.2.4 - Características Radiográficas e Tomográficas 1.4.2.4 .1 - Quanto às Alterações Pleurais A avaliação radiográfica de tórax sugeriu a presença de placas pleurais em 3 casos (sendo placa calcificada em 1 dos casos), os quais não foram confirmados pela TCAR. Portanto, considerando-se a TCAR como teste critério (padrão áureo), tais achados radiográficos foram considerados como falso-positivos. Tabela 19. Ausência de placas pleurais pela TCAR e presença destas alterações no radiograma de tórax em 3 indivíduos. 49
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1.4.2.4 .2 - Quanto às Alterações Parenquimatosas Não se evidenciou, pelo RX de tórax, alterações intersticiais difusas em nenhum examinado. Entretanto, pequenas opacidades reticulo-nodulares (>= 1/0 pela OIT) foram observadas em 2 casos, os quais não foram confirmados pela TCAR (Tabela 20). Portanto, considerando-se a TCAR como teste critério, tais achados radiográficos foram considerados como falso-positivos. De toda a amostra avaliada por TCAR, evidenciou-se que 31 indivíduos apresentaram alterações tomográficas não relacionadas com a exposição ao asbesto, tais como: seqüela de processo infeccioso específico (tuberculose pulmonar) ou alterações intersticiais inespecíficas (2 casos), relacionadas provavelmente à sarcoidose e artrite reumatóide, bronquiectasias, além de nódulos pulmonares solitários ainda em investigação. Destes indivíduos, 27 foram para seguimento clínico nos serviços de referência de cada localidade. Na cidade de São Paulo, um caso de suspeita de tumor renal foi submetido à biópsia sendo diagnosticado compatibilidade com hematoma renal. Outros indivíduos com imagens radiológicas com suspeita de tuberculose, nódulos pulmonares e bronquiectasias, foram encaminhados, mas não compareceram para dar continuidade à investigação. Em Goiânia foram encontrados dois casos de bronquiectasias estando em seguimento e tratamento no referido Serviço; um caso com nódulo no lobo superior direito, reavaliado no dia 21/05/2009 mostrou paciente assintomática respiratória e nova TCAR não mostrou modificações significativas; e um caso com suspeita de Sarcoidose reavaliada em 24/04/2009, encontrava-se assintomático e nova TCAR não mostrou anormalidades significativas. Em Salvador foram identificados três pacientes com nódulo pulmonar: um está em seguimento sendo a última consulta foi realizada em 08/02/2010; o segundo caso iniciou a investigação, mas não deu continuidade e o terceiro não compareceu ao agendamento marcado. Dois outros pacientes tiveram quadro compatível com processo infeccioso pulmonar, um deles foi reavaliado em outubro de 2008 com resolução do quadro e o outro não retornou para seguimento. Em Recife, foram identificados cinco indivíduos com nódulos ou micronódulos pulmonares, sendo um deles com microcalcificação e 50
1.4.2.4 .2 - Quanto às Alterações Parenquimatosas Não se evidenciou, pelo RX de tórax, alterações intersticiais difusas em nenhum examinado. Entretanto, pequenas opacidades reticulo-nodulares (>= 1/0 pela OIT) foram observadas em 2 casos, os quais não foram confirmados pela TCAR (Tabela 20). Portanto, considerando-se a TCAR como teste critério, tais achados radiográficos foram considerados como falso-positivos. De toda a amostra avaliada por TCAR, evidenciou-se que 31 indivíduos apresentaram alterações tomográficas não relacionadas com a exposição ao asbesto, tais como: seqüela de processo infeccioso específico (tuberculose pulmonar) ou alterações intersticiais inespecíficas (2 casos), relacionadas provavelmente à sarcoidose e artrite reumatóide, bronquiectasias, além de nódulos pulmonares solitários ainda em investigação. Destes indivíduos, 27 foram para seguimento clínico nos serviços de referência de cada localidade. Na cidade de São Paulo, um caso de suspeita de tumor renal foi submetido à biópsia sendo diagnosticado compatibilidade com hematoma renal. Outros indivíduos com imagens radiológicas com suspeita de tuberculose, nódulos pulmonares e bronquiectasias, foram encaminhados, mas não compareceram para dar continuidade à investigação. Em Goiânia foram encontrados dois casos de bronquiectasias estando em seguimento e tratamento no referido Serviço; um caso com nódulo no lobo superior direito, reavaliado no dia 21/05/2009 mostrou paciente assintomática respiratória e nova TCAR não mostrou modificações significativas; e um caso com suspeita de Sarcoidose reavaliada em 24/04/2009, encontrava-se assintomático e nova TCAR não mostrou anormalidades significativas. Em Salvador foram identificados três pacientes com nódulo pulmonar: um está em seguimento sendo a última consulta foi realizada em 08/02/2010; o segundo caso iniciou a investigação, mas não deu continuidade e o terceiro não compareceu ao agendamento marcado. Dois outros pacientes tiveram quadro compatível com processo infeccioso pulmonar, um deles foi reavaliado em outubro de 2008 com resolução do quadro e o outro não retornou para seguimento. Em Recife, foram identificados cinco indivíduos com nódulos ou micronódulos pulmonares, sendo um deles com microcalcificação e 50
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outro com calcificações linfonodais, que foram encaminhados para investigação. Na capital fluminense (RJ) foram identificados: um indivíduo com nódulos pulmonares, com quadro tomográfico inalterado em 2010; um paciente com nódulo pulmonar não respondeu à solicitação de agendamento para controle; um paciente apresentava quadro compatível com opacidades irregulares no lobo superior direito e consolidação focal no lobo inferior esquerdo e nova avaliação em 2010 não mostrou modificações do quadro; numa paciente com diagnóstico de artrite reumatóide (AR), diagnosticada por reumatologista, foi identificado infiltrado intersticial pulmonar à esclarecer, sendo o quadro radiológico compatível com comprometimento pulmonar pela artrite reumatóide. Tabela 20. Pequenas opacidades  1/0 (OIT) sugeridas pelo RX de tórax e não confirmadas pela TCAR em 2 pacientes, além de outras alterações tomográficas não compatíveis com exposição ao asbesto e evidenciadas apenas pela TCAR. Sem alterações intersticiais 51 MÉDIA
outro com calcificações linfonodais, que foram encaminhados para investigação. Na capital fluminense (RJ) foram identificados: um indivíduo com nódulos pulmonares, com quadro tomográfico inalterado em 2010; um paciente com nódulo pulmonar não respondeu à solicitação de agendamento para controle; um paciente apresentava quadro compatível com opacidades irregulares no lobo superior direito e consolidação focal no lobo inferior esquerdo e nova avaliação em 2010 não mostrou modificações do quadro; numa paciente com diagnóstico de artrite reumatóide (AR), diagnosticada por reumatologista, foi identificado infiltrado intersticial pulmonar à esclarecer, sendo o quadro radiológico compatível com comprometimento pulmonar pela artrite reumatóide. Tabela 20. Pequenas opacidades  1/0 (OIT) sugeridas pelo RX de tórax e não confirmadas pela TCAR em 2 pacientes, além de outras alterações tomográficas não compatíveis com exposição ao asbesto e evidenciadas apenas pela TCAR. Sem alterações intersticiais 51 MÉDIA
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1.5 - DISCUSSÃO Após consulta à literatura, consideramos ser este o primeiro estudo a investigar o possível risco de exposição ambiental, intra e extra-domiciliar, aos moradores por longos períodos (acima de 15 anos), em residências cobertas diretamente por telhas de cimento-amianto, no Brasil. Os resultados do presente estudo indicam que apenas 1 em 22 amostras intra-domiciliares e 5 em 30 das amostras extra-domiciliares revelaram-se positivas para fibras de asbestos  5 m, mas em concentrações similares, tanto às encontradas no ambiente externo local como naquelas previamente descritas em grandes cidades ocidentais (0,00040 a 0,00080 f/cc). Adicionalmente, os moradores avaliados não apresentaram evidências de acometimento clínico, funcional respiratório ou tomográfico, passíveis estas, de serem correlacionadas com a exposição ambiental ao asbesto. 1.5.1 - Avaliação da Exposição A exposição à fibras de asbesto  5 m é internacionalmente considerada como aquela de potencial patogênico respiratório definido, tanto para condições não-malignas (placas pleurais e asbestose), como malignas (mesotelioma e câncer de pulmão).(34) Desta forma, os organismos internacionais de vigilância à exposição ao asbesto não consideram, em seus relatórios, a presença de fibras de menores dimensões (35-37) incluindo-se, por exemplo, a avaliação de exposição em 11/09 no World Trade Center.(38) Um aspecto crucial para a interpretação dos resultados deste estudo é o reconhecimento de que há uma concentração minimamente presente de fibras no meio externo, mesmo em áreas rurais e desabitadas como a Groelândia ou ilhas do Pacífico.(39) Esta exposição de fundo (background exposure) deve-se não somente ao possível afloramento natural de jazidas como da dispersão de fibras do solo, por intemperismo e também aquelas derivadas da presença humana. No meio urbano desenvolvido, habitualmente relacionam-se ao uso em freios automotivos, materiais de fricção e isolamento, produtos têxteis, canos e tubulações.(40) Considerando-se a inexistência de informações confiáveis quanto á exposição ao 52
1.5 - DISCUSSÃO Após consulta à literatura, consideramos ser este o primeiro estudo a investigar o possível risco de exposição ambiental, intra e extra-domiciliar, aos moradores por longos períodos (acima de 15 anos), em residências cobertas diretamente por telhas de cimento-amianto, no Brasil. Os resultados do presente estudo indicam que apenas 1 em 22 amostras intra-domiciliares e 5 em 30 das amostras extra-domiciliares revelaram-se positivas para fibras de asbestos  5 m, mas em concentrações similares, tanto às encontradas no ambiente externo local como naquelas previamente descritas em grandes cidades ocidentais (0,00040 a 0,00080 f/cc). Adicionalmente, os moradores avaliados não apresentaram evidências de acometimento clínico, funcional respiratório ou tomográfico, passíveis estas, de serem correlacionadas com a exposição ambiental ao asbesto. 1.5.1 - Avaliação da Exposição A exposição à fibras de asbesto  5 m é internacionalmente considerada como aquela de potencial patogênico respiratório definido, tanto para condições não-malignas (placas pleurais e asbestose), como malignas (mesotelioma e câncer de pulmão).(34) Desta forma, os organismos internacionais de vigilância à exposição ao asbesto não consideram, em seus relatórios, a presença de fibras de menores dimensões (35-37) incluindo-se, por exemplo, a avaliação de exposição em 11/09 no World Trade Center.(38) Um aspecto crucial para a interpretação dos resultados deste estudo é o reconhecimento de que há uma concentração minimamente presente de fibras no meio externo, mesmo em áreas rurais e desabitadas como a Groelândia ou ilhas do Pacífico.(39) Esta exposição de fundo (background exposure) deve-se não somente ao possível afloramento natural de jazidas como da dispersão de fibras do solo, por intemperismo e também aquelas derivadas da presença humana. No meio urbano desenvolvido, habitualmente relacionam-se ao uso em freios automotivos, materiais de fricção e isolamento, produtos têxteis, canos e tubulações.(40) Considerando-se a inexistência de informações confiáveis quanto á exposição ao 52
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asbesto de fundo no Brasil, a discussão que se seguirá restringe-se ao cotejamento dos dados do presente estudo com a literatura internacional. Neste contexto, a Tabela 21 e a Figura I demonstram que os níveis de concentração de fibras de asbesto encontradas no presente estudo (0,0004-0,0008 f/cc, ou seja, na quarta casa decimal negativa (40 x 10-4) são comparáveis ou, em algumas circunstâncias inferiores (Japão, algumas grandes cidades dos EUA), ao reportado no meio ambiente urbano, rural e industrial nos estudos prévios em diferentes países e consideradas ―baixo risco‖ do ponto de vista epidemiológico e de saúde pública. Similarmente, a Tabela 22 e as Figuras II e III demonstram que as concentrações de 0,0004-0,0008 f/cc (40 x 10-4) também são, via-de-regra, comparáveis ou, em algumas circunstâncias inferiores (Japão, Rússia, ao reportado no ambiente próximo à edificações com MCA e consideradas de ―baixo risco‖ do ponto de vista epidemiológico e de saúde pública. (34,36,41) 53
asbesto de fundo no Brasil, a discussão que se seguirá restringe-se ao cotejamento dos dados do presente estudo com a literatura internacional. Neste contexto, a Tabela 21 e a Figura I demonstram que os níveis de concentração de fibras de asbesto encontradas no presente estudo (0,0004-0,0008 f/cc, ou seja, na quarta casa decimal negativa (40 x 10-4) são comparáveis ou, em algumas circunstâncias inferiores (Japão, algumas grandes cidades dos EUA), ao reportado no meio ambiente urbano, rural e industrial nos estudos prévios em diferentes países e consideradas ―baixo risco‖ do ponto de vista epidemiológico e de saúde pública. Similarmente, a Tabela 22 e as Figuras II e III demonstram que as concentrações de 0,0004-0,0008 f/cc (40 x 10-4) também são, via-de-regra, comparáveis ou, em algumas circunstâncias inferiores (Japão, Rússia, ao reportado no ambiente próximo à edificações com MCA e consideradas de ―baixo risco‖ do ponto de vista epidemiológico e de saúde pública. (34,36,41) 53
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Tabela 21. Concentração de fibras de asbesto no meio ambiente urbano, rural e em áreas industriais com materiais contendo asbestos (MCA) em diversos países. Presente estudo= 0,0004-0,0008 f/cc Extraído de: 54
Tabela 21. Concentração de fibras de asbesto no meio ambiente urbano, rural e em áreas industriais com materiais contendo asbestos (MCA) em diversos países. Presente estudo= 0,0004-0,0008 f/cc Extraído de: 54
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Figura 8. Comparação gráfica entre concentrações de fibras de asbesto no meio ambiente urbano previamente descritas em diversos países e aquelas encontradas no presente estudo (máxima em verde, mínima em vermelho). Coréia  Lim HS, Kim JY, Sakai K, Hisanaga N: Airborne asbestos and non-asbestos fi ber concentrations in non-occupational environments in Korea. Ind Health 2004, 42, 171-178. Japão  Sakai K, Hisanaga N, Kohyama N, Shibata E, Takeuchai Y: Airborne fi ber concentration and size distribution of mineral fi bers in área with serpentinite outcrops in Aichi Prefecture, Japan. Ind Health 2001, 39, 132-140. Polônia  Lesz M: Asbestos in the air. In: Proceedings of the International Conference on Asbestos Risk Reduction and Measurement of Asbestos Fibre Concentration, 28-29 September 2006. University of Science and Technology, Cracow 2006. EUA  Lee et al., 1992 R.J. Lee, D.R. Van Orden, M. Corn and K.S. Crump, Exposure to airborne asbestos in buildings, Regulatory Toxicology and Pharmacology 16 (1992), pp. 93–107  Corn M, Crump K, Farrar DB, Lee RJ, McFee DR: Airborne concentrations of asbestos in 71 school buildings. Regul Toxicol Pharmacol1991, 13, 99-114.  Corn M: Airborne concentrations of asbestos in non-occupational environments. Ann Occup Hyg 1994, 38, 495-502.  Lee RJ, Van Orden DR: Airborne asbestos in buildings. Regu Toxicol Pharmacol 2008, 50, 218225  US Environmental Protection Agency (US EPA): US EPA Asbestos Assessment for El Dorado Hills.  US EPA Region 9, San Francisco 2005. 55
Figura 8. Comparação gráfica entre concentrações de fibras de asbesto no meio ambiente urbano previamente descritas em diversos países e aquelas encontradas no presente estudo (máxima em verde, mínima em vermelho). Coréia  Lim HS, Kim JY, Sakai K, Hisanaga N: Airborne asbestos and non-asbestos fi ber concentrations in non-occupational environments in Korea. Ind Health 2004, 42, 171-178. Japão  Sakai K, Hisanaga N, Kohyama N, Shibata E, Takeuchai Y: Airborne fi ber concentration and size distribution of mineral fi bers in área with serpentinite outcrops in Aichi Prefecture, Japan. Ind Health 2001, 39, 132-140. Polônia  Lesz M: Asbestos in the air. In: Proceedings of the International Conference on Asbestos Risk Reduction and Measurement of Asbestos Fibre Concentration, 28-29 September 2006. University of Science and Technology, Cracow 2006. EUA  Lee et al., 1992 R.J. Lee, D.R. Van Orden, M. Corn and K.S. Crump, Exposure to airborne asbestos in buildings, Regulatory Toxicology and Pharmacology 16 (1992), pp. 93–107  Corn M, Crump K, Farrar DB, Lee RJ, McFee DR: Airborne concentrations of asbestos in 71 school buildings. Regul Toxicol Pharmacol1991, 13, 99-114.  Corn M: Airborne concentrations of asbestos in non-occupational environments. Ann Occup Hyg 1994, 38, 495-502.  Lee RJ, Van Orden DR: Airborne asbestos in buildings. Regu Toxicol Pharmacol 2008, 50, 218225  US Environmental Protection Agency (US EPA): US EPA Asbestos Assessment for El Dorado Hills.  US EPA Region 9, San Francisco 2005. 55
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Tabela 22. Concentração de fibras de asbesto no meio ambiente interno e externo em edificações com materiais contendo asbestos (MCA) e no meio ambiente externo em diversos países. Presente estudo= 0,0004-0,0008 f/cc Extraído de: Coréia: Lim HS, Kim JY, Sakai K, Hisanaga N: Airborne asbestos and non-asbestos fiber concentrations in non-occupational environments in Korea. Ind Health 2004, 42, 171-178. Japão : Uchiyama I: Risk communication – a case study: Accidental Exposure to Asbestos at a Nursery School. In: Kazan-Allen L (Ed): Report of the Global Asbestos Congress (GAC 2004), 1921 November 2004, Tokyo 2004. Rússia : Kovalevskiy E, Tossavainen A: Asbestos fi bers in the urban environment in Moscow. In: Proceedings of the IOHA 6th International Scientifi c Conference 19-23 September 2005, Paper J5. Pilanesberg 2005. Inglaterra: Massey SW, Llewellyn JW, Brown RC: Environmental exposure to fi brous materials. In: Fibrous Materials in the Environment, 47-70. Institute for Environment and Health, Leicester 1997. Austrália/Alemanha: enHEALTH Council, Department of Health and Ageing: Management of asbestos in the non-occupational environment. Australian Government,Canberra 2005. Polônia: Stroszejn-Mrowca G, Szadkowska-Stańczyk I: Monitoring of environment and evaluation of occupational exposure to asbestos dust during removal of “asbestos products” from environment. In: Dyczek J (Ed): Asbestos Risk Reduction and Measurement of Asbestos Fibre Concentaration, Proceedings of the International Seminar held in AGH, University of Science and Technology, Appendix, 28–29 September 2006, 21-24, Cracow 2006. EUA: Lee et al., 1992 R.J. Lee, D.R. Van Orden, M. Corn and K.S. Crump, Exposure to airborne asbestos in buildings, Regulatory Toxicology and Pharmacology 16 (1992), pp. 93–107 Corn M, Crump K, Farrar DB, Lee RJ, McFee DR: Airborne concentrations of asbestos in 71 school buildings. Regul Toxicol Pharmacol1991, 13, 99-114. Corn M: Airborne concentrations of asbestos in non-occupational environments. Ann Occup Hyg 1994, 38, 495-502. Lee RJ, Van Orden DR: Airborne asbestos in buildings. Regu Toxicol Pharmacol 2008, 50, 218225 US Environmental Protection Agency (US EPA): US EPA Asbestos Assessment for El Dorado Hills. US EPA Region 9, San Francisco 2005. 56
Tabela 22. Concentração de fibras de asbesto no meio ambiente interno e externo em edificações com materiais contendo asbestos (MCA) e no meio ambiente externo em diversos países. Presente estudo= 0,0004-0,0008 f/cc Extraído de: Coréia: Lim HS, Kim JY, Sakai K, Hisanaga N: Airborne asbestos and non-asbestos fiber concentrations in non-occupational environments in Korea. Ind Health 2004, 42, 171-178. Japão : Uchiyama I: Risk communication – a case study: Accidental Exposure to Asbestos at a Nursery School. In: Kazan-Allen L (Ed): Report of the Global Asbestos Congress (GAC 2004), 1921 November 2004, Tokyo 2004. Rússia : Kovalevskiy E, Tossavainen A: Asbestos fi bers in the urban environment in Moscow. In: Proceedings of the IOHA 6th International Scientifi c Conference 19-23 September 2005, Paper J5. Pilanesberg 2005. Inglaterra: Massey SW, Llewellyn JW, Brown RC: Environmental exposure to fi brous materials. In: Fibrous Materials in the Environment, 47-70. Institute for Environment and Health, Leicester 1997. Austrália/Alemanha: enHEALTH Council, Department of Health and Ageing: Management of asbestos in the non-occupational environment. Australian Government,Canberra 2005. Polônia: Stroszejn-Mrowca G, Szadkowska-Stańczyk I: Monitoring of environment and evaluation of occupational exposure to asbestos dust during removal of “asbestos products” from environment. In: Dyczek J (Ed): Asbestos Risk Reduction and Measurement of Asbestos Fibre Concentaration, Proceedings of the International Seminar held in AGH, University of Science and Technology, Appendix, 28–29 September 2006, 21-24, Cracow 2006. EUA: Lee et al., 1992 R.J. Lee, D.R. Van Orden, M. Corn and K.S. Crump, Exposure to airborne asbestos in buildings, Regulatory Toxicology and Pharmacology 16 (1992), pp. 93–107 Corn M, Crump K, Farrar DB, Lee RJ, McFee DR: Airborne concentrations of asbestos in 71 school buildings. Regul Toxicol Pharmacol1991, 13, 99-114. Corn M: Airborne concentrations of asbestos in non-occupational environments. Ann Occup Hyg 1994, 38, 495-502. Lee RJ, Van Orden DR: Airborne asbestos in buildings. Regu Toxicol Pharmacol 2008, 50, 218225 US Environmental Protection Agency (US EPA): US EPA Asbestos Assessment for El Dorado Hills. US EPA Region 9, San Francisco 2005. 56
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Figura 9. Comparação gráfica entre concentrações de fibras de asbesto no meio ambiente externo à edificações com material contendo asbestos (MCA) em diferentes países e aquelas encontradas no presente estudo (máxima em verde, mínima em vermelho). 57
Figura 9. Comparação gráfica entre concentrações de fibras de asbesto no meio ambiente externo à edificações com material contendo asbestos (MCA) em diferentes países e aquelas encontradas no presente estudo (máxima em verde, mínima em vermelho). 57
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Figura 10. Comparação gráfica entre concentrações de fibras de asbesto no meio ambiente externo à edificações com material contendo asbestos nos EUA (3978 amostras internas em 752 locais por 32 anos) e aquelas encontradas no presente estudo (máxima em verde, mínima em vermelho). 58
Figura 10. Comparação gráfica entre concentrações de fibras de asbesto no meio ambiente externo à edificações com material contendo asbestos nos EUA (3978 amostras internas em 752 locais por 32 anos) e aquelas encontradas no presente estudo (máxima em verde, mínima em vermelho). 58
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1.5.2 - Avaliação dos Efeitos na Saúde A amostra avaliada tem diversas características que permitem inferir que a mesma foi representativa da população residente em casas cobertas por telhas de fibrocimento em núcleos urbanos (vide, entretanto, limitações do estudo). Desta forma, em relação às moradias, avaliou-se um número similar de indivíduos em 5 cidades brasileiras que parecem representar adequadamente a realidade urbana de cidades com recente expansão urbana (e.g., Goiânia e Salvador) e de cidades com população mais estável (Rio de Janeiro e São Paulo). A preponderância de casas de alvenaria de pavimento único e sem forro, habitadas por múltiplos indivíduos é compatível também com o esperado em áreas de baixo desenvolvimento econômico e social. Nos aspectos concernentes à população avaliada, a preponderância de mulheres era esperado, pois os indivíduos do sexo feminino permanecem no ambiente doméstico por períodos mais longos do que os homens. A carga de exposição tabágica é compatível com a recentemente descrita em amplo estudo epidemiológico, assim como a prevalência de alterações espirométricas compatíveis com doenças bronco-obstrutivas não ocupacionais na população geral brasileira (42), demonstrando a importância do tabagismo na morbidade respiratória geral. Portanto, o fato das alterações funcionais respiratórias – e os sintomas daí derivados - terem sido ligadas às doenças obstrutivas (e não restritivas, como acontece na asbestose) sejam elas tabaco-relacionadas ou não (por exemplo, asma), além da ausência de alterações na TCAR nos poucos pacientes com alterações ―restritivas‖ ou ―inespecíficas‖, permite a conclusão de que as anormalidades encontradas não tiveram um substrato anatômico compatível com doenças asbesto-relacionadas. Um outro achado relevante do presente estudo foi a ausência de alterações tomográficas compatíveis com doenças asbesto-relacionadas. De fato, os dois casos com alterações intersticiais tiveram diagnóstico de compatíbilidade com outras doenças (sarcoidose e artrite reumatóide), achado compreensível quando se utiliza em larga escala um método sensível como a TCAR. Da mesma forma, a ocorrência 59
1.5.2 - Avaliação dos Efeitos na Saúde A amostra avaliada tem diversas características que permitem inferir que a mesma foi representativa da população residente em casas cobertas por telhas de fibrocimento em núcleos urbanos (vide, entretanto, limitações do estudo). Desta forma, em relação às moradias, avaliou-se um número similar de indivíduos em 5 cidades brasileiras que parecem representar adequadamente a realidade urbana de cidades com recente expansão urbana (e.g., Goiânia e Salvador) e de cidades com população mais estável (Rio de Janeiro e São Paulo). A preponderância de casas de alvenaria de pavimento único e sem forro, habitadas por múltiplos indivíduos é compatível também com o esperado em áreas de baixo desenvolvimento econômico e social. Nos aspectos concernentes à população avaliada, a preponderância de mulheres era esperado, pois os indivíduos do sexo feminino permanecem no ambiente doméstico por períodos mais longos do que os homens. A carga de exposição tabágica é compatível com a recentemente descrita em amplo estudo epidemiológico, assim como a prevalência de alterações espirométricas compatíveis com doenças bronco-obstrutivas não ocupacionais na população geral brasileira (42), demonstrando a importância do tabagismo na morbidade respiratória geral. Portanto, o fato das alterações funcionais respiratórias – e os sintomas daí derivados - terem sido ligadas às doenças obstrutivas (e não restritivas, como acontece na asbestose) sejam elas tabaco-relacionadas ou não (por exemplo, asma), além da ausência de alterações na TCAR nos poucos pacientes com alterações ―restritivas‖ ou ―inespecíficas‖, permite a conclusão de que as anormalidades encontradas não tiveram um substrato anatômico compatível com doenças asbesto-relacionadas. Um outro achado relevante do presente estudo foi a ausência de alterações tomográficas compatíveis com doenças asbesto-relacionadas. De fato, os dois casos com alterações intersticiais tiveram diagnóstico de compatíbilidade com outras doenças (sarcoidose e artrite reumatóide), achado compreensível quando se utiliza em larga escala um método sensível como a TCAR. Da mesma forma, a ocorrência 59
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de micronódulos e nódulos pulmonares observados na avaliação tomográfica está dentro do esperado em estudos em que este exame foi utilizado.(43) Deve-se notar, ainda, que, em alguns casos, foram observadas alterações reticulo-nodulares localizadas pelo radiograma de tórax, mas que não foram confirmadas pela TCAR. Estes achados, ilustram a importância central da TCAR na avaliação contemporânea de casos suspeitos de doenças asbesto-relacionadas, mesmo levando-se em consideração os altos custos envolvidos em grandes estudos epidemiológicos. 1.5.3 - Limitações do Estudo Como esperado, o presente estudo tem potenciais limitações que devem ser consideradas antes da generalização dos seus resultados. A amostra avaliada foi calculada por critérios estritamente operacionais, dentro das limitações da disponibilidade de dados prévios relativos à morbidade relacionada à exposição domiciliar ao asbesto no Brasil. Desta forma, a mesma deve ser encarada como uma amostra de ocasião, não permitindo uma estimativa da prevalência nacional de casos atribuíveis à possível exposição domiciliar ao asbesto. Entretanto, deve-se admitir que as condições analisadas provavelmente correspondem ao ―pior cenário‖ de possível exposição domiciliar, já que foram investigados indivíduos residindo nestas casas por tempo superior a 15 anos (média de 35 anos), com grau de deterioração das telhas de cimento-amianto, de moderado à intenso. Finalmente, deve-se considerar o caráter subjetivo da avaliação das condições de deterioração das telhas; entretanto, estudo prévio que procurou uniformizar tal procedimento, reconhece o ―caráter intrinsecamente subjetivo‖ de tal avaliação em estudos epidemiológicos. Porém, a grande maioria das telhas foi considerada como ―moderada à acentuadamente deteriorada‖, o que parece indicar não ter havido subestimação apreciável das reais condições do revestimento. 60
de micronódulos e nódulos pulmonares observados na avaliação tomográfica está dentro do esperado em estudos em que este exame foi utilizado.(43) Deve-se notar, ainda, que, em alguns casos, foram observadas alterações reticulo-nodulares localizadas pelo radiograma de tórax, mas que não foram confirmadas pela TCAR. Estes achados, ilustram a importância central da TCAR na avaliação contemporânea de casos suspeitos de doenças asbesto-relacionadas, mesmo levando-se em consideração os altos custos envolvidos em grandes estudos epidemiológicos. 1.5.3 - Limitações do Estudo Como esperado, o presente estudo tem potenciais limitações que devem ser consideradas antes da generalização dos seus resultados. A amostra avaliada foi calculada por critérios estritamente operacionais, dentro das limitações da disponibilidade de dados prévios relativos à morbidade relacionada à exposição domiciliar ao asbesto no Brasil. Desta forma, a mesma deve ser encarada como uma amostra de ocasião, não permitindo uma estimativa da prevalência nacional de casos atribuíveis à possível exposição domiciliar ao asbesto. Entretanto, deve-se admitir que as condições analisadas provavelmente correspondem ao ―pior cenário‖ de possível exposição domiciliar, já que foram investigados indivíduos residindo nestas casas por tempo superior a 15 anos (média de 35 anos), com grau de deterioração das telhas de cimento-amianto, de moderado à intenso. Finalmente, deve-se considerar o caráter subjetivo da avaliação das condições de deterioração das telhas; entretanto, estudo prévio que procurou uniformizar tal procedimento, reconhece o ―caráter intrinsecamente subjetivo‖ de tal avaliação em estudos epidemiológicos. Porém, a grande maioria das telhas foi considerada como ―moderada à acentuadamente deteriorada‖, o que parece indicar não ter havido subestimação apreciável das reais condições do revestimento. 60
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1.6 - CONCLUSÕES Os resultados do presente estudo envolvendo coleta e análise por microscopia eletrônica de transmissão de amostras aéreas intra- (N= 22) e extradomiciliares (N= 30) para a caracterização e quantificação da concentração de fibras de asbesto ( avaliação do risco) em cinco capitais brasileiras, além da avaliação de 550 moradores por longo tempo (há pelo menos 15 anos) em residências cobertas por telhas de asbestos-cimento nestes locais, indicam que: 1. a exposição ambiental intra e extra-domiciliar à fibras de asbesto  5 m (com potencial patogênico) e fibras < 5 m (sem potencial patogênico), no momento da coleta das amostras, foi comparável ao previamente descrito em grandes áreas urbanas de diversos países desenvolvidos; e dentro dos limites aceitáveis de acordo com a Organização Mundial de Saúde e as agências internacionais de controle da exposição; 2. não se observou na amostra avaliada, evidências de acometimento clínico e funcional respiratório ou tomográfico de alta resolução passíveis estes de atribuição à exposição ambiental à fibras de asbesto. 61
1.6 - CONCLUSÕES Os resultados do presente estudo envolvendo coleta e análise por microscopia eletrônica de transmissão de amostras aéreas intra- (N= 22) e extradomiciliares (N= 30) para a caracterização e quantificação da concentração de fibras de asbesto ( avaliação do risco) em cinco capitais brasileiras, além da avaliação de 550 moradores por longo tempo (há pelo menos 15 anos) em residências cobertas por telhas de asbestos-cimento nestes locais, indicam que: 1. a exposição ambiental intra e extra-domiciliar à fibras de asbesto  5 m (com potencial patogênico) e fibras < 5 m (sem potencial patogênico), no momento da coleta das amostras, foi comparável ao previamente descrito em grandes áreas urbanas de diversos países desenvolvidos; e dentro dos limites aceitáveis de acordo com a Organização Mundial de Saúde e as agências internacionais de controle da exposição; 2. não se observou na amostra avaliada, evidências de acometimento clínico e funcional respiratório ou tomográfico de alta resolução passíveis estes de atribuição à exposição ambiental à fibras de asbesto. 61
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2 – AVALIAÇÃO OCUPACIONAL 2.1 – RESUMO O presente relatório traz os dados finais da avaliação de 2075 trabalhadores e ex-trabalhadores da atividade de mineração de asbesto dos quais logrou-se o acompanhamento longitudinal, por tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR), relativo ao Projeto Asbesto-I, em 405 indivíduos. Os principais resultados podem ser assim descritos: 1. Numa avaliação transversal no Estudo atual:  A ocorrência de doença pleural (Pl) ou parenquimatosa (Asb) compatível com a exposição ao asbesto, diagnosticada por TCAR (N=1427), foi substancialmente maior no GRUPO I (N=124 – Asb = 2; Asb +Pl=10; e Pl = 60) e também no GRUPO II (N=604 Asb=10; Asb + Pl = 16; Pl = 53), decrescendo acentuadamente no GRUPO IIIA (N=481 – Asb = 3; Asb + PL = 5; PL = 14) e, principalmente, no GRUPO IIIB (N=216 Asb = 0; Asb + PL = 0; PL = 4). Por conseguinte, a Razão de Chance (Odds Ratio) para doença pleural ou parenquimatosa asbesto-relacionada decresceu progressivamente com a redução da exposição cumulativa observada do GRUPO I em direção ao GRUPO IIIB.  Dos quatro casos de placas pleurais identificados no GRUPO IIIB, dois deles tiveram exposição anterior a 1980 na indústria do fibrocimento.  Houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos. assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou elevada taxa de falso-positivos para asbestose e falso-negativo para placas pleurais.  Devido a reduzida prevalência de alterações atribuíveis ao asbesto nos GRUPOS IIIA e IIIB, não foi possível uma comparação válida entre sub-grupos com e sem alterações pleuro-parenquimatosas.  Diagnóstico possível de câncer de pulmão foi considerado em 15 casos. Em 8 (6 casos no presente estudo e 2 do Projeto-I) o diagnóstico foi confirmado e nos 7 restantes foi presumido. Por informações insuficientes, o nexo causal com a exposição ocupacional, embora considerado, não pode ser estabelecido em todos os indivíduos. 2. Numa avaliação longitudinal (Projetos I e II):  no GRUPO I, os pacientes que passaram a apresentar anormalidades intersticiais compatíveis com asbestose (N= 3, 12% dos normais na avaliação inicial) e placas pleurais (N= 6, 24% dos normais na avaliação inicial) tiveram maior exposição cumulativa, tendendo a ser mais idosos e com maior tempo de exposição do que o 62
2 – AVALIAÇÃO OCUPACIONAL 2.1 – RESUMO O presente relatório traz os dados finais da avaliação de 2075 trabalhadores e ex-trabalhadores da atividade de mineração de asbesto dos quais logrou-se o acompanhamento longitudinal, por tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR), relativo ao Projeto Asbesto-I, em 405 indivíduos. Os principais resultados podem ser assim descritos: 1. Numa avaliação transversal no Estudo atual:  A ocorrência de doença pleural (Pl) ou parenquimatosa (Asb) compatível com a exposição ao asbesto, diagnosticada por TCAR (N=1427), foi substancialmente maior no GRUPO I (N=124 – Asb = 2; Asb +Pl=10; e Pl = 60) e também no GRUPO II (N=604 Asb=10; Asb + Pl = 16; Pl = 53), decrescendo acentuadamente no GRUPO IIIA (N=481 – Asb = 3; Asb + PL = 5; PL = 14) e, principalmente, no GRUPO IIIB (N=216 Asb = 0; Asb + PL = 0; PL = 4). Por conseguinte, a Razão de Chance (Odds Ratio) para doença pleural ou parenquimatosa asbesto-relacionada decresceu progressivamente com a redução da exposição cumulativa observada do GRUPO I em direção ao GRUPO IIIB.  Dos quatro casos de placas pleurais identificados no GRUPO IIIB, dois deles tiveram exposição anterior a 1980 na indústria do fibrocimento.  Houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos. assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou elevada taxa de falso-positivos para asbestose e falso-negativo para placas pleurais.  Devido a reduzida prevalência de alterações atribuíveis ao asbesto nos GRUPOS IIIA e IIIB, não foi possível uma comparação válida entre sub-grupos com e sem alterações pleuro-parenquimatosas.  Diagnóstico possível de câncer de pulmão foi considerado em 15 casos. Em 8 (6 casos no presente estudo e 2 do Projeto-I) o diagnóstico foi confirmado e nos 7 restantes foi presumido. Por informações insuficientes, o nexo causal com a exposição ocupacional, embora considerado, não pode ser estabelecido em todos os indivíduos. 2. Numa avaliação longitudinal (Projetos I e II):  no GRUPO I, os pacientes que passaram a apresentar anormalidades intersticiais compatíveis com asbestose (N= 3, 12% dos normais na avaliação inicial) e placas pleurais (N= 6, 24% dos normais na avaliação inicial) tiveram maior exposição cumulativa, tendendo a ser mais idosos e com maior tempo de exposição do que o 62
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sub-grupo que permaneceu estável em relação à avaliação inicial (N= 15, 60% dos normais na avaliação inicial).  no GRUPO II, os pacientes que passaram a apresentar anormalidades intersticiais compatíveis com asbestose (N= 8, 4,6% dos normais na avaliação inicial) e placas pleurais (N= 12, 6,9% dos normais na avaliação inicial) eram mais idosos e tiveram maior exposição cumulativa do que o sub-grupo que permaneceu estável em relação à avaliação inicial (N= 154, 88 % dos normais na avaliação inicial). Observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente relativo, nos indivíduos que evoluíram para alterações intersticiais compatíveis com asbestose.  surgiram 5 novos casos com placas no GRUPO IIIA, ou seja, 3,8%, sendo que 4 tinham TCAR sem alterações no estudo inicial. Nenhum caso de alteração intersticial compatível com asbestose foi identificado evolutivamente no Grupo IIIA. Não se identificou novas alterações nem progressão do comprometimento pleural ou intersticial nos indivíduos do GRUPO IIIB, que fizeram TCAR nos dois estudos. 3. Houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos. Assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou elevada taxa de falso-positivos para asbestose e falso-negativo para placas pleurais, tanto na avaliação transversal como na evolutiva dos casos alterados no Projeto I. 63
sub-grupo que permaneceu estável em relação à avaliação inicial (N= 15, 60% dos normais na avaliação inicial).  no GRUPO II, os pacientes que passaram a apresentar anormalidades intersticiais compatíveis com asbestose (N= 8, 4,6% dos normais na avaliação inicial) e placas pleurais (N= 12, 6,9% dos normais na avaliação inicial) eram mais idosos e tiveram maior exposição cumulativa do que o sub-grupo que permaneceu estável em relação à avaliação inicial (N= 154, 88 % dos normais na avaliação inicial). Observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente relativo, nos indivíduos que evoluíram para alterações intersticiais compatíveis com asbestose.  surgiram 5 novos casos com placas no GRUPO IIIA, ou seja, 3,8%, sendo que 4 tinham TCAR sem alterações no estudo inicial. Nenhum caso de alteração intersticial compatível com asbestose foi identificado evolutivamente no Grupo IIIA. Não se identificou novas alterações nem progressão do comprometimento pleural ou intersticial nos indivíduos do GRUPO IIIB, que fizeram TCAR nos dois estudos. 3. Houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos. Assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou elevada taxa de falso-positivos para asbestose e falso-negativo para placas pleurais, tanto na avaliação transversal como na evolutiva dos casos alterados no Projeto I. 63
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2.2 – INTRODUÇÃO Asbesto ou Amianto é seguramente um dos minerais mais estudados na história da humanidade e, mesmo assim, ainda em nossos dias, contempla incertezas, indefinições, especialmente aquelas inerentes às decisões em saúde pública, bem como, quanto às implicações relativas aos riscos das exposições ambientais e ocupacionais. No Brasil, desde 1940, o asbesto é explorado comercialmente, sendo que nos últimos anos sua produção é da ordem de 200.000 toneladas por ano. Estima-se que na atividade de mineração cerca de 10.000 trabalhadores foram expostos a essa fibra. Em torno de 90% da produção é utilizada na produção de fibrocimento, especialmente telhas e caixas d’água, desconhecendo-se a estimativa do número de pessoas expostas nesse ramo de atividade. Algumas informações, de jornais e revistas não especializadas, citam entre 200.000 a 300.000 indivíduos que se expuseram ao asbesto na construção civil. Mesmo utilizando essa fibra desde a década de 40 e com um grande número de trabalhadores com exposição a esse mineral, não existe nenhum estudo de seguimento, com metodologia de investigação científica apropriada, para avaliar as repercussões sobre a saúde dos trabalhadores em relação a essa exposição, em nosso país. Na literatura nacional há apenas relatos de casos pontuais e sem conotação de estudo epidemiológico. Dessa forma, como breve histórico, relatamos que, em meados de setembro de 1993, docentes da Área de Saúde Ocupacional da UNICAMP, envolvidos com o estudo das doenças pulmonares de origem ocupacional, iniciaram os primeiros contatos para a realização do Projeto I. Baseavam-se na necessidade de conhecerem os eventuais agravos à saúde dos trabalhadores brasileiros expostos ao asbesto, em razão do seu desconhecimento sistemático em nosso meio. Idealizaram iniciar essa investigação entre aqueles que extraem esse mineral, para em seguida disponibilizá-lo nos demais segmentos da indústria de transformação. Dessa forma, contataram os trabalhadores, através do sindicato da categoria e a empresa SAMA. Após discussão, em assembléia, sobre os 64
2.2 – INTRODUÇÃO Asbesto ou Amianto é seguramente um dos minerais mais estudados na história da humanidade e, mesmo assim, ainda em nossos dias, contempla incertezas, indefinições, especialmente aquelas inerentes às decisões em saúde pública, bem como, quanto às implicações relativas aos riscos das exposições ambientais e ocupacionais. No Brasil, desde 1940, o asbesto é explorado comercialmente, sendo que nos últimos anos sua produção é da ordem de 200.000 toneladas por ano. Estima-se que na atividade de mineração cerca de 10.000 trabalhadores foram expostos a essa fibra. Em torno de 90% da produção é utilizada na produção de fibrocimento, especialmente telhas e caixas d’água, desconhecendo-se a estimativa do número de pessoas expostas nesse ramo de atividade. Algumas informações, de jornais e revistas não especializadas, citam entre 200.000 a 300.000 indivíduos que se expuseram ao asbesto na construção civil. Mesmo utilizando essa fibra desde a década de 40 e com um grande número de trabalhadores com exposição a esse mineral, não existe nenhum estudo de seguimento, com metodologia de investigação científica apropriada, para avaliar as repercussões sobre a saúde dos trabalhadores em relação a essa exposição, em nosso país. Na literatura nacional há apenas relatos de casos pontuais e sem conotação de estudo epidemiológico. Dessa forma, como breve histórico, relatamos que, em meados de setembro de 1993, docentes da Área de Saúde Ocupacional da UNICAMP, envolvidos com o estudo das doenças pulmonares de origem ocupacional, iniciaram os primeiros contatos para a realização do Projeto I. Baseavam-se na necessidade de conhecerem os eventuais agravos à saúde dos trabalhadores brasileiros expostos ao asbesto, em razão do seu desconhecimento sistemático em nosso meio. Idealizaram iniciar essa investigação entre aqueles que extraem esse mineral, para em seguida disponibilizá-lo nos demais segmentos da indústria de transformação. Dessa forma, contataram os trabalhadores, através do sindicato da categoria e a empresa SAMA. Após discussão, em assembléia, sobre os 64
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objetivos do estudo, sua metodologia e critérios éticos, todos concordaram com a realização da pesquisa. Durante o período de 1994 a 1996, após inúmeras visitas e discussões, novamente com os trabalhadores e a empresa, foi assim elaborado o Projeto I que, por ser considerado de grande relevância e gigantismo, foi alçado à interinstitucionalidade. Submetido à apreciação da FAPESP, em novembro de 1996, teve sua aprovação e outorga do financiamento em junho de 1997. Assim, no período de Junho de 1997 a Dezembro de 2000, foram desenvolvidas todas as atividades previstas no cronograma de execução. A idéia de dar continuidade ao projeto acima citado (estudo de coorte), iniciou-se após o término do primeiro estudo, pois muitas questões ainda precisavam ser esclarecidas. Esta oportunidade surgiu, com o desenvolvimento do projeto de pesquisa atual. Alguns aspectos inerentes à realização do estudo anterior e ao planejamento desse estudo serão a seguir comentados. 2.2.1 - O INÍCIO DA MINERAÇÃO - 1940 Os trabalhadores da mina de São Félix, distrito de Bom Jesus da Serra, distante cerca de 20 km do município de Poções, próximo a Vitória da Conquista, na Bahia, nos relataram a vida naqueles tempos. Praticamente todos os familiares trabalhavam na mina, sendo apenas o chefe da casa contratado. As crianças extraíam o mineral manualmente, colocavam em pequenos sacos e vendiam à empresa. Alguns aspectos desse período, entre 1950 e 1960, podem ser observados nas fotografias, cedidas por ex-trabalhadores, que editamos e apresentamos a seguir: Durante o período de atividades, entre 1940 a 1967, segundo informações da empresa, a maior capacidade de produção foi de 4.000 toneladas/ano. Segundo a análise minerológica do corpo do minério dessa mina, realizada pela Profa. Dra. Miriam Cruxen, do Instituto de Pesquisa Tecnológica – IPT de São Paulo, em Maio de 1998, por solicitação da equipe de pesquisa, verificou-se a presença de 65
objetivos do estudo, sua metodologia e critérios éticos, todos concordaram com a realização da pesquisa. Durante o período de 1994 a 1996, após inúmeras visitas e discussões, novamente com os trabalhadores e a empresa, foi assim elaborado o Projeto I que, por ser considerado de grande relevância e gigantismo, foi alçado à interinstitucionalidade. Submetido à apreciação da FAPESP, em novembro de 1996, teve sua aprovação e outorga do financiamento em junho de 1997. Assim, no período de Junho de 1997 a Dezembro de 2000, foram desenvolvidas todas as atividades previstas no cronograma de execução. A idéia de dar continuidade ao projeto acima citado (estudo de coorte), iniciou-se após o término do primeiro estudo, pois muitas questões ainda precisavam ser esclarecidas. Esta oportunidade surgiu, com o desenvolvimento do projeto de pesquisa atual. Alguns aspectos inerentes à realização do estudo anterior e ao planejamento desse estudo serão a seguir comentados. 2.2.1 - O INÍCIO DA MINERAÇÃO - 1940 Os trabalhadores da mina de São Félix, distrito de Bom Jesus da Serra, distante cerca de 20 km do município de Poções, próximo a Vitória da Conquista, na Bahia, nos relataram a vida naqueles tempos. Praticamente todos os familiares trabalhavam na mina, sendo apenas o chefe da casa contratado. As crianças extraíam o mineral manualmente, colocavam em pequenos sacos e vendiam à empresa. Alguns aspectos desse período, entre 1950 e 1960, podem ser observados nas fotografias, cedidas por ex-trabalhadores, que editamos e apresentamos a seguir: Durante o período de atividades, entre 1940 a 1967, segundo informações da empresa, a maior capacidade de produção foi de 4.000 toneladas/ano. Segundo a análise minerológica do corpo do minério dessa mina, realizada pela Profa. Dra. Miriam Cruxen, do Instituto de Pesquisa Tecnológica – IPT de São Paulo, em Maio de 1998, por solicitação da equipe de pesquisa, verificou-se a presença de 65
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anfibólios, do tipo tremolita, como componente da crisotila. Com o fechamento da mina, em 1967, a maioria desses trabalhadores dispersaram-se pela região e por outros estados. Conseqüentemente, a realização das avaliações clínicas e das entrevistas da mortalidade, 30 anos após o encerramento daquelas atividades, foi muito difícil. Montamos um ponto de referência no município de Poções, iniciamos os contatos com os ex-trabalhadores residentes na cidade que, de imediato, prontificaram-se a localizar, convocar e convencer ex-colegas de trabalho para que fossem submetidos às avaliações. A região é desprovida de rodovias pavimentadas e, por vezes, foram necessários deslocamentos de até 40 km por estradas de terra, em precárias condições, para trazê-los ao nosso improvisado consultório. Este funcionou como consultório durante o dia e dormitório à noite. Conseguimos localizar e avaliar clínica, espirométrica e radiologicamente os ex-trabalhadores da mina que foram levados até Vitória da Conquista, distante 50 km de Poções, para a realização de radiografia do tórax em todos, e de tomografia computadorizada em alguns. 2.2.2 - A MINA DE CANABRAVA Com a descoberta da imensa jazida de asbesto no maciço de Canabrava, situado na parte norte do Estado de Goiás, distante cerca de 500 km de Goiânia / Brasília, as instalações da mina de São Félix foram transferidas para essa região, que passou a ser denominada de Minaçu, hoje com cerca de 40.000 habitantes. Cento e treze (113) ex-trabalhadores da mina de São Félix, também se transferiram para as novas instalações da empresa. Estes constituem o grupo 2, denominado coorte 2 do estudo epidemiológico. As fotografias a seguir, cedidas pela empresa, revelam as primeiras instalações e as condições atuais de funcionamento da mina. A análise mineralógica do corpo do minério dessa mina, realizada pela mesma pesquisadora do IPT, revelou, segundo a metodologia utilizada, apenas a presença do asbesto tipo crisotila, não se evidenciando anfibólios nesse corpo de minério. 66
anfibólios, do tipo tremolita, como componente da crisotila. Com o fechamento da mina, em 1967, a maioria desses trabalhadores dispersaram-se pela região e por outros estados. Conseqüentemente, a realização das avaliações clínicas e das entrevistas da mortalidade, 30 anos após o encerramento daquelas atividades, foi muito difícil. Montamos um ponto de referência no município de Poções, iniciamos os contatos com os ex-trabalhadores residentes na cidade que, de imediato, prontificaram-se a localizar, convocar e convencer ex-colegas de trabalho para que fossem submetidos às avaliações. A região é desprovida de rodovias pavimentadas e, por vezes, foram necessários deslocamentos de até 40 km por estradas de terra, em precárias condições, para trazê-los ao nosso improvisado consultório. Este funcionou como consultório durante o dia e dormitório à noite. Conseguimos localizar e avaliar clínica, espirométrica e radiologicamente os ex-trabalhadores da mina que foram levados até Vitória da Conquista, distante 50 km de Poções, para a realização de radiografia do tórax em todos, e de tomografia computadorizada em alguns. 2.2.2 - A MINA DE CANABRAVA Com a descoberta da imensa jazida de asbesto no maciço de Canabrava, situado na parte norte do Estado de Goiás, distante cerca de 500 km de Goiânia / Brasília, as instalações da mina de São Félix foram transferidas para essa região, que passou a ser denominada de Minaçu, hoje com cerca de 40.000 habitantes. Cento e treze (113) ex-trabalhadores da mina de São Félix, também se transferiram para as novas instalações da empresa. Estes constituem o grupo 2, denominado coorte 2 do estudo epidemiológico. As fotografias a seguir, cedidas pela empresa, revelam as primeiras instalações e as condições atuais de funcionamento da mina. A análise mineralógica do corpo do minério dessa mina, realizada pela mesma pesquisadora do IPT, revelou, segundo a metodologia utilizada, apenas a presença do asbesto tipo crisotila, não se evidenciando anfibólios nesse corpo de minério. 66
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Destaca-se que conhecer o que aconteceu com a saúde dessa população de trabalhadores expostos a esse mineral foi a meta principal. Para tanto, foi preciso localizar, contatar, agendar, e realizar o atendimento desses indivíduos. Esta foi uma experiência surpreendente, pois para alcançar o intento, foi convocada essa população através do contato boca-a-boca, carro-de-som e rádios locais. Os principais agentes sociais dessas pequenas localidades foram motivados a colaborar. Dessa forma, padres, pastores, professores, vereadores, entre outros, colaboraram para a divulgação do estudo. Treinamos as equipes de avaliação clínica para que fosse estabelecido a melhor relação médico-paciente. Assim seria possível coletar dados mais adequados em relação às suas queixas, seus passados mórbidos, hábitos, condições de trabalho, entre outros, de fundamental importância nas análises futuras. Orientações e discussões com radiologistas e técnicos de radiologia, disponíveis nas localidades, onde concentramos esses atendimentos (Vitória da Conquista, no estado da Bahia; Minaçu, Uruaçu, Goiânia, no estado de Goiás; Palmas, no estado de Tocantins; e na capital de São Paulo.) foram realizadas para que se conseguisse radiogramas do tórax da melhor qualidade possível, exame esse de importância crucial nesse tipo de investigação. O mesmo cuidado foi exigido na realização das tomografias computadorizadas de alta resolução, cuja técnica, das mais refinadas, exigiu a presença do responsável por esses exames, nos locais de execução. As espirometrias foram feitas de acordo com a padronização brasileira e, muitas vezes, para se conseguir um bom teste, exigiram-se exaustivas explicações e muita paciência para que, alguns desses extrabalhadores, geralmente os mais idosos e temerosos da ―máquina‖, pudessem realizá-las. Um grupo reduzido teve necessidade de investigação clínica de maior complexidade. A identificação de casos novos de doenças asbesto-relacionadas foi o principal desafio deste estudo. Para tanto, ampliamos substancialmente o número de tomografias realizadas, baseando-nos em estudos que claramente identificam a superioridade deste exame aumentando a sensibilidade e especificidade diagnóstica em relação ao RX do Tórax. Nos casos reavaliados em que foi realizada TCAR no Projeto I, pudemos de forma especifica identificar a progressão 67
Destaca-se que conhecer o que aconteceu com a saúde dessa população de trabalhadores expostos a esse mineral foi a meta principal. Para tanto, foi preciso localizar, contatar, agendar, e realizar o atendimento desses indivíduos. Esta foi uma experiência surpreendente, pois para alcançar o intento, foi convocada essa população através do contato boca-a-boca, carro-de-som e rádios locais. Os principais agentes sociais dessas pequenas localidades foram motivados a colaborar. Dessa forma, padres, pastores, professores, vereadores, entre outros, colaboraram para a divulgação do estudo. Treinamos as equipes de avaliação clínica para que fosse estabelecido a melhor relação médico-paciente. Assim seria possível coletar dados mais adequados em relação às suas queixas, seus passados mórbidos, hábitos, condições de trabalho, entre outros, de fundamental importância nas análises futuras. Orientações e discussões com radiologistas e técnicos de radiologia, disponíveis nas localidades, onde concentramos esses atendimentos (Vitória da Conquista, no estado da Bahia; Minaçu, Uruaçu, Goiânia, no estado de Goiás; Palmas, no estado de Tocantins; e na capital de São Paulo.) foram realizadas para que se conseguisse radiogramas do tórax da melhor qualidade possível, exame esse de importância crucial nesse tipo de investigação. O mesmo cuidado foi exigido na realização das tomografias computadorizadas de alta resolução, cuja técnica, das mais refinadas, exigiu a presença do responsável por esses exames, nos locais de execução. As espirometrias foram feitas de acordo com a padronização brasileira e, muitas vezes, para se conseguir um bom teste, exigiram-se exaustivas explicações e muita paciência para que, alguns desses extrabalhadores, geralmente os mais idosos e temerosos da ―máquina‖, pudessem realizá-las. Um grupo reduzido teve necessidade de investigação clínica de maior complexidade. A identificação de casos novos de doenças asbesto-relacionadas foi o principal desafio deste estudo. Para tanto, ampliamos substancialmente o número de tomografias realizadas, baseando-nos em estudos que claramente identificam a superioridade deste exame aumentando a sensibilidade e especificidade diagnóstica em relação ao RX do Tórax. Nos casos reavaliados em que foi realizada TCAR no Projeto I, pudemos de forma especifica identificar a progressão 67
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da doença intersticial ou pleural ou mesmo investigar o surgimento de neoplasias de pulmão ou pleura. De fundamental importância na analise foi a relação entre a identificação ou surgimento de novos casos, relacionados com os grupos de diferentes latências e exposição ao asbesto, tabagismo, assim como a relação destes achados com as alterações de função pulmonar. Para a parte ocupacional do projeto foram traçados os seguintes objetivos específicos:  Identificar a ocorrência de casos com comprometimento intersticial pulmonar e pleural (radiográfico e tomográfico) compatíveis com exposição ocupacional ao asbesto e investigar o surgimento de neoplasias pulmonares e ou pleurais.  Investigar a relação de medidas objetivas da carga de exposição ao asbesto com as repercussões estruturais (radiográfica e tomográfica) e funcionais respiratórias.  Determinar o impacto na morbidade relacionada ao asbesto nos trabalhadores do Grupo III (oriundos da mina de Canabrava, sem atividade laborativa na mina de São Félix, expostos entre 1977-1996), avaliados após tempo de latência comparável àquele do Grupo I (oriundos da mina de São Félix, que acompanharam ou não a mudança da atividade mineradora para Canabrava, expostos, portanto, entre 1940-1966) e do Grupo II (trabalhadores com atividade na mina de Canabrava, sem atividade laborativa prévia na mina de São Félix, expostos entre 1967-1976) no estudo Asbesto I.  Investigar, nos trabalhadores admitidos após 1977 (Grupo IIIA) e após 1980 (Grupo IIIB), o impacto da melhoria progressiva das condições ambientais e ocupacionais na ocorrência de alterações pleurais e/ou parenquimatosas (radiológicas e tomográficas) e no acometimento funcional respiratório.  Avaliar a sensibilidade da tomografia computadorizada de alta resolução na detecção precoce de lesões pleurais e/ou parenquimatosas, em relação ao radiograma torácico. 68
da doença intersticial ou pleural ou mesmo investigar o surgimento de neoplasias de pulmão ou pleura. De fundamental importância na analise foi a relação entre a identificação ou surgimento de novos casos, relacionados com os grupos de diferentes latências e exposição ao asbesto, tabagismo, assim como a relação destes achados com as alterações de função pulmonar. Para a parte ocupacional do projeto foram traçados os seguintes objetivos específicos:  Identificar a ocorrência de casos com comprometimento intersticial pulmonar e pleural (radiográfico e tomográfico) compatíveis com exposição ocupacional ao asbesto e investigar o surgimento de neoplasias pulmonares e ou pleurais.  Investigar a relação de medidas objetivas da carga de exposição ao asbesto com as repercussões estruturais (radiográfica e tomográfica) e funcionais respiratórias.  Determinar o impacto na morbidade relacionada ao asbesto nos trabalhadores do Grupo III (oriundos da mina de Canabrava, sem atividade laborativa na mina de São Félix, expostos entre 1977-1996), avaliados após tempo de latência comparável àquele do Grupo I (oriundos da mina de São Félix, que acompanharam ou não a mudança da atividade mineradora para Canabrava, expostos, portanto, entre 1940-1966) e do Grupo II (trabalhadores com atividade na mina de Canabrava, sem atividade laborativa prévia na mina de São Félix, expostos entre 1967-1976) no estudo Asbesto I.  Investigar, nos trabalhadores admitidos após 1977 (Grupo IIIA) e após 1980 (Grupo IIIB), o impacto da melhoria progressiva das condições ambientais e ocupacionais na ocorrência de alterações pleurais e/ou parenquimatosas (radiológicas e tomográficas) e no acometimento funcional respiratório.  Avaliar a sensibilidade da tomografia computadorizada de alta resolução na detecção precoce de lesões pleurais e/ou parenquimatosas, em relação ao radiograma torácico. 68
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 Analisar prospectivamente o comprometimento estrutural (radiográfico e tomográfico) e funcional respiratório nos diferentes grupos de exposição, particularmente nos trabalhadores com agravo reconhecido no estudo Asbesto-I.  Realizar análise petrográfica-mineralógica no corpo do minério da Mina de Cana Brava, bem como a avaliação de fibras suspensas no ar do local de trabalho. 69
 Analisar prospectivamente o comprometimento estrutural (radiográfico e tomográfico) e funcional respiratório nos diferentes grupos de exposição, particularmente nos trabalhadores com agravo reconhecido no estudo Asbesto-I.  Realizar análise petrográfica-mineralógica no corpo do minério da Mina de Cana Brava, bem como a avaliação de fibras suspensas no ar do local de trabalho. 69
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2.3 – MÉTODOS 2.3.1 - POPULAÇÃO DE ESTUDO A população alvo constituiu dos trabalhadores e ex-trabalhadores envolvidos em atividade laborativa com exposição ao asbesto por período superior a um ano, admitidos entre janeiro de 1940 e dezembro de 1996 e que foram examinados no Projeto Asbesto-I. Optou-se, portanto, pelo re-alinhamento dos 3.634 trabalhadores elegíveis examinados no estudo citado, em 3 grupos de exposição, relativamente homogêneos com respeito à qualidade do asbesto inalado e condições de trabalho, vis-à-vis à intensidade da exposição: - GRUPO I: trabalhadores oriundos da mina de São Félix (Bahia), que acompanharam ou não a mudança da atividade mineradora para Canabrava (Goiás), expostos, portanto, entre janeiro de 1940 e dezembro de 1966, N= 180 (4,95 %) da população; - GRUPO II: trabalhadores com atividade na mina de Canabrava, sem atividade laborativa prévia na mina de São Félix, expostos entre janeiro de 1967 e dezembro de 1976, N= 1.317 ( 36,24 %) da população; - GRUPO III: trabalhadores oriundos da mina de Canabrava, sem atividade laborativa na mina de São Félix, N= 2.137 (58,81 %) da população, divididos em dois grupos:  Grupo IIIA: trabalhadores expostos entre janeiro de 1977 até dezembro de 1980 e  Grupo IIIB: trabalhadores expostos a partir de janeiro de 1981 (que iniciou suas atividades laborais após expressivas ações para redução da contaminação dos postos de trabalho). O trabalho de campo da pesquisa ocupacional iniciou-se primeiramente com a identificação dos 3.634 indivíduos avaliados pelo Projeto I (1996-2000), considerados elegíveis para seguimento epidemiológico. Para tanto, foi utilizado o banco de dados da pesquisa anterior, fornecido pelo investigador principal, contendo informações de identificação, endereço, tempo e período de exposição de cada participante. Com base nas informações adquiridas foi possível observar que 70
2.3 – MÉTODOS 2.3.1 - POPULAÇÃO DE ESTUDO A população alvo constituiu dos trabalhadores e ex-trabalhadores envolvidos em atividade laborativa com exposição ao asbesto por período superior a um ano, admitidos entre janeiro de 1940 e dezembro de 1996 e que foram examinados no Projeto Asbesto-I. Optou-se, portanto, pelo re-alinhamento dos 3.634 trabalhadores elegíveis examinados no estudo citado, em 3 grupos de exposição, relativamente homogêneos com respeito à qualidade do asbesto inalado e condições de trabalho, vis-à-vis à intensidade da exposição: - GRUPO I: trabalhadores oriundos da mina de São Félix (Bahia), que acompanharam ou não a mudança da atividade mineradora para Canabrava (Goiás), expostos, portanto, entre janeiro de 1940 e dezembro de 1966, N= 180 (4,95 %) da população; - GRUPO II: trabalhadores com atividade na mina de Canabrava, sem atividade laborativa prévia na mina de São Félix, expostos entre janeiro de 1967 e dezembro de 1976, N= 1.317 ( 36,24 %) da população; - GRUPO III: trabalhadores oriundos da mina de Canabrava, sem atividade laborativa na mina de São Félix, N= 2.137 (58,81 %) da população, divididos em dois grupos:  Grupo IIIA: trabalhadores expostos entre janeiro de 1977 até dezembro de 1980 e  Grupo IIIB: trabalhadores expostos a partir de janeiro de 1981 (que iniciou suas atividades laborais após expressivas ações para redução da contaminação dos postos de trabalho). O trabalho de campo da pesquisa ocupacional iniciou-se primeiramente com a identificação dos 3.634 indivíduos avaliados pelo Projeto I (1996-2000), considerados elegíveis para seguimento epidemiológico. Para tanto, foi utilizado o banco de dados da pesquisa anterior, fornecido pelo investigador principal, contendo informações de identificação, endereço, tempo e período de exposição de cada participante. Com base nas informações adquiridas foi possível observar que 70
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a distribuição geográfica das residências destes indivíduos, era heterogênea, entretanto, grande parte delas esteve concentrada em quatro regiões: 1-) Minaçu, Uruaçu, Anápolis e Goiânia no estado de Goiás (n= 3117); 2-) Poções, Bom Jesus da Serra e Vitória da Conquista na Bahia (n=154); 3-) Palmas e Gurupi no estado do Tocantins (n=115); e 4-) São Paulo (capital) e grande São Paulo (n=52). (Figura 1) Figura 1: Número de residentes distribuídos por estado fornecidos pelo banco de dados do Projeto-I (1996-2000). Com o conhecimento de onde estaria concentrado o maior número de indivíduos foi estabelecido a montagem das bases fixas para o atendimento aos trabalhadores e ex-trabalhadores: Goiânia e Minaçu. A coordenação dos trabalhos de campo ficou centralizada na cidade de Goiânia, em salas cedidas pela Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado de Goiás, salas estas montadas para os atendimentos da parte ambiental do projeto. Em Minaçu foi realizada uma reunião, com membros do Sindicato que representa os trabalhadores da mineração e o Sindicato dos aposentados de Minaçu, para explicar os objetivos da Pesquisa e solicitar o apoio destas instituições. O Sindicato 71
a distribuição geográfica das residências destes indivíduos, era heterogênea, entretanto, grande parte delas esteve concentrada em quatro regiões: 1-) Minaçu, Uruaçu, Anápolis e Goiânia no estado de Goiás (n= 3117); 2-) Poções, Bom Jesus da Serra e Vitória da Conquista na Bahia (n=154); 3-) Palmas e Gurupi no estado do Tocantins (n=115); e 4-) São Paulo (capital) e grande São Paulo (n=52). (Figura 1) Figura 1: Número de residentes distribuídos por estado fornecidos pelo banco de dados do Projeto-I (1996-2000). Com o conhecimento de onde estaria concentrado o maior número de indivíduos foi estabelecido a montagem das bases fixas para o atendimento aos trabalhadores e ex-trabalhadores: Goiânia e Minaçu. A coordenação dos trabalhos de campo ficou centralizada na cidade de Goiânia, em salas cedidas pela Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado de Goiás, salas estas montadas para os atendimentos da parte ambiental do projeto. Em Minaçu foi realizada uma reunião, com membros do Sindicato que representa os trabalhadores da mineração e o Sindicato dos aposentados de Minaçu, para explicar os objetivos da Pesquisa e solicitar o apoio destas instituições. O Sindicato 71
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dos Trabalhadores da Mineração cedeu as salas de seu prédio para a instalação do escritório da pesquisa na cidade e para a realização dos exames clínicos e de função pulmonar. Foram ainda montadas bases temporárias, para realização dos exames, nas cidades de Poções-BA, Palmas-TO, Uruaçu-GO e São Paulo (capital). O maior desafio da pesquisa atual foi localizar e contactar os extrabalhadores a serem examinados. Inicialmente a estratégia foi enviar cartaconvite com Aviso de Recebimento (AR) nos endereços constantes no banco de dados, informando-os sobre a segunda etapa da pesquisa que seria realizada, agora coordenada pela USP, e convidando-os a ligar para um telefone 0800 (instalado em uma das bases – Minaçu) para atualização dos dados pessoais e assim, agendar os exames. Porém, o que foi constatado com os ARs é que grande parte dos endereços estava desatualizada, pois se tratava de endereços que foram coletados quando da primeira etapa da pesquisa, realizada há dez anos atrás. Concluiu-se portanto, que grande parte dos ex-trabalhadores havia mudado de cidade, de estado ou até de país. Assim, observou que o interesse em participar da pesquisa se mostrou aquém das expectativas, pois foram poucos os extrabalhadores que ligaram para o telefone 0800 dispostos a participar das avaliações. A segunda ação para localizar os ex-trabalhadores foi fazer anúncios nas rádios das maiores cidades do norte de Goiás, incluindo Minaçu-GO e Palmas-TO. O Presidente do Sindicato dos trabalhadores da Mineração em Minaçu compareceu aos programas de maior audiência da rádio da cidade para falar da importância da pesquisa. Também enviou por e-mail a lista com os extrabalhadores que seriam examinados para os principais sindicatos do Brasil, solicitando informações para contato. A terceira estratégia adotada foi anunciar a pesquisa (e convocar os extrabalhadores a ligarem para nº 0800 disponível) através dos jornais e das revistas das cidades próximas da maior probabilidade de concentração de extrabalhadores e que também circulam nas minerações do Brasil, principalmente nas regiões centro-oeste e norte do país. 72
dos Trabalhadores da Mineração cedeu as salas de seu prédio para a instalação do escritório da pesquisa na cidade e para a realização dos exames clínicos e de função pulmonar. Foram ainda montadas bases temporárias, para realização dos exames, nas cidades de Poções-BA, Palmas-TO, Uruaçu-GO e São Paulo (capital). O maior desafio da pesquisa atual foi localizar e contactar os extrabalhadores a serem examinados. Inicialmente a estratégia foi enviar cartaconvite com Aviso de Recebimento (AR) nos endereços constantes no banco de dados, informando-os sobre a segunda etapa da pesquisa que seria realizada, agora coordenada pela USP, e convidando-os a ligar para um telefone 0800 (instalado em uma das bases – Minaçu) para atualização dos dados pessoais e assim, agendar os exames. Porém, o que foi constatado com os ARs é que grande parte dos endereços estava desatualizada, pois se tratava de endereços que foram coletados quando da primeira etapa da pesquisa, realizada há dez anos atrás. Concluiu-se portanto, que grande parte dos ex-trabalhadores havia mudado de cidade, de estado ou até de país. Assim, observou que o interesse em participar da pesquisa se mostrou aquém das expectativas, pois foram poucos os extrabalhadores que ligaram para o telefone 0800 dispostos a participar das avaliações. A segunda ação para localizar os ex-trabalhadores foi fazer anúncios nas rádios das maiores cidades do norte de Goiás, incluindo Minaçu-GO e Palmas-TO. O Presidente do Sindicato dos trabalhadores da Mineração em Minaçu compareceu aos programas de maior audiência da rádio da cidade para falar da importância da pesquisa. Também enviou por e-mail a lista com os extrabalhadores que seriam examinados para os principais sindicatos do Brasil, solicitando informações para contato. A terceira estratégia adotada foi anunciar a pesquisa (e convocar os extrabalhadores a ligarem para nº 0800 disponível) através dos jornais e das revistas das cidades próximas da maior probabilidade de concentração de extrabalhadores e que também circulam nas minerações do Brasil, principalmente nas regiões centro-oeste e norte do país. 72
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A quarta ação para localizar e fazer contato com os ex-trabalhadores foi visitar todas as residências onde houve recebimento das cartas-convite, mas que não ocoreu retorno, principalmente, nas cidades onde as informações do banco de dados indicavam haver número importante de ex-trabalhadores. Nestas visitas explicava-se a importância de participar da pesquisa, eram atualizados os dados disponíveis e discutidas a melhor a melhor maneira de levar os ex-trabalhadores à fazer os exames. Como muitas casas se encontravam fechadas durante o dia, foi necessário fazer visitas após ás 18 horas. Nestas visitas quando o morador havia mudado de endereço, colhia-se informações de seu destino, com os vizinhos. Esta ação, apesar de muito trabalhosa, foi a que apresentou os melhores resultados. Uma quinta ação foi mostrar a lista dos ex-trabalhadores que ainda não tinham sido localizados para parentes ou para os que estavam sendo examinados questionando se teriam alguma informação que pudesse ajudar na localização. Outra estratégia foi visitar outras minerações (níquel, ouro), em cidades como Paracatu-MG, Niquelândia, Crixás, Barro Alto, Novo Horizonte, Goianésia – GO para verificar se ex-funcionários da mineração de amianto poderiam estar trabalhando nestas outras mineradoras. Para este público em específico, devido à distância das cidades e por ainda estarem na ativa, foi necessário que a coordenação de campo entrasse em contato com as empresas/mineradoras solicitando a liberação de seus empregados para a realização dos exames, pois as dificuldades de deslocamento eram significativas, tendo em vista que às vezes era necessário até três dias de disponibilidade. Uma sétima e última estratégia foi pesquisar na lista telefônica das regiões de maior probabilidade de concentração de ex-trabalhadores o nome o endereço e o telefone; assim, era feito um contato para averiguar de que se tratava de um exfuncionário da mina de mineração de amianto e se o mesmo não estava disposto a participar da avaliação da pesquisa. Inicialmente, houve certo desinteresse por parte dos ex-trabalhadores em retornar as convocações – listamos algumas deles: 73
A quarta ação para localizar e fazer contato com os ex-trabalhadores foi visitar todas as residências onde houve recebimento das cartas-convite, mas que não ocoreu retorno, principalmente, nas cidades onde as informações do banco de dados indicavam haver número importante de ex-trabalhadores. Nestas visitas explicava-se a importância de participar da pesquisa, eram atualizados os dados disponíveis e discutidas a melhor a melhor maneira de levar os ex-trabalhadores à fazer os exames. Como muitas casas se encontravam fechadas durante o dia, foi necessário fazer visitas após ás 18 horas. Nestas visitas quando o morador havia mudado de endereço, colhia-se informações de seu destino, com os vizinhos. Esta ação, apesar de muito trabalhosa, foi a que apresentou os melhores resultados. Uma quinta ação foi mostrar a lista dos ex-trabalhadores que ainda não tinham sido localizados para parentes ou para os que estavam sendo examinados questionando se teriam alguma informação que pudesse ajudar na localização. Outra estratégia foi visitar outras minerações (níquel, ouro), em cidades como Paracatu-MG, Niquelândia, Crixás, Barro Alto, Novo Horizonte, Goianésia – GO para verificar se ex-funcionários da mineração de amianto poderiam estar trabalhando nestas outras mineradoras. Para este público em específico, devido à distância das cidades e por ainda estarem na ativa, foi necessário que a coordenação de campo entrasse em contato com as empresas/mineradoras solicitando a liberação de seus empregados para a realização dos exames, pois as dificuldades de deslocamento eram significativas, tendo em vista que às vezes era necessário até três dias de disponibilidade. Uma sétima e última estratégia foi pesquisar na lista telefônica das regiões de maior probabilidade de concentração de ex-trabalhadores o nome o endereço e o telefone; assim, era feito um contato para averiguar de que se tratava de um exfuncionário da mina de mineração de amianto e se o mesmo não estava disposto a participar da avaliação da pesquisa. Inicialmente, houve certo desinteresse por parte dos ex-trabalhadores em retornar as convocações – listamos algumas deles: 73
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1-) Pessoas que estavam na ativa ou trabalhando pois não queriam se ausentar no seu trabalho e isto foi mais proeminente quando era de uma cidade mais longe dos locais de avaliação; 2-) Outros só fariam o exame caso fossem dadas certas regalias que eram impossíveis de serem concedidas (ex: exigência de deslocamento apenas com passagens aéreas); 3-) Os indivíduos que receberam resultados ―normais‖ na primeira pesquisa tiveram menor interesse de retornar para realizar exames na segunda; 4-) Havia uma certa desconfiança entre alguns ex-trabalhadores com relação aos objetivos da pesquisa, pois foram orientados por determinadas pessoas a não participar dos exames. Entretanto, com o decorrer do projeto, com as ações empregadas e planos estratégicos adotados, o recrutamento foi otimizado. As informações de ―boca a boca‖ se espalharam, o interesse aumentou e o telefone 0800 começou a receber mais ligações e com aumento da procura pelos ex-trabalhadores os agendamentos dos exames foram realizados de duas formas: por telefone ou por visita às residências. Outro grande desafio do projeto que necessitou de planos estratégicos e de logística foi o transporte, a alimentação e a hospedagem dos participantes do estudo. Os ex-trabalhadores que residiam nas cidades onde foram feitos os exames o deslocamento ocorreu de bicicleta, de carro próprio, moto ou ônibus coletivo, de acordo com a distância e o interesse de cada um. Em casos específicos (de dificuldade de locomoção, doença, de idade avançada entre outros) e conforme a necessidade um carro ia buscá-los e levá-los para casa ou para os locais de trabalho. Para os que residiam em outras cidades ou estados foi disponibilizado o pagamento das passagens, alimentação e hospedagem, inclusive aos acompanhantes quando não podiam vir sozinhos. Para alguns casos que estavam impossibilitados de fazer o deslocamento de ônibus, foi oferecido o reembolso do combustível. De acordo com o número de ex-trabalhadores localizados nas cidades, utilizou-se van, micro-ônibus ou taxi para fazer o deslocamento até os 74
1-) Pessoas que estavam na ativa ou trabalhando pois não queriam se ausentar no seu trabalho e isto foi mais proeminente quando era de uma cidade mais longe dos locais de avaliação; 2-) Outros só fariam o exame caso fossem dadas certas regalias que eram impossíveis de serem concedidas (ex: exigência de deslocamento apenas com passagens aéreas); 3-) Os indivíduos que receberam resultados ―normais‖ na primeira pesquisa tiveram menor interesse de retornar para realizar exames na segunda; 4-) Havia uma certa desconfiança entre alguns ex-trabalhadores com relação aos objetivos da pesquisa, pois foram orientados por determinadas pessoas a não participar dos exames. Entretanto, com o decorrer do projeto, com as ações empregadas e planos estratégicos adotados, o recrutamento foi otimizado. As informações de ―boca a boca‖ se espalharam, o interesse aumentou e o telefone 0800 começou a receber mais ligações e com aumento da procura pelos ex-trabalhadores os agendamentos dos exames foram realizados de duas formas: por telefone ou por visita às residências. Outro grande desafio do projeto que necessitou de planos estratégicos e de logística foi o transporte, a alimentação e a hospedagem dos participantes do estudo. Os ex-trabalhadores que residiam nas cidades onde foram feitos os exames o deslocamento ocorreu de bicicleta, de carro próprio, moto ou ônibus coletivo, de acordo com a distância e o interesse de cada um. Em casos específicos (de dificuldade de locomoção, doença, de idade avançada entre outros) e conforme a necessidade um carro ia buscá-los e levá-los para casa ou para os locais de trabalho. Para os que residiam em outras cidades ou estados foi disponibilizado o pagamento das passagens, alimentação e hospedagem, inclusive aos acompanhantes quando não podiam vir sozinhos. Para alguns casos que estavam impossibilitados de fazer o deslocamento de ônibus, foi oferecido o reembolso do combustível. De acordo com o número de ex-trabalhadores localizados nas cidades, utilizou-se van, micro-ônibus ou taxi para fazer o deslocamento até os 74
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locais onde foram realizados os exames. Dependendo do período do dia em que os exames eram realizados era servido café da manhã, almoço ou jantar. Mais uma questão importante a ser resolvida e que necessitava de bastante cuidado foi a escolha dos locais onde seriam realizados os exames radiológicos (Rx do Tórax e Tomografia Computadorizada de Alta Resolução (TCAR)), pois existia um protocolo padrão de realização dos exames. Para tanto, os locais que realizaram estes exames: Goiânia e Ceres -GO, Palmas-TO, Vitória da ConquistaBA, São Paulo (capital), receberam orientações metodológicas de como proceder em relação aos exames (vide métodos 2.3.3 e 2.3.4). Um exame era feito para controle de qualidade e enviado para o radiologista responsável pela leitura dos exames para verificar a qualidade da técnica; se estava dentro dos parâmetros seguia com a realização dos outros exames, se não, entrava-se em contato com o responsável do serviço radiológico para fazer possíveis ajustes da técnica. Os exames clínicos e de espirometria, bem como de Rx do Tórax e de TCAR foram realizados e enviados para São Paulo para serem analisados pela equipe do projeto e a entrega dos resultados da avaliação era feita por carta AR com resultado normal ou sem mudanças em relação ao Projeto I ou entregues pelo médico quando identificada qualquer anormalidade. 2.3.2 - AVALIAÇÃO CLÍNICA e OCUPACIONAL A história clínica compreendeu a identificação dos trabalhadores e ex-trabalhadores, os antecedentes mórbidos, os hábitos, os dados do exame físico e a queixa clínica (manifestações respiratórias). Com a finalidade de auxiliar na caracterização destas eventuais manifestações respiratórias dos pacientes estudados, foi aplicado o Questionário de Sintomas Respiratórios e Exposições Inalatórias Ocupacionais do Medical Research Council. Quanto ao hábito de fumar, considerou-se indivíduos fumantes atuais, exfumantes e não-fumantes. A carga tabágica deles foi determinada pela unidade de referência anos/ maço. 75
locais onde foram realizados os exames. Dependendo do período do dia em que os exames eram realizados era servido café da manhã, almoço ou jantar. Mais uma questão importante a ser resolvida e que necessitava de bastante cuidado foi a escolha dos locais onde seriam realizados os exames radiológicos (Rx do Tórax e Tomografia Computadorizada de Alta Resolução (TCAR)), pois existia um protocolo padrão de realização dos exames. Para tanto, os locais que realizaram estes exames: Goiânia e Ceres -GO, Palmas-TO, Vitória da ConquistaBA, São Paulo (capital), receberam orientações metodológicas de como proceder em relação aos exames (vide métodos 2.3.3 e 2.3.4). Um exame era feito para controle de qualidade e enviado para o radiologista responsável pela leitura dos exames para verificar a qualidade da técnica; se estava dentro dos parâmetros seguia com a realização dos outros exames, se não, entrava-se em contato com o responsável do serviço radiológico para fazer possíveis ajustes da técnica. Os exames clínicos e de espirometria, bem como de Rx do Tórax e de TCAR foram realizados e enviados para São Paulo para serem analisados pela equipe do projeto e a entrega dos resultados da avaliação era feita por carta AR com resultado normal ou sem mudanças em relação ao Projeto I ou entregues pelo médico quando identificada qualquer anormalidade. 2.3.2 - AVALIAÇÃO CLÍNICA e OCUPACIONAL A história clínica compreendeu a identificação dos trabalhadores e ex-trabalhadores, os antecedentes mórbidos, os hábitos, os dados do exame físico e a queixa clínica (manifestações respiratórias). Com a finalidade de auxiliar na caracterização destas eventuais manifestações respiratórias dos pacientes estudados, foi aplicado o Questionário de Sintomas Respiratórios e Exposições Inalatórias Ocupacionais do Medical Research Council. Quanto ao hábito de fumar, considerou-se indivíduos fumantes atuais, exfumantes e não-fumantes. A carga tabágica deles foi determinada pela unidade de referência anos/ maço. 75
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O detalhamento da história ocupacional compreendeu informações fornecidas pela empresa e pelo trabalhador e levou em conta o início e término da(s) atividade(s), tipo e tempos de exposição, períodos de afastamento, tempo de trabalho nos vários postos e condições de exposição. As medições da concentração de fibras/cc, ao nível do trabalhador e no posto de trabalho, foram anotadas com o intuito de quantificação da exposição cumulativa/dose. Outras exposições, em outros locais de trabalho foram considerados em relação ao risco inalatório. 2.3.3 - AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA Os radiogramas foram realizados e interpretados conforme o preconizado pela Organização Internacional do Trabalho, em sua revisão de 2000 (OIT –2000) (44) e avaliados quanto a qualidade (somente os radiogramas com qualidade 1 e 2 foram aceitos), profusão, forma e tamanho, alterações pleurais, símbolos e comentários. O radiograma do tórax foi realizado na posição posterior-anterior em serviço de radiologia previamente selecionado e orientado pela equipe de pesquisa, levando em consideração as exigências técnicas e o critério de identificação do exame. Todos os radiogramas foram analisados e classificados por três leitores experientes, conjuntamente, prevalecendo à classificação por consenso. 2.3.4 - AVALIAÇÃO TOMOGRÁFICA A tomografia computadorizada de alta resolução - TCAR foi indicada sempre que houvesse discordância entre as interpretações dos radiogramas; alterações radiológicas maior que 1/0 pelo critério da OIT; ou quando a presença de anormalidades pleuro-parenquimatosas foram consideradas como eventual doença asbesto relacionada; ou quando outras anormalidades não asbesto relacionada foram evidenciadas; ou, ainda, a critério clínico, para elaboração do relatório médico, entregue ao trabalhador após as devidas explicações e orientações inerentes a cada caso. 76
O detalhamento da história ocupacional compreendeu informações fornecidas pela empresa e pelo trabalhador e levou em conta o início e término da(s) atividade(s), tipo e tempos de exposição, períodos de afastamento, tempo de trabalho nos vários postos e condições de exposição. As medições da concentração de fibras/cc, ao nível do trabalhador e no posto de trabalho, foram anotadas com o intuito de quantificação da exposição cumulativa/dose. Outras exposições, em outros locais de trabalho foram considerados em relação ao risco inalatório. 2.3.3 - AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA Os radiogramas foram realizados e interpretados conforme o preconizado pela Organização Internacional do Trabalho, em sua revisão de 2000 (OIT –2000) (44) e avaliados quanto a qualidade (somente os radiogramas com qualidade 1 e 2 foram aceitos), profusão, forma e tamanho, alterações pleurais, símbolos e comentários. O radiograma do tórax foi realizado na posição posterior-anterior em serviço de radiologia previamente selecionado e orientado pela equipe de pesquisa, levando em consideração as exigências técnicas e o critério de identificação do exame. Todos os radiogramas foram analisados e classificados por três leitores experientes, conjuntamente, prevalecendo à classificação por consenso. 2.3.4 - AVALIAÇÃO TOMOGRÁFICA A tomografia computadorizada de alta resolução - TCAR foi indicada sempre que houvesse discordância entre as interpretações dos radiogramas; alterações radiológicas maior que 1/0 pelo critério da OIT; ou quando a presença de anormalidades pleuro-parenquimatosas foram consideradas como eventual doença asbesto relacionada; ou quando outras anormalidades não asbesto relacionada foram evidenciadas; ou, ainda, a critério clínico, para elaboração do relatório médico, entregue ao trabalhador após as devidas explicações e orientações inerentes a cada caso. 76
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A técnica de realização seguiu normas padronizadas segundo os critérios de Webb e colaboradores (45) e o método para análise e interpretação da TCAR utilizado foi a classificação semiquantitativa de Gamsu(46), que consiste na avaliação da extensão do envolvimento do parênquima pulmonar quanto à fibrose. 2.3.5 - AVALIAÇÃO FUNCIONAL A espirometria , um dos testes mais simples usado para avaliar a função pulmonar, que visa identificar valores relacionados à volumes, fluxos e capacidade do pulmão, foi realizada em todos os trabalhadores e ex-trabalhadores da mineração de amianto. Este exame obedeceu a padronização técnica estabelecida pela American Thoracic Society - ATS, 1994 e pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia - SBPT, 2002, (47) bem como para sua interpretação foram utilizados os previstos da população brasileira descritos por Pereira et al (1992).(48) Nos indivíduos com alterações parenquimatosas e pleurais relacionadas ao asbesto seria indicado a realização de exames avançados de função pulmonar como: volumes pulmonares estáticos, capacidade de difusão pulmonar e teste de exercício cardiorrespiratório, entretanto, estes exames não foram realizados por demandarem uma logística de maior complexidade, pois os mesmos deveriam ser realizados em São Paulo capital e o público alvo para tal indicação em sua grande maioria possui idade avançada, comorbidades e dependem de acompanhamento de pessoas o que inviabilizou a concretização da proposta inicial. 2.3.6 - AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL Foram feitas, pela equipe de pesquisa, em cada posto de trabalho, de forma aleatória totalizando 48 avaliações durante o período de realização do estudo. Coleta de Amostras 77
A técnica de realização seguiu normas padronizadas segundo os critérios de Webb e colaboradores (45) e o método para análise e interpretação da TCAR utilizado foi a classificação semiquantitativa de Gamsu(46), que consiste na avaliação da extensão do envolvimento do parênquima pulmonar quanto à fibrose. 2.3.5 - AVALIAÇÃO FUNCIONAL A espirometria , um dos testes mais simples usado para avaliar a função pulmonar, que visa identificar valores relacionados à volumes, fluxos e capacidade do pulmão, foi realizada em todos os trabalhadores e ex-trabalhadores da mineração de amianto. Este exame obedeceu a padronização técnica estabelecida pela American Thoracic Society - ATS, 1994 e pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia - SBPT, 2002, (47) bem como para sua interpretação foram utilizados os previstos da população brasileira descritos por Pereira et al (1992).(48) Nos indivíduos com alterações parenquimatosas e pleurais relacionadas ao asbesto seria indicado a realização de exames avançados de função pulmonar como: volumes pulmonares estáticos, capacidade de difusão pulmonar e teste de exercício cardiorrespiratório, entretanto, estes exames não foram realizados por demandarem uma logística de maior complexidade, pois os mesmos deveriam ser realizados em São Paulo capital e o público alvo para tal indicação em sua grande maioria possui idade avançada, comorbidades e dependem de acompanhamento de pessoas o que inviabilizou a concretização da proposta inicial. 2.3.6 - AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL Foram feitas, pela equipe de pesquisa, em cada posto de trabalho, de forma aleatória totalizando 48 avaliações durante o período de realização do estudo. Coleta de Amostras 77
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Utilizou a estratégia de amostragem individual, de modo preferencial, complementada pelas amostragens pontuais, com coletores colocados em alguns locais estrategicamente escolhidos. Em todas as etapas do trabalho, foram utilizados métodos de trabalho recomendados pelo NIOSH (49), além de obedecer rigorosamente às normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (50). As fibras presentes foram amostradas por coleta pessoal e pontos fixos, com bombas portáteis de vazão constantes, próprias para serem utilizadas em amostragens de higiene ocupacional, devidamente calibradas. As poeiras foram coletadas em filtros de membrana de ésteres mistos de celulose e finalmente analisados por microscopia óptica de contraste de fase, conforme o método preconizado pelo NIOSH (49). Cada coleta obedeceu à duração de no mínimo 80 % da jornada de trabalho de cada trabalhador. 2.3.7 - AVALIAÇÃO MINERALÓGICA Objetivando-se a continuação da caracterização mineralógica e petrográfica do corpo do minério da mina de Canabrava- Minaçu-Goiás foram realizadas coletas de novas amostras das frentes de lavra para análise do tipo de asbesto pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas- IPT, segundo metodologia preconizada por Whittaker (51). Os ensaios e análises de laboratório, após descrição macroscópica das amostras, foram assim elaboradas: - análises petrográficas por microscopia óptica, - análises mineralógicas por microscopia óptica, - análises mineralógicas por difração de raio X, - análises por microscopia eletrônica de varredura. 78
Utilizou a estratégia de amostragem individual, de modo preferencial, complementada pelas amostragens pontuais, com coletores colocados em alguns locais estrategicamente escolhidos. Em todas as etapas do trabalho, foram utilizados métodos de trabalho recomendados pelo NIOSH (49), além de obedecer rigorosamente às normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (50). As fibras presentes foram amostradas por coleta pessoal e pontos fixos, com bombas portáteis de vazão constantes, próprias para serem utilizadas em amostragens de higiene ocupacional, devidamente calibradas. As poeiras foram coletadas em filtros de membrana de ésteres mistos de celulose e finalmente analisados por microscopia óptica de contraste de fase, conforme o método preconizado pelo NIOSH (49). Cada coleta obedeceu à duração de no mínimo 80 % da jornada de trabalho de cada trabalhador. 2.3.7 - AVALIAÇÃO MINERALÓGICA Objetivando-se a continuação da caracterização mineralógica e petrográfica do corpo do minério da mina de Canabrava- Minaçu-Goiás foram realizadas coletas de novas amostras das frentes de lavra para análise do tipo de asbesto pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas- IPT, segundo metodologia preconizada por Whittaker (51). Os ensaios e análises de laboratório, após descrição macroscópica das amostras, foram assim elaboradas: - análises petrográficas por microscopia óptica, - análises mineralógicas por microscopia óptica, - análises mineralógicas por difração de raio X, - análises por microscopia eletrônica de varredura. 78
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2.4 – RESULTADOS 2.4.1 - Análise Transversal – PROJETO II (2007-2010) 2.4.1.1 - Análise Geral Foram avaliados um total de 2075 indivíduos (58,2 % dos 3562 avaliados no Estudo I), com 62 destes representado uma parcela que se apresentou voluntariamente para participar do estudo. Embora não tenha havido diferença estatisticamente significante das principais características entre os que foram ativamente procurados e os voluntários (p>0.05, dados não mostrados), optou-se por retirar os últimos do grupo total de estudo. Desta forma, a Tabela 1 traz a distribuição por GRUPO e a Tabela 2 demonstra que houve diferença interGRUPOS estatisticamente significante entre as principais características de interesse, ou seja, decréscimo progressivo de idade, tempo e carga de exposição e intensidade do tabagismo (p<0.05). Tabela 1: Frequência (absoluta e em porcentagem) de indivíduos em cada grupo. GRUPOS Valid N I II IIIA IIIB 131 637 639 606 2013 Total % 6,5 31,6 31,7 30,1 100,0 Obs: Em relação ao N avaliado no Estudo I, tais valores correspondem, por GRUPO, a 72,8 % (GI), 49,1 % (GII) e 60, 5 % (GIII). 79
2.4 – RESULTADOS 2.4.1 - Análise Transversal – PROJETO II (2007-2010) 2.4.1.1 - Análise Geral Foram avaliados um total de 2075 indivíduos (58,2 % dos 3562 avaliados no Estudo I), com 62 destes representado uma parcela que se apresentou voluntariamente para participar do estudo. Embora não tenha havido diferença estatisticamente significante das principais características entre os que foram ativamente procurados e os voluntários (p>0.05, dados não mostrados), optou-se por retirar os últimos do grupo total de estudo. Desta forma, a Tabela 1 traz a distribuição por GRUPO e a Tabela 2 demonstra que houve diferença interGRUPOS estatisticamente significante entre as principais características de interesse, ou seja, decréscimo progressivo de idade, tempo e carga de exposição e intensidade do tabagismo (p<0.05). Tabela 1: Frequência (absoluta e em porcentagem) de indivíduos em cada grupo. GRUPOS Valid N I II IIIA IIIB 131 637 639 606 2013 Total % 6,5 31,6 31,7 30,1 100,0 Obs: Em relação ao N avaliado no Estudo I, tais valores correspondem, por GRUPO, a 72,8 % (GI), 49,1 % (GII) e 60, 5 % (GIII). 79
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Tabela 2: Média e Desvio Padrão da característica da amostra em cada grupo. N Idade (anos) Tempo de Exposição(anos) Tempo Trabalhado(anos) Exposicao Cumulativa Tabagismo (anos_maço) MÉDIA DP I II IIIA IIIB Total I II IIIA IIIB Total I II IIIA IIIB Total 131 637 639 606 2013 131 637 639 606 2013 131 637 639 606 70,98 61,00 57,02 45,03 55,58 11,370 10,818 10,168 10,218 10,467 11,370 10,919 10,312 10,275 7,014* 7,549* 7,422* 6,950* 10,590 10,2101* 7,9570* 6,7999* 6,6781* 7,4136 10,2101* 8,0608* 6,9815* 6,6664* 2013 10,562 7,4981 I II IIIA IIIB Total I II IIIA IIIB Total 131 621 634 559 1945 95 406 390 215 1106 105,3547 43,188456 6,587148 1,957293 23,594797 47,0674 35,6209 29,9750 19,5091 31,4812 138,520226* 49,139065* 5,315579* 1,900820* 53,5307482 35,6542* 33,9159* 32,0334* 21,7015* 32,21892 * p<0,05 para todas as comparações inter-grupos. A Tabela 3 demonstra que mais de 90% dos avaliados dos GRUPOS I e II realizaram TCAR no presente estudo; tais dados contrastam com 42,8 % (N= 57) e 30, 9% (N= 200) destes indivíduos que foram submetidos a TCAR no Estudo I. Embora a fração de indivíduos submetidos a TCAR no GRUPO IIIA e IIIB tenha sido menor,, ainda é substancialmente superior à observada no Estudo I (31,0 % (N= 57) e 4,2 % (N= 27), respectivamente). Adicionalmente, as Tabelas 4-7 (para o GRUPO IIIA) demonstram que os indivíduos do GRUPO IIIA que realizaram 80
Tabela 2: Média e Desvio Padrão da característica da amostra em cada grupo. N Idade (anos) Tempo de Exposição(anos) Tempo Trabalhado(anos) Exposicao Cumulativa Tabagismo (anos_maço) MÉDIA DP I II IIIA IIIB Total I II IIIA IIIB Total I II IIIA IIIB Total 131 637 639 606 2013 131 637 639 606 2013 131 637 639 606 70,98 61,00 57,02 45,03 55,58 11,370 10,818 10,168 10,218 10,467 11,370 10,919 10,312 10,275 7,014* 7,549* 7,422* 6,950* 10,590 10,2101* 7,9570* 6,7999* 6,6781* 7,4136 10,2101* 8,0608* 6,9815* 6,6664* 2013 10,562 7,4981 I II IIIA IIIB Total I II IIIA IIIB Total 131 621 634 559 1945 95 406 390 215 1106 105,3547 43,188456 6,587148 1,957293 23,594797 47,0674 35,6209 29,9750 19,5091 31,4812 138,520226* 49,139065* 5,315579* 1,900820* 53,5307482 35,6542* 33,9159* 32,0334* 21,7015* 32,21892 * p<0,05 para todas as comparações inter-grupos. A Tabela 3 demonstra que mais de 90% dos avaliados dos GRUPOS I e II realizaram TCAR no presente estudo; tais dados contrastam com 42,8 % (N= 57) e 30, 9% (N= 200) destes indivíduos que foram submetidos a TCAR no Estudo I. Embora a fração de indivíduos submetidos a TCAR no GRUPO IIIA e IIIB tenha sido menor,, ainda é substancialmente superior à observada no Estudo I (31,0 % (N= 57) e 4,2 % (N= 27), respectivamente). Adicionalmente, as Tabelas 4-7 (para o GRUPO IIIA) demonstram que os indivíduos do GRUPO IIIA que realizaram 80
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TCAR tinham maior carga de exposição e mais alterações radiográficas do que os indivíduos que não foram submetidos à TCAR. Achado similar foi encontrado em relação à carga de exposição nos indivíduos do GRUPO IIIB que realizaram TCAR (Tabela 8 e 9). Tabela 3: Número (absoluto e em porcentagem) de indivíduos que realizou TCAR em relação aos grupos da pesquisa. GRUPOS I II IIIA IIIB Total Realizou TCAR NÃO SIM 7 124 5,3% 94,7% 1,2% 8,7% 33 604 5,2% 94,8% 5,6% 42,3% 157 482 24,6% 75,4% 26,8% 33,8% 389 217 64,2% 35,8% 66,4% 15,2% 586 1427 29,1% 70,9% 100,0% 100,0% Count % within groups % within TCAR Count % within groups % within TCAR Count % within groups % within TCAR Count % within groups % within TCAR Count % within groups % within TCAR 81 Total 131 100,0% 6,5% 637 100,0% 31,6% 639 100,0% 31,7% 606 100,0% 30,1% 2013 100,0% 100,0%
TCAR tinham maior carga de exposição e mais alterações radiográficas do que os indivíduos que não foram submetidos à TCAR. Achado similar foi encontrado em relação à carga de exposição nos indivíduos do GRUPO IIIB que realizaram TCAR (Tabela 8 e 9). Tabela 3: Número (absoluto e em porcentagem) de indivíduos que realizou TCAR em relação aos grupos da pesquisa. GRUPOS I II IIIA IIIB Total Realizou TCAR NÃO SIM 7 124 5,3% 94,7% 1,2% 8,7% 33 604 5,2% 94,8% 5,6% 42,3% 157 482 24,6% 75,4% 26,8% 33,8% 389 217 64,2% 35,8% 66,4% 15,2% 586 1427 29,1% 70,9% 100,0% 100,0% Count % within groups % within TCAR Count % within groups % within TCAR Count % within groups % within TCAR Count % within groups % within TCAR Count % within groups % within TCAR 81 Total 131 100,0% 6,5% 637 100,0% 31,6% 639 100,0% 31,7% 606 100,0% 30,1% 2013 100,0% 100,0%
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Tabela 4: Exposição cumulativa dos indivíduos com e sem TCAR no Grupo IIIA. GRUPO IIIA- EXPOSIÇÃO CUMULATIVA TCAR Exposicao Cumulativa N 2 < 3TCAR (FILTER) SEM COM TCAR Total 156 Mean Rank 190,95 Sum of Ranks 29787,50 358,80 171507,50 478 634 Test Statisticsa Mann-Whitney U Wilcoxon W Z Asymp. Sig. (2-tailed) Exposicao_ cumulativa 17541,500 29787,500 -9,939 ,000 a. Grouping Variable: Cat_Eter_ Parenquima_2 < 3 (FILTER) Tabela 5: Valores medianos e variação da exposição cumulativa dos indivíduos com e sem TCAR do Grupo IIIA. Exposicao Ccumulativa TCAR NÃO Median Variance Range Interquartile Range Skewness SIM Kurtosis Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis 82 Statistic 2,284800 13,409 25,2248 3,6001 2,550 9,224 6,823600 28,913 33,7528 7,0518 1,163 2,189
Tabela 4: Exposição cumulativa dos indivíduos com e sem TCAR no Grupo IIIA. GRUPO IIIA- EXPOSIÇÃO CUMULATIVA TCAR Exposicao Cumulativa N 2 < 3TCAR (FILTER) SEM COM TCAR Total 156 Mean Rank 190,95 Sum of Ranks 29787,50 358,80 171507,50 478 634 Test Statisticsa Mann-Whitney U Wilcoxon W Z Asymp. Sig. (2-tailed) Exposicao_ cumulativa 17541,500 29787,500 -9,939 ,000 a. Grouping Variable: Cat_Eter_ Parenquima_2 < 3 (FILTER) Tabela 5: Valores medianos e variação da exposição cumulativa dos indivíduos com e sem TCAR do Grupo IIIA. Exposicao Ccumulativa TCAR NÃO Median Variance Range Interquartile Range Skewness SIM Kurtosis Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis 82 Statistic 2,284800 13,409 25,2248 3,6001 2,550 9,224 6,823600 28,913 33,7528 7,0518 1,163 2,189
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Tabela 6: Presença e Ausência de alterações pleurais no Rx do Tórax e na TCAR nos indivíduos do Grupo IIIA. TCAR Avaliação da Pleura RX PLEURA NORMAL ALTERADO Total NORMAL NÃO Count % within Cat_RX_ Pleura_2 % within TCAR Count % within Cat_RX_ Pleura_2 % within TCAR Count % within Cat_RX_ Pleura_2 % within TCAR ALTERADO SIM 157 478 Total 635 24,7% 75,3% 100,0% 100,0% 0 99,2% 4 99,4% 4 ,0% 100,0% 100,0% ,0% 157 ,8% 482 ,6% 639 24,6% 75,4% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% Tabela 7: Presença e Ausência de alterações parenquimatosas no Rx do Tórax e na TCAR nos indivíduos do Grupo IIIA. TCAR Avaliação da Parênquima RX PARENQUIMA NORMAL ALTERADO Total NORMAL NÃO Count % within Cat1_Prof_RX_2 % within TCAR Count % within Cat1_Prof_RX_2 % within TCAR Count % within Cat1_Prof_RX_2 % within TCAR 83 156 25,4% 99,4% 1 4,2% ,6% 157 24,6% 100,0% ALTERADO SIM 459 74,6% 95,2% 23 95,8% 4,8% 482 75,4% 100,0% Total 615 100,0% 96,2% 24 100,0% 3,8% 639 100,0% 100,0%
Tabela 6: Presença e Ausência de alterações pleurais no Rx do Tórax e na TCAR nos indivíduos do Grupo IIIA. TCAR Avaliação da Pleura RX PLEURA NORMAL ALTERADO Total NORMAL NÃO Count % within Cat_RX_ Pleura_2 % within TCAR Count % within Cat_RX_ Pleura_2 % within TCAR Count % within Cat_RX_ Pleura_2 % within TCAR ALTERADO SIM 157 478 Total 635 24,7% 75,3% 100,0% 100,0% 0 99,2% 4 99,4% 4 ,0% 100,0% 100,0% ,0% 157 ,8% 482 ,6% 639 24,6% 75,4% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% Tabela 7: Presença e Ausência de alterações parenquimatosas no Rx do Tórax e na TCAR nos indivíduos do Grupo IIIA. TCAR Avaliação da Parênquima RX PARENQUIMA NORMAL ALTERADO Total NORMAL NÃO Count % within Cat1_Prof_RX_2 % within TCAR Count % within Cat1_Prof_RX_2 % within TCAR Count % within Cat1_Prof_RX_2 % within TCAR 83 156 25,4% 99,4% 1 4,2% ,6% 157 24,6% 100,0% ALTERADO SIM 459 74,6% 95,2% 23 95,8% 4,8% 482 75,4% 100,0% Total 615 100,0% 96,2% 24 100,0% 3,8% 639 100,0% 100,0%
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Tabela 8: Exposição cumulativa em indivíduos que realizaram ou não TCAR no Grupo IIIB. Exposicao_cumulativa TCAR NÃO SIM Total N 358 201 559 Mean Rank 247,13 338,55 Sum of Ranks 88471,50 68048,50 Test Statisticsa Mann-Whitney U Wilcoxon W Z Asymp. Sig. (2-tailed) Exposicao_ cumulativa 24210,500 88471,500 -6,422 ,000 a. Grouping Variable: Cat_Eter_ Parenquima_2 < 3 (FILTER) Tabela 9: Valores medianos e variação da exposição cumulativa dos indivíduos com e sem TCAR do Grupo IIIB. Exposicao_cumulativa TCAR NÃO SIM Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis 84 Statistic 1,167900 2,217 11,0305 1,5463 2,417 9,360 2,144700 5,347 13,0111 2,6956 1,832 4,608
Tabela 8: Exposição cumulativa em indivíduos que realizaram ou não TCAR no Grupo IIIB. Exposicao_cumulativa TCAR NÃO SIM Total N 358 201 559 Mean Rank 247,13 338,55 Sum of Ranks 88471,50 68048,50 Test Statisticsa Mann-Whitney U Wilcoxon W Z Asymp. Sig. (2-tailed) Exposicao_ cumulativa 24210,500 88471,500 -6,422 ,000 a. Grouping Variable: Cat_Eter_ Parenquima_2 < 3 (FILTER) Tabela 9: Valores medianos e variação da exposição cumulativa dos indivíduos com e sem TCAR do Grupo IIIB. Exposicao_cumulativa TCAR NÃO SIM Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis 84 Statistic 1,167900 2,217 11,0305 1,5463 2,417 9,360 2,144700 5,347 13,0111 2,6956 1,832 4,608
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2.4.1.1.1 - Interpretação Diagnóstica Observa-se na Tabela 10, a conclusão final da avaliação por TCAR de acordo com o Grupo de Exposição. A taxa de ocorrência de doença parenquimatosa (asbestose com ou sem placas pleurais) decresceu de 9,7 % no GRUPO I para 4,3 % e 1,6 % nos GRUPOS II e IIIA, respectivamente. Não houve identificação de nenhum caso de asbestose no GRUPO IIIB. Desta forma, 46/1427 (3,3 %) TCARs foram compatíveis com asbestose. Em relação à doença pleural (placas ou espessamento difuso), os valores respectivos foram: 48,4 %, 8,8 %, 3,1 % e 1,8 % (GRUPO I ao IIIB). Logo, 132/1427 (9,3 %) TCARs foram compatíveis com doença pleural asbesto-relacionada. Outras alterações intersticiais não relacionadas à exposição ao asbesto foram observadas em seis casos (0,4%) e dois casos de câncer pulmonar foram detectados no GRUPO III. As Tabelas 11 a 13 trazem a ocorrência de doença parenquimatosa (asbestose) de acordo com o método de investigação. Notar que, como mencionado, a TCAR identificou 47 casos em 1427 exames (3,3 %) (Tabela 11). Por outro lado, alterações radiográficas sugestivas de asbestose foram observadas em 89 (6,2 %) destes indivíduos que se submeteram aos dois métodos (Tabela 12). Logo, 65 destes casos (75,6 %) não foram confirmados pela TCAR e, ao contrário, 26 (55,3 %) dos casos positivos pela TTCAR foram considerados negativos pelo RXT. Por conseguinte, o valor do coeficiente de concordância inter-métodos Kappa foi acentuadamente baixo (0,285) (Tabela 13). Dados similares foram observados em relação às alterações pleurais (Kappa = 0,20) mas, de forma inversa, houve ocorrência substancial de placas observas apenas na RCAR (86% das placas observadas na TCAR não haviam sido apontadas no RXT) (Tabelas 14-16). 85
2.4.1.1.1 - Interpretação Diagnóstica Observa-se na Tabela 10, a conclusão final da avaliação por TCAR de acordo com o Grupo de Exposição. A taxa de ocorrência de doença parenquimatosa (asbestose com ou sem placas pleurais) decresceu de 9,7 % no GRUPO I para 4,3 % e 1,6 % nos GRUPOS II e IIIA, respectivamente. Não houve identificação de nenhum caso de asbestose no GRUPO IIIB. Desta forma, 46/1427 (3,3 %) TCARs foram compatíveis com asbestose. Em relação à doença pleural (placas ou espessamento difuso), os valores respectivos foram: 48,4 %, 8,8 %, 3,1 % e 1,8 % (GRUPO I ao IIIB). Logo, 132/1427 (9,3 %) TCARs foram compatíveis com doença pleural asbesto-relacionada. Outras alterações intersticiais não relacionadas à exposição ao asbesto foram observadas em seis casos (0,4%) e dois casos de câncer pulmonar foram detectados no GRUPO III. As Tabelas 11 a 13 trazem a ocorrência de doença parenquimatosa (asbestose) de acordo com o método de investigação. Notar que, como mencionado, a TCAR identificou 47 casos em 1427 exames (3,3 %) (Tabela 11). Por outro lado, alterações radiográficas sugestivas de asbestose foram observadas em 89 (6,2 %) destes indivíduos que se submeteram aos dois métodos (Tabela 12). Logo, 65 destes casos (75,6 %) não foram confirmados pela TCAR e, ao contrário, 26 (55,3 %) dos casos positivos pela TTCAR foram considerados negativos pelo RXT. Por conseguinte, o valor do coeficiente de concordância inter-métodos Kappa foi acentuadamente baixo (0,285) (Tabela 13). Dados similares foram observados em relação às alterações pleurais (Kappa = 0,20) mas, de forma inversa, houve ocorrência substancial de placas observas apenas na RCAR (86% das placas observadas na TCAR não haviam sido apontadas no RXT) (Tabelas 14-16). 85
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Tabela 10: Conclusão final da avaliação por TCAR de acordo com o Grupo de Exposição. CONCLUSÃO FINAL NORMAL GRUPOS I II IIIA IIIB Total Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups 51 41,1% 521 86,3% 457 94,8% 212 97,7% 1241 87,0% ASBESTOSE + PLACAS 10 8,1% 16 2,6% 5 1,0% 0 ,0% 31 2,2% ASBESTOSE 2 1,6% 10 1,7% 3 ,6% 0 ,0% 15 1,1% PLACAS 60 48,4% 53 8,8% 14 2,9% 4 1,8% 131 9,2% ESPESSAMENTO PLEURAL DIFUSO 0 ,0% 0 ,0% 1 ,2% 0 ,0% 1 ,1% OUTRAS Total 1 ,8% 4 ,7% 2 ,4% 1 ,5% 6 ,4% 124 100,0% 604 100,0% 482 100,0% 217 100,0% 1427 100,0% OUTRAS: Refere-se a outras alterações tomográficas não compatíveis com aquelas relacionadas à exposição ao asbesto. 86
Tabela 10: Conclusão final da avaliação por TCAR de acordo com o Grupo de Exposição. CONCLUSÃO FINAL NORMAL GRUPOS I II IIIA IIIB Total Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups 51 41,1% 521 86,3% 457 94,8% 212 97,7% 1241 87,0% ASBESTOSE + PLACAS 10 8,1% 16 2,6% 5 1,0% 0 ,0% 31 2,2% ASBESTOSE 2 1,6% 10 1,7% 3 ,6% 0 ,0% 15 1,1% PLACAS 60 48,4% 53 8,8% 14 2,9% 4 1,8% 131 9,2% ESPESSAMENTO PLEURAL DIFUSO 0 ,0% 0 ,0% 1 ,2% 0 ,0% 1 ,1% OUTRAS Total 1 ,8% 4 ,7% 2 ,4% 1 ,5% 6 ,4% 124 100,0% 604 100,0% 482 100,0% 217 100,0% 1427 100,0% OUTRAS: Refere-se a outras alterações tomográficas não compatíveis com aquelas relacionadas à exposição ao asbesto. 86
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2.4.1.1.2 - Alterações Parenquimatosas por Método de Investigação Tabela 11: Presença (TCAR Alterada) e Ausência (TCAR Normal) de alterações parenquimatosas na TCAR nos Grupos do estudo. TCAR - PARENQUIMA GRUPOS I II IIIA IIIB Total Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups NORMAL 111 89,5% 574 95,0% 473 98,1% 216 99,5% 1374 96,3% ALTERADA 12 9,7% 26 4,3% 8 1,7% 1 ,5% 47 3,3% OUTRAS 1 ,8% 4 ,7% 1 ,2% 0 ,0% 6 ,4% Total 124 100,0% 604 100,0% 482 100,0% 217 100,0% 1427 100,0% OUTRAS: Refere-se a outras evidências tomográficas de alterações intersticiais não compatíveis com aquelas relacionadas à exposição ao asbesto. Tabela 12: Presença (Rx Alterado) ou ausência (Rx Normal) de alterações parenquimatosas no RX do Tórax nos diferentes Grupos estudados. RXT PROFUSÃO GRUPOS I II IIIA IIIB Total NORMAL 107 86,3% 560 92,7% 459 95,2% 212 97,7% 1338 93,8% Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups 87 ALTERADO 17 13,7% 44 7,3% 23 4,8% 5 2,3% 89 6,2% Total 124 100,0% 604 100,0% 482 100,0% 217 100,0% 1427 100,0%
2.4.1.1.2 - Alterações Parenquimatosas por Método de Investigação Tabela 11: Presença (TCAR Alterada) e Ausência (TCAR Normal) de alterações parenquimatosas na TCAR nos Grupos do estudo. TCAR - PARENQUIMA GRUPOS I II IIIA IIIB Total Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups NORMAL 111 89,5% 574 95,0% 473 98,1% 216 99,5% 1374 96,3% ALTERADA 12 9,7% 26 4,3% 8 1,7% 1 ,5% 47 3,3% OUTRAS 1 ,8% 4 ,7% 1 ,2% 0 ,0% 6 ,4% Total 124 100,0% 604 100,0% 482 100,0% 217 100,0% 1427 100,0% OUTRAS: Refere-se a outras evidências tomográficas de alterações intersticiais não compatíveis com aquelas relacionadas à exposição ao asbesto. Tabela 12: Presença (Rx Alterado) ou ausência (Rx Normal) de alterações parenquimatosas no RX do Tórax nos diferentes Grupos estudados. RXT PROFUSÃO GRUPOS I II IIIA IIIB Total NORMAL 107 86,3% 560 92,7% 459 95,2% 212 97,7% 1338 93,8% Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups 87 ALTERADO 17 13,7% 44 7,3% 23 4,8% 5 2,3% 89 6,2% Total 124 100,0% 604 100,0% 482 100,0% 217 100,0% 1427 100,0%
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Tabela 13: Avaliação da Presença (SIM) e Ausência (NÃO) de alterações parenquimatosas de acordo com o método realizado: Rx do Tórax e TCAR. ALTERAÇÕES PARENQUIMATOSAS POR MÉTODO RXT NÃO SIM Total TCAR NÃO 1309 98,1% 95,3% 65 75,6% 4,7% 1374 96,7% 100,0% Count % RX % TCAR Count % RX % TCAR Count % RX % TCAR SIM 26 1,9% 55,3% 21 24,4% 44,7% 47 3,3% 100,0% Total 1335 100,0% 93,9% 86 100,0% 6,1% 1421 100,0% 100,0% Symmetric Measures Measure of Agreement N of Valid Cases Kappa Value ,285 1421 Asymp. a Std. Error ,053 a. Not assuming the null hypothesis. b. Using the asymptotic standard error assuming the null hypothesis. 88 b Approx. T 11,295 Approx. Sig. ,000
Tabela 13: Avaliação da Presença (SIM) e Ausência (NÃO) de alterações parenquimatosas de acordo com o método realizado: Rx do Tórax e TCAR. ALTERAÇÕES PARENQUIMATOSAS POR MÉTODO RXT NÃO SIM Total TCAR NÃO 1309 98,1% 95,3% 65 75,6% 4,7% 1374 96,7% 100,0% Count % RX % TCAR Count % RX % TCAR Count % RX % TCAR SIM 26 1,9% 55,3% 21 24,4% 44,7% 47 3,3% 100,0% Total 1335 100,0% 93,9% 86 100,0% 6,1% 1421 100,0% 100,0% Symmetric Measures Measure of Agreement N of Valid Cases Kappa Value ,285 1421 Asymp. a Std. Error ,053 a. Not assuming the null hypothesis. b. Using the asymptotic standard error assuming the null hypothesis. 88 b Approx. T 11,295 Approx. Sig. ,000
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2.4.1.1.3 - Alterações Pleurais por Método de Investigação Tabela 14: Presença (TCAR Alterada) e Ausência (TCAR Normal) de alterações pleurais na TCAR em relação aos Grupos estudados. TCAR PLEURA GRUPOS I Count % within groups II Count % within groups IIIA Count % within groups IIIB Count % within groups Total Count % within groups NORMAL 54 ALTERADA 70 Total 124 43,5% 56,5% 100,0% 535 69 604 88,6% 11,4% 100,0% 463 19 482 96,1% 3,9% 100,0% 213 4 217 98,2% 1,8% 100,0% 1265 162 1427 88,6% 11,4% 100,0% Tabela 15: Presença (RX Alterado) e Ausência (RX Normal) de alterações pleurais no Rx do Tórax em relação aos Grupos estudados. RXT PLEURA GRUPOS I II IIIA IIIB Total NORMAL 110 88,7% 597 98,8% 478 99,2% 214 98,6% 1399 98,0% Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups 89 ALTERADO 14 11,3% 7 1,2% 4 ,8% 3 1,4% 28 2,0% Total 124 100,0% 604 100,0% 482 100,0% 217 100,0% 1427 100,0%
2.4.1.1.3 - Alterações Pleurais por Método de Investigação Tabela 14: Presença (TCAR Alterada) e Ausência (TCAR Normal) de alterações pleurais na TCAR em relação aos Grupos estudados. TCAR PLEURA GRUPOS I Count % within groups II Count % within groups IIIA Count % within groups IIIB Count % within groups Total Count % within groups NORMAL 54 ALTERADA 70 Total 124 43,5% 56,5% 100,0% 535 69 604 88,6% 11,4% 100,0% 463 19 482 96,1% 3,9% 100,0% 213 4 217 98,2% 1,8% 100,0% 1265 162 1427 88,6% 11,4% 100,0% Tabela 15: Presença (RX Alterado) e Ausência (RX Normal) de alterações pleurais no Rx do Tórax em relação aos Grupos estudados. RXT PLEURA GRUPOS I II IIIA IIIB Total NORMAL 110 88,7% 597 98,8% 478 99,2% 214 98,6% 1399 98,0% Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups Count % within groups 89 ALTERADO 14 11,3% 7 1,2% 4 ,8% 3 1,4% 28 2,0% Total 124 100,0% 604 100,0% 482 100,0% 217 100,0% 1427 100,0%
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Tabela 16: Avaliação da Presença (Alterado) e Ausência (Normal) de alterações pleurais de acordo com o método realizado: Rx do Tórax e TCAR. ALTERAÇÕES PLEURAIS POR MÉTODO RXT TCAR NORMAL ALTERADA Total NORMAL 1259 99,5% 90,0% 140 86,4% 10,0% 1399 98,0% 100,0% Count % TCAR % RXT Count % TCAR % RXT Count % TCAR % RXT ALTERADO 6 ,5% 21,4% 22 13,6% 78,6% 28 2,0% 100,0% Total 1265 100,0% 88,6% 162 100,0% 11,4% 1427 100,0% 100,0% Symmetric Measures Measure of Agreement N of Valid Cases Kappa Value ,205 1427 Asymp. a Std. Error ,039 b Approx. T 11,324 Approx. Sig. ,000 a. Not assuming the null hypothesis. b. Using the asymptotic standard error assuming the null hypothesis. 2.4.1.1.4 - Alterações Parenquimatosas e Pleurais por Grupo As Tabelas 17 a 24 demonstram a acentuada redução da razão de verossimilhança (Odds Ratio, OR) para a ocorrência de asbestose (com ou sem placas) e placas pleurais partindo-se do GRUPO I em direção ao GRUPO IIIB. Tais valores estão graficamente demonstrados abaixo (Figura 2). 90
Tabela 16: Avaliação da Presença (Alterado) e Ausência (Normal) de alterações pleurais de acordo com o método realizado: Rx do Tórax e TCAR. ALTERAÇÕES PLEURAIS POR MÉTODO RXT TCAR NORMAL ALTERADA Total NORMAL 1259 99,5% 90,0% 140 86,4% 10,0% 1399 98,0% 100,0% Count % TCAR % RXT Count % TCAR % RXT Count % TCAR % RXT ALTERADO 6 ,5% 21,4% 22 13,6% 78,6% 28 2,0% 100,0% Total 1265 100,0% 88,6% 162 100,0% 11,4% 1427 100,0% 100,0% Symmetric Measures Measure of Agreement N of Valid Cases Kappa Value ,205 1427 Asymp. a Std. Error ,039 b Approx. T 11,324 Approx. Sig. ,000 a. Not assuming the null hypothesis. b. Using the asymptotic standard error assuming the null hypothesis. 2.4.1.1.4 - Alterações Parenquimatosas e Pleurais por Grupo As Tabelas 17 a 24 demonstram a acentuada redução da razão de verossimilhança (Odds Ratio, OR) para a ocorrência de asbestose (com ou sem placas) e placas pleurais partindo-se do GRUPO I em direção ao GRUPO IIIB. Tais valores estão graficamente demonstrados abaixo (Figura 2). 90
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Figura 2: Porcentagem de ocorrência e razão de chance (Odds Ratio) de doenças relacionadas ao asbesto (Asbestose e Placas Pleurais) em relação aos Grupos estudados. 91
Figura 2: Porcentagem de ocorrência e razão de chance (Odds Ratio) de doenças relacionadas ao asbesto (Asbestose e Placas Pleurais) em relação aos Grupos estudados. 91
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Tabela 17: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de asbestose do Grupo I (Sim) em relação aos Grupos II, IIIA e IIIB (Não). GRUPO I x ASBESTOSE GRUPO I Asbestose NÃO SIM Total Count % ASBESTOSE Count % ASBESTOSE Count % ASBESTOSE 111 Total 1374 91,9% 8,1% 100,0% 35 12 47 74,5% 25,5% 100,0% 1298 123 1421 91,3% 8,7% 100,0% NÃO 1263 SIM Risk Estimate 95% Confidence Interval Value Odds Ratio _ 3,901 N of Valid Cases 1421 92 Lower 1,969 Upper 7,729
Tabela 17: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de asbestose do Grupo I (Sim) em relação aos Grupos II, IIIA e IIIB (Não). GRUPO I x ASBESTOSE GRUPO I Asbestose NÃO SIM Total Count % ASBESTOSE Count % ASBESTOSE Count % ASBESTOSE 111 Total 1374 91,9% 8,1% 100,0% 35 12 47 74,5% 25,5% 100,0% 1298 123 1421 91,3% 8,7% 100,0% NÃO 1263 SIM Risk Estimate 95% Confidence Interval Value Odds Ratio _ 3,901 N of Valid Cases 1421 92 Lower 1,969 Upper 7,729
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Tabela 18: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência de asbestose (Não) do Grupo II (Sim) em relação aos grupos I, IIIA e IIIB (Não). GRUPO II X ASBESTOSE GRUPO II 800 SIM 574 Total 1374 58,2% 41,8% 100,0% 21 26 47 44,7% 55,3% 100,0% 821 600 1421 57,8% 42,2% 100,0% NÃO ASBESTOSE NÃO Count % ASBESTOSE SIM Total Count % ASBESTOSE Count % ASBESTOSE Risk Estimate Value Odds Ratio 1,726 N of Valid Cases 1421 93 95% Confidence Interval Lower Upper ,961 3,097
Tabela 18: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência de asbestose (Não) do Grupo II (Sim) em relação aos grupos I, IIIA e IIIB (Não). GRUPO II X ASBESTOSE GRUPO II 800 SIM 574 Total 1374 58,2% 41,8% 100,0% 21 26 47 44,7% 55,3% 100,0% 821 600 1421 57,8% 42,2% 100,0% NÃO ASBESTOSE NÃO Count % ASBESTOSE SIM Total Count % ASBESTOSE Count % ASBESTOSE Risk Estimate Value Odds Ratio 1,726 N of Valid Cases 1421 93 95% Confidence Interval Lower Upper ,961 3,097
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Tabela 19: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de asbestose do Grupo IIIA (Sim) em relação aos Grupos I, II e IIIB (Não). GROUP IIIA X ASBESTOSE GRUPO IIIA ASBESTOSE NÃO Count % ASBESTOSE SIM Count % ASBESTOSE Total Count % ASBESTOSE NÃO 901 SIM 473 Total 1374 65,6% 34,4% 100,0% 39 8 47 83,0% 17,0% 100,0% 940 481 1421 66,2% 33,8% 100,0% Risk Estimate 95% Confidence Interval Value Odds Ratio ,391 N of Valid Cases 1421 94 Lower ,181 Upper ,843
Tabela 19: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de asbestose do Grupo IIIA (Sim) em relação aos Grupos I, II e IIIB (Não). GROUP IIIA X ASBESTOSE GRUPO IIIA ASBESTOSE NÃO Count % ASBESTOSE SIM Count % ASBESTOSE Total Count % ASBESTOSE NÃO 901 SIM 473 Total 1374 65,6% 34,4% 100,0% 39 8 47 83,0% 17,0% 100,0% 940 481 1421 66,2% 33,8% 100,0% Risk Estimate 95% Confidence Interval Value Odds Ratio ,391 N of Valid Cases 1421 94 Lower ,181 Upper ,843
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Tabela 20: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de asbestose do Grupo IIIB (Sim) em relação aos grupos I, II e IIIA (Não). GROUP IIIB X ASBESTOSE GRUPO IIIB ASBESTOSE NÃO Count % ASBESTOSE SIM Total Count % ASBESTOSE Count % ASBESTOSE NÃO 1158 SIM 216 Total 1374 84,3% 15,7% 100,0% 46 1 47 97,9% 2,1% 100,0% 1204 217 1421 84,7% 15,3% 100,0% Risk Estimate Value Odds Ratio _ ,117 N of Valid Cases 1421 95 95% Confidence Interval Lower ,016 Upper ,850
Tabela 20: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de asbestose do Grupo IIIB (Sim) em relação aos grupos I, II e IIIA (Não). GROUP IIIB X ASBESTOSE GRUPO IIIB ASBESTOSE NÃO Count % ASBESTOSE SIM Total Count % ASBESTOSE Count % ASBESTOSE NÃO 1158 SIM 216 Total 1374 84,3% 15,7% 100,0% 46 1 47 97,9% 2,1% 100,0% 1204 217 1421 84,7% 15,3% 100,0% Risk Estimate Value Odds Ratio _ ,117 N of Valid Cases 1421 95 95% Confidence Interval Lower ,016 Upper ,850
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Tabela 21: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de alterações pleurais do Grupo I (Sim) em relação aos Grupos II, IIIA e IIIB (Não). GRUPO I X ALTERAÇÕES PLEURAIS GRUPO I ALT PLEURAIS NÃO Count % ALT PLEURAIS SIM Total Count % ALT PLEURAIS Count % ALT PLEURAIS NÃO 1211 SIM 54 Total 1265 95,7% 4,3% 100,0% 92 70 162 56,8% 43,2% 100,0% 1303 124 1427 91,3% 8,7% 100,0% Risk Estimate Value Odds Ratio 17,063 N of Valid Cases 1427 96 95% Confidence Interval Lower Upper 11,285 25,800
Tabela 21: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de alterações pleurais do Grupo I (Sim) em relação aos Grupos II, IIIA e IIIB (Não). GRUPO I X ALTERAÇÕES PLEURAIS GRUPO I ALT PLEURAIS NÃO Count % ALT PLEURAIS SIM Total Count % ALT PLEURAIS Count % ALT PLEURAIS NÃO 1211 SIM 54 Total 1265 95,7% 4,3% 100,0% 92 70 162 56,8% 43,2% 100,0% 1303 124 1427 91,3% 8,7% 100,0% Risk Estimate Value Odds Ratio 17,063 N of Valid Cases 1427 96 95% Confidence Interval Lower Upper 11,285 25,800
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Tabela 22: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de alterações pleurais do Grupo II (Sim) em relação aos Grupos I, IIIA e IIIB (Não). GRUPO II X ALTERAÇÕES PLEURAIS TCAR NÃO GRUPO II NAO SIM 730 535 Count % ALT PLEURAIS SIM Total Count % ALT PLEURAIS Count ALT PLEURAIS Total 1265 57,7% 42,3% 100,0% 93 69 162 57,4% 42,6% 100,0% 823 604 1427 57,7% 42,3% 100,0% Risk Estimate Value Odds Ratio N of Valid Cases 1,012 1427 97 95% Confidence Interval Lower Upper ,727 1,409
Tabela 22: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de alterações pleurais do Grupo II (Sim) em relação aos Grupos I, IIIA e IIIB (Não). GRUPO II X ALTERAÇÕES PLEURAIS TCAR NÃO GRUPO II NAO SIM 730 535 Count % ALT PLEURAIS SIM Total Count % ALT PLEURAIS Count ALT PLEURAIS Total 1265 57,7% 42,3% 100,0% 93 69 162 57,4% 42,6% 100,0% 823 604 1427 57,7% 42,3% 100,0% Risk Estimate Value Odds Ratio N of Valid Cases 1,012 1427 97 95% Confidence Interval Lower Upper ,727 1,409
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Tabela 23: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de alterações pleurais do Grupo IIIA (Sim) em relação aos Grupos I, II e IIIB (Não). GROUP III A X ALTERAÇÕES PLEURAIS ALTERAÇOES PLEURAIS NÃO SIM Total Count % ALT PLEURAIS Count % ALT PLEURAIS Count % ALT PLEURAIS GRUPO IIIA NÃO SIM 802 463 63,4% 36,6% 143 19 88,3% 11,7% 945 482 66,2% 33,8% Risk Estimate Odds Ratio N of Valid Cases Value ,230 1427 98 95% Confidence Interval Lower Upper ,141 ,376 Total 1265 100,0% 162 100,0% 1427 100,0%
Tabela 23: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de alterações pleurais do Grupo IIIA (Sim) em relação aos Grupos I, II e IIIB (Não). GROUP III A X ALTERAÇÕES PLEURAIS ALTERAÇOES PLEURAIS NÃO SIM Total Count % ALT PLEURAIS Count % ALT PLEURAIS Count % ALT PLEURAIS GRUPO IIIA NÃO SIM 802 463 63,4% 36,6% 143 19 88,3% 11,7% 945 482 66,2% 33,8% Risk Estimate Odds Ratio N of Valid Cases Value ,230 1427 98 95% Confidence Interval Lower Upper ,141 ,376 Total 1265 100,0% 162 100,0% 1427 100,0%
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Tabela 24: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de asbestose do Grupo IIIB (Sim) em relação aos grupos I, II e IIIA (Não). GROUP IIIB X ALTERAÇÕES PLEURAIS GRUPO IIIB NÃO ALT PLEURAIS NÃO Count % ALT PLEURAIS SIM Total Count % ALT PLEURAIS Count % ALT PLEURAIS 1052 SIM 213 Total 1265 83,2% 16,8% 100,0% 158 4 162 97,5% 2,5% 100,0% 1210 217 1427 84,8% 15,2% 100,0% Risk Estimate Value Odds Ratio ,125 N of Valid Cases 1427 99 95% Confidence Interval Lower Upper ,046 ,341
Tabela 24: Estimativa do Risco (odds ratio) quanto à presença (Sim) ou ausência (Não) de asbestose do Grupo IIIB (Sim) em relação aos grupos I, II e IIIA (Não). GROUP IIIB X ALTERAÇÕES PLEURAIS GRUPO IIIB NÃO ALT PLEURAIS NÃO Count % ALT PLEURAIS SIM Total Count % ALT PLEURAIS Count % ALT PLEURAIS 1052 SIM 213 Total 1265 83,2% 16,8% 100,0% 158 4 162 97,5% 2,5% 100,0% 1210 217 1427 84,8% 15,2% 100,0% Risk Estimate Value Odds Ratio ,125 N of Valid Cases 1427 99 95% Confidence Interval Lower Upper ,046 ,341
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2.4.1.2 - Análise Intra-Grupos 2.4.1.2.1 - Grupo I Embora não tenha atingido significância estatística, os pacientes com asbestose tenderam a ser mais idosos e terem maior tempo de exposição do que os indivíduos normais do GRUPO I (Tabela 25). Entretanto, a exposição cumulativa dos pacientes com asbestose e daqueles com placas pleurais foi significativamente maior do que a observada nos indivíduos livres de doença (p<0,001) (Tabela 26). Tabela 25: Característica da amostra do Grupo I. N Altura Idade NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 51 12 60 123 51 12 60 123 MÉDIA 163,43 163,17 162,53 162,97 69,49 76,25 71,37 71,07 51 12 60 123 51 12 60 123 MÉDIA 9,791 14,306 13,371 11,978 9,791 14,306 13,371 11,978 N Tempo de Exposicao Tempo Trabalhado NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 100 DP 8,556 7,309 7,132 7,720 6,565 4,731 7,392 7,059 DP 10,1422 9,1347 10,2528 10,1983 10,1422 9,1347 10,2528 10,1983
2.4.1.2 - Análise Intra-Grupos 2.4.1.2.1 - Grupo I Embora não tenha atingido significância estatística, os pacientes com asbestose tenderam a ser mais idosos e terem maior tempo de exposição do que os indivíduos normais do GRUPO I (Tabela 25). Entretanto, a exposição cumulativa dos pacientes com asbestose e daqueles com placas pleurais foi significativamente maior do que a observada nos indivíduos livres de doença (p<0,001) (Tabela 26). Tabela 25: Característica da amostra do Grupo I. N Altura Idade NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 51 12 60 123 51 12 60 123 MÉDIA 163,43 163,17 162,53 162,97 69,49 76,25 71,37 71,07 51 12 60 123 51 12 60 123 MÉDIA 9,791 14,306 13,371 11,978 9,791 14,306 13,371 11,978 N Tempo de Exposicao Tempo Trabalhado NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 100 DP 8,556 7,309 7,132 7,720 6,565 4,731 7,392 7,059 DP 10,1422 9,1347 10,2528 10,1983 10,1422 9,1347 10,2528 10,1983
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Tabela 26: Exposição Cumulativa dos indivíduos do Grupo I com (asbestose ou placas) e sem (normal) alterações pulmonares ou pleurais relacionadas ao asbesto. GRUPO I - EXPOSIÇÃO CUMULATIVA Exposicao_cumulativa CONCLUSÃO NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total N 51 12 60 123 Mean Rank 46,92 85,54 70,11 Exposicao_cumulativa 17,460 2 ,000 Chi-Square df Asymp. Sig. a Kruskal Wallis Test Em relação a história tabagística, não houve associação significante entre a mesma e sua intensidade com os agravos à saúde imputáveis ao asbesto neste GRUPO (Tabela 27), assim como não houve diferença na carga tabágica (Tabela 28). 101
Tabela 26: Exposição Cumulativa dos indivíduos do Grupo I com (asbestose ou placas) e sem (normal) alterações pulmonares ou pleurais relacionadas ao asbesto. GRUPO I - EXPOSIÇÃO CUMULATIVA Exposicao_cumulativa CONCLUSÃO NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total N 51 12 60 123 Mean Rank 46,92 85,54 70,11 Exposicao_cumulativa 17,460 2 ,000 Chi-Square df Asymp. Sig. a Kruskal Wallis Test Em relação a história tabagística, não houve associação significante entre a mesma e sua intensidade com os agravos à saúde imputáveis ao asbesto neste GRUPO (Tabela 27), assim como não houve diferença na carga tabágica (Tabela 28). 101
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Tabela 27: Presença e Ausência do Tabagismo no Grupo I em relação à presença (asbestose ou placas) ou ausência doenças relacionadas à exposição ao asbesto. RESULTADO NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total TABAGISMO NÃO SIM 16 35 Count % NORMAL Count % ASBESTOSE Count % PLACAS 31,4% 1 8,3% 14 23,3% 68,6% 11 91,7% 46 76,7% 100,0% 12 100,0% 60 100,0% Count % within catconcl2mod 31 25,2% 92 74,8% 123 100,0% Chi-Square Tests Pearson Chi-Square Likelihood Ratio Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value 2,953a 3,355 ,869 Total 51 2 2 Asymp. Sig. (2-sided) ,228 ,187 1 ,351 df 123 a. 1 cells (16,7%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 3,02. 102
Tabela 27: Presença e Ausência do Tabagismo no Grupo I em relação à presença (asbestose ou placas) ou ausência doenças relacionadas à exposição ao asbesto. RESULTADO NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total TABAGISMO NÃO SIM 16 35 Count % NORMAL Count % ASBESTOSE Count % PLACAS 31,4% 1 8,3% 14 23,3% 68,6% 11 91,7% 46 76,7% 100,0% 12 100,0% 60 100,0% Count % within catconcl2mod 31 25,2% 92 74,8% 123 100,0% Chi-Square Tests Pearson Chi-Square Likelihood Ratio Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value 2,953a 3,355 ,869 Total 51 2 2 Asymp. Sig. (2-sided) ,228 ,187 1 ,351 df 123 a. 1 cells (16,7%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 3,02. 102
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Tabela 28: Média da carga tabagística (Anos_maço) nos três grupos (ausência de doenças relacionadas ao asbesto (Normal), Asbestose e Placas Pleurais nos indivíduos expostos ao asbesto entre 1940-1966 (GRUPO I). TABAGISMO (anos-maço) Anos_maco N NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 35 11 MÉDIA 45,9914 54,2455 DP 32,33628 34,38630 46 92 48,1576 48,0614 38,76203 35,63538 ANOVA Anos_maco Between Groups Within Groups Total Sum of Squares 571,061 114988,0 115559,1 df 2 89 91 Mean Square 285,530 1292,000 F ,221 Sig. ,802 Observou-se tendência dos pacientes com placas pleurais apresentaram menores valores de CVF e VEF1 (% do previsto) do que os outros indivíduos, especialmente em relação aos normais. Entretanto, o FEF25-75% (% previsto) for efetivamente menor no grupo com placas, atingindo significância em relação ao grupo normal (Tabela 29). De fato, uma sub-análise considerando-se apenas os indivíduos com placas relativamente aos normais, demonstrou redução estatisticamente significante em todos os parâmetros funcionais (com exceção da razão VEF1/CVF) nos pacientes com doença pleural, apesar de similar carga tabágica (p>0.05) (Tabela 30). 103
Tabela 28: Média da carga tabagística (Anos_maço) nos três grupos (ausência de doenças relacionadas ao asbesto (Normal), Asbestose e Placas Pleurais nos indivíduos expostos ao asbesto entre 1940-1966 (GRUPO I). TABAGISMO (anos-maço) Anos_maco N NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 35 11 MÉDIA 45,9914 54,2455 DP 32,33628 34,38630 46 92 48,1576 48,0614 38,76203 35,63538 ANOVA Anos_maco Between Groups Within Groups Total Sum of Squares 571,061 114988,0 115559,1 df 2 89 91 Mean Square 285,530 1292,000 F ,221 Sig. ,802 Observou-se tendência dos pacientes com placas pleurais apresentaram menores valores de CVF e VEF1 (% do previsto) do que os outros indivíduos, especialmente em relação aos normais. Entretanto, o FEF25-75% (% previsto) for efetivamente menor no grupo com placas, atingindo significância em relação ao grupo normal (Tabela 29). De fato, uma sub-análise considerando-se apenas os indivíduos com placas relativamente aos normais, demonstrou redução estatisticamente significante em todos os parâmetros funcionais (com exceção da razão VEF1/CVF) nos pacientes com doença pleural, apesar de similar carga tabágica (p>0.05) (Tabela 30). 103
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Tabela 29: Valores médios das variáveis espirométricas do GRUPO I nos indivíduos com ausência de doenças relacionadas ao asbesto (Normal) e com presença de alterações parenquimatosas (asbestose) e pleurais (placas pleurais). GRUPO I N CVF (L) NORMAL ASBESTOSE PLACAS CVF (% Previsto) NORMAL ASBESTOSE PLACAS VEF1 (L/s) NORMAL ASBESTOSE PLACAS VEF1 (% Previsto) NORMAL ASBESTOSE PLACAS 50 12 60 122 49 11 56 116 50 12 60 122 49 11 56 MÉDIA 3,4360 3,2300 3,0395 DP ,83485 ,66744 ,65038 97,4165 98,3209 90,7105 19,37682 17,68800 15,91592 2,6256 2,3800 2,2330 ,77171 ,55439 ,52176 97,8824 100,4764 88,9229 25,14298 23,78133 17,88836 2,5130 1,9192 1,8317 1,36304 ,80221 ,86017 97,778 87,512 75,481 51,2484 38,6213 32,8865 75,6840 73,6883 73,4625 8,80648 7,40102 7,95794 116 FEF25-75%(L/s) NORMAL ASBESTOSE PLACAS FEF25-75% (% Previsto) NORMAL ASBESTOSE PLACAS VEF1/CVF NORMAL ASBESTOSE PLACAS 50 12 60 122 49 11 56 116 50 12 60 122 CVF – Capacidade vital forçada; VEF1 – Volume expirado no 1º segundo; FEF25_75 - Fluxo expiratório forçado médio entre 25 e 75% da manobra de CVF. 104
Tabela 29: Valores médios das variáveis espirométricas do GRUPO I nos indivíduos com ausência de doenças relacionadas ao asbesto (Normal) e com presença de alterações parenquimatosas (asbestose) e pleurais (placas pleurais). GRUPO I N CVF (L) NORMAL ASBESTOSE PLACAS CVF (% Previsto) NORMAL ASBESTOSE PLACAS VEF1 (L/s) NORMAL ASBESTOSE PLACAS VEF1 (% Previsto) NORMAL ASBESTOSE PLACAS 50 12 60 122 49 11 56 116 50 12 60 122 49 11 56 MÉDIA 3,4360 3,2300 3,0395 DP ,83485 ,66744 ,65038 97,4165 98,3209 90,7105 19,37682 17,68800 15,91592 2,6256 2,3800 2,2330 ,77171 ,55439 ,52176 97,8824 100,4764 88,9229 25,14298 23,78133 17,88836 2,5130 1,9192 1,8317 1,36304 ,80221 ,86017 97,778 87,512 75,481 51,2484 38,6213 32,8865 75,6840 73,6883 73,4625 8,80648 7,40102 7,95794 116 FEF25-75%(L/s) NORMAL ASBESTOSE PLACAS FEF25-75% (% Previsto) NORMAL ASBESTOSE PLACAS VEF1/CVF NORMAL ASBESTOSE PLACAS 50 12 60 122 49 11 56 116 50 12 60 122 CVF – Capacidade vital forçada; VEF1 – Volume expirado no 1º segundo; FEF25_75 - Fluxo expiratório forçado médio entre 25 e 75% da manobra de CVF. 104
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Multiple Comparisons Bonferroni Dependent Variable CVF (L) (I) catconcl2 (J) catconcl2 1,00 2,00 2,00 3,00 CVF (% Previsto) 1,00 2,00 Mean Difference (I-J) Std. Error ,20600 ,23576 VEF1 (L/s) 1,00 2,00 3,00 ,39650 * ,14044 ,017 ,0555 ,7375 1,00 -,20600 ,23576 1,000 -,7785 ,3665 3,00 ,19050 ,23192 1,000 -,3727 ,7537 1,00 -,39650 * ,14044 ,017 -,7375 -,0555 2,00 -,19050 ,23192 1,000 -,7537 ,3727 2,00 -,90438 5,87884 1,000 -15,1908 13,3820 3,00 6,70599 3,44677 ,163 -1,6702 15,0821 5,87884 1,000 -13,3820 15,1908 1,00 7,61037 5,81109 -6,70599 3,44677 ,579 ,163 -6,5114 -15,0821 21,7321 1,6702 2,00 -7,61037 5,81109 1,00 ,90438 ,579 -21,7321 6,5114 2,00 3,00 ,24560 ,20548 ,703 -,2534 ,7446 ,39260 * ,12240 ,005 ,0954 ,6898 1,00 -,24560 ,20548 ,703 -,7446 ,2534 3,00 ,14700 ,20214 1,000 -,3439 ,6379 1,00 -,39260 * ,12240 ,005 -,6898 -,0954 -,14700 2,00 VEF1 (% Previsto)_ 1,00 2,00 3,00 ,20214 1,000 -,6379 ,3439 2,00 -2,59391 7,26644 1,000 -20,2524 15,0646 3,00 8,95959 4,26033 ,113 -1,3936 19,3128 1,00 2,59391 7,26644 1,000 -15,0646 20,2524 3,00 11,55351 7,18269 ,332 -5,9015 29,0085 1,00 -8,95959 4,26033 -11,55351 7,18269 ,113 ,332 -19,3128 -29,0085 1,3936 5,9015 2,00 FEF25-75% (L/s) 1,00 2,00 3,00 FEF25-75% (%Previsto) 1,00 2,00 3,00 VEF1/CVF 1,00 2,00 2,00 ,59383 ,35086 ,280 -,2582 1,4458 3,00 ,68133 * ,20900 ,004 ,1738 1,1889 1,00 3,00 -,59383 ,35086 ,280 -1,4458 ,2582 ,08750 ,34516 1,000 -,7506 ,9256 1,00 -,68133 * ,20900 ,004 -1,1889 -,1738 2,00 -,08750 ,34516 1,000 -,9256 ,7506 2,00 10,2661 14,0528 1,000 -23,884 44,416 3,00 22,2965 * 8,2392 ,024 2,274 42,319 1,00 -10,2661 14,0528 1,000 -44,416 23,884 3,00 12,0304 13,8909 1,000 -21,726 45,787 1,00 2,00 -22,2965 * 8,2392 -12,0304 13,8909 ,024 1,000 -42,319 -45,787 -2,274 21,726 2,00 1,99567 2,65848 1,000 -4,4599 8,4512 3,00 2,22150 1,58362 ,490 -1,6240 6,0670 1,00 -1,99567 2,65848 1,000 -8,4512 4,4599 2,61525 1,000 -6,1248 6,5764 -2,22150 1,58362 ,490 -6,0670 1,6240 -,22583 2,61525 1,000 -6,5764 6,1248 3,00 3,00 Sig. Lower BoundUpper Bound 1,000 -,3665 ,7785 3,00 3,00 3,00 95% Confidence Interval ,22583 1,00 2,00 *. The mean difference is significant at the .05 level. Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3= “placas” 105
Multiple Comparisons Bonferroni Dependent Variable CVF (L) (I) catconcl2 (J) catconcl2 1,00 2,00 2,00 3,00 CVF (% Previsto) 1,00 2,00 Mean Difference (I-J) Std. Error ,20600 ,23576 VEF1 (L/s) 1,00 2,00 3,00 ,39650 * ,14044 ,017 ,0555 ,7375 1,00 -,20600 ,23576 1,000 -,7785 ,3665 3,00 ,19050 ,23192 1,000 -,3727 ,7537 1,00 -,39650 * ,14044 ,017 -,7375 -,0555 2,00 -,19050 ,23192 1,000 -,7537 ,3727 2,00 -,90438 5,87884 1,000 -15,1908 13,3820 3,00 6,70599 3,44677 ,163 -1,6702 15,0821 5,87884 1,000 -13,3820 15,1908 1,00 7,61037 5,81109 -6,70599 3,44677 ,579 ,163 -6,5114 -15,0821 21,7321 1,6702 2,00 -7,61037 5,81109 1,00 ,90438 ,579 -21,7321 6,5114 2,00 3,00 ,24560 ,20548 ,703 -,2534 ,7446 ,39260 * ,12240 ,005 ,0954 ,6898 1,00 -,24560 ,20548 ,703 -,7446 ,2534 3,00 ,14700 ,20214 1,000 -,3439 ,6379 1,00 -,39260 * ,12240 ,005 -,6898 -,0954 -,14700 2,00 VEF1 (% Previsto)_ 1,00 2,00 3,00 ,20214 1,000 -,6379 ,3439 2,00 -2,59391 7,26644 1,000 -20,2524 15,0646 3,00 8,95959 4,26033 ,113 -1,3936 19,3128 1,00 2,59391 7,26644 1,000 -15,0646 20,2524 3,00 11,55351 7,18269 ,332 -5,9015 29,0085 1,00 -8,95959 4,26033 -11,55351 7,18269 ,113 ,332 -19,3128 -29,0085 1,3936 5,9015 2,00 FEF25-75% (L/s) 1,00 2,00 3,00 FEF25-75% (%Previsto) 1,00 2,00 3,00 VEF1/CVF 1,00 2,00 2,00 ,59383 ,35086 ,280 -,2582 1,4458 3,00 ,68133 * ,20900 ,004 ,1738 1,1889 1,00 3,00 -,59383 ,35086 ,280 -1,4458 ,2582 ,08750 ,34516 1,000 -,7506 ,9256 1,00 -,68133 * ,20900 ,004 -1,1889 -,1738 2,00 -,08750 ,34516 1,000 -,9256 ,7506 2,00 10,2661 14,0528 1,000 -23,884 44,416 3,00 22,2965 * 8,2392 ,024 2,274 42,319 1,00 -10,2661 14,0528 1,000 -44,416 23,884 3,00 12,0304 13,8909 1,000 -21,726 45,787 1,00 2,00 -22,2965 * 8,2392 -12,0304 13,8909 ,024 1,000 -42,319 -45,787 -2,274 21,726 2,00 1,99567 2,65848 1,000 -4,4599 8,4512 3,00 2,22150 1,58362 ,490 -1,6240 6,0670 1,00 -1,99567 2,65848 1,000 -8,4512 4,4599 2,61525 1,000 -6,1248 6,5764 -2,22150 1,58362 ,490 -6,0670 1,6240 -,22583 2,61525 1,000 -6,5764 6,1248 3,00 3,00 Sig. Lower BoundUpper Bound 1,000 -,3665 ,7785 3,00 3,00 3,00 95% Confidence Interval ,22583 1,00 2,00 *. The mean difference is significant at the .05 level. Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3= “placas” 105
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Tabela 30: Análise Comparativa GRUPO I – nos indivíduos sem placas comparados aos com apenas placas pleurais. Independent Samples Test Levene's Test for Equality of Variances F CVFreal_prebd_2 CVF (L) CVF_prebd_ CVF porcentagem_2 (% Previsto) VEF1_real_prebd_2 VEF1 (L/s) VEF1_prebd_ VEF1 porcentagem_2 (% Previsto) FEF2575_real_prebd_2 FEF25-75% (L/s) FEF2575_prebd_ FEF25-75% porcentagem_2 (% Previsto) VEF1CVF_prebd_2 VEF1/CVF Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Sig. 2,476 3,062 10,600 6,608 12,852 9,842 ,450 ,119 ,083 ,002 ,012 ,001 ,002 ,504 t-test for Equality of Means t df Sig. (2-tailed) Mean Difference Std. Error Difference 95% Confidence Interval of the Difference Lower Upper 2,799 108 ,006 ,39650 ,14166 ,11571 ,67729 2,737 91,631 ,007 ,39650 ,14488 ,10875 ,68425 1,946 103 ,054 6,70599 3,44548 -,12731 13,53930 1,921 93,088 ,058 6,70599 3,49084 -,22604 13,63803 3,168 108 ,002 ,39260 ,12394 ,14694 ,63826 3,061 83,392 ,003 ,39260 ,12825 ,13754 ,64766 2,123 103 ,036 8,95959 4,22037 ,58949 17,32969 2,077 85,327 ,041 8,95959 4,31458 ,38153 17,53765 3,186 108 ,002 ,68133 ,21384 ,25746 1,10520 3,063 79,636 ,003 ,68133 ,22246 ,23859 1,12408 2,685 103 ,008 22,2965 8,3026 5,8302 38,7628 2,611 79,782 ,011 22,2965 8,5389 5,3029 39,2902 1,389 108 ,168 2,22150 1,59959 -,94917 5,39217 1,376 99,942 ,172 2,22150 1,61448 -,98161 5,42461 106
Tabela 30: Análise Comparativa GRUPO I – nos indivíduos sem placas comparados aos com apenas placas pleurais. Independent Samples Test Levene's Test for Equality of Variances F CVFreal_prebd_2 CVF (L) CVF_prebd_ CVF porcentagem_2 (% Previsto) VEF1_real_prebd_2 VEF1 (L/s) VEF1_prebd_ VEF1 porcentagem_2 (% Previsto) FEF2575_real_prebd_2 FEF25-75% (L/s) FEF2575_prebd_ FEF25-75% porcentagem_2 (% Previsto) VEF1CVF_prebd_2 VEF1/CVF Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Sig. 2,476 3,062 10,600 6,608 12,852 9,842 ,450 ,119 ,083 ,002 ,012 ,001 ,002 ,504 t-test for Equality of Means t df Sig. (2-tailed) Mean Difference Std. Error Difference 95% Confidence Interval of the Difference Lower Upper 2,799 108 ,006 ,39650 ,14166 ,11571 ,67729 2,737 91,631 ,007 ,39650 ,14488 ,10875 ,68425 1,946 103 ,054 6,70599 3,44548 -,12731 13,53930 1,921 93,088 ,058 6,70599 3,49084 -,22604 13,63803 3,168 108 ,002 ,39260 ,12394 ,14694 ,63826 3,061 83,392 ,003 ,39260 ,12825 ,13754 ,64766 2,123 103 ,036 8,95959 4,22037 ,58949 17,32969 2,077 85,327 ,041 8,95959 4,31458 ,38153 17,53765 3,186 108 ,002 ,68133 ,21384 ,25746 1,10520 3,063 79,636 ,003 ,68133 ,22246 ,23859 1,12408 2,685 103 ,008 22,2965 8,3026 5,8302 38,7628 2,611 79,782 ,011 22,2965 8,5389 5,3029 39,2902 1,389 108 ,168 2,22150 1,59959 -,94917 5,39217 1,376 99,942 ,172 2,22150 1,61448 -,98161 5,42461 106
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2.4.1.2.2- Grupo II Os pacientes com asbestose eram mais idosos e apresentaram maior tempo de exposição e trabalho do que os indivíduos normais e, marginalmente, nos pacientes com placas, do GRUPO II (Tabela 31). Comportamento semelhante foi observado em relação a exposição cumulativa, ou seja, claramente superior no Grupo com asbestose (Tabela 32). Tabela 31: Características da amostra do Grupo II. N Altura (cm) Idade (anos) Tempo de Exposicao (anos) Tempo Trabalhado (anos) NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 107 MÉDIA DP 521 25 53 599 521 26 53 600 521 26 53 600 521 26 53 166,02 163,40 166,34 165,94 60,09 68,85 65,30 60,93 11,049 15,513 10,204 11,168 11,118 15,513 10,204 6,723 5,859 6,682 6,697 6,994 7,379 7,705 7,411 7,9316 7,2742 7,0543 7,8776 8,0323 7,2742 7,0543 600 11,228 7,9648
2.4.1.2.2- Grupo II Os pacientes com asbestose eram mais idosos e apresentaram maior tempo de exposição e trabalho do que os indivíduos normais e, marginalmente, nos pacientes com placas, do GRUPO II (Tabela 31). Comportamento semelhante foi observado em relação a exposição cumulativa, ou seja, claramente superior no Grupo com asbestose (Tabela 32). Tabela 31: Características da amostra do Grupo II. N Altura (cm) Idade (anos) Tempo de Exposicao (anos) Tempo Trabalhado (anos) NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 107 MÉDIA DP 521 25 53 599 521 26 53 600 521 26 53 600 521 26 53 166,02 163,40 166,34 165,94 60,09 68,85 65,30 60,93 11,049 15,513 10,204 11,168 11,118 15,513 10,204 6,723 5,859 6,682 6,697 6,994 7,379 7,705 7,411 7,9316 7,2742 7,0543 7,8776 8,0323 7,2742 7,0543 600 11,228 7,9648
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Multiple Comparisons Bonferroni Dependent Variable altura_2 Altura (cm) (I) catconcl2mod 1,00 2,00 3,00 idade_avaliacao_2 Idade (anos) 1,00 2,00 3,00 Tempo_de_Exposicao_ anos_Oficial 1,00 2,00 3,00 Tempo_Trabalhado_ Tempo anos_Oficial Trabalhado (anos) 1,00 2,00 3,00 (J) catconcl2mod 2,00 3,00 1,00 3,00 1,00 2,00 2,00 3,00 1,00 3,00 1,00 2,00 2,00 3,00 1,00 3,00 1,00 2,00 2,00 3,00 1,00 3,00 1,00 2,00 Mean Difference (I-J) 2,623 -,317 -2,623 -2,940 ,317 2,940 -8,760* -5,216* 8,760* 3,544 5,216* -3,544 -4,4637* ,8447 4,4637* 5,3084* -,8447 -5,3084* -4,3945* ,9140 4,3945* 5,3084* -,9140 -5,3084* *. The mean difference is significant at the .05 level. Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3= “placas” 108 Std. Error 1,369 ,964 1,369 1,622 ,964 1,622 1,422 1,020 1,422 1,694 1,020 1,694 1,5739 1,1293 1,5739 1,8754 1,1293 1,8754 1,5918 1,1421 1,5918 1,8966 1,1421 1,8966 Sig. ,168 1,000 ,168 ,212 1,000 ,212 ,000 ,000 ,000 ,111 ,000 ,111 ,014 1,000 ,014 ,014 1,000 ,014 ,018 1,000 ,018 ,016 1,000 ,016 95% Confidence Interval Lower Bound Upper Bound -,66 5,91 -2,63 2,00 -5,91 ,66 -6,83 ,96 -2,00 2,63 -,96 6,83 -12,17 -5,35 -7,66 -2,77 5,35 12,17 -,52 7,61 2,77 7,66 -7,61 ,52 -8,242 -,685 -1,866 3,556 ,685 8,242 ,806 9,811 -3,556 1,866 -9,811 -,806 -8,216 -,573 -1,828 3,656 ,573 8,216 ,755 9,862 -3,656 1,828 -9,862 -,755
Multiple Comparisons Bonferroni Dependent Variable altura_2 Altura (cm) (I) catconcl2mod 1,00 2,00 3,00 idade_avaliacao_2 Idade (anos) 1,00 2,00 3,00 Tempo_de_Exposicao_ anos_Oficial 1,00 2,00 3,00 Tempo_Trabalhado_ Tempo anos_Oficial Trabalhado (anos) 1,00 2,00 3,00 (J) catconcl2mod 2,00 3,00 1,00 3,00 1,00 2,00 2,00 3,00 1,00 3,00 1,00 2,00 2,00 3,00 1,00 3,00 1,00 2,00 2,00 3,00 1,00 3,00 1,00 2,00 Mean Difference (I-J) 2,623 -,317 -2,623 -2,940 ,317 2,940 -8,760* -5,216* 8,760* 3,544 5,216* -3,544 -4,4637* ,8447 4,4637* 5,3084* -,8447 -5,3084* -4,3945* ,9140 4,3945* 5,3084* -,9140 -5,3084* *. The mean difference is significant at the .05 level. Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3= “placas” 108 Std. Error 1,369 ,964 1,369 1,622 ,964 1,622 1,422 1,020 1,422 1,694 1,020 1,694 1,5739 1,1293 1,5739 1,8754 1,1293 1,8754 1,5918 1,1421 1,5918 1,8966 1,1421 1,8966 Sig. ,168 1,000 ,168 ,212 1,000 ,212 ,000 ,000 ,000 ,111 ,000 ,111 ,014 1,000 ,014 ,014 1,000 ,014 ,018 1,000 ,018 ,016 1,000 ,016 95% Confidence Interval Lower Bound Upper Bound -,66 5,91 -2,63 2,00 -5,91 ,66 -6,83 ,96 -2,00 2,63 -,96 6,83 -12,17 -5,35 -7,66 -2,77 5,35 12,17 -,52 7,61 2,77 7,66 -7,61 ,52 -8,242 -,685 -1,866 3,556 ,685 8,242 ,806 9,811 -3,556 1,866 -9,811 -,806 -8,216 -,573 -1,828 3,656 ,573 8,216 ,755 9,862 -3,656 1,828 -9,862 -,755
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Tabela 32: Exposição Cumulativa dos indivíduos do Grupo II com (asbestose ou placas) e sem (normal) alterações pulmonares ou pleurais relacionadas ao asbesto. Ranks N Exposicao_cumulativa NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 508 25 51 584 Mean Rank 277,05 432,06 377,95 Test Statisticsa,b Chi-Square df Asymp. Sig. Exposicao_ cumulativa 34,441 2 ,000 a. Kruskal W allis Test b. Grouping Variable: catconcl2mod Em relação a história tabagística, houve tendência de associação entre a mesma e presença de asbestose ou placas (Tabela 33). De fato, a carga tabágica foi significativamente maior nos pacientes do GRUPO II com asbestose (p<0.05; Tabela 34). 109
Tabela 32: Exposição Cumulativa dos indivíduos do Grupo II com (asbestose ou placas) e sem (normal) alterações pulmonares ou pleurais relacionadas ao asbesto. Ranks N Exposicao_cumulativa NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 508 25 51 584 Mean Rank 277,05 432,06 377,95 Test Statisticsa,b Chi-Square df Asymp. Sig. Exposicao_ cumulativa 34,441 2 ,000 a. Kruskal W allis Test b. Grouping Variable: catconcl2mod Em relação a história tabagística, houve tendência de associação entre a mesma e presença de asbestose ou placas (Tabela 33). De fato, a carga tabágica foi significativamente maior nos pacientes do GRUPO II com asbestose (p<0.05; Tabela 34). 109
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Tabela 33: Presença (Sim) e Ausência (Não) do Tabagismo no Grupo II em relação à presença (asbestose ou placas) ou ausência (Normal) de doenças relacionadas à exposição ao asbesto. catconcl2mod CONCLUSÃO NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total TABAGISMO NÃO SIM 200 321 38,4% 61,6% 8 18 30,8% 69,2% 13 40 24,5% 75,5% 221 379 36,8% 63,2% Count Conclusão % within catconcl2mod Count Conclusão % within catconcl2mod Count Conclusão % within catconcl2mod Count Conclusão % within catconcl2mod Chi-Square Tests Pearson Chi-Square Likelihood Ratio Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value 4,401a 4,627 4,389 2 2 Asymp. Sig. (2-sided) ,111 ,099 1 ,036 df 600 a. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 9,58. 110 Total 521 100,0% 26 100,0% 53 100,0% 600 100,0%
Tabela 33: Presença (Sim) e Ausência (Não) do Tabagismo no Grupo II em relação à presença (asbestose ou placas) ou ausência (Normal) de doenças relacionadas à exposição ao asbesto. catconcl2mod CONCLUSÃO NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total TABAGISMO NÃO SIM 200 321 38,4% 61,6% 8 18 30,8% 69,2% 13 40 24,5% 75,5% 221 379 36,8% 63,2% Count Conclusão % within catconcl2mod Count Conclusão % within catconcl2mod Count Conclusão % within catconcl2mod Count Conclusão % within catconcl2mod Chi-Square Tests Pearson Chi-Square Likelihood Ratio Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value 4,401a 4,627 4,389 2 2 Asymp. Sig. (2-sided) ,111 ,099 1 ,036 df 600 a. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 9,58. 110 Total 521 100,0% 26 100,0% 53 100,0% 600 100,0%
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Tabela 34: Média da carga tabagística (Anos_maço) nos três grupos: ausência de doenças relacionadas ao asbesto (Normal), Asbestose e Placas Pleurais nos indivíduos expostos ao asbesto no GRUPO II. Anos_maco N NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total MÉDIA 33,4198 43,5917 50,1238 35,6658 321 18 40 379 DP 32,99271 41,21599 37,74617 34,26795 Dependent Variable: Anos_maco Bonferroni Conclusão (I) catconcl2mod 1,00 2,00 3,00 (J) Conclusão catconcl2mod 2,00 3,00 1,00 3,00 1,00 2,00 Mean Difference (I-J) -10,17188 -16,70397* 10,17188 -6,53208 16,70397* 6,53208 Std. Error 8,21762 5,68861 8,21762 9,62904 5,68861 9,62904 Sig. ,650 ,011 ,650 1,000 ,011 1,000 95% Confidence Interval Lower Bound Upper Bound -29,9331 9,5894 -30,3836 -3,0243 -9,5894 29,9331 -29,6874 16,6233 3,0243 30,3836 -16,6233 29,6874 *. The mean difference is significant at the .05 level. Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3= “placas” Pacientes com asbestose e aqueles com placas pleurais apresentaram menores valores de CVF e VEF1 (% do previsto) do que os indivíduos normais. O FEF25-75% (% previsto) for menor no grupo com placas, atingindo significância em relação ao grupo normal (Tabela 35). De forma interessante, a razão VEF1/CVF foi menor nos pacientes com placas, o que pode estar, ao menos parcialmente, relacionado com a tendência a maior prevalência de tabagsimo neste grupo frente aos indovíduos normais (75,5 % vs. 61,6 %). 111
Tabela 34: Média da carga tabagística (Anos_maço) nos três grupos: ausência de doenças relacionadas ao asbesto (Normal), Asbestose e Placas Pleurais nos indivíduos expostos ao asbesto no GRUPO II. Anos_maco N NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total MÉDIA 33,4198 43,5917 50,1238 35,6658 321 18 40 379 DP 32,99271 41,21599 37,74617 34,26795 Dependent Variable: Anos_maco Bonferroni Conclusão (I) catconcl2mod 1,00 2,00 3,00 (J) Conclusão catconcl2mod 2,00 3,00 1,00 3,00 1,00 2,00 Mean Difference (I-J) -10,17188 -16,70397* 10,17188 -6,53208 16,70397* 6,53208 Std. Error 8,21762 5,68861 8,21762 9,62904 5,68861 9,62904 Sig. ,650 ,011 ,650 1,000 ,011 1,000 95% Confidence Interval Lower Bound Upper Bound -29,9331 9,5894 -30,3836 -3,0243 -9,5894 29,9331 -29,6874 16,6233 3,0243 30,3836 -16,6233 29,6874 *. The mean difference is significant at the .05 level. Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3= “placas” Pacientes com asbestose e aqueles com placas pleurais apresentaram menores valores de CVF e VEF1 (% do previsto) do que os indivíduos normais. O FEF25-75% (% previsto) for menor no grupo com placas, atingindo significância em relação ao grupo normal (Tabela 35). De forma interessante, a razão VEF1/CVF foi menor nos pacientes com placas, o que pode estar, ao menos parcialmente, relacionado com a tendência a maior prevalência de tabagsimo neste grupo frente aos indovíduos normais (75,5 % vs. 61,6 %). 111
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Tabela 35: Valores médios das variáveis espirométricas do GRUPO II nos indivíduos com ausência de doenças relacionadas ao asbesto (Normal) e com presença de alterações parenquimatosas (asbestose) e pleurais (placas pleurais). N CVF (L) CVF (% Previsto) VEF1 (L/s) VEF1 (% Previsto) FEF25-75% (L/s) FEF25-75% (% Previsto) VEF1/CVF NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 518 25 53 596 511 23 52 586 518 25 53 596 511 23 52 3,9229 3,0536 3,5481 3,8531 102,2946 87,6557 94,7875 101,0539 3,0058 2,3916 2,6083 2,9447 99,7578 89,2943 89,9810 DP ,79942 ,70088 ,72008 ,81229 16,90001 20,57813 17,43694 17,41602 ,70600 ,62772 ,68222 ,71822 19,39300 22,22332 21,90399 586 98,4796 19,98592 NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 518 25 53 596 511 23 52 586 518 25 53 596 2,7906 2,2948 2,1340 2,7114 96,499 86,070 76,628 94,327 76,3816 77,9292 73,1543 76,1595 1,16666 1,10694 1,04902 1,17077 37,3762 38,0714 36,4191 37,7182 7,83212 7,08430 10,18700 8,08538 112
Tabela 35: Valores médios das variáveis espirométricas do GRUPO II nos indivíduos com ausência de doenças relacionadas ao asbesto (Normal) e com presença de alterações parenquimatosas (asbestose) e pleurais (placas pleurais). N CVF (L) CVF (% Previsto) VEF1 (L/s) VEF1 (% Previsto) FEF25-75% (L/s) FEF25-75% (% Previsto) VEF1/CVF NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 518 25 53 596 511 23 52 586 518 25 53 596 511 23 52 3,9229 3,0536 3,5481 3,8531 102,2946 87,6557 94,7875 101,0539 3,0058 2,3916 2,6083 2,9447 99,7578 89,2943 89,9810 DP ,79942 ,70088 ,72008 ,81229 16,90001 20,57813 17,43694 17,41602 ,70600 ,62772 ,68222 ,71822 19,39300 22,22332 21,90399 586 98,4796 19,98592 NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total NORMAL ASBESTOSE PLACAS Total 518 25 53 596 511 23 52 586 518 25 53 596 2,7906 2,2948 2,1340 2,7114 96,499 86,070 76,628 94,327 76,3816 77,9292 73,1543 76,1595 1,16666 1,10694 1,04902 1,17077 37,3762 38,0714 36,4191 37,7182 7,83212 7,08430 10,18700 8,08538 112
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Multiple Comparisons Bonferroni Mean Difference Dependent Variable (I) catconcl2mod(J) catconcl2mod (I-J) Std. Error CVF (L) 1,00 2,00 ,86932 * ,16156 3,00 ,37480 * ,11379 2,00 1,00 -,86932 * ,16156 3,00 -,49451 * ,19143 3,00 1,00 -,37480 * ,11379 2,00 ,49451 * ,19143 CVF (%Previsto) 1,00 2,00 14,63893 * 3,64505 3,00 7,50708 * 2,48914 2,00 1,00 -14,63893 * 3,64505 3,00 -7,13185 4,28225 3,00 1,00 -7,50708 * 2,48914 2,00 7,13185 4,28225 VEF1 (L/s) 1,00 2,00 ,61417 * ,14353 3,00 ,39747 * ,10109 2,00 1,00 -,61417 * ,14353 3,00 -,21670 ,17007 3,00 1,00 -,39747 * ,10109 2,00 ,21670 ,17007 VEF1 (%Previsto) 1,00 2,00 10,46348 * 4,20735 3,00 9,77687 * 2,87312 2,00 1,00 -10,46348 * 4,20735 3,00 -,68661 4,94285 3,00 1,00 -9,77687 * 2,87312 2,00 ,68661 4,94285 FEF25-75% (L/s) 1,00 2,00 ,49578 ,23639 3,00 ,65662 * ,16649 2,00 1,00 -,49578 ,23639 3,00 ,16084 ,28010 3,00 1,00 -,65662 * ,16649 2,00 -,16084 ,28010 FEF25-75% 1,00 2,00 10,4288 7,9549 (%Previsto) 3,00 19,8716 * 5,4323 2,00 1,00 -10,4288 7,9549 3,00 9,4427 9,3456 3,00 1,00 -19,8716 * 5,4323 2,00 -9,4427 9,3456 VEF1/CVF 1,00 2,00 -1,54762 1,64596 3,00 3,22724 * 1,15923 _prebd_ 2,00 1,00 1,54762 1,64596 3,00 4,77486 * 1,95027 3,00 1,00 -3,22724 * 1,15923 2,00 -4,77486 * 1,95027 *. The mean difference is significant at the .05 level. Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3=113 “placas” 95% Confidence Interval Sig. Lower BoundUpper Bound ,000 ,4814 1,2572 ,003 ,1016 ,6480 ,000 -1,2572 -,4814 ,030 -,9541 -,0349 ,003 -,6480 -,1016 ,030 ,0349 ,9541 ,000 5,8875 23,3904 ,008 1,5309 13,4833 ,000 -23,3904 -5,8875 ,289 -17,4131 3,1494 ,008 -13,4833 -1,5309 ,289 -3,1494 17,4131 ,000 ,2696 ,9588 ,000 ,1548 ,6402 ,000 -,9588 -,2696 ,609 -,6250 ,1916 ,000 -,6402 -,1548 ,609 -,1916 ,6250 ,039 ,3620 20,5649 ,002 2,8788 16,6750 ,039 -20,5649 -,3620 1,000 -12,5539 11,1807 ,002 -16,6750 -2,8788 1,000 -11,1807 12,5539 ,109 -,0718 1,0633 ,000 ,2569 1,0563 ,109 -1,0633 ,0718 1,000 -,5116 ,8333 ,000 -1,0563 -,2569 1,000 -,8333 ,5116 ,571 -8,670 29,528 ,001 6,829 32,914 ,571 -29,528 8,670 ,938 -12,995 31,881 ,001 -32,914 -6,829 ,938 -31,881 12,995 1,000 -5,4992 2,4040 ,017 ,4442 6,0103 1,000 -2,4040 5,4992 ,044 ,0927 9,4570 ,017 -6,0103 -,4442 ,044 -9,4570 -,0927
Multiple Comparisons Bonferroni Mean Difference Dependent Variable (I) catconcl2mod(J) catconcl2mod (I-J) Std. Error CVF (L) 1,00 2,00 ,86932 * ,16156 3,00 ,37480 * ,11379 2,00 1,00 -,86932 * ,16156 3,00 -,49451 * ,19143 3,00 1,00 -,37480 * ,11379 2,00 ,49451 * ,19143 CVF (%Previsto) 1,00 2,00 14,63893 * 3,64505 3,00 7,50708 * 2,48914 2,00 1,00 -14,63893 * 3,64505 3,00 -7,13185 4,28225 3,00 1,00 -7,50708 * 2,48914 2,00 7,13185 4,28225 VEF1 (L/s) 1,00 2,00 ,61417 * ,14353 3,00 ,39747 * ,10109 2,00 1,00 -,61417 * ,14353 3,00 -,21670 ,17007 3,00 1,00 -,39747 * ,10109 2,00 ,21670 ,17007 VEF1 (%Previsto) 1,00 2,00 10,46348 * 4,20735 3,00 9,77687 * 2,87312 2,00 1,00 -10,46348 * 4,20735 3,00 -,68661 4,94285 3,00 1,00 -9,77687 * 2,87312 2,00 ,68661 4,94285 FEF25-75% (L/s) 1,00 2,00 ,49578 ,23639 3,00 ,65662 * ,16649 2,00 1,00 -,49578 ,23639 3,00 ,16084 ,28010 3,00 1,00 -,65662 * ,16649 2,00 -,16084 ,28010 FEF25-75% 1,00 2,00 10,4288 7,9549 (%Previsto) 3,00 19,8716 * 5,4323 2,00 1,00 -10,4288 7,9549 3,00 9,4427 9,3456 3,00 1,00 -19,8716 * 5,4323 2,00 -9,4427 9,3456 VEF1/CVF 1,00 2,00 -1,54762 1,64596 3,00 3,22724 * 1,15923 _prebd_ 2,00 1,00 1,54762 1,64596 3,00 4,77486 * 1,95027 3,00 1,00 -3,22724 * 1,15923 2,00 -4,77486 * 1,95027 *. The mean difference is significant at the .05 level. Onde: 1= “normal”; 2= “asbestose”, 3=113 “placas” 95% Confidence Interval Sig. Lower BoundUpper Bound ,000 ,4814 1,2572 ,003 ,1016 ,6480 ,000 -1,2572 -,4814 ,030 -,9541 -,0349 ,003 -,6480 -,1016 ,030 ,0349 ,9541 ,000 5,8875 23,3904 ,008 1,5309 13,4833 ,000 -23,3904 -5,8875 ,289 -17,4131 3,1494 ,008 -13,4833 -1,5309 ,289 -3,1494 17,4131 ,000 ,2696 ,9588 ,000 ,1548 ,6402 ,000 -,9588 -,2696 ,609 -,6250 ,1916 ,000 -,6402 -,1548 ,609 -,1916 ,6250 ,039 ,3620 20,5649 ,002 2,8788 16,6750 ,039 -20,5649 -,3620 1,000 -12,5539 11,1807 ,002 -16,6750 -2,8788 1,000 -11,1807 12,5539 ,109 -,0718 1,0633 ,000 ,2569 1,0563 ,109 -1,0633 ,0718 1,000 -,5116 ,8333 ,000 -1,0563 -,2569 1,000 -,8333 ,5116 ,571 -8,670 29,528 ,001 6,829 32,914 ,571 -29,528 8,670 ,938 -12,995 31,881 ,001 -32,914 -6,829 ,938 -31,881 12,995 1,000 -5,4992 2,4040 ,017 ,4442 6,0103 1,000 -2,4040 5,4992 ,044 ,0927 9,4570 ,017 -6,0103 -,4442 ,044 -9,4570 -,0927
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2.4.1.2.3 - Grupo III (A e B) Como esperado, os indivíduos do Grupo IIIB eram mais jovens do aqueles do GRUPO IIIA. Adicionalmente, foram expostos a menor carga tabágica e apresentaram maiores valores espirométricos do que os participantes do GRUPO III A (Tabelas 3638). Devido a reduzida prevalência de alterações atribuíveis ao asbesto neste GRUPO, não foi possível comparação válida entre os sub-grupos com e sem alterações pleuroparenquimatosas neste grupo de pacientes. Tabela 36: Características da amostra dos Grupos IIIA e IIIB. N Idade (anos) IIIA IIIB Altura (cm) IIIA IIIB Tempo de Exposicao (anos) IIIA IIIB Tempo Trabalhado (anos) IIIA Tabagismo (Anos_maco) IIIB IIIA IIIB 114 482 217 482 MÉDIA 57,75 46,86 166,13 DP 7,218 7,264 7,546 217 482 217 482 217 169,32 11,409 11,550 11,548 11,610 7,174 6,7028 7,0507 6,8822 7,0786 297 85 30,8008 19,2835 32,13203 21,49121
2.4.1.2.3 - Grupo III (A e B) Como esperado, os indivíduos do Grupo IIIB eram mais jovens do aqueles do GRUPO IIIA. Adicionalmente, foram expostos a menor carga tabágica e apresentaram maiores valores espirométricos do que os participantes do GRUPO III A (Tabelas 3638). Devido a reduzida prevalência de alterações atribuíveis ao asbesto neste GRUPO, não foi possível comparação válida entre os sub-grupos com e sem alterações pleuroparenquimatosas neste grupo de pacientes. Tabela 36: Características da amostra dos Grupos IIIA e IIIB. N Idade (anos) IIIA IIIB Altura (cm) IIIA IIIB Tempo de Exposicao (anos) IIIA IIIB Tempo Trabalhado (anos) IIIA Tabagismo (Anos_maco) IIIB IIIA IIIB 114 482 217 482 MÉDIA 57,75 46,86 166,13 DP 7,218 7,264 7,546 217 482 217 482 217 169,32 11,409 11,550 11,548 11,610 7,174 6,7028 7,0507 6,8822 7,0786 297 85 30,8008 19,2835 32,13203 21,49121
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Independent Samples Test Levene's Test for Equality of Variances F Idade (anos) Altura (cm) Tempo de Exposicao (anos) Tempo Trabalhado (anos)l Tabagismo (Anos_maco) Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Sig. ,043 ,835 t-test for Equality of Means t df 18,417 18,373 ,715 ,398 413,990 -5,250 697 -5,352 ,864 ,353 436,203 -,253 697 -,248 ,587 ,444 397,943 -,110 697 -,109 5,528 ,019 405,949 3,110 380 3,858 Mean Difference Std. Error Difference ,000 10,889 ,591 9,728 12,050 ,000 10,889 ,593 9,724 12,054 ,000 -3,190 ,608 -4,383 -1,997 ,000 -3,190 ,596 -4,361 -2,018 ,800 -,1409 ,5569 -1,2343 ,9525 ,804 -,1409 ,5677 -1,2570 ,9752 ,913 -,0623 ,5676 -1,1768 1,0522 ,914 -,0623 ,5737 -1,1902 1,0655 ,002 11,51731 3,70330 4,23579 18,79883 ,000 11,51731 2,98498 5,63166 17,40297 Sig. (2-tailed) 697 202,356 95% Confidence Interval of the Difference Lower Upper Tabela 37: Presença e Ausência do Tabagismo em relação aos Grupos IIIA e IIIB GRUPOS IIIA IIIB Total TABAGISMO NÃO SIM 185 297 38,4% 61,6% 58,4% 77,7% 132 85 60,8% 39,2% 41,6% 22,3% 317 382 45,4% 54,6% 100,0% 100,0% N % within groups % within TABACO2 N % within groups % within TABACO2 N % within groups % within TABACO2 Total 482 100,0% 69,0% 217 100,0% 31,0% 699 100,0% 100,0% Chi-Square Tests Pearson Chi-Square Continuity Correctiona Likelihood Ratio Fisher's Exact Test Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value 30,423b 29,524 30,472 30,380 df 1 1 1 1 Asymp. Sig. (2-sided) ,000 ,000 ,000 Exact Sig. (2-sided) Exact Sig. (1-sided) ,000 ,000 ,000 699 a. Computed only for a 2x2 table b. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 98,41. 115
Independent Samples Test Levene's Test for Equality of Variances F Idade (anos) Altura (cm) Tempo de Exposicao (anos) Tempo Trabalhado (anos)l Tabagismo (Anos_maco) Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Sig. ,043 ,835 t-test for Equality of Means t df 18,417 18,373 ,715 ,398 413,990 -5,250 697 -5,352 ,864 ,353 436,203 -,253 697 -,248 ,587 ,444 397,943 -,110 697 -,109 5,528 ,019 405,949 3,110 380 3,858 Mean Difference Std. Error Difference ,000 10,889 ,591 9,728 12,050 ,000 10,889 ,593 9,724 12,054 ,000 -3,190 ,608 -4,383 -1,997 ,000 -3,190 ,596 -4,361 -2,018 ,800 -,1409 ,5569 -1,2343 ,9525 ,804 -,1409 ,5677 -1,2570 ,9752 ,913 -,0623 ,5676 -1,1768 1,0522 ,914 -,0623 ,5737 -1,1902 1,0655 ,002 11,51731 3,70330 4,23579 18,79883 ,000 11,51731 2,98498 5,63166 17,40297 Sig. (2-tailed) 697 202,356 95% Confidence Interval of the Difference Lower Upper Tabela 37: Presença e Ausência do Tabagismo em relação aos Grupos IIIA e IIIB GRUPOS IIIA IIIB Total TABAGISMO NÃO SIM 185 297 38,4% 61,6% 58,4% 77,7% 132 85 60,8% 39,2% 41,6% 22,3% 317 382 45,4% 54,6% 100,0% 100,0% N % within groups % within TABACO2 N % within groups % within TABACO2 N % within groups % within TABACO2 Total 482 100,0% 69,0% 217 100,0% 31,0% 699 100,0% 100,0% Chi-Square Tests Pearson Chi-Square Continuity Correctiona Likelihood Ratio Fisher's Exact Test Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value 30,423b 29,524 30,472 30,380 df 1 1 1 1 Asymp. Sig. (2-sided) ,000 ,000 ,000 Exact Sig. (2-sided) Exact Sig. (1-sided) ,000 ,000 ,000 699 a. Computed only for a 2x2 table b. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 98,41. 115
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Tabela 38: Valores médios das variáveis espirométricas dos Grupos IIIA e IIIB. N CVF (L) CVF (%Previsto) VEF1 (L/s) VEF1 (%Previsto) FEF25-75% (L/s) FEF25-75 (% Previsto) VEF1/CVF IIIA IIIB IIIA IIIB 480 217 468 MÉDIA 3,9940 4,5523 102,1957 DP ,86601 ,82288 20,91378 216 106,5644 18,99993 IIIA IIIB IIIA IIIB IIIA IIIB IIIA IIIB IIIA IIIB 480 217 468 216 480 217 468 216 480 217 3,0359 3,6224 98,1295 103,7711 2,7262 3,7047 92,564 104,581 75,7600 79,4615 ,74881 ,73082 22,16139 19,92185 1,19506 1,31311 41,4369 35,9068 8,50639 6,57583 Independent Samples Test Levene's Test for Equality of Variances F CVF (L0 CVF (% Previsto) VEF1 (L/s) VEF1 (%Previsto) FEF25-75% (L/s) FEF25-75% (%Previsto) VEF1/CVF Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Sig. 1,354 ,245 t-test for Equality of Means t df -8,002 -8,158 ,554 ,457 -2,612 -2,706 ,819 ,366 -9,645 -9,735 ,704 ,402 -3,193 -3,320 2,681 ,102 -9,701 -9,363 ,361 ,548 -3,673 -3,871 8,773 ,003 -5,687 -6,257 116 Mean Difference Std. Error Difference ,000 -,55826 ,06976 -,69523 -,42128 ,000 -,55826 ,06843 -,69275 -,42376 ,009 -4,36874 1,67230 -7,65220 -1,08527 ,007 -4,36874 1,61427 -7,54105 -1,19642 ,000 -,58645 ,06080 -,70583 -,46708 ,000 -,58645 ,06024 -,70487 -,46804 ,001 -5,64160 1,76695 -9,11092 -2,17229 ,001 -5,64160 1,69907 -8,98047 -2,30274 ,000 -,97845 ,10086 -1,17647 -,78042 ,000 -,97845 ,10450 -1,18392 -,77297 ,000 -12,0168 3,2719 -18,4411 -5,5925 ,000 -12,0168 3,1045 -18,1169 -5,9166 ,000 -3,70154 ,65088 -4,97946 -2,42362 ,000 -3,70154 ,59162 -4,86376 -2,53933 Sig. (2-tailed) 695 437,051 682 456,910 695 426,381 682 461,427 695 383,783 682 477,477 695 529,718 95% Confidence Interval of the Difference Lower Upper
Tabela 38: Valores médios das variáveis espirométricas dos Grupos IIIA e IIIB. N CVF (L) CVF (%Previsto) VEF1 (L/s) VEF1 (%Previsto) FEF25-75% (L/s) FEF25-75 (% Previsto) VEF1/CVF IIIA IIIB IIIA IIIB 480 217 468 MÉDIA 3,9940 4,5523 102,1957 DP ,86601 ,82288 20,91378 216 106,5644 18,99993 IIIA IIIB IIIA IIIB IIIA IIIB IIIA IIIB IIIA IIIB 480 217 468 216 480 217 468 216 480 217 3,0359 3,6224 98,1295 103,7711 2,7262 3,7047 92,564 104,581 75,7600 79,4615 ,74881 ,73082 22,16139 19,92185 1,19506 1,31311 41,4369 35,9068 8,50639 6,57583 Independent Samples Test Levene's Test for Equality of Variances F CVF (L0 CVF (% Previsto) VEF1 (L/s) VEF1 (%Previsto) FEF25-75% (L/s) FEF25-75% (%Previsto) VEF1/CVF Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Equal variances assumed Equal variances not assumed Sig. 1,354 ,245 t-test for Equality of Means t df -8,002 -8,158 ,554 ,457 -2,612 -2,706 ,819 ,366 -9,645 -9,735 ,704 ,402 -3,193 -3,320 2,681 ,102 -9,701 -9,363 ,361 ,548 -3,673 -3,871 8,773 ,003 -5,687 -6,257 116 Mean Difference Std. Error Difference ,000 -,55826 ,06976 -,69523 -,42128 ,000 -,55826 ,06843 -,69275 -,42376 ,009 -4,36874 1,67230 -7,65220 -1,08527 ,007 -4,36874 1,61427 -7,54105 -1,19642 ,000 -,58645 ,06080 -,70583 -,46708 ,000 -,58645 ,06024 -,70487 -,46804 ,001 -5,64160 1,76695 -9,11092 -2,17229 ,001 -5,64160 1,69907 -8,98047 -2,30274 ,000 -,97845 ,10086 -1,17647 -,78042 ,000 -,97845 ,10450 -1,18392 -,77297 ,000 -12,0168 3,2719 -18,4411 -5,5925 ,000 -12,0168 3,1045 -18,1169 -5,9166 ,000 -3,70154 ,65088 -4,97946 -2,42362 ,000 -3,70154 ,59162 -4,86376 -2,53933 Sig. (2-tailed) 695 437,051 682 456,910 695 426,381 682 461,427 695 383,783 682 477,477 695 529,718 95% Confidence Interval of the Difference Lower Upper
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2.4.2 - Análise Longitudinal (Intra-Grupos) 2.4.2.1 - Progressão Tomográfica Quatrocentos e cinco indivíduos que realizaram TCAR no Projeto-I repetiram este exame no estudo II. A distribuição por grupos está representada abaixo. Tabela 39: Número de indivíduos por grupos dos que realizaram TCAR no ProjetoI e repetiram no Projeto-II. N GRUPO I 55 13,6 Valid Percent 13,6 II 197 48,6 48,6 62,2 IIIA 132 32,6 32,6 94,8 IIIb 21 5,2 5,2 100,0 405 100,0 100,0 Total % Cumulative Percent 13,6 Os dados apresentados nas Tabelas 40 à 47 demonstram que os indivíduos dos GRUPOS I e II com maior exposição cumulativa foram reavaliados no Estudo II. Adicionalmente, a maior parte dos reavaliados tinha TCAR normal no Estudo I, maximizando as chances de detecção de casos novos. Logo, os indivíduos com maior risco de adoecimento foram submetidos ao procedimento diagnóstico mais sensível (TCAR) no Estudo II. Quanto ao GRUPO III (Tabelas 48 e 49) não houve diferença na exposição cumulativa entre os reavaliados ou não por TCAR, refletindo a relativa homogeneidade de exposição numa população representada sobretudo pelo GRUPO III A. 117
2.4.2 - Análise Longitudinal (Intra-Grupos) 2.4.2.1 - Progressão Tomográfica Quatrocentos e cinco indivíduos que realizaram TCAR no Projeto-I repetiram este exame no estudo II. A distribuição por grupos está representada abaixo. Tabela 39: Número de indivíduos por grupos dos que realizaram TCAR no ProjetoI e repetiram no Projeto-II. N GRUPO I 55 13,6 Valid Percent 13,6 II 197 48,6 48,6 62,2 IIIA 132 32,6 32,6 94,8 IIIb 21 5,2 5,2 100,0 405 100,0 100,0 Total % Cumulative Percent 13,6 Os dados apresentados nas Tabelas 40 à 47 demonstram que os indivíduos dos GRUPOS I e II com maior exposição cumulativa foram reavaliados no Estudo II. Adicionalmente, a maior parte dos reavaliados tinha TCAR normal no Estudo I, maximizando as chances de detecção de casos novos. Logo, os indivíduos com maior risco de adoecimento foram submetidos ao procedimento diagnóstico mais sensível (TCAR) no Estudo II. Quanto ao GRUPO III (Tabelas 48 e 49) não houve diferença na exposição cumulativa entre os reavaliados ou não por TCAR, refletindo a relativa homogeneidade de exposição numa população representada sobretudo pelo GRUPO III A. 117
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Tabela 40: Exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo I (n=55) em seguimento por TCAR. GRUPO I - SEGUIMENTO TCAR Exposicao_cumulativa SEGUIMENTO NÃO SIM Total N 1890 55 1945 Mean Rank 952,67 1671,51 Sum of Ranks 1800552,00 91933,00 Test Statisticsa Exposicao_ cumulativa 13557,000 1800552,000 -9,357 ,000 Mann-Whitney U Wilcoxon W Z Asymp. Sig. (2-tailed) a. Grouping Variable: Cat_Eter_Parenquima_2 < 3 & Cat_Eter_Parenquima_1 < 3 & groups = 1 (FILTER) Tabela 41: Valores medianos e variações da exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo I em seguimento por TCAR. GRUPO I Exposicao_cumulativa SEGUIMENTO TCAR NÃO SIM Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis 118 Statistic 5,493800 1859,365 730,8329 14,5811 5,670 54,870 81,000000 22291,617 610,0237 234,3432 1,206 ,855
Tabela 40: Exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo I (n=55) em seguimento por TCAR. GRUPO I - SEGUIMENTO TCAR Exposicao_cumulativa SEGUIMENTO NÃO SIM Total N 1890 55 1945 Mean Rank 952,67 1671,51 Sum of Ranks 1800552,00 91933,00 Test Statisticsa Exposicao_ cumulativa 13557,000 1800552,000 -9,357 ,000 Mann-Whitney U Wilcoxon W Z Asymp. Sig. (2-tailed) a. Grouping Variable: Cat_Eter_Parenquima_2 < 3 & Cat_Eter_Parenquima_1 < 3 & groups = 1 (FILTER) Tabela 41: Valores medianos e variações da exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo I em seguimento por TCAR. GRUPO I Exposicao_cumulativa SEGUIMENTO TCAR NÃO SIM Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis 118 Statistic 5,493800 1859,365 730,8329 14,5811 5,670 54,870 81,000000 22291,617 610,0237 234,3432 1,206 ,855
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Tabela 42: Alterações do Parênquima em quem realizou seguimento no Grupo I em relação à TCAR inicial. PARENQUIMA TCAR INICIAL Norm Total Count % INICIAL % SEGUIMENTO Alt Count % INICIAL % SEGUIMENTO Outras Count % INICIAL % SEGUIMENTO NÃO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO SEGUIMENTO NÃO SIM 354 47 88,3% 11,7% 18,1% 85,5% 13 8 61,9% 38,1% ,7% 14,5% 1 0 100,0% ,0% ,1% ,0% 1588 0 100,0% ,0% 81,2% ,0% 1956 55 97,3% 2,7% 100,0% 100,0% Total 401 100,0% 19,9% 21 100,0% 1,0% 1 100,0% ,0% 1588 100,0% 79,0% 2011 100,0% 100,0% Tabela 43: Alterações Pleurais em quem realizou seguimento no Grupo I em relação à TCAR inicial. PLEURA TCAR INICIAL NORMAL ALTERADA NÃO REALIZADA Total Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO 119 SEGUIMENTO NÃO SIM 343 28 92,5% 7,5% 17,5% 50,9% 25 27 48,1% 51,9% 1,3% 49,1% 1590 0 100,0% ,0% 81,2% ,0% 1958 55 97,3% 2,7% 100,0% 100,0% Total 371 100,0% 18,4% 52 100,0% 2,6% 1590 100,0% 79,0% 2013 100,0% 100,0%
Tabela 42: Alterações do Parênquima em quem realizou seguimento no Grupo I em relação à TCAR inicial. PARENQUIMA TCAR INICIAL Norm Total Count % INICIAL % SEGUIMENTO Alt Count % INICIAL % SEGUIMENTO Outras Count % INICIAL % SEGUIMENTO NÃO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO SEGUIMENTO NÃO SIM 354 47 88,3% 11,7% 18,1% 85,5% 13 8 61,9% 38,1% ,7% 14,5% 1 0 100,0% ,0% ,1% ,0% 1588 0 100,0% ,0% 81,2% ,0% 1956 55 97,3% 2,7% 100,0% 100,0% Total 401 100,0% 19,9% 21 100,0% 1,0% 1 100,0% ,0% 1588 100,0% 79,0% 2011 100,0% 100,0% Tabela 43: Alterações Pleurais em quem realizou seguimento no Grupo I em relação à TCAR inicial. PLEURA TCAR INICIAL NORMAL ALTERADA NÃO REALIZADA Total Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO 119 SEGUIMENTO NÃO SIM 343 28 92,5% 7,5% 17,5% 50,9% 25 27 48,1% 51,9% 1,3% 49,1% 1590 0 100,0% ,0% 81,2% ,0% 1958 55 97,3% 2,7% 100,0% 100,0% Total 371 100,0% 18,4% 52 100,0% 2,6% 1590 100,0% 79,0% 2013 100,0% 100,0%
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Tabela 44: Exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo II (n=193) em seguimento por TCAR. GRUPO II - SEGUIMENTO TCAR SEGUIMENTO NÃO SIM Total Exposicao_cumulativa N 1750 193 1943 Mean Rank 911,33 1522,12 Sum of Ranks 1594826,50 293769,50 Test Statisticsa Mann-Whitney U Wilcoxon W Z Asymp. Sig. (2-tailed) Exposicao_ cumulativa 62701,500 1594826,500 -14,354 ,000 a. Grouping Variable: Cat_Eter_Parenquima_2 < 3 & Cat_Eter_Parenquima_1 < 3 & groups = 2 (FILTER) Tabela 45: Valores medianos e variações da exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo II em seguimento por TCAR. Descriptives Exposicao_cumulativa SEGUIMENTO TCAR NÃO SIM Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis 120 Statistic 4,780900 2586,378 730,8329 11,7333 6,377 55,161 42,592200 3902,285 280,8940 63,4571 1,543 1,863
Tabela 44: Exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo II (n=193) em seguimento por TCAR. GRUPO II - SEGUIMENTO TCAR SEGUIMENTO NÃO SIM Total Exposicao_cumulativa N 1750 193 1943 Mean Rank 911,33 1522,12 Sum of Ranks 1594826,50 293769,50 Test Statisticsa Mann-Whitney U Wilcoxon W Z Asymp. Sig. (2-tailed) Exposicao_ cumulativa 62701,500 1594826,500 -14,354 ,000 a. Grouping Variable: Cat_Eter_Parenquima_2 < 3 & Cat_Eter_Parenquima_1 < 3 & groups = 2 (FILTER) Tabela 45: Valores medianos e variações da exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo II em seguimento por TCAR. Descriptives Exposicao_cumulativa SEGUIMENTO TCAR NÃO SIM Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis 120 Statistic 4,780900 2586,378 730,8329 11,7333 6,377 55,161 42,592200 3902,285 280,8940 63,4571 1,543 1,863
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Tabela 46: Alterações do Parênquima em quem realizou seguimento no Grupo II em relação à TCAR inicial. PARENQUIMA TCAR INICIAL NORMAL ALTERADA OUTRAS NÃO REALIZADA Total Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO SEGUIMENTO NÃO SIM 212 189 52,9% 47,1% 11,7% 95,9% 13 8 61,9% 38,1% ,7% 4,1% 1 0 100,0% ,0% ,1% ,0% 1588 0 100,0% ,0% 87,5% ,0% 1814 197 90,2% 9,8% 100,0% 100,0% Total 401 100,0% 19,9% 21 100,0% 1,0% 1 100,0% ,0% 1588 100,0% 79,0% 2011 100,0% 100,0% Tabela 47: Alterações Pleurais em quem realizou seguimento no Grupo II em relação à TCAR inicial. PLEURA TCAR INICIAL NORMAL ALTERADA NÃO REALIZADA Total Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO 121 SEGUIMENTO NÃO SIM 189 182 50,9% 49,1% 10,4% 92,4% 37 15 71,2% 28,8% 2,0% 7,6% 1588 0 100,0% ,0% 87,5% ,0% 1814 197 90,2% 9,8% 100,0% 100,0% Total 371 100,0% 18,4% 52 100,0% 2,6% 1588 100,0% 79,0% 2011 100,0% 100,0%
Tabela 46: Alterações do Parênquima em quem realizou seguimento no Grupo II em relação à TCAR inicial. PARENQUIMA TCAR INICIAL NORMAL ALTERADA OUTRAS NÃO REALIZADA Total Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO SEGUIMENTO NÃO SIM 212 189 52,9% 47,1% 11,7% 95,9% 13 8 61,9% 38,1% ,7% 4,1% 1 0 100,0% ,0% ,1% ,0% 1588 0 100,0% ,0% 87,5% ,0% 1814 197 90,2% 9,8% 100,0% 100,0% Total 401 100,0% 19,9% 21 100,0% 1,0% 1 100,0% ,0% 1588 100,0% 79,0% 2011 100,0% 100,0% Tabela 47: Alterações Pleurais em quem realizou seguimento no Grupo II em relação à TCAR inicial. PLEURA TCAR INICIAL NORMAL ALTERADA NÃO REALIZADA Total Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO Count % INICIAL % SEGUIMENTO 121 SEGUIMENTO NÃO SIM 189 182 50,9% 49,1% 10,4% 92,4% 37 15 71,2% 28,8% 2,0% 7,6% 1588 0 100,0% ,0% 87,5% ,0% 1814 197 90,2% 9,8% 100,0% 100,0% Total 371 100,0% 18,4% 52 100,0% 2,6% 1588 100,0% 79,0% 2011 100,0% 100,0%
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Tabela 48: Exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo III em seguimento por TCAR. GRUPO III - SEGUIMENTO SEGUIMENTO NÃO SIM Total Exposicao_cumulativa N 1793 152 1945 Mean Rank 973,82 963,37 Sum of Ranks 1746053,00 146432,00 Test Statisticsa Mann-Whitney U Wilcoxon W Z Asymp. Sig. (2-tailed) Exposicao_ cumulativa 134804,000 146432,000 -,220 ,826 a. Grouping Variable: (Cat_Eter_Parenquima_ 2 < 3 )& (Cat_Eter_Parenquima_1 < 3) & (groups = 3 groups = 4) (FILTER) Tabela 49: Valores medianos e variações da exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo III em seguimento por TCAR. GRUPO III Exposicao_cumulativa SEGUIMENTO NÃO SIM Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis 122 Statistic 5,610300 3082,909 730,8329 18,0157 5,070 36,902 7,547300 36,021 33,7528 7,9801 1,114 1,782
Tabela 48: Exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo III em seguimento por TCAR. GRUPO III - SEGUIMENTO SEGUIMENTO NÃO SIM Total Exposicao_cumulativa N 1793 152 1945 Mean Rank 973,82 963,37 Sum of Ranks 1746053,00 146432,00 Test Statisticsa Mann-Whitney U Wilcoxon W Z Asymp. Sig. (2-tailed) Exposicao_ cumulativa 134804,000 146432,000 -,220 ,826 a. Grouping Variable: (Cat_Eter_Parenquima_ 2 < 3 )& (Cat_Eter_Parenquima_1 < 3) & (groups = 3 groups = 4) (FILTER) Tabela 49: Valores medianos e variações da exposição cumulativa nos indivíduos do Grupo III em seguimento por TCAR. GRUPO III Exposicao_cumulativa SEGUIMENTO NÃO SIM Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Median Variance Range Interquartile Range Skewness Kurtosis 122 Statistic 5,610300 3082,909 730,8329 18,0157 5,070 36,902 7,547300 36,021 33,7528 7,9801 1,114 1,782
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2.4.2.1.1 - Grupo I Conforme demonstrado na Tabela 50, surgiram 9 novos casos, ou seja, 36% dos que eram normais no Projeto-I. Destes, 6 casos referiram-se ao surgimento de placas. Adicionalmente, foram observadas placas em 2 casos que só havia asbestose no Projeto-I. Portanto, comparou-se as diferentes características dos grupos que permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas pleurais (EVOL-PP). Desta forma, os pacientes das categorias EVOL-ASB e EVOL-PP tiveram maior exposição cumulativa (p= 0,07), tendendo a ser mais idosos e com maior tempo de exposição e trabalho dos que o grupo EST . Não houve associação entre história e carga tabágica com a progressão das alterações., assim como os valores funcionais em ambos os estudos e suas modificações ao longo do tempo (DELTA ABSOLUTO e DELTA RELATIVO (% prev)) não diferiram entre os grupos com e sem progressão tomográfica. 123
2.4.2.1.1 - Grupo I Conforme demonstrado na Tabela 50, surgiram 9 novos casos, ou seja, 36% dos que eram normais no Projeto-I. Destes, 6 casos referiram-se ao surgimento de placas. Adicionalmente, foram observadas placas em 2 casos que só havia asbestose no Projeto-I. Portanto, comparou-se as diferentes características dos grupos que permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas pleurais (EVOL-PP). Desta forma, os pacientes das categorias EVOL-ASB e EVOL-PP tiveram maior exposição cumulativa (p= 0,07), tendendo a ser mais idosos e com maior tempo de exposição e trabalho dos que o grupo EST . Não houve associação entre história e carga tabágica com a progressão das alterações., assim como os valores funcionais em ambos os estudos e suas modificações ao longo do tempo (DELTA ABSOLUTO e DELTA RELATIVO (% prev)) não diferiram entre os grupos com e sem progressão tomográfica. 123
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Tabela 50: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo I. Conclusão Projeto Cat_Conclusao_2 * Cat_Conclusao_1 Crosstabulation 1 Cat_Conclusao_2 Conclusão Projeto- II 1 2 3 4 7 Total Count % within Cat_ Conclusao_2 % within Cat_ Conclusao_1 Count % within Cat_ Conclusao_2 % within Cat_ Conclusao_1 Count % within Cat_ Conclusao_2 % within Cat_ Conclusao_1 Count % within Cat_ Conclusao_2 % within Cat_ Conclusao_1 Count % within Cat_ Conclusao_2 % within Cat_ Conclusao_1 Count % within Cat_ Conclusao_2 % within Cat_ Conclusao_1 15 Cat_Conclusao_1 2 3 0 0 -I 4 Total 0 15 100,0% ,0% ,0% ,0% 100,0% 60,0% ,0% ,0% ,0% 27,3% 2 5 2 0 9 22,2% 55,6% 22,2% ,0% 100,0% 8,0% 100,0% 66,7% ,0% 16,4% 1 0 1 0 2 50,0% ,0% 50,0% ,0% 100,0% 4,0% ,0% 33,3% ,0% 3,6% 6 0 0 22 28 21,4% ,0% ,0% 78,6% 100,0% 24,0% ,0% ,0% 100,0% 50,9% 1 0 0 0 1 100,0% ,0% ,0% ,0% 100,0% 4,0% ,0% ,0% ,0% 1,8% 25 5 3 22 55 45,5% 9,1% 5,5% 40,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% Onde: 1= Normal, 2= Asbestose com Placas, 3= Asbestose sem Placas, 4= Apenas Placas Pleurais, 7= Outros Diagnósticos 124
Tabela 50: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo I. Conclusão Projeto Cat_Conclusao_2 * Cat_Conclusao_1 Crosstabulation 1 Cat_Conclusao_2 Conclusão Projeto- II 1 2 3 4 7 Total Count % within Cat_ Conclusao_2 % within Cat_ Conclusao_1 Count % within Cat_ Conclusao_2 % within Cat_ Conclusao_1 Count % within Cat_ Conclusao_2 % within Cat_ Conclusao_1 Count % within Cat_ Conclusao_2 % within Cat_ Conclusao_1 Count % within Cat_ Conclusao_2 % within Cat_ Conclusao_1 Count % within Cat_ Conclusao_2 % within Cat_ Conclusao_1 15 Cat_Conclusao_1 2 3 0 0 -I 4 Total 0 15 100,0% ,0% ,0% ,0% 100,0% 60,0% ,0% ,0% ,0% 27,3% 2 5 2 0 9 22,2% 55,6% 22,2% ,0% 100,0% 8,0% 100,0% 66,7% ,0% 16,4% 1 0 1 0 2 50,0% ,0% 50,0% ,0% 100,0% 4,0% ,0% 33,3% ,0% 3,6% 6 0 0 22 28 21,4% ,0% ,0% 78,6% 100,0% 24,0% ,0% ,0% 100,0% 50,9% 1 0 0 0 1 100,0% ,0% ,0% ,0% 100,0% 4,0% ,0% ,0% ,0% 1,8% 25 5 3 22 55 45,5% 9,1% 5,5% 40,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% Onde: 1= Normal, 2= Asbestose com Placas, 3= Asbestose sem Placas, 4= Apenas Placas Pleurais, 7= Outros Diagnósticos 124
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2.4.2.1.1.1 - Grupo I Por Categoria de Evolução Tomográfica Tabela 51: Exposição Cumulativa no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP). Test Statisticsa,b Ranks Exposicao cumulativa EVOL EST ASB PP Total N Mean Rank 9,93 17,00 16,67 15 3 6 24 Chi-Square df Asymp. Sig. Exposicao_ cumulativa 5,275 2 ,072 a. Kruskal W allis Test b. Grouping Variable: EVOL Tabela 52: Carga tabagística no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP) Count EVOL EST ASB PP Total Tabagismo ,Não Sim 4 11 0 3 1 5 5 19 Total 15 3 6 24 Chi-Square Tests Pearson Chi-Square Likelihood Ratio Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value 1,162a 1,759 ,417 2 2 Asymp. Sig. (2-sided) ,559 ,415 1 ,518 df 24 a. 5 cells (83,3%) have expected count less than 5. The minimum expected count is ,63. 125
2.4.2.1.1.1 - Grupo I Por Categoria de Evolução Tomográfica Tabela 51: Exposição Cumulativa no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP). Test Statisticsa,b Ranks Exposicao cumulativa EVOL EST ASB PP Total N Mean Rank 9,93 17,00 16,67 15 3 6 24 Chi-Square df Asymp. Sig. Exposicao_ cumulativa 5,275 2 ,072 a. Kruskal W allis Test b. Grouping Variable: EVOL Tabela 52: Carga tabagística no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP) Count EVOL EST ASB PP Total Tabagismo ,Não Sim 4 11 0 3 1 5 5 19 Total 15 3 6 24 Chi-Square Tests Pearson Chi-Square Likelihood Ratio Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value 1,162a 1,759 ,417 2 2 Asymp. Sig. (2-sided) ,559 ,415 1 ,518 df 24 a. 5 cells (83,3%) have expected count less than 5. The minimum expected count is ,63. 125
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Tabela 53: Valores medianos e suas variações da Exposição Cumulativa no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP). 126
Tabela 53: Valores medianos e suas variações da Exposição Cumulativa no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP). 126
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Descriptives Exposicao_cumulativa EVOL 1,00 2,00 3,00 Mean 95% Confidence Interval for Mean 5% Trimmed Mean Median Variance Std. Deviation Minimum Maximum Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Mean 95% Confidence Interval for Mean 5% Trimmed Mean Median Variance Std. Deviation Minimum Maximum Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Mean 95% Confidence Interval for Mean 5% Trimmed Mean Median Variance Std. Deviation Minimum Maximum Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Lower Bound Upper Bound Lower Bound Upper Bound Lower Bound Upper Bound Statistic 79,877627 23,447893 Std. Error 26,31018 136,3074 71,220657 27,500000 10383,387 101,8989 1,3500 314,2307 312,8807 119,5000 1,483 1,329 180,0446 -126,736 ,580 1,121 71,30042 486,8255 . 194,3959 15251,249 123,4959 50,0000 295,7379 245,7379 . -,516 . 193,4240 70,336433 1,225 . 47,88315 316,5115 195,8887 233,6125 13756,775 117,2893 34,2500 308,2338 273,9838 228,3317 -,592 -1,939 ,845 1,741 Onde: 1- Estável; 2- Progressão para Asbestose; 3 - Progressão para Placa. 127
Descriptives Exposicao_cumulativa EVOL 1,00 2,00 3,00 Mean 95% Confidence Interval for Mean 5% Trimmed Mean Median Variance Std. Deviation Minimum Maximum Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Mean 95% Confidence Interval for Mean 5% Trimmed Mean Median Variance Std. Deviation Minimum Maximum Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Mean 95% Confidence Interval for Mean 5% Trimmed Mean Median Variance Std. Deviation Minimum Maximum Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Lower Bound Upper Bound Lower Bound Upper Bound Lower Bound Upper Bound Statistic 79,877627 23,447893 Std. Error 26,31018 136,3074 71,220657 27,500000 10383,387 101,8989 1,3500 314,2307 312,8807 119,5000 1,483 1,329 180,0446 -126,736 ,580 1,121 71,30042 486,8255 . 194,3959 15251,249 123,4959 50,0000 295,7379 245,7379 . -,516 . 193,4240 70,336433 1,225 . 47,88315 316,5115 195,8887 233,6125 13756,775 117,2893 34,2500 308,2338 273,9838 228,3317 -,592 -1,939 ,845 1,741 Onde: 1- Estável; 2- Progressão para Asbestose; 3 - Progressão para Placa. 127
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Tabela 54: Característica da amostra no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP) N Tabagismo (anos_maco) Tempo de Exposicao (anos)l Tempo Trabalhado (anos) Idade (anos) ESTAVEL PARA ASB PARA PLACA Total ESTAVEL PARA ASB PARA PLACA Total ESTAVEL PARA ASB PARA PLACA Total ESTAVEL PARA ASB PARA PLACA Total 11 3 5 19 15 3 6 24 15 3 6 24 15 3 6 24 Mean 56,8682 57,6667 44,1000 53,6342 12,706 17,306 21,139 15,389 12,706 17,306 21,139 15,389 68,20 74,33 70,33 69,50 Std. Deviation Std. Error 35,04221 10,56562 57,65322 33,28610 42,68968 19,09141 38,61154 8,85809 12,2322 3,1583 1,3238 ,7643 6,8795 2,8085 10,7386 2,1920 12,2322 3,1583 1,3238 ,7643 6,8795 2,8085 10,7386 2,1920 5,943 1,534 6,658 3,844 6,593 2,692 6,255 1,277 95% Confidence Interval for Mean Lower Bound Upper Bound Minimum 33,3265 80,4099 2,50 -85,5519 200,8852 7,40 -8,9062 97,1062 ,60 35,0240 72,2444 ,60 5,932 19,480 ,2 14,017 20,594 16,5 13,919 28,358 11,3 10,854 19,923 ,2 5,932 19,480 ,2 14,017 20,594 16,5 13,919 28,358 11,3 10,854 19,923 ,2 64,91 71,49 60 57,79 90,87 70 63,41 77,25 60 66,86 72,14 60 ANOVA Tabagismo (Anos_maco) Tempo de Exposicao (anos) Tempo Trabalhado (anos) Idade (anos) Between Groups Within Groups Total Between Groups Within Groups Total Between Groups Within Groups Total Between Groups Within Groups Total Sum of Squares 618,332 26216,983 26835,315 317,400 2334,915 2652,315 317,400 2334,915 df 2 16 18 2 21 23 2 21 2652,315 23 99,600 800,400 900,000 2 21 23 Mean Square 309,166 1638,561 ,189 Sig. ,830 158,700 111,186 1,427 ,262 158,700 111,186 1,427 ,262 49,800 1,307 ,292 128 38,114 F Maximum 111,00 120,60 93,50 120,60 30,3 18,8 29,5 30,3 30,3 18,8 29,5 30,3 78 82 78 82
Tabela 54: Característica da amostra no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP) N Tabagismo (anos_maco) Tempo de Exposicao (anos)l Tempo Trabalhado (anos) Idade (anos) ESTAVEL PARA ASB PARA PLACA Total ESTAVEL PARA ASB PARA PLACA Total ESTAVEL PARA ASB PARA PLACA Total ESTAVEL PARA ASB PARA PLACA Total 11 3 5 19 15 3 6 24 15 3 6 24 15 3 6 24 Mean 56,8682 57,6667 44,1000 53,6342 12,706 17,306 21,139 15,389 12,706 17,306 21,139 15,389 68,20 74,33 70,33 69,50 Std. Deviation Std. Error 35,04221 10,56562 57,65322 33,28610 42,68968 19,09141 38,61154 8,85809 12,2322 3,1583 1,3238 ,7643 6,8795 2,8085 10,7386 2,1920 12,2322 3,1583 1,3238 ,7643 6,8795 2,8085 10,7386 2,1920 5,943 1,534 6,658 3,844 6,593 2,692 6,255 1,277 95% Confidence Interval for Mean Lower Bound Upper Bound Minimum 33,3265 80,4099 2,50 -85,5519 200,8852 7,40 -8,9062 97,1062 ,60 35,0240 72,2444 ,60 5,932 19,480 ,2 14,017 20,594 16,5 13,919 28,358 11,3 10,854 19,923 ,2 5,932 19,480 ,2 14,017 20,594 16,5 13,919 28,358 11,3 10,854 19,923 ,2 64,91 71,49 60 57,79 90,87 70 63,41 77,25 60 66,86 72,14 60 ANOVA Tabagismo (Anos_maco) Tempo de Exposicao (anos) Tempo Trabalhado (anos) Idade (anos) Between Groups Within Groups Total Between Groups Within Groups Total Between Groups Within Groups Total Between Groups Within Groups Total Sum of Squares 618,332 26216,983 26835,315 317,400 2334,915 2652,315 317,400 2334,915 df 2 16 18 2 21 23 2 21 2652,315 23 99,600 800,400 900,000 2 21 23 Mean Square 309,166 1638,561 ,189 Sig. ,830 158,700 111,186 1,427 ,262 158,700 111,186 1,427 ,262 49,800 1,307 ,292 128 38,114 F Maximum 111,00 120,60 93,50 120,60 30,3 18,8 29,5 30,3 30,3 18,8 29,5 30,3 78 82 78 82
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Tabela 55: Valores médios, variação funcional Absoluta e Relativa da função pulmonar no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP), tanto no Projeto-I como no Projeto-II. Descriptives N CVF(L) Projeto II VEF1 (L/s) Projeto II VEF1 (L/s) Projeto I CVF (L) Projeto I CVF (% Previsto) Projeto II . VEF1 (% Previsto) Projeto II CVF (% Previsto) Projeto I VEF1 (% Previsto) Projeto I 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 15 3 6 24 15 3 6 24 15 3 6 24 15 3 6 24 14 3 5 22 14 3 5 22 15 3 6 24 15 3 6 24 Mean 3,2827 2,8633 3,6117 3,3125 2,5173 1,9833 2,6833 2,4921 2,7667 2,0767 2,8983 2,7133 3,5507 3,0167 3,8417 3,5567 92,6921 91,9500 98,1220 93,8250 93,1064 89,8600 95,3060 93,1636 93,8940 90,6333 98,4817 94,6333 92,9687 84,3100 95,2733 92,4625 Std. Deviation Std. Error ,79234 ,20458 ,36019 ,20795 ,63672 ,25994 ,72925 ,14886 ,79652 ,20566 ,20306 ,11724 ,51760 ,21131 ,70123 ,14314 ,80892 ,20886 ,19604 ,11319 ,33493 ,13673 ,69977 ,14284 ,93784 ,24215 ,45720 ,26397 ,50006 ,20415 ,81679 ,16673 18,09820 4,83695 17,58956 10,15534 8,45461 3,78101 15,86194 3,38178 26,47701 7,07628 34,91100 20,15587 9,09655 4,06810 23,84244 5,08322 19,36846 5,00091 13,49839 7,79330 9,20185 3,75664 16,39825 3,34728 22,56332 5,82582 25,81163 14,90235 9,33464 3,81085 129 4,07054 19,94148 95% Confidence Interval for Mean Lower Bound Upper Bound 2,8439 3,7215 1,9686 3,7581 2,9435 4,2799 3,0046 3,6204 2,0762 2,9584 1,4789 2,4878 2,1401 3,2265 2,1960 2,7882 2,3187 3,2146 1,5897 2,5637 2,5468 3,2498 2,4178 3,0088 3,0313 4,0700 1,8809 4,1524 3,3169 4,3664 3,2118 3,9016 82,2426 103,1417 48,2551 135,6449 87,6242 108,6198 86,7922 100,8578 77,8191 108,3938 3,1363 176,5837 84,0111 106,6009 82,5925 103,7348 83,1681 104,6199 57,1015 124,1652 88,8249 108,1384 87,7090 101,5577 80,4735 105,4638 20,1903 148,4297 85,4772 105,0694 84,0419 100,8831 Minimum 1,67 2,51 2,71 1,67 1,04 1,75 2,02 1,04 1,52 1,87 2,45 1,52 1,68 2,52 3,19 1,68 68,90 72,10 89,36 68,90 40,80 58,42 79,82 40,80 47,42 75,43 85,97 47,42 52,05 57,91 82,39 52,05 Maximum 4,51 3,23 4,70 4,70 3,97 2,12 3,53 3,97 4,19 2,26 3,41 4,19 4,87 3,42 4,29 4,87 135,16 105,60 109,42 135,16 156,28 127,43 103,14 156,28 131,80 101,21 113,53 131,80 144,20 109,49 108,71 144,20 Onde: 1- Estável; 2- Progressão para Asbestose; 3 - Progressão para Placa
Tabela 55: Valores médios, variação funcional Absoluta e Relativa da função pulmonar no Grupo I de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP), tanto no Projeto-I como no Projeto-II. Descriptives N CVF(L) Projeto II VEF1 (L/s) Projeto II VEF1 (L/s) Projeto I CVF (L) Projeto I CVF (% Previsto) Projeto II . VEF1 (% Previsto) Projeto II CVF (% Previsto) Projeto I VEF1 (% Previsto) Projeto I 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total 15 3 6 24 15 3 6 24 15 3 6 24 15 3 6 24 14 3 5 22 14 3 5 22 15 3 6 24 15 3 6 24 Mean 3,2827 2,8633 3,6117 3,3125 2,5173 1,9833 2,6833 2,4921 2,7667 2,0767 2,8983 2,7133 3,5507 3,0167 3,8417 3,5567 92,6921 91,9500 98,1220 93,8250 93,1064 89,8600 95,3060 93,1636 93,8940 90,6333 98,4817 94,6333 92,9687 84,3100 95,2733 92,4625 Std. Deviation Std. Error ,79234 ,20458 ,36019 ,20795 ,63672 ,25994 ,72925 ,14886 ,79652 ,20566 ,20306 ,11724 ,51760 ,21131 ,70123 ,14314 ,80892 ,20886 ,19604 ,11319 ,33493 ,13673 ,69977 ,14284 ,93784 ,24215 ,45720 ,26397 ,50006 ,20415 ,81679 ,16673 18,09820 4,83695 17,58956 10,15534 8,45461 3,78101 15,86194 3,38178 26,47701 7,07628 34,91100 20,15587 9,09655 4,06810 23,84244 5,08322 19,36846 5,00091 13,49839 7,79330 9,20185 3,75664 16,39825 3,34728 22,56332 5,82582 25,81163 14,90235 9,33464 3,81085 129 4,07054 19,94148 95% Confidence Interval for Mean Lower Bound Upper Bound 2,8439 3,7215 1,9686 3,7581 2,9435 4,2799 3,0046 3,6204 2,0762 2,9584 1,4789 2,4878 2,1401 3,2265 2,1960 2,7882 2,3187 3,2146 1,5897 2,5637 2,5468 3,2498 2,4178 3,0088 3,0313 4,0700 1,8809 4,1524 3,3169 4,3664 3,2118 3,9016 82,2426 103,1417 48,2551 135,6449 87,6242 108,6198 86,7922 100,8578 77,8191 108,3938 3,1363 176,5837 84,0111 106,6009 82,5925 103,7348 83,1681 104,6199 57,1015 124,1652 88,8249 108,1384 87,7090 101,5577 80,4735 105,4638 20,1903 148,4297 85,4772 105,0694 84,0419 100,8831 Minimum 1,67 2,51 2,71 1,67 1,04 1,75 2,02 1,04 1,52 1,87 2,45 1,52 1,68 2,52 3,19 1,68 68,90 72,10 89,36 68,90 40,80 58,42 79,82 40,80 47,42 75,43 85,97 47,42 52,05 57,91 82,39 52,05 Maximum 4,51 3,23 4,70 4,70 3,97 2,12 3,53 3,97 4,19 2,26 3,41 4,19 4,87 3,42 4,29 4,87 135,16 105,60 109,42 135,16 156,28 127,43 103,14 156,28 131,80 101,21 113,53 131,80 144,20 109,49 108,71 144,20 Onde: 1- Estável; 2- Progressão para Asbestose; 3 - Progressão para Placa
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Variação funcional Absoluta Ranks DELCVF DELVEF1 EVOL 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total N 14 3 6 23 14 3 6 23 Mean Rank 12,36 13,33 10,50 Test Statisticsa,b Chi-Square df Asymp. Sig. 11,68 14,83 11,33 DELCVF ,449 2 ,799 DELVEF1 ,614 2 ,736 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: EVOL 130
Variação funcional Absoluta Ranks DELCVF DELVEF1 EVOL 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total N 14 3 6 23 14 3 6 23 Mean Rank 12,36 13,33 10,50 Test Statisticsa,b Chi-Square df Asymp. Sig. 11,68 14,83 11,33 DELCVF ,449 2 ,799 DELVEF1 ,614 2 ,736 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: EVOL 130
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Variação funcional relativa Ranks DELCVFPER DELVEF1PER EVOL 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total N 13 3 5 21 13 3 5 21 Mean Rank 11,00 11,33 10,80 10,69 12,00 11,20 Test Statisticsa,b Chi-Square df Asymp. Sig. DELCVFPER ,014 2 ,993 DELVEF1PER ,115 2 ,944 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: EVOL 2.4.2.1.2 - Grupo II Conforme demonstrado na Tabela 56, surgiu 20 novos casos, ou seja, 11,5 % dos que eram normais no Projeto-I. Destes, 12 casos referiram-se ao surgimento de placas. Adicionalmente, foram observadas placas em 7 casos que só havia asbestose no Projetio-I. Similarmente, comparou-se as diferentes características dos grupos que permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas pleurais (EVOL-PP). Desta forma, os pacientes das categorias EVOL-ASB e EVOL-PP tiveram maior exposição cumulativa (p<0,001), sendo mais idosos. Não houve associação entre história e carga tabágica com a progressão das alterações. Embora os valores funcionais na avaliação inicial e final não diferiram estatisticamente entre os grupos, observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente, relativo nos indivíduos na categoria EVOL-ASB (p<0.05). 131
Variação funcional relativa Ranks DELCVFPER DELVEF1PER EVOL 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total N 13 3 5 21 13 3 5 21 Mean Rank 11,00 11,33 10,80 10,69 12,00 11,20 Test Statisticsa,b Chi-Square df Asymp. Sig. DELCVFPER ,014 2 ,993 DELVEF1PER ,115 2 ,944 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: EVOL 2.4.2.1.2 - Grupo II Conforme demonstrado na Tabela 56, surgiu 20 novos casos, ou seja, 11,5 % dos que eram normais no Projeto-I. Destes, 12 casos referiram-se ao surgimento de placas. Adicionalmente, foram observadas placas em 7 casos que só havia asbestose no Projetio-I. Similarmente, comparou-se as diferentes características dos grupos que permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas pleurais (EVOL-PP). Desta forma, os pacientes das categorias EVOL-ASB e EVOL-PP tiveram maior exposição cumulativa (p<0,001), sendo mais idosos. Não houve associação entre história e carga tabágica com a progressão das alterações. Embora os valores funcionais na avaliação inicial e final não diferiram estatisticamente entre os grupos, observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente, relativo nos indivíduos na categoria EVOL-ASB (p<0.05). 131
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Tabela 56: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo II. Onde: 1= Normal, 2= Asbestose com Placas, 3= Asbestose sem Placas, 4= Apenas Placas Pleurais, 7= Outros Diagnósticos 132
Tabela 56: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo II. Onde: 1= Normal, 2= Asbestose com Placas, 3= Asbestose sem Placas, 4= Apenas Placas Pleurais, 7= Outros Diagnósticos 132
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2.4.2.1.2.2 - Grupo II Por Categoria de Evolução Tomográfica Tabela 57: Exposição Cumulativa e valores medianos no Grupo II de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP). Ranks Exposicao_cumulativa catconcl2mod 1,00 2,00 3,00 Total Test Statisticsa,b N 150 8 12 170 Mean Rank 80,15 120,63 129,00 Chi-Square df Asymp. Sig. Exposicao_ cumulativa 15,222 2 ,000 a. Kruskal W allis Test b. Grouping Variable: catconcl2mod Descriptives Exposicao_cumulativa catconcl2mod 1,00 2,00 3,00 Mean 95% Confidence Interval for Mean 5% Trimmed Mean Median Variance Std. Deviation Minimum Maximum Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Mean 95% Confidence Interval for Mean 5% Trimmed Mean Median Variance Std. Deviation Minimum Maximum Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Mean 95% Confidence Interval for Mean 5% Trimmed Mean Median Variance Std. Deviation Minimum Maximum Range Interquartile Range Skewness Kurtosis 133 Lower Bound Upper Bound Lower Bound Upper Bound Lower Bound Upper Bound Statistic 50,145013 41,355508 Std. Error 4,4481003 58,934518 43,487669 30,404700 2967,840 54,47788 ,0000 280,8940 280,8940 54,3645 1,830 3,495 102,5901 33,659927 ,198 ,394 29,15057 171,5202 98,298472 76,062200 6798,047 82,45027 12,0973 270,3317 258,2344 108,5448 1,290 1,724 121,9827 69,610032 ,752 1,481 23,79510 174,3554 120,7407 91,716100 6794,481 82,42864 13,8172 252,5038 238,6866 163,3090 ,350 -1,414 ,637 1,232
2.4.2.1.2.2 - Grupo II Por Categoria de Evolução Tomográfica Tabela 57: Exposição Cumulativa e valores medianos no Grupo II de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP). Ranks Exposicao_cumulativa catconcl2mod 1,00 2,00 3,00 Total Test Statisticsa,b N 150 8 12 170 Mean Rank 80,15 120,63 129,00 Chi-Square df Asymp. Sig. Exposicao_ cumulativa 15,222 2 ,000 a. Kruskal W allis Test b. Grouping Variable: catconcl2mod Descriptives Exposicao_cumulativa catconcl2mod 1,00 2,00 3,00 Mean 95% Confidence Interval for Mean 5% Trimmed Mean Median Variance Std. Deviation Minimum Maximum Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Mean 95% Confidence Interval for Mean 5% Trimmed Mean Median Variance Std. Deviation Minimum Maximum Range Interquartile Range Skewness Kurtosis Mean 95% Confidence Interval for Mean 5% Trimmed Mean Median Variance Std. Deviation Minimum Maximum Range Interquartile Range Skewness Kurtosis 133 Lower Bound Upper Bound Lower Bound Upper Bound Lower Bound Upper Bound Statistic 50,145013 41,355508 Std. Error 4,4481003 58,934518 43,487669 30,404700 2967,840 54,47788 ,0000 280,8940 280,8940 54,3645 1,830 3,495 102,5901 33,659927 ,198 ,394 29,15057 171,5202 98,298472 76,062200 6798,047 82,45027 12,0973 270,3317 258,2344 108,5448 1,290 1,724 121,9827 69,610032 ,752 1,481 23,79510 174,3554 120,7407 91,716100 6794,481 82,42864 13,8172 252,5038 238,6866 163,3090 ,350 -1,414 ,637 1,232
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Tabela 58 : Característica da amostra no Grupo II de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP). 134
Tabela 58 : Característica da amostra no Grupo II de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP). 134
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Continuação Tabela 58 Onde: 1- Estável; 2- Progressão para Asbestose; 3 - Progressão para Placa. 135
Continuação Tabela 58 Onde: 1- Estável; 2- Progressão para Asbestose; 3 - Progressão para Placa. 135
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Tabela 59: Carga tabagística no Grupo II de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP) Chi-Square Tests Pearson Chi-Square Likelihood Ratio Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value 1,004a 1,053 ,903 2 2 Asymp. Sig. (2-sided) ,605 ,591 1 ,342 df 174 a. 2 cells (33,3%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 2,80. 136
Tabela 59: Carga tabagística no Grupo II de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP) Chi-Square Tests Pearson Chi-Square Likelihood Ratio Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value 1,004a 1,053 ,903 2 2 Asymp. Sig. (2-sided) ,605 ,591 1 ,342 df 174 a. 2 cells (33,3%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 2,80. 136
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Tabela 60: Valores médios, variação funcional Absoluta e Relativa da função pulmonar no Grupo II de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP), tanto no Projeto-I como no Projeto-II. 137
Tabela 60: Valores médios, variação funcional Absoluta e Relativa da função pulmonar no Grupo II de acordo com os indivíduos alocados nas seguintes categorias: 1-) os que se mantiveram estáveis (EST), 2-) os que progrediram para asbestose (ASB) e 3-) os que progrediram para placas pleurais (PP), tanto no Projeto-I como no Projeto-II. 137
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Variação funcional absoluta Ranks DELCVF DELVEF1 catconcl2mod 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total N 152 7 12 171 152 7 12 171 Mean Rank 89,30 49,64 65,38 88,27 48,79 78,92 Test Statisticsa,b Chi-Square df Asymp. Sig. DELCVF 6,536 2 ,038 DELVEF1 4,522 2 ,104 a. Kruskal W allis Test b. Grouping Variable: catconcl2mod Variação funcional relativa Ranks DELCVFPER DELVEF1PER catconcl2mod 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total N 151 6 11 168 151 6 11 168 Mean Rank 87,26 39,33 71,27 86,50 36,83 83,05 Test Statisticsa,b Chi-Square df Asymp. Sig. DELCVFPER 6,472 2 ,039 DELVEF1PER 6,027 2 ,049 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: catconcl2mod 2.4.2.1.3 - Grupo III (A e B) Conforme demonstrado na Tabela 61, surgiram 4 novos casos com placas no Grupo IIIA, ou seja, 3,3 % dos que eram normais no Estudo. Adicionalmente, foram observadas placas em 1 caso que só havia asbestose no Projeto-I. Não se identificou novas alterações nem progressão do comprometimento pleural ou intersticial nos indivíduos do GRUPO IIIB, que fizeram TCAR nos dois estudos. Devido a baixa prevalência de progressão neste grupo, não foi possível a separação nos sub-grupos que permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas pleurais (EVOL-PP). 138
Variação funcional absoluta Ranks DELCVF DELVEF1 catconcl2mod 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total N 152 7 12 171 152 7 12 171 Mean Rank 89,30 49,64 65,38 88,27 48,79 78,92 Test Statisticsa,b Chi-Square df Asymp. Sig. DELCVF 6,536 2 ,038 DELVEF1 4,522 2 ,104 a. Kruskal W allis Test b. Grouping Variable: catconcl2mod Variação funcional relativa Ranks DELCVFPER DELVEF1PER catconcl2mod 1,00 2,00 3,00 Total 1,00 2,00 3,00 Total N 151 6 11 168 151 6 11 168 Mean Rank 87,26 39,33 71,27 86,50 36,83 83,05 Test Statisticsa,b Chi-Square df Asymp. Sig. DELCVFPER 6,472 2 ,039 DELVEF1PER 6,027 2 ,049 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: catconcl2mod 2.4.2.1.3 - Grupo III (A e B) Conforme demonstrado na Tabela 61, surgiram 4 novos casos com placas no Grupo IIIA, ou seja, 3,3 % dos que eram normais no Estudo. Adicionalmente, foram observadas placas em 1 caso que só havia asbestose no Projeto-I. Não se identificou novas alterações nem progressão do comprometimento pleural ou intersticial nos indivíduos do GRUPO IIIB, que fizeram TCAR nos dois estudos. Devido a baixa prevalência de progressão neste grupo, não foi possível a separação nos sub-grupos que permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas pleurais (EVOL-PP). 138
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Tabela 61: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo IIIA. Onde: 1= Normal, 2= Asbestose com Placas, 3= Asbestose sem Placas, 4= Apenas Placas Pleurais, 6= Outros Diagnósticos 139
Tabela 61: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo IIIA. Onde: 1= Normal, 2= Asbestose com Placas, 3= Asbestose sem Placas, 4= Apenas Placas Pleurais, 6= Outros Diagnósticos 139
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Tabela 62: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo IIIB. 2.4.2.2 - Progressão Radiográfica Dois mil e treze indivíduos que realizaram RXT no Projeto- I repetiram este exame no Projeto- II. A distribuição por grupos está representada abaixo (Tabela 63). Tabela 63: Frequência de indivíduos divididos por grupos que realizaram Rx do Tórax (RXT) no Projeto I e que repetiram no Projeto II. 140
Tabela 62: Comparação entre as conclusões finais quanto às alterações encontradas no Projeto-I e Projeto-II para o Grupo IIIB. 2.4.2.2 - Progressão Radiográfica Dois mil e treze indivíduos que realizaram RXT no Projeto- I repetiram este exame no Projeto- II. A distribuição por grupos está representada abaixo (Tabela 63). Tabela 63: Frequência de indivíduos divididos por grupos que realizaram Rx do Tórax (RXT) no Projeto I e que repetiram no Projeto II. 140
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2.4.2.2.1 - Parênquima 2.4.2.2.1.1 - Grupo I De acordo com o RXT, havia 10 casos novos de asbestose (8,3 % dos normais na avaliação inicial) e 2 outros casos tiveram aumento da profusão das alterações intersticiais. Em contraste, 4 de 11 alterados na avaliação inicial (36,4 %) tornaram-se normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 8 casos (de 10 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR só confirmou 3 destes casos, mas que já apresentam anormalidade no estudo inicial. Adicionalmente, dos 2 casos com progressão na profusão, 1 deles foi considerado normal em ambas as avaliações pela TCAR e o outro caso não foi considerado como compatível com asbestose. Finalmente, dos 4 casos que tornaramse negativos na avaliação final, 3 deles já o eram pela TCAR na avaliação inicial e o outro caso foi considerado positivo nas duas avaliações. Tabela 64: Progressão da profusão radiológica (RXT) no Grupo I. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= profusão 1/0 – 1/1 e 2= profusão 2/1 ou maior 141
2.4.2.2.1 - Parênquima 2.4.2.2.1.1 - Grupo I De acordo com o RXT, havia 10 casos novos de asbestose (8,3 % dos normais na avaliação inicial) e 2 outros casos tiveram aumento da profusão das alterações intersticiais. Em contraste, 4 de 11 alterados na avaliação inicial (36,4 %) tornaram-se normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 8 casos (de 10 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR só confirmou 3 destes casos, mas que já apresentam anormalidade no estudo inicial. Adicionalmente, dos 2 casos com progressão na profusão, 1 deles foi considerado normal em ambas as avaliações pela TCAR e o outro caso não foi considerado como compatível com asbestose. Finalmente, dos 4 casos que tornaramse negativos na avaliação final, 3 deles já o eram pela TCAR na avaliação inicial e o outro caso foi considerado positivo nas duas avaliações. Tabela 64: Progressão da profusão radiológica (RXT) no Grupo I. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= profusão 1/0 – 1/1 e 2= profusão 2/1 ou maior 141
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Tabela 65: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo I. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença de alterações e 3= ausência de TCAR 142
Tabela 65: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo I. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença de alterações e 3= ausência de TCAR 142
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Tabela 66: Conclusão tomográfica nos indivíduos que apresentaram progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo I. Sendo: 0= ausência de alterações; 2= outras alterações intersticiais Tabela 67: Conclusão tomográfica nos indivíduos cujas alterações parenquimatosas pelo RXT só foram observadas na avaliação inicial no Grupo I. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença de alterações 143
Tabela 66: Conclusão tomográfica nos indivíduos que apresentaram progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo I. Sendo: 0= ausência de alterações; 2= outras alterações intersticiais Tabela 67: Conclusão tomográfica nos indivíduos cujas alterações parenquimatosas pelo RXT só foram observadas na avaliação inicial no Grupo I. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença de alterações 143
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2.4.2.2.1.2 - Grupo II De acordo com o RXT, havia 34 casos novos de asbestose (5,4 % dos normais na avaliação inicial) e 1 caso teve aumento da profusão das alterações intersticiais. Em contraste, 5 de 13 alterados na avaliação inicial (38,5 %) tornaram-se normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 19 casos (de 34 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR só confirmou 3 destes casos, sendo que 2 destes já apresentavam anormalidade no estudo inicial. Tabela 68: Progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo II. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= profusão 1/0 – 1/1 e 2= profusão 2/1 ou maior 144
2.4.2.2.1.2 - Grupo II De acordo com o RXT, havia 34 casos novos de asbestose (5,4 % dos normais na avaliação inicial) e 1 caso teve aumento da profusão das alterações intersticiais. Em contraste, 5 de 13 alterados na avaliação inicial (38,5 %) tornaram-se normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 19 casos (de 34 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR só confirmou 3 destes casos, sendo que 2 destes já apresentavam anormalidade no estudo inicial. Tabela 68: Progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo II. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= profusão 1/0 – 1/1 e 2= profusão 2/1 ou maior 144
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Tabela 69: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo II. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença de alterações e 3= ausência de TCAR 2.4.2.2.1.3 - Grupo III (A e B) De acordo com o RXT, havia 17 casos novos de asbestose mo GRUPO IIIA (2,7 % dos normais na avaliação inicial) e 3 de 9 alterados na avaliação inicial (33,3 %) tornaram-se normais na avaliação final. Adicionalmente, havia 5 casos novos de asbestose mo GRUPO IIIA (0,8 % dos normais na avaliação inicial) e 2 casos alterados na avaliação inicial tornaram-se normais na avaliação final. Como citado previamente, a TCAR não demonstrou evidência de asbestose no GRUPO IIIB. 145
Tabela 69: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo II. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença de alterações e 3= ausência de TCAR 2.4.2.2.1.3 - Grupo III (A e B) De acordo com o RXT, havia 17 casos novos de asbestose mo GRUPO IIIA (2,7 % dos normais na avaliação inicial) e 3 de 9 alterados na avaliação inicial (33,3 %) tornaram-se normais na avaliação final. Adicionalmente, havia 5 casos novos de asbestose mo GRUPO IIIA (0,8 % dos normais na avaliação inicial) e 2 casos alterados na avaliação inicial tornaram-se normais na avaliação final. Como citado previamente, a TCAR não demonstrou evidência de asbestose no GRUPO IIIB. 145
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Tabela 70: Progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo IIIA. Tabela 71: Progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo IIIB. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= profusão 1/0 – 1/1 e 2= profusão 2/1 ou maior 146
Tabela 70: Progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo IIIA. Tabela 71: Progressão das alterações parenquimatosas pelo RXT no Grupo IIIB. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= profusão 1/0 – 1/1 e 2= profusão 2/1 ou maior 146
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2.4.2.2.2 – Pleura 2.4.2.2.2.1 - Grupo I De acordo com o RXT, havia 12 casos novos com placas pleurais (9,6 % dos normais na avaliação inicial) e 4 de 6 alterados na avaliação inicial (66,7 %) tornaramse normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 10 casos (de 12 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR já apontava a presença de placas desde a avaliação inicial em todos estes casos. Adicionalmente, dos 4 casos que tornaram-se negativos na avaliação final, 3 deles permaneceram positivos pela TCAR. Tabela 72: Progressão das alterações pleurais pelo RXT no Grupo I. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações 147
2.4.2.2.2 – Pleura 2.4.2.2.2.1 - Grupo I De acordo com o RXT, havia 12 casos novos com placas pleurais (9,6 % dos normais na avaliação inicial) e 4 de 6 alterados na avaliação inicial (66,7 %) tornaramse normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 10 casos (de 12 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR já apontava a presença de placas desde a avaliação inicial em todos estes casos. Adicionalmente, dos 4 casos que tornaram-se negativos na avaliação final, 3 deles permaneceram positivos pela TCAR. Tabela 72: Progressão das alterações pleurais pelo RXT no Grupo I. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações 147
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Tabela 73: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações pleurais pelo RXT no Grupo I. Sendo: 1= presença de alterações e 2= ausência de TCAR 148
Tabela 73: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações pleurais pelo RXT no Grupo I. Sendo: 1= presença de alterações e 2= ausência de TCAR 148
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Tabela 74: Conclusão tomográfica nos indivíduos cujas alterações pleurais pelo RXT só foram observadas na avaliação inicial no Grupo I. Sendo: 0= normal; 1= presença de alterações e 2= ausência de TCAR 2.4.2.2.2.2 - Grupo II De acordo com o RXT, havia 6 casos novos com placas pleurais (1 % dos normais na avaliação inicial) e 16 de 17 alterados na avaliação inicial (94,1 %) tornaram-se normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 3 casos (de 6 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR já apontava a presença de placas desde a avaliação inicial em2 destes casos. Adicionalmente, 12 dos 16 casos que tornaram-se negativos pelo RXT na avaliação final fizeram TCAR nos dois estudos; deles, 8 permaneceram negativos pela TCAR (66,7 %) e os outros 4 casos foram positivos na avaliação final. 149
Tabela 74: Conclusão tomográfica nos indivíduos cujas alterações pleurais pelo RXT só foram observadas na avaliação inicial no Grupo I. Sendo: 0= normal; 1= presença de alterações e 2= ausência de TCAR 2.4.2.2.2.2 - Grupo II De acordo com o RXT, havia 6 casos novos com placas pleurais (1 % dos normais na avaliação inicial) e 16 de 17 alterados na avaliação inicial (94,1 %) tornaram-se normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 3 casos (de 6 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR já apontava a presença de placas desde a avaliação inicial em2 destes casos. Adicionalmente, 12 dos 16 casos que tornaram-se negativos pelo RXT na avaliação final fizeram TCAR nos dois estudos; deles, 8 permaneceram negativos pela TCAR (66,7 %) e os outros 4 casos foram positivos na avaliação final. 149
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Tabela 75: Progressão das alterações pleurais pelo RXT no Grupo II. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações Tabela 76: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações pleurais pelo RXT no Grupo II. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações; 2= ausência de TCAR. 150
Tabela 75: Progressão das alterações pleurais pelo RXT no Grupo II. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações Tabela 76: Conclusão tomográfica nos novos casos com alterações pleurais pelo RXT no Grupo II. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações; 2= ausência de TCAR. 150
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Tabela 77: Conclusão tcar nos indivíduos cujas alterações pleurais pelo RXT só foram observadas na avaliação inicial Grupo II. Sendo: 0= normal; 1= presença de alterações e 2= ausência de TCAR. 2.4.2.2.2.3 - Grupo III (A e B) De acordo com o RXT, havia 4 casos novos com placas pleurais no GRUPO IIIA (0,6 % dos normais na avaliação inicial) e os 10 alterados na avaliação inicial tornaram-se normais na avaliação final. Em relação ao GRUPO IIIB, o RXT apontou 3 casos novos com placas pleurais no GRUPO IIIA (0,5 % dos normais na avaliação inicial) e os 5 radiogramas alterados na avaliação inicial tornaram-se normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 3 casos (de 6 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR já apontava a presença de placas desde a avaliação inicial em 2 destes casos. Adicionalmente, 12 dos 16 casos que tornaram-se negativos pelo RXT na avaliação 151
Tabela 77: Conclusão tcar nos indivíduos cujas alterações pleurais pelo RXT só foram observadas na avaliação inicial Grupo II. Sendo: 0= normal; 1= presença de alterações e 2= ausência de TCAR. 2.4.2.2.2.3 - Grupo III (A e B) De acordo com o RXT, havia 4 casos novos com placas pleurais no GRUPO IIIA (0,6 % dos normais na avaliação inicial) e os 10 alterados na avaliação inicial tornaram-se normais na avaliação final. Em relação ao GRUPO IIIB, o RXT apontou 3 casos novos com placas pleurais no GRUPO IIIA (0,5 % dos normais na avaliação inicial) e os 5 radiogramas alterados na avaliação inicial tornaram-se normais na avaliação final. Tais dados estão em variância com o que foi observado nos 3 casos (de 6 casos novos pelo RXT) que fizeram a TCAR nos dois estudos. Assim, a TCAR já apontava a presença de placas desde a avaliação inicial em 2 destes casos. Adicionalmente, 12 dos 16 casos que tornaram-se negativos pelo RXT na avaliação 151
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final fizeram TCAR nos dois estudos; deles, 8 permaneceram negativos pela TCAR (66,7 %) e os outros 4 casos foram positivos na avaliação final. Tabela 78: Progressão das alterações pleurais pelo RXT Grupo IIIA. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações 152
final fizeram TCAR nos dois estudos; deles, 8 permaneceram negativos pela TCAR (66,7 %) e os outros 4 casos foram positivos na avaliação final. Tabela 78: Progressão das alterações pleurais pelo RXT Grupo IIIA. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações 152
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Tabela 79: Progressão das alterações pleurais pelo RXT no Grupo IIIB. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações 2.4.3 - Investigação os Indivíduos com Câncer de Pulmão Na investigação pulmonar, dos trabalhadores e ex-trabalhadores da mineração de amianto, foram identificados e examinados 6 casos com diagnóstico de neoplasia de pulmão. Nesta avaliação são apresentados dados descritivos destes indivíduos na Tabela 80, entretanto não obtivemos informações suficientes para neste relatório estabelecer o nexo técnico ou causal dos fatores contribuintes e seu grau de participação como determinantes da doença neoplásica em todos os casos. 153
Tabela 79: Progressão das alterações pleurais pelo RXT no Grupo IIIB. Sendo: 0= ausência de alterações; 1= presença das alterações 2.4.3 - Investigação os Indivíduos com Câncer de Pulmão Na investigação pulmonar, dos trabalhadores e ex-trabalhadores da mineração de amianto, foram identificados e examinados 6 casos com diagnóstico de neoplasia de pulmão. Nesta avaliação são apresentados dados descritivos destes indivíduos na Tabela 80, entretanto não obtivemos informações suficientes para neste relatório estabelecer o nexo técnico ou causal dos fatores contribuintes e seu grau de participação como determinantes da doença neoplásica em todos os casos. 153
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Tabela 80 – Características dos indivíduos com diagnóstico de câncer de pulmão avaliados pelo presente estudo. N IDADE (anos) TEMPO EXPOSIÇÃO (anos e meses) PERÍODO EXPOSIÇÃO Exposição Cumulativa (fibras_ano) TABAGISMO (maços-ano) Época do Diagnóstico 55,0 Alterações Intersticiais (Asbestose) e/ou Pleurais Placas) Não 1 50 15a e 2m 1977-1992 16,7 2 60 17a e 11m 3 58 4 68 15a e 1m (Escritório – Sem Exposição) 5a e 5m 1967-1969 1977-1993 1995-2010 57,7 Não Não 2001 0 41,0 Não 2002 1980-1985 2,9 43,2 Não 02a e 11m 1983-1986 0,7 Não Não 9a e 6m 1976-1985 3,7 5,0 Não 2008 (Pesquisa atual) 2009 (Pesquisa atual) 2010 (Pesquisa atual) 5 44 6 67 2002 Informações Complementares: Durante busca ativa dos ex-trabalhadores da mineração de amianto o entrevistador recebeu informações de familiares e/ou conhecidos de que determinados indivíduos mencionados tinham falecido. Em 9 casos, consta no atestado de óbito, o registro de câncer de pulmão como causa mortis, sendo que 2 deles já haviam sido diagnosticados no Projeto-I. Portanto, em dois destes casos podese confirmar o diagnóstico de neoplasia (Projeto-I) e nos 7 restantes ficamos com o diagnóstico presumido pelas informações do atestado de óbito. O estabelecimento de eventual correlação com a exposição ao asbesto ou a outros fatores concorrentes, foge ao escopo deste relatório e deverão ser analisados em futuro estudo abordando a mortalidade deste grupo de ex-trabalhadores procedentes da mineração. 154
Tabela 80 – Características dos indivíduos com diagnóstico de câncer de pulmão avaliados pelo presente estudo. N IDADE (anos) TEMPO EXPOSIÇÃO (anos e meses) PERÍODO EXPOSIÇÃO Exposição Cumulativa (fibras_ano) TABAGISMO (maços-ano) Época do Diagnóstico 55,0 Alterações Intersticiais (Asbestose) e/ou Pleurais Placas) Não 1 50 15a e 2m 1977-1992 16,7 2 60 17a e 11m 3 58 4 68 15a e 1m (Escritório – Sem Exposição) 5a e 5m 1967-1969 1977-1993 1995-2010 57,7 Não Não 2001 0 41,0 Não 2002 1980-1985 2,9 43,2 Não 02a e 11m 1983-1986 0,7 Não Não 9a e 6m 1976-1985 3,7 5,0 Não 2008 (Pesquisa atual) 2009 (Pesquisa atual) 2010 (Pesquisa atual) 5 44 6 67 2002 Informações Complementares: Durante busca ativa dos ex-trabalhadores da mineração de amianto o entrevistador recebeu informações de familiares e/ou conhecidos de que determinados indivíduos mencionados tinham falecido. Em 9 casos, consta no atestado de óbito, o registro de câncer de pulmão como causa mortis, sendo que 2 deles já haviam sido diagnosticados no Projeto-I. Portanto, em dois destes casos podese confirmar o diagnóstico de neoplasia (Projeto-I) e nos 7 restantes ficamos com o diagnóstico presumido pelas informações do atestado de óbito. O estabelecimento de eventual correlação com a exposição ao asbesto ou a outros fatores concorrentes, foge ao escopo deste relatório e deverão ser analisados em futuro estudo abordando a mortalidade deste grupo de ex-trabalhadores procedentes da mineração. 154
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2.4.4 - Avaliação da Exposição Ocupacional 2.4.4 .1 - Avaliação das Fibras Suspensas no Ar do Local do Trabalho Foram realizadas coletas de fibras do ar ambiente na Mina de Cana Brava, em 24 postos de trabalho, num total de 47 amostras e 03 provas em branco. As contagens de fibras variaram de 0,0009 a 0,0869 f/ml ou f/cm3 (Relatório anexo da Projecontrol nº 025/10 de 28/05/2010). (ANEXO 3) 2.4.5 - Avaliação Petrográfica - Mineralógica O relatório emitido pelo IPT apresenta e discute os resultados de estudo petrográfico-mineralógico efetuado nas rochas da Mina de Cana Brava que estão sendo exploradas atualmente. Os resultados obtidos foram comparados com o estudo petrográfico realizado por Oliveira (1996), observando-se grande semelhança. Não foi detectado anfibólio asbestiforme, embora a coleta das amostras tenha sido realizada em locais favoráveis à sua ocorrência. (ANEXO 4) 155
2.4.4 - Avaliação da Exposição Ocupacional 2.4.4 .1 - Avaliação das Fibras Suspensas no Ar do Local do Trabalho Foram realizadas coletas de fibras do ar ambiente na Mina de Cana Brava, em 24 postos de trabalho, num total de 47 amostras e 03 provas em branco. As contagens de fibras variaram de 0,0009 a 0,0869 f/ml ou f/cm3 (Relatório anexo da Projecontrol nº 025/10 de 28/05/2010). (ANEXO 3) 2.4.5 - Avaliação Petrográfica - Mineralógica O relatório emitido pelo IPT apresenta e discute os resultados de estudo petrográfico-mineralógico efetuado nas rochas da Mina de Cana Brava que estão sendo exploradas atualmente. Os resultados obtidos foram comparados com o estudo petrográfico realizado por Oliveira (1996), observando-se grande semelhança. Não foi detectado anfibólio asbestiforme, embora a coleta das amostras tenha sido realizada em locais favoráveis à sua ocorrência. (ANEXO 4) 155
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2.5 - DISCUSSÃO 2.5.1 - Análise Transversal Conforme apresentado nos Métodos, a logística para localização dos participantes do presente estudo foi particularmente complexa, havendo, ainda, certo desinteresse inicial por parte dos ex-trabalhadores em retornar as convocações, pelos seguintes motivos: 1-) Pessoas que estavam na ativa ou trabalhando pois não queriam se ausentar no seu trabalho e isto foi mais proeminente quando o ex-trabalhador era de uma cidade mais distante dos locais de avaliação; 2-) Outros só fariam o exame caso fossem dadas certas regalias que eram impossíveis de serem concedidas (ex: exigência de deslocamento apenas com passagens aéreas); 3-) Os indivíduos que receberam resultados ―normais‖ na primeira pesquisa tiveram menor interesse de retornar para realizar exames na segunda; 4-) Havia uma certa desconfiança entre alguns ex-trabalhadores com relação aos objetivos da pesquisa, pois foram orientados por pessoas estranhas a pesquisa para que não realizassem os exames. Entretanto, com o decorrer do projeto, com as ações empregadas e planos estratégicos adotados, o recrutamento foi otimizado. As informações verbais entre os trabalhadores se espalharam, o interesse aumentou e o telefone 0800 começou a receber mais ligações, e com aumento da procura pelos indivíduos os agendamentos dos exames foram realizados. Desta forma, logrou-se a identificação de 2013 extrabalhadores, aos quais somaram-se 62 indivíduos que, embora não tivessem sido incluídos no Projeto-I, dispuseram-se a participar no presente estudo, totalizando 2075 indivíduos. Alguns elementos permitem concluir que os indivíduos com maior risco de adoecimento foram contatados e avaliados no Projeto II: 1. A mediana e os extremos de exposição cumulativa indicam uma população particularmente exposta ao asbesto, notadamente os participantes dos Grupos I e II; 156
2.5 - DISCUSSÃO 2.5.1 - Análise Transversal Conforme apresentado nos Métodos, a logística para localização dos participantes do presente estudo foi particularmente complexa, havendo, ainda, certo desinteresse inicial por parte dos ex-trabalhadores em retornar as convocações, pelos seguintes motivos: 1-) Pessoas que estavam na ativa ou trabalhando pois não queriam se ausentar no seu trabalho e isto foi mais proeminente quando o ex-trabalhador era de uma cidade mais distante dos locais de avaliação; 2-) Outros só fariam o exame caso fossem dadas certas regalias que eram impossíveis de serem concedidas (ex: exigência de deslocamento apenas com passagens aéreas); 3-) Os indivíduos que receberam resultados ―normais‖ na primeira pesquisa tiveram menor interesse de retornar para realizar exames na segunda; 4-) Havia uma certa desconfiança entre alguns ex-trabalhadores com relação aos objetivos da pesquisa, pois foram orientados por pessoas estranhas a pesquisa para que não realizassem os exames. Entretanto, com o decorrer do projeto, com as ações empregadas e planos estratégicos adotados, o recrutamento foi otimizado. As informações verbais entre os trabalhadores se espalharam, o interesse aumentou e o telefone 0800 começou a receber mais ligações, e com aumento da procura pelos indivíduos os agendamentos dos exames foram realizados. Desta forma, logrou-se a identificação de 2013 extrabalhadores, aos quais somaram-se 62 indivíduos que, embora não tivessem sido incluídos no Projeto-I, dispuseram-se a participar no presente estudo, totalizando 2075 indivíduos. Alguns elementos permitem concluir que os indivíduos com maior risco de adoecimento foram contatados e avaliados no Projeto II: 1. A mediana e os extremos de exposição cumulativa indicam uma população particularmente exposta ao asbesto, notadamente os participantes dos Grupos I e II; 156
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2. Conforme previsto nos Métodos, o tempo de exposição foi tipicamente superior a 10 anos em todos os Grupos; e, 3. Os indivíduos submetidos à TCAR apresentaram maior exposição cumulativa e mais alterações radiográficas do que os indivíduos não submetidos a este procedimento diagnóstico, que é mais sensível para a detecção de alterações estruturais pulmonares. Desta forma, o conjunto dos dados indica que o grupo avaliado no Projeto II era particularmente propenso a apresentar possíveis alterações associadas à exposição ao asbesto. 2.5.2 - Análise Longitudinal Houve marcada redução do número de ex-trabalhadores que puderam ser avaliados longitudinalmente por avaliação tomográfica em relação ao total de avaliações efetivamente realizadas no Projeto II. Tal fato foi particularmente deletério para a análise dos resultados a partir da constatação das importantes discrepâncias entre o RXT e a TCAR, tanto transversalmente quanto ao longo do tempo, desta forma impedindo a utilização do RXT como método investigativo válido para acompanhamento das alterações estruturais. Em particular, deve-se reconhecer que devido ao fato de poucos indivíduos do Grupo III terem se submetido ao método padrão de investigação imagética no Projeto-I (TCAR), a investigação longitudinal ficou substancialmente prejudicada neste Grupo. Entretanto, é de fundamental importância a constatação de que os indivíduos reavaliados por TCAR no estudo atual tinham maior exposição cumulativa (GRUPOS I e II, onde a exposição foi maior) ou exposição cumulativa semelhante (GRUPO III, com menor exposição) relativamente aos não submetidos à TCAR. Outro aspecto relevante é o de que a maioria dos indivíduos reavaliados tinha TCAR normal no estudo inicial. Logo, houve maximização da chance de identificação de casos novos por TCAR na presente avaliação. 157
2. Conforme previsto nos Métodos, o tempo de exposição foi tipicamente superior a 10 anos em todos os Grupos; e, 3. Os indivíduos submetidos à TCAR apresentaram maior exposição cumulativa e mais alterações radiográficas do que os indivíduos não submetidos a este procedimento diagnóstico, que é mais sensível para a detecção de alterações estruturais pulmonares. Desta forma, o conjunto dos dados indica que o grupo avaliado no Projeto II era particularmente propenso a apresentar possíveis alterações associadas à exposição ao asbesto. 2.5.2 - Análise Longitudinal Houve marcada redução do número de ex-trabalhadores que puderam ser avaliados longitudinalmente por avaliação tomográfica em relação ao total de avaliações efetivamente realizadas no Projeto II. Tal fato foi particularmente deletério para a análise dos resultados a partir da constatação das importantes discrepâncias entre o RXT e a TCAR, tanto transversalmente quanto ao longo do tempo, desta forma impedindo a utilização do RXT como método investigativo válido para acompanhamento das alterações estruturais. Em particular, deve-se reconhecer que devido ao fato de poucos indivíduos do Grupo III terem se submetido ao método padrão de investigação imagética no Projeto-I (TCAR), a investigação longitudinal ficou substancialmente prejudicada neste Grupo. Entretanto, é de fundamental importância a constatação de que os indivíduos reavaliados por TCAR no estudo atual tinham maior exposição cumulativa (GRUPOS I e II, onde a exposição foi maior) ou exposição cumulativa semelhante (GRUPO III, com menor exposição) relativamente aos não submetidos à TCAR. Outro aspecto relevante é o de que a maioria dos indivíduos reavaliados tinha TCAR normal no estudo inicial. Logo, houve maximização da chance de identificação de casos novos por TCAR na presente avaliação. 157
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2.5.3 - Contraste Entre Achados Radiográficos e Tomográficos Um dos achados particularmente relevantes do presente estudo foi a marcada variabilidade das conclusões derivadas das avaliações radiográfica e tomográfica (HRCT). Desta forma: (i) na avaliação transversal, houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos com o RXT apresentando elevada taxa de falso-positivos para asbestose e falso-negativo para placas pleurais; (ii) na avaliação longitudinal, houver maior número de casos novos compatíveis com asbestose pelo RXT e menor prevalência de alterações pleurais comparativamente à TCAR. Adicionalmente, diversos casos ―positivos‖ pelo RXT na avaliação inicial que se tornaram ―negativos‖ na avaliação final, casos estes cuja maioria teve interpretação evolutiva pela TCAR frequentemente distinta da indicada pelo RXT. Embora as vantagens da TCAR sobre o RXT sejam sobejamente conhecidas (52), o que eleva substancialmente a sensibilidade do primeiro método em relação ao segundo (53), o impacto de tais discrepâncias na investigação de casos de asbestose e doença pleural ao longo do tempo foi ainda pouco investigado. Neste contexto, os resultados do presente estudo trazem novas evidências de que a interpretação radiológica (RXT), tanto em populações com média prevalência de doença (Grupos I e II) como baixa prevalência (Grupo III), deve ser vista com extrema cautela, algo particularmente relevante no âmbito médico-legal. 2.5.3.1 - Avaliação Transversal O principal achado da avaliação transversal foi a constatação da marcada heterogeneidade inter-grupos de exposição quanto ao acometimento pleural ou parenquimatoso potencialmente atribuível à inalação de fibras de asbesto e suas repercussões funcionais. Desta forma, como observado no Projeto-I, os grupos 158
2.5.3 - Contraste Entre Achados Radiográficos e Tomográficos Um dos achados particularmente relevantes do presente estudo foi a marcada variabilidade das conclusões derivadas das avaliações radiográfica e tomográfica (HRCT). Desta forma: (i) na avaliação transversal, houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos com o RXT apresentando elevada taxa de falso-positivos para asbestose e falso-negativo para placas pleurais; (ii) na avaliação longitudinal, houver maior número de casos novos compatíveis com asbestose pelo RXT e menor prevalência de alterações pleurais comparativamente à TCAR. Adicionalmente, diversos casos ―positivos‖ pelo RXT na avaliação inicial que se tornaram ―negativos‖ na avaliação final, casos estes cuja maioria teve interpretação evolutiva pela TCAR frequentemente distinta da indicada pelo RXT. Embora as vantagens da TCAR sobre o RXT sejam sobejamente conhecidas (52), o que eleva substancialmente a sensibilidade do primeiro método em relação ao segundo (53), o impacto de tais discrepâncias na investigação de casos de asbestose e doença pleural ao longo do tempo foi ainda pouco investigado. Neste contexto, os resultados do presente estudo trazem novas evidências de que a interpretação radiológica (RXT), tanto em populações com média prevalência de doença (Grupos I e II) como baixa prevalência (Grupo III), deve ser vista com extrema cautela, algo particularmente relevante no âmbito médico-legal. 2.5.3.1 - Avaliação Transversal O principal achado da avaliação transversal foi a constatação da marcada heterogeneidade inter-grupos de exposição quanto ao acometimento pleural ou parenquimatoso potencialmente atribuível à inalação de fibras de asbesto e suas repercussões funcionais. Desta forma, como observado no Projeto-I, os grupos 158
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expostos às condições de maior exposição (I e II) apresentaram risco substancialmente maior de adoecimento do que o GRUPO III (Figura 2). Neste contexto, um aspecto original do presente estudo foi o da individualização de um sub-grupo (GRUPO IIIB) que iniciou suas atividades laborais após expressivas ações para redução da contaminação dos postos de trabalho (isto é, a partir de 1980). Os achados deste estudo indicam redução apreciável da ocorrência de placas pleurais e melhor desempenho funcional respiratório neste grupo comparativamente ao GRUPO IIIA que, por sua vez, já apresentava melhora de tais indicadores frente aos GRUPOS I e II. Adicionalmente, enquanto 8 casos com asbestose (com ou sem placas concomitantes) foram identificados no GRUPO IIIA, não se observou nenhum caso no GRUPO IIIB. Deve-se reconhecer, entretanto, que os trabalhadores do GRUPO IIIA eram, em média, cerca de 11 anos mais velhos e relatavam tabagismo mais frequentemente (aproximadamente 60% x 40 %) e com maior intensidade do que os indivíduos do GRUPO IIIB; tais achados podem ter influenciado negativamente as respostas espirométricas no GRUPO IIIA. Uma questão-chave na avaliação comparativa entre os GRUPOS IIIA e IIIB diz respeito às inerentes diferenças no tempo decorrido após a primeira exposição, ou seja, maior, por definição, no GRUPO IIIA. Entretanto, deve-se observar a semelhança no tempo de exposição (numa carga de exposição nitidamente menor) e a realização de TCAR, no GRUPO IIIB, nos indivíduos com carga de exposição igual ou maior daquela observada nos trabalhadores deste Grupo que não foram submetidos à TCAR. Em adição, a diferença inter-grupos relativamente estreita no tempo de seguimento, contrastando com as amplas diferenças de acometimento pleuropulmonar, isto é mais freqüente no GRUPO IIIA, são compatíveis com a noção de que o achado das alterações tomográficas menos prevalentes no GRUPO IIIB tenha sido relacionado a uma menor carga de exposição neste grupo. Como esperado, os indivíduos com alterações intersticiais compatíveis com asbestose e aqueles com placas pleurais apresentaram redução significativa dos parâmetros espirométricos comparativamente aos indivíduos sem estas alterações. 159
expostos às condições de maior exposição (I e II) apresentaram risco substancialmente maior de adoecimento do que o GRUPO III (Figura 2). Neste contexto, um aspecto original do presente estudo foi o da individualização de um sub-grupo (GRUPO IIIB) que iniciou suas atividades laborais após expressivas ações para redução da contaminação dos postos de trabalho (isto é, a partir de 1980). Os achados deste estudo indicam redução apreciável da ocorrência de placas pleurais e melhor desempenho funcional respiratório neste grupo comparativamente ao GRUPO IIIA que, por sua vez, já apresentava melhora de tais indicadores frente aos GRUPOS I e II. Adicionalmente, enquanto 8 casos com asbestose (com ou sem placas concomitantes) foram identificados no GRUPO IIIA, não se observou nenhum caso no GRUPO IIIB. Deve-se reconhecer, entretanto, que os trabalhadores do GRUPO IIIA eram, em média, cerca de 11 anos mais velhos e relatavam tabagismo mais frequentemente (aproximadamente 60% x 40 %) e com maior intensidade do que os indivíduos do GRUPO IIIB; tais achados podem ter influenciado negativamente as respostas espirométricas no GRUPO IIIA. Uma questão-chave na avaliação comparativa entre os GRUPOS IIIA e IIIB diz respeito às inerentes diferenças no tempo decorrido após a primeira exposição, ou seja, maior, por definição, no GRUPO IIIA. Entretanto, deve-se observar a semelhança no tempo de exposição (numa carga de exposição nitidamente menor) e a realização de TCAR, no GRUPO IIIB, nos indivíduos com carga de exposição igual ou maior daquela observada nos trabalhadores deste Grupo que não foram submetidos à TCAR. Em adição, a diferença inter-grupos relativamente estreita no tempo de seguimento, contrastando com as amplas diferenças de acometimento pleuropulmonar, isto é mais freqüente no GRUPO IIIA, são compatíveis com a noção de que o achado das alterações tomográficas menos prevalentes no GRUPO IIIB tenha sido relacionado a uma menor carga de exposição neste grupo. Como esperado, os indivíduos com alterações intersticiais compatíveis com asbestose e aqueles com placas pleurais apresentaram redução significativa dos parâmetros espirométricos comparativamente aos indivíduos sem estas alterações. 159
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Entretanto, tais achados restringiram-se aos participantes do GRUPO II. Tal achado pode refletir a maior prevalência (70 % x 60 %) e carga tabágica (45 anos-maço x 33 anos-maço) dos indivíduos não-doentes do GRUPO I comparativamente àqueles do GRUPO II, ou seja, as alterações espirométricas devido ao tabagismo podem ter equiparado os decréscimos funcionais de indivíduos com e sem anormalidades pleuro-pulmonares no GRUPO I. Outro aspecto digno de nota foi o achado de redução funcional (CVF e VEF1) nos ex-trabalhadores portadores de placas pleurais comparativamente aos indivíduos normais, tanto no GRUPO I como no GRUPO II. Novamente, entretanto, a história tabagística foi mais intensa nestes participantes, tornando complexa a interpretação destes achados. Nesta avaliação são apresentados dados descritivos dos indivíduos com neoplasia pulmonar na Tabela 80. Entretanto, o nexo técnico ou causal dos fatores contribuintes e seu grau de participação como determinantes da doença neoplásica não puderam ser definitivamente estabelecidos, por insuficientes informações; notadamente aquelas referentes à identificação de corpos de asbesto na análise histopatológica e/ou contagem de fibras de asbesto por grama de pulmão seco. A relevância desta análise se configura considerando-se que nenhum dos indivíduos avaliados (Tabela 80) apresentava alterações pleuro-pulmonares compatíveis com exposição ao asbesto pela TCAR. Entretanto, um indivíduo, não fumante (Nº2 – Tabela 80) apresentou exposição cumulativa superior a 25 fibras_ano e apesar de não apresentar alterações intersticiais compatíveis com asbestose poderia ter seu câncer pulmonar relacionado ao asbesto. (54) Devemos ressaltar que este ex-trabalhador foi exposto na década de 1960 a ambos tipos de fibras (anfibólios e crisotila). 2.5.3.2 - Avaliação Longitudinal A possível progressão das alterações (ou seja, surgimento de alterações pleurais ou parenquimatosas em relação ao Projeto-I) também apresentou notável polimorfismo de acordo com o GRUPO de exposição. Desta forma, a taxa de evolução 160
Entretanto, tais achados restringiram-se aos participantes do GRUPO II. Tal achado pode refletir a maior prevalência (70 % x 60 %) e carga tabágica (45 anos-maço x 33 anos-maço) dos indivíduos não-doentes do GRUPO I comparativamente àqueles do GRUPO II, ou seja, as alterações espirométricas devido ao tabagismo podem ter equiparado os decréscimos funcionais de indivíduos com e sem anormalidades pleuro-pulmonares no GRUPO I. Outro aspecto digno de nota foi o achado de redução funcional (CVF e VEF1) nos ex-trabalhadores portadores de placas pleurais comparativamente aos indivíduos normais, tanto no GRUPO I como no GRUPO II. Novamente, entretanto, a história tabagística foi mais intensa nestes participantes, tornando complexa a interpretação destes achados. Nesta avaliação são apresentados dados descritivos dos indivíduos com neoplasia pulmonar na Tabela 80. Entretanto, o nexo técnico ou causal dos fatores contribuintes e seu grau de participação como determinantes da doença neoplásica não puderam ser definitivamente estabelecidos, por insuficientes informações; notadamente aquelas referentes à identificação de corpos de asbesto na análise histopatológica e/ou contagem de fibras de asbesto por grama de pulmão seco. A relevância desta análise se configura considerando-se que nenhum dos indivíduos avaliados (Tabela 80) apresentava alterações pleuro-pulmonares compatíveis com exposição ao asbesto pela TCAR. Entretanto, um indivíduo, não fumante (Nº2 – Tabela 80) apresentou exposição cumulativa superior a 25 fibras_ano e apesar de não apresentar alterações intersticiais compatíveis com asbestose poderia ter seu câncer pulmonar relacionado ao asbesto. (54) Devemos ressaltar que este ex-trabalhador foi exposto na década de 1960 a ambos tipos de fibras (anfibólios e crisotila). 2.5.3.2 - Avaliação Longitudinal A possível progressão das alterações (ou seja, surgimento de alterações pleurais ou parenquimatosas em relação ao Projeto-I) também apresentou notável polimorfismo de acordo com o GRUPO de exposição. Desta forma, a taxa de evolução 160
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para alterações intersticiais compatíveis com asbestose e placas pleurais foi cerca de três vezes maior no GRUPO I (12% e 24 %) do que no GRUPO II (4,6 % e 6,9 %). Conforme discutido previamente, nossos achados apontam para a inadequação do RXT para o seguimento destes trabalhadores, seja pelo maior risco de falso-positivo para detecção de alterações intersticiais nos grupos com menor exposição (isto é, surgimento de casos novos na ausência de doença parenquimatosa pela TCAR) ou como falso-negativo para alterações pleurais nos grupos com maior exposição. Observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente, relativo (% do previsto de CVF e VEF1), dos pacientes que evoluíram, frente a avaliação inicial, para asbestose. Entretanto, tal achado restringiu-se ao GRUPO II, seja pelo declínio funcional de uma população com maior exposição ao tabaco no Grupo I e/ou maior extensão das alterações tomográficas no GRUPO II. Deve-se observar, também, a importante redução da CVF no grupo que evoluiu para placas pleurais comparativamente aos indivíduos que permaneceram estáveis. Embora tais diferenças não tenham alcançado significância estatística (provavelmente pelo número reduzido de casos que progrediram em cada grupo frente aos estáveis), estas sugerem que o desenvolvimento de placas pleurais, numa população com elevada prevalência de tabagismo, parece associar-se com um excesso de perda funcional ao longo do tempo. O presente estudo permitiu a identificação de características basais que se mostraram consistentemente relacionadas à progressão das alterações intersticiais e/ou pleurais associadas ao asbesto nos GRUPOS com maior exposição. Desta forma, idade e maior exposição cumulativa foram fatores claramente associados com maior risco de adoecimento nos GRUPOS I e II, independentemente da história e carga tabágica. Do ponto de vista prático, tais dados indicam a adequação de avaliações seriadas ao longo do tempo para a identificação de casos novos nos ex-trabalhadores com maior exposição cumulativa e tempo decorrido deste a primeira exposição. 161
para alterações intersticiais compatíveis com asbestose e placas pleurais foi cerca de três vezes maior no GRUPO I (12% e 24 %) do que no GRUPO II (4,6 % e 6,9 %). Conforme discutido previamente, nossos achados apontam para a inadequação do RXT para o seguimento destes trabalhadores, seja pelo maior risco de falso-positivo para detecção de alterações intersticiais nos grupos com menor exposição (isto é, surgimento de casos novos na ausência de doença parenquimatosa pela TCAR) ou como falso-negativo para alterações pleurais nos grupos com maior exposição. Observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente, relativo (% do previsto de CVF e VEF1), dos pacientes que evoluíram, frente a avaliação inicial, para asbestose. Entretanto, tal achado restringiu-se ao GRUPO II, seja pelo declínio funcional de uma população com maior exposição ao tabaco no Grupo I e/ou maior extensão das alterações tomográficas no GRUPO II. Deve-se observar, também, a importante redução da CVF no grupo que evoluiu para placas pleurais comparativamente aos indivíduos que permaneceram estáveis. Embora tais diferenças não tenham alcançado significância estatística (provavelmente pelo número reduzido de casos que progrediram em cada grupo frente aos estáveis), estas sugerem que o desenvolvimento de placas pleurais, numa população com elevada prevalência de tabagismo, parece associar-se com um excesso de perda funcional ao longo do tempo. O presente estudo permitiu a identificação de características basais que se mostraram consistentemente relacionadas à progressão das alterações intersticiais e/ou pleurais associadas ao asbesto nos GRUPOS com maior exposição. Desta forma, idade e maior exposição cumulativa foram fatores claramente associados com maior risco de adoecimento nos GRUPOS I e II, independentemente da história e carga tabágica. Do ponto de vista prático, tais dados indicam a adequação de avaliações seriadas ao longo do tempo para a identificação de casos novos nos ex-trabalhadores com maior exposição cumulativa e tempo decorrido deste a primeira exposição. 161
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2.5.4 - Limitações do Estudo O presente estudo tem algumas limitações que devem ser consideradas para a interpretação dos dados. Como citado, houve inúmeros desafios a serem vencidos para a localização dos ex-trabalhadores e, após a identificação dos mesmos, a aceitação para uma reavaliação. Desta forma, o número de indivíduos efetivamente avaliado aproximou-se de 2/3 da proposta original. Entretanto, como discutido acima, observamos que foram avaliados os ex-trabalhadores sob o maior risco de adoecimento e progressão das alterações estruturais e funcionais, ou seja, com maior exposição cumulativa, tipificando o ―pior cenário‖ epidemiológico. Diversos achados permitiram concluir que a investigação radiográfica de tórax teve taxa apreciável de falso-positivos para as alterações parenquimatosas e, ao contrário, deixou de identificar diversos casos com placas pleurais na TCAR. Adicionalmente, casos considerados ―positivos‖ no Projeto-I, deixaram-no de ser nesta reavaliação. Portanto, a utilização apenas da TCAR como método de investigação imagética acabou por reduzir substancialmente o número de extrabalhadores avaliados longitudinalmente. Entretanto, o perfil dos indivíduos submetidos a TCAR não diferiu daqueles que não realizaram tal exame. Devido às questões logísticas, a avaliação funcional respiratória restringiu-se à espirometria; portanto, não se pode avaliar possíveis reduções concomitantes ou isoladas da capacidade de difusão pulmonar ou da integridade da troca gasosa intrapulmonar. A avaliação tomográfica restringiu-se a identificação dos casos, não havendo, ainda, uma tentativa formal de quantificação da extensão e progressão dos casos já positivos no Projeto-I. Embora alguns esquemas classificatórios baseados na TCAR já estejam disponíveis), dados do nosso grupo indicam limitações relevantes na interpretação de modificações longitudinais e os dados do presente estudo serão futuramente analisados com uma abordagem sistematizada alternativa. 162
2.5.4 - Limitações do Estudo O presente estudo tem algumas limitações que devem ser consideradas para a interpretação dos dados. Como citado, houve inúmeros desafios a serem vencidos para a localização dos ex-trabalhadores e, após a identificação dos mesmos, a aceitação para uma reavaliação. Desta forma, o número de indivíduos efetivamente avaliado aproximou-se de 2/3 da proposta original. Entretanto, como discutido acima, observamos que foram avaliados os ex-trabalhadores sob o maior risco de adoecimento e progressão das alterações estruturais e funcionais, ou seja, com maior exposição cumulativa, tipificando o ―pior cenário‖ epidemiológico. Diversos achados permitiram concluir que a investigação radiográfica de tórax teve taxa apreciável de falso-positivos para as alterações parenquimatosas e, ao contrário, deixou de identificar diversos casos com placas pleurais na TCAR. Adicionalmente, casos considerados ―positivos‖ no Projeto-I, deixaram-no de ser nesta reavaliação. Portanto, a utilização apenas da TCAR como método de investigação imagética acabou por reduzir substancialmente o número de extrabalhadores avaliados longitudinalmente. Entretanto, o perfil dos indivíduos submetidos a TCAR não diferiu daqueles que não realizaram tal exame. Devido às questões logísticas, a avaliação funcional respiratória restringiu-se à espirometria; portanto, não se pode avaliar possíveis reduções concomitantes ou isoladas da capacidade de difusão pulmonar ou da integridade da troca gasosa intrapulmonar. A avaliação tomográfica restringiu-se a identificação dos casos, não havendo, ainda, uma tentativa formal de quantificação da extensão e progressão dos casos já positivos no Projeto-I. Embora alguns esquemas classificatórios baseados na TCAR já estejam disponíveis), dados do nosso grupo indicam limitações relevantes na interpretação de modificações longitudinais e os dados do presente estudo serão futuramente analisados com uma abordagem sistematizada alternativa. 162
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2.6 - CONCLUSÕES Os resultados do presente estudo envolvendo trabalhadores e extrabalhadores da atividade de mineração de asbestos, separados por GRUPOS cronológicos refletindo distintas condições de exposição, permitem concluir que: 1. Avaliação transversal Projeto II (2007-2010): 1a. A ocorrência de doença pleural ou parenquimatosa asbesto-relacionada foi substancialmente maior nos expostos entre 1940 a 1966 (GRUPO I) e entre 1967 a 1976 (GRUPO II), que apresentaram maior tempo e carga de exposição, comparativamente aos ex-trabalhadores dos períodos entre 1977 a 1980 (GRUPOS IIIA) e a partir de 1981 (GRUPO IIIB). 1b. O GRUPO IIIB, em particular, apresentou o menor risco de desenvolvimento de doença pleural (4 casos de placas pleurais, entretanto, dois deles tiveram exposição anterior a 1980 na indústria do fibrocimento). Este foi o único grupo em que não se detectou nenhum caso de alterações intersticiais compatíveis com asbestose. 1c. os pacientes com asbestose e aqueles com placas pleurais do GRUPO II apresentaram redução significativa dos parâmetros funcionais respiratórios comparados com indivíduos livres de doença; ressaltamos porém que os pacientes com asbestose relataram maior carga tabágica; 1d. devido a reduzida prevalência de alterações atribuíveis ao asbesto nos GRUPOS IIIA e IIIB, não foi possível uma comparação válida entre subgrupos com e sem alterações pleuro-parenquimatosas. Entretanto, os indivíduos do Grupo IIIA foram expostos a maior carga tabágica, além de apresentarem menores valores espirométricos do que os indivíduos do GRUPO IIIB. 1e. Diagnóstico possível de câncer de pulmão foi considerado em 15 casos. Em 8 (6 casos no presente estudo e 2 do Projeto-I) o diagnóstico foi 163
2.6 - CONCLUSÕES Os resultados do presente estudo envolvendo trabalhadores e extrabalhadores da atividade de mineração de asbestos, separados por GRUPOS cronológicos refletindo distintas condições de exposição, permitem concluir que: 1. Avaliação transversal Projeto II (2007-2010): 1a. A ocorrência de doença pleural ou parenquimatosa asbesto-relacionada foi substancialmente maior nos expostos entre 1940 a 1966 (GRUPO I) e entre 1967 a 1976 (GRUPO II), que apresentaram maior tempo e carga de exposição, comparativamente aos ex-trabalhadores dos períodos entre 1977 a 1980 (GRUPOS IIIA) e a partir de 1981 (GRUPO IIIB). 1b. O GRUPO IIIB, em particular, apresentou o menor risco de desenvolvimento de doença pleural (4 casos de placas pleurais, entretanto, dois deles tiveram exposição anterior a 1980 na indústria do fibrocimento). Este foi o único grupo em que não se detectou nenhum caso de alterações intersticiais compatíveis com asbestose. 1c. os pacientes com asbestose e aqueles com placas pleurais do GRUPO II apresentaram redução significativa dos parâmetros funcionais respiratórios comparados com indivíduos livres de doença; ressaltamos porém que os pacientes com asbestose relataram maior carga tabágica; 1d. devido a reduzida prevalência de alterações atribuíveis ao asbesto nos GRUPOS IIIA e IIIB, não foi possível uma comparação válida entre subgrupos com e sem alterações pleuro-parenquimatosas. Entretanto, os indivíduos do Grupo IIIA foram expostos a maior carga tabágica, além de apresentarem menores valores espirométricos do que os indivíduos do GRUPO IIIB. 1e. Diagnóstico possível de câncer de pulmão foi considerado em 15 casos. Em 8 (6 casos no presente estudo e 2 do Projeto-I) o diagnóstico foi 163
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confirmado e nos 7 restantes foi presumido. Por informações insuficientes, o nexo causal com a exposição ocupacional, embora considerado, não pode ser estabelecido em todos os indivíduos. 2. Na avaliação longitudinal por TCAR (1996-2000 Projeto-I a 2007-2010 Projeto-II), assumindo-se a presença dos sub-grupos que permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas pleurais (EVOL-PP): 2.a surgiram 5 novos casos com placas no Grupo IIIA, ou seja, 3,8 %, sendo que 4 tinham TCAR sem alterações no estudo inicial. Nenhum caso de alteração intersticial compatível com asbestose foi identificado evolutivamente no GRUPO IIIA. Não se identificou novas alterações nem progressão do comprometimento pleural ou intersticial nos indivíduos do GRUPO IIIB, que fizeram TCAR nos dois estudos. 2.b nos GRUPO I e II, os pacientes das categorias EVOL-ASB e EVOL-PP tiveram maior exposição cumulativa, tendendo a ser mais idosos e com maior tempo de exposição do que o sub-grupo EST. 2.c no GRUPO I, os valores funcionais em ambos os estudos e suas modificações ao longo do tempo não diferiram entre os sub-grupos com e sem progressão tomográfica. 2.d no GRUPO II, embora os valores funcionais na avaliação inicial e final não tenham diferido estatisticamente entre os sub-grupos, observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente, relativo nos indivíduos na categoria EVOL-ASB. 2.e Independentemente do GRUPO, não houve associação entre história e carga tabágica com a progressão ou não das alterações tomográficas. 3. Quanto à evolução de acordo com o RXT (N= 2013), independentemente do GRUPO: 164
confirmado e nos 7 restantes foi presumido. Por informações insuficientes, o nexo causal com a exposição ocupacional, embora considerado, não pode ser estabelecido em todos os indivíduos. 2. Na avaliação longitudinal por TCAR (1996-2000 Projeto-I a 2007-2010 Projeto-II), assumindo-se a presença dos sub-grupos que permaneceram estáveis (EST), evoluíram para asbestose (EVOL-ASB) ou placas pleurais (EVOL-PP): 2.a surgiram 5 novos casos com placas no Grupo IIIA, ou seja, 3,8 %, sendo que 4 tinham TCAR sem alterações no estudo inicial. Nenhum caso de alteração intersticial compatível com asbestose foi identificado evolutivamente no GRUPO IIIA. Não se identificou novas alterações nem progressão do comprometimento pleural ou intersticial nos indivíduos do GRUPO IIIB, que fizeram TCAR nos dois estudos. 2.b nos GRUPO I e II, os pacientes das categorias EVOL-ASB e EVOL-PP tiveram maior exposição cumulativa, tendendo a ser mais idosos e com maior tempo de exposição do que o sub-grupo EST. 2.c no GRUPO I, os valores funcionais em ambos os estudos e suas modificações ao longo do tempo não diferiram entre os sub-grupos com e sem progressão tomográfica. 2.d no GRUPO II, embora os valores funcionais na avaliação inicial e final não tenham diferido estatisticamente entre os sub-grupos, observou-se maior declínio funcional absoluto e, principalmente, relativo nos indivíduos na categoria EVOL-ASB. 2.e Independentemente do GRUPO, não houve associação entre história e carga tabágica com a progressão ou não das alterações tomográficas. 3. Quanto à evolução de acordo com o RXT (N= 2013), independentemente do GRUPO: 164
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3.a Houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos. Assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou elevada taxa de falso-positivos para alterações intersticiais compatíveis com asbestose e falso-negativo para placas pleurais, tanto na avaliação transversal como na análise evolutiva dos casos alterados no Projeto-I. 4. Avaliação de Fibras Suspensas no Ar no Local de Trabalho Os resultados obtidos variaram de 0,0009 a 0,0869 f/mL, ou f/cm3, sendo significativamente inferiores aos limites de tolerância estabelecidos pela NR-15, Anexo 12, de 2,0 f/mL e do “Acordo para o Uso Controlado e Responsável do Amianto Crisotila (U.C.A.)”, de 0,10 f/mL em seus postos de trabalho. 5. Avaliação Petrográfica-Mineralógica Na avaliação mineralógica foram encontradas fibras de crisotila, além de outros minerais, entretanto, não foi identificado anfibólio asbestiforme. Portanto, os resultados do presente estudo indicam que: A. A exposição cumulativa, independentemente do GRUPO, foi a principal variável associada com a prevalência (Projeto II) e a progressão (Projetos I e II) de alterações pleurais e intersticiais pulmonares associadas ao asbesto; B. Nos indivíduos com maior exposição cumulativa e doença pleuropulmonar há substancial perda funcional ao longo do tempo, justificando avaliações longitudinais para a quantificação da disfunção respiratória nestes trabalhadores; C. Comparativamente ao RXT, a TCAR, considerado o teste de referência, apresenta rendimento diagnóstico superior, reduzindo significativamente o risco de falso-positivo para alterações intersticiais e falso-negativo para comprometimento pleural. 165
3.a Houve fraca concordância entre os achados tomográficos e radiográficos. Assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou elevada taxa de falso-positivos para alterações intersticiais compatíveis com asbestose e falso-negativo para placas pleurais, tanto na avaliação transversal como na análise evolutiva dos casos alterados no Projeto-I. 4. Avaliação de Fibras Suspensas no Ar no Local de Trabalho Os resultados obtidos variaram de 0,0009 a 0,0869 f/mL, ou f/cm3, sendo significativamente inferiores aos limites de tolerância estabelecidos pela NR-15, Anexo 12, de 2,0 f/mL e do “Acordo para o Uso Controlado e Responsável do Amianto Crisotila (U.C.A.)”, de 0,10 f/mL em seus postos de trabalho. 5. Avaliação Petrográfica-Mineralógica Na avaliação mineralógica foram encontradas fibras de crisotila, além de outros minerais, entretanto, não foi identificado anfibólio asbestiforme. Portanto, os resultados do presente estudo indicam que: A. A exposição cumulativa, independentemente do GRUPO, foi a principal variável associada com a prevalência (Projeto II) e a progressão (Projetos I e II) de alterações pleurais e intersticiais pulmonares associadas ao asbesto; B. Nos indivíduos com maior exposição cumulativa e doença pleuropulmonar há substancial perda funcional ao longo do tempo, justificando avaliações longitudinais para a quantificação da disfunção respiratória nestes trabalhadores; C. Comparativamente ao RXT, a TCAR, considerado o teste de referência, apresenta rendimento diagnóstico superior, reduzindo significativamente o risco de falso-positivo para alterações intersticiais e falso-negativo para comprometimento pleural. 165
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2.7 – REFERÊNCIAS 1- ASBESTOS PUBLICATIONS, U.S. – Departament of Health and Human Services, Pulic Health Services, Centers of Disease Control, NIOSH, 1992. 2- BECKLAKE MR. Asbestos Related Diseases In: Stellman J.M. (Ed.) Encyclopedia of Occupational Health and Safety 4th ed. Geneva, International Labour Office; 1050-1063, 1998. 3- SELIKOFF I J, HAMMOND E C, SEIDMAN H. Mortality experience of insulation workers in the United States and Canada, 1943 – 1976, Ann Ny Acad Sci, 330:91116,1979. 4- HAMMOND E.C., SELIKOFF I.J., SEIDMAN H., Asbestos Exposure, Cigarette Smoking and Death Rates Ann Ny Acad. Sci; 330: 473-490, 1979. 5- SELIKOFF, CHURG J, HAMMAND E C. Asbestos exposure and neoplasia. J Am Med Ass, 188:226, 1964. 6- SELIKOFF I J, Asbestos Disease. 1990-2020 – The Risks of Asbestos Risk Assessment. Toxicoly Ind. Health; 7: 117-127, 1991. 7- McDONALD J.C., LIDDELL FDK, DUFRESNE A, McDONALD A D. Dust exposure and mortality in chrysotile mining, 1910-1975, Br J Ind Med, 37:17-24, 1980. 8- McDONALD J.C, LIDDELL FDK, DUFRESNE A, McDONALD A.D. The 18911920, birth cohort of Quebec Miners and millers: mortality 1976-1988, BRJ Ind Med, 50:1073-1081, 1993. 9- MCDONALD J.C., MCDONALD A.D., HUGHES J.M., Chrisotile Themolite and Fibrogenicity. Annals Occup. Hyg; 43: 439-442, 1999. 10- CASE BW. Health effects of Themolite. Ann NY Acad Sci, 643:491-504, 1991. 11- CASE BW, DUFRESNE A, Mc DONALD AD, Mc DONALD JC, SEBASTIEN P. Asbestos fiber type and length in lungs of chrysotile textile and production workers: fibers longer than 18 um. Inhalation Toxicology 12:411-418, 2000. 12- CASE BW, BAGATIN E, CAPELOZZI VL Lung-Retained Fibre Content in Brazilian Chrysotile Workers. Ann Occup Hyg 2002;46:144-149. 166
2.7 – REFERÊNCIAS 1- ASBESTOS PUBLICATIONS, U.S. – Departament of Health and Human Services, Pulic Health Services, Centers of Disease Control, NIOSH, 1992. 2- BECKLAKE MR. Asbestos Related Diseases In: Stellman J.M. (Ed.) Encyclopedia of Occupational Health and Safety 4th ed. Geneva, International Labour Office; 1050-1063, 1998. 3- SELIKOFF I J, HAMMOND E C, SEIDMAN H. Mortality experience of insulation workers in the United States and Canada, 1943 – 1976, Ann Ny Acad Sci, 330:91116,1979. 4- HAMMOND E.C., SELIKOFF I.J., SEIDMAN H., Asbestos Exposure, Cigarette Smoking and Death Rates Ann Ny Acad. Sci; 330: 473-490, 1979. 5- SELIKOFF, CHURG J, HAMMAND E C. Asbestos exposure and neoplasia. J Am Med Ass, 188:226, 1964. 6- SELIKOFF I J, Asbestos Disease. 1990-2020 – The Risks of Asbestos Risk Assessment. Toxicoly Ind. Health; 7: 117-127, 1991. 7- McDONALD J.C., LIDDELL FDK, DUFRESNE A, McDONALD A D. Dust exposure and mortality in chrysotile mining, 1910-1975, Br J Ind Med, 37:17-24, 1980. 8- McDONALD J.C, LIDDELL FDK, DUFRESNE A, McDONALD A.D. The 18911920, birth cohort of Quebec Miners and millers: mortality 1976-1988, BRJ Ind Med, 50:1073-1081, 1993. 9- MCDONALD J.C., MCDONALD A.D., HUGHES J.M., Chrisotile Themolite and Fibrogenicity. Annals Occup. Hyg; 43: 439-442, 1999. 10- CASE BW. Health effects of Themolite. Ann NY Acad Sci, 643:491-504, 1991. 11- CASE BW, DUFRESNE A, Mc DONALD AD, Mc DONALD JC, SEBASTIEN P. Asbestos fiber type and length in lungs of chrysotile textile and production workers: fibers longer than 18 um. Inhalation Toxicology 12:411-418, 2000. 12- CASE BW, BAGATIN E, CAPELOZZI VL Lung-Retained Fibre Content in Brazilian Chrysotile Workers. Ann Occup Hyg 2002;46:144-149. 166
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13- DE KLERK N H, MUSK A W, COOKSON W O C M, GLANCY J J, HOBBS M S T. Radiographic abnormalities and mortality in subjects with exposure to crocidolite. Br J Ind Med; 50:902-906, 1993. 14- BERRY G., NEWHOUSE M.L., ANTONIS P., Combined Effect of Asbestos and Smoking or Mortality from Lung Cancer and Mesothelioma in Factory Workers. Br. J.Ind.Med.; 42: 12-18, 1985. 15- ROSLER J A, WOITOWITZ HJ. Recent data on cancer due to asbestos in Germany Med Lav 86(5) 440-448, 1995. 16- INSTITUE NATIONAL E DE LA SANTÉ ET DE LA RECHERCHE MÉDICALE, Effects Sunla Santé des principaux types d’exposition al’amiante, Paris, 1996. 17- MIKHEEV M.I. – Evaluation of the long-term effects of harmful occupational factors. In: KARVONEN,M. and MIKHEEV,M.I. (editors) – Epidemiology of occupational health. WHO Regional Publications, European Series, n º 20. WHO – World Health Organization, Regional Office for Europe, Copenhagen; pp. 69-80, 198. 18- WORLD HEALTH ORGANIZATION. INTERNATIONAL PROGRAME ON CHEMICAL SAFETY. ENVIRONMENTAL HEALTH CRITERIA FOR CHRYSOTILE ASBESTOS 203, WHO, 1998. 19- MAGNANI C, AGUDO A, GONZALES, C A, ANDRION, A, CALLEJA, A, CELLINI, E, DALMASSO, P, ESCOLAR, A, HERNÁNDEZ, S, IVALDI, C, MIRABELLI, D, RAMIRES, J, TURUGUET, D, USEL, M, TERRACINI, B. Multicentric study on malignant pleural mesothelioma and non-occupational exposure to asbestos. Br J Cancer, 83:1; 104-111, 2000. 20- MAGNANI C, TERRACINI B, IVALDI C, BOTTA M, MANCINI A, ADRION A. Pleural malignant mesothelioma and non-occupational exposure to asbestos in Casale Monferrato, Italy. Occup Environ Med; 52:362-367, 1995. 21- MAGNANI C, TERRACINI B, IVALDI C, BOTTA M, BUDEL P MANCINI A, ZANETTI R. A. cohort study on mortality among wives of workers in the asbestos cement Indus try in Casale Monferrato, Italy. Br J Ind Med; 50:779-784, 1993. 22- CAMUS M, SIEMIATYCKI J, MEEK B. Nonoccupational exposure to chrysotile asbestos and risk of lung cancer. N Eng J Med 338:1565-1571, 1998. 167
13- DE KLERK N H, MUSK A W, COOKSON W O C M, GLANCY J J, HOBBS M S T. Radiographic abnormalities and mortality in subjects with exposure to crocidolite. Br J Ind Med; 50:902-906, 1993. 14- BERRY G., NEWHOUSE M.L., ANTONIS P., Combined Effect of Asbestos and Smoking or Mortality from Lung Cancer and Mesothelioma in Factory Workers. Br. J.Ind.Med.; 42: 12-18, 1985. 15- ROSLER J A, WOITOWITZ HJ. Recent data on cancer due to asbestos in Germany Med Lav 86(5) 440-448, 1995. 16- INSTITUE NATIONAL E DE LA SANTÉ ET DE LA RECHERCHE MÉDICALE, Effects Sunla Santé des principaux types d’exposition al’amiante, Paris, 1996. 17- MIKHEEV M.I. – Evaluation of the long-term effects of harmful occupational factors. In: KARVONEN,M. and MIKHEEV,M.I. (editors) – Epidemiology of occupational health. WHO Regional Publications, European Series, n º 20. WHO – World Health Organization, Regional Office for Europe, Copenhagen; pp. 69-80, 198. 18- WORLD HEALTH ORGANIZATION. INTERNATIONAL PROGRAME ON CHEMICAL SAFETY. ENVIRONMENTAL HEALTH CRITERIA FOR CHRYSOTILE ASBESTOS 203, WHO, 1998. 19- MAGNANI C, AGUDO A, GONZALES, C A, ANDRION, A, CALLEJA, A, CELLINI, E, DALMASSO, P, ESCOLAR, A, HERNÁNDEZ, S, IVALDI, C, MIRABELLI, D, RAMIRES, J, TURUGUET, D, USEL, M, TERRACINI, B. Multicentric study on malignant pleural mesothelioma and non-occupational exposure to asbestos. Br J Cancer, 83:1; 104-111, 2000. 20- MAGNANI C, TERRACINI B, IVALDI C, BOTTA M, MANCINI A, ADRION A. Pleural malignant mesothelioma and non-occupational exposure to asbestos in Casale Monferrato, Italy. Occup Environ Med; 52:362-367, 1995. 21- MAGNANI C, TERRACINI B, IVALDI C, BOTTA M, BUDEL P MANCINI A, ZANETTI R. A. cohort study on mortality among wives of workers in the asbestos cement Indus try in Casale Monferrato, Italy. Br J Ind Med; 50:779-784, 1993. 22- CAMUS M, SIEMIATYCKI J, MEEK B. Nonoccupational exposure to chrysotile asbestos and risk of lung cancer. N Eng J Med 338:1565-1571, 1998. 167
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23- BRASIL. Departamento Nacional de Produção Mineral- Higiene das MinasAsbestose. Belo Horizonte, [Divisão de Fomento da Produção Mineral, Boletim nº 98], 1956. 24- MENEZEZ A J P. Condições de Trabalho em Mina e Usina de Amianto - O Problema da Asbestose. Serviço de Documentação do M.T.I.C, Rio de Janeiro, 1956. 25- SANTOS M I R, MACHADO G F. Asbestose Pulmonar J Pneumol;2:74-79, 1976. 26- NOGUEIRA D P, CERTAIN D A, UESUGUI S J, RIBEIRO H P. Asbestose no Brasil: Um risco ignorado. Rev Saúde Publ; 9:427-432, 1975. 27- ALGRANTI E, LIMA C Q B, VIEIRA A V. Asbesto e carcinoma broncogênico: pesquisa de fibras em tecido pulmonar de três pacientes portadores de carcinoma broncogênico. Revista Paulista de Medicina; 107 (3):133-138, 1989. 28- AMÂNCIO J B, BONCIANI M, URQUIZA S D.Avaliação radiológica de trabalhadores da Indústria do fibro-cimento do Estado de São Paulo. Rev Bras Saúde Ocup; 63:51-55, 1988. 29- BEDRIKOW, B. –Asbestose e tumores profissionais. Revista Paulista de Medicina, 107 3):131-2, 1989. 30- BONCIANI, M.- O asbestos no Brasil. In: BUSCHINELLI, J.T.P., ROCHA, L.E. & RIGOTTO, R.M. (Eds.)-Isto é Trabalho de Gente Vida, Doença e Trabalho no Brasil. São Paulo, Vozes; p. 550-63, 1993. 31- DE CAPITANI, E M et al.–Mesotelioma maligno de pleura com associação etiológica a asbesto: a propósito de três casos clínicos. Revista da Associação Médica Brasileira, 43 (3): 65-72, 1997. 32- ALGRANTI E, MENDONÇA EMC, DE CAPITANI EM, FREITAS JBF, SILVA HC, BUSSACOS MA. Non-Malignant Asbestos-Related Diseases In Brazilian Asbestos-Cement Workers. Am J Ind Med;40:240-254, 2001. 33- BAGATIN E, NEDER J A, NERY L E, TERRA FILHO M, KAVAKAMA J I, CASTELO J, CAPELOZZI V L, SETTE A A, KITAMURA S, FÁVERO M, MOREIRA FILHO D C, TAVARES R, PERES C, BECKLAKE M R. Non-malignant consequences of decreasing asbestos exposure in the Brazil chrysotile mines and mills. Occup Environ Med;62:381-389, 2005. 168
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